quarta-feira, 15 de maio de 2019

Angola


                   Governo entrega restos mortais de Savimbi este mês
Bissau, 15 mai 19 (ANG) -  O Governo angolano vai entregar oficialmente à família os restos mortais do líder fundador da UNITA, Jonas Savimbi, no dia 28 do mês em curso.

O processo decorrerá na cidade do Luena, capital da província do Moxico.
Em nota, a Comissão Multissectorial  para o Processo de Exumação, Transladação e Inumação dos Restos Mortais de Jonas Savimbi refere que o dia 29 do mês em curso é a data indicativa para a cerimónia de inumação.
Jonas Savimbi morreu em combate a 22 de Fevereiro de 2002, na localidade do Lucusse, província do Moxico. Foi sepultado dias depois no cemitério da cidade do Luena.
A 31 de Janeiro deste ano (2019), os restos mortais do ex-líder da UNITA foram exumados para a recolha de amostras, destinadas a exame do DNA.
Reunida  terça-feira (14), sob a coordenação do ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Pedro Sebastião, a Comissão decidiu pela divulgação dos resultados do DNA na próxima segunda-feira (20).
Os exames de DNA foram feitos pelo Laboratório de Genética da Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto,  pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses de Portugal e pelo Instituto de Medicina Legal da Argentina.
Integram a Comissão Multissectorial, além de membros do Governo, representantes da família de Jonas Savimbi e do partido UNITA.ANG/Angop

Política


    Juventude da maioria parlamentar protesta atraso na nomeação de novo PM

Bissau, 15 mai 19 (ANG)- A Juventude da maioria parlamentar liderada pelo PAIGC peomete promover mais acções de protesto até que o novo Primeiro-ministro seja nomeado pelo Presidente José Mário Vaz.

Sairam às ruas de Bissau e de algumas localidades do interior em marcha de protesto contra o facto de, volvidos mais de 60 dias após as eleições, o Presidente da República ainda não nomeou  o novo Primeiro-ministro.

Numa recente declaração à imprensa, José Mário Vaz afirmou que só nomearia o novo primeiro-ministro quando o desentendimento sobre a eleição do segundo vice-presidente da Assembleia Nacional Popular(ANP)for resolvido.

Em causa está o preenchimento dessa vaga pelo partido Madem G-15, segundo maior votado nas legislativas de 10 de março.

Numa votação no dia 18 de Abril a proposta do Madem, na pessoa de Braima Camará, líder desta formação política foi chumbada em resultado da votação dos deputados. A maioria parlamentar( 54 mandatos), constituída pelo PAIGC, APU-PDGB, UM e PND, sugere a mudança da proposta , mas Madem recusa substituir Braima Camará  para essas funções.
“Isto é só um começo de uma série de ações de rua para forçar o Presidente da Guiné Bissau, José Mário Vaz, a nomear finalmente um novo Governo”, declararam os organizadores da marcha  em Bissau.
Prometem, por exemplo, vigílias nalguns edifícios públicos de Bissau e nos diferentes pontos do país para demonstrar a sua indignação pelo atraso na nomeação do novo Governo.
A juventude que saiu à rua  considera de inaceitável que volvidos dois meses, após as eleições legislativas, ainda não haja um Governo instituído pelo Presidente Vaz. ANG/RFI


Senegal


                          Quatro mortos em acidente de viação em Dakar

Bissau, 15 mai 19 (ANG) - Um acidente de viação fez quatro mortos e três feridos graves, segunda-feira à noite, em Thiaroye, a leste de Dakar, bloqueando durante várias horas a principal via de entrada e saída da capital senegalesa.
Segundo testemunhas, o drama foi causado por um camião que, depois de ter perdido um pneu antes, derrapou para embater contra veículos, antes de matar dois motociclistas imediatamente.
O motorista do camião, que saiu ileso do acidente, fugiu e foi objecto de busca policial.
Segundo as estatísticas oficiais, cada ano mais de 500 pessoas morrem em acidentes de viação dos quais 92 porcento são causados pela indisciplina dos motoristas marcada por maus comportamentos,  excesso de velocidade, uso de telemóvel ao volante e desrespeito pelo uso do cinto de segurança.
A direcção dos transportes terrestres indica que os jovens de menos de 18 anos representam um pouco mais de 13 porcento das vítimas destes acidentes cujo custo financeiro se estimou em 131 milhões e 800 mil dólares americanos, ou seja, cerca de dois porcento do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Em 2011, o Estado do Senegal instaurou um Plano Nacional de Segurança rodoviária destinado a reduzir os acidentes de 35 porcento anualmente, e depois 50 porcento, a partir de 2020. ANG/Angop


