quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Função Pública


Ministra promete combate ao nepotismo e implementação de todos os diplomas laborais

Bissau,29 Ago 19(ANG) – A ministra da Administração Pública e Modernização do Estado promete combater o nepotismo no aparelho de Estado e implementação de todos os diplomas laborais.

Fatumata Djau Baldé em entrevista exclusiva à ANG, sublinhou que irão combater sem tréguas o favoritismo no emprego por laços familiares, amiguismos ou filiação partidária, passando doravante o ingresso na administração pública a ser através de concurso público.
A governante disse que existem também leis internacionais das organizações de que a Guiné-Bissau é membro, casos da UEMOA e CEDEAO, que devem ser adaptadas a realidade do país.

“Por exemplo, hoje, por causa da livre circulação de pessoas e bens, temos muitas empresas a nível nacional que recrutam trabalhadores estrangeiros para virem trabalhar no país e no quadro da UEMOA diz que tanto os nacionais como estrangeiros devem auferir dos mesmos salários, já que desempenham as mesmas funções. Mas isto não está a ser verificado na Guiné-Bissau”, lamentou.

Fatumata Djau Baldé citou casos dos Bancos Comerciais, das companhias de telecomunicações entre outros que trazem  funcionários expatriados que são pagos com  diferenças salariais muito grande em relação aos trabalhadores nacionais.

Disse que tudo isso constitui um  conjunto de trabalho que está a fazer para que as referidas empresas possam conformar as suas acções com os diplomas internacionais existentes.

Afirmou que pretende definir uma política de harmonização  ou estabilização da massa salarial dos funcionários, por exemplo, que estão nos bancos em mesmas  categorias.

Outra preocupação de Djau Baldé tem a ver com a falta de coordenação dos dados dos funcionários no Ministério da Função Pública com os da Economia e Finanças.

“Não podemos ter um determinado número de funcionários no Banco de Dados do Ministério da Função Pública e ter outro no Ministério das Finanças e que recebem mensalmente os ordenados”.

 Adiantou que há necessidade de fazer a colaboração entre os dois ministérios de forma a resolver grande parte dos problemas da Administração Pública do país.

Afirmou que o maior desafio do actual Governo é de acabar com as dívidas em atraso para que se possa andar num quadro normal de pagamento de salário na Função Pública, e para que isso não continue a ser um problema na administração pública.

“Para qualquer Governo que pretende trabalhar devidamente, o pagamento de salário não deve ser um indicador de desempenho porque existem outros indicadores prioritários, casos de escolas e hospitais para todos, redução da taxa de mortalidade materna entre outros. ANG/MSC/ÂC//SG

Moçambique


                  Renamo distancia-se das ameaças da junta militar
Bissau, 29 ago 19 (ANG) -  A Renamo distancia-se das ameaças de inviabilização do processo eleitoral da junta militar e apela por isso ao bom senso do grupo dos mesmos assim como considera ser papel do Governo defender o país deste tipo de ameaças.
“As declarações do presidente da Junta Militar são nocivas para a paz e para a reconciliação nacional cujo acordo foi assinado no início do mês”, considera o Porta-voz da Renamo, José Manteigas, para quem a defesa da nação é dever do Estado mas apela ao bom senso dos guerrilheiros liderado pelo tenente general Mariano Nhongo que ameaçam inviabilizar o processo eleitoral, caso o governo não aceite  negociar, com eles, o processo de desmilitarização, desmobilização e reintegração.
A Renamo, principal partido da oposição, distancia-se assim das ameaças da junta militar e garante que vai concorrer às eleições gerais de 15 de Outubro tendo Ossufo Momade como candidato presidencial.
Antes do arranque da campanha eleitoral com vista as eleições gerais marcadas para 15 de Outubro, em Moçambique, o presidente da Junta militar da Renamo ameaçou inviabilizar a realização de todo o processo, caso o governo não aceite dialogar com o grupo armado.
Em entrevista telefónica à RFI, o tenente general, Mariano Nhongo foi claro: "Se não conversarem connosco, campanha não há-de haver e nós vamos lutar convosco".
A Junta militar reitera na voz do seu presidente que não reconhece os acordos de cessação das hostilidades e de paz e reconciliação nacional.ANG/RFI



Administração Pública


Ministra define  melhoria de condições dos trabalhadores como sua  principal missão 

Bissau, 29 Ago 19 (ANG) – A ministra de Administração Pública e Modernização de Estado afirmou esta quarta-feira que a sua principal missão é de trabalhar para a melhoria das condição de vida dos trabalhadores guineenses.

