quarta-feira, 22 de maio de 2019

Sociedade civil


              Organização de mulheres pede nomeação de Primeiro-ministro
Bissau, 22 mai 19 (ANG) -  A organização das mulheres facilitadoras de diálogo,liderada pela antiga deputada Francisca Vaz(Zinha Vaz) pediu terça-feira ao Presidente José Mário Vaz que nomeie o Primeiro-ministro, conforme resultados eleitorais de 10 de março.
O pedido foi apresentado ao chefe de Estado guineense no âmbito de uma audiência na Presidência da República.
Segundo Zinha Vaz, o Presidente  José Mário Vaz, disse  que vai nomear Domingos Simões Pereira, primeiro-ministro, mas só não tem uma data por ainda estar a fazer um trabalho à volta do assunto.
Em declarações à imprensa à  saída do encontro "Zinha" Vaz,  declarou  que as "mulheres estão muito preocupadas com a tensão social que está-se a sentir no país".
Passaram já mais de dois meses, após as eleições ganhas pelo PAIGC ,sem que o seu líder, Domingos Simões Pereira fosse nomeado, por decreto presidencial, primeiro-ministo.
A situação política e social da Guinné-Bissau deteriora-se com greves e manifestações de rua.
Na Função Pública observa-se a terceira ronda de greve geral que, segundo declarações de elementos da comissão da greve, paralisou por completo os serviços do estado.
Por outro lado, a juventude dos partidos que constituem a maioria parlamentar promoveu esta quarta-feira a segunda manifestação de rua, exigindo a nomeação de Domingos Simões Pereira para o cargo de Primeiro-ministro(PM).
Numa primeira reação em relação a essa nomeação, o chefe de Estado guineense declarou aos jornalistas que aguardava pelo entendimento  sobre a constituição da mesa do parlamento para se iniciar o processo de nomeação do PM.
Mais recentemente, em Cuntuboel, dissera que a nomeação do PM e consequente formação do governo depende de um consenso e de entendimento entre todos os guineenses.
Analistas políticos criticam que numa situação normal, Mario Vaz deveria convidar ao partido vencedor das eleições(PAIGC) para lhe indicar alguém designado pelo partido para as funções de PM, logo que os deputados tomarem posse, a 18 de Abril. 
ANG/RFI

Indonésia


                  Conforntos entre eleitores deixa seis mortos
Bissau, 22 mai 19 (ANG) - Seis pessoas morreram e 200 ficaram feridas nos confrontos entre eleitores contrários à reeleição do presidente da Indonésia, Joko Widodo, e a polícia, em Jacarta, na noite de terça-feira, informou o governador da capital do país, Anies Baswedan.
O governador forneceu os novos números de vítimas em conferência de imprensa, após visitar o hospital Tarakan, no centro da capital, enquanto a polícia disse à Agência Efe que pelo menos 60 pessoas foram detidas.
O candidato à presidência derrotado, o ex-general Prabowo Subianto, acusou Widodo de fraude eleitoral nas eleições do dia 17 de Abril e anunciou que vai pedir a impugnação do resultado perante o Tribunal Constitucional.
Os incidentes começaram terça-feira à noite no final de um protesto pacífico de seguidores de Prabowo, liderados por grupos islâmicos, que se reuniram em frente à sede da Agência de Supervisão Eleitoral na capital e da comissão eleitoral.
Milhares de pessoas ainda estavam nesta manhã a atirar  pedras e coquetéis molotov contra  polícias, que responderam com balas de borracha e gás lacrimogéneo.
A situação acalmou-se com a chegada de um contingente de soldados que foram colocados entre a polícia e os manifestantes.
O porta-voz da polícia de Jacarta, Prabowo Argónio Yuwono, disse à Efe que os soldados estavam a fazer a segurança das áreas onde acontecem os distúrbios, no centro de Jacarta, e evitou dar informações sobre mortos e feridos.
Trinta e dois mil agentes protegem as sedes das duas instituições com arame farpado e veículos de choque, esperando novos protestos durante o dia na capital do país.
Os distúrbios ocorreram depois que a Comissão Eleitoral da Indonésia (KPU, sigla em indonésio) confirmou a vitória de Widodo nas eleições com 55,5 por cento dos votos, contra 44,5 por cento obtidos por Prabowo, que rejeitou assinar a acta dos resultados eleitorais.
ANG/Angop

Sociedade Civil


 Carambá Sanhá  aconselha associados para não enveredarem somente pela política

Bissau,22 Mai 19 (ANG) – O Presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil exortou hoje aos seus associados para não enveredarem somente em assuntos políticos mas sim atacar todas as vertentes ligadas ao desenvolvimento.

