segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Saúde/Ilhas de Bijagós

Agentes de Saúde Comunitária receberam bicicletas para melhor mobilidade nas suas áreas sanitárias

Bissau, 02 set 19 (ANG) – Os 81 agentes de Saúde Comunitária das Ilhas de Bijagós receberam do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Médicos do Mundo 81 bicicletas para a cobertura de 11 áreas sanitárias da mesma zona.

Segundo a Rádio Sol Mansi, no acto da entrega dos materiais, o enfermeiro Adilson Barbosa responsável pelas 11 áreas sanitárias de Bijagós pediu ao responsável das tabancas para controlar as bicicletas recebidas.

“Chamamos aos Comités de Tabanca para lhes instruir na maneira de ajudar no controlo do uso das bicicletas porque são destinados, exclusivamente, para o trabalho da saúde. Os Comités devem colaborar na fiscalização, denunciando caso não estarem  a ser usadas para o fim previsto”, explicou.

Em nome do governo regional, o Administrador de sector de Bubaque Francisco António Moreira pediu à todos os Agentes de Saúde Comunitária ( ASC) presentes para  saberem usar bem essas bicicletas porque a autoridade local vai igualmente controla-las.

Em nome dos responsáveis das tabancas, Daniel Cunau prometeu fiscalizar e controlar rigorosamente as bicicletas dadas para o trabalho de agentes comunitárias.

“Era bom que todos os Comités estivessem presentes aqui para ouvirem essas informações porque sou muito rigoroso nas minhas acções e vou denunciar todo o acto feito com a bicicleta fora do trabalho sanitário”, disse Cunau.

Alfredo Correia, falando em nome dos Agentes da Saúde Comunitária (ASC), garantiu que as bicicletas  recebidas vão ser utilizadas para o mesmo fim.

“Nós os agentes de Saúde Comunitário vamos cuidar bem dessas bicicletas, usando-as para o bem da nossa comunidade, com o objectivo de reduzir a mortalidade materno-infantil que se verifica no país”, prometeu. ANG/DMG/ÂC//SG

PNUD


Relatório de 2018 destaca progressos registados em diferentes áreas de intervenção no país

Bissau, 02 set 19 (ANG) -  O relatório anual do PNUD revela que apesar das dificuldades económicas, sociais e políticas do país, a organização registou progressos em várias áreas de intervenção, durante o ano de 2018.

Segundo documento à que a ANG teve acesso, o PNUD respondeu às demandas relacionadas as eleições legislativa de março, que diz ser a maior prioridade do país, através da criação das condições necessárias para organização de eleições livres, justas e transparentes, graças ao apoio concedido para a  realização do recenseamento eleitoral, das operações e de toda a  logística eleitoral, educação cívica e gestão financeira do processo,   compra de material eleitoral, bem como a assistência técnica prestada aos órgãos de gestão eleitoral.

O apoio incluiu também a mobilização de recursos e a gestão do fundo comum dos doadores de cerca de 10 milhões de dólares americanos( US$10,000,000).

O relatório se refere à  apoios  directos à certas organizações nomeadamente a  Plataforma Política das Mulheres para o reforço da capacidade das mulheres para concorrerem como candidatas e na advocacia junto dos partidos políticos para que estas fossem  mulheres candidatas nas suas listas, em conformidade com a recém-aprovada Lei da Paridade.

“Passos foram dados na integração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e para a aceleração da sua implementação no país através do alinhamento do Plano Estratégico e Operacional com os ODS, a Agenda 2063 e o Roteiro de SAMOA para os Países Insulares em Desenvolvimento”, lê-se no relatório de 51 pâginas, que determina que 36 por cento de mulhres devem constar nas listas partidárias de candidatos a cargos de deputados.

Acrescenta que também se realizou o estudo do ecossistema de dados e mapeamento dos indicadores dos ODS para avaliação da disponibilidade de informação estatística, bem como as lacunas do seguimento dos ODS e a identificação preliminar dos aceleradores dos ODS.

O relatório refere ainda que as bases para um processo de planeamento participativo de desenvolvimento económico local de forma integrada, que inclui os ODS e as questões de resiliência, foram consolidadas na região de Cacheu com a elaboração dos primeiros Planos de Desenvolvimento Sectoriais desenhados com a participação do governo local, do setor privado, das Organizações da Sociedade Civil e das comunidades locais.

E acrescenta, por outro lado,  que a capacidade dos funcionários dos ministérios-chave foi reforçada através da formação ministrada pela  Escola Nacional de Administração – parceiro-chave para assegurar a sustentabilidade do processo.

A Guiné-Bissau, bem como todos os outros Estados Membros, aprovou em Setembro 2015, uma nova agenda de desenvolvimento global – a Agenda 2030, com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que visa promover o bem-estar da população, a preservação do meio ambiente e do planeta, o crescimento económico, a paz e segurança e a parceria para o desenvolvimento,tidos como  requisitos essenciais para tornar o desenvolvimento sustentável uma realidade para todos.

