quarta-feira, 20 de março de 2019

Eleições legislativas


    Movimento da Sociedade Civil saúda partidos que conquistaram mandatos

Bissau, 20 mar 19 (ANG) - O Movimento Nacional da Sociedae Civil para a Paz, Democracia e Desenvolvimento(MNSCPDD) saudou  os partidos políticos que o povo confiou mandatos para o representar na Assembleia Nacional que são PAIGC, Madem G-15,PRS, APU-PDGB, PND e UM, em comunicado à imprensa emitido no último fim de semana.
Presidente do Movimento da Sociedade Civil

O Movimento ainda felicitou o PAIGC na qualidade de vencedor das eleições desejando-lhe maiores sucessos na governação.

Esta  organizacção da sociedade civil guineense sustenta  que a nova configuração parlamentar exige do  próximo governo, maior capacidade de diálogo e concertação permanente com todos  os partidos políticos com assento parlamentar, assim como os demais atores políticos, económicos e sociais, com vista a criação de grandes consensos em torno das reformas vitais que o pais tanto almeja.

Ao PAIGC e seus aliados no parlamento(APU-PDGB, PND E UM) pede maior responsabilidade na legislação  sobre grandes assuntos de interesse nacional e  à oposição parlamentar (Madem-GB e PRS) pede fiscalização da acção governativa.

O movimento justifica  as suas preocupações com  a “difícil situação conjuntural do pais, caracterizada pelas enormes carências sociais, tais como, as dificuldades de acesso a educação, saúde, água potável, energia eléctrica, as más  condições das infra-estruturas”, e ainda  as “precárias condições laborais que os trabalhadores guineenses enfrentam”.

O PAIGC venceu com maioria relativa as eleições mas já tem acordos com três outras formações com assento parlamentar, que  lhe garantem uma estabilidade parlamentar e governativa.

 O MNSCPDD exorta o PAIGC para eleger a igualdade de género como um dos critérios para a formação do próximo governo. ANG//SG

Somália


           Amnistia Internacional acusa Exército dos EUA de matar civís
Bissau, 20 mar 19 (ANG) - A Amnistia Internacional acusou o Exército dos Estados Unidos de ocultar mortes de civis em repetidos ataques contra os radicais islâmicos shebab na Somália, informação negada por Washington, que afirma que não matou qualquer civil local desde o início de 2017, noticiou a AFP.
No relatório divulgado na terça-feira, com o nome de "A guerra oculta dos Estados Unidos na Somália", a organização protectora dos direitos humanos garante que 14 civis morreram e outros sete ficaram feridos em cinco ataques aéreos atribuídos às forças militares americanas.
Estes cinco ataques ocorreram entre 16 de Outubro de 2017 e 9 de Dezembro de 2018 em Lower Shabelle (sudoeste), uma das áreas controladas pelos shebab, aliados da Al-Qaeda. A entidade acusa os soldados dos EUA de terem deixado vítimas colaterais, inclusive de ataques indiscriminados contra civis, onde morreram fazendeiros, trabalhadores e crianças. 
"Estes ataques, foram dirigidos contra civis, ou aqueles que planearam a acção falharam ao tomar medidas adequadas para verificar que os objectivos não fossem de natureza civil, ou aqueles que realizaram o ataque não puderam cancelar ou suspender o ataque quando ficou evidente que estava mal dirigido ou que o ataque poderia ser desproporcional. Como resultado, os ataques parecem violar o princípio de distinção ou proporcionalidade", aponta o relatório. ANG/Angop

terça-feira, 19 de março de 2019

Política


"José Mário Vaz não trabalhou para garantir o bom das instituições” , diz Fernando Jorge  d'Almada

Bissau, 19 mar 19 (ANG) - O chefe de Divisão dos Assuntos Sociais na Direcção dos Assuntos Humanitários e Sociais da CEDEAO, igualmente candidato às primárias no Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC), disse que o José Mário Vaz não pautou pela responsabilidade que incumbe ao Presidente da República, de garantir o bom funcionamento das instituições.

imagem de Arquivo
Em entrevista conjunta à ANG e ao Jornal Nô Pintcha, Fernando Jorge d'Almada acrescentou que o chefe do Estado não soube granjear, em seu proveito e evidentemente em prol do povo da Guiné-Bissau, a esperança depositada na sua pessoa como Presidente de Republica.

