segunda-feira, 15 de abril de 2024

Economia/Preços das moedas para segunda-feira, 15 de abril de 2024

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

612.000

619.000

Yen japonês

3.970

4.030


Libra esterlina

764.000

771.000

Franco suíço

671.000

677.000

Dólar canadense

444.250

451.250

Yuan chinês

84.250

86.000

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

166.250

169.000

Fonte: BCEAO

Reino Unido/Governo em negociações com Angola e Cabo Verde para acolher
imigrantes ilegais

Bissau, 15 Abr 24 (ANG) - A proposta de lei do Governo britânico para deportar imigrantes ilegais para o Ruanda volta nesta segunda-feira, 15 de Outubro, à Câmara dos Comuns para nova série de debates e votações a emendas aprovadas na Câmara dos Lordes. 

De acordo com os órgãos de comunicação The Times e a BBC, Angola e Cabo Verde estarão numa lista de países que o Governo britânico admite abordar para receberem imigrantes ilegais do Reino Unido, tal como negociou com o Ruanda. A informação, não oficial, é avançada pelo jornal “The Times” e confirmada pela “BBC”.

Segundo o diário britânico, Londres está actualmente a negociar com Costa do Marfim, Botsuana, Costa Rica e Arménia para repetir o mesmo tipo de acordo que fez com o Ruanda.

As autoridades ruandesas aceitaram receber centenas de requerentes de asilo nos próximos cinco anos em troca de cerca de 400 milhões de libras, quase 500 milhões de euros.

O Ruanda apresenta-se como um dos países mais estáveis ​​do continente africano, mas vários grupos de direitos humanos acusam o Presidente Paul Kagame de governar num clima de medo, sufocando a dissidência e a liberdade de expressão.

O Governo britânico estará também a explorar outras opções, e Angola e Cabo Verde estão nesta lista, juntamente com Senegal, Tanzânia, Togo e Serra Leoa.

A falta de meios e estruturas locais, escassas relações diplomáticas e potencial oposição da opinião pública são alguns obstáculos identificados. A Guiné-Bissau foi rejeitada devido à instabilidade política. Marrocos, Tunísia, Namíbia e a Gâmbia terão rejeitado explicitamente negociações sobre esta matéria.

O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, considera esta proposta de lei essencial para dissuadir migrantes que atravessam o Canal da Mancha em pequenas embarcações como barcos insufláveis. No primeiro trimestre de 2024 o número de migrantes ilegais que entraram no país aumentou 41,7% em relação ao primeiro trimestre de 2023, atingindo um nível recorde. ANG/RFI

 

  Sudão/ Reino Unido sanciona mais empresas apoiantes de grupos militares

Bissau, 15 Abr 24 (ANG) - O Reino Unido decretou hoje sanções a empresas que apoiam as actividades dos dois grupos militares que desencadearam um conflito armado no Sudão há um ano, reiterando o apelo a um cessar-fogo.

As sanções de congelamento de bens ao Alkhaleej Bank, instituição financeira que tem apoiado as operações das Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla inglesa) e a Al-Fakher Advanced Works, uma empresa utilizada pelas RSF para exportar ouro. 

O Governo britânico também sancionou a Red Rock Mining, empresa mineira e de exploração filial da Sudan Master Technology, que fornece fundos às Forças Armadas Sudanesas (SAF, na sigla em inglês), e que está também ligada à Defence Industries System, o braço económico e de produção das SAF.

O objectivo destas medidas é limitar o financiamento dos dois grupos armados para comprarem armas e continuarem a combater. 

O Reino Unido já tinha congelado bens no ano passado a seis empresas, três ligadas às RSF e três às SAF, o que impede qualquer cidadão ou empresa no Reino Unido de lidar com fundos ou recursos económicos que sejam propriedade, estejam na posse ou sejam controlados por entidades ou pessoas sancionadas. 