Segundo  o relatório do PNUD foram reforçados  os esforços para lutar contra a impunidade através da  expansão do acesso à justiça, particularmente para os grupos mais vulneráveis.

 “Em parceria com as Organizações da Sociedade Civil e o governo, 12.227 pessoas vulneráveis, principalmente mulheres, foram assistidas juridicamente de forma gratuita e sessões de sensibilização sobre os direitos humanos foram facilitadas pelos técnicos dos Centros de Acesso à Justiça estabelecidos em seis regiões do país. Construiram-se igualmente três tribunais sectoriais, entre eles, um nas ilhas, contribuindo assim para o alargamento do acesso aos serviços de justiça”, indica o relatório.

No domínio do Ambiente o relatório refere que a conservação da biodiversidade num contexto de um ecossistema frágil foi reforçada com o apoio na vigilância e gestão das áreas protegidas através da disponibilização de recursos para este efeito.

“Em cooperação com outros parceiros de desenvolvimento, o PNUD contribuiu para a proteção da biodiversidade através de ações de melhoria das condições de vida das populações locais em harmonia com a natureza, adaptação às mudanças climáticas e promoção das boas práticas de conservação da biodiversidade. Como resultado, em 2018, 4% da população total está a usar os métodos e a técnicas adequadas às mudanças climáticas e mais de 26% do território nacional está coberto por áreas protegidas”, lê-se no documento.

Quanto ao sector sanitário, salienta citando  estimativas da Malaria Consortium, que cerca de 75% dos casos de malária foram prevenidos graças a Campanha Quimioprofilaxia Sazonal para a Malária que tem como objectivo a redução da mortalidade por malária nas crianças menores de cinco anos.

O Programa  das Nações Unidas para o Desenvolvimento intervém  nas áreas de governação democrática, recursos naturais, mudanças climáticas e acesso a energia, redução da pobreza através de promoção da saúde, crescimento económico sustentável e inclusivo, integração dos ODS, mobilização dos recursos, entre outras. ANG//SG

GTAPE/presidenciais 2019



“As correcções em curso ja atingiram mais de 1500 eleitores, “diz DG Alain Sanka

Bissau, 02 Set 19 (ANG) – O Diretor-geral do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) afirmou hoje que as correcções  em curso para as presidenciais  de 24 de novembro  já atingiram mais de 1500 eleitores em todo o território nacional.

Em causa estão  24 mil eleitores cujos nomes não  constavam no caderno eleitoral nas legislativas de 10 de Março passado, por falhas técnicas.

Em entrevista exclusiva à ANG, Alain Sanka disse que o GTAPE colocou trinta Kits em todo o território nacional, para os referidos trabalhos.

Revelou que as correções feitas não serão introduzidas no servidor nem no caderno eleitoral sem consentimento dos partidos políticos e submissão do representante da CEDEAO em Bissau.

Aquele responsável disse ainda que se as formações politicas com assento parlamentar entenderem que as correções  feitas pelo GTAPE não podem entrar no caderno eleitoral vão guardar esses dados para a atualização do mesmo em Janeiro próximo.

Informou que a capital Bissau tem dois círculos com necessidade de  correcções nomeadamente nos 28 e 29,havendo no primeiro  827 e no segundo 7152 eleitores por atender.

Na  região de Gabú e  nos círculos 15, 16, 17 e 18, um total de  2187 eleitores devem ser atendidos.

Nas regiões de Bafatá, círculos 12, 13 e 14 – 2897 eleitores, Cacheu, círculos 19, 20 e 21 – 7326 eleitores, Tombali, círculos 1 e 2 - 3835 e Bolama/Bijagós, circulo 11 -  85 eleitores omitidos.

Sanka explicou que as regiões de Biombo, nos círculos  9 e 10 e Quinará círculos 3, e 4, Oio círculos 9 e 10 são excepções nas omissões.

Os trabalhos de correcções da lista de eleitores iniciaram a  24 de Agosto e terminam no dia 14 de Setembro . ANG/JD/ÂC//SG

