quarta-feira, 18 de julho de 2018

Ensino


Escolas públicas  retomam em pleno suas actividades

Bissau, 18 Jul 18(ANG) – As escolas públicas retomaram  em pleno as suas actividades depois de uma paralisação de cinco dias úteis decretada pelo Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF).

São os casos dos  liceus Doutor Agostinho Neto, Rui Barcelos da Cunha e Kwame N´krumah segundo constatação feita hoje pela repórter  da ANG.

De acordo com uma fonte da direção do liceu Agostinho Neto as avaliações continuas já terminaram naquela escola e os professores e alunos estão a espera da data marcada para as provas globais que serão realizadas a partir do dia 23 do mês em curso.

Entretanto a direção do liceu Kwame N´krumah reuniu com os professores esta manha sobre as realizações das provas  globais que se avizinha.

Em declarações à ANG no período da  greve, o diretor do liceu Agostinho Neto, Samuel Fernando Mango tinha afirmado  que os dias lectivos perdidos seriam dificeis de compensar.

O governo e o Sinaprof chegaram a um acordo para o pagamentos de dois meses de salários devidos aos professores de novo ingresso, razão pela qual o sindicato decidiu não avançar com uma nova greve.

Quanto a outra reivindicação dos professores referente a aplicação da Carreira Docente, aguarda-se que os regulamentos da Carreira Docente sejam aprovados em Conselho de Ministros, para começar a ser aplicada.  

ANG/JD//SG

CPLP


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Michel Temer considera um “privilégio” ter presidido Comunidade de “extraordinário vigor”

Bissau, 18 Jul 18 (ANG)– O Presidente do Brasil disse terça-feira no Sal que foi “um privilégio” ter presidido por dois anos a CPLP, que classificou de Comunidade de “extraordinário vigor” que, ao longo da sua trajectória, tem progredido a “passos firmíssimos”.
No seu discurso de despedida, na abertura da XII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na ilha do Sal, Temer referiu-se a CPLP como um foro com uma “fascinante diversidade” cultural e humana, que encontra na língua portuguesa o seu “maior veículo” de expressão e o seu meio “mais sólido de verdadeira comunhão”.
“O idioma comum é um vínculo fundamental entre os nossos povos, que estão unidos também pela aspiração a ter sociedades mais prósperas e justas”, reforçou, lembrando que muitas foram as conquistas dos países da comunidade ao longo dos anos, na promoção da paz, no aprimoramento institucional e no combate às desigualdades”.
Contudo, pontificou, muitos ainda são os desafios de desenvolvimento que a Comunidade enfrenta, pelo que é necessário, lançou, somar “todos os esforços” na busca de soluções.
Na hora de entregar o facho ao seu homólogo Jorge Carlos Fonseca, que a partir de terça-feira assumiu a presidência, Michel Temer fez o balanço do mandato de dois anos do Brasil, que se estribou, disse, numa agenda que teve como tema a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, com o objectivo de aproximar as agendas da CPLP da das Nações Unidas.
Num balanço do mandato do Brasil, Temer lembrou que o Brasil propôs como tema a Agenda 2030 porque esta já era a agenda da ONU e com ela buscamos contribuir para melhor estruturar o trabalho da CPLP em torno de áreas concretas.
Referiu-se ao “intenso intercâmbio” que ajudou a aperfeiçoar a capacidade de governação e prover “cada vez mais e melhores” serviços públicos aos cidadãos, com a criação de “valiosas redes” de disseminação de experiências e saberes, como sediar diversas reuniões dos países da CPLP de nível ministerial.
Como resultados alcançados com a presidência do Brasil, Michel Temer fez referências a ganhos na área da segurança alimentar e nutricional, em que foi reforçada a articulação de políticas da CPLP, “avanços significativos” na Saúde, na área da Justiça e da Segurança Pública, em que se aprofundou a cooperação jurídica no espaço da CPLP, na Defesa e os esforço que o seu país empreendeu na valorização da língua portuguesa.
O momento foi aproveitado ainda pelo Presidente do Brasil para anunciar que o seu país vai licenciar, para todos os países da CPLP 30 horas de conteúdo audiovisual da empresa Brasil Comunicação, iniciativa tendente a provocar uma troca de informações entre os países Comunidade, e cuja fórmula de transmissão deverá ser ainda ajustada entre os nove países.
Temer desejou, por fim, sucessos a Jorge Carlos Fonseca na presidência e exprimiu confiança e melhores expectativa s no consulado de Cabo Verde.
Momentos antes, o Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, em breves palavras de boas-vindas reiterou a ideia de que a Cimeira do Sal vai ser “uma marca e uma referência” para Cabo Verde e, sobretudo, para a CPLP.
Desejou, por isso, que a Comunidade saia “mais sólida, mais eficiente, mais prestigiadas e mais perto das pessoas e dos cidadãos” e transformar-se numa comunidade de povos de língua portuguesa, mais do que numa comunidade de Estados.
É a segunda vez que Cabo Verde acolhe a reunião de Chefes de Estado e de Governo da CPLP. A primeira ocorreu, na Cidade da Praia, nos dias 16 e 17 de Julho de 1998.
Para além dos membros, a organização tem como observadores associados países como a Geórgia, a Hungria, o Japão, a República Checa, a República Eslovaca, a República das Maurícias, a República da Namíbia, a República do Senegal, a República da Turquia e o Uruguai.
A CPLP foi criada a 17 e Julho de 1996, em Lisboa, por sete Estados: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Em 2002, com a independência, Timor-Leste tornou-se oitavo Estado-membro. Em 2014, a Guiné-Equatorial foi admitida como membro da organização, durante a Cimeira realizada na capital timorense, Díli.
A organização definiu como objectivos gerais a concertação político-diplomática entre os seus Estados-membros, nomeadamente para o reforço da sua presença no cenário internacional, tendo também como um dos seus objectivos a promoção e difusão da língua portuguesa.
A área do globo terrestre ocupada pelos nove Estados-membros da CPLP corresponde a 10.742 000 quilómetros quadrados de terras, o correspondente a 7,2 por cento (%) da terra do planeta (148.939 063 quilómetros quadrados), espalhados por quatro continentes: Europa, América, África e Ásia. ANG/Inforpress