Fatumata Djau Baldé, em entrevista  à ANG e Rádio Sol Mansi, disse que na altura em que foi pedir as duas Centrais Sindicais para levantarem a greve, informou-as de que o momento era crucial para sanear o problema da classe laboral guineense, caso contrário a crise podia tomar outros contornos.

“Não esquecem que também fui dirigente sindical. Então ninguém pode-me informar das dificuldades com que  os trabalhadores guineenses se confrontam”, salientou.

Djau Baldé disse que, hoje como membro de Governo o seu apelo aos trabalhadores é para que haja uma paz laboral e que as pessoas tenham confiança no executivo, caminhando juntos  de mãos dadas para melhorar a condição dos funcionários públicos.

Falando das reformas imediatas na Administração Pública, a governante disse que já está em curso a implementação de algumas medidas coercivas, porque  cada Governo novo traz quem quiser para a Função Pública.

“Hoje isso já não acontece e foi a primeira medida tomada, e igualmente, doravante, é proibida a entrada de qualquer estagiário na administração pública neste momento”, informou.

Djau afirmou que a medida em causa vai permitir ao Executivo regularizar a situação dos estagiários já existentes.

A governante sublinhou que, todos os estagiários já existentes em diferentes Ministérios serão submetidos ao concurso público para preencherem as vagas nas instituições que estão a precisar, acrescentando que os actuais estagiários da Função Pública vão ter em conta que nunca existiram porque não têm nenhum vínculo com o Estado.

“Se o governo não olhar pela vertente humana pode simplesmente mandar essas pessoas para a casa e ponto final. Mas tendo em conta, por outra parte, as legislações laborais existentes, então decidiu-se que cada Ministério deve identificar as vagas existentes em cada departamento e a partir disso vamos lançar um concurso público e ninguém vai ingressar mais na Função Pública sem concurso “,disse.

Fatumata Djau Baldé alertou aos estagiários já existentes a não pensar que não vão participar no concurso uma vez que já estão dentro da instituição a trabalhar, porque a forma como ingressaram foi ilegal e para se legalizarem a sua estadia precisam de fazer concurso público e que essa medida abrange igualmente as pessoas que nunca estiveram nas instituições.

 “Depois do concurso público, os que não vierem a apurar serão simplesmente despedidos”, informou.

Djau Baldé considerou de grandes males esta desorganização do aparelho de Estado, frisando que está ciente de que esta medida pode não agradar à outros, salientando contudo que é uma decisão apartidária.ANG/MSC/ÂC//SG

Etiópia


          Descoberta de crânio de australopiteco de 3,8 milhões de anos 
Bissau, 29 ago 19 (ANG) - O crânio de um australopiteco (Australopithecus) de 3,8 milhões de anos, em estado "notavelmente completo", foi descoberto na Etiópia.
A descoberta, revelada por estudos divulgados na quarta-feira , abala, mais uma vez, nossa visão da evolução da espécie.
"Este crânio é um dos mais completos fósseis de hominídeos de mais de 3 milhões de anos", disse Yohannes Haile-Selassie, do Museu de História Natural de Cleveland, nos Estados Unidos, coautor de dois estudos publicados na revista "Nature". Em um comentário no periódico, Fred Spoor, do Museu de História Natural de Londres, o estudioso completa que a descoberta pode "se tornar um novo ícone da evolução humana", ao lado dos célèbres "Toumaï", "Ardi" e "Lucy".
Comparativamente, o esqueleto Toumaï (um Sahelanthropus tchadensis), considerado por alguns paleontólogos como o primeiro representante da linhagem humana, tem cerca de 7 milhões de anos. Foi encontrado no Chade, em 2001.
Descoberto na Etiópia, Ardi (ou Ardipithecus ramidus, uma outra espécie de hominídeo) teria 4,5 milhões de anos, e Lucy, a Australopiteco mais conhecida, descoberta na Etiópia em 1974, tem 3,2 milhões de anos. Outros fósseis de Australopiteco, menos conhecidos, têm no mínimo 3,9 milhões de anos, mas apenas o maxilar e os dentes foram encontrados. Sem o crânio, nossa compreensão da evolução desses hominídeos extintos permanecia muito parcial.
Descoberto em fevereiro de 2016 no sítio de Woranso-Mille, na região de Afar, na Etiópia (a 55 quilômetros de onde estava Lucy), este novo fóssil, chamado MRD, pertencia a um dos primeiros Australopitecos, os Australopithecus anamensis.
"Achávamos que o A. anamensis (MRD) se transformava progressivamente em A. afarensis (Lucy) com o tempo", explica Stephanie Melillo, do Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology, na Alemanha, coautor dos dois estudos. Mas esta última descoberta bagunça o tabuleiro do que se sabia até então, mostrando que as duas espécies teriam se cruzado nas savanas de Afar durante cerca de 100.000 anos.
“Isso muda nossa compreensão do processo de evolução e destaca novas questões: estavam em competição pelo alimento, ou pelo espaço?", pergunta Stephanie Melillo.
Ainda que bem pequeno, o crânio deve ser o de um adulto, do gênero masculino a priori. Reconstituições faciais feitas com base em características do fóssil revelam um hominídeo com as maçãs projetadas, maxilar proeminente, nariz largo e testa estreita.
Para surpresa dos pesquisadores, o crânio se apresenta como uma mistura de características próprias dos Sahelanthropus, como o Toumaï, e dos Ardipithecus, como o Ardi, mas também de outras espécies mais "recentes". "Até hoje, havia um grande abismo entre os ancestrais humanos mais antigos, que têm cerca de 6 milhões de anos, e de espécies como a Lucy, que têm três milhões de anos", relata Stephanie Melillo, para quem esta descoberta "reconecta o espaço morfológico entre estes dois grupos".
Em um primeiro momento, apenas seu maxilar era visível. "Não acreditei nos meus olhos quando vi o resto do crânio", lembra Yohannes Haile-Selassie, que descreve "um momento eureka", "um sonho que se tornou realidade". ANG/RFI


quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Função Pública


         Governo e sindicatos assinam Memorando de Entendimento

Bissau, 28 Ago 19 (ANG) – O governo através do Ministério da Administração Publica e Modernização do Estado assinou hoje um acordo que vai permitir a paz social com a duas maiores centrais sindicais do país, nomeadamente, a União Nacional dos Trabalhadores da Guine (UNTG) e a Confederação – Geral dos Sindicatos Independentes (CGSI-GB).

Fatumata Djau Baldé
A Ministra da Administração Pública e Modernização do Estado, Fatumata Djau Baldé disse que o governo vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para cumprir os pontos assumidos, adiantando que entre os compromissos assumidos, o executivo inicia em setembro o pagamento das dívidas não só no sector da educação, mas também no de saúde e outros.

Falando do salário mínimo de 100 mil francos cfa que os sindicatos estão a exigir , a governante disse que para satisfazer essa exigência, um trabalho de base entre o governo e os sindicatos vai ser feito, para em conjunto se definir novo salário mínimo nacional.

“Porque no país temos algumas instituições que geram rendimentos financeiros consideráveis, mas que estão a aplicar um salário muito baixo aos seus funcionários, o que é muito mau. O Estado não pode permitir isso: Caso de hotéis, restaurantes e outros que estão a pagar conforme querem. Será necessário ordenar o pagamento devido dos salários nesses sectores ”, disse.

Djau Baldé frisou que a sua instituição já acabou com entrada “à para-quedas” na Função Pública, que nos últimos anos recebe vários funcionários denominados estagiários sem que ninguém saiba  as condições dos seus ingressos  na Função Pública.

A ministra disse que doravante para se ocupar  cargos de directores de serviços, os candidatos vão se submeter a  um concurso público.

 As carreiras devem começar a funcionar na Função Publica e para isso não significa que tenho 20 ou 30 anos de serviço. Deve-se saber o tempo que lá passei, e o que eu fazia em termos de trabalho. São esses, entre outros, os diplomas a serem exigidos  para permitir avaliar o desempenho da pessoa que trabalha para o Estado”, afirmou.

Fatumata Djau Balde disse que o acordo hora alcançado entre as partes vai trazer a paz elaborar e  contribuir para redobrar o empenho.

Por seu turno, o Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guine (UNTG),disse estar satisfeito com o acordo alcançado , salientando que desde o início  foi o motivo da luta das centrais sindicais, mas que não   foram entendidos por muitos.

Júlio Mendonça disse que estão cientes que nenhum país possa desenvolver sem pressão social ou seja nenhum Governo levanta por  livre vontade para corrigir os seus erros sem ser pressionado.

Disse  que estão convicto e esperançado nessa luta e que  esperar que tudo o que foi acordado, com esforço e determinação do governo possa ser cumprido.

“Digo isso porque a força de vontade supera todos os obstáculos e se essa vontade for demostrado só nos resta cumprir  e dar o apoio necessário. Por isso, digo aos trabalhadores que a luta é de todos nós e quando melhor desempenharem as suas funções o executivo vai estar nas melhores condições de os atender “.

O sindicalista frisou que era isso que estavam a exigir ou seja as pessoas achavam que os 48 pontos eram muito, mas são problemas que foram recenseados, e que visto bem este acordo está resumido nos 48 pontos.

