segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Saúde pública


        SAÙDE SABI TENE efectua tratamento gratuito no Simão Mendes

Bissau,08 Out 18(ANG) - A recém-criada ONG "Saúde Sabi Tene" que se encontra de visita ao país, efetua consultas e cirurgias grátis, incluindo ofertas de medicamentos no Hospital Nacional Simão Mendes em Bissau. 

Segundo a Rádio Difusão Nacional, a ONG Saúde Sabi Tene, foi criada desde Fevereiro deste ano na Europa e decide enviar uma equipa de 22 médicos e enfermeiros guineenses e portugueses para ajudar resolver problemas de saúde da população mais carenciada. 

Em Bissau, durante uma semana , nos Serviços de Urgência-geral e no Bloco Operatório do maior centro hospitalar do país, os médicos projectam realizar 35 cirurgias.

Até aqui, já realizaram 9 intervenções cirúrgicas de diferentes patologias, para além de vários outros tratamentos. 

O gesto louvável desperta a atenção do Chefe do Governo Aristides Gomes e que acompanhado do ministro dos Negócios Estrangeiros, João Ribeiro Butiam Có, visitou no Domingo a equipa "SAÚDE SABI TENE" tendo transmitido   os seus agradecimentos à equipa médica, em nome do povo guineense. ANG/ÂC//SG

China


                       Confirmada detenção do presidente da Interpol

Bissau, 08 out 18 (ANG) – A China confirmou segunda-feira (hora local) a detenção do presidente da Interpol, Meng Hongwei, por alegada e “grave violação da legislação estatal”, informou o diário South China Morning Post.



Meng era considerado desaparecido desde 25 de Setembro, quando viajou para a China. Após vários dias de silêncio, a Comissão nacional de supervisão (o órgão anti-corrupção chinês) informou num breve comunicado a detenção de Meng, que anteriormente ocupava a pasta de ex-ministro-adjunto para a Segurança Pública do governo chinês antes de ser nomeado como dirigente máximo da Interpol em Novembro de 2016, assinala o jornal de Hong Kong.
No comunicado oficial não são indicados os motivos da detenção de Meng, nem se teria infringido algumas das normas do Partido Comunista, a forma de a Comissão nacional de supervisão indicar os supostos casos de corrupção que submete a investigação.
Segundo o periódico, em 30 de Setembro decorreu uma reunião de altos dirigentes do Partido Comunista chinês na qual o ministro da Segurança Pública, Zhao Kezhi, forneceu detalhes de uma conversa que manteve com Ding Xuexiang, chefe de gabinete do Presidente chinês Xi Jinping, e onde manifestou a urgência em reforçar a vigilância contra a corrupção.
Por sua vez, a mulher do presidente da Interpol disse hoje acreditar que o seu marido está em perigo e pediu à comunidade internacional que intervenha para clarificar o seu paradeiro.
Grace Meng promoveu uma conferência de imprensa num hotel de Lyon, em França, onde se encontra a sede da organização internacional de polícia, para explicar que recebeu duas inquietantes mensagens ‘sms’ do seu marido em 25 de Setembro, e desde então não tem notícias suas.
Na primeira mensagem, Meng pedia que “aguardasse a sua chamada”, e mais tarde chegou outro ‘sms’ com um ‘emoticon’ que representa uma situação de perigo, segundo o diário local Le Progrès.
A mulher leu uma declaração em chinês e inglês onde também exorta a comunidade internacional a intervir no caso, para que seja desvendado o que aconteceu ao seu marido.
O secretário-geral da Interpol, o alemão Jürgen Stock, pediu no domingo à China que clarifique o paradeiro de Meng, que desapareceu pouco após chegar ao seu país.
Stock aguarda “uma resposta oficial das autoridades chinesas” que esclareça as preocupações que suscitou o desaparecimento de Meng, que segundo a imprensa do seu país estaria detido e sob investigação, uma informação que acabou por ser confirmada.
A procuradoria de Lyon abriu na sexta-feira uma investigação sobre o desaparecimento de Meng, que segundo diversos media de Hong Konh estaria a ser investigado como antigo responsável do governo chinês e poderá ter sido vítima de uma purga interna do regime.
Apesar de ser um cargo essencialmente honorífico, a designação de Meng foi muito criticada por organizações de defesa dos direitos humanos. ANG/Inforpress/Lusa