segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Can 2019


       Capitão  Zezinho confiante na vitória contra Moçambique

Bissau, 15 Out 18 (ANG) - O capitão da selecção nacional  “ Os Djurtus”, José Luís Mendes Lopes (Zezinho) disse no final da partida frente à Zâmbia, que “quem manda na nossa casa, somos nós”, num claro advertência a selecção de Moçambique.

Em declarações a Radio Solmansi  Lopes acredita ainda que a selecção nacional irá vencer a sua congénere de Moçambique  no ultimo jogo da segunda mão de qualificação do grupo K   para a Taça das Nações Africanas CAN a decorrer nos Camarões em 2019. 

Em relação ao próximo jogo frente a selecção da  Namíbia, Zezinho afirmou que a equipa  nacional aposta  na vitória, mesmo jogando fora ou seja na casa dos adversário, o objectivo é sempre ganhar e somar os  três pontos que são necessários para garantir a qualificação.

O médio defensivo Judinilson Mamadu Truncará  Gomes  (Pelé) jogador de Mónaco de França, disse que valeu a pena o esforço dos Djurtus para dar alegria ao povo guineense, pelo  apoio à selecção nacional. 

“ O nosso objectivo é chegar ao CAN ,e certamente vamos estar nos Camarões em 2019”, garantiu o jogador, no final da partida frente a selecção da Zâmbia. 

Instado a falar da sua  lesão, disse não estar lesionada, mas  com cansaço físico e que  já se encontra  bem.  

A Guiné-Bissau venceu a sua congerene da Zâmbia por 2-1 e assume a liderança do grupo K com sete pontos. As seleções de Moçambique e Zambia têm ambos 4 pontos menos um jogo.  
ANG/LPG//SG

Religião


      Papa canoniza mártir salvadorenho Romero e papa Paulo VI
imagem ilustrativo
Bissau, 15 out 18 (ANG) -  O papa Francisco canonizou domingo o arcebispo salvadorenho assassinado em 1980 Oscar Romero e o papa italiano Paulo VI, numa cerimónia na praça de São Pedro no Vaticano.
Francisco pronunciou a tradicional fórmula em latim para proclamar a santidade diante de dezenas de milhares de fiéis, entre os quais numerosos salvadorenhos.
“Declaramos santos os beatos Paulo VI, Oscar Arnulfo Romero Galdámez (…)”, disse o papa, que decretou que “eles devem ser venerados como tais por toda a igreja”.
Foram igualmente canonizadas as freiras Nazaria de Santa Teresa de Jesus March, espanhola, e Maria Catalina Kasper, alemã, os padres italianos Francesco Spinelli e Vincenzo Romano e o laico italiano Nunzio Sulprizio.
Descrito como um homem simples e próximo do povo, Oscar Romero, nascido em 1917, foi defensor dos camponeses sem terra, provocando a cólera dos sectores mais conservadores de El Salvador.
Apelidado ‘a voz dos sem voz’, era, mesmo não sendo teólogo, adepto da teologia da libertação, uma corrente nascida na América Latina. Foi assassinado durante uma missa por um comando da extrema-direita a 24 de Março de 1980, no início de uma guerra civil (1980-1992) que fez cerca de 75 mil mortos e sete mil desaparecidos.
Paulo VI, nascido Giovanni Battista Montini em 1897, foi papa entre 1963 e 1978 e concluiu o Concílio Vaticano II, iniciado pelo seu predecessor João XXIII, considerada uma importante adaptação da igreja católica ao mundo moderno.
Foi beatificado em Outubro de 2014 e é lembrado como o papa que disse “não” à pílula contracetiva em 1968, suscitando reacções muito negativas, até no seio da igreja.
O papa cita frequentemente os escritos de Paulo VI e os dois têm em comum uma vontade de reformar a cúria romana.
 ANG/Lusa/Inforpress


Justiça


                        Guardas prisionais iniciam greve de cinco dias 

Bissau 15 Out 18 (ANG) – O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional da Guiné-Bissau (SNCGP-GB), iniciou hoje uma paralisação de cinco dias, reivindicando o cumprimento do Memorando de Entendimento assinado com o Governo. 

Em entrevista exclusiva à ANG, o Presidente do SNCGP-GB disse que o motivo da paralisação tem a ver com o não engajamento por parte do Executivo para resolver os problemas dos guardas prisionais, nomeadamente o pagamento dos retroativos dos agentes.

Iazalde José da Silva disse que no memorando o Governo prometeu pagar os guardas prisionais na sua categoria, facto que não acontece há nove meses, desde assinatura do acordo entre as partes.

“As nossas reclamações não surtiram efeitos desejados Por isso, avançamos  com um pré-aviso de greve que entregamos ao Ministério da Justiça e a Função Publica”,disse salientando que o actual ministro da justiça demonstrou uma certa vontade de satisfazer essa reivindicação mas que as dificuldades para o efeito estão  no  Ministério das Finanças.

O Presidente do SNCGP-GB disse que o Ministro das Finanças, na altura, Aladje João Mamadú Fadia havia confirmado a  entrada dos documentos sobre o caso nas finanças. Acrescenta que lhes foram dito que tudo estaria a ser bem encaminhado.

“Mas até então nada se conformou. Por isso recorremos à uma greve”, disse Iazalde. 

