quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Política



Estados Unidos querem eleições na Guiné-Bissau no calendário previsto

Bissau,25 Jan 18 (ANG) - O embaixador dos Estados Unidos para a Guiné-Bissau, Tulinanbo Mushingi, declarou quarta-feira, em Bissau, que o seu governo pretende ver realizadas as eleições legislativas e presidenciais de acordo com o calendário previsto na lei do país.

Em conferência de imprensa de balanço dos contactos com os atores políticos guineenses, o diplomata norte-americano, com residência no Senegal, disse ter exortado a todos sobre a necessidade das eleições legislativas decorrerem este ano e as presidenciais no próximo, conforme o calendário.

«Para os EUA é extremamente importante a realização de eleições legislativas e presidenciais de acordo com o calendário eleitoral legalmente estabelecido», declarou Tulinanbo Mushingi.

O Presidente guineense, José Mário Vaz, sugeriu, no passado mês de dezembro, que o próximo acto eleitoral no país, decorresse em simultâneo, mas em 2019, para dar tempo ao novo governo a ser formado para que possa preparar melhor os dois escrutínios, sustentou.

O embaixador norte-americano para Guiné-Bissau, disse ter aproveitado os encontros com líderes guineenses para lhes lembrar da necessidade de haver um entendimento no país que possibilite a nomeação de um novo governo, a ser integrado por todas as partes desavindas neste momento.

Mushingi exortou também sobre a importância da retoma das sessões plenárias do Parlamento, suspensas há mais de dois anos.

«Isto é particularmente relevante na medida em que as eleições aproximam-se», sublinhou.

Elogiou o facto de durante a crise política que assola a Guiné-Bissau, há cerca de três anos não ter havido violência, uma situação que, disse, deve ser preservada.
ANG/Lusa

Ensino



Instituto Politécnico Nova Esperança lança projeto sobre importância e valor académico

Bissau, 25 Jan 18 (ANG) – O Instituto Politécnico Nova Esperança (IPNOVE) lançou  terça-feira um  projecto sobre “Inovar com Esperança” (ICE) com intuito de mostrar aos guineenses a importância do ensino. 

Segundo o seu Coordenador, Valdir da Silva,  o projecto ICE tem como objectivo dar a conhecer a importância e o valor académico, sociopedagógico e sociocultural. 

Explicou que no 30 dia do mês em curso será realizada uma conferência sobre a importância do ensino fora de sala de aulas e sensibilização dos estudantes sobre  como preservar o meio ambiente.

Disse que o projecto ICE na área sociopedagógico pretende que alunos sejam parte de uma sociedade académica bem estruturada, acrescentando que, no âmbito sociocultural vão realizar conferências, palestras, excursões, concertos musicais, teatros , envolvendo as instituições públicas e privadas do país.

Valdir Silva anunciou que também será debatido a problemática do Ecoturismo a sua importância no meio ambiente, os desafios, as mudanças climáticas e mitigação.

Em relação a área social disse que vão sensibilizar as populações sobre as vantagens e as consequências do turismo, particularmente o abuso e a exploração sexual infantil durante o turismo e viagens.

 O IPNOVE tem seis cursos disponíveis, nomeadamente Recursos Humanos, Administração Pública e Autárquica, Turismo e Gestão Hoteleira e outros, e  conta com mais  de 300 estudantes. 

