quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Diplomacia



Embaixador do Kosovo promete alargar cooperação com Guiné-Bissau

Bissau, 25 Jan 18 (ANG) – O Embaixador extraordinário e plenipotenciário da República do Kosovo com residência em Dakar prometeu hoje alargar a cooperação com a Guiné-Bissau particularmente em áreas como a cultura, economia e ensino superior.

Ramadan Gashi que falava aos jornalista à saída da audiência com Chefe de Estado disse que o seu país vai estar aberto também à cooperação em áreas que o governo guineense vier a definir como prioritárias.

Questionado sobre a actual crise política, o diplomata kosovar aconselhou os guineenses a zelarem pelo bem estar e interesses da nação, tendo manifestado o seu desejo de ver o fim do problema, o mais breve possível, com base num consenso.

Ramadan Gashi explicou que a sua vinda à Bissau ocorreu na sequência do convite que recebeu da parte do Presidente da República, José Mário Vaz.

ANG/JD/JAM/SG

Economia



Governo divulga novo Regulamento das Alfândegas

Bissau, 25 Jan 18 (ANG) – O Ministério da Economia e Finanças procedeu esta terça-feira em Bissau a divulgação do novo Regulamento para as Alfândegas, que visa diminuir o número de horas ou dias necessários para o despacho das mercadorias.

Rui Ferreira que representou o ministro das Finanças no evento da divulgação referiu que o mundo actual reclama por uma alfândega moderna, menos burocrático, mais eficiênte e dotada de ferramentas de trabalho e de capacidades técnicas à altura de responder à solicitações.

“No caso concreto da Guiné-Bissau, onde as alfândegas sempre constituíram um importante fonte de arrecadação de receitas que alimentam o Orçamento de Estado, a sua modernização passa por via de integração, parcerias técnicas e financeiras”, disse este responsável ao discursar na abertura do ateliê organizado pela Secretaria de Estado da Integração Regional .

Segundo Ferreira, o Ministério das Finanças se encontra engajado num processo de reformas aduaneiras, onde se pretende um processo simplificado de desembaraço aduaneiro que passa pela redução significativa dos custos e tempo, transparência nos procedimentos, aumento das receitas entre outros.

“As alfândegas sozinhas não podem levar ao bom porto este processo, sendo por isso necessário a cumplicidade de outras estruturas e instituições, tanto na importação como da exportação das mercadorias “,frisou.

Josué Gomes de Almeida, Coordenador do Projecto de Reabilitação do Sector Privado e Apoio ao Desenvolvimento Agro-Industrial (PRSPDA) elogiou a iniciativa e a considera um processo que visa facilitar a vida ao sector privado.

“É este sector que paga os impostos que tornam mais fortes as finanças públicas, por isso concordamos com as alterações em termos burocráticos”, realçou indicando  que são agora nove as etapas ao   invés das 20 que se exigiam no processo de desalfandegamento.
Josué de Almeida referiu que o processo de modernização não ocorre apenas nas alfândegas mas também noutras instituições de Estado nomeadamente, Centro de Formalização de Empresas.

Em representação do Banco Mundial, entidade que financiou o processo de modernização em causa, Francisco Campos explicou que a formação se enquadra no âmbito do crédito que o Banco Mundial aprovou ao Governo da Guiné-Bissau para a implementação do PRSPDA. 

De acordo com este responsável, os apoios têm por objectivo garantir um eficiencia e a redução dos procedimentos burocráticos para facilitar e atrair mais investimento e comércio transfronteiriços.

O ateliê termina dia 27 do mês em curso.

 ANG/MSC/ÂC/JAM/SG

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Economia



Director-geral das Alfândegas afirma que a instituição obteve record inédito na arrecadação de receitas em 2017

Bissau, 24 Jan 18 (ANG) - O Director-geral das Alfândegas afirmou  terça-feira que a instituição que dirige teve uma performance inédita em termos de modernização, aplicação de textos, formação e arrecadação de receitas desde a  independência do país.
 
Bissan Na Quilim que fez estas afirmações sem revelar o montante arrecadado, falava à margem do ateliê de formação dos funcionários aduaneiros, tendo lembrado que desde 1974, aquela instituição nunca teve resultados alcançados no ano passado.

O governante apontou as práticas nocivas  nas Alfândegas como um dos principais obstáculos a ultrapassar, explicando que quando alguém vai despachar algo  passa por vários gabinetes e cada funcionário tenta, a todo custo, receber a sua contrapartida para facilitar o processo, o que alimenta o suborno.

“Pensamos que, com este novo procedimento as coisas vão melhorar consideravelmente em termos de despachos nas Alfândegas”, disse, afirmando que, aquando da elaboração deste novo documento fizeram as simulações para saber quando tempo será preciso para tirar, por exemplo, um contentor no porto e as burocracias necessárias.

Disse que, dantes fora implementado um sistema de controlo online ou seja um aplicativo informático aduaneiro denominado “Sidónia ++”, muito competente, e que podia, de facto, resolver os problemas de desalfandegamento das mercadorias, mas que  mesmo assim, as pessoas voltaram a prática antiga ou seja através dos papéis que continuam a circular de um lado para outo.

“Com a implementação deste documento as agências de despachos vão ter um trabalho mais facilitado e elas podem fazer o trabalho nos seus escritórios e enviar a versão electrónica do mesmo para as Alfândegas, e a partir daí o processo começa a correr e se as facturas estiveram em ordem dentro de duas horas de tempo pode fazer o seu despacho “disse.

Por seu turno, o Director dos Serviços de Reforma e modernização da Direcção das Alfândegas destacou  que a mudança que se quer implementar está relacionada a necessidade e o desafio de  o Estado ter um bom ambiente de negócio no país, salientando que as Alfândegas, enquanto depositário de cobrança de receitas, têm algumas missões a cumprir e uma delas é a de fiscalizar.

Aristino João da Costa frisou que aquela instituição deve garantir,nomeadamente, a declaração, liquidação, pagamento e arrecadação de receitas provenientes das mercadorias que entram e saem, passíveis de pagamento de taxas.

“Para cumprir essa missão é necessário impor as regras que passam pelo rigoroso controlo de procedimentos, de forma a garantir a cobrança integral de receitas. Por isso, é necessário rever todos os procedimentos para os adequar à realidade actual “,disse.

 O  que mudou , segundo Costa, é que no passado para tirar uma mercadoria nas Alfandegas as pessoas eram obrigadas a passar por mais de 20 étapas, acrescentando que, com este trabalho técnico as etapas se reduziram para nove.

“Agora as tecnologias nos permite fazer um trabalho mais eficaz sem prejudicar os operadores económicos”,disse.  

ANG/MSC/ÂC/SG