terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Crise Politica


Miguel Trovoada pede estabilidade

Bissau, 23 Fev 16 (ANG) - O enviado da ONU para a Guiné-Bissau afirmou no sábado à Rádio das Nações Unidas ser importante estabelecer  um pacto de estabilidade para resolver a crise política naquele país.

Miguel Trovoada
Miguel Trovoada referiu o interesse de se criarem “regras básicas de orientação e gestão” no relacionamento entre as instituições guineenses “porque é isso que está em causa” e lamentou as dificuldades de relacionamento “resultantes da má interpretação particular dos dispositivos”  legais, apesar da Constituição guineense “consagrar atribuições e competência de cada órgão de soberania”.

O enviado da ONU disse que na Guiné-Bissau existem órgãos de soberania, cada um com  competências próprias e ligações entre si.

“Como há competências partilhadas isso supõe uma conformação da vontade daqueles órgãos” que comparticipam no que se pode “chamar o executivo, embora não seja no sentido estrito da palavra, que é Governo”, referiu.

Miguel Trovoada afirmou que “a situação na Guiné-Bissau tem criado bloqueios” e que “a falta de diálogo entre as instituições guineenses ” impede que se ultrapassem situações que “podiam ser resolvidas rapidamente”. 

“As posições radicalizaram-se, o que  deu no que já se sabe, caiu o Governo resultante das últimas eleições gerais, há outro em exercício mas não há por parte das instituições um entendimento que permita o seu funcionamento normal”, concluiu o enviado da ONU. ANG/JA

Crise Política




Aliança Socialista Guineense defende  promocäo de diálogo para  ultrapassar impasse

Bissau, 23 Fev 16 (ANG) – O Partido Aliança Socialista Guineense (ASG) afirma defender o diálogo, como “única” via para resolver qualquer diferendo.

Líder da ASG, foto arquivo
Em reacçao à crise instalada e num comunicado de imprensa à que a ANG teve acesso, a ASG acrescenta que o diálogo   tem que ser feito no respeito à Constituição e demais leis da república.

Por isso, os socialistas guineenses solicitam ao Presidente da República a continuar a encetar esforços na procura duma solução airosa para o actual impasse.

Esta formação política na oposição exorta à comunidade internacional no sentido de continuar a ajudar a Guiné-Bissau, com vista a minimizar o sofrimento do seu povo.

“Agradecemos as nossas Forças Armadas Republicanas, pelo facto de terem assumido um papel de neutralidade,  em obediência aos órgãos de soberania competentes, nos termos da Constituição da República e das Leis das FARP”, lê-se no comunicado.

Finalmente, a ASG  alerta a opiniäo pública nacional e internacional sobre a sua posição de pretender ser parte da solução e não do problema.Razão pela qual diz não subscrever a carta dos partidos políticos extra-parlamentares dirigida ao Presidente da República.

Carta essa, em que estas formações política exigem, nomeadamente ao José Mário Vaz a demissäo do actual governo do PAIGC,  por alegadamente ser “um executivo inconstitucional”.
ANG/QC /SG

Síria




EUA e Rússia chegam a acordo de cessar-fogo

Bissau, 23 Fev 16 (ANG)O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, anunciou segunda-feira um entendimento com o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, para um cessar-fogo na Síria, para facilitar a entrada de meios de ajuda para uma assistência humanitária completa aos civis.

John Kerry explicou que este entendimento deve ser apresentado “aos Presidentes Barack Obama e Vladimir Putin, para poder ser apreciado e desenvolvido na prática”. 

“Numa conversa construtiva com o ministro Lavrov conseguimos estabelecer as bases para um cessar-fogo na Síria, que vai agora ser apreciado pelos nossos líderes”, disse John Kerry.

O secretário de Estado norte-americano anunciou o acordo de cessar-fogo numa conferência de imprensa conjunta com o Rei da Jordânia, com quem apreciou a situação na Síria e as actividades da Rússia. 

O Rei da Jordânia, Abdullah II, mostrou-se disponível para dar todo o apoio a iniciativa, mas pediu rapidez na acção para “se evitar mais mortes de civis”.