segunda-feira, 13 de maio de 2019

África


Transformar volume em valor é calcanhar de Aquiles das petrolíferas


Bissau, 13 mai 19 (ANG) - O analista Adam Pollard, da consultora WoodMac, considerou  que as reservas de petróleo e gás na África sub-sahariana são gigantes, mas notou que convertê-las em valor é o "calcanhar de Aquiles" da região.
"A região ainda atrai grandes e pequenos exploradores, mas como a maioria das descobertas é de gás, transformá-las em projectos viáveis provou ser muito mais difícil", disse o líder da equipa de consultores dedicada a África.
Numa nota enviada aos investidores a propósito da Oil & Gas Week, que se realiza esta semana na Cidade do Cabo, e a que a Lusa teve acesso, a consultora WoodMac escreve que "os mais de 500 milhões de barris foram principalmente encontrados nas águas tropicais de Moçambique e Tanzânia, no Senegal e na Mauritânia, na Nigéria e até no Congo e Angola".
Das 25 descobertas dos últimos anos, 14 não têm viabilidade comercial, seja pelo excedente de gás na África oriental, pelo trabalho que comportam ou por falta de soluções de desenvolvimento viáveis, diz a WoodMac, apontando que "converter volume em valor é, sem dúvida, o 'calcanhar de Aquiles' da África sub-sahariana".
Ainda assim, "muitas bacias estão ainda por explorar e os baixos custos de entrada nesta geografia tornam a África subsaariana como um bom lugar para criar valor", e por isso, conclui o analista, "aconteça o que acontecer nos próximos dez anos, a África sub-sahariana vai continuar no centro da exploração global".
ANG/Angop

Política


Líder de PUN considera de falaciosa justificação do Chefe de Estado para não nomear Primeiro-Ministro

Bissau, 13 de Mai 19 – (ANG) - O líder do Partido da Unidade Nacional (PUN),considerou hoje de enganador o argumento do Presidente da República que condiciona a nomeação do novo Primeiro-ministro com o entendimento na Assembleia Nacional Popular (ANP).

Idrissa Djaló falava hoje numa conferência de imprensa disse que não há crise no parlamento guineense, mas sim  a reprovação, através de uma votação dos deputados, do nome do coordenador do Movimento para Alternância Democrática (Madem-G-15),Braima Camará para as funções de  segundo vice-presidente do hemiciclo, que para assumir essa função  precisa dos votos de PAIGC e  seus aliados.

“Como rivais políticos, o Braima Camará e o seu movimento não podem esperar que depois de todo o conflito político que passaram, o PAIGC vai- lhe dar benefícios políticos ou prendas”, questionou  Djalo para acrescentar que , “logicamente que não”, porque na política  cada um defende os seus interesses .

O político disse que o coordenador do Madem – G-15 controla o Presidente da República como uma marioneta, aceitá-lo como o segundo vice-presidente da ANP, estar-se-a a entregar a esta pessoa e o seu partido chaves do poder da Guiné-Bissau, o que não foi decidido nas urnas.

Para Djaló , o que está a acontecer no parlamento guineense não passa de um exercício da democracia.

Salientou que a ANP esta a funcionar, há uma maioria clara e uma mesa constituída e se o Madem ainda  duvida disso, que apresente, de novo, o nome de Braima Camará para a votação.

“Por razões simplesmente políticas os partidos da nossa aliança não vão votá. É tão simples ou seja não se trata de uma questão religioso ou tribal, trata-se da política, de pura política e isto é a democracia e um direito de cada deputado votar com a sua consciência e da sua crença política ”, frisou.

Questionado sobre  qual será o passo seguinte para se sair do empasse político uma vez que José Mário Vaz na semana passada condicionou a nomeação do novo Chefe do Governo ao entendimento no parlamento Djaló reafirmou a sua posição de que não há crise na ANP,salientando que o Chefe do Estado uma vez no final do seu mandato tem medo do seu passado.