Por isso, o aconselha a seguir o exemplo do ex-Presidente francês, François Hollande, que não tinha condições de ir para as eleições presidenciais de 2016, na França, e renunciou a ser candidato para renovar o seu mandato e “ficou na história como presidente de um único mandato, mas com dignidade”.

"E por tudo isto, penso que o actual chefe de Estado não deve pensar em renovar o seu mandato como Presidente da República. Acho que ele próprio criou condições para não ter condições de ir diante do povo para pedir que seja, de novo, eleito Presidente da República,", disse Fernando Jorge d'Almada.

Perguntado se irá concorrer as presidenciais como independente caso perca as primárias no PAIGC, afirmou que não pode haver situações para uma candidatura independente da sua parte. Vai apoiar o candidato que o partido escolher, alegando a obrigação de respeitar a regra do jogo e a disciplina partidária.

"Sou suficientemente maduro na política para democraticamente aceitar o vencedor e trabalhar com ele, com vista a sua eleição nas presidenciais", frisou.

Por outro lado, disse que não participou nas primárias do PAIGC em 2014 porque não reunia condições primordiais, ou seja, não tinha a autorização do presidente da instituição onde trabalha para poder fazer política.

Disse ainda que se for eleito ao cargo do Presidente da República, vai pautar pela paz, estabilidade e desenvolvimento da Guiné-Bissau, porque sem estes elementos não haverá pessoas que queiram investir no país.

Promete uma revolução das modalidades, para disciplinar as pessoas, fazendo com que as pessoas trabalhem mais ganhando mais.

Fernando Jorge prometeu igualmente, combater sem tréguas à corrupção que gangrena a sociedade e ao mesmo tempo combaterá os que considera de  “políticos sem escrúpulos” que diz constituir a maioria.

"Devemos ter a visão do desenvolvimento e pensar na construção do nosso país. Criar infraestruturas sociais e económicos tais como hospitais, escolas e habitações, estradas e pontes. Tomaremos um pacote de medidas que vão valorizar o homem guineense, o trabalhador, o funcionário, os jovens recém-formados e assim, gradualmente, vamos imprimir mudanças em todas as esferas da vida social e nacional”, garantiu o político.

ANG/DMG/LPG/SG

Eleições legislativas


MCCI pede partidos políticos aliados para colocarem interesse do país em primeiro lugar

Bissau,19 mar 19 (ANG) – O Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados (MCCI), pediu aos aliados: o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático (APU-PDGB), União para Mudança (UM) e Partido da Nova Democracia (PND) a colocarem sempre a Guiné-Bissau em primeiro lugar e que os seus compromissos governativos sejam coincidentes aos anseios do povo.

O aviso consta num comunicado do referido Movimento à que ANG teve hoje acesso, no qual considera de imprescindível garantir a estabilidade sociopolítica e boa governação do país.

No documento, o movimento alerta também sobre a necessidade de promover a participação de jovens e mulheres competentes no elenco governativo, sobretudo as mulheres, alegando a existência de uma lei por cumprir.

Por outro lado, o movimento pediu ao Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP) a proceder à marcação da sessão de tomada de posse dos novos deputados, por forma a restituir a legitimidade popular.

Exorta o Presidente da República a nomear o novo governo logo que sejam cumpridas todas as formalidades legais necessárias e, de seguida, marcar a data para a realização da eleição presidencial, em conformidade com a Constituição da República.

O Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados encoraja ao Povo guineense a manter-se vigilante e guardião da Democracia e de Estado de Direito, impondo sempre respeito aos seus direitos à qualquer poder político.

