sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Agronegócios CPLP



    Câmara Agrícola Lusófona realiza primeira feira em Bissau no próximo ano

Bissau, 07 Out 16 (ANG) – A Câmara Agrícola Lusófona (CAL) anunciou quinta-feira a realização no próximo ano em Bissau, da primeira Feira de Agronegócios no país, como forma de incentivar os empresários da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) a investiram mais na Guiné-Bissau.

O anúncio foi feito pelo Presidente da CAL, Jorge Correia Santos, à saída do encontro com o Presidente da República, José Mário Vaz.

Jorge Santos falou igualmente da construção de um pavilhão polivalente para realização de exposições.   

Disse que a sua organização, em colaboração com seus parceiros, está empenhada para trazer mais empresas portuguesas para a Guiné-Bissau.

 “Os trabalhos estão a ser desenvolvidas desde 2015, sobretudo para  fazer aos empresários conhecerem  as potencialidades da Guiné-Bissau, em termos de negócios”, realçou o presidente da CAL.

Jorge Correia Santos disse que os trabalhos estão a ser feitos no âmbito do programa de internacionalização de agronegócios da organização em todos os país da CPLP , pelo que a  Guiné-Bissau não podia ficar de fora. 

“A Guiné-Bissau é o único país que visitamos duas vezes por ano, normalmente fazemos uma missão por cada país num ano, mas isso deve-se a opinião dos empresários quando chegam ao país, têm ideias diferentes em relação a outros países e neste caso Portugal”, afirmou.

Acrescentou que, a Guiné-Bissau devido ao seu passado recente, não goza de boa fama no exterior, o que dificulta a mobilização de investimentos para o país.

“Grande parte de empresas portuguesas acabou  por afastar-se e estamos a trabalhar para que retorne”, disse.

Jorge Santos informou que recebeu da parte do Chefe de Estado guineense as garantias de apoio, aliás José Mário Vaz é um defensor do sector privado, por ser um sector que pode contribuir para o desenvolvimento do país e a criação de emprego.

 Segundo Santos, a Câmara Agrícola Lusófona e os Ministérios da Agricultura e do Comércio assinam hoje um memorando de entendimento.  
ANG/LPG/ÂC/SG

    

Saúde pública



      Ministério de Saúde entrega diplomas a 20 anestesistas e parteiras

Bissau, o7 Out 16 (ANG) – O Ministério da Saúde Pública (MINSAP), a Delegação da União Europeia e o Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF) vão entregar diplomas aos 20 formandos, nas áreas de anestesia e em prática de cesariana que serão colocadas nas unidades de Saúde das regiões de Oio, Cacheu e Biombo.

 Segundo um comunicado à imprensa da União Europeia enviado à  ANG, 11 formandos serão da área da anestesia e 9 da cesariana, e a cerimónia da entrega será no próximo dia 10 de mês em curso.

De acordo com o comunicado, a formação foi realizada no âmbito do programa integrado para a redução da mortalidade materno-infantil na Guiné-Bissau, e contou com um envelope financeiro de 10 milhões de euros.

O Ministério da Saúde Pública pretende diminuir a mortalidade das crianças menores de cinco anos de idade e das mulheres grávidas nas regiões de Biombo, Cacheu, Oio e Gabú, e nesse quadro tem estado a promover  consultas e tratamentos médicos gratuitos.
ANG/JD/SG

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Auscultação presidencial



 Líder do PAIGC defende que a Constituição da República diz que a maioria parlamentar é que deve governar

Bissau, 06 Out 16 (ANG) – O Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) afirmou esta quinta-feira que a Constituição da República da Guiné-Bissau explica que quem tem maioria parlamentar é que tem direito exclusivo de governar o país.

Domingos Simões Pereira que falava à imprensa a saída do encontro com Presidente da República disse que esta é uma oportunidade para que todos voltassem aos ditames constitucionais, reconhecendo que é o PAIGC quem tem competência de formar o governo e observando o princípio de inclusão, tal como aconteceu com o primeiro executivo.

O líder do PAIGC disse que aproveitou a ocasião para dizer ao José Mário Vaz para incluir nas auscultações todos os partidos com assento parlamentar, porque no seu entender independentemente da assinatura do acordo a Constituição da República mantem-se válida, frisando que é nessa perspetiva que devem fazer parte do processo.

Questionado se é os libertadores que vão formar o futuro governo respondeu que não há dúvidas e advertiu que qualquer tentativa de se afastar dessa orientação é inconstitucional, acrescentando que durante esta legislatura não há alternativa à um governo do PAIGC.

 Entretanto, o Secretário-geral do Partido da Renovação Social (PRS) afirmou que antes de rubricaram o acordo proposto pela CEDEAO, o seu partido congratulou-se com os pontos constantes no acordo, relativamente ao segundo ponto que fala sobre a formação de um governo inclusivo, afirmando que não haverá novo governo, mas sim um executivo mais inclusivo. 

Florentino Mendes Pereira esclareceu que a existência do atual governo foi confirmado por um Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça que o legitimou. Por isso é que PRS concordou com o executivo.

Aquele político disse que as pessoas estão a fazer má interpretação ou a manipulação do acordo, visto que o Pacto foi assinado pelo Presidente da República, Primeiro-ministro, Presidente da Assembleia Nacional Popular, e os Presidentes do PAIGC e PRS.

O presidente Mário Vaz está a ouvir a interpretação que  as diferentes forças politicas  fazem do acordo assinado em Setembro, e  que determinou a criação de um governo de consenso inclusivo.  
ANG/JD/SG