 ANG/JD/ÂC/SG



Angola

    Jornal de Angola diz que MPLA deve assumir apoio claro a João Lourenço

Bissau, 25 Jan 18 (ANG) - O Jornal de Angola escreve, em editorial, que o Presidente angolano, João Lourenço, encontrou "cofres quase vazios" quando chegou ao poder e que o MPLA deve "assumir com clareza" o apoio ao atual Governo.
A posição surge no habitual artigo de opinião assinado aos domingos pelo diretor do jornal detido pelo Estado angolano, Victor Silva, nomeado para as funções em novembro pelo chefe de Estado, João Lourenço.
Destacando a presença de João Lourenço na Assembleia Nacional, na quinta-feira passada, para apresentar e defender o Orçamento Geral do Estado para este ano - o que aconteceu pela primeira vez na história do país -, o editorial afirma que o discurso do chefe de Estado foi um "incentivo ao futuro".
"Face à realidade de cofres quase vazios que encontrou, não hesitou em anunciar algumas medidas corretivas, de equilíbrio macroeconómico, que se revelam duras no imediato, com o agravamento das condições de vida das famílias, mas que trarão benefícios a médio e longo prazos", refere o artigo, intitulado "No futuro, o passado são migalhas!".
João Lourenço foi eleito Presidente da República nas eleições gerais de agosto passado, pelo MPLA. Rendeu no poder, ao fim de 38 anos, José Eduardo Eduardo dos Santos, que, no entanto, continua presidente do partido, que suporta o Governo.
Desde que tomou posse, no final de setembro, João Lourenço tem traçado uma política de combate à corrupção e ao desvio de dinheiros públicos, criticando a impunidade do passado. Afastou ainda vários filhos e outros elementos próximos do anterior chefe de Estado da administração de várias empresas e instituições públicas, granjeando um forte apoio popular interno.
O próprio diretor do Jornal de Angola refere que o Governo, liderado por João Lourenço, enquanto titular do poder executivo, vive um "estado de graça", que é "fruto da coragem com que foi assumindo mudanças de vária índole".
Contudo, ressalva: "Assistimos, também a coberto de algum anonimato vergonhoso, a um conjunto de críticas pessoais à figura do Presidente da República, nomeadamente num contexto de que este se estaria a afastar das determinações emanadas pelo MPLA".
"A linguagem desbragada de alguns comunicados a coberto do anonimato, o permanente lançamento de insidiosos comentários em redes sociais, o denegrir constante de pessoas do círculo pessoal e político do Presidente da República demonstra que os tempos que aí vêm não serão apenas duros pelas circunstâncias económicas que se conhecem, mas também pela insídia que certa gente quer perpetuar quando sente os seus interesses pessoais ou familiares em causa", alerta.
Com José Eduardo dos Santos na presidência do MPLA e João Lourenço na Presidência da República - sendo ainda vice-presidente do partido -, a oposição angolana tem acusado a atual estrutura no poder de bicefalia, acusação que é oficialmente desmentida.
"O MPLA está numa encruzilhada, e se quiser manter o respeito, e futuramente a votação maioritária dos angolanos, tem de assumir com clareza um apoio a este Governo e unir esforços para que faça parte da solução e não seja um fator permanente de promotor de problemas, dispensáveis nesta hora que se vive", alerta Victor Silva, no editorial do Jornal de Angola de segunda-feira.
O Presidente da República de Angola, João Lourenço, disse, a 08 de janeiro, que não sente crispação com o ex-chefe de Estado José Eduardo dos Santos, mas aguarda que cumpra o compromisso anteriormente assumido, de deixar a liderança do partido em 2018.

"Só a ele compete dizer se o fará, se vai cumprir com esse compromisso. Quando isso vai acontecer, só a ele compete dizer", disse João Lourenço, que falava nos jardins do Palácio Presidencial, em Luanda, na sua primeira conferência de imprensa com mais de uma centena de jornalistas de órgãos nacionais e estrangeiros, quando passavam 100 dias após ter chegado à liderança no Governo.
ANG/DN

Crise política



Carlos Gomes Junior recomenda união dos guineenses como forma de encontrar solução

Bissau, 25 Jan 18 (ANG) - O ex-Primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior recomendou hoje a união no seio do povo da Guiné-Bissau com a finalidade de encontrar uma solução para se sanear a crise política vigente no país. 
 
Gomes Junior falava à saída de um encontro com o Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC).

“Estou na sede do PAIGC para cumprimentar o partido e para receber boas vindas por parte do mesmo. Não tenho nenhum compromisso com ninguém, mas sou um político experiente com vontade de contribuir para o desenvolvimento do meu país assim que possível”, declarou o ex-Primeiro ministro.

Questionado se vai participar no IX Congresso do PAIGC, respondeu que isso não foi objecto de discussão com o presidente do partido.

Sobre os rumores que circulam de que Gomes Junior regressará á Portugal na quinta-feira, ele afirmou que ainda não decidiu isso, acrescentando que antes deve ter um outro encontro com o Presidente da República.

Carlos Gomes disse que sendo ele um homem de negócio tem tudo para fazer na Guiné-Bissau. ANG/AALS/ÂC/SG

Bolama-Bijagós



                   Governo anuncia reabilitação de 13 centros de Saúde

Bissau, 25 Jan 18 (ANG) – O Governo da Guiné-Bissau, através do Ministério da Saúde Pública e seus parcerios anuncia para quinta-feira a inauguração das obras de 13 Centros de Saúde, totalmente reabilitados na região de Bolama Bijagós concretamente em Canogo e região sanitária de Bubaque.
Ministro cessante da Saúde

Segundo o comunicado de imprensa do Fundo das Nações Unidas para Infância(UNICEF),  entregue hojeà ANG, o acto contará com a presença dos representantes das instituições financeiras, sobretudo dos Embaixadores da União Europeia, Victor dos Santos,dos Estados Unidos da América, Tulinabo Mushingi e da representante do Fundo das Nações Unidas para Infância UNICEF Christine Jaulmes.