O Governo britânico reiterou um apelo para um "cessar-fogo duradouro" e o levantamento das restrições à ajuda humanitária. 
"Esta guerra brutal e sem sentido tem devastado vidas. Um ano depois do início dos combates, continuamos a assistir a atrocidades terríveis contra civis, a restrições inaceitáveis do acesso à ajuda humanitária e a um total desrespeito pela vida dos civis", lamentou o ministro dos Negócios Estrangeiros, David Cameron. 

O antigo primeiro-ministro defendeu a responsabilização de empresas que apoiam as partes beligerantes, juntamente com responsáveis por violações dos direitos humanos. 

"O mundo não pode esquecer o Sudão. Precisamos urgentemente de acabar com a violência", vincou, em comunicado.
A guerra eclodiu em Cartum, a capital sudanesa, em 15 de Abril de 2023 entre as SAF, chefiadas pelo general Abdel Fattah al-Burhan, e as RSF, lideradas por outro general, Mohamed Hamdan Dagalo, conhecido como "Hemedti".

Estima-se que tenha causado mais de 14.000 mortos e nove milhões de refugiados e de pessoas deslocadas internamente.
As Nações Unidas pediram até agora aos doadores 2,7 mil milhões de dólares (2,54 mil milhões de euros) para responder às necessidades humanitárias no país, mas receberam apenas 155 milhões de dólares (145,6 milhões de euros), ou seja, 6% do montante pedido.

No mês passado, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Andrew Mitchell, anunciou um financiamento de 89 milhões de libras (104 milhões de euros) para o Sudão, incluindo o apoio à UNICEF, durante uma visita ao país vizinho Tchad.ANG/Angop

 

Rússia/ Governo pede a Israel e Irão que resolvam diferenças através de diplomacia

Bssau, 15 Abr 24 (ANG) - A Rússia apelou hoje a Israel e ao Irão para que resolvam as suas diferenças "exclusivamente por meios diplomáticos", depois de Teerão ter lançado no sábado um ataque massivo com mísseis e drones contra o território israelita.


"Defendemos que todas as diferenças sejam resolvidas exclusivamente por meios políticos e diplomáticos", disse o porta-voz do Kremlin (presidência russa), Dmitri Peskov, na sua conferência de imprensa diária.

Peskov sublinhou que o Kremlin, aliado próximo do Irão, está "extremamente preocupado" com a recente escalada de tensão no Médio Oriente.

"Apelamos a todos os países da região para que demonstrem moderação. Uma nova escalada não responde aos seus interesses", garantiu.

Desde Fevereiro de 2022, a Rússia bombardeia a Ucrânia com 'drones' iranianos Shahed, os mesmos que Teerão utilizou para atingir o território israelita.

O ataque do Irão a Israel no qual, segundo Telavive, foram utilizados mais de 300 'drones', mísseis balísticos e de cruzeiro, aconteceu duas semanas depois de um atentado bombista ao consulado iraniano em Damasco, no qual foram mortos vários membros da Guarda Revolucionária Iraniana, pelo qual Teerão culpa Israel.

A Rússia lamentou no domingo que o Conselho de Segurança da ONU não tenha conseguido "reagir adequadamente ao ataque à missão consular iraniana" devido à posição do Ocidente.

Segundo o Irão, "o ataque (contra Israel) foi realizado no âmbito do seu direito à autodefesa nos termos do artigo 51.º da Carta das Nações Unidas, em resposta aos ataques contra alvos iranianos na região, incluindo o ataque ao edifício consular da embaixada do Irão em Damasco no dia um de Abril".

Um ataque "que o nosso país condenou veementemente", sublinhou Moscovo.

O Irão lançou na noite de sábado e madrugada de domingo um ataque contra Israel, com recurso a mais de 200 'drones', mísseis de cruzeiro e balísticos, a grande maioria interceptados, segundo o exército israelita.