Ao presidir a cerimónia da abertura do curso sobre a Liderança destinado aos  responsáveis de diferentes organizações filiadas na organização, o Presidente do Movimento da Sociedade Civil disse que, com base no que está plasmado no seu Plano Estratégico, esta organização deve enveredar em acções de apoio os seus associados à começar pela  suas capacitações.

Fodé Carambá Sanhá sublinhou que no quadro das suas agendas próprias iniciaram hoje o primeiro ciclo de formação aos associados em matéria de liderança.

“A Sociedade Civil não deve ficar amarrado à questões políticas, por isso, devemos actuar em diversos vertentes da democracia, desenvolvimento e estabilidade”, destacou.

Fodé Carambá Sanhá afirmou que, doravante, vão enveredar em todas as vertentes  consignadas na  missão e valores do Movimento Nacional da Sociedade Civil.

“A título de exemplo, neste momento estamos empenhados na elaboração de um projecto no domínio da reforma da educação, em sinergia com o Banco Mundial”, explicou.

Informou ainda que estão igualmente a trabalhar um componente no domínio do Conselho Económico, Social, Ambiental Independente, e ao mesmo tempo no quadro da reforma de quadros técnicos da educação e saúde.

 Por serem  os valores que devem ser aproveitados de forma a reforçar as capacidades dos serviços e assistência ao nível das comunidades.

“Portanto, é isso que deve ser o papel da Sociedade Civil. Esta organização não pode ficar somente amarrada às agendas encomendadas pelos políticos e devemos ter a nossa própria agenda de forma a funcionarmos como uma verdadeira Sociedade Civil”, disse.

Com a duração de um dia, os participantes no seminário sobre a liderança serão facultados com conhecimentos sobre a Liderança Organizacional, Relacionamento Organizacional e Institucional, Interesses e Tratados Geoestratégicos Sectoriais, entre outros,

O seminário é orientado pelo Director-geral da Escola Nacional de Administração (ENA), Braima Sanhá.

ANG/ÂC//SG

EUA


     Norte-americanos se manifestam pelo direito ao aborto  em todo o país
Bissau, 22 mai 19 (ANG) – Muitos norte-americanos se manifestaram na terça-feira (21) para defender o direito ao aborto, que, 46 anos depois de ter sido validado pela Suprema Corte dos Estados Unidos, é novamente atacado por vários estados conservadores.
imagem ilustrativo
Centenas de pessoas se reuniram na Suprema Corte em Washington ao meio-dia para denunciar as leis de 15 estados, incluindo Alabama e Geórgia, proibindo ou restringindo severamente o acesso a abortos voluntários, conhecidos como IVG.
Denunciando "uma guerra contra as mulheres", os manifestantes - incluindo muitos candidatos democratas na Casa Branca - imploraram aos nove juízes do templo da justiça norte-americana que não cedam a essa ofensiva conservadora sem precedentes.
"A Suprema Corte deve respeitar Roe v. Wade", disse Judy Gelber, 61, referindo-se à decisão marco de 1973 que legalizou o direito das mulheres de abortar quando o feto não é viável (por volta da 24ª semana).
 "Estou muito preocupada", disse uma manifestante, mãe de duas crianças, dizendo que havia abortado em sua juventude. "Eu não sei como eu teria feito se não fosse legal", resumiu.
É um "desastre", acrescentou Robin Pereira, 23, que se disse "furiosa e desapontada", mas "não surpresa". "Após a eleição de Donald Trump, sabíamos que eles iriam tentar acabar com nossa liberdade na área de reprodução", diz ela.
Durante sua campanha, o bilionário republicano conquistou a direita religiosa, prometendo nomear para a Suprema Corte apenas juízes hostis aos abortos. Desde a sua eleição, ele trouxe dois magistrados para o Supremo Tribunal, que colocou os progressistas em minoria (quatro dos nove juízes).
Galvanizados por essa remodelação, vários estados aprovaram leis severamente reprimindo o aborto, com o propósito declarado de fornecer uma oportunidade para a Suprema Corte reverter sua decisão, de 1973.
ANG/RFI


Educação


Ministério da Educação organiza  ateliê para jornalistas sobre Plano Sectorial do ensino

Bissau, 22 Mai 19 (ANG) – O Ministério da Educação Cultura e dos Desportos organizou na terça-feira um seminário para jornalistas com o objectivo de facultar aos profissionais da média conhecimentos sobre o Plano Sectorial da Educação para melhor formar, informar e sensibilizar a população guineense sobre problemas e desafios do sector.