Salientou  que não estão só a exigir que o Governo cumpra o seu dever, mas também a exigir o cumprimento que os trabalhadores cumpram os seus deveres.

Do encontro saiu ainda o compromisso de o governo criar uma Comissão Técnica constituída por representantes do executivo, da UNTG, CGSI, da Primatura, através de um despacho conjunto a ser produzido pela ministra da Função Pública  e o ministro da Economia e Finanças.

O Conselho de Concertação Social foi incumbido de elaboração de projectos legislativos da constituição da pessoa colectiva responsável pela gestão de fundo de pensões, bem como da proposta para harmonização da actual tabela salarial e realização de uma Conferencia Nacional sobre Sistema Nacional de Pensões.

Decidiu-se ainda que o novo salário mínimo nacional será definido no âmbito do  Conselho Permanente de Concertação Social. ANG/MSC//SG

Turismo


"A Infra-estruturação é a chave para dinamização do turismo guineense", diz Secretária de Estado 

Bissau, 28 Ago 19 (ANG) – A Secretaria de Estado de Turismo e Artesanato, Catarina Taborda, disse hoje que a infra-estruturação é a chave para potencialização do setor de turismo e do desenvolvimento socioeconómico na Guiné-Bissau.

Catarina Taborda
Em entrevista exclusiva à ANG, Catarina Taborda acrescentou que apesar de muitas potencialidades que o país possui, o setor turístico está ainda numa fase embrionária  e precisa de potencialização através de investimentos e  infraestruturação do setor para torna-lo mais atraente.

A governante elegeu  o turismo ecológico como a estratégia para atuar no setor e torná-lo mais sustentável , preservando a biodiversidade e as zonas protegidas.

Disse que as infra-estruturas turísticas que vão ser construídas irão rigorosamente respeitar todos os procedimentos legais para não entrar em conflito com os ambientalistas e a sociedade em geral.

"Se o setor do turismo recebe devida atenção, com certeza vai contribuir fortemente para o desenvolvimento socioeconómico do país e gerar empregos”,disse Catarina Taborda.

A titular da pasta de Turismo e Artesanato anunciou que, para o mês de outubro do ano em curso, vão organizar um Fórum de Investimento com parceiros, em Bissau, para apresentação das potencialidades e do Plano Estratégico e Código de Investimento.

 Catarina Taborda promete lançar um projeto de empreendedorismo em colaboração com o Ministério das Finanças, para capitalizar os jovens que pretendem atuar na área turística e de artesanato.

Relativamente ao turismo sexual que tem vindo a acontecer no arquipélago de Bijagós, a zona privilegiada do turismo no país, esta responsável disse que a sua instituição já está atuando no terreno através da sensibilização nas zonas identificadas e promete que a sua equipa vai definir  ações que vão  travar essa pratica.

Referindo-se ao  sector  artesanal, disse que a Arte guineense baseada nas diversidades vai permitir um turismo atrativo que não vai focar só no aproveitamento de sol e praias, mas também  nas criações artísticas e nas promoções das nossas culturas.

Salientou nessa entrevista à Agência de Notícias da Guiné(ANG) que recentemente foi lançado o Parque de Artesanato que vai servir de espaço de lazer, principalmente para as crianças, porque o país carece de lugares de género.

Adiantou  que esta praça em construção vai estar coberta da rede Internet e de obras de artes atrativas.

Catarina afirmou que a Guiné tem muito por fazer no setor turístico, com 88 ilhas virgens, a parte continental por explorar, e com monumentos históricos que precisam de promoções para torná-los mais atrativos.

A governante exorta  todos os guineenses a serem promotores das potencialidades turísticas, culturais e históricos do país, para que possam atrair turistas, investidores e divulgar boa  imagem  do país no mundo fora.
ANG/CP/ÂC//SG

Turismo


Secretário-geral da Associação dos Operadores do sector pede pagamento do  Fundo do Turismo

Bissau,28 Ago 19(ANG) – O secretário-geral da Associação dos Operadores Turísticos e Similares da Guiné-Bissau, apela aos seus associados para paguem o Fundo do Turismo todos os meses conforme está estipulado na Lei.

“Como parceiros da Secretaria de Estado do Turismo, nós temos que cumprir com os nossos deveres para que possamos reclamar os direitos dos operadores e exigir igualmente a boa gestão do referido fundo”, aconselhou Orlando da Costa Pinto, em entrevista concedida hoje à ANG.

Afirmou que o pagamento do Fundo do Turismo é nem mais nem menos para fortalecer a área turística e os operadores, bem como ajudar no desenvolvimento do sector.

Aquele responsável disse que o apelo que lança aos operadores turísticos é para o bem da classe, salientando que para que haja desenvolvimento do sector tem que haver meios para o efeito e com as contribuições de todos pode-se atingir esse patamar.