O MCCI felicitou ao Povo Guineense pela aderência cívica e sentido de voto claramente em defesa da democracia e a CNE pela organização e desfecho transparente do processo eleitoral, bem como ao partido vencedor das eleições, PAIGC, desejando-lhe os melhores sucessos no cumprimento escrupuloso do Programa Eleitoral apresentado ao povo.
 ANG/LPG/AC//SG

Política


                         CNE prepara investidura de novos deputados

Bissau,19 Mar 19(ANG) - A Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau iniciou segunda-feira as formalidades para tomada de posse de novos deputados ao parlamento, eleitos nas legislativas de 10 de março, disse à Lusa o presidente da instituição, José Pedro Sambú.

Para próxima sexta-feira, está marcada uma reunião entre a CNE e o presidente do parlamento cessante, Cipriano Cassamá, e desta reunião sairá uma data para a posse de novos deputados, constituição da mesa e das bancadas do novo parlamento.

Uma carta dirigida ao parlamento, a solicitar a reunião, seguiu segunda-feira para o gabinete de Cipriano Cassamá, atualmente ausente do país.

A Lusa teve acesso esta segunda-feira à cópia do edital a ser publicado nas Comissões Regionais de Eleições (CRE) e na própria CNE, em Bissau, contendo os números de votos obtidos pelos 21 partidos que disputaram as eleições, percentagem de cada um, os votos válidos, nulos, em branco e os de protestos.

O documento também contém a taxa de participação e de abstenção registadas no processo.

Com a publicação do edital, datado de 13 de março, a CNE já informou o Governo cessante, através do Ministério da Função Pública, sobre a urgência de o documento ser também anunciado através do Boletim Oficial .

O presidente da CNE, José Pedro Sambú, acredita que toda essa tramitação será feita ainda no decurso desta semana.

Com a posse dos novos deputados e uma vez que a CNE já comunicou ao Presidente guineense, José Mário Vaz, sobre os resultados eleitorais, este convidará ao partido vencedor que indique o nome do primeiro-ministro a quem dará posse e, subsequentemente, pedirá a lista do elenco governamental que também será empossado pelo chefe do Estado.

José Pedro Sambú lembra que a lei determina que a investidura de novos deputados, bem como a posse do novo Governo, ocorram dentro de 30 dias após divulgação de resultados definitivos das  eleições, mas salientou ser determinação da CNE “ter tudo feito no mais curto espaço de tempo possível”. ANG/Lusa

Partido da Renovação Social


       Um grupo de militantes exige demissão colectiva da  direcção do partido

Bissau, 19 mar 19 (ANG) -  Um grupo de militantes do Partido da Renovação Social(PRS), auto denominado  Movimento de Salvação do Partido da Renovação Social e da Memória de Koumba Yalá(MS-PRS) deu 48 horas a actual direcção do PRS presidida por Alberto Nambeia para se demitir.

Ibraima Sori Djaló
Coordenado por Ibraima Sori Djalo, dirigente e um dos fundadores do PRS, o grupo declara que , se dentro do prazo exigido,  Alberto Nambeia e sua equipa não se demitirem, vai encetar diligências para que essa demissão ocorra.

Em carta dirigida ao Alberto Nambeia, o grupo fundamenta a sua exigência com a necessidade de se  “evitar que implicações nefastas dos resultados eleitorais obtidos nas legislativas de 10 de Março ponham em causa a subsistência do partido.

“Enquanto formação política séria e rigorosa, torna-se fundamental que o PRS seja exemplo de seriedade e consequencialidade”, diz o grupo na missiva tornada pública segunda-feira em Bissau, acrescentando  que “o desastroso resultado das eleições teve consequências incalculáveis no partido e inevitavelmente também no país, com a perda de 20 deputados de uma só vez , passando de 41 para escassos 21 deputados”.

O grupo declara que o  desempenho do  PRS  tem que ter consequências nas figuras directivas do partido, que devem ser responsabilizadas por esses resultados, inclusive o  Presidente Nambeia.

O Movimento de Salvação do Partido de Renovação Social e da Memória de Koumba Yalá considera que é chegado a hora de os militantes renovarem democraticamente a sua confiança em novas pessoas do partido.

