quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Bubo Na Tchuto

                               Regresso previsto para próximo sábado

Bissau, 20 Out 16 (ANG) - O Contra-Almirante Bubo na Tchuto preso pelas autoridades norte americanas em 2013 por motivo de tráfico de drogas já se encontra em liberdade e chegará ao país no próximo sábado.

Bubo Na Tchuto
Segundo o embaixador da Guiné-Bissau na ONU, João Soares da Gama citado pela RDP-África, Bubo na Tchuto deixará a cidade americana de Nova Yorque ainda hoje com destino a Guiné-Bissau depois de ter cumprido três anos e meio de prisão.

Soares da Gama acrescentou que Bubo Na Tchuto está neste momento sob a custódia dos serviços da Migração norte americana que tratam do seu regresso à Guiné-Bissau.

Soares da Gama afirma que o Contra Almirante recebeu visitas de familiares que ajudam na preparação da sua viagem de regresso ao seu país e que a Embaixada da Guiné-Bissau nos EUA tem acompanhado sempre a sua situação desde do início da sua prisão.

.O Embaixador da Guiné-Bissau na ONU felicitou o advogado do Bubo Na Tchuto pelo empenho uma vez que a prisão do seu cliente podia ser perpétua e não apenas 4 anos. 

De recordar que o contra almirante Bubo Na Tchuto foi condenado a 4 anos de prisão, mas devido o seu bom comportamento e o empenho do seu advogado acabou por cumprir apenas 3 anos e meio.

Bubo Na Tchuto foi capturado na Guiné-Bissau pelos agentes dos Estados Unidos da América no dia 4 de Abril de 2013 numa ação antidroga. ANG/AALS/SG

Cabo Verde

Três chefes de Estado marcam presença na tomada de posse do  Presidente Fonseca  
Bissau,20 Out 16(ANG) – Os presidentes da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, do Senegal, Macky Sall, e do Mali, Ibrahim Boubacar Keita vão marcar presença na tomada de posse do reeleito Presidente caboverdiano Jorge Carlos Fonseca, cuja cerimónia se realiza hoje na Cidade da Praia.
 
Segundo a Inforpress que cita uma nota do governo, do rol das entidades e países convidados para o referido acto, os Estados Unidos estarão representados pela secretária para África, Linda Thomas Greenfield, a Guiné-Conakri, Guiné-Equatorial e Japão terão representações ao nível de embaixadores.

O Estado português far-se-á representar pelo antigo Presidente da República, Ramalho Eanes, estando também confirmada a presença do ex-primeiro-ministro e líder do PSD, Pedro Passos Coelho.

Da lista de confirmações fazem ainda parte o secretário executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Murade Murargy, e o vice-presidente da comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Edward Singhate, bem como os ministros da Defesa do Brasil, Raul Jungman, e dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe, Urbino Gonçalves Botelho.

A maior delegação será a do Senegal, com 24 pessoas, onde se incluem, além do chefe de Estado, o ministro dos Negócios Estrangeiros e dos Senegaleses no Exterior, Mankeur Ndiaye, e a ministra do Turismo e dos Transportes Aéreos, Maïmouna Ndoye Seck.

Segue-se a do Mali com 20 pessoas, incluindo o ministro dos Negócios Estrangeiros, e a da Guiné-Bissau com 13 elementos, também integrada pelo titular da pasta da diplomacia.

A cerimónia de posse que conta com 1500 convidados, está marcada para as 15:00 local, no Largo da Biblioteca Nacional, junto do memorial ao herói da independência Amílcar Cabral, por o edifício da Assembleia Nacional estar atualmente em obras.

Para o efeito será montada uma tenda, onde se reunirão em sessão especial os 72 deputados à Assembleia Nacional, perante os quais Jorge Carlos Fonseca tomará posse.

A cerimónia começa com a verificação por parte do presidente da Assembleia Nacional (Parlamento), Jorge Santos, da existência de quórum na sessão, procedendo-se em seguida à leitura da ata relativa à eleição do Presidente da República e o auto de posse.

O jurista e constitucionalista Jorge Carlos de Almeida Fonseca foi reeleito, a 02 de Outubro, para um segundo mandato de cinco anos com 74 por cento dos votos e toma posse no dia em que completa 66 anos. 
ANG/Inforpress

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Angola

   Governo traça como meta integrar ao Grupo de países mais evoluídos

Bissau, 19 Out 16 (ANG) - O Governo angolano definiu como meta fazer com que até 2025 o país faça parte do Grupo de Países de Desenvolvimento Humano Elevado (GPIDE).
Esse objectivo foi anunciado na segunda-feira pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, durante o discurso sobre o Estado da Nação.

Vista de Luanda
Na cerimónia que marcou a abertura do 5º Ano Legislativo da III Legislatura da Assembleia Nacional, o Chefe de Estado angolano garantiu que apesar do ambiente económico adverso, devido à queda acentuada das receitas petrolíferas, o Governo vai continuar a ter o combate à pobreza na primeira linha de prioridades.

José Eduardo dos Santos disse que mesmo com o “ritmo positivo” em que se desenrola o combate à pobreza em Angola, o Governo espera reforçar as medidas que vão melhorar o rendimento per capita e a qualidade de vida dos angolanos.

“Adoptamos um Programa de Formação e Redistribuição do Rendimento de modo a criar condições que possibilitem uma maior inclusão social”, disse o Presidente, que defendeu a utilização de forma “articulada e convergente” dos principais instrumentos de política de redistribuição do rendimento, como a política tributária e a despesa pública, de modo a garantir que seja “mais justa a repartição da riqueza e do rendimento e um nível de bem-estar mais elevado”.

