Política/”Atualização da Constituição da República irá balizar a responsabilidade de cada órgão da soberania”, diz Tanundé Keita
Bissau, 18 Set 26(ANG) – O Coordenador
do Movimento “Nô Ribanta Sissoco Kassa”, afirmou que a atualização de alguns
pontos da Constituição da República
submetida ao Referendo Popular no passado dia 30 de Agosto, irá balizar
a responsabilidade de cada órgão da soberania do país.
Tanundé Keita falava à imprensa, na quinta-feira, na qualidade de um dos Movimentos que apoiou e promoveu uma campanha à favor do “Voto Sim” no Referendo de 30 de Agosto.
“Fazendo a atualização de
alguns pontos da Constituição da República, no meu ponto de vista, irá
minimizar as constantes querelas entre os diferentes órgãos de soberania”,
disse.
Aquele político afirmou que,
por isso esse ato deve ser o ponto de partida para se encontrar uma solução para o país rumo ao
desenvolvimento.
“Muitos analistas dizem que
as eleições não são soluções para o país, porque ao fim de tudo, todos os
processos eleitorais foram inconclusivos, porque nenhum Governo terminou a
legislatura devido as divergências políticas”, frisou.
Keita disse que a recente
revisão da Constituição vai favorecer o
entendimento dos atores políticos nas próximas eleições , evitando problemas institucionais que sempre existiram.
“Foi por causa disso, que
nós, enquanto cidadãos do Movimento,
abraçamos essa iniciativa”, disse.
Tanunde Keita afirmou que o
Movimento “Nô Ribanta Sissoco Kassa”, é
uma organização pioneira de salvaguarda
das realizações feitas pelo ex. Presidente Umaro Sissoco Embaló durante o seu
mandato.
“Por isso, aquando da
campanha a favor do “Sim” no Referendo de 30 de Agosto, fomos para o terreno, e
batemos portas dos nossos associados, activistas e da população em geral e eles
responderam com os votos massivos na vitória do “Sim” em todas as localidades
do país.
Perguntado sobre que
dificuldades enfrentaram no terreno para
conseguir a maioria dos votos “Sim”, no Referendo, Keita respondeu que o
primeiro aspecto que apresentaram aos eleitores é que o Referendo não pertence a
nenhum partido político, mas sim, visa fazer a revisão de uma Constituição
da
República que sempre causou problemas.
Afirmou que a nova
Constituição da República irá beneficiar a qualquer partido ou candidato
presidencial que virá a ganhar as próximas eleições e podem ser do MADEM G15,
PAIGC, APU-PDGB, PRS, PTG entre outros.
“Por isso, devíamos ver o
Referendo como nacionalistas e não como militantes, simpatizantes ou dirigentes
dos partidos políticos”, frisou, acrescentando que,
foi nesta base que
sensibilizaram as pessoas para votarem no “Sim” e conseguiram resultados
esperados. ANG/ÂC//SG

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