O sindicalista disse que com o governo actual, fizeram diligências inclusive marcaram uma audiência com o Primeiro-ministro na qualidade de Ministro das Finanças, os Secretários de Estado de Tesouro e Orçamento, masque  nenhum destes órgãos se dignou em, pelo menos, tentar ouvir a parte dos guardas prisionais.

“E no passado dia 10 do mês em curso quando entregamos o pré-aviso de greve ao Ministro da Justiça, Iaia Djaló, ele  nos enviou uma outra missiva ou um despacho do Conselho de Ministros, onde consta que o Governo não vai pagar nenhum atrasado, retroactivo, diferença salarial e subsídios ou outras remunerações relacionados ao  2018”,disse.

José da Silva disse que o sindicato está disponível  para dialogar com o patronato assim que forem convocados.

A paralisação que iniciou hoje vai terminar na sexta-feira com possibilidade de vir a ser  prolongada, caso até o ultimo dia não surtir nenhum efeito favorável.

ANG/MSC/LPG//SG



Bancos centrais


         Portugal defende reforço de cooperação entre lusófonos

Bissau, 15 out 18 (ANG) – O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, defendeu hoje em Díli o reforço do diálogo e da cooperação entre os bancos centrais lusófonos, ajudando assim a responder melhor a flutuações e tensões internacionais.
“Quando os instrumentos de cooperação se enfraquecem, com o conflito se tende a sobrepor aos interesses comuns, é preciso que alguém assuma a bandeira da cooperação, da coordenação”, disse Carlos Costa, em Díli.
“É desejável que ao nível da nossa pequena comunidade, cuidemos de manter as pontes que já instalamos, mas sobretudo as reforcemos no sentido prático”, sublinhou.
Isso, disse num encontro de bancos centrais dos países de língua portuguesa, ajudará a evitar que “os desenvolvimentos internacionais prejudiquem o funcionamento das economias, a sua integração internacional”, frisou.
Carlos Costa falava na abertura do 28º Encontro de Lisboa entre os Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa, que decorre hoje na capital timorense, Díli.
O encontro de Lisboa decorre pela primeira vez fora da capital portuguesa, aproveitando a presença na vizinha ilha indonésia de Bali dos responsáveis lusófonos que estiveram nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial.
Na sua intervenção Carlos Costa referiu-se à importância da acção externa das instituições financeiras e, em particular à necessidade de respeitar, cumprir e fazer cumprir as regras internacionais para o combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.
Nesse âmbito, recordou, os brancos centrais lusófonos adoptaram já um conjunto de princípios de cooperação que são idênticos aos adoptados como ‘benchmark’ pelo Banco Central Europeu (BCE).
Respeitar estes princípios é essencial, disse, para que os países não corram o risco de ficar isolados da comunidade internacional numa matéria tão essencial como o fluxo financeiro, especialmente como contrapartida ao comércio.
Aspectos como a segurança informação e dos sistemas de informação são algumas das questões que devem igualmente merecer atenção, disse.
Carlos Costa relembrou que o Banco de Portugal continua empenhado em colaborar com os seus congéneres lusófonos tendo este ano agendado mais de 130 acções de cooperação técnica com 28 técnicos do BP e mais de 400 de outros bancos centrais.
O encontro de Díli conta com a presença de governadores ou seus representantes de praticamente todos os bancos centrais lusófonos.
ANG/Inforpress/Lusa

ONU


Trinta oficiais militares guineenses recebem formação sobre missões de manutenção de paz 

Bissau, 15 Out 18 (ANG) – O Gabinete Integrado das Nações Unidas para Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) em parceria com o governo da Alemanha capacitam trinta oficias militares guineenses sobre  missões de manutenção da paz das Nações Unidas (ONU),numa formação  que terá a duração de quinze dias.

foto Formador
Na cerimónia de abertura, o Vice-Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas disse que esta é a primeira vez que os oficiais da Guiné-Bissau beneficiam do curso de género.

Mamadú Turé disse que um oficial precisa de estar munido de conhecimentos sobre como deve lidar tanto com a população como com os dirigentes e outros oficias durante a missão de manutenção da paz.

Agradeceu os responsáveis pela formação e pediu aos militares para aproveitarem no máximo para que num futuro próximo estejam em condições de aplicar, na prática, todos os conhecimentos que irão adquirir ao longo dos 15 dias da formação.

Em nome da UNIOGBIS Diego Rodriguez enalteceu a posição dos militares durante a crise política vigente.

“Esta postura foi reconhecida por toda a comunidade internacional facto que motivou esta formação”, revelou Diego Rodriguez.

Por sua vez, o formador, de nacionalidade Nigeriana, Emeka Ogili disse que está no país em nome do centro de formação Kofi Annan do Gana para ministrar a formação dos oficiais guineenses em matéria e missões da manutenção da paz na ONU.

“ Há quase meio século, os países africanos têm feitos sucessos em manutenção da paz a nível da ONU, em África e noutros continentes. “ disse o formador.

Emeka Ogili disse ainda que a missão de manutenção da paz da ONU não só salvou vidas das populações nos países em conflito armado, assim como formou oficiais e soldados sobre como  devem comportar com todos durante a sua missão.

Esclareceu que, com a missão de manutenção da paz, os soldados interagem com seus colegas e aprendem muitas coisas além do dinheiro que ganham.

O centro de formação militar, Kofi Annan, segundo Ogili, é especializado na preparação dos militares africanos para a missão da Paz da ONU, e conta com a assistência do governo alemão. 
ANG/JD/LPG//SG