Foto Arquivo
De acordo com o formador, o Director-geral dos Estudos, Planeamento e Avaliação do Sistema Educativo, após constatação das debilidades do sistema educativo nacional, o governo resolveu elaborar a sua carta de política sobre a área em causa.

Mamadu Saliu Jassi disse na sua explanação  que o Plano para o desenvolvimento do sistema é baseado nas orientações gerais para o avanço do sistema educativo constantes na Carta da Politica Educativa 2017-2025 e é estruturado a volta de três componentes a saber, acesso e equidade, qualidade e pertinência, governação e pilotagem do sector.

“O principal objectivo desta estratégia tem a ver com a conclusão universal do ensino 
básico ou seja primeiro e segundo ciclo da escolaridade. Os  eixos principais desta política são, entre outros, acolhimento de todas as crianças de 6 a 11 anos nas estruturas de ensino básico ( seis anos de escolarização completa), a promoção do  acesso, em grande número, de alunos que concluem o segundo para o terceiro ciclo do ensino básico2, disse.

A melhoria da oferta do ensino técnico profissional, com a finalidade de munir aos alunos que concluem o segundo  e o terceiro ciclo de ferramentas para o acesso ao mercado de trabalho, desenvolvimento da alfabetização e o ensino não formal, a fim de fornecer as competências básicas necessárias para uma melhor inserção socioeconómica, com acento tónico nas categorias desfavorecidas,  são outros eixos do plano.

Saliu Jassi  destacou a importância da promoção a equidade entre o género, meio geográfico e categorias socias uma vez que é mais frequentes ver meninos do que meninas nas escolas e a demora na entrada para a escola e o abandona precoce as aulas.
“Para além de prosseguir estes objectivos de forma priorizada, o Governo concedera uma atenção particular à questões transversais relativas ao financiamento do sector, a regulamentação dos fluxos,  promoção da equidade,  educação para a cidadania e a paz, e a gestão dos riscos, das catástrofes e dos conflitos “,frisou.

De acordo com o Jassi, o Plano Sectorial da Educação, foi elaborado uma forma participativa e aprovado em sessão ordinária do Conselho de Ministros, tornando-se num grande compromisso nacional para a educação que se concretizará com empenho de todos os sectores da sociedade através de elaboração de projectos financiados com recursos internos e externos.

Mamadu Saliu agradeceu aos profissionais das médias pela disponibilidade, tendo salientado que não há outra forma de fazer chegar à maioria da população dentro ou fora do país as informações se a comunicação social não estiver presente.

O seminário sobre Apresentação do resumo do Plano sectorial da Educação aos jornalistas durou todo o dia de terça-feira e contou com a presença de cerca de 50 profissionais das médias de toadas as áreas.

ANG/MSC//SG

terça-feira, 21 de maio de 2019

Mundo


                 ONU adverte que Estado Islâmico é ainda ameaça global

Bissau, 21 mai 19 (ANG) - O grupo "jihadista" Estado Islâmico (EI) começou a reorganizar as suas células no Iraque e permanece um perigo a nível global, em particular após se converter numa rede clandestina, advertiu segunda-feira a ONU.
Apesar de ter perdido praticamente todo o território que controlava nos seus bastiões no Médio Oriente, o EI permanece "a maior ameaça terrorista internacional" e a organização que garante mais recursos.
O alerta foi emitido por Dian Triansyah Djani, o embaixador da Indonésia nas Nações Unidas e presidente do comité do Conselho de Segurança que vigia as sanções impostas ao grupo "‘jihadista".
No decurso de uma apresentação perante os restantes membros do Conselho de Segurança, explicou que prossegue a transformação do EI numa "rede encoberta global", num processo que está mais adiantado no Iraque que na Síria.
"No Iraque, o EI começou a organizar células a nível das províncias e actualmente garante um saldo positivo de combatentes na Síria para reforçar a rede emergente no Iraque", assinalou.
Segundo o comité, caso o grupo consiga o seu objectivo de sobreviver e ressurgir nos seus bastiões no Médio Oriente, é provável que volte a centrar-se na organização de operações no exterior.
De momento, segundo Djani, "o núcleo do EI carece da força necessária para levar a cabo ataques internacionais coordenados".
A ONU tem advertido desde há alguns meses que o EI, apesar das derrotas militares que sofreu na Síria e Iraque, permanece uma ameaça a nível global.
Em paralelo, a Al-Qaida, também acompanhada pelo mesmo comité do Conselho de Segurança, "permanece activa em muitas regiões e mantém a ambição de projectar-se mais internacionalmente", acrescentou o embaixador da Indonésia.
Triansyah Djani advertiu ainda sobre o risco de que a rede fundada por Osama bin Laden possa beneficiar dos problemas do EI para se reforçar e efectuar os seus próprios grandes ataques terroristas.
Segundo referiu, os peritos consideram ser possível que os combatentes estrangeiros que nos últimos anos estiveram integrados no EI passem agora para filiais da Al-Qaida nas zonas onde este grupo é dominante.ANG/Angop



