quarta-feira, 13 de março de 2019

Eleições legislativas

Especialista em gestão de conflitos alerta sobre necessidade de se criar estabilidade política e governativa

Bissau, 13 Mar 19 (ANG) - O docente universitário e especialista em gestão de conflitos, Carlos Aberto Costa alerta aos políticos para  assumirem as suas responsabilidades no sentido de garantirem o bem-estar ao povo guineense e  criar um clima de estabilidade política e governativa, uma vez que os guineenses participaram activamente no processo eleitoral.

“Depois da concretização das eleições temos que pôr as pedras nos seus devidos lugares ou seja os candidatos votados são representantes do povo, por isso, só eles devem participar na tomada de decisões e na governação do país os que não têm acento parlamentar devem ficar nos seus cantinhos”, aconselhou Carlos Alberto Costa.

Acrescentou que um partido sem acento parlamentar não pode constituir uma oposição e muito menos perturbar a governação uma vez que não é representante do povo.

Costa disse ainda que as organizações civis não têm o direito de levantar a voz intensiva para perturbar a governação e que também não podem tomar as decisões políticas.   


O docente universitário salientou que  todos prometerem respeitar os resultados divulgados pela  Comissão Nacional de Eleições, pelo que não deverá haver problemas em relação aos resultados eleitorais.
ANG/AALS/AC//SG



Desporto/futebol



Bissau,13 Mar 19(ANG) - O selecionador Nacional, Baciro Candé está confiante na qualificação dos “Djurtus” para a fase final do campeonato Africano das Nações (CAN-2019) a realizar-se este ano no Egipto, e sonha com o primeiro apuramento ao mundial 2022.
 
A Selecção nacional de futebol tem jogo decisivo frente a seleção moçambicana, no próximo dia 23 deste mês. O jogo que vai contar para a sexta e última jornada do grupo K, no qual um empate vai bastar para a sua qualificação.

Falando em exclusivo à Radio Jovem, Baciro Candé disse que não tem qualquer dúvida de que a seleção nacional vai qualificar-se, pela segunda vez consecutiva para o CAN.

“Vamos apurar” assegurou o selecionador, para de seguida revelar que a equipa técnica, jogadores e todos os guineenses só pensam em apuramento e em mais nada.

Candé considerou ainda o jogo contra Moçambique de extremamente importante para a turma nacional, assim como para Moçambique, uma vez que vai decidir o futuro das duas seleções.

Durante a entrevista, Candé revelou ainda o seu sonho de um dia ver a sua equipa se  qualificar para o campeonato de mundo. Um sonho que segundo ele, é possível, porque, ao seu ver, a selecção nacional tem qualidades para se qualificar para o mundial de Qatar 2022.

“Mundial é o meu maior sonho. E acredito que é possível, temos todas as condições, temos valores e bons jogadores que possam nos qualificar para o mundial pela primeira vez” afiançou o timoneiro nacional.

Nesse particular, Candé disse que é necessário união entre as autoridades desportivas do país a volta desse desígnio e a disponibilidade de meios para que esse sonho seja possível.

Em relação à convocatória, Baciro Candé admite que haverá novidades na sua lista para o último jogo, mas nega haver contactos com o médio defensivo luso-guineense, Cafú, que a imprensa nacional avançou como uma das novidades para o próximo jogo.

Candé disse que precisa do jogador, mas não há qualquer contacto com o jogador, estranhando a proveniência daquela informação.

Na ocasião, Candé admitiu ainda que conversou com o defesa espano-Guineense, Marcelo Djaló, ligado ao Fulham de Inglaterra, mas nada ainda está acertado sobre a sua vinda ou não à seleção nacional.

O jogo decisivo entre as duas seleções da lusofonia está agendando para o dia 23 de Março, no Estádio Nacional '24 de Setembro' em Bissau, às 16h30, tempo de Bissau.ANG/Rádio Jovem


Eleições legislativas




Bissau,13 mar 19(ANG) - A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) saudou terça-feira o civismo dos guineenses nas eleições de domingo, esperando que isso seja um sinal para a estabilidade do país, que nos últimos quatro anos viveu num bloqueio político.