O ataque aumentou as tensões entre Teerão e Telavive, já marcadas nos últimos tempos pela ofensiva de Israel na Faixa de Gaza.ANG/Angop

  Irão/ Apreendido navio de bandeira portuguesa por "violação de normas"

Bissau, 15 Abr 24 (ANG) - Irão afirmou hoje ter capturado por violação das normas marítimas internacionais o cargueiro MSC Aries, de bandeira portuguesa e com registo na Região Autónoma da Madeira, propriedade da empresa Zodiac Maritime Limited, com sede em Londres, segundo Reuters.

"O navio foi direccionado para águas territoriais iranianas devido à violação dos regulamentos marítimos internacionais e à falta de resposta às autoridades iranianas", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Nasser Kanani, numa conferência de imprensa.

O diplomata afirmou que o navio "pertence ao regime israelita", referindo-se assim a Israel, e está a ser investigado pelas "autoridades competentes".

Kanaani garantiu que o Irão está "comprometido com a livre navegação no Estreito de Ormuz", de acordo com o direito internacional.

"O Irão está a vigiar todo o tráfego nesse estreito estratégico no âmbito da protecção dos seus interesses nacionais e soberania territorial e tem controlo total e responsável de todos os elementos de entrada e saída", disse o porta-voz.

A Guarda Revolucionária do Irão capturou o navio de carga associado a Israel no Golfo Pérsico no sábado, horas antes de lançar um ataque com mísseis e 'drones' contra Israel.

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Israel Katz, descreveu a captura do navio como uma "operação de pirataria".

A Índia, por sua vez, pediu ao Irão que garantisse a segurança dos 17 indianos a bordo do navio capturado.

O embaixador de Portugal em Teerão, Carlos da Costa Neves, reuniu-se domingo com o chefe da diplomacia do Irão, Hossein Amirabdollahian, para obter esclarecimentos sobre a captura do navio com pavilhão português no Estreito de Ormuz.

Na sequência desse encontro, fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) disse à Lusa que "o Governo continua a desenvolver todas as diligências previstas e adequadas".

Atendendo ao novo contexto e à sensibilidade da situação, é aconselhável manter reserva, acrescentou a fonte do MNE, não dando mais pormenores sobre o encontro.

Questionada sobre se o Governo português pondera ou não agravar as medidas diplomáticas face a este incidente, a mesma fonte disse que essa hipótese não está excluída, tendo em conta o "constante acompanhamento e evolução" da situação.

O navio com pavilhão português, um porta-contentores, foi apreendido no sábado pelo Irão perto do Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, com um total de 25 tripulantes a bordo.

O porta-contentores capturado está ligado à empresa Zodiac Maritime, parte do Grupo Zodiac, com uma frota de mais de 180 navios e pertencente ao bilionário israelita Eyal Ofer.

O navio saiu de Khalifa, nos Emirados Árabes Unidos, com destino a Nhava Sheva, na Índia, e a última posição recebida foi sexta-feira, exactamente no mesmo local perto do Estreito de Ormuz onde foi apresado. ANG/Angop

 

China /Governo apela novamente à contenção para evitar escalada de tensões no Médio Oriente

Bissau, 15 Abr 24 (ANG) - A China voltou hoje a apelar à contenção de todas as partes, depois de o Irão ter disparado no sábado dezenas de veículos aéreos não tripulados ("drones") e mísseis contra Israel, anunciou a Reuters.


"A China apela às partes para que mantenham a calma e a contenção para evitar uma nova escalada das tensões", respondeu o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Lin Jian, quando questionado sobre se a China está preocupada em ser arrastada para um conflito.

No domingo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês manifestou a sua preocupação "com a actual escalada da situação" na região e apelou a "todas as partes para que mantenham a calma e a contenção".

A diplomacia chinesa apelou igualmente à comunidade internacional, "especialmente aos países influentes", para que desempenhem "um papel construtivo na manutenção da paz e da estabilidade regional".

Na semana passada, o Ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, condenou "veementemente" o ataque atribuído por Israel ao consulado iraniano em Damasco, numa conversa com o Secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, na qual apelou também ao respeito pela soberania do Irão e da Síria.