Perguntado sobre o que deve ser feito para desenvolver o sector turístico do país, Orlando da Costa Pinto sublinhou que existem muitas vertentes que têm que ser reunidas para que haja desenvolvimento  turístico no país.

“A primeira vertente, na minha opinião, é o investimento no sector, e para que isso aconteça não pode haver barreiras.Um  dos constrangimentos para o desenvolvimento do sector de turismo no país é a falta de celeridade da justiça”, explicou.

 Acrescentou que quem vai investir o seu dinheiro, que são em valores muito altos, pretende saber se eventualmente tiver algum problema será resolvido com celeridade necessária para não prejudicar o seu investimento.

“Portanto, se não for reunidas estas condições e se a justiça não funcionar na sua plenitude é difícil fazer investimento. E sem investimento não há turismo”, salientou.

O secretário-geral da Associação dos Operadores Turísticos e Similares da Guiné-Bissau salientou  que há outros tipos de investimentos de que o sector necessita, dentre os quais , a formação.

“Se criarmos boas estruturas para o turismo temos que ter pessoas bem formadas para trabalhar. Portanto,  a formação é a base e o começo para que se desenvolva o turismo na Guiné-Bissau”, frisou.

Afirmou que depois tem que se criar  infra-estruturas para que as pessoas formadas possam trabalhar em condições dignas e aliciantes para que elas possam permanecer nas suas funções.

Disse que será mais fácil fazer vir técnicos para formar pessoas localmente de que enviar gente  para o exterior.

Orlando da Costa Pinto disse que outra vertente importante é mudar o sistema de saúde, e que o  turismo que se pratica na Guiné-Bissau é do tipo médio.

Sublinhou  que o país dispõe de uma das melhores paisagens do mundo, com um ambiente natural excepcional e de superior qualidade e com ar puro.

“Mas isso não chega porque o turista que vem para aqui não encontra boas condições. Ainda não estão reunidas as infra-estruturas necessárias para fazer uma actividade de alto nível”, disse.

“Normalmente essas pessoas quando vêm  para o país , uma das suas preocupações é a saúde, porque são pessoas de meia idade, reformadas e para o efeito tem que se acautelar o sistema de saúde dessas pessoas”, referiu.

Aquele responsável disse que, se se olhar para as infra-estruturas sanitárias das zonas de maior atracção turística do país que é o arquipélago dos Bijagós, nota-se três problemas: primeiro - o hospital  não está em condições de atender as urgências, devido a falta de equipamentos e de meios de evacuação.

“Como podemos evacuar  doentes das ilhas para a capital Bissau se não existem meios de transportes. Para um bom turismo devemos arranjar barcos rápidos ou melhor helicópteros para assegurar eventuais evacuações de emergências”, disse. ANG/ÂC//SG
  


Política


“Guiné-Bissau sempre vive momentos de tensões nas vésperas de eleições”, diz líder do PUN

Bissau,28 Ago 19(ANG) – O Presidente do Partido da Unidade Nacional(PUN), reiterou que que a Guiné-Bissau sempre vive momentos de tensões nas vésperas das eleições.

“O que constatei é que cada vez que estamos a caminhar para as eleições e para que o Povo seja dado ou seja reconhecido o direito que lhe assiste de  escolher os seus dirigentes, um grupo de pessoas provoca sempre situações de sublevações”, disse Idriça Djaló em entrevista exclusiva à ANG.

O político fazia referência às contestações de alguns partidos políticos  contra as correcções das omissões nos cadernos eleitorais  que o governo leva a cabo para fazer votar  nas presidenciais de novembro próximo, àqueles que nas legislativas de março passado não puderam votar porque os seus nomes não figuraram nos cadernos eleitorais, por falhas técnicas, apesar se recensearem.

Idriça Djaló referiu que o conflito político militar de 7 de Junho de 1998, aconteceu nas vésperas das eleições, o golpe de Estado contra o falecido chefe de Estado Kumba Yalá em 2003, tinha sido executado igualmente nas proximidades das eleições e os actuais ondas de contestação ao processo do recenseamento eleitoral estão a acontecer no mesmo horizonte das eleições”, recordou.

“Então como político e analista notei uma ligação directa entre o acto que devia ser o momento da legitimação do poder na Guiné-Bissau e as tentativas ou  actos de sublevações”, vincou o líder do PUN para acrescentar,”penso que estas devem ser as questões que irão merecer o debate durante a campanha para eleições presidenciais de 24 de Novembro”.