Saúde pública


      Mutação genética rara cria imunidade natural contra vírus  da Sida
Bissau, 02 set 19 (ANG) - Uma mutação genética extremamente rara, responsável por uma doença muscular que afeta cerca de cem pessoas no mundo, cria uma imunidade natural contra o vírus da Sida, informaram ) pesquisadores espanhóis.
Eles esperam que essa descoberta seja um caminho para a criação de novos medicamentos contra a Sida.
Uma primeira mutação havia sido identificada até então, descoberta após ser transmitida ao famoso "paciente de Berlim", Timothy Brown, curado do HIV graças a um transplante de células-tronco contendo uma rara mutação do gene CCR5, que confere uma imunidade natural contra esse vírus.
A nova mutação diz respeito a outro gene (Transportin-3 ou TNPO3) e é muito mais rara: foi descoberta anos atrás na mesma família na Espanha, sofrendo de uma doença muscular rara chamada distrofia muscular do tipo 1F.
Os médicos se deram conta que os pesquisadores do HIV estavam interessados ​​no mesmo gene, porque ele desempenha um papel importante no transporte do vírus dentro das células. Então eles contataram geneticistas de Madri, que tiveram a ideia de tentar infectar, em laboratório, o sangue de membros dessa família espanhola com o vírus da Sida.
O experimento foi uma surpresa: os linfócitos daqueles que tiveram essa doença muscular rara eram naturalmente resistentes ao HIV. O vírus não conseguia entrar neles.
"Isso nos ajuda a entender muito melhor o transporte do vírus na célula", explicou José Alcami, virologista do Instituto de Saúde Carlos III, em Madri, que conduziu essa pesquisa publicada na revista americana PLOS patógenos.
O HIV é certamente o mais conhecido de todos os vírus, diz ele, "mas ainda há muito que não conhecemos bem, por exemplo, não está claro porque 5% dos pacientes infectados por ele não desenvolvem a doença. Existem mecanismos de resistência à infecção que são muito pouco compreendidos", diz Alcami.
O caminho ainda é longo para explorar essa descoberta e produzir um novo remédio contra a Sida. Mas a descoberta dessa resistência natural confirma que o gene TNPO3 é outra referência interessante para bloquear o caminho do vírus nas células. ANG/RFI

Moçambique


                  Iniciada campanha eleitoral para eleições gerais
Bissau, 02 set 19 (ANG) - Moçambique está em campanha eleitoral para as eleições gerais de 15 de outubro, tendo em lista 26 formações políticas e 4 candidatos às presidenciais.
Todos prometem melhorar a vida dos moçambicanos e a situação política do país.
A campanha eleitoral que arrancou  sábado dura 43 dias.
Filipe Nyusi pela Frelimo concorre a um segundo mandato presidencial e no lançamento da sua campanha e em comício na cidade da Beira fez promessas apelando ao voto seguro.
"Vamos votar na Frelimo para desenvolvermos e continuarmos com o nosso trabalho." 
A Renamo que pela primeira vez têm Ossufo Momade como candidato presidencial garante o mandatário Venâncio Mondlane ser a aposta certa para o país. 
"Quem vai trazer boa educação, que vai trazer boa habitação para os jovens? Ossufo Momade !"
Já habituado a concorrer está Daviz Simango candidato presidencial do MDM. Fernando Bismarque membro do partido defende ser este a esperança dos moçambicanos. 
"Daviz Simango é a alternativa".
O Partido Acção do Movimento Unido para a Salvação Integral AMUSI que nas eleições autárquicas do ano passado foi o menos votado em Nampula, o seu candidato presidencial Mário Albino promete inclusão política.
"A primeira coisa é olhar a situação política em Moçambique que não está boa".

Nestas eleições, 12 milhões de moçambicanos irão eleger o Presidente da República,deputados, membros das assembleias provinciais e pela primeira vez os governadores provinciais. ANG/RFI

Política


   “Eleição presidencial será mesmo a 24 de Novembro”,diz Odete Semedo
Bissau, 02 set 19 (ANG) - As eleições presidenciais vão mesmo ter lugar a 24 de Novembro e vão custar 5,9 milhões de euros, incluindo 1,3 milhões de dívida das legislativas de 10 de Março, garante   Odete Semedo, ministra da Administração Territorial e Gestão Eleitoral.
""Tudo está na trilha e nós vamos avançando...24 de Novembro não é para falhar, porque já não temos Presidente da República que vá mudar e que vá promulgar novas datas, portanto há data marcada e é para ser cumprida e nós não vamos nos distrair", disse Odete Semedo Soares em entrevista ao correspondente da RFI em Bissau, Mussa Baldé.
O mandato do Presidente José Mário Vaz terminou a 23 de Junho deste ano.
Odete Semedo  afirmou quanto à soma de 5,9 milhões de euros "nós acreditamos que até lá haverá dinheiro suficiente, não vou fazer futurismo, mas acredito que sim".
Quanto à dívida de cerca de 1,3 milhões de euros (900 milhões de francos CFA) para com os fornecedores durante as eleições leislativas de 10 de Março, esta só será paga mediante auditoria, garante ainda Odete Semedo
O governo guineense já está a financiar as despesas primárias e durante a VII Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento de África - TICAD - que terminou esta sexta-feira (30/08) em Okinawa, o primeiro-ministro Aristides Gomes conseguiu garantias de financiamento do Japão para as eleições presidenciais.
Também na sexta-feira (30/08) em Dili, no quadro das comemorações dos 20 anos de referendo que culminou na independência de Timor Leste, Aristides Gomes obteve a promessa do envio rápido de uma equipa técnica timorense, para avaliar as necessidades de apoio às presidenciais.
Portugal também se disponibilisou em fornecer alguns materiais eleitorais, que serão contabilizados no orçamento.