Durante a conversa, Wang sublinhou a "inviolabilidade" das instituições diplomáticas.

A China reiterou que o recente aumento das tensões é "uma extensão" do conflito em Gaza e que, por conseguinte, a "prioridade imediata" é "acalmar a situação" nessa zona.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês tem apelado repetidamente às partes para que "apliquem efectivamente" as resoluções da ONU, "ponham imediatamente termo às hostilidades" e "evitem uma crise humanitária".

Desde Outubro passado, Beijing tem manifestado o seu apoio à "causa justa do povo palestiniano para restabelecer os seus direitos e interesses legítimos" e à solução de dois Estados, ao mesmo tempo que exprime a sua "consternação" face aos ataques contra civis por parte de Israel, que tem instado repetidamente a respeitar a Carta das Nações Unidas. ANG/Angop

 

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Caju/Presidente de ANINGB acusa Governo de tentativa de silenciar atividades dos Intermediários

Bissau, 12 Abr 24 (ANG) – O Presidente de Associação Nacional dos Intermediários de Negócios da Guiné-Bissau (ANINGB), acusou hoje o Governo de tentativa de silenciar os intermediários de negócios na presente campanha de comercialiação da castanha de caju do presente ano.

O Conselho dos Ministros reunido quinta-feira, aprovou o Projeto Decreto que concede a todos os intervenientes o direito de aquisição direta da castanha junto ao produtor, valendo as respetivas licenças para todo o territorio nacional.


A medida deita por terra a possibilidade de o intermediário ser o único que pode comprar a castanha junto ao produtor para dsepois vender ao exportador.

Em reação à decisão do Executivo,  o Presidente de Associação Nacional dos Intermediários de Negócios da Guiné-Bissau (ANINGB), Lássana Sambú diz em  entrevista exclusiva à ANG (ANG), que a decisão não partiu do próprio Governo, mas sim de “pequeno grupo de pessoas que faz parte do Executivo”.

Acrescentou  que não é de hoje que “essas pessoas”  tentam fazer isso, porque “entendem que afastar a ANINGB deste processo será um benefício para eles”.

“Queremos lançar um  apelo ao Presidente da República (PR) Umaro Sissoco Embaló de que o 2º mandato que procura dependerá, fortemente, da presente campanha de caju, mas certas pessoas próximas ao PR, não estão a trabalhar para que isso aconteça”, referiu Sambu.

Segundo o Presidente de ANINGB, o Presidente da República ordenou que seja respeitado  a fixação da base tributária de castanha de caju no valor de 800 dólares por tonelada, num dos comunicados do Conselho dos Ministro, mas Sambú disse que  as mesmas pessoas, que não identifica  desobedeceram o PR e foram calcular a base tributária no valor de 850 dólares por tonelada.

“Estamos tranquilos porque a decisão de fazer com que os nossos parceiros comprem a castanha diretamente das mãos do produtor não vai abortar a nossa relação com os nossos parceiros, nem com os produtores, porque somos o elo de ligação dos parceiros com os produtores, e o próprio Governo necessita de nós para conseguir  financiamentos”, disse Lassana Sambú.

O Governo procedeu no dia 15 de Março, a abertura oficial da campanha de comercialização e exportação da castanha de caju/ 2024, tendo fixado o preço de 300 francos CFA como valor mínimo de compra da castanha junto ao produtor.ANG/LLA/ÂC//SG

,    

Níger / Autoridades militar anuncia ter recebido instrutores e material militar da Rússia

Bissau, 12 Abr 24 (ANG) - Instrutores russos chegaram na quarta-feira a Niamey juntamente com um primeiro carregamento de material militar russo de última geração no âmbito do reforço da cooperação entre a junta militar e Moscovo em matéria de defesa, anunciou quinta-feira à noite a televisão pública nigerina.


Nesta sexta-feira, a 'Africa Corps', entidade considerada como sendo a sucessora do grupo paramilitar russo Wagner em África ,confirmou a sua chegada ao país.