"O civismo e serenidadecom que a população da Guiné-Bissau exerceu o seu direito de voto "constitui um importante contributo à boa governação, à estabilidade e ao desenvolvimento económico e social, bem como para o reforço da democracia e do estado de direito no país", refere a CPLP, numa declaração preliminar  divulgada.

Segundo os observadores da CPLP, as mesas de voto "funcionaram de forma ordeira e pacífica", com o cumprimento das condições técnicas, como a presença de delegados de partidos políticos e outros observadores do processo.

"A proximidade cultural e linguística permitiu aos observadores da CPLP um ponto de vista privilegiado, propiciando a compreensão do sentimento, da civilidade, do respeito e das expectativas do povo guineense, que desempenhou de modo exemplar o seu direito à participação no processo democrático",salienta a organização, que tem a Guiné-Bissau como um dos seus membros.

"Com base no trabalho que desenvolveu, a missão da CPLP considera que as eleições legislativas, do dia 10 de março de 2019, decorreram em consonância com as práticas internacionais de referência, no respeito pelos princípios democráticos e direitos políticos consagrados na Constituição da República da Guiné-Bissau e de acordo a lei eleitoral do país", pode ler-se no comunicado.

"Numa democracia, os resultados eleitorais são sempre base necessária da normalidade institucional", alertam os observadores.

A missão, que contou com 18 observadores e foi chefiada pelo diplomata brasileiro Luiz Eduardo Villarinho Pedroso, organizou-se em sete equipas de vigilância que cobriram as regiões de Bafatá, Cacheu, Biombo, Bissau, Gabu e Oio.

"A missão não encontrou qualquer impedimento ao normal exercício da sua atividade, tendo observado, no dia das eleições, um total de 131 mesas de voto, o que corresponde a um número de 47.500 eleitores inscritos, equivalente a 6% do total nacional", explicam os observadores.

Além da CPLP, a Comunidade Económica dos Estados de África Ocidental (CEDEAO) e a União Africana (UA) mandaram equipas de observadores a Bissau para acompanhar as eleições.

Todas as organizações concordaram em considerar as eleições um sucesso operacional e não deram relevo às queixas de irregularidades feitas por partidos políticos, entre os quais o facto de muitos guineenses terem cartão de eleitor mas não terem o nome inscrito nos cadernos eleitorais informatizados, um problema técnico que fora referenciado.ANG/Lusa


Política


PAIGC e APU-PDGB assinam Acordo Político de Incidência Parlamentar e Estabilidade Governativa

Bissau,13 mar 19 (ANG) – O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e a Aliança do Povo Unido Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), rubricaram terça-feira um Acordo Político de Incidência e Estabilidade Governativa para a X legislatura.


Durante a apresentação pública do conteúdo do referido acordo, o Vice-presidente da APU-PDGB, Armando Mango afirmou que o mesmo visa, entre outros, o entendimento no parlamento entre as duas formações políticas e que irá facilitar a aprovação dos instrumentos governativos.

 O acordo prevê ainda a formação de um Governo Inclusivo mas também o entendimento sobre a revisão da Constituição da República, da Lei Eleitoral, e de Quadro dos Partidos Políticos, durante a X legislatura.

Após a assinatura do Acordo Político, o líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), afirmou que o entendimento entre os dois partidos visa promover a unidade nacional no seio do povo guineense.

“ O que temos que destacar aqui é a nossa intenção e disponibilidade de provar a Nação guineense  que este acordo e partilha é a demonstração da nossa capacidade de promoção de unidade nacional”, disse Domingos Simões Pereira.

Declarou que a assinatura do acordo tem um valor simbólico, mas que  é válido integralmente, não só em termos de texto que  rubricado mas também  pelo espírito que orienta a sua assinatura.