Djaló sublinhou que o sistema político vigente na Guiné-Bissau tem os problemas graves, e que conseguiu infectar todos os órgãos da soberania e o espaço público, nomeadamente militares, justiça, administração pública , metendo  todos nas ondas de subversão.

“São esses problemas, que no nosso ponto de vista, estão a impedir a Guiné-Bissau de alcançar a paz e estabilidade”, afirmou.

Idriça Djaló disse que a missão de um político antes de ser votado ou não é de conseguir diagnosticar os  problemas e por as soluções encontradas a disposição dos seus compatriotas.

Segundo ele, qualquer cidadão antes de votar nas urnas a sua preocupação é de saber se todos os candidatos já cumpriram todos os deveres perante os eleitores, que irão  exercer os seu direitos de escolher os seus dirigentes, ou seja estar munidas de todas as informações que  lhes vão ajudar a decidir sobre o o futuro colectivo. ANG/ÂC//SG

Angola


           
Seca e fome afectam cerca de dois milhões de pessoas
Bissau, 28 ago 19 (ANG) – A seca e a fome no centro e sul de Angola afecta cerca de dois milhões de pessoas e matam, pelo menos, cinco crianças por dia.
Organizações não-governamentais pedem ao Governo que declare estado de emergência para evitar uma catástrofe humanitária.
O fenómeno  está atomar dimensões assustadoras, milhares de pessoas sobrevivem alimentando-se de ervas e frutos silvestres.
A ong Friends of Angola e a Associação Construindo Comunidades instam Luanda a declarar estado de emergência para permitir a canalização de ajuda internacional. O apelo é reiterado pela UNITA, maior partido da oposição.
As províncias mais afectadas são o Cunene, Namibe, Kuando Kubango, Huila e Benguela. Milhares de pessoas estão a abandonar as suas aldeias para procurar água e alimentos. Acresce-se o registo da morte de animais por falta de pastagens.
Os 200 milhões de dólares disponibilizados pelo Governo angolano para minimizar os efeitos da seca, não são suficientes para as necessidades destas populações que sempre viveram da agricultura e criação de gado.
Cerca de dois milhões de pessoas são afectados pela seca no centro e sul de Angola. ANG/RFI

Saúde/Pública


Associações  juvenis de Bissau beneficiam de capacitação no domínio de prevenção do  VIH/Sida

Bissau, 28 Ago 19 (ANG) - O Fórum de Jornalistas Promotores de Saúde (FJPS), iniciou hoje uma acção de formação de três dias financiada pela Embaixada de Portugal, para 100 jovens vindos de diferentes Associações da Capital Bissau, no domínio da prevenção do VIH/Sida.

O Presidente do referido “Fórum”, Elida Baldé Pereira disse à imprensa que os 100 jovens serão capacitados para mais tarde servirem de animadores nas suas comunidades sobre  como se prevenir de VIH/Sida.

“Sabemos que não é nada fácil estancar essa doença na sua totalidade mas, enquanto jornalistas que trabalham ligados a esse sector, temos a obrigação de dar a nossa contribuição para a  redução dos efeitos desse  flagelo”, sustentou o Presidente.

Elida salientou que ao longo de vários  anos,  o país  beneficiou de  apoios por parte das Organizações Internacionais que trabalham ligados ao sector, com o intuito de estancar a doença, mas que até a data presente as autoridades sanitárias não conseguiram ter um controlo de sucesso de VIH/Sida.

Por seu turno, e em representação da Embaixada de Portugal, Marta Luís se mostrou satisfeita com a iniciativa, e aproveitou o momento para agradecer e encorajar aos participantes pelo interesse e vontade demostrado de querer aprender para amanhã poderem ajudar os outros a se prevenirem da doença.
ANG/LLA/ÂC//SG 


    

China Popular


                Pequim  acusa G7 de ingerência sobre Hong Kong
Bissau, 28 ago 19 (ANG) - A China disse  terça-feira  que está "extremamente infeliz" com a declaração do G7 sobre Hong Kong, que pedia para evitar a violência no território semi-autônomo depois de mais de dois meses de manifestações contra o executivo pró-Pequim.
Falando à imprensa, Geng Shuang, ministro das Relações Exteriores da China, disse que a situação na ex-colônia britânica era uma questão para os assuntos internos da China e que nenhum "estado, organização ou indivíduo tem o direito de fazer ingerências".
"Expressamos a nossa extrema insatisfação e firme oposição à declaração feita pelos líderes do G7 sobre os assuntos de Hong Kong", disse Geng.