Referiu que José Mário Vaz tem  a consciência de que no dia 23 de Junho deste ano termina o seu mandato e que vai ser confrontado com os crimes que já tinha cometido no passado que vão ser julgados porque até aqui esta a beneficiar da imunidade que vai acabar.

“Está perdido,  e com medo . Esta a tentar, por todos os meios, provocar o caos no país”, afirmou Idrissa Djaló

O líder do PUN, um dos aliados do PAIGC,  salientou ainda que está a espera que o Madem-G15 e o Partido da Renovação Social (PRS) ,enquanto partidos democráticos, se posicionem claramente sobre o funcionamento da democracia guineense, “porque  assumiramm publicamente que as eleições são a única via para chegar ao poder na Guiné-Bissau”. 

ANG/MSC//SG

Burkina Faso


Ataque contra igreja católica deixa seis mortos

Bissau, 13 mai 19 (ANG) - Um grupo auto-proclamado jihadista invadiu na manhã de domingo (12) uma igreja católica em Dablo, no norte de Burkina Faso, e deixou seis mortos, incluindo o padre que celebrava a missa, anunciou a agência italiana ANSA.
Segundo fontes locais ouvidas pela ANSA, o sacerdote foi identificado como Abbé Siméon Yampa, de 34 anos.
As outras vítimas eram fiéis da igreja. O ataque teve início por volta das nove horas (horário local) enquanto acontecia a missa.
Na ocasião, entre 20 e 30 militantes armados entraram atirando.
Alguns fiéis fugiram, mas outros foram imobilizados pelos agressores.
O ataque ocorre dois dias depois que militares franceses libertaram quatro reféns no norte do país. 
ANG/Angop


sexta-feira, 10 de maio de 2019

Política


“Governo vai distribuir o “arroz do povo” apreendido pela Polícia Judiciária”, diz Primeiro-ministro

Bissau, 10 mai 19 (ANG) – O Primeiro-ministro, Aristides Gomes disse que o governo vai distribuir o “arroz do povo” apreendido pela Polícia Judiciária no passado mês de abril, mas que fora retirado, à força, do controlo da PJ, pelo Ministério público.

A decisão foi declarada numa reunião realizada esta sexta-feira destinada a esclarecer a retirada do arroz pelo magistrado do Ministério Público,Blimat Sanhá, num armazém em Penha fora de hora de expediente, numa operação assistida por agentes da Polícia de Intervenção Rápida(PIR), afectos ao Ministério do Interior.

Aristides Gomes disse que há má-fé no dossiê  “arroz do povo”, e garantiu tudo fazer  para uma boa condução do processo.

Considerou de desvio, a retirada  do arroz  pelo magistrado do Ministério Público, Blimat Sanhá porque foi feito nas horas impróprias,  e que vai responsabilizar  os polícias que asseguraram a operação do Ministério Público.

Gomes garantiu que o governo vai retirar ainda hoje o referido arroz do armazém, no Alto Bandim, em Bissau para outro  armazém, que ficará a guarda de policias de ordem pública , antes de sua distribuição aos beneficiários.

Em plena investigação e numa altura em que a PJ já tinha em mãos alguns supostos indiciados de desvio desse arroz doado para não ser vendido pela República Popular da China, o Ministério Público evocou o processo e determinou que a quantidade desse cereal apreendido seja devolvido ao Ministério da Agricultura, cujo titular, Nicolau dos Santos fora visado pela PJ como um dos suspeitos desse alegado desvio.

Presente no encontro o ministro do Interior, Edmundo Mendes disse que o seu ministério não tem nada a ver com o processo de arroz, considerando de falsa a informação, segundo a qual o Ministro desalojou a PJ.

“ O Ministério do Interior, na pessoa do seu ministro não tem a competência de expulsar a Polícia Judiciaria. A atuação dos policias do Ministério só pode ocorrer  a mando do  Ministério Público ou de um tribunal. Não somos a entidade que pratica atos jurisdicionais. 

A  lei nos dá direito de auxiliar entidade judicial no cumprimento da decisão judicial”, disse o  Ministro do Interior.