Por sua vez, o Presidente da APU-PDGB, Nuno Gomes Nabian disse que aceitaram rubricar o acordo para demonstrar ao  povo guineense e a comunidade internacional de que os interesses superiores da nação estão acima de tudo.

O político sublinhou que o acordo é para cumprir, acrescentando que o PAIGC dispõe de todos os mecanismos para garantir a sua estabilização governativa e que  a APU-PDGB está apenas para garantir a sua aplicação prática.

O acordo de incidência parlamentar e governativa acontece na vêspera de divulgação dos resultados globais das eleições legislativas de domingo passado pela CNE.

A ANG sabe que o Madem G-15 e o PRS tiveram igualmente, terça-feira a noite, uma iniciativa similar de assinatura de acordo de incidência parlamentar e governativa.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) divulga hoje os resultados globais provisórios das eleições legislativas de domingo passado. ANG/AC//SG 

terça-feira, 12 de março de 2019

Eleições Legislativas


Madem G-15 declara disponibilidade de  trabalhar com qualquer força política vencedora das eleições

Bissau, 12 mar 19 (ANG) – O Coordenador da Campanha Eleitoral do movimento para Alternância Democrática (Madem – G-15),declarou esta terça-feira que o seu partido estará disponível para trabalhar com o partido que  vencer as eleições.
Marciano Silva Barbeiro

Marciano Silva Barbeiro citado pela Rádio Jovem disse que muito antes do seu partido pensar que ia concorrer as eleições mostrou que é um partido de entendimento nacional, ou seja, está disponível a juntar as suas mãos e cabeças com os que querem, de facto, trabalhar para o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

“Desde que haja alguém disponível para trabalharmos juntos para o desenvolvimento e bem-estar do nosso povo “,acrescentou.

Silva Barbeiro frisou ainda que, de acordo com os dados que o seu partido possui, até aqui ninguém conquistou a maioria para governar sozinho o país, salientando que o povo não deu a maioria a nenhuma força política.

O coordenador da campanha do Madem  G-15 pediu ao povo guineense para aguardar os resultados a serem divulgados pela Comissão Nacional de Eleições.

“Depois de constados os resultados através das actas de apuramento, Madem – G-15, entendeu por bem esclarecer o nosso povo sobre o que se está a divulgar nas redes sociais. O partido por isso pede a calma e serenidade ao povo, porque de facto conseguiu assumir as suas responsabilidades, fazendo a leitura daquilo que querem para o país durante os próximos quatro anos “,disse.

Marciano Silva Barbeiro frisou ainda que o povo escolheu e a sua escolha tem que ser respeitada não só pelo povo guineense, mas sobretudo pelos partidos políticos que decidiram participar nesta corrida para liderar o destino do povo durante os próximos quatro anos. ANG/MSC //SG

Ensino


           SINDEPROF confirma levantamento da greve nas escolas públicas

Bissau, 12 mar 19 (ANG) – O Presidente do Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF), Laureano Pereira confirmou hoje o levantamento da greve nas escolas públicas por parte dos três sindicatos do sector educativo devido a correcção das omissões no Estatuto de Carreira Docente e reposição de salários referentes ao mês de Janeiro do ano em curso.

Em declarações à Agência de Noticias da Guiné (ANG) o sindicalista disse acreditar que o governo vai honrar os compromissos assumidos.

Laureano Pereira pediu aos professores a continuarem a leccionar cumprindo com os seus deveres.

Apesar disso, algumas escolas públicas, nomeadamente o Liceu Nacional Kwame N´Krumah, Rui Barcelos da Cunha e Agostinho Neto continuam a funcionar com pouca afluência dos alunos e professores.

O secretário-geral do Conselho Técnico Pedagógico do liceu Agostinho Neto, Tato Sanca lamenta a fraca presença dos alunos durante esta semana, questionando os motivos da manifestação que os estudantes fizerem exigindo o direito á escola e fim da greve nas escolas públicas.

“Depois de tudo agora são os alunos que não comparecem nas salas”, lamenta
 Tato Sanca pediu aos pais e encarregados de educação no sentido de mandarem os seus educandos para as escolas.