O PRS desceu de segunda para a terceira força política nacional em consequência dos resultados eleitorais das legislativas de 10 de Março, ganhas pelo PAIGC com 47 mandatos, estando a Madem G-15 na segunda posição com 27 mandatos. ANG//SG

Sociedade/Regiões


      Duas pessoas mortas na povoação de Maké acusadas de prática de feitiçaria

Bissau, 19 mar 19 (ANG) – Duas pessoas foram espancadas até a morte por um grupo de populares da  povoação de Maké, sector de Bissorã no norte do país, sob acusação de práticas de feitiçaria.

Segundo a Rádio Capital, um dos habitantes da referida tabanca de nome Salum Camará afirmou que aquando da execução do acto , um  chefe da tabanca ordenou a proibição de todas as comunicações telefónicas da tabanca de Maké para o exterior de forma a não alertar as autoridades competentes sobre o sucedido.

“Mas foi o filho de uma das vítimas que o revelaria.Telefonou para mim e de seguida denunciei a acção junto das autoridades do sector de Bissora”, explicou Salum Camará.

Disse que as vítimas foram torturadas e amarradas com borracha durante 12 horas, levando-lhes o corpo com as suas próprias urinas e apagando cigarros nas suas peles.

Afirmou que dispõe de todas as provas sobre os maus tratos contra os acusados incluindo as imagens, e disse que  espera que a justiça seja feita.

Salum Camará disse que as  cinco pessoas alegadamente envolvidas no crime já estão detidas, estando outras ainda em  liberdade.

Salum Camará informou que a terceira vítima se encontra em estado grave.
ANG/JD/AC//SG

Filipinas


          Human Rights Watch pede investigação a guerra contra drogas

Bissau, 19 mar 19 (ANG) - A Human Rights Watch (HRW) pediu hoje ao Conselho de Direitos Humanos da ONU que investigue os homicídios cometidos na campanha contra as drogas nas Filipinas, após a retirada do país do Tribunal Penal Internacional (TPI), noticiou a Lusa.
"Como membro do conselho, o país está obrigado a manter os mais altos padrões de direitos humanos, a cooperar plenamente e a aceitar um maior controlo", defendeu a directora-adjunta do programa de justiça internacional da HRW, Param-Preet Singh.
No dia 17 de Março de 2018, o Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, retirou o país do tratado que dá jurisdição ao Tribunal Penal Internacional (TPI) para investigar acções criminais no seu território - com a medida a ser efectiva a partir da mesma data do ano seguinte. A saída foi então oficializada no passado domingo.
O anúncio foi feito pouco depois de o TPI ter avisado que iria investigar o envolvimento de Rodrigo Duterte em acções de massacre e "crime contra a humanidade", na sequência da sua "guerra" aos traficantes de droga, que tem provocado a morte de vários milhares de pessoas.
A HRW alertou que a situação "é grave", uma vez que o número de mortes na sequência da campanha, que começou em Julho de 2016, já ascendeu aos 27 mil, segundo dados compilados pelas Nações Unidas. O Governo de Duterte só reconhece cerca de cinco mil.
"Uma investigação liderada pela ONU poderia tornar públicos os esforços de Duterte para bloquear a justiça, aumentando a pressão sobre si e sobre o Governo, para que mudem de rumo", frisou a ONG.
Em Setembro de 2016, Duterte comparou-se a Adolf Hitler e disse que se o ditador alemão tinha matado milhões de judeus, a missão dele era "matar os três milhões de traficantes de droga que há nas Filipinas".
A sua "guerra à droga" foi denunciada pelas Nações Unidas e valeu críticas severas por parte do então Presidente dos EUA, Barack Obama, a quem Duterte respondeu com obscenidades.
Já quando era autarca na cidade de Davao, entre 2013 e 2016, Duterte ficou conhecido como "o justiceiro", por defender esquadrões de morte para lutar contra o tráfico de droga.ANG/Angop


segunda-feira, 18 de março de 2019

Condolências


Chefe de Estado guineense se solidariza com vitimas de ciclone em Moçambique

Bissau, 18 Mar 19 (ANG) – O Chefe de Estado guineense manifestou a sua solidariedade para com as vitimas da tragédia provocada pela passagem do ciclone “Idai” em Moçambique,  concretamente nas cidades de Beira e Dondo.

