quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Notícias falsas



Bissau,08 Ago 18 (ANG) - O jornalista internacional, António Pacheco, disse esta segunda-feira (06 de agosto), que a imprensa mundial está a viver um período “muito difícil” devido a fabricação de notícias falsas

António Pacheco encontra-se no país para mais uma secção de formação para os jornalistas e correspondentes da Rádio Sol Mansi (RSM) sobre “a cobertura responsável do processo eleitoral - como evitar 'fake news' (notícias falsas) e a manipulação política”.

António Pacheco alerta que o jornalista está cada vez mais afastado da realidade do dia-a-dia, devido a informações publicadas nas redes sociais que fazem com que o papel da média torne ainda mais difícil sobretudo no período das eleições.

De acordo com Pacheco, os profissionais da comunicação social devem ocupar-se mais com a realidade quotidiana em relação aos interesses dos políticos.

“O jornalista deve ter em conta o interesse do cidadão e da democracia”, considerou.

Segundo António Pacheco para defender uma eleição justa, aberta e verdadeira, o jornalista deve ter a capacidade de estar junto do povo e conhecendo a sua realidade, evitando atuar como político.

Segundo Costa, o jornalista tem que deixar de pensar e atuar com amiguismo ou por religiões e etnias. Tem que pensar a vontade e as necessidades das pessoas que nos rodeiam e que têm a necessidade de transportes e ainda os hospitais que continuam sem condições para tratar as doenças.

“Quando um jornalista começa a ter carros e casas bonitas, perde a distância em relação ao povo; estou a ser talvez um pouco exagerado, mas esta é a realidade porque todos temos a necessidade de mudar a vida mas a melhoria da vida deve começar ao povo e deve começar por nós conseguirmos sacrificar-nos para dar a notícia e a verdade que interessa ao povo”, aconselha.

As eleições legislativas estão marcadas para o dia 18 de novembro próximo e os jornalistas da Rádio Sol Mansi iniciaram, segunda-feira (06), uma seção de formação de cinco dias com o jornalista internacional, António Pacheco, sobre “a cobertura responsável do processo eleitoral - como evitar 'fake news' e a manipulação política”.

 ANG/Rádio Sol Mansi

Moçambique


Governo e Renamo assinam memorando de entendimento
Bissau, 8 ago18 (ANG) - O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi anunciou segunda-feira que foi assinado um memorando de entendimento sobre assuntos militares entre Governo e Renamo, admitindo o culminar de um processo iniciado há  um ano, quando o Presidente Nyusi se encontrou na serra da Gorongosa com o falecido líder da Renamo Afonso Dhlakama.
Apelou a comunidade internacional para apoiar o país em todo este processo.
"O memorando indica de forma clara o roteiro sobre os assuntos militares e os passos subsequentes e determinantes para o alcance de uma paz efectiva e duradoura no que tange ao desarmamento, desmobilização e reintegração do braço armado da Renamo", refere Nyusi
No  âmbito do diálogo para a paz a 21 de Julho expirou o prazo de 10 dias fixado após o encontro, a 11 de Julho, entre o Presidente Filipe Nyusi e o líder interino da Renamo, Ossufo Momade, para que fosse entregue a lista dos antigos combatentes da Renamo a serem reintegrados nas Forças de Defesa e Segurança FDS - e a Polícia da República de Moçambique - PRM.
Posteriormente, a Renamo afirmou que só entregaria as listas quando fosse assinado um memorando de entendimento sobre o assunto com o governo, temendo a repetição do cenário pós Acordo de Paz de Roma em 1992, no qual já era prevista esta integração, bem como nos Serviços de Informações e Segurança do Estado - SISE - o que não se verificou.
Em termos de calendarização, a Renamo exige que se começe pelo enquadramento dos seus homens, seguido pela sua desmobilização, integração e finalmente desarmamento dos antigos combatentes e reinserção na vida social dos que não forem integrados nas FDS e PRM, orgãos nos quais a Renamo pretende ainda integrar em cargos de chefia.
Em Junho, a Frelimo "chantageou" a Renamo segundo Ossufo Momade, ao suspender unilateralmente a sessão extraordinária do parlamento, que devia aprovar a lei sobre a nova legislação eleitoral de que depende o calendário eleitoral das eleições autárquicas de 10 de Outubro, exigindo em contrapartida avanços no processo de desmilitarização da Renamo.ANG/RFI



Ensino


Banco Mundial disponibiliza 10,7 milhões de dólares

Bissau, 8 ago 18 (ANG) – O Conselho de Administração do Banco Mundial acaba de aprovar um financiamneto para a Guiné-Bissau no valor de 10,7 milhões de dolares para o sector do ensino.

Imagem Ilustrativo
Segundo um comunicado do Ministério da Economia e Financas, que cita um ofício dirigido ao Primeiro-ministro, Aristide Gomes pelo administrador do BM, Seydo Bouda,o referido montante será canalizado para o sector do ensino através do Projecto de Educação de Qualidade para Todos.

O comunicado refere que o mesmo projecto deverá ainda receber outro donativo da Parceria Mundial para a Educação, no valor de 4,3 milhões de dólares, doados pelos Estados Unidos de América.

O projecto de Educação de Qualidade para Todos visa a melhoria do ambiente do ensino e da aprendizagem das classes primárias, em escolas alvos do país e  compreende três componentes principais:

A primeira encoraja uma grande participação comunitária na gestão das escolas, reforçando os Comités de Gestão das escolas e um fornecimento de recursos fiscais para a implementação do plano de melhoramento do sistema educativo. Esta componente apoiará igualmente o melhoramento do sistema educativo reforçando as capacidades do mecanismo da inspeção existente;

A segunda componente do projeto irá melhorar a qualidade do ensino referente ao processo de certificação de professores, reformando o programa escolar das classes primárias de 1° a 4aclasse, dispensando os programas de formação contínua dos professores e introduzindo os programas do ensino standard nas escolas;

 E a  terceira componente apoiará o reforço das capacidades do Ministério da Educação, Ensino Superior, Juventude, Cultura e Desportos.

 ANG/SG