O porta-voz do Colectivo das Associações das escolas públicas e privadas Bacar Mané relaciona a ausência dos alunos nas escolas com o prolongamento da greve, mas também com a espera da divulgação dos resultados das eleições legislativas de 10 Março.

Exorta aos colegas no sentido de comparecerem nas salas de aulas aproveitando o tempo, até porque conforme o Bacar Mané, o lugar de um aluno é na sala de aulas.

Disse que não há motivos para os alunos ficarem em casa porque a greve foi levantada e alguns professores já retomaram os trabalhos e que, as vezes, não conseguem leccionar por causa da fraca presença de alunos.

“Apesar de ser desmotivante encorajo aos pais e encarregados de educação e os alunos a irem para as escolas”, disse. ANG/LPG/AC//SG 

Acidente aéreo


            José Mário Vaz endereça seus pêsames à  homóloga da Etiópia

Bissau, 12 Mar 19 (ANG) – O Presidente da República, José Mário Vaz endereçou os seus pêsames a sua homóloga da Etiópia pela queda do avião que ceifou a vida de mais de uma centena e meia de cidadãos de várias nacionalidades.

Segundo um comunicado à imprensa enviada à ANG,  José Mário Vaz lamentou o trágico acidente que envolveu o Boing 737 da Ethiópian Airline que fazia a ligação entre Adis Abeba e Nairobi e que despenhou na localidade de Bishoftu à 60 km da capital etíope.

Neste momento difícil, o pensamento do Presidente e do povo guineense está com a família dos que perderam a vida neste terrível acidente, a quem, por via da presente, o Presidente da República endereça as mais sentidas condolências. ANG/DMG/AC//SG

Eleições legislativas


PRS considera de “falsas” as informações sobre “maioria folgada” anunciada pelo PAIGC

Bissau,12 Mar 19 (ANG) – O Partido da Renovação Social (PRS) qualifica de “falsas” as informações de “maioria folgada” que o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) diz ter.

Em conferência de imprensa realizada hoje na sua sede nacional, o porta voz do PRS sustenta que, não havendo ainda qualquer certeza sobre os resultados eleitorais do passado Domingo, não é sensato que os renovadores se pronunciem sobre os mesmos.

“Pelas informações que todos os partidos têm, através das suas actas síntese recolhidas junto das mesas de assembleias de voto, nenhuma das forças políticas atingiu, sequer a barra dos 40 deputados. Por isso é falsa a informação da maioria folgada que o PAIGC sustenta para semear a confusão restando apenas aguardar com tranquilidade, saber qual o número exacto que cada um atingiu”, disse Victor Pereira.

O porta Voz dos renovadores disse que isso significa em primeiro lugar que o PAIGC perdeu a confiança plena que em 2014 os cidadãos guineenses lhe deram.

Acrescentou  que isso mesmo fica claro no tom da declaração que o PAIGC emitiu na segunda-feira.

“Fica também claro que o povo da Guiné-Bissau não atribuiu a nenhum partido a confiança de governar sozinho e a terceira conclusão é que o futuro do nosso país terá de ser decidido no quadro parlamentar”, referiu o porta voz do PRS, afirmando que nenhum partido tem a  competência de declarar os resultados das eleições de 10 de Março.

“Será da sua inteira responsabilidade as declarações proferidas que possam por em causa o processo. O PRS só votará a falar deste assunto quando forem emitidos os resultados provisórios”, disse.