Refere  que a intervenção faz parte do projecto de reabilitação de 64 centros de saúde ao nível do país, cujo início teve lugar em Março no centro de saúde de Có, região de Cacheu, no ano passado e com apoio financeiro da União Europeia, Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional e do Reino dos países Baixo, num valor de 1.4 bilhões de francos CFA.

O comunicado dá conta de que  a seleção dos centros de saúde a serem reabilitados foi feita em 138 estruturas sanitárias pelo Ministério da Saúde e UNICEF.

Os critérios de avaliação são a situação da água, saneamento, electricidade, infraestruturas, funcionalidade, condições de parto e a presença dos médicos ou de enfermeiros.

A reabilitação desses centros enquadra-se nas intervenções de saúde a nível comunitário, no âmbito do programa integrado para a redução da mortalidade materno-infantil no país.

Ainda, de acordo com a nota, o projecto tem em conta a necessidade de melhorar o acesso à água potável e da electricidade nos referidos centros de modo proporcionar  condições de trabalho adequados.

O projecto, para além de reforçar a capacidade técnica e física das estruturas de saúde vai permitir que as comunidades tenham acesso aos serviços de saúde melhorados. 
ANG/LPG/ÂC/SG

Cooperação



China vai enviar técnicos e materiais para aumentar  produção agrícola 

Bissau, 25 Jan 18 (ANG) - O Instituto Agrónomo “Yuan Longping High-Tech”, da República Popular da China vai enviar brevemente um grupo de técnicos e equipamentos necessários para apoiar um grupo de agricultores da Guiné-Bissau, que recentemente beneficiou de formação naquela instituição, visando a rentabilização das  suas produções de arroz.

O anúncio foi feito terça-feira pela Directora-Executiva da Plataforma das Associações de Mulheres Camponesas da Guiné-Bissau (AMC-GB), no final do encontro entre o Ministro da Agricultura, Nicolau dos Santos e uma delegação de técnicos chineses do referido instituto, situado na cidade chinesa de ChangSha, na província de Hunan.

A equipa do Instituto Agrónomo, constituída por três pessoas e dirigida pelo seu responsável de formação no estrangeiro, Chek Xiaoling, deixou a Guiné-Bissau depois de 5 dias em que esteve a acompanhar os referidos agricultores na aplicação prática dos ensinamentos adquiridos no “Yuan Longping High-Tech” sobre produção agrícola.

A igualmente Secretária Executiva da AMAE revelou ainda que um novo grupo de agricultores assistidos pela AMC-GB vai deslocar-se em breve para a China para formação naquela instituição de pesquisa chinesa.

De acordo com Alexandrina Marino Mané, pelo menos 2.500 agricultores guineses, dos quais 150 associados da AMC teriam beneficiado de formação no Instituto nos últimos 15 anos. 

Esta responsável acrescentou que os chineses vieram também conhecer as dificuldades  que o grupo enfrenta nas suas actividades pós-formação .

“Espero que esta cooperação seja fortificada e que mais guineenses possam beneficiar de formações de género na República Popular da China para depois poderem aplicar, na prática, os conhecimentos adquiridos numa produção a larga escala, para que a Guiné-Bissau possa atingir a auto-suficiência alimentar e, eventualmente, exportar o excedente”, salientou.

A delegação esteve a acompanharam a restituição teórica dos conhecimentos adquiridos pelos associados da AMC-GB, ao longo da formação na universidade chinesa e a orientar o grupo sobre como produzir, por exemplo, arroz de espécie híbrida ou rentabilizar a produção deste cereal até 15 toneladas num hectar ,e sem uso de produtos químicos. 

Ao longo da sua estada, os técnicos chineses deslocaram-se ao campo experimental de produção agrícola da Associação do Grupo Campossa, na região de Bafatá, leste do país, onde se inteiraram dos trabalhos da produção da espécie de arroz híbrida, com assistência igualmente de técnicos vindos da China. 

De acordo com as explicações do chefe da delegação chinesa, o nome Yuan Longping foi atribuído ao instituto da cidade de ChangSha, na província de Hunan, em homenagem ao surfista e agricultor chinês que descobriu a chamada formula “F1” para a produção de arroz híbrido.

ANG/JAM/SG