Alegou que quando o Ministério recebe uma instrução judicial ou despacho de juiz, não tem a competência de ver se tal despacho tem o mérito ou não porque não é órgão jurisdicional e nem órgão de recurso.

Acrescentou que o processo do arroz é da responsabilidade do Ministério Público e da Polícia Judiciária.

A Diretora da Polícia Judiciária, Filomena Mendes Lopes disse que a polícia judiciária cumpriu todo o procedimento legal, acrescentando que a PJ está a atuar nesse processo como sempre atuou na base da lei e enquanto polícia de investigação criminal, negando a existência de conflito entre o Ministério Público e a direção que dirige.

Afirmou que o armazém foi violado pelo magistrado e assegurado pelos polícias do Ministério do Interior fortemente armados e que conseguiram retirar o arroz apreendido.

A DG da PJ manifestou, por outro lado, a sua estranheza relativamente ao aumento da segurança do ministro da Agricultura, tido como um dos suspeitos de desvio de arroz e que só não fora detido porque a sua segurança impedira.

Filomena Lopes declarou a determinação da PJ de prosseguir com as investigações, e disse que não vai permitir que nenhuma outra instituição faça essa investigação porque a PJ conhece melhor o processo. ANG/DMG//SG

Política


Presidente da República diz que o primeiro-ministro  vai ser nomeado  quando houver entendimento no parlamento

Bissau,10 Mai 19(ANG) – O Presidente da República declarou hoje que  ainda não nomeou o novo primeiro-ministro porque está esperançado num entendimento entre os partidos políticos na constituição da mesa da Assembleia Nacional Popular.

José Mário Vaz, em conferência de imprensa realizada  no Palácio da República, referiu que o governo é da emanação da Assembleia Nacional Popular por isso este órgão tem que reunir todos os requisitos para funcionar em pleno.

“Portanto, não gostei de ver os problemas começassem logo nos primeiros minutos do arranque dos trabalhos deste tão importante órgão da soberania”, lamentou, acrescentando que está a aguardar pelo fim do impasse na constituição da mesa da ANP, para dar o passo seguinte, que será o de nomear o primeiro-ministro indicado pelo PAIGC, na qualidade de partido vencedor.

José Mário Vaz assegurou que não está para violar a Constituição da República, para confirmar que vai nomear o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, se for a indicação do partido para o cargo de primeiro-ministro.

Os deputados da maioria parlamentar chumbaram no passado dia 18 de abril o nome de Braima Camará, proposto pelo partido Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15) para ocupar o lugar de segundo vice-presidente da Assembleia Nacional Popular e sugeriram que esta formação política proponha um outro nome para o lugar.

O MADEM-G15, por sua vez, recusou preencher o referido lugar com outra pessoa e  o chumbo da proposta inicial deixa incompleta a mesa da Assembleia Nacional Popular, mas com quórum suficiente para presidir as reuniões parlamentares.

O Presidente da República sublinhou que no entanto não está a aguardar de braços cruzados o consenso na ANP para depois empossar o novo primeiro-ministro.

“Nós africanos estamos habituados, quando houver problemas, recorremos aos conselhos dos anciões, líderes espirituais, sociedade civil, mulheres facilitadores entre outras”, explicou.

José Mário Vaz salientou que já instruiu todas estas organizações para trabalharem no sentido de conciliar as partes desavindas através de um diálogo franco.

“Se um partido ganhar não significa que ganhou tudo e se o outro perder não significa que perdeu tudo. E porquê que não podem sentar a mesma mesa para dialogarem a fim de encontrar uma solução”, questionou.

Disse  que há vozes que afirmam que o Presidente da República é o culpado pro tudo isso, tendo frisado de que não gostava de voltar a ver o país mergulhado numa nova crise tendo em conta que não é do seu interesse porque ao fim ao cabo a responsabilidade cairá sobre a sua cabeça.ANG/ÂC//SG

África do Sul


                                  Resultados provisórios das legislativas

Bissau, 10 mai 19 (ANG) -  O povo sul-africano segue de perto a contagem dos votos cujos resultados definitivos serão publicados sábado, 11 de Maio.
Os dados preliminares até as 17:30 de quinta-feira continuam a colocar o Congresso Nacional Africano (ANC) à frente com 57% dos votos, a Aliança Democrática (DA) em declínio e o Combatentes pela Liberdade Económica (EFF) crescendo lentamente.

