quarta-feira, 15 de março de 2017

Presidência Aberta


              José Mário Vaz afirma ter estabilizado as Forças Armadas

Bissau,15 Mar 17(ANG) – O Presidente da República disse ter assegurado a estabilidade nos quarteis, *porque desde que assumiu a chefia do estado não houve nenhum tiro nos quarteis*.
 
José Mário Vaz que falava num comício popular no sector de `Pirada, no âmbito da presidência aberta iniciada no dia 11 do corrente mês na região de Gabu, leste do país, disse que melhorou bastante a alimentação nos quareis com o reforço de verbas destinado para o efeito.

“Não houve nenhum tiro nos quarteis, porque quando eu era o ministro das Finanças no então governo de Carlos Gomes Júnior recebi informações de que os militares se alimentavam de arroz sem molho ”, disse.

O Presidente da República revelou que os montantes disponibilizados para a alimentação dos militares eram desviados para outros fins.

“Houve batalhões militares que recebiam entre 300 à 500 mil francos CFA  para a alimentação montante insignificante para o efeito”, disse.

José Mário Vaz disse que quando nomeou o novo chefe de Estado Maior General das Forças Armadas na pessoa de Biaguè Na Ntan o batalhão militar que recebia 300 mil francos CFA passou a beneficiar de três milhões e o de 400 passou a receber quatro milhões  e o do 500 mil para cinco milhões de francos cfa.

O Presidente da República garantiu que hoje em dia conseguiu estabilizar a situação de alimentação nos quarteis, acrescentando que foi uma das razões que contribuiu para que haja paz nos quarteis.

José Mário Vaz sublinhou  que desde que assumiu a presidência da República nenhuma criança ficou órfão ,  porque os seus pais foram mortos por ordens do chefe de Estado.

“Quero dizer igualmente que não conheço nenhuma mulher viúva , porque o seu marido foi morto pelo Presidente da República”, referiu.

Disse que quando chegou ao Palácio da República reuniu com as suas Forças de Segurança com intuito de banir as constantes práticas de espancamento de população civil por parte dos militares.

“Na referida reunião, avisei-os de que, quem for apanhado à espancar  um cidadão civil na rua será punido severamente”, explicou, frisando que a partir daí nunca um militar voltou a sair  do Palácio para ir cometer atrocidades na rua.

José Mário Vaz afirmou, por outro lado, estar decepcionado com o estado degradante em que se encontra a estrada que liga Gabu à Pirada.

“As pessoas não querem construir o país porque estão a brincar com coisas sérias”, lamentou.

O chefe de Estado sublinhou que não foram eleitos pelo povo para resolverem apenas os seus problemas pessoais, das suas famílias e amigos.

O Presidente da República explicou que o motivo da sua não deslocação tardia às regiões prendem-se com o esforço que estava a fazer para estabilizar primeiramente os quarteis, como condição fundamental para a garantia da paz no país.

O Administrador do Sector de Pirada Alberto Baldé, enumerou as dificuldades com que se depara os populares de Pirada, entre as quais, a falta de água, escolas, centro de saúde e estradas. 

Em resposta, o Presidente da República instou aos titulares dos respectivos pelouros para se diligenciarem no sentido de satisfazer as preocupações levantadas pelo Administrador do sector de Pirada.
ANG/ÂC/SG

Presidência aberta


“Combate à corrupção e reposição da verdade foram motivos de divergência com sucessivos governos que derrubei”, disse José Mário Vaz

Bissau, 15 Mar 17(ANG) - O Presidente da República afirmou que o motivo principal da sua divergência com os sucessivos governos que demitiu durante a presente legislatura tem a ver com o combate à corrupção e reposição da verdade sobre assuntos de governação.  

José Mário Vaz que falava num comício popular na cidade de Gabu, leste do país, na abertura da sua presidência aberta, salientou que as pessoas estão  a lhe contestar porque está a lutar para que o dinheiro de Estado seja canalizado para o tesouro público.

“A partir de 12 de agosto de 2015, iniciei a luta contra a corrupção no aparelho do Estado e também pela afirmação da verdade”, disse José Mário Vaz, sublinhando que é um exercício difícil r.

O Presidente da República explicou que 90 dias depois de dar posse ao primeiro governo que destituiu, liderado por Domingos Simões Pereira, percebeu logo que não podia contar com aquela equipa para mudar o país, tal  como pensa.

O Presidente guineense sublinhou que desde que foi eleito nunca recebeu dinheiro de nenhum membro do governo ou alguém ligado ao aparelho do Estado e avisou à população da região de Gabu de que não irá aceitar qualquer oferta que lhe queiram fazer.

Quanto ao futuro, disse que o país vai mudar "doa a quem doer", que a liberdade de manifestação e de imprensa é uma garantia e ainda que os militares se vão manter longe do jogo político.