À margem do esforço diplomático e político, as operações militares prosseguem no terreno. O Presidente Vladimir Putin, há dois dias, afirmou que “as forças russas na Síria merecem grande louvor porque protegem os interesses nacionais da Rússia e ajudam a proteger a vida de milhões de civis”.

 Putin referiu-se as actividades da aviação russa na Síria, durante um evento solene dedicado ao dia dos Organismos de Segurança da Rússia, no Kremlin.

 “Os deveres dos pilotos das forças aeroespaciais da Rússia, de nossos marinheiros e militares merece grande louvor”, sublinhou o líder russo. Eles estão a ajudar o Exército sírio e outras forças no combate ao terrorismo em condições bastante duras, além de estarem a proteger civis da violência e hostilidades de grupos terroristas”, declarou Putin. 

O Presidente russo referiu que o seu governo “sempre tentou solucionar toda a disputa por meio de canais diplomáticos e políticos, inclusive na Síria, mas não tem sido bem sucedido.

“Sempre foi nosso lema resolver qualquer disputa inteiramente pelos canais diplomáticos e políticos, repetidamente contribuímos para a estabilização de vários países e ajudamos e resolver conflitos sérios”, referiu o líder russo. 

A Síria está envolvida numa guerra, desde 2011, com as Forças Armadas a combater vários grupos de oposição, entre eles, os rebeldes da Frente Nusra e o Estado Islâmico. 

Os aviões russos realizam ataques aéreos contra posições dos rebeldes desde 30 de Setembro de 2015. Além de apoiar Assad como autoridade legítima da Síria, Moscovo  contribui, disse Putin, para que se chegue a uma solução política para a crise síria, mediando conversas e ajudando a organizar encontros internacionais sobre a Síria. ANG/JA


FAAPA/Economia e Finanças




Representantes de 16 agências de notícias em formação em Rabat

Rabat, 23 Fev 16 (ANG) – Jornalistas das agências de notícias de 16 países africanos participam desde segunda-feira em Rabat, Marrocos numa  formação sobre o jornalismo económico e financeiro promovida pela Federação Atlântica das Agências de Noticias Africanas(FAAPA) .

Organizado pelo Centro Africano de Formação dos Jornalistas , uma instituição da FAAPA, o evento que decorre até sexta-feira vai abordar temas como "Importância do jornalismo económico", "Jornalismo económico na era digital" e "jornalismo financeiro: exemplo de informaçäo financeira".

"Fontes e credibilidade das informações", "como a  imprensa  pode explicar a economia de maneira simples", entre outros constam ainda do rol  dos assuntos em destaque ao longo dos cinco dias do seminário.

Na sessão de abertura , Khalil Hachimi Idrissi, Director-geral da Agência Marroquina de Noticias (MAP) e presidente da FAAPA, realçou que o evento pretende oferecer aos participantes tecnicas e conhecimentos sobre como abordar ao público  assuntos económicos e financeiros de forma simples e clara .

"Antes de reportar, o jornalista deve compreender muito bem a informação que possui em mãos e trata-las de forma simples e clara para que seja acessível ao público", explicou Khalil Idrissi que acrescenta que, para isso, o jornalista não precisa ser um expert de economia, pois essa profissão, de uma maneira geral, é generalista.

De acordo com o Director -geral da AMAP, as informações económicas bem tratadas pelo jornalista acabam sempre por interessar ao público, sobretudo quando o conteúdo da mensagem se torna simples e clara. 

"De contrário, estaremos longe do objectivo principal que é de animar a vida pública, económica e, principalmente, económica e financeira do pais"., sublinhou encorajando aos participantes a aproveitarem no máximo os ensinamentos  ministrados por "formadores inteiramente africanos", como fez questão de frisar.

A FAAPA foi criada em 2014 em Casablanca, Marrocos e tem por objectivo transformar-se no maior pólo de informação sobre África ao nível continental e numa plataforma de  capacitação das agências de noticias  para estarem aptas a fazer face aos desafios que a mundialização impôs ao continente. 

Conta actualmente com 19 membros efectivos, mas nove outras agências já manifestaram o interesse de aderir à organização.

José Augusto Mendonça, enviado especial da ANG à Marrocos