O Presidente da República considerou a habitação uma “área decisiva” para o bem-estar das populações, e destacou os resultados satisfatórios do Programa Nacional de Urbanismo e Habitação que entre 2013 e 2015, beneficiando de uma conjuntura orçamental mais favorável, permitiu que o Governo investisse fortemente na construção de novas cidades com resultados positivos na redução do défice habitacional.

 Na actual conjuntura económica e financeira, com a redução dos recursos orçamentais, referiu o Presidente, houve um impacto forte no programa habitacional, pelo que estão em curso “medidas activas de política” que vão permitir que os projectos em curso em várias províncias sejam concluídos.
Sem especificar que medidas estão a ser tomadas, o Titular do Poder Executivo garantiu que está salvaguardada a continuidade dos programas de auto-construção dirigida.

Também relacionado com a atenção que o Governo tem dado ao bem-estar das populações, e tendo em atenção os propósitos em relação à melhoria do desempenho do país quanto ao Índice de Desenvolvimento Humano, o Presidente da República falou dos projectos estruturantes de investimento público, em que se inclui o aumento da capacidade de produção da Barragem de Cambambe, que passa a ter uma potência de 780 megawatts, e a de Laúca, a terminar no próximo ano, com uma potência de 2 mil e 67 ‘megawatts’.

Junta-se a esses dois projectos, a construção da Central do Ciclo Combinado do Soyo, utilizando gás natural para gerar uma potência de 750 ‘megawatts’, que também entra para as contas a partir do próximo ano, dentro de um programa de desenvolvimento que aponta para que até 2025 Angola tenha capacidade de produção instalada de nove mil MegaWatts.

O Chefe de Estado salientou os sinais de crescimento do Índice de Desenvolvimento Humano dos angolanos, nos últimos anos, que está actualmente acima da média dos países da África subsaariana.

 E num tom confiante, disse esperar por uma “transformação da estrutura económica nacional”, tendo em conta o reflexo na vida das famílias angolanas do aumento da potência eléctrica, muito acima das necessidades internas, da produção de água potável e o melhoramento do sistema de Telecomunicações e Transportes.

Os países com um desenvolvimento humano relativamente alto, mas ainda com desafios a enfrentar, sobretudo a distribuição da renda em face da elevada produção económica, integram o GPIDE.

Neste grupo, que Angola espera integrar até 2025, fazem parte alguns países considerados como desenvolvidos e muitos dos países considerados emergentes, com destaque para o Brasil e o México.
ANG/JA


Navegação aérea



                Níger pede apoio da Guiné-Bissau para liderar ASECNA

Bissau, 19 Out 16 (ANG) –A República do Níger pede o apoio da Guiné-Bissau para liderar a Agência para a Segurança da Navegação Aérea em África e Madagáscar (ACECNA).

O desejo foi tornado público hoje, pelo Ministro dos Transportes e Enviado Especial do Chefe de Estado do Níger, depois dum  encontro com o Presidente da República.

 Omar Hamidou Tchiana disse à imprensa que é portador duma mensagem do chefe de Estado nigerino, Iussouf Mamadu, ao seu homólogo guineense, através da qual se pede o apoio da Guiné-Bissau para a candidatura do seu país à presidência da Agência para a Segurança da Navegação Aérea em África e Madagáscar (ACECNA).

Na sua curta declaração, o emissário do Presidente da República do Níger disse que José Mário Vaz promete analisar o pedido para depois se pronunciar sobre o assunto.

Este Ministro do Estado da República do Níger é acompanhado nesta visita à Guiné-Bissau pelas altas figuras do Estado deste país da África Ocidental e membro da CEDEAO e da UEMOA.

A Agência para a Segurança da Navegação Aérea em África e Madagáscar (ACECNA) foi criada em 1959. A Guiné-Bissau aderiu à esta organização regional no dia 01 de Janeiro de 2006.
ANG/QC/SG

Literatura

               Lançamento do livro “Bijagós, Património Arquitetónico” 

Bissau, 19 Out 16 (ANG) - O Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF), a Tiniguena – Esta Terra é Nossa!, em parceria com a editora Tinta-da-china, apresentam no próximo dia 27 de outubro, em Lisboa, o livro Bijagós, Património Arquitetónico.

Segundo um comunicado à imprensa, da Delegação da União Europeia em Bissau enviado à ANG, os autores do livro são Duarte Pape e Rodrigo Rebelo de Andrade, e as fotografias são da autoria de Francisco Nogueira.

O livro traz um inventário inédito sobre o património edificado do arquipélago, tendo sido elaborado no âmbito do projeto Bijagós, Bemba di Vida! Ação cívica para o resgate e valorização de um património da humanidade (2012/290-561), cofinanciado pela União Europeia e pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.  

“O vasto acervo fotográfico recolhido, a contextualização histórica que o acompanha e a análise arquitetónica oferecida pelos autores, faz desta obra não só um documento de ‘viagem’ pelo arquipélago, como um importante repositório de informação que auxiliará as ações e políticas públicas que considerem a preservação e valorização do património arquitetónico como parte integrante do processo de desenvolvimento humano na região”, lê-se no comunicado. 

A apresentação ocorrerá no Palácio Conde de Penafiel, sede da CPLP em Lisboa, no dia 27 de outubro, pelas 18h00 e o livro contará com a apresentação do guineense Eduardo Fernandes, Economista e comentador do programa televisivo Debate Africano.  
ANG/SG