Afirmou que quando deixar a Presidência, o seu legado será o facto de durante esse período ninguém ter sido morto ou espancado à mando do Presidente da República e ainda o facto de os militares se terem afastado da política.

A população, através das pessoas que usaram da palavra no comício, pediu estradas, escola e saúde para a região de Gabu, um dos maiores polos comerciais da Guiné-Bissau.  
ANG/ÂC/SG

Adis Abeba


União Africana debate ataques xenófobos na África do Sul

Bissau, 15 Mar 17 (ANG) - A União Africana (UA) analisa esta quarta-feira o fenómeno da violência xenófoba na África do Sul.

No mês passado a Nigéria solicitou uma intervenção da UA para parar os ataques que vitimam os africanos, nomeadamente os nigerianos, na África do Sul. As autoridades nigerianas acreditam que Pretória não está a fazer o suficiente para resolver o problema.

Em 2008, mais de sessenta pessoas morreram durante incidentes xenófobos e, até à data, ninguém foi condenado. De acordo com o Instituto das Relações Raciais, os estrangeiros na África do Sul, principais alvos dos ataques racistas, representam apenas 4 por cento da população e muitas vezes trabalham por conta própria.

Estes dados são ignorados pelas autoridades, de acordo com Jean-Pierre Misago da Universidade de Joanesburgo. “Os políticos procuram bodes expiatórios, especialmente quando são incapazes de manter suas promessas. 

Percebe-se isto a nível governamental, ‘Não há medicamentos no hospital, por culpa dos zimbabuanos; não há lugares na escola, isso é porque os estrangeiros invadem o país, há desemprego, são os estrangeiros que ficam com o trabalho'”, denunciou.

Sobre a onda de violência das últimas semanas, as autoridades lamentam que Pretória negue os ataques xenófobos, preferindo falar de criminalidade.

ANG/ e-Global Notícias em Português



Justiça


Ministro Sanhá nega suposto aumento do narcotráfico na Guiné-Bissau

Bissau, 15 Mar  17 (ANG)- O Ministro da Justiça, Rui Sanhá, nega ter sido registado um aumento do narcotráfico na Guiné-Bissau, ao contrário do que se tem propagado. 

Não obstante, diz que, por cautela, a congregação de esforços para o combate ao flagelo deverá traduzir-se com brevidade em ações que permitam o rápido alargamento da unidade nacional de combate à droga nas regiões com particular incidência na zona insular, sul da Guiné-Bissau.

Presidindo, esta segunda-feira, à cerimónia comemorativa do 34º aniversário da Polícia Judiciária (PJ), Rui Sanhá defendeu que seja reforçada a capacidade de realização de operações de monitorização e intervenção em transbordos no alto mar, no controlo aeroportuário e nos portos com recursos, equipamentos e materiais, adequados.

Neste sentido, o titular da pasta da Justiça revelou que o executivo guineense está a trabalhar com forte dinâmica em ações que visam reforçar o quadro de pessoal da PJ, assumindo o recrutamento de novos agentes como uma prioridade, assim como a construção da futura sede nacional. 

“Estamos cientes das precárias condições de trabalho e de motivação do pessoal existente na PJ, totalmente incompatíveis com os resultados produzidos diante dos elevados riscos profissionais” afirmou, tendo garantido que é a preocupação do governo continuar a mobilizar internamente recursos para a remuneração regular dos serviços de piquete, a disponibilização do fundo de investigação e a reforma de infraestrutura.

O Ministro da Justiça, Rui Sanhá, apelou à Comunidade Internacional para apoiar o país no reforço da PJ e na capacitação dos seus profissionais para fazer face ao alargamento da atividade terrorista na sub-região.

ANG/ e-Global Notícias em Português




terça-feira, 14 de março de 2017

Zona marítima comum




Bissau e Dakar renegoceiam  gestão e exploração comum esta quarta-feira

Bissau, 14 Mar 17 (ANG) – A reunião da Comissão de Avaliação e Renegociação do Acordo de Gestão e Exploração da Zona Marítima  Comum entre a Guiné-Bissau e o Senegal, inicia amanhã, quarta-feira, aqui em Bissau.

Segundo um documento do Ministério guineense dos Negócios Estrangeiros à  que a Agência de Notícias de Guiné (ANG) teve acesso, o referido encontro será presidido pelo titular da pasta da diplomacia guineense, Jorge Malú. 

De acordo com os especialistas, a referida zona é rica em recursos pesqueiros e petrolífero.
 O acordo  de cooperação e gestão  da zona marítima comum entre as Repúblicas da Guiné-Bissau e do Senegal foi assinado pelos chefes de Estado dos dois países em 1993 e dois anos depois foi criada uma agência para a gestão e exploração de recursos haliêuticos e minerais. 
ANG/QC/JAM/SG