Segundo uma nota de condolencia enviada ao seu homólogo maçambicano, a que ANG teve acesso, José Mário Vaz disse tomar conhecimento da tragédia que provocou cerca de sete dezenas de vitimas mortais e vários feridos.

Na nota, o Presidente da República da Guiné-Bissau endereçou seus mais sentidos pesar   em seu nome próprio e do povo guineense.

O documento informou ainda que neste momento difícil, o pensamento de José Mário Vaz está com as famílias das vítimas, a quem por via da presente , endereça as suas mais sentidas condolências. ANG/JD/AC //SG

Futebol/CAN 19


     Capitão da Selecção Nacional confiante na vitória frente a Moçambique

Bissau, 18 mar 19 (ANG) – O capitão da Selecção Nacional de Futebol afirmou esta madrugada estar confiante na vitória no jogo do próximo sábado em Bissau frente à Moçambique.

Zezinho Lopes que falava à radio Jovem  à chegada à Bissau dos primeiros 17 jogadores convocados pelo Seleccionador Nacional Baciro Candé, disse que vão continuar com a mesma ambição de ganhar, salientando que o grupo está animado e confiante para este embate.

“Como já frisei não temos nada a perder e não estamos sob pressão nenhuma, vamos jogar para ganhar o jogo”, referiu o futebolista, tendo apelado ao civismo por parte do público.

Zezinho Lopes pede ao público em geral para se evitar invasão do recinto do jogo, salientando que a equipa adversária estará atenta para se possível tirar os pontos na secretaria à Guiné-Bissau.

Lopes garantiu que está a 100 por cento para jogar e defender a pátria que, segundo ele, é o mais essencial neste momento.

Por seu turno, o Seleccionador dos “Djurtus “ se mostrou confiante na vitória do próximo sábado, salientando que todo o cuidado será pouco, uma vez que é o último jogo onde as duas equipas podem apurar.

Baciro Candé pediu a máxima contenção por parte do público tendo apelado a   comparência  em massa no Estádio Nacional 24 de Setembro no próximo  sábado para dar apoio aos Djurtus.

“Na nossa selecção não temos nomes de grandes referências, mas temos um colectivo e a união que deve funcionar no seu todo”, elogiou, tendo frisado que chegando pela segunda vez ao Campeonato da África das Nações que vai decorrer no Egipto será o mérito de todos os guineenses.

 Afirmou que sem apoio não há motivação, auto-estima razão pela qual convida à  todos para irem apoiar a selecção neste último jogo fazendo dele uma festa.

A Selecção Nacional que lidera o grupo K de qualificação para o Campeonato da África de Futebol(CAN 2019) com mais um ponto sobre o seu adversário, basta-lhe um empate o parase  qualificar pela segunda vez para o CAN ,o que seria histórico. ANG/MSC/AC/SG

Infraestruturas



Bissau,18 Mar 19(ANG) -O ministro dos Transportes e Comunicações Serifo Djaquité, anunciou no último fim de semana que o Banco Oeste Africano de Desenvolvimento(BOAD),vai financiar com 27 milhões de euros as obras no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, de Bissau.
 
O governante guineense fez este anúncio à margem da 63.ª cimeira de ministros dos Transportes da Agência para a Segurança da Navegação Aérea em África e Madagáscar (Asecna), que decorreu em Bissau na passada semana.

Segundo o ministro, a Guiné-Bissau já assinou o processo verbal com o BOAD, faltando agora que o Governo a ser formado, na sequência das eleições legislativas, inicie os procedimentos para o desbloqueamento dos fundos.

As obras de reabilitação do aeroporto Osvaldo Vieira de Bissau irão comportar a renovação da pista de aterragem, construção de um novo edifício técnico e a renovação da aerogare.

Será construído ainda um novo salão presidencial que terá uma sala para o chefe de Estado, outra para embaixadores, sala para membros do Governo e outra ainda para o presidente do parlamento.

Fundada em 1959, a Asecna dedica-se à gestão dos espaços aéreos e ainda aos serviços de segurança da navegação aérea num espaço de mais de 16 milhões de quilómetros quadrados.