 Ao transmitir imagens da aterragem em Niamey do avião russo de grande porte com material militar, a televisão pública nigerina indicou que a Federação Russa vai "instalar um sistema de defesa antiaéreo" capaz de "assegurar o controlo total do espaço aéreo" do país.

Relativamente aos instrutores militares russos, cujo número não foi especificado, a televisão nigerina referiu que eles "vão assegurar uma formação de qualidade" aos militares nigerinos "para uma utilização eficiente do referido sistema".

No passado dia 26 de Março, o chefe do regime militar no Níger, o general Abdurahamane Tiani, já tinha mantido uma conversa telefónica com o presidente russo Vladimir Putin durante a qual, segundo Niamey, se tinha abordado o "fortalecimento" da cooperação bilateral em matéria de segurança "para fazer frente às ameaças actuais". Isto depois de já em Janeiro, a Rússia ter anunciado a sua intenção de "intensificar" a sua cooperação militar com o Níger.

Em meados do mês passado, a Junta Militar pôs termo com "efeito imediato" ao acordo de cooperação militar que ligava o Níger aos Estados Unidos desde 2012, alegando que era "ilegal" e que "tinha sido imposto unilateralmente" por Washington.

Esta decisão surgiu depois de Niamey ter também virado costas à França cujos militares tiveram que abandonar o país no ano passado, à semelhança do que sucedeu no Burkina Faso e no Mali igualmente dirigidos por regimes resultantes de sucessivos golpes de estado militares desde 2020.

Confrontado, tal como os seus vizinhos imediatos, à violência jihadista, o Níger foi palco de um ataque à bomba "no começo da semana" em que morreram seis militares nigerinos, as autoridades do país especificando ainda que durante esse ataque ocorrido junto da fronteira com o Mali, também foi "neutralizada" pelo menos uma dezena de terroristas.ANG/RFI

  Educação e Saúde/Frente Social promete trabalhar para evitar mais greves

Bissau, 12 Abr 24(ANG) – O porta-voz da Frente Social que engloba os sindicatos do setor educativo e da saúde prometeu, quinta-feira, que vão trabalhar durante um mês para concluir os trabalhos que futuramente vão  evitar greves nos dois setores.

Yoyo João Correia que falava aos jornalistas depois do encontro com o Presidente da República,  disse que abordaram os pontos inscritos no Caderno Reivindicativo, nomeadamente o pagamento das dívidas, efetivação, observância nas nomeações dos diretores-geraise de serviço,  e a reclassificação do pessoal da saúde e da  educação.

O sindicalista afirmou que também falaram com Umaro Sissoco Embaló dos aspetos ligados a necessidade de se melhor as condições infraestruturais das duas áreas, a questão da harmonização do curriculum escolar e dos protocolos médicos.

Correia revelou ainda  que abordaram com o chefe de Estado  a questão de bloqueio de salários dos profissionais dos dois setores, e declarou que não apoiam  as  pessoas que decidiram sair do país por vontade própria  mas que  estão a ser pagos.

Ioio João Correia disse que receberam garantias do Presidente da República de que vai usar a  influência junto do governo para tentar resolver a situação durante o período de um mês.

"O nosso objetivo não é greve. O nosso objetivo é chegar a um entendimento com o Governo para permitir que haja condições objetivas de funcionamento da educação e saúde, enquanto setores essenciais para o bem-estar da população guineense" defende.

Mesmo assim o sindicalista não descarta a adoção de novas medidas e voltar às reclamações se não houver progresso nas negociações.

A Frente Social, que congrega os sindicatos da educação e saúde terminou a 2ª vaga de greve de três dias nas escolas e hospitais públicos do país, no dia 10 de Abril.

Tem estado a reivindicar  o pagamento das dívidas aos Professores e pessoal da saúde, a observância das leis nas nomeações dos diretores-gerais e de serviços e o desbloqueio de salários aos profissionais dos dois setores que se encontrarem fora do país.