A Comissão Nacional de Eleições prevê para quarta-feira a divulgação de resultados globais provisórios. ANG/AC//SG

Eleições


           PAIGC reivindica vitória com “poderes necessários” para governar

Bissau, 12 Mar 19 (ANG) – O Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC) reivindicou segunda-feira a vitória nas eleições legislativas de domingo, obtendo “os poderes necessários” para governar.
Em conferência de imprensa realizada, em Bissau, o porta-voz do PAIGC, João Bernardo Vieira, não quis esclarecer se o partido tem maioria absoluta, porque não quer substituir-se à Comissão Nacional de Eleições (CNE) .
“Não gostaria de entrar nesses detalhes, mas estamos com uma maioria que permite-nos estar um pouco mais confortáveis”, afirmou o dirigente do PAIGC.
Disse que assim que a CNE anuncie os primeiros resultados provisórios, previstos para quarta-feira, o líder do PAIGC e candidato a primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, irá fazer uma análise política das eleições, em conferência de imprensa.
Referiu que após uma “campanha eleitoral extenuante”, mas “rica em experiências”, “o mais importante é unir o povo guineense, sem distinção de raça, etnia ou religião.
 João Bernardo Vieira, salientando que os dirigentes do PAIGC estão “calmos e serenos”, porque “estão criadas as condições para uma governação estável para o país”.
“A direcção do partido decidiu convocar a conferência de imprensa , ainda antes do anúncio da CNE, porque têm estado a circular documentos e números falsos por parte de outros partidos sobre as eleições de domingo”, disse Bernardo Vieira.
O porta-voz do PAIGC sustentou que o partido dispõe de atas síntese de todas as mesas eleitorais e exige “lisura e transparência no apuramento dos resultados”.
“O povo exprimiu a sua vontade inequívoca de o PAIGC dirigir o país”, salientou o membro do Bureau Político daquele partido, numa conferência onde falou em português, inglês e francês, dada a presença de jornalistas internacionais.
Na declaração, o partido agradeceu “a renovada confiança” da população: “isto significa que o povo compreendeu e bem a mensagem do PAIGC”, conclui. ANG/Inforpress/Lusa

RDC


     Jean-Pierre Bemba exige indemnização de 68 milhões de euros ao TPI

Bissau, 12 mar 19 (ANG) - O antigo vice-presidente da República Democrática do Congo, Jean-Pierre Bemba, pretende ser indemnizado pelos 10 anos passados ​​na prisão, anunciou hoje o seu advogado após ter remetido uma petição ao Tribunal Penal Internacional (TPI).
"O propósito desta petição é tentar reparar alguns dos danos ao homem e à sua família devido a sua prisão, detenção e pelos actos dos acessórios do Tribunal e de alguns Estados partes", disse Peter Haynes em documento enviado ao TPI.
Jean-Pierre Bemba passou mais de uma década na prisão após a sua condenação no julgamento de 2016 a 18 anos de prisão por assassinatos, abusos sexuais e saques cometidos na República Centro Africana pela sua milícia entre Outubro de 2002 e Março de 2003.
O político congolês, condenado em 2006, foi absolvido a 08 de Junho de 2018 de todas as acusações neste julgamento.
"O homem inocente perdeu 10 anos da sua vida", sublinhou Haynes, que acredita que "a Câmara não poderá voltar no tempo e" devolver estes anos ao seu cliente. "O único remédio que ela pode oferecer é uma reparação financeira", considerou o advogado.
O pedido de indemnização formulado pelos advogados do ex-vice-presidente congolês é o primeiro do género para o TPI, que também absolveu em Janeiro o antigo presidente ivoiriense Laurent Gbagbo de crimes contra a humanidade cometidos em 2010 e 2011, durante as violências pós-eleitorais na Côte d’Ivoire.
A defesa de Bemba pede ao TPI que ordene o pagamento "de pelo menos 12 milhões de euros pela duração da sua detenção, 10 milhões de euros a título de danos e interesses agravados, 4,2 milhões de euros pelas custas judiciais e um montante de pelo menos 42,4 milhões de euros por danos causados ​​ao seu património”, tais como o congelamento das suas contas bancárias. ANG/Angop

Eleições legislativas


                       CEDEAO elogia rumo à “estabilidade e democracia”