Venezuela


Maduro vê sinais positivos de diálogo mas adverte oposição que “não é ingénuo”

Bissau, 21 Mai 19(ANG) – O Presidente da Venezuelana, Nicolás Maduro, disse hoje que foi “muito positiva” a primeira ronda de diálogo com a oposição, com a mediação da Noruega, mas advertiu a oposição que “não é ingénuo”.
“Tivemos uma primeira ronda com a mediação do Governo da Noruega (…) E tenho que dizer que foi muito positiva. Sou um homem que acredita na palavra como veículo de comunicação para superar as diferenças”, disse o chefe de Estado venezuelano.
Nicolás Maduro dirigia-se a milhares de simpatizantes que se concentraram junto ao palácio presidencial de Miraflores para celebrar o primeiro aniversário de 20 de Maio de 2018, dia em que foi reeleito para um novo mandato numas eleições presidenciais que a oposição questiona e que vários países não reconhecem.
“Eu sou um homem essencialmente de paz, porque o que eu conheço é a paz, a luta pela paz. Mas não pensem que sou ingénuo. Não se confundam”, disse.
Apesar de acreditar “na paz e no diálogo”, Nicolás Maduro frisou que está a preparar o povo para “defender a pátria, como for, onde for e quando for”.
“E vou empenhar-me, com todo o meu esforço e dedicação, para que a Venezuela consiga, o mais rapidamente possível, um acordo de paz com a oposição venezuelana. Um acordo de concórdia e respeito”, que leve os opositores a “regressarem ao caminho constitucional”, vincou.
No entanto, advertiu que os venezuelanos devem estar alerta.
“Isso sim, olhos abertos, são muito malucos, demasiado maus, eu sei com quem estamos a falar (…) que se ofendam se quiserem. Falamos com o diabo, que Deus nos ampare e proteja, mas se com o próprio diabo há que falar, pela paz e a prosperidade da Venezuela, pois vamos falar com o próprio diabo”, disse.
As declarações do Presidente Nicolás Maduro tiveram lugar horas depois de Carlos Vecchio, representante diplomático do líder opositor Juan Guaidó, ter tido um encontro nos EUA com o subsecretário norte-americano da Defesa, Sérgio de la Peña, e o enviado do Departamento de Estado dos EUA para a Venezuela, Elliott Abrams.
Durante a reunião debateram “todos os aspectos relacionados com a crise na Venezuela”, explicou Carlos Vecchio durante uma conferência de imprensa em La Florida, EUA.
“Vamos embora positivos, acho que houve um ponto importante de avanço”, disse.
O Presidente Nicolás Maduro recebeu, na noite de quinta-feira, os representantes do Grupo de Contacto Internacional (GCI) no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas.
A reunião resultou da presença em Caracas de uma missão política do GCI, na qual Portugal está representado pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro.
A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de Janeiro, quando Juan Guaidó jurou assumir as funções de Presidente interino e prometeu formar um Governo de transição e organizar eleições livres.
Na madrugada de 30 de Abril, um grupo de militares manifestou apoio a Juan Guaidó, que pediu à população para sair à rua e exigir uma mudança de regime, mas não houve desenvolvimentos na situação até ao momento.
Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, denunciou as iniciativas do presidente do Parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderado pelos Estados Unidos.
À crise política na Venezuela soma-se uma grave crise económica e social, que já levou mais de 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, de acordo com dados das Nações Unidas. ANG/Inforpress/Lusa


Política


Movimento “Jomav” indignado com o que diz ser “onda de calúnias” contra o Presidente da República

Bissau,21 Mai 19(ANG) – O vice coordenador do Movimento “Jomav”, organização política que apoia o Presidente da República José Mário Vaz, manifestou hoje a sua indignação contra o que considera “onda de calúnias” contra o chefe de Estado nos últimos tempos.

Em conferência de imprensa , para esclarecer a opinião pública sobre o qe diz ser “certas desinformações a circular na praça pública contra a pessoa do Presidente da República, o coordenador do referido Movimento disse que o PAIGC é especialista em actos de fabricação de intrigas.

“O Movimento Jomav está determinado a lutar, ao lado do Presidente da República, na sua missão de defesa do cumprimento das Leis do país”, afirmou Mussa Turé, acrescentando que o lhes interessa é ver a Guiné-Bissau avançar rumo ao desenvolvimento.