A China está pedindo aos membros do G7 que "parem de abrigar más intenções, de colocar seus narizes nos assuntos alheios e de preparar secretamente atividades ilegais", acrescentou.
Em sua declaração final após três dias de cúpula em Biarritz, os sete reafirmaram "a existência e a importância da declaração sino-britânica de 1984 sobre Hong Kong" e apelaram "a evitar a violência".
A declaração de 1984, que presidiu à rendição de Hong Kong à China em 1997, garante por 50 anos um status de autonomia do território, sob o princípio de "um país - dois sistemas".
Os manifestantes que protestam desda o início de  junho nas ruas da metrópole acusam Pequim de gradativamente começar a cortar esse status de autonomia e ameaçar as liberdades em Hong Kong.
Geng disse que a declaração de 1984 "confirma que a China restaurará a soberania sobre Hong Kong", inicialmente entregue a Londres no século XIX.ANG/RFI


Política


PRS acusa Governo de extinguir postos de controlo para facilitar negócios ilegais

Bissau, 28 Ago 19 (ANG) – O líder da Bancada Parlamentar do Partido da Renovação Social (PRS) acusou o governo de extinguir postos de controlos interurbanos para facilitar negócios ilegais.

Sola na Nquilin na Bitchita que falava hoje em conferência de imprensa acusa o primeiro-ministro, Aristides Gomes de extinguir postos de controlo, para alegadamente facilitar entradas das drogas ou das armas para outro fim, em Bissau, a fim de puderem financiar campanhas das eleições presidenciais de 24 de Novembro próximo do seu partido.

Pediu ao chefe do executivo para explicar ao povo guineense se está munido de condições de segurança para controlar possibilidades de penetração de mercadorias ilegais no país,, acrescentando que é de conhecimento de todos que existem caminhos onde as pessoas podem andar de motos, bicicletas ou carroças de burro.

“ O posto de controlo de Safim foi extinto, imagine se uma pessoa foi raptada da capital Bissau e foi levada e assassinada no interior. Quem  vai testemunhar?”, questionou, acrescentando que se os contrabandistas das madeiras retomarem as suas atividades de cortes vão passar ali facilmente.

 Disse  que há alguns anos a droga foi apanhada num dos postos de controlo interurbano.
Disse que a Guiné-Bissau não pode dar ao luxo de extinguir  postos de controlo sem ter meios como as câmaras de vigilância e satélite.  

Em relação à correcção no caderno eleitoral, o líder de bancada dos renovadores considerou de ilegal por que não consta na lei, salientando que, “o que temos é o recenseamento de raiz ou atualização”.

Disse que, além disso o executivo não convidou nenhuma formação política para participar no processo e só lhes informou que vai fazer a correção no caderno eleitoral.

Sola disse que o mais grave é que os mesmos engenheiros informáticos que trabalharam no banco de dados das eleições legislativas de Março passado,  que estão a fazer a referida correcção, “a fim de melhorar a fraude feita nas legislativas sem fiscalização dos partidos da oposição”.

Em relação as declarações do ministro de Educação da Guiné-Bissau recentemente em Portugal onde afirmou que até ao dia 15 de Setembro o governo vai liquidar todas as dívidas aos professores, Sola N´quilin questiona  que, se até ao momento o executivo está com salários em atrasos como  pode liquidar aquela avultada dívida em pouco tempo. 

O executivo encerrou no último fim de semana o posto de controlo de Safim e todos os outros criados no interior do pais, alegando necessidade de facilitar circulação  de pessoas e bens no país.ANG/JD/ÂC//SG


Reino Unido

      vvBoris Johnson confirma suspensão do parlamento até duas semanas antes de Brexit

Bissau, 28 ago 19 (ANG) - O governo britânico vai suspender as sessões do Parlamento até 14 de outubro, apenas duas semanas antes da data prevista para o Brexit, anunciou nesta quarta-feira (28) o primeiro-ministro Boris Johnson.

A  medida  dificultará os deputados que desejam impedir uma saída da UE sem acordo.

A decisão é um "ultraje constitucional", declarou o presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow. "É óbvio que o propósito desta suspensão agora seria impedir que o Parlamento debata sobre o Brexit e cumpra o seu dever de definir o rumo do país", afirmou.

Johnson vai solicitar à rainha Elizabeth II que finalize o atual período parlamentar "na segunda semana útil de setembro" e faça o tradicional discurso de inauguração da novo ano em 14 de outubro, informa um comunicado de Downing Street, sede do governo.

"A decisão de encerrar a atual sessão parlamentar - a mais longa em quase 400 anos e uma das menos ativas nos últimos meses - permitirá ao primeiro-ministro apresentar um novo programa nacional aos deputados para seu debate e escrutínio", afirma a nota.

Também garantirá "que exista tempo suficiente antes e depois do Conselho Europeu (de 17 e 18 de outubro), para que o Parlamento continue examinando as questões do Brexit ", completa.

