segunda-feira, 1 de junho de 2015

Desenvolvimento Regional



Governo da Guiné-Bissau projecta criação de unidades fabris em Bafatá

Bissau, 01 Jun 15 (ANG) - O governo da Guiné-Bissau pretende construir fábricas de calçado e de transformação de batata-doce, um centro de formação profissional e a primeira escola agrícola do país em Bafatá, anunciou no fim-de-semana o primeiro-ministro.

No final do primeiro encontro regional do colectivo governamental realizado em Bafatá, Domingo Simões Pereira afirmou que estes projectos constam do programa de desenvolvimento regional, consubstanciado na visão estratégica apresentada pelo governo na recente mesa redonda de Bruxelas.

O primeiro-ministro aproveitou a sua presença na cidade para defender a necessidade da melhoria da produção agrícola e pastorícia em Bafatá, tendo em conta o facto de a região ser atravessada um dos mais importantes rios do país – o Geba.

Simões Pereira argumentou que se os projectos mencionados forem bem-sucedidos, a Guiné-Bissau ficará em condições de não só auto-abastecer-se mas também de exportar os excedentes da produção.

A criação de referências de atracção cultural, centro polivalente desportivo e cultural, de ordenamento hidroagrícola de desenvolvimento de arroz, o repovoamento florestal, abertura da delegacias da comunicação social nas regiões e incentivo à produção de leite, são das propostas adoptadas neste encontro ministerial para um horizonte temporal de 5 anos.

Entretanto, o governo determinou que, ainda antes do dia 24 de Setembro, data da independência nacional, a cidade será objecto de projectos de beneficiação, nomeadamente colocação de novo piso nas ruas da baixa da cidade, reparação das redes de distribuição de água e de iluminação pública, bem como do mercado e clube locais e ainda a construção de um hotel com 50 quartos.

ANG/JAM

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Subida de preços no mercado




Presidente dos Retalhistas responsabiliza empresa “Bissau Link”

Bissau, 29  Mai 15 (ANG) - O Presidente da Associação dos Retalhistas dos Mercados da Guiné-Bissau (ARMGB) responsabiliza a empresa Bissau Link  pelo aumento dos  preços dos produtos da primeira necessidade no país.

Em declarações à Agência de Notícias da Guiné(ANG), Aliu Seidi disse que em 2014, a Bissau Link cobrava três  milhões de francos cfa  aos importadores por cada contentor de sumo.

“Hoje, o mesmo contentor é pago por cerca de quatro milhões de Francos Cfa”, acrescentou Seide que questiona este aumento.

Bissau Link é a empresa criada pelo governo e que se encarrega da fixação das taxas aduaneiras a pagar pelas mercadorias importadas.

Aliu Seidi informou que somente três produtos foram isentos de taxas na empresa Bissau Link, nomeadamente, a farinha, o arroz e açúcar.

Num inquérito feito pela ANG sobre a evolução dos preços, apurou-se que   50 quilogramas de arroz que custava 15.500 mil francos  subiu para 16.500FCA, o açúcar saiu de 21.500FCA,para 23.500 cada saco e o óleo alimentar de 5litros que estava a 14.500fcfa cada caixa aumentou para 15.500CFA e o de 25 litros que custava no ano anterior 15.500 passou para 17.500 CFA.

O Presidente dos Retalhistas disse ter solicitado, mas sem sucesso, um encontro com os ministros da Economia e Finanças, do Comercio e a Associação dos Consumidores, para juntos poderem encontrar uma solução sobre o problema.

“Os retalhistas dependem dos importadores quanto ao aumento ou a diminuição dos preços dos produtos nos mercados. Eles também dependem das taxas e impostos cobrados pelo Estado”, esclareceu o Presidente dos Retalhistas.

Seidi considera de  elevado os custos dos impostos e cobranças que são efectuadas aos retalhistas, desde o pagamento das senhas nos mercados cobrado pela Câmara Municipal às taxas de rendimento das finanças cobrados aos proprietários de terrenos e outros.

  ANG/MSC/JD/JAM/SG

Mohamed VI em Bissau





“Marrocos pode ajudar Guiné-Bissau aproximar-se ao mundo Árabe", diz Presidente da UPG

Bissau,29 Mai 15 (ANG) - O Presidente do partido União Patriótica Guineense (UPG), na oposição, disse que o Reino de Marrocos servirá de porta de acesso da Guiné-Bissau aos países árabes.

Em entrevista exclusiva à ANG sobre as vantagens da visita que o monarca marroquino está a efectuar a Guiné-Bissau, Fernando Vaz disse que a presença de Mohamed VI é um marco histórico, pois , desde a proclamação da independência é a primeira vez que um Rei efectua visita ao país.

" Historicamente, Marrocos é um país que apoia a Guiné-Bissau desde os princípios da luta armada. As primeiras armas que o PAIGC conseguiu obter na altura, foram doadas pelo avô do actual Rei", informou.

