quarta-feira, 20 de julho de 2016

Cooperação Institucional


INE e Plan assinam acordo para produção de estatísticas oficiais  
 
Bissau, 20 Jul 16 (ANG) -  O Instituto Nacional de Estatística (INE), e a ONG Plan Internacional assinaram hoje um protocolo de acordo no domínio da produção e difusão das estatísticas oficiais do país.

Segundo o Director do INE, o objectivo principal desse   acordo de parceria entre as duas partes, é  melhorar a disponibilidade e aumentar o uso de informações estatísticas que podem ser de interesse supremo para o Plan, para o seguimento e avaliação do impacto das  actividades nas suas zonas de intervenção, na Guine Bissau.

Suande Camará frisou que o documento irá facilitar a Plan Guiné-Bissau na capacitação dos seus técnicos e produção de dados estatísticos para o seguimento e avaliação do impacto das suas actividades, e ainda reforçar o dispositivo de gestão do sistema de informação dessa ONG.

“Em contrapartida, o INE vai reforçar as suas capacidades, e, com o tempo, alcançar os seus objectivos fundamentais de implementação do Programa Nacional do Desenvolvimento Estatístico 2015/2017, que passa pela coordenação estatística, reforço da produção e difusão das estatísticas oficiais em massa, e a promoção da cultura de utilização de dados estatísticos”, destacou.

Suande Camará  salientou, na ocasião, que a INE pretende ver essa estratégia alargada à outras  entidades, com a finalidade de  reforçar as suas capacidades e  garantir o acesso aos dados à todos os produtores e utilizadores.

Por seu turno, o representante da Plan Internacional na Guine Bissau, Allassane Drabo frisou que nesse contexto é decisivo dispor de dispositivos viáveis e válidos para potencializar as acções e avaliar os resultados das intervenções. 

ANG/MSC/JAM/SG

Acusações do PR



PAIGC exige divulgação de resultados da comissão parlamentar de inquérito

Bissau, 20 Jul 16 (ANG) - O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo -Verde (PAIGC), exige a divulgação dos resultados da comissão parlamentar de inquérito sobre as acusações de corrupção feitas pelo Presidente da República contra o governo dirigido por Domingos Simões Pereira, demitido em Agosto do ano passado.
    
Imagem de arquivo
Segundo a RDP/Africa, Domingos Simões Pereira alegou que o povo guineense tem o direito de conhecer os resultados do inquérito realizado pelos deputados, na sequência das acusações do Chefe de Estado da Guiné-Bissau contra alguns membros do seu governo.

 “Nós não podemos passar um ano a falar de corrupção, de acusações e criamos uma comissão de inquérito parlamentar que fez o seu trabalho, tem os resultados e agora acabou… não há que responsabilizar as pessoas suspeitas da prática de corrupção”, disse o líder do PAIGC.

Simões Pereira protestou igualmente a invasão de contas privadas na internet por parte de indivíduos que não identificadas.
Referiu que não consegue imaginar o que seria se tentasse ter acesso às contas das pessoas que violam a privacidade dos outros.
Conversas privadas com elementos do partido e alguns jornalistas foram recentemente reveladas em blogues.


Por outro lado, o líder do PAIGC fez saber que o seu partido vai reclamar a autoria intelectual e política do programa “terra ranka”, e avisa que não poderá ser implementado por pessoas que não são do PAIGC, numa alusão ao actual governo .

O Presidente da República sustentou a decisão de demissão do executivo de Domingos Simões Pereira com, entre outras, alegacões de envolvimento de elementos  do governo em actos de corrupção, nepotismos e clientelismo.

ANG/LPG/JAM/SG

Transportes Aéreos



Missão da UEMOA dá nota positiva à implementacao de direitos de passageiros na Guiné-Bissau


Bissau, 20 Jul 16 (ANG) - Uma missão da União Econômica e Monetária da África de Oeste (UEMOA), que se encontra no pais para avaliar o nível de implementação da regulamentação comunitário da União em matéria dos transportes aéreos elogiou a Guine-Bissau por defender o direito dos passageiros.

A missão constituída por duas pessoas reconheceu, no entanto, que alguns aspectos devem ser melhorados no que concerne a implementação da regulamentação e na prestação de serviços em terra.