Antes do encontro com o Presidente da República contava observar mais uma paralisação nos dois setores, se o desentendimento com o Governo prevalecer, após a 2ª ronda negocial sem consenso sobre a satisfaao das reivindicações. ANG/JD/ÂC//SG

Economia/Preços das moedas para sexta-feira, 12 de abril de 2024

MOEDA

COMPRAR

OFERTA

Euro

655.957

655.957

dólares americanos

610.750

617.750

Yen japonês

3.975

4.035

Libra esterlina

765.000

772.000

Franco suíço

670.000

676.000

Dólar canadense

444.250

451.250

Yuan chinês

84.000

85.750

Dirham dos Emirados Árabes Unidos

165.750

168.750

 Fonte: BCEAO

   África do Sul/Ex-Presidente acusa sucessor de "desrespeitar" justiça

Bissau, 12 Abr 24 (ANG) - O ex-Presidente sul-africano Jacob Zuma acusou quinta-feira o seu sucessor, Cyril Ramaphosa, de "desrespeitar" a Justiça do país.

Zuma, de 81 anos, falava após comparecer no Tribunal Superior de Gauteng, em Joanesburgo, que adiou para 6 de Agosto uma decisão sobre a acção judicial particular, que interpôs desde o ano passado contra o actual chefe de Estado sul-africano, Cyril Ramaphosa.

Zuma recorreu ao tribunal em Joanesburgo, a capital económica do país, após acusar o Presidente da República de não ter agido quando o informou sobre uma suposta má conduta do procurador público Billy Downer, que pretende afastar do processo judicial público que enfrenta há 20 anos no caso de suborno e alegada corrupção pública na compra de armamento em 1999 pela África do Sul democrática pós-'apartheid' quando era vice-presidente da República.

"O senhor Ramaphosa não respeita a lei porque não vai a tribunal, apesar de ter um processo contra ele", afirmou Zuma, citado pela imprensa sul-africana, quando se dirigia a simpatizantes partidários.

Na óptica do ex-Presidente Zuma, que governou a África do Sul entre 2009 e 2018, a liderança do seu sucessor "é um problema" para o país.

"Este líder é um problema. Desde que assumiu o cargo, tivemos problemas. Tínhamos resolvido o problema da (falta) electricidade, mas agora estamos sob constante redução de carga (termo local para apagão)", declarou, acrescentando que decidiu criar a nova formação política uMkhonto weSizwe (MKP) para "salvar a nação" do "ANC de Ramaphosa".

O ex-Presidente sul-africano, que assumiu recentemente a sua dissidência do antigo movimento nacionalista africano, no qual militou desde os anos 1960, preconizou que no próximo mês de Agosto o MKP "estará no comando da nação".

Sobre a recente decisão da Comissão Eleitoral Independente (IEC, na sigla em inglês) de desqualificar a sua candidatura, posteriormente revertida pelo tribunal eleitoral, Zuma questionou: "Desde quando é que o IEC se imiscui na política?". E salientou que "o papel da comissão eleitoral é ajudar os cidadãos a votar". 

"Quem será o próximo Presidente da nação não é da conta da comissão eleitoral", frisou. ANG/Angop

 

Moçambique/ Jornalistas denunciam intimidação e difícil acesso às fontes

Bissau, 12 Abra 24 (ANG) - Moçambique assinalou, quarta-feira,  o Dia do jornalista, com os profissionais da classe a denunciar os actos de intimidação, o difícil acesso às fontes de informação e os entraves ao exercício do jornalismo no país.

A efeméride foi assinalada com o desaparecimento, há quatro anos o desaparecimento, do jornalista Ibraimo Mbaruco, em Palma, Cabo Delgado, e o assassínio, ano passado, doeditor do jornal Ponto por Ponto, Joao Chamusse.

O jornalista Serôdio Towo recorda que estes exemplos trágicos são reveladores daa inércia das autoridades que tardam em encontrar os culpados e das condições em que trabalha a classe jornalística que arrisca, muitas vezes, a própria vida no terreno.