Mesmo com as polémicas à volta do processo de correcção dos cadernos eleitorais, do qual recusam fazer parte o PRS, o Madem-G15 e a APU-PDGB (partido que integra o governo) e apesar da falta de dinheiro, o Governo  acredita que as eleições presidenciais vão ter lugar a 24 de Novembro.
Estes partidos acusam o Governo de estar a preparar fraude com o processo de correcção das omissões de nomes, isto é a introdução nos cadernos eleitorais de nomes de cerca de 25 mil cidadãos inscritos nas legislativas de março, mas que devido às falhas técnicas não puderam votar.
O Partido da Renovação Social - PRS - avançou mesmo com uma providência cautelar no tribunal, pedindo ao órgão que mande parar o processo das correcções de dados, mas apesar da justiça estabelecer que a resposta deve ser dada num prazo de cinco dias, já lá vão mais de duas semanas e a resposta não surgiu ainda.
Em relação ao dinheiro para financiar as eleições presidenciais, a ministra da Administração Territorial e Gestão Eleitoral, disse que inicialmente havia um orçamento de cerca de 8,7 milhões de euros (5,7 mil milhões de francos CFA), mas com os cortes decididos pelos Ministério das finançascomo o de 50% da verba destinada à educaçao cívica para estas eleições, agora já são só necessários cerca de 5,9 milhões de euros. ANG/RFI

Índia


Governo  retira nacionalidade de quase 2 milhões de pessoas em censo controverso
Bissau, 02 set 19 (ANG) - O governo indiano acaba de concluir a primeira fase de um processo para detectar "estrangeiros infiltrados", com a retirada da nacionalidade de quase dois milhões de pessoas em Assam, estado que é foco de tensões religiosas e étnicas na região nordeste do país.
Bandeira da Índia
 Os afetados podem perder a cidadania e, eventualmente, acabar deportados.
O governo nacionalista hindu criou um Registro Nacional de Cidadãos (NRC), que começou suas atividades no estado de Assam.
O censo recebeu 31,1 milhões de inscrições de habitantes, mas 1,9 milhão de pessoas foram excluídas, de acordo com um comunicado oficial recém-divulgado.
A segurança foi reforçada na região antes da publicação da lista pelo temor de distúrbios, mas até o momento não ocorreram incidentes.
O NRC, que oficialmente tem por objetivo combater a imigração ilegal, solicitou aos habitantes de Assam que comprovassem a nacionalidade indiana.
O processo é particularmente complexo para a população do estado, marcada por um elevado índice de analfabetismo. O governo local é do partido nacionalista hindu BJP (Bharatiya Janata Party), o mesmo do primeiro-ministro Narendra Modi.
Para confirmar o registro era necessário provar a presença da pessoa ou de sua família no território antes de 1971, ano em que milhões de refugiados chegaram à região procedentes de Bangladesh, na época em plena guerra de independência.
As pessoas que se consideram habitantes originários de Assan esperam que o censo acabe com tensões étnicas e religiosas registradas há décadas nesse estado pobre e isolado, que faz fronteira com o Butão e Bangladesh.
Os críticos do processo acusam os nacionalistas de utilizar o NRC para atacar as minorias, particularmente os cidadãos muçulmanos.
O governo indiano pretende aplicar o registro no conjunto do país, mas a oposição teme que o NRC atue apenas para satisfazer os simpatizantes do partido nacionalista BJP.
Em janeiro, a Índia aprovou uma lei que concede a cidadania a pessoas que abandonaram Bangladesh, Paquistão e Afeganistão nos últimos seis anos, desde que não sejam muçulmanas.
A medida alimentou os temores da minoria muçulmana indiana, composta por 170 milhões de pessoas em todo o país.
O ministro do Interior Amit Shah, braço direito do primeiro-ministro Modi, defendeu a expulsão daqueles que chama de "infiltrados".
Ao mesmo tempo, na Caxemira, que tem maioria muçulmana, a tensão aumentou com a decisão de 5 de agosto de Nova Délhi de revogar a autonomia constitucional da região.
As pessoas excluídas pelo NRC têm 120 dias para recorrer aos tribunais especiais para estrangeiros. Os críticos do processo afirmam que os juízes destes tribunais com frequência não têm qualificação suficiente e precisam cumprir metas quantitativas. Também afirmam que o registro foi marcado por incoerências e erros.
A ONG Amnistia Internacional destacou que várias pessoas foram excluídas por motivos como a ortografia distinta em seus nomes.
Após todos os recursos legais esgotados, os excluídos podem ser declarados estrangeiros e, em tese, levados para centros de detenção, antes da eventual deportação. ANG/RFI/AFP

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

OMS/África


Diretora Regional felicita implementação de medicina tradicional em 40 Estados membros

Bissau, 30 Ago 19 (ANG) – A Diretora Regional da Organização Mundial de Saúde (OMS) para África afirmou esta sexta-feira que 40 Estados membros estão a implementar a política de medicina tradicional incluindo a sua integração nos currículos das ciências da saúde nas regiões africanas.

Directora Regional da OMS 
A afirmação de Matshidiso Moeti consta numa nota à imprensa enviada à  ANG, alusiva a celebração do 17º dia da Medicina Tradicional Africana que se assinala sábado, 31 de Agosto.