A Guiné-Bissau é membro da Asecna desde 2006 e a partir da reunião que decoreu em Bissau, passa a assumir a presidência rotativa de ministros dos Transportes da organização, por um período de 12 meses.ANG/Lusa

Eleições legislativas


                                       Bissau determina descida do PRS
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Bissau, 18 mar 19 (ANG) - Os eleitores de Bissau foram determinantes   na descida do  Partido da Renovação Social(PRS), de segunda para a terceira força política mais votada, no quadro das legislativas de 10 de março.

Segundo resultados definitivos das eleições publicados pela CNE, o partido dirigido por Alberto Nambeia conquistou apenas 16,5 por cento(29.524 votos) dos 176.331 votos expresso em seis círculos eleitorais que compõem o Sector Autónomo de Bissau.

O Circulo 24(Achada, 24 de Setembro e Chão de Papel/Varela) se afigura como o mais carasco, dando ao  partido apenas  1.860 votos contra 9.648 do PAIGC e 3.150 do Madem g-15.

Mesmo no circulo 25, tido como “bastião” do partido a conquista não ultrapassou os 9.442 votos contra os 16.120 do PAIGC e 4.109 do Madem G-15.

O pior resultado eleitoral registou-se na diáspora, circulo 23(Europa) – 688 votos conquistados, e o maior/melhor calhou com Nhacra/Mansoa, circulo 08 – 10.952 votos contra os 21.643 do PAIGC registados  no circulo 29(Bissau), e os 11.226 de Madem G-15 igualmente no 29.

Numa análise da votação geral vê-se que Pirada, circulo eleitoral 17 ,Leste da Guiné, foi onde o PAIGC obteve o menor numero de votos expressos – 1.743, enquanto que a votação mais ínfima da Madem G-15 se ocorreu no circulo da Europa(23) com um total de 618 votos. ANG//SG


Política


Quatro partidos políticos assinam Acordo de Incidência Parlamentar e Estabilidade Governativa

Bissau, 18 mar 19 (ANG) – Os quatro partidos políticos representados na Assembleia Nacional Popular, nomeadamente o Partido Africano da Independência da Guine e Cabo Verde (PAIGC), Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático (APU-PDGB), União para Mudança (UM) e Partido da Nova Democracia e (PND) assinaram hoje Acordo de Incidência Parlamentar e de Estabilidade Governativo.

De acordo com comunicado assinado pelos líderes dos quadro partidos signatários do documentos, à que ANG teve acesso, o referido acordo visa garantir uma maioria parlamentar confortável durante esta x legislatura e a formação de um governo inclusivo, que reflecte no presente entendimento entre as partes.

Os partidos justificaram a decisão com convergência dos pontos de vista nesta matéria, bem como o acordo de compromisso pré e pós eleitoral, celebrado á 22 de Fevereiro de 2019.

No acordo, os partidos se comprometeram a fazer as reformas políticas e institucionais necessárias para o normal funcionamento do Estado de direito democrático, nomeadamente a revisão da Constituição da República, da lei-quadro dos partidos políticos, da Lei Eleitoral, bem como das reformas profundas dos sectores da Defesa e Segurança, da Administração pública e da justiça.

Os signatários consideram de fundamental a valorização dessa experiência de intervenção política concertada e conjunta, com incidência parlamentar e estabilidade governativa, bem como o resgate dos valores de democracia, devendo ser capitalizada e ajustada ao contexto do retorno à normalidade constitucional.

Ao abrigo do acordo entre as partes, o vencedor das eleições de 10 março, o PAIGC, com 47 mandatos contar-se-á com mais cinco mandatos do APU-PDGB e mais dois mandatos da UM e PND perfazendo um total de 54 mandatos que lhe dão uma maioria absoluta no parlamento.

O parlamento guineense deverá integrar seis formações políticas: os quatros mais o Movimento para a Alternância Democrática (Madem G-15) e o Partido de Renovação Social. Estes últimos firmaram igualmente um acordo de incidência parlamentar e governativa antes de divulgação de resultados eleitorais que os colocaram na 2ª e 3ª forças políticas mais votadas.
ANG/LPG/AC//SG

Eleições legislativas


              Presidente da República felicita  PAIGC pela vitória eleitoral

Bissau,18 Mar 19(ANG) - O Presidente José Mário Vaz, felicitou o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) pelos "resultados obtidos" e aos guineenses em geral pela participação cívica nas legislativas de 10 de março.