Acusou ainda o Partido Africano da Independência da  Guiné e Cabo Verde(PAIGC) de não compreender os ideais da democracia não obstante ser o partido    mentor da democracia.

“O PAIGC considera de inimigo qualquer pessoa com opinião contrária”, afirmou, salientando que “somente com divergências de ideias podemos construir a Guiné-Bissau”.
Disse ficar estranhado com  informações que circulam segundo as quais o Presidente da República recusou nomear o Primeiro-Ministro eleito.

“Devemos pensar antes de tudo em resolver os problemas de constituição da mesa da Assembleia Nacional Popular para depois pensar na nomeação do Primeiro-Ministro”, disse Mussa Turé.

Numa recente declaração à imprensa o Chefe de Estado disse que não haveria passo a seguir se não houvesse entendimento sobre a composição da mesa da ANP, já com quatro dos cinco elementos que a compõe.

Falta preencher o lugar de  2º vice-presidente da ANP, atribuído ao partido Madem G-15, cujo líder Braima Camará, não conseguiu votação suficiente para ocupar o lugar na sessão parlamentar realizada a 18 de Abril.

 Nestas condições prevê-se que o partido indigite outra figura para esse lugar mas o Madem G-15 terá recusado faze-lá.ANG/ÂC//SG

Telecomunicações


                  Google americano corta relações com grupo chinês Huawei
Bissau, 21 mai 19 (ANG) - O gigante digital da Internet, Google, acaba de deitar abaixo a ponte que o ligava ao grande grupo chinês das telecomunicações, Huawei.
A decisão do motor de busca Google, veio no seguimento do decreto do Presidente Trump da semana passada proibindo empresas americanas que comprar componentes fabricadas na China. Huawei, já reagiu, dizendo que não cederá à pressão de Washington.
O super conhecido motor de busca mumdial da Net, Google, anunciou ter cortado relações com o gigante das telecomunicações, Huawei, uma decisão dura para o grupo chinês, que não pode oferecer aos seus clientes os serviços do Gmail ou Google Mapas.
Google, cujo sistema Android, equipa a imensa maioria dos telemóveis no mundo, tomou esta decisão depois do presidente americano, Trump, ter decretado, a semana passada, que as empresas americanas estavam impedidas de comprar equipamentos do sector chinês das telecomunicações. 
O fundador do Google, foi claro num mail à imprensa: "nós decidimos aplicar o decreto e analisaremos as suas implicações" e relativizou" acrescentando que "para os utentes dos nossos serviços, Google Play  e o sistema de segurança Google Play Protect, continuarão a funcionar nos telemóveis existentes". 
O decreto de Trump, era destinado sobretudo a Huawei, sem o nomear explicitamente e com esta primeira posição duma empresa americana como Google é um segundo solavanco que sacode o grupo chinês.
A medida de Google, surpreende certos sectores, inclusivamente, nos meios financeiros.
Mas, Huawei, sempre figurou numa lista de empresas elaborada pela secretaria americana do comércio afirmando que só se pode ter actividades comerciais com empreas americanas após luz verdade das autoridades de Washington.
Um golpe duro para Huawei, que é o segundo fabricante mundial de smartphones, e que está presente em 170 países. Huawei, que é suspeito de espionagem ao serviço da China que contribuiu largamente para a sua expansão mundial.
O fundador e Presidente de Huawei, Ren Zhengfei, reagiu dizendo que não vai ceder à pressão de Washington. No sábado, tinha dito que o decreto de Trump, teria consequências limitadas porque a sua empresa não "violou a lei". 
A verdade é que Huawei, sedeada  em Shenzen, no sul da China, está muito dependente de fornecedores estrangeiros de semi-condutores, comprando anualmente, cerca de 11 mil milhões de dólares de componentes a fornecedores americanos de um total de 67 mil milhões de dólares de despesas.
Tendo em conta "esta forte dependência", do Huawei em relação ao mercado americano dos semi-condutores e porque outros grupos americanos de micro-processadores Intel, o fabricante de "chips" Qualcomm ou ainda Broadcom, já informaram que cessariam igualmente de fornecer ao grupo chinês, tal vai "obrigar a China a adiar a construção da rede do telemóvel 5G. ANG/RFI



África do Sul


                                          Presidente toma posse sábado

Bissau, 21 mai 19 (ANG) - A cerimónia solene de tomada de posse do sexto Presidente eleito da África do Sul, Cyril Ramaphosa, terá lugar sábado, 25 de Maio, nesta cidade. Esta é a primeira vez que o acto não ocorrerá no Palácio Presidencial, em Pretória, como tem sido tradição, desde o alcance da democracia há 25 anos.