CPLP


 “É preciso olhar mais para as pessoas e menos para os políticos”  – Marcelo Rebelo de Sousa

Bissau, 18 Jul 18 (ANG) – O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, considera que a CPLP deu “passos importantes” na sua afirmação, tornando-se numa organização atractiva, mas salientou que é preciso olhar mais para as pessoas e menos para os políticos.
O chefe de Estado português falava na sessão de abertura da XII Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Santa Maria, na ilha do Sal, em Cabo Verde assumiu a presidência rotativa da Comunidade.
“É preciso olhar mais para as pessoas para o seu estatuto para os seus problemas concretos, olhar mais para as sociedades civis e menos para os políticos e para o seu mundo próprio. Olha mais para o reforço do papel da mulher nas nossas sociedades, olhar mais para os jovens, porque quem poderá dar vida à nossa comunidade aos nossos Estados são eles”, disse.
“É preciso olhar mais para a educação, a qualificação, a ciência, a inovação, olhar mais para a mobilidade pessoal social, económica, empresarial e financeira”, acrescentou o presidente português, fazendo alusão também ao ambiente, aos oceanos e às plataformas continentais que ligam os países potenciando as suas posições geoestratégicas.
Na sua perspectiva, a língua e a cultura são importantes, mas salientou que as mesmas não podem reduzir a comunidade a uma mera expressão linguística, sendo certo também, ajuntou, que o triunfo que não pode ser “desperdiçado ou desconsiderado”.
Marcelo Rebelo de Sousa terminou o seu discurso afirmando que acredita na CPLP, e afirmou que há “valores essenciais” que esta comunidade não pode suspender.
“Tentamos sempre ser obreiros de paz de segurança de defesa dos direitos humanos da democracia, de entendimento de multilateralismo, nunca deixando de reforçar as nossas posições nos nossos continentes, no núcleo duro das organizações que pertencemos”, sustentou, augurando que a estratégia de Brasília se soma agora ao espírito do Sal, e o vigor do mar à vontade dos países de construir uma comunidade de povos “forte e coesa”.
Na mesma linha de ideia, o Presidente de São Tomé e Príncipe, Evaristo de Carvalho, salientou que é urgente que a CPLP aproxime mais dos seus cidadãos, já que, segundo adiantou, os mesmos acalentam uma organização que não se preocupe apenas com a concertação diplomática e entre seus membros em matéria de relações internacionais, conforme objectivos que nortearam a sua organização.
“Queremos uma organização capaz de proporcionar aos seus membros a elevação dos seus padrões de vida”, sustentou.
No que se refere à mobilidade, adiantou que São Tomé e Príncipe alcançou dois “grandes progressos” nomeadamente a isenção de visto por um período de 15  dias aos cidadãos dos países membros, bem como a atribuição da nacionalidade santomense a todos os cidadãos da CPLP que se encontravam no país  a 12 de Julho de 1975, data da proclamação da independência nacional.
A questão da mobilidade foi assunto presente em todos os discursos de abertura da XII Cimeira da CPLP que tem como tema central “Cultura, Pessoas e Oceanos”, e que marca o início da presidência cabo-verdiana.
A CPLP foi criada 1996 para a concertação político-diplomática entre os seus Estados-membros, nomeadamente para o reforço da sua presença no cenário internacional, tendo também como um dos seus objectivos a promoção e difusão da língua portuguesa.
ANG/Inforpress