 As celebrações terão lugr sob o lema: “ Integração da medicina tradicional africana nas universidades da região africana e  os vinte anos dos enormes progressos alcançados”.

O documento informa ainda que a maioria da população na região Africana utiliza medicina tradicional para satisfazer as necessidades em termos de cuidado de saúde, e que esta utilização vai de 70 por cento no Benim a 90 por cento no Burundi e na Etiópia.

“Em relação aos programas e comités de especialistas das ciências da saúde, isto representa um aumento extraordinário comparado com oito países em 2002”, diz o documento.

Os referidos programas e comités estão ativos em trinta e três ministérios da saúde face a10 países em 2000.

O documento refere que nesse mesmo ano(2002), 33 institutos de investigação estão a avaliar a qualidade, segurança e a eficácia dos medicamentos tradicionais utilizados no combate ao paludismo, à infecções oportunistas relacionadas com o VIH/SIDA,  hipertensão e à anemia falciforme adoptado as orientações da OMS, face a 18 em 2000.

Em 2018, foram emitidas 89 autorizações de introdução no mercado de medicamentos tradicionais utilizados no tratamento de doenças transmissíveis e não-transmissíveis contra os  20 em 2000.

“Em 2018 foram incluídos 43 produtos de medicina tradicional nas listas nacionais de medicamentos essenciais, contra 14 em 2000”, lê-se no comunicado à imprensa.

Os Estados membros têm quadros de regulação diferentes, modelos de prestação de cuidados primários de saúde e perfis únicos de medicina tradicional.

A OMS desenvolveu e testou no terreno instrumentos de formação de medicina tradicional com estudantes de farmácia e de medicina em 14 Estados Membros e a Organização Oeste Africana da Saúde (OOAS) adaptou esses instrumentos às universidades da sub-região.

As Instituições académicas, muitas vezes, enfrentam problemas na integração da medicina tradicional por causa da base limitada de evidências, a sobrecarga de currículos, o tempo e os recursos limitados, ou em alguns casos, a dificuldade em reconciliar sistemas de conhecimentos autóctones com abordagens biomédicas.

A nota informa ainda que os módulos de formação desenvolvidos pela OMS contribuem para fazer face a esses desafios e que o secretariado da OMS está disposto a continuar a trabalhar com os Estados Membros para uma maior integração da prática da medicina tradicional nos sistemas nacionais de saúde.

A Directora Regional felicitou as instituições académicas que oferecem cursos de medicina tradicional aos estudantes de farmácia e de medicina, dando como exemplo a Universidade Kwame N`Krumah, de ciência e tecnologia do Gana que oferece bacharelato em Fitoterapia desde 2001.

 Matshidiso Moeti disse que até 2018, o programa formou cerca de 150 médicos em fitoterapia entre eles, mais de 30 estão a trabalhar em 18 hospitais públicos no quadro de um projecto do Ministério de Saúde visando integrar a medicina tradicional africana no sistema de saúde.ANG/JD/ÂC//SG
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Presidenciais 2019


         José Mário Vaz confirma  recandidatura  ao segundo mandato

Bissau,30 Ago 19(ANG) – O Presidente da República cessante, José Mário Vaz aceitou se recandidatar ao segundo mandato cujas eleições estão marcadas para 24 de novembro próximo.

“Aceito com orgulho e honra os vossos pedidos para me recandidatar para um segundo mandato, disse perante seu núcleo de apoio num comício acrescentando “afirmo hoje e aqui perante vós, meus irmãos e povo da Guiné-Bissau, que é por vós, para realizar os vossos anseios”.

Os Movimentos de Apoio Político à Botche Candé, o  de próprio José Mário Vaz e a Plataforma Juvenil de Apoio à Recandidatura de Jomav, desdobraram nos últimos meses em acções de pedidos ao Presidente da República cessante para se recandidatar as eleições presidenciais de 24 de Novembro.

José Mário Vaz decidiu aceitar os referidos pedidos, tendo afirmado na ocasião que ele e os Movimentos que vão o  apoiar, continuarão juntos para fazer da Guiné-Bissau um grande país, acrescentando que será candidato às eleições presidenciais de 24 de Novembro próximo.

“Dou-vos a garantia que sempre vos dei ao merecer a vossa confiança. Lutarei no próximo mandato tal como fiz neste para manter a paz civil, a tranquilidade interna e a liberdade com conquistas a caminho da consolidação da estabilidade”, sublinhou.

O Presidente da República cessante disse que as condições já estão criadas para o progresso económico e social do país, salientando que lutará contra os que querem tirar o que é do Povo.

“Vou ser, de novo, um Presidente de Paz, Igualdade e Harmonia. Quero um país sem ódio, sem rancor, sem vinganças, sem matanças, baseado na verdade e no trabalho digno”, disse.

José Mário Vaz disse que a paz social, a estabilidade política, a educação, a saúde, a habitação, as infra-estruturas, o desenvolvimento económico, a agricultura, o emprego, a melhoria das condições das Forças Armadas e de Segurança e as reformas que o país tanto precisa serão o seu foco e a sua magistratura de influência  para os próximos cinco anos.