Esta mudança estratégica vai poupar cem milhões (100.000.000,00) de Rand aos cofres do Estado sul-africano.

A  investidura ocorrerá no "Loftus Stadium" com capacidade para 57.762 lugares, mas espera-se por um total de 36 mil presentes, entre governantes, membros  do ANC, partidos políticos, representantes do corpo diplomático, convidados nacionais e estrangeiros e população em geral.

Um evento aguardado com muita expectativa e que elevará o nome do Presidente Cyril Ramaphosa, por se realizar na mesma data em que se celebra o Dia de África.
 
Não se trata de qualquer coincidência, mas sim do somatório de vitória atrás de vitória, uma vez que o chefe de estado sul-africano será' o novo presidente da União Africana, sucedendo ao seu homólogo egípcio, Al Sisi, em 2020.

Recordo que este anúncio foi feito durante a 32ª Sessão Ordinária da Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da UA, ocorrida em Addis Abeba, Etíopia, de 10 à 11 de Fevereiro último.

Na ocasião, o Presidente Ramaphosa disse ser uma honra que o seu país assuma a presidência rotativa da mais alta instituição continental.
 
Na sua  primeira entrevista a este respeito, Cyril foi peremptório em afirmar que o principal objectivo será "elevar a unidade, o panafricanismo, a integração e o desenvolvimento a níveis seguintes".

A primeira vez que a África do Sul assumiu a presidência da União Africana foi em Julho de 2002, durante a Cimeira de Chefes de Estado e de Governo que teve lugar na cidade de Durban, província do Kwazulu Natal.

Thabo Mbeki era, na altura, o Presidente da República da África do Sul.
ANG/Angop

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Saúde


Escritório regional de OMS para África promove curso sobre financiamento em saúde nos PALOP

Bissau, 20 Mai 19 (ANG) – O Escritório regional de Organização Mundial para Saúde (OMS) promoveu esta segunda-feira um curso sobre financiamento em saúde nos Países Africanos da Língua Portuguesa (PALOP) com duração de quatro dias.

Na ocasião o representante da OMS para Guiné-Bissau, disse que a resolução das Nações Unidas (ONU) reafirma o papel de liderança da sua organização no apoio aos países para responderem aos desafios da implementação da cobertura universal de saúde.

Jean Marie Kipela informou que a cobertura universal de saúde tem como objectivo, garantir que todas as pessoas obtenham os serviços de saúde de que necessitam sem prejuízos financeiros.

Pediu aos estados membros para que adoptem uma abordagem multissectorial, trabalhando os determinantes sociais ambientais e económicos da saúde, de forma a reduzir as desigualdades e permitir o desenvolvimento sustentável.

Encorajou o aumento das receitas por meio de angariação de fundos para saúde, redução das barreiras financeiras ao acesso por meio de pré-pagamento e posterior agrupamento dos fundos, ao invés de pagamento directos pelos utentes.

Para que esta iniciativa tenha  sucesso, disse que é necessário que cada um dos participantes esteja focado, com forte intuito de aproveitar a discussão e troca de experiências, que serão aplicadas  no desenvolvimento das estratégias e reformas de financiamento da saúde nos  seus países.

Por sua vez, em representação do governo guineense, o Ministro da Educação disse que a dura realidade é de que as condições para estar em sintonia dos compromissos acima referidos não coadunam com a descontinuidade da desgovernação e dos programas macro económico da Guiné-Bissau.  

Camilo Simões Pereira explicou que o Orçamento Geral do Estado (OGE) para a saúde não ultrapassa os onze por cento.

Pediu aos participantes para aproveitarem esta oportunidade para trabalhar em conjunto com ministério das finanças, a fim de aumentar o OGE para as áreas sociais principalmente o sector de saúde.

Esse  treinamento vem sendo organizado na região africana, com base na resolução WHA64.9 da Assembleia MUNDIAL da Saúde desde em Maio de 2011, nos países anglófonos e francófonos.