Bissau, 12 mar 19 (ANG) - O chefe da missão de observadores da Comunidade Económica dos Estados de África Ocidental (CEDEAO) nas legislativas da Guiné-Bissau saudou hoje o processo eleitoral que ajuda o país num caminho "em direcção à estabilidade e democracia".
"Apresentamos as felicitações da CEDEAO pelas eleições ao Presidente, ao primeiro-ministro da Guiné-Bissau e ao próprio povo" pelos "progressos registados pelo país em direcção à estabilidade e democracia", afirmou Kadré Désiré Ouedraogo, ex-primeiro-ministro do Burkina Faso e antigo presidente da organização regional, após uma audiência com o chefe de Estado guineense, José Mário Vaz.
Salientando que a CEDEAO está a recolher informações dos 40 observadores espalhados pelo país para apresentar os resultados preliminares, Ouedraogo não quis indicar mais informações sobre o processo eleitoral.
"Exprimimos a nossa sincera gratidão pela audiência" de José Mário Vaz, disse o chefe da missão, considerando que "a Guiné-Bissau é um membro importante da CEDEAO".
A CEDEAO foi uma das organizações que pressionou para a realização destas eleições legislativas, que tentam pôr fim a uma crise política de quatro anos, depois de o Presidente ter demitido o então primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, que contava com o apoio de uma maioria absoluta no Parlamento.
Desde então, foram nomeados vários governos de iniciativa presidencial que não contavam com o apoio parlamentar, criando uma situação de impasse só agora desbloqueada.
Os resultados provisórios das eleições de domingo serão anunciados na quarta-feira, de acordo com a Comissão Nacional de Eleições.
Cerca de   762 mil eleitores foram chamados a escolher 102 deputados ao parlamento, entre 21 partidos concorrentes. ANG/Angop



Argélia


                    Abdelaziz Bouteflika renunciou a um quinto mandato
Bissau, 12 mar 19 (ANG) - Abdelaziz Bouteflika acaba de desistir de uma candidatura para um quinto mandato na chefia da Argélia.
A decisão foi anunciada através de um comunicado da presidência do país do Norte de África. Bouteflika de 82 anos liderava a Argélia desde 1999 apesar do AVC que sofreu em 2013.
O anúncio da sua candidatura esteve na origem de protestos que alastraram nas últimas três semanas a todo o país.
Bouteflika quase não é visto em público e as últimas imagens suas mostram-no sempre enfraquecido numa cadeira de rodas, o seu último pronunciamento público seria de há pelo menos seis anos.
A debilidade do seu estado de saúde era denunciada pelos milhares de argelinos nas ruas.
Só neste domingo Bouteflika regressou de Genebra, onde esteve hospitalizado nos últimos dias na sequência do acidente vascular cerebral que sofreu e o que deixaria quase sem poder falar.
O exército que sempre o apoiou acabou também por demonstrar nas últimas horas alguma abertura em relação às manifestações, oficialmente proibidas desde 2011.
Também os magistrados que deveriam supervisionar o processo eleitoral, segundo a agência Reuters, teriam anunciado em carta a sua intenção em se abster de participar no acto alegando que este iria contra a "vontade do povo que é a única fonte de poder"
A presidência argelina anunciou ainda o adiamento do escrutínio previsto para 18 de Abril.
Uma remodelação ministerial deverá ocorrer brevemente.ANG/RFI

segunda-feira, 11 de março de 2019

Eleições legislativas



Bissau, 11 Mar 19(ANG) - O guineense Carlos Lopes, que foi adjunto do secretário-geral das Nações Unidas, manifestou dúvidas sobre a possibilidade do executivo saído das legislativas de domingo poder efetivamente governar e sobre a posição dos derrotados no escrutínio perante os resultados.

Na sua página na rede social Facebook, Carlos Lopes, natural de Canchungo, no norte da Guiné-Bissau, questionou se "finalmente, as pessoas terão a sua oportunidade" de ter um executivo legitimamente eleito, respondendo de imediato que "sim".