Graças às vitórias alcançadas com maioria absoluta em eleições anteriores, o ANC é o único partido que governa a África do Sul democrática, desde 1994.
 
Os partidos da oposição, DA e EFF vêm com resultados mistos.
 
A DA perdeu algum apoio, enquanto que o EFF, embora tenha crescido em número, não foi muito convincente no que a sua agenda de governação diz respeito.

A maioria dos jovens (na condição de desempregados) decidiu não votar nestas sextas eleições gerais, por não ver satisfeitos os seus anseios ao longo destes anos de governação do ANC.

Com uma margem de erro de um por cento, vaticinam os analistas, estes poderão vir a ser os resultados finais.

Resultados de 2019 e entre parênteses os de 2014:
ANC - 57.1%  (62.15%)

DA -  21.7%  (22.23% )

EFF - 9.7%  ( 6.35% )

IFP  - 3.5%  ( 2.40% )

FF PLUS - 2.8% ( 0.90% )
ANG/Angop

Política


“Nenhum dinheiro será retirado do INSS sem a garantia do seu retorno”, diz Ministro da Função Pública

Bissau,10 Mai 19(ANG) – O ministro da Reforma Administrativa, Função Pública e Trabalho afirmou hoje que, enquanto tutela, não permitirá a retirada do dinheiro da conta do Instituto Nacional da Segurança Social(INSS) sem que haja uma garantia do seu retorno.

Fernando Gomes que falava  em conferência de imprensa que visou esclarecer a  opinião pública sobre os motivos que estão por detrás da solicitação pelo governo de um empréstimo no valor de mil milhões de francos CFA nas contas do INSS para o pagamento de salários na função pública, proposta recusada pelo sindicato de base daquela instituição.

“Sei que aquele dinheiro é fruto da contribuição que são descontados pelos patrões de diferentes instituições publicas e privadas aos trabalhadores para quando atingirem a idade de reforma poderem se  beneficiar dele”, disse.

O governante disse que a operação foi decidida na primeira reunião convocada pelo primeiro-ministro , na semana passada, e na qual estavam presentes para além de Aristides Gomes, ele, na qualidade do titular da pasta da Função Pública, o Director-geral do Tesouro e o próprio Ditector geral do INSS.

Fernando Gomes sublinhou que como resultado, as partes confirmaram que é possível realizar a referida operação denominada de Aplicação Financeira com uma taxa de reembolso discutível para o INSS na ordem de 6.5 por cento.

O ministro da Função Pública disse que o contrato do empréstimo do referido montante foi testemunhado pelo Banco Central de Estados da África Ocidental(BCEAO) e que será reembolsado com a garantia de receitas provenientes da campanha de comercialização de castanha de cajú do ano em curso.

Perguntado sobre para quando o pagamento de salários na Função Pública, uma das principais reivindicações das duas centrais sindicais do país que prometeram entregar mais um pré aviso de greve para a próxima semana, o governante explicou que com a referida operação financeira os servidores de Estado vao receber os seus ordenados do mês de Abril já na próxima semana.

O sindicato de base dos trabalhadores do INSS fez saber quinta-feira que não vai aceitar que o referido montante seja dado, a título de  empréstimo ao governo, porque  empréstimos anteriormente contraídos pelo governo ainda não foram pagos.ANG/ÂC//SG

Redes sociais


                 Co-fundador afirma que “é hora de desmantelar Facebook”

Bissau, 10 mai 19 (ANG) - O co-fundador do Facebook, Chris Hughes, disse, num artigo de opinião publicado no The New York Times, que "é hora de desmantelar" a rede social, e apelou aos reguladores a tomarem medidas.
 
Chris Hughes,  que ajudou a criar a maior rede social do mundo, há 15 anos,  descreve Mark Kuckerberg, em artigo retomado pela Newsletter DN_Insider, como “uma pessoa boa e generosa” e que  “tem uma influência que mais ninguém tem no  sector privado ou no governo”.