Por sua vez, o Presidente do partido Congresso Nacional Africano (ANC)  e Coordenador das 14 formações políticas sem assento parlamentar que decidiram apoiar a recandidatura de José Mário Vaz ao segundo mandato, disse que o país terá o privilégio de encontrar definitivamente o seu destino com a reeleição de José Mário Vaz.

Ibraima Djaló apelou aos guineenses para votarem na pessoa certa nas eleições presidenciais de 24 de Novembro porque, caso contrário, irão mais uma vez desfraldar as expectativas do desenvolvimento.

O político disse que os problemas da Guiné-Bissau serão resolvidos internamente pelos próprios guineenses, frisando que o José Mário Vaz já deu sinais neste sentido, com as suas acções de perdão, tolerância e paz.

“Nós da Plataforma dos partidos políticos sem assento parlamentar, analisamos e traçamos os perfis de todos os candidatos às presidenciais e chegamos a conclusão de que realmente  o Presidente José Mário Vaz é o mais ideal, e conta com o nosso apoio.”, disse Ibraima Djaló.ANG/ÂC//SG
                                                      

Colômbia


                  Ex-chefes rebeldes anunciam regresso às armas
Bissau, 30 ago 19 (ANG) - O ex-número 2 da rebelião das FARC, Ivan Marquez que voltou para a clandestinidade há um ano, anunciou num vídeo difundido na plataforma YouTube, que ele retoma as armas ao lado de outros líderes da antiga rebelião.
Marquez diz que volta a pegar em armas por considerar que o governo não tem respeitado o acordo de paz concluído em 2016 e que tinha conduzido ao desarmamento de cerca de 7 mil combatentes assim como à conversão do movimento em partido político.
"A modificação unilateral do texto do acordo, a não-aplicação dos seus compromissos por parte do Estado, as montagens judiciais e a insegurança obrigam-nos a retomar a guerrilha" lançou Ivan Marquez ao acusar de "duplicidade" o executivo de direita do Presidente Ivan Duque, em funções desde 2018, que nunca escondeu a sua hostilidade aos moldes do acordo validado pelo seu antecessor Juan Manuel Santos.
 "Nunca fomos vencidos, nem desarticulados ideologicamente, é por isso que a luta continua", acrescentou ainda o antigo número 2 da rebelião neste vídeo de cerca de meia hora em que aparece juntamente com mulheres e homens armados, assim como outros antigos responsáveis que regressaram à clandestinidade há alguns meses, um antigo líder da guerrilha, Hernan Dario Velasquez e um dos antigos negociadores do acordo de paz, Jesus Santrich, procurado pela justiça americana por alegado tráfico de droga.
No referido vídeo, Ivan Marquez indicou ainda que o seu grupo vai procurar coordenar-se com outra guerrilha, a ELN que ainda recentemente, no passado 22 de Janeiro, reivindicou um atentado contra a escola da polícia da capital que causou 22 mortos.
Este movimento que continua activo tem vindo a reforçar-se nos últimos anos, tendo passado de 1.800 a 2.300. Do lado das antigas FARC, até agora não se sabe ao certo quantos guerrilheiros poderiam retomar o combate.
Sabe-se apenas que 2.300 nunca chegaram a sair das matas, havendo  informações militares referindo que estes grupos dissidentes se dedicam essencialmente ao narcotráfico e à exploração mineira clandestina.
O anúncio feito quinta-feira por este grupo dissidente das FARC causou choque na Colômbia, contudo não parece ter surpreendido o executivo de Ivan Duque que pouco depois de lamentar esta decisão anunciou uma ofensiva contra os ex-guerrilheiros.
Por sua vez, ao apelar à "repressão dos desertores", o antigo Presidente colombiano Juan Manuel Santos preferiu relativizar a alçada desta decisão, considerando que "90% das FARC permanecem comprometidas com a paz".
Apesar de o actual Presidente colombiano ter visto a sua tentativa de alterar o Acordo de Paz ser chumbada pelo Tribunal Constitucional no passado mês de Junho, a aplicação do texto não tem sido totalmente efectiva.
Este compromisso previa nomeadamente subvenções para os camponeses efectuarem a transição da cultura da coca que alimentou as guerrilhas, para culturas legais.
Nos últimos meses, muitos teceram alertas sobre a demora das subvenções e também em torno da insegurança que continua a reinar em meio rural.
O partido das FARC, quanto a si, denuncia assassinatos de antigos rebeldes, 135 no total desde 2016. Ainda recentemente, no passado 9 de Julho, antigos rebeldes, Weimar Galíndez Daza e Luis Carlos Yunda Corrales foram mortalmente baleados.
Neste contexto, para Cristina Matias, artista plástica portuguesa radicada há mais de 30 anos em Bogotá, esta notícia não é surpreendente. ANG/RFI

Política




Bissau,30 Ago 19(ANG) - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pede aos políticos da Guiné-Bissau para "transcenderem interesses individuais e partidários" e olharem para interesses comuns benéficos para a população, noticiou a Lusa citando um relatório.