Em comunicado, José Mário Vaz salienta a "participação cívica dos guineenses" através do "exercício de cidadania demonstrado durante todo o processo eleitoral".

"Ao PAIGC, em particular, felicita pelos resultados obtidos", lê-se no comunicado.

 O Presidente guineense felicita igualmente as forças de defesa e segurança pela "postura republicana" demonstrada durante todo o processo eleitoral, bem como todos os partidos políticos que participaram no escrutínio, com destaque para o PAIGC, Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), Partido da Renovação Social, Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau, União para a Mudança e Partido da Nova Democracia.

O chefe de Estado agradece também à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Nações Unidas, União Europeia, União Africana, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e aos países amigos pelo apoio dado durante todo o processo eleitoral.

"Este escrutínio foi um passo importante na afirmação cívica do povo guineense na defesa dos valores da democracia", refere no comunicado, salientando que a Guiné-Bissau foi, mais uma vez, exemplo de eleições consideradas "justas, livres e transparentes".

O Presidente guineense garante também "inteira disponibilidade pessoal e institucional para uma estabilidade governativa" e para "manter o clima de paz civil e estabilidade interna que muito custou a construir ao longo dos últimos cinco anos".

Os resultados eleitorais indicam que o PAIGC alcançou 47 mandatos, o Madem-G15 27, o Partido da Renovação Social (PRS) 21, a Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU/PDGB) 5, a União para Mudança (UM) e o Partido da Nova Democracia (PND), um deputado, cada um.

O PAIGC já anunciou um acordo de incidência parlamentar para governar com a APU/PDGB, UM e PND, pelo que deverá garantir apoio da maioria dos deputados eleitos.

O segundo e o terceiro partido, Madem e PRS respetivamente, celebraram igualmente um acordo parlamentar.

A Guiné-Bissau vive desde 2015 uma crise política, que teve início com a demissão de Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC, do cargo de primeiro-ministro, depois de o partido ter vencido as eleições de 2014 com maioria absoluta. ANG/Lusa

Aviação civil


  Boeing diz que está a finalizar desenvolvimento do sistema do avião 737 MAX

Bissau, 18 mar 19 (ANG) – O fabricante de aviões norte-americano Boeing está prestes a “finalizar” o desenvolvimento de uma correcção ao sistema MCAS do seu avião 737 MAX, que esteve na causa da tragédia da Lion Air, foi anunciado em comunicado.
“A Boeing está a finalizar o desenvolvimento de uma actualização de ‘software’ já anunciada e a revisão do manual de treino dos pilotos para corrigir os erros dos sensores MCAS”, segundo o comunicado assinado pelo presidente, Dennis Muilenburg.
A agência reguladora do transporte aéreo dos Estados Unidos da América deu ao fabricante até Abril para modificar o sistema MCAS.
As investigações sobre a tragédia da Lion air, que matou 189 pessoas em Outubro passado, e o acidente com um avião da Ethiopian Airlines 737 MAX 8, que matou 157 pessoas em 10 de Março, continuam.
O ministro dos Transportes da Etiópia disse hoje que havia semelhanças entre os dois acidentes, sem dar mais detalhes.
Os primeiros elementos relativos ao voo da Lion Air apontam para mau funcionamento do sistema de estabilização de voo, o MCAS.
Além disso, pilotos dos Estados Unidos da América informaram ter tido problemas com o mesmo sistema.
O MCAS, projectado especificamente para o 737 MAX de modo a lidar com motores maiores e mais pesados do que a geração anterior do 737, coloca a aeronave em “mergulho” quando está parada para recuperar a velocidade, fazendo uma avaliação errada.
A agência norte-americana reguladora do transporte aéreo defendeu hoje o seu processo de certificação 737 MAX, incluindo o MCAS, depois de o jornal Seattle Times ter noticiado que foi feito à pressa e que o relatório de análise tinha erros “significativos”. ANG/Inforpress/Lusa