Criticando o monopólio da empresa que ajudou a criar e onde já não trabalha há mais de dez anos, Chris Hughes refere que Mark Zuckerberg “criou um leviatã  que expulsa o empreendedorismo e restringe a escolha do consumidor”.

Perante este cenário, o co-fundador da rede social pede aos reguladores medidas para limitar a operação do Facebook.
Enquanto empresa, o Facebook tem a seu cargo o Messenger, o Instagram e também o WhatsApp, com as estimativas a apontar que Zuckerberg controle cerca de 80% das receitas das redes sociais.
De acordo com Chris Hughes, Mark Zuckerberg “controla três plataformas de comunicação nucleares – Facebook, Instagram e WhatsApp – usadas por milhares de milhões de pessoas todos os dias”.

“O Mark consegue decidir sozinho como configurar os algorítmos do Facebook, para determinar aquilo que as pessoas vêem nos feeds de notícias, que definições de privacidade usam e que tipo de mensagens são entregues. Ele define as regras”, escreve no artigo de opinião.

 “O governo deve responsabilizar Mark. Há demasiado tempo que os legisladores estão maravilhados com o crescimento explosivo do Facebook, e desvalorizam a responsabilidade de garantir que os americanos estejam protegidos e que os mercados sejam competitivos”, aponta Chris Hughes.

Nos últimos anos, têm sido flagrantes os problemas de privacidade do Facebook, com as críticas a adensarem-se. O caso Cambridge Analytica é o maior exemplo, levando até Mark Zuckerberg a reconhecer que a reputação da empresa, relativamente ao tema da privacidade, não é a melhor.

Esta semana, tornou-se conhecido que, além de uma multa avultada, as negociações entre o Facebook e a FTC (regulador norte-americano) poderão também implicar a integração de novos executivos no quadro da rede social, para discutir as questões de privacidade na actividade da empresa.ANG/Angop


Sudão


                                            Junta Militar opta pela charia

Bissau, 10 mai 19 (ANG) - O porta-voz do Conselho Militar de Transição, general Shamseddine Kabbashi, disse lamentar o "silêncio óbvio" dos manifestantes civis sobre a possibilidade de o Sudão introduzir a lei islâmica.
Deveríamos recorrer à charia para reformar as leis sudanesas”, instou. Esta questão veio juntar-se aos temas sobre os quais os líderes da contestação e os do CMT tiveram dificuldade a chegar a acordo.
O CMT, que dirige o país desde o derrube do presidente Omar al-Bashir, diz ter "muitas reservas" sobre as reformas propostas pelos líderes das manifestações.
O conselho diz deplorar o "silêncio manifesto" face à lei islâmica.
O general Shamseddine Kabbashi declarou aos repórteres que os militares aprovaram a maioria das propostas dos líderes civis do movimento de contestação, mas os manifestantes não disseram nada sobre a charia e a tradição islâmica, que deveriam ser as fontes das próximas leis para governar o Sudão, um país predominantemente muçulmano.
"Acreditamos que a charia islâmica deveria ser a fonte das normas (...) da República do Sudão", afirmou o porta-voz do CMT.
A Constituição actual do país especifica que a charia - considerada rigorosa e denunciada por algumas organizações de defesa dos direitos humanos - é o "princípio orientador" das leis sudanesas.
No entanto, com o governo de al-Bashir, a lei islâmica foi utilizada para prejudicar as mulheres, de acordo com algumas organizações de direitos das mulheres.
Estas organizações afirmam que milhares de mulheres foram flageladas por "comportamento indecente", conforme a lei da charia.
Os dirigentes do movimento de protesto propuseram reformas ao governo interino liderado pelos militares.
Mas as negociações entre o exército e os civis continuam no impasse há vários dias. ANG/Angop



Justiça


              Ministério Público retira a PJ arroz apreendido em operação

Bissau , 10 mai 19 (ANG) -  As forças de segurança retiraram quinta-feira de um armazém em Bissau o arroz apreendido pela Polícia Judiciária no âmbito da operação "Arroz do Povo", na sequência de um pedido do magistrado do Ministério Público responsável pelo processo, segundo a Lusa.

"As forças de segurança estão a retirar do armazém o arroz apreendido", confirmou à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).