António Guterres pede também o fim das tensões políticas, num ciclo de instabilidade que considera ser "repetitivo" no país, segundo o relatório sobre os últimos seis meses para o Conselho de Segurança da ONU.

O chefe da organização internacional encoraja os membros eleitos do Parlamento "a estarem atentos aos seus deveres para com o povo da Guiné-Bissau e a transcenderem os interesses individuais e partidários em prol do interesse coletivo e da estabilidade do país".

"Acredito que 2019 seja um ano crucial para a Guiné-Bissau aproveitar a oportunidade de pôr fim ao ciclo repetitivo de instabilidade política que tem prejudicado o desenvolvimento socioeconómico durante anos", escreve o secretário-geral da ONU.

António Guterres expressa-se confiante de que as eleições presidenciais de 24 de novembro vão encerrar o ciclo eleitoral e vai permitir às autoridades o trabalho reforçado para adotar reformas especificadas no Acordo de Conacri.

O documento de relato das atividades recentes da Missão Integrada da ONU para a Consolidação da Paz e Segurança na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) também dá conta do início de trabalhos para promover a participação e a transparência das eleições presidenciais, marcadas para 24 de novembro.

A 19 de junho, a UNIOGBIS reativou o Comité Coordenador de Alto-Nível, desde as eleições legislativas, para monitorizar o processo eleitoral e coordenar iniciativas nacionais e internacionais e a preparação de uma estratégia para as eleições presidenciais.

O secretário-geral considera que o Fundo para a Paz (Peacebuilding Fund) é "crítico", consistindo num portfólio de dez projetos no valor de quase 11 milhões de dólares (mais de 9,928 milhões de euros), que se basearam em educar a população para a importância de eleições livres e justas, inclusive na comunicação social.

António Guterres nota que as autoridades não tomaram nenhumas medidas para estabelecer uma instituição nacional independente para os direitos humanos, como recomendado anteriormente, para lutar contra casos de discriminação ou violência sexual e para garantir, entre outros, o direito à greve e à liberdade de expressão.

O atual relatório foi centrado na descrição do ambiente social e político antes e após as eleições legislativas de 10 de março, que foram consideradas credíveis, mas que levantaram tensões políticas entre vários partidos e vários órgãos de soberania.

"Apesar de a campanha eleitoral (entre 18 de fevereiro e 08 de março) se ter desenvolvido num ambiente pacífico, persistiu um clima de desconfiança entre os partidos políticos", escreve António Guterres.

O documento acrescenta que a comunidade internacional "generosamente mobilizou 10,9 milhões de dólares" (cerca de 9,837 milhões de euros) para a realização das eleições legislativas, adiadas duas vezes e finalmente realizadas a 10 de março.

Observadores internacionais disseram que, para as eleições legislativas, havia 761.676 eleitores registados, dos quais participaram nas eleições quase 85% (645.139 eleitores), em que mais de metade foram mulheres.

"As mulheres foram particularmente ativas nas urnas, constituindo 51% (330.190) dos que votaram", escreve António Guterres.

O número de mulheres no Parlamento permaneceu 13, igual à legislatura anterior, num total de 102 lugares, investidos a 18 de abril.

O primeiro-ministro, Aristides Gomes, foi indigitado a 22 de junho, após vários atrasos do Presidente da República, José Mário Vaz, e o novo Governo foi formado a 03 de julho. ANG/Lusa


Angola/Seca


                         ONU disponibiliza 465 milhões de dólares
Bissau, 30 ago 19 (ANG) - A Organização das Nações Unidas - ONU -, disponibilizou 465 milhões de dólares para a concretização de projetos destinados a limitar os efeitos da seca nas províncias da Huíla, do Namibe e Cunene, no sul de Angola.
Pier Paolo Balladelli, coordenador residente das Nações Unidas em Angola, anunciou que o montante deverá ser  ser aplicado nos próximos quatro anos para financiar projectos como por exemplo a construção de barragens no Cunene.
A fome e a seca que estão a assolar o sul de Angola estão a tomar dimensões assustadoras. Há o registo de, pelo menos, a morte de cinco crianças por dia e milhares de pessoas sobrevivem alimentando-se de ervas e frutos silvestres.
As províncias mais afectadas são o Cunene, Namibe, Kuando Kubango, Híila e Benguela. Milhares de pessoas estão a abandonar as suas aldeias para procurar água e alimentos. Acresce-se o registo da morte de animais por falta de pastagens.
As 14 mil famílias e as 20 mil crianças vulneráveis presentes nessas províncias vão beneficiar de um financiamento de pelo menos nove milhões de dólares provenientes da União Europeia e geridos pela UNICEF. ANG/RFI

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

ANP


       Sindicato dos funcionários  ameaça iniciar uma greve de 10 dias

Bissau, 29 Ago 19 (ANG) – O Sindicato dos funcionários da Assembleia Nacional Popular (ANP), ameaça iniciar uma greve de “dez” dias  a partir da próxima terça-feira, caso o governo não diligenciar a resolução das suas exigências de pagamento de dois meses de salario em atraso, assim como outros pontos elencados no caderno reivindicativo.