O Parlamento de Westminster habitualmente entra em recesso de várias semanas em setembro, por ocasião das conferências anuais dos partidos políticos, mas este ano a suspensão será mais longa.

O cenário deixaria pouco tempo aos deputados, que retornam de suas férias de verão em 3 de setembro, para tentar qualquer iniciativa legislativa destinada a  evitar um Brexit sem acordo em 31 de outubro.

A notícia havia sido antecipada pela emissora de rádio e televisão pública BBC e pelo canal privado Sky News.

Carismático e polêmico, Johnson chegou ao poder em 24 de julho, como substituto da primeira-ministra Theresa May, que se viu obrigada a renunciar pela incapacidade de concretizar o Brexit.

Boris Johnson anunciou que retiraria o país da União Europeia com ou sem acordo na data prevista, 31 de outubro, sem pedir um novo adiamento.

Na terça-feira (27), a oposição, liderada pelo Partido Trabalhista, concordou em trabalhar para "encontrar formas práticas de evitar um Brexit sem acordo, incluindo a possibilidade de aprovar uma lei e de um voto de confiança".

O líder trabalhista Jeremy Corbyn propôs apresentar uma moção de censura contra Johnson no retorno ao trabalho dos deputados, na próxima semana. Em caso de vitória, ele deseja liderar um governo temporário, antes de convocar eleições legislativas.

Mas outros nomes importantes da oposição preferem apresentar uma proposta de lei que obrigue o Executivo a pedir um novo adiamento da data de saída - o prazo original era 29 de março.

Essa é a proposta do líder do centrista Partido Liberal-Democrata, Jo Swinson, que reagiu com indignação às notícias da suspensão do Parlamento. "Fechar o parlamento seria um ato de covardia de Boris Johnson. Sabe que o povo não optaria por um Brexit sem acordo e que seus representantes eleitos não permitiriam isto. Está tentando sufocar suas vozes", criticou em um comunicado.

O jornal The Times afirma que Johnson, cujo assessor David Frost viajou a Bruxelas, acusou os deputados opositores de tentar "sabotar" a renegociação com os outros 27 membros do bloco.

Em um referendo em junho de 2016, os britânicos decidiram, por 52% dos votos, encerrar mais de 40 anos de adesão ao bloco europeu. Mas o Brexit foi adiado duas vezes ante a rejeição do Parlamento ao Tratado de Retirada assinado por May com Bruxelas em novembro do ano passado. ANG/RFI


terça-feira, 27 de agosto de 2019

Futebol/Qatar 2020


Convocatória de mister Candé com apenas uma novidade para confronto com São Tomé e Príncipe

Bissau,27 Ago 19(ANG) - O seleccionador nacional de futebol, Baciro Candé, divulgou  segunda-feira, a lista de 20 convocados para o duplo compromisso da selecção nacional de futebol (os Djurtus) para o jogo da primeira e segunda mão da pré-eliminatória para o Mundial Qatar 2022.

O jogo será com São Tomé e Príncipe e está  marcado para o dia 4 de Setembro, em São Tomé, e no dia 10 em Bissau.

Na lista divulgada pelo seleccionador Baciro Candé destaca-se somente uma única novidade para este jogo. Trata-se do avançado da Arouca, Valdo Té.
Assinala-se o regresso de João Mário Nunes (Jamari), que ficou fora da opção de Baciro Candé no campeonato Africano das Nações CAN Egipto 2019.

Eis a lista completa dos convocados:

Guarda-redes: Jonas Mendes ( Black Leopards, Africa de Sul ), e Rui Dabo (Fátima, de Portugal ).

Defesas: Juari Marinho Soares (Mafra Portugal), Marcelo Djaló (Fulham Inglaterra), Rudinilson Brito Silva (Kaunas Zalgiris, Lituánia), Nanu (Marítimo Portugal), e Mamadu Candé (Santa Clara Portugal).

Médios: Pelé (Reading, Inglaterra),Moreto Cassamá (Stade de Reims França), Bura (Farense, Portugal),Soriano Mané (Moreirense Portugal), e João Lamine Jaquité (Tondela Portugal).

Joseph Mendes (Ajácio de França), Piquete Djassi (Ismália de Egipto),Mama Baldé (FC Dijon de França), Valdu Té (Arouca de Portugal),Toni Sá Brito (FC Astra Giorgio de Roménia), e João Mário Nunes (Académico de Viseu de Portugal), Romário Baldé (Gil Vicente de Portugal) e Jorginho Barbosa Intima ( Ludogorets da Bulgária). ANG/Rádio Sol Mansi