sexta-feira, 22 de julho de 2016

Ensino superior



Trezentos e quinze finalistas da ULG recebem diplomas

Bissau,22 Jul 16 (ANG) – A Universidade Lusófona da Guiné (ULG) procedeu hoje, em Bissau, a entrega de diplomas à 315 finalistas, do ano lectivo 2014/15, e cuja cerimónia ficou marcada pela ausência  do Ministro da Educação, Sandji Fati.

Os finalistas se licenciaram  em áreas como Economia (32), Direito (32), Comunicação Organizacional e Jornalismo(9), Ciências da Educação (16), Sociologia (17), Administração e Gestão de Empresa (30),Serviço Social (11),Enfermagem Superior (157) e Engenharia Informática (20).

O Reitor, Rui Jandim, garantiu que a UGL vai continuar a formar quadros qualificados nas deferentes áreas de conhecimento, para assumirem responsabilidades de direções em vários domínios da vida económica, social e cultural no país e no mundo.

Revelou que a ULG vai abrir brevemente um curso para mestrado em colaboração com Universidade Lusófona de Lisboa para satisfazer a crescente solicitação dos quadros licenciados que no total são 1.427.

Jandi anunciou ainda que a ULG perspectiva criar um Conselho Estratégico, que vai integrar representantes da autoridade civil, religiosa, académica, empresarial e do poder tradicional, órgão que encarregar-se-á da definição das linhas gerais no domínio da investigação.

Em nome dos finalistas Martinho Pascoal Fernandes agradeceu aos país e encarregados de educação por acreditarem nos seus educandos e investiram neles.

Para o presidente da Associação Académica da ULG, Amadeu Sow Júnior, é tempo de demonstrar a todos que é possível construir um país mais justo e erguido numa cultura cívica e politicamente mais transparente. 

ANG/LPG/SG
 

Imprensa


Conselho Nacional de Comunicação Social condena actos de censuras na Rádio Nacional
 
Bissau, 22 Jul 16 (ANG) - O Conselho Nacional de Comunicação Social da Guiné-Bissau, órgão de regulação, exortou a nova direção da Radiodifusão Nacional (RDN) a não censurar e para não pôr em causa o pluralismo de ideias.

Em comunicado, o presidente do conselho, Ladislau Embassa, condenou  a atuação da direção da RDN na sequência de denúncias de  interferências no funcionamento da redação do órgão.

Em causa está a decisão do novo diretor da rádio pública guineense, Abduramane Turé, de exonerar de funções o chefe da antena, Aliu Candé, e o chefe da redação, Bacar Camará, com alegacões de desobediência a uma ordem.

Os dois demitidos  confirmaram ter  recusado  acatar a ordem do diretor da estacão de retirar do bloco noticioso uma notícia referente a uma conferência de imprensa promovida pelo ex-primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira.

Para o regulador da comunicação social guineense, a decisão de Abduramane Turé, "põe em causa os princípios democráticos do pluralismo e de confronto de ideias das diferentes correntes de opinião, na produção e difusão de informação".  

ANG/Lusa

“Descontrolo aeroportuário”



Representante da União Europeia lamenta eventual brecha de segurança no Aeroporto de Bissau
 
Bissau,22 Jul 16 (ANG) - O representante da União Europeia na Guiné-Bissau, Vítor Madeira dos Santos, considerou quinta-feira de "preocupante" a eventual "brecha" de segurança no aeroporto de Bissau, com a entrada no país de uma comitiva sem controlo das autoridades, na última semana.

"Acho muito preocupante: se se verificar que isto aconteceu, é uma brecha importante na segurança aeroportuária do país, o que não é tolerável", disse à Lusa Vítor Madeira dos Santos.

A comunidade internacional "já tem alertado que a falta de autoridade neste país pode permitir a entrada de elementos terroristas", referiu.

"Não quer dizer que seja o caso. Mas abre-se um precedente", acrescentou Vítor Madeira dos Santos, para quem o verdadeiro problema não é "saber quem terá chegado ou o que trouxe" neste caso em concreto, mas sim os riscos relativos à falta de procedimentos de segurança.

"Ninguém, seja quem for ou qualquer que seja a justificação, pode passar sem o controlo das autoridades", ou seja, serviços de emigração e fronteiras, alfândegas ou Guarda Nacional, sublinhou o diplomata.

"Há uma queixa pública e dada a repercussão do assunto é necessário que as autoridades expliquem o que se passou", concluiu.

O ex-primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, denunciou no sábado a aterragem do que classificou como "avião fantasma" no aeroporto de Bissau.

"Queremos explicações sobre a real proveniência e carga do avião fantasma que recentemente visitou o nosso país, tendo sido recebido pelo chefe da Casa Civil da Presidência [da República] ", detalhou num documento distribuído pelo partido que lidera, o PAIGC, aos jornalistas numa conferência de imprensa.

Fonte ligada aos serviços de segurança disse hoje à Lusa que o avião em causa aterrou em Bissau na segunda-feira, dia 11 de julho, sete minutos antes do meio-dia e que os seus ocupantes foram recebidos no salão VIP do aeroporto, entre outros, por pessoal da Presidência da República.

Segundo a mesma fonte, terão sido os serviços da Presidência a indicar que já havia sido dado conhecimento da visita a um nível superior, dispensando a comitiva e respetiva bagagem, trazida em mão, de procedimentos de controlo.

A comitiva chegou e partiu de Bissau, cerca de hora e meia mais tarde, num avião Airbus 319-111 de uma companhia privada da Arábia Saudita que aluga aeronaves, concluiu.

Tanto o Presidente da República, José Mário Vaz, como o primeiro-ministro, Baciro Djá, encontravam-se fora da Guiné-Bissau naquele dia.

Contactados pela agência Lusa, tantos os serviços de estrangeiros e fronteiras como a Presidência da República recusaram-se até agora a comentar o assunto.

A última vez que a UE se mostrou preocupada com a segurança no aeroporto internacional da Guiné-Bissau foi em dezembro de 2013.

Na altura, o alerta foi feito depois de a tripulação de um voo da companhia área portuguesa TAP ter sido foi coagida pelas autoridades de transição guineenses a transportar 74 passageiros ilegais, alegadamente sírios, para Lisboa.

Catherine Ashton, Alta Representante da UE à data, pediu à Guiné-Bissau para "cumprir plenamente as suas obrigações jurídicas internacionais e nacionais" com "medidas adequadas para evitar qualquer repetição deste tipo de incidentes".  

ANG-Lusa