O Presidente da Comissão Negocial da Greve, Abel Tchuda que falava numa entrevista exclusiva á Agência de Notícias da Guiné (ANG), disse que os funcionários da ANP já estão fartos de lidar com a descriminação que tem sofrido ao longo dos anos.

Acrescentou  que é por isso que o Sindicato decidiu avançar com um pré-aviso de greve para alertar ao patronato, que as dificuldades que atravessam merecem atenção imediata do mesmo.

“Nos finais de 2018, os funcionários da ANP  realizaram sucessivas greves, exigindo o cumprimento do acordo assinado entre o patronato e o Sindicato relativamente a exigência da implementação do Estatuto de Carreira, e pagamento de encargos  com a saúde”, explicou.

Declarou que devido á morte  de alguns colegas que não conseguiram beneficiar destes direitos que lhe assistem, concluíram que essa situação não pode prevalecer por mais tempo.

De acordo com Tchuda, o Sindicato de Base dos funcionários da ANP, entregou na passada terça-feira um caderno reivindicativo ao patronato(Presidência da ANP) e aguarda resposta que até ao momento não veio da direcção da ANP.

“Mas continuamos a aguarda-los com calma, porque existe ainda tempo para reflectirem e chegarem à conclusão de que devemos sentar a uma mesa para juntos procurarmos uma solução para que nenhuma  das partes fique  lesada”, sustentou. ANG/LLA/ÂC//SG          

Itália


              Alcançado acordo para que Giuseppe Conte volte ao poder
Bissau, 29 ago 19 (ANG) - Um acordo político foi alcançado na Itália com o Partido Democrata (centro esquerda) para formar um novo governo liderado pelo primeiro-ministro Giuseppe Conte, anunciou  quarta-feira (28) o líder do Movimento 5 Estrelas (M5S, antissistema).
A manutenção de Conte, que é ligado ao M5S, "será uma garantia" para o Movimento, disse Luigi Di Maio, criticando seu ex-aliado Matteo Salvini (extrema direita) por ter, em 8 de agosto, rompido a coalizão formada há 14 meses.
Há três semanas a Itália vive uma crise inédita. Primeiro, pela decisão de Matteo Salvini, líder da Liga (extrema-direita), de romper a coligação de governo que formava com o M5S. Depois, em 20 de agosto, aconteceu a renúncia do primeiro-ministro Giuseppe Conte, que acusou Salvini de "priorizar seus interesses eleitorais" ao invés dos interesses do país.
Salvini tentava impor eleições antecipadas, convicto de que sairia eleito. Ele tinha intenções de voto de 36-38%, que agora caíram para 31-33%.
O presidente Mattarella iniciou na terça-feira (27) uma segunda rodada de consultas com a classe política.
A ideia de uma aliança entre PD e M5S foi apresentada pelo ex-primeiro-ministro Matteo Renzi, que governou a Itália entre fevereiro de 2013 e dezembro de 2016. A aliança tem como objetivos básicos de reduzir o número de parlamentares e estabelecer um orçamento de 2020 capaz de evitar o aumento do IVA (Imposto sobre Valor Agregado), muito prejudicial para os consumidores.
Desde então, o projeto cresceu e passou a incluir propostas dos dois lados para estimular o apático crescimento econômico italiano com uma atenção especial aos desfavorecidos e ao meio ambiente, assim como com medidas de austeridade no Parlamento.
Contra todos os prognósticos, o presidente americano Donald Trump expressou apoio a Conte, que chamou de "homem de muito talento" e que "representou a Itália com força no G7".
Um ponto de interrogação diz respeito à atribuição de ministérios, sobre os quais o M5S pretende pesar em vista de sua maioria relativa no Parlamento a partir das eleições legislativas de 2018. Em contrapartida à aprovação do nome de Conte, segundo a imprensa, o PD teria solicitado ministério importantes, como Economia e Relações Exteriores.

Outro ponto de interrogação é o destino do vice-primeiro-ministro Di Maio, laminado midiaticamente por Salvini em 14 meses de aliança, e muito enfraquecido na crise atual.

Salvini zombou de um governo que será "refém dos caçadores ministeriais de carteiras". Mas a formação desta maioria é um revés pungente para o antigo homem forte do governo.
Ele denunciou um governo "formado nas indicações de Paris, Berlim e Bruxelas". "O único cimento que une o PD e as 5 estrelas é o ódio pela Liga, o primeiro partido na Itália", disse ele.
"Sinto que há um objetivo que vem de longe, que não vem da Itália, de entregar o país e as empresas a potências que não são italianas, o que seria uma falta de respeito com os italianos ", disse ele a repórteres após se encontrar com o presidente Mattarella. ANG/RFI/AFP