A Guiné-Bissau é o primeiro país lusófono a ter esta oportunidade, para que todos possam estar no mesmo nível. ANG/JD//SG

Brexit


 May promete “proposta ousada” para fazer aprovar acordo de saída em Junho

Bissau ,20 Mai 19 (ANG) – A primeira-ministra britânica, Theresa May, prometeu no domingo uma “proposta ousada” quando submeter o acordo para o ‘Brexit’ ao parlamento dentro de duas semanas.
Num artigo publicado  no jornal Sunday Times, May garantiu que o diploma “vai representar uma proposta nova e ousada”, com um “pacote melhorado de medidas” que a chefe de governo acredita que podem ganhar mais apoios em toda a Câmara dos Comuns.
“Não vou simplesmente pedir aos deputados que reconsiderem outra vez [o mesmo acordo]. Pelo contrário, vou pedir-lhes que olhem para um acordo novo e melhorado com outro olhar – e para lhe darem o seu apoio”, vincou.
A proposta de lei para fazer o Reino Unido sair da União Europeia (UE) será debatida em conselho de ministros na terça-feira antes de ser divulgada e apresentada ao parlamento britânico para ser votada na primeira semana de Junho.
Esta será a quarta vez que o governo britânico vai tentar obter junto do parlamento a aprovação necessária para ratificar o acordo de saída do Reino Unido da UE negociado com Bruxelas, depois de três chumbos, por margens de 230, 149 e 58 votos.
Para a rejeição contribuíram os votos de conservadores eurocépticos e do Partido Democrata Unionista (DUP) devido à divergência com a solução prevista para evitar uma fronteira física entre a Irlanda e Irlanda do Norte.
Embora aceite o resultado do referendo de 2016 que determinou o ‘Brexit’, o partido Trabalhista, principal partido da oposição, também se opôs porque defende uma união aduaneira com a UE.
Na sexta-feira, o líder trabalhista, Jeremy Corbyn, anunciou o fim das negociações com o Governo que duravam há seis semanas para tentar chegar a um entendimento, invocando a falta de autoridade da primeira-ministra, cuja demissão deverá ser formalizada nas próximas semanas.
Mas Theresa May escreve  no Sunday Times que, mesmo assim, as discussões foram positivas porque “o Governo agora tem uma percepção muito mais clara do que será necessário para obter um acordo”.
Além de analisar o conteúdo da proposta de lei, o conselho de ministros vai também considerar se a sua votação deve ser antecedida pela realização de votos no parlamento para testar o apoio dos deputados a outras soluções, adiantou May.
A imprensa britânica noticiou na semana passada, com base numa fuga de informação, que o governo poderá propor uma série de votações sobre diferentes cenários, como um novo referendo.
O Reino Unido tinha previsto sair da UE a 29 de Março, mas a falta de uma maioria no parlamento para aprovar um acordo que permita uma saída ordenada forçou um adiamento da data.
O Conselho Europeu deu até 31 de Outubro para o Reino Unido concluir o processo, que, se não for aprovado um acordo nem revertida a decisão de sair da UE, tem como opção por defeito a saída sem acordo. ANG/Inforpress/Lusa

Segurança Social


 Sindicato de Base protesta empréstimo de dinheiro dos pensionistas ao Governo

Bissau, 20 mai 19 (ANG) – O Presidente do Sindicato de Base dos Funcionários do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), Amadu N´djai voltou a insurgir-se contra o pedido de empréstimo do governo feito ao INNS no valor de mil milhões de francos cfa.

Amadu N´djai que falava numa conferência de imprensa esta segunda-feira, disse que não se pode dar emprestado dinheiro ao governo para pagar as dívidas aos servidores de Estado porque esse dinheiro suporta a manutenção do Instituto e o pagamento dos pensionistas.

“Não podemos emprestar dinheiro ao governo e para depois ficamos comprometidos com os beneficiários pensionistas”, disse o sindicalista.

Afirmou que essa não é a primeira vez que o governo pede empréstimo ao   Instituto e que nunca paga, afirmando que as dívidas do executivo rondam mais de 300 milhões de francos cfa.

Amadu N´djai disse que vai se manter firme na sua posição para impedir que o dinheiro saia do INSS.

Em nome dos pensionistas, Luís Lopes Gomes Semedo considerou a atitude do governo de um crime.

Disse que não vão aceitar que seja dado dinheiro ao governo porque o executivo nunca fez um aumento aos pensionistas, considerando que a Segurança Social é uma coisa sagrada porque são salários descontados aos beneficiários do sistema desde a   juventude para que na velhice possam usufruir com as suas famílias.

Luís Semedo disse que se aquele montante de mil milhões de francos cfa for dado ao governo, o Instituto vai a banca rota e não vai conseguir pagar as despesas correntes dos pensionistas, salários do pessoal entre outros.

Pediu ainda ao Primeiro-ministro para desistir da ideia “porque é um crime perante os idosos”,  acrescentando  que já é o momento de respeitar os pensionistas.

Na semana passada o ministro da Função Pública que tutela o INSS admitiu que nunca seria feito o empréstimo ao governo sem que haja garantias de pagamento do referido empréstimo.

Fernando Gomes disse que o executivo prometera liquidar a dívida com fundos provenientes das receitas de exportação da castanha de caju, cuja campanha de comercialização está em curso.