Irene Seka, Diretora dos transportes aéreos da UEMOA e chefe da referida missao admitiu que estas dificuldades nao sao exclusivas da Guiné-Bissau, mas que ocorrem tambem em outros paises membros da organizacao.

Honório Gomes, Vogal de Conselho de Administração da Agencia de Aviação da Guiné-Bissau, monstrou-se satisfeito com a avaliação feita pela UEMOA tendo defendido que, apesar disso, resta muito ainda por fazer no dominio dos transportes aéreos no pais.

A missão esteve reunida com  diferentes estruturas que prestam serviços no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira e das companhias aéreas que operam na Guiné-Bissau, para além da visita técnica que efetuou às instalações do único Aeroporto Internacional do pais.

A Guiné-Bissau é dos oito estados da União Económica e Monetária dos Estados da África Ocidental UEMOA, organização que integrou em maio de 1997. 

ANG/JAM/SG

AFRICA


"MAIS GLAMOUR NA AGRICULTURA PODERIA AJUDAR A TRAVAR MIGRAÇÃO", diz Obasanjo

Bissau, 20 Jul 16 (ANG) - A solução para travar o êxodo de migrantes de África para a Europa é transformar a agricultura numa actividade “glamourosa”. A ideia é defendida pelo ex-presidente da Nigéria, Olusegun Obasanjo, que quer criar ídolos para os jovens entre os agricultores.

“O que é que um jovem homem quer? Ele quer as ‘luzes brilhantes’. E porque é que ele não pode ter essas luzes brilhantes e ser um agricultor?
” A pergunta é feita por Olusegun Obasanjo, o ex-presidente da Nigéria de 79 anos que diz que África tem que tornar “a agricultura atractiva” e “glamourosa”.

Em declarações à Reuters, Obasanjo defende a redistribuição de terras pelos jovens e o investimento numa indústria agrícola moderna como formas de travar a migração e proteger os países africanos da onda de radicalização levada a cabo por grupos terroristas e fundamentalistas como o Boko Haram.

Notando que a agricultura é vista como “uma condenação à pobreza”, o ex-presidente nigeriano sublinha que é necessário promover ídolos entre os agricultores que possam rivalizar com as estrelas de rap.

“As pessoas têm exemplos modelo no rap, nos cantores ou no entretenimento. E temos que os fazer dizer também: ‘Sim, posso ser agricultor e ter o glitz“, salienta Obasanjo.

Filho de um agricultor, Obasanjo critica a forma como os líderes europeus têm lidado com o problema da migração, considerando que se limitam a tentar “curar o sintoma, em vez de curar a doença”.

“A doença ou é resultado do conflito em África ou da pobreza e do desemprego dos jovens”, diz o atual presidente do Africa Food Prize, um prémio que reconhece inovações na agricultura do continente. 

ANG/SV/ ZAP

terça-feira, 19 de julho de 2016

Acórdão do STJ


Presidente Mário Vaz considera importante decisão do Supremo Tribunal de Justiça
 
Bissau,19 Jul 16(ANG) O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, considerou hoje "importante" a decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) do país ao definir como constitucional a nomeação do novo primeiro-ministro e o seu Governo.


Fazendo uso das competências de Tribunal Constitucional, que a Guiné-Bissau não tem, os juízes do STJ defenderam ser constitucional o procedimento adotado por José Mário Vaz, em maio, ao nomear Baciro Djá como primeiro-ministro.

Djá lidera um Governo a ser sustentado no Parlamento pelo segundo partido mais votado nas últimas eleições legislativas.

O PAIGC, partido vencedor das eleições realizadas em 2014, tinha solicitado ao Supremo que declarasse a inconstitucionalidade da decisão do chefe de Estado, alegando ter o direito legal de formar Governo.

Em curtas declarações no aeroporto de Bissau, antes de viajar para o Ruanda, onde participa na cimeira de líderes da União Africana (UA), José Mário Vaz considerou importante o pronunciamento do STJ, mas também defendeu ser decisivo unir os guineenses.

"É importante, de facto, a decisão do Supremo Tribunal de Justiça, como um órgão de soberania (...), mas o mais importante hoje na Guiné-Bissau é unir o país, unir os guineenses, para que haja solidariedade entre nós", referiu.

A situação política na Guiné-Bissau será um dos temas a debater na cimeira da UA, adiantou José Mário Vaz. ANG/Lusa