Carlos Lopes foi um dos quadros guineenses que participou na produção do documento estratégico Terra Ranka, com o qual a Guiné-Bissau conseguiu uma promessa de 1,5 mil milhões de dólares, numa mesa-redonda, realizada em 2015, na Bélgica.

Também o antigo administrador do Banco Mundial para vários países africanos, o guineense Paulo Gomes, escreveu nas redes sociais que o dia de hoje é "uma etapa importante para a cidadania" e abertura de uma plataforma para reconstituir a confiança, o consenso e promoção do desenvolvimento do país.

Paulo Gomes, que também participou na elaboração da estratégia Terra Ranka, aconselhou o próximo primeiro-ministro a "rapidamente realizar chamadas telefónicas e programar visitas" junto dos parceiros da Guiné-Bissau para solicitar o desbloqueamento de fundos prometidos na mesa-redonda.

O economista salientou a necessidade de um consenso nacional em torno do líder do futuro Governo, para fazer face ao que classificou como "situação de emergência" para o país.

"Espero que haja menos política e promoção de mais desenvolvimento, mais trabalho de equipa", para a reconquista da confiança que a Guiné-Bissau perdeu desde as últimas eleições gerais de 2014, referiu o economista.

Mais de 761 mil eleitores guineenses foram no domingo chamados às urnas para eleger um novo parlamento, com 102 deputados, entre os candidatos apresentados por 21 partidos políticos, para um mandato de quatro anos. 

ANG/Lusa

Eleiçoes legislativas



Bissau,11 Mar 19(ANG) - O chefe da missão de observadores eleitorais da União Africana, Rafael Branco, salientou hoje que o ato eleitoral na Guiné-Bissau decorreu de forma tranquila e com uma "participação cívica notável".


Temos 15 equipas espalhadas pelo território nacional recebemos um relatório às 08:00 da manhã e outro às 12:00  e esses dois relatórios coincidem : o clima é de tranquilidade, de uma participação cívica notável e esperamos pelo relatório da noite que nos vai dar uma visão de todo o processo”, afirmou à Lusa o antigo primeiro-ministro são-tomense, depois do encerramento das urnas.

Rafael Branco disse também que assistiu à abertura das urnas na zona do círculo 28, em Bissau, onde visitou várias assembleias de voto, e que o ambiente tem sido o mesmo.

Agora estamos aqui no fecho e o ambiente vivido de manhã confirma-se novamente esta tarde. Tudo decorre num ambiente bastante tranquilo, há uma ou outra defesa mais acalorada, mas isso é absolutamente normal”, disse. A União Africana deverá apresentar o seu relatório final sobre a avaliação às eleições legislativas na terça-feira.

A organização faz parte do grupo P5, que inclui também a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, ONU e União Europeia, que tem acompanhado de muito perto a crise política que a Guiné-Bissau vive há mais de três anos.

ANG/Lusa


Eleições/legislativas


             CNE  divulga  resultados provisórios globais na quarta-feira

Bissau, 11 mar 19 (ANG) – A Comissão Nacional de Eleições(CNE) declara  que a divulgação de resultados provisórios nacionais das eleições legislativas de 10 Março só deve ocorrer na próxima quarta-feira.

Felisberta Moura Vaz que falava hoje à imprensa em jeito de balanço do processo de votação alega atrasos na entrega das actas sínteses por parte das Comissões Regionais de Eleições, acrescentando que neste momento estão a ser trabalhadas pelas CREs para depois serem entregues a Comissão Nacional de Eleições.

“Também por razões técnicas, sobretudo dos mecanismos de apuramento que não permitirem extrair dados estáticos da taxa de participação em termos por centuais”, disse justificando a divulgação de resultados provisõrios nacionais só na quarta-feira.

Por outro lado, Felisberta Moura Vaz apela tolerância, serenidade e sentido de responsabilidade de todos os actores políticos, de órgãos de comunicação social e de outras entidades envolvidas no processo para  se absterem de veicular informações conducentes aos resultados eleitorais, alegando que esta competência é reservada, exclusivamente, à CNE.     
   
ANG/LPG/AC//SG