Fonte da Procuradoria-Geral da República disse também à Lusa que as forças de segurança estão a cumprir um ofício do magistrado do Ministério Público enviado ao Ministério do Interior.

No final de Abril, o Ministério Público guineense ordenou à PJ a devolução dos sacos de arroz, doados pela China, apreendidos na quinta do ministro da Agricultura por aquela força de investigação criminal.

No mesmo despacho, datado de 24 de Abril, o Ministério Público ordenou também a abertura de um processo-crime contra cinco agentes da PJ.

Segundo o Ministério Público, a Polícia Judiciária tinha um mandado de busca para efectuar diligências na cidade de Bafatá, nomeadamente nos "armazéns e domicílios dos suspeitos assim como nos domicílios de quaisquer pessoas na posse do referido produto".
"Sucede, porém, que a PJ alargou essas diligências para outras localidades não abrangidas no mandado", acrescenta o Ministério Público.

Em resposta, a PJ guineense afirmou que não iria entregar o arroz, que as buscas à quinta do ministro da Agricultura foram legais e abriu uma investigação contra ao magistrado do Ministério Público responsável pelo processo.
A Polícia Judiciária da Guiné-Bissau apreendeu no âmbito da operação denominada "Arroz do Povo", várias centenas de toneladas de arroz doado pela China, que segundo aquela força de investigação criminal, estava a ser preparado para ser vendido ao público.
O arroz apreendido estava num armazém em Bafatá, propriedade do antigo ministro do Interior Botché Candé, e numa quinta do ministro da Agricultura, Nicolau dos Santos.
No âmbito da operação, a PJ tentou ainda deter o ministro da Agricultura, mas foi impedida pelas forças de segurança.
O embaixador da China no país, Jin Hong Jun, disse à Lusa que está a seguir com muita atenção a investigação da Polícia Judiciária e salientou que o arroz doado "não é para venda".
O embaixador explicou que foram doadas, no total, 2.638 toneladas de arroz, no valor de três milhões de dólares, e que o donativo chegou a 26 de Janeiro.
Segundo o embaixador chinês, a China e as autoridades guineenses assinaram um acordo para que o arroz não seja e vendido, e para que seja doado às populações mais carenciadas do país.ANG/Angop


EUA


     Documento reúne 10 milhões de assinaturas por impeachment de Trump

Bissau, 10 mai 19 (ANG) -  Dois legisladores democratas e vários activistas apresentaram na quinta-feira, em Washington, um cartão de memória com mais de 10 milhões de assinaturas pedindo ao Congresso que inicie o processo de impeachment do presidente Donald Trump, noticiou a AFP.
Em nossas mãos temos 10 milhões de razões para estar aqui hoje", declarou o congressista Al Green, ao lado de sua colega Rashida Tlaib e de representantes das organizações MoveOn e Women's March, diante do Capitólio, sede do Congresso.
"Diante desta situação particularmente obscura para nosso país, este é um momento de luz", destacou Tlaib, que defende o impeachment de Trump há meses.
Na Câmara de Representantes desde Janeiro, Tlaib apresentou em Março uma resolução solicitando ao Comité Judicial da casa uma investigação sobre se Trump cometeu crimes passíveis do impeachment.
Trump foi isento, em Abril, da suspeita de conluio com os russos na campanha presidencial de 2016, no relatório do procurador especial Robert Mueller, mas alguns democratas questionam a investigação. ANG/Angop

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Diplomacia




Representante da ONU em Bissau
Bissau,09 Mai 19(ANG) - Os chefes das missões de paz das Nações Unidas na África Ocidental reúnem-se sexta-feira em Bissau, Guiné-Bissau, para analisar e partilhar informações sobre paz e segurança na região, informou hoje, em comunicado, a ONU.

A reunião vai ser presidida pelo representante especial do secretário-geral da ONU para a África Ocidental, Mohamed Ibn Chambas, que deverá ser recebido pelo Presidente guineense, José Mário Vaz, na sexta-feira de manhã.

No encontro participam também o representante do secretário-geral da ONU para a Guiné-Bissau, José Viegas Filho, os representantes das missões de paz no Mali e República Centro-Africana e os coordenadores residentes das Nações Unidas na Costa do Marfim e na Libéria. ANG/Lusa