O líder da UPG fez questão de destacar que a visita ao país do Rei de Marrocos, é fruto do estreitamento de relações entre os dois países iniciado desde a vigência do Governo de Transição.

"Aliás, antes do Governo de Transição, os ex. falecidos Presidentes da Republica, Kumba Ialá e Malam Bacai Sanha tinham feitos gestos de aproximação com o Reino de Marrocos, tendo em conta a importância deste país para a abertura de uma porta para a Guiné-Bissau no relacionamento com os países árabes", explicou.

Fernando Vaz sublinhou que estrategicamente Marrocos é um país extremamente importante e de desenvolvimento médio, que poderá ajudar muito a Guiné-Bissau.

"Primeiro, porque Marrocos produz quase tudo, e pode ser um mercado alternativo para nós. Somos um mercado de preços porque o rendimento nacional é ainda muito baixo e as nossas famílias não têm poder de compra para adquirir produtos de qualidade", frisou.

ANG/ÂC/JAM/SG

Mohammed VI em Bissau




Guiné-Bissau e Marrocos assinam 16 acordos de cooperação

Bissau, 29 Mai 15 (ANG) - A Guiné-Bissau e Marrocos assinaram quinta-feira em Bissau 16 acordos de cooperação nomeadamente em sectores de segurança, negócios estrangeiros, pescas, agricultura, energia e protecção social.

A assinatura dos acordos foi testemunhada pelo Rei de Marrocos, Mohammed VI e o Presidente, José Mário Vaz, tendo sido efectuada por alguns ministros guineenses com os congéneres marroquinos que integram a comitiva do monarca.

Embora não tenham sido divulgados pormenores sobre o conteúdo de todos os acordos, o relativo aos negócios estrangeiros permite aos dois países acordar na supressão dos vistos em passaportes diplomáticos e de serviço e reconhecimento mutuo das cartas de condução.

O primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, disse esperar vantagens mútuas para ambos os Estados com a assinatura destes acordos e convenções, tendo no entanto reconhecido que, neste caso, a Guiné-Bissau é que necessita mais.

Mais de 50 operadores económicos acompanham o Rei nesta sua visita e, segundo o presidente da Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços, Braima Camará, podem fazer investimentos consideráveis na Guiné-Bissau caso prevaleça o ambiente de negócios, paz e estabilidade política que actualmente se vive.

O Rei Mohamed VI cumpre hoje segundo dia de uma visita de tres dias à Guiné-Bissau, onde chegou na quinta-feira vindo do Senegal.

Trata-se de uma visita de amizade e trabalho realizado no quadro de uma digressäo por paises africanos que deve levar o Rei marroquino à Costa do marfim e Gabäo. 

ANG/JAM/SG

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Mohamed VI em Bissau




Cidadã guineense feliz com visita pede união entre políticos

Bissau, 28 Mai 15 (ANG)-“Os políticos guineenses devem se entender  para que o país possa beneficiar de visitas de personalidades que  podem ajudar no seu processo de desenvolvimento”.

As considerações são de uma senhora de nome Sambel Canté, vendedeira em Bafatá (leste do país) que veio assistir a chegada do Rei de Marrocos, Mohamed VI à Bissau, em declarações exclusiva esta tarde à ANG no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau.

Preocupada  com os sucessivos conflitos político-militar vividos na Guiné-Bissau, esta mulher de 48 anos  que percorreu cerca de 150 Km até chegar  à capital, afirmou que o país só conseguirá “ir em frente, se conseguir ser estável e pacífico”.

Sambel Canté que disse ter deixado toda a sua actividade comercial em Bafatá, que lhe rendia diariamente, entre quinze e 20  mil Francos cfa,  confessou ter ficado “contente” com a visita do monarca ao país, apesar de ter ficado “horas a fio no sol e sem almoço, a espera da personalidade que apelida de “grande hóspede”.

Sempre a alternar a sua conversa com sorrisos, Sambel Canté que é também a chefe do grupo tradicional “Amizade de Bafatá”, a mais famosa deste sector sede da região do mesmo nome, afirmou que com a estabilidade alcançada, em consequência das eleições gerais de 2014, a castanha de caju  esta a ter um “bom preço de compra, citando o exemplo do seu conselho que está, segundo ela, a vender este produto base de exportação, a 600 Francos cfa por quilograma.

Várias dezenas de viaturas vieram das regiões nomeadamente, de Bafatá e Gabú para dar boas vindas ao Rei Mohamed VI de Marrocos que estreia visita dum monarca à “pátria de Amílcar Cabral”.

Devido a  visita do monarca marroquino ao país, todos os mercados e  a maioria dos centros comerciais da capital se  fecharam. Facto que permitiu milhares de pessoas terem ficado ao longo da estrada de aeroporto ao Palácio  presidencial, na parte baixa de Bissau.
Para muitas pessoas, na história da Guiné-Bissau, esta visita do rei, Muhamed VI,  é  a que mais levou as pessoas à rua. 

ANG/QC/SG