Antes o Governo dera indicações de pretender contrair empréstimo junto do INSS para fazer face ao pagamento de salários em atraso na função Pública. ANG/DMG/ÂC//SG

Aviação Civil


    Boeing reconhece defeitos no software do simulador de voo do 737 MAX

Bissau, 20 mai 19 (ANG) -  O fabricante americano de aviões Boeing admitiu no sábado que teve de corrigir falhas no software dos simuladores de voo destinados a formar os pilotos do 737 MAX, o modelo de aeronave envolvido em duas tragédias que deixaram mais de 300 mortos.

"A Boeing fez correcções no software do simulador de voo do 737 MAX e deu informações complementares aos operadores da aeronave para se assegurar de que a experiência no simulador seja representativa das diferentes condições de voo", afirmou a companhia em um comunicado.
A Boeing não especificou a data, em que observou os defeitos do programa, nem se havia informado os reguladores do setor a esse respeito.
Segundo a empresa, o software usado nos simuladores era incapaz de reproduzir algumas condições de voo - em especial, aquelas que levaram ao acidente do 737 MAX da Ethiopian Airlines, em 10 de Março passado, em Adis Abeba, apenas alguns minutos depois da descolagem que provocaram 157 mortos.
As mudanças feitas vão melhorar a formação dos pilotos, afirmou a companhia.
"A Boeing está trabalhando estreitamente com os fabricantes do sistema e com os reguladores nestas modificações e em melhorias para garantir que a formação (dos pilotos) por parte (das empresas) clientes não seja perturbada", acrescentou o grupo.
Cliente de peso do 737 MAX, com 34 aparelhos em serviço, a companhia aérea americana Southwest disse no sábado à AFP que deve receber um simulador específico do MAX "no fim do ano".
É a primeira vez que a Boeing admite um defeito de concepção do equipamento do 737 MAX. Esse modelo teve o seu sistema de estabilização MCAS posto em xeque, após a tragédia da Ethiopian. ANG/Angop

Greve Função Pública


                                  UNTG e CGSI cumprem nova paralisação

Bissau, 20 Mai 19 (ANG) – As duas maiores centrais sindicais do país nomeadamente a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) e a Confederação Geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau (CGSI-GB),observam terça-feira a terceira vaga de greve na Função Pública ,exigindo entre outras o pagamento de salários e aumento do salário mínimo de 50.000 para 100.000fcfa.
Secretário geral da UNTG

Em declarações à imprensa hoje o Secretário-geral da UNTG disse que a greve decretada devido a inercia do governo, vai decorrer de 21 a 23 do corrente, se não forem satisfeitas  as reinvidicações um  novo pré-aviso de greve será entregue ao governo.

Júlio Mendonça frisou que já se chegou a um consenso e que a greve de terça-feira  é para valer, salientando que todos os sindicatos afiliados na sua organização vão aderir a paralisação, frisando que os serviços mínimos vão ser observados nas instituições mais complexos casos do Hospital Simão Mendes.

“ A Empresa da Electricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), pode ter o serviço mínimo, mas não vai ser da forma como se fez noutras paralisações, uma vez que os serviços mínimos serão nos hospitais e não nas casas dos governantes “,disse.

Mendonça disse que qualquer luta tem as suas consequências, salientando contudo que o que interessa é atingir o objectivo que passa pela mudança da maneira de governar a Guiné-Bissau.

Disse  que os políticos que não estão preparados para isso devem ficar sentados em suas casas.

O sindicalista disse ainda que o país não merece os governantes como os que tem actualmente, salientando que por isso, vão continuar a luta e apela o Instituto de Segurança Social para não dar emprestado o dinheiro ao governo,
 “uma vez que o Estado guineense não tem nenhum tostão naquela entidade”.

“Já o fizeram nos governos anteriores mas não liquidaram as dívidas. Por isso não o podem fazer de novo. Se conseguiram levar à falência a maioria das empresas públicas que era rentável, o Instituto Nacional da Segurança Social não terá a mesma sorte porque o dinheiro que gere pertence aos empregadores e trabalhadores “,frisou.

Mendonça confirmou que a luta da sua organização não será feita só para fazer, mas sim para atingir os objectivos mesmo que para isso haja greve de cinco, seis ou mais anos.

No Caderno Reivindicativo entregue ao Governo constam ainda  as exigências, de implementação do decreto de 19 de Outubro de 2012, referente a Avaliação de Desempenho na Administração Pública e do Pessoal Dirigente e a conclusão do processo sobre a  aprovação do novo Código de Trabalho na Guiné-Bissau.ANG/MSC/ÂC//SG