“São exemplos da continuidade de atrocidades contra a classe jornalística, sobretudo quando casos deste gênero não tem nenhum desfecho. É verdade que a vida destes nossos irmãos nossos colegas nunca mais volta, mas se pudéssemos saber o que aconteceu de verdade. Saber quem são os autores já seria um alivio. Como aconteceu para com o caso de Carlos Cardoso há mais de 10 décadas”, recordou.

São ainda muitos os desafios para a classe jornalística em Moçambique. Cândido Mondlane, da direção do Sindicato Nacional de jornalistas, defende que os jornalistas devem ser capacitados e conscientizados dos perigos que correm ao exercer esta profissão

“É cada vez mais urgente profissionalizar o próprio jornalismo e isso vai permitir com que não existam indivíduos imaturos que, por ironia do destino, vão cair nesta profissão”, defendeu.

Em 2023, Moçambique subiu 14 pontos no Índice da liberdade de imprensa dos Repórteres Sem Fronteiras, ainda assim a ONG concluiu que um número significativo de meios de comunicação é "controlado directa ou indirectamente pelas autoridades ou membros do partido no poder, a Frelimo, o que prejudica consideravelmente a sua independência".

A ética e a deontologia profissional estiveram em reflexão em Maputo, neste dia do jornalismo moçambicano, onde o acesso às fontes de informação foi também apontado como um sério entrave ao exercício da profissão, num país onde a carteira profissional ainda não existe. ANG/RFI

 

China/ Governo sanciona duas empresas dos EUA por venda de armas a Taiwan

Bissau, 12 Abr 24 (ANG) - A China anunciou a imposição de sanções contra duas empresas norte-americanas por causa da venda de armas a Taiwan, ilha autónoma que Beijing reivindica como uma província sua, anunciou hoje a Reuters.

As sanções implicam o congelamento dos activos da General Atomics Aeronautical Systems e da General Dynamics Land Systems na China e a interdição de entrada no país de membros da direcção das duas empresas.

As vendas contínuas de armas dos Estados Unidos à região chinesa de Taiwan violam gravemente o princípio “Uma só China”, interferem nos assuntos internos chineses e minam a soberania e a integridade territorial" do país, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Qin Gang, em comunicado.

Sem avançar pormenores sobre o alegado envolvimento das empresas no fornecimento de armas à ilha.

A General Dynamics opera meia dúzia de jactos executivos e desenvolve operações em serviços de aviação na China que continua fortemente dependente da tecnologia aeroespacial estrangeira, mesmo quando tenta construir uma presença própria no sector.

A empresa também ajuda no fabrico do tanque Abrams que está a ser comprado por Taiwan para substituir equipamento obsoleto.

A General Atomics produz os veículos aéreos não tripulados (drones) Predator e Reaper, usados pelas Forças Armadas norte-americanas.

China insiste que o continente e a ilha, para onde as forças nacionalistas de Chiang Kai-shek fugiram em 1949, no final da guerra civil, continuam a fazer parte de uma única nação chinesa.

As sanções foram decretadas ao abrigo da lei de combate às sanções estrangeiras, recentemente promulgada por Beijing, para retaliar contra restrições financeiras e de viagem impostas pelos EUA a funcionários chineses acusados de violações dos Direitos Humanos na China e na região semi-autónoma de Hong Kong.

As entidades detidas a 100% pela General Dynamics estão registadas em Hong Kong, cidade sobre a qual Beijing tem vindo a aumentar progressivamente o controlo político e económico.

Beijing tem ameaçado tomar medidas contra empresas e governos estrangeiros que ajudam a Defesa de Taiwan e a presença militar dos EUA na região, levando a boicotes comerciais e impasses diplomáticos.

Anteriormente, a China tinha já proibido as empresas norte-americanas Lockheed Martin Corp. e Raytheon Missiles & Defense de entrarem no mercado chinês como retaliação pela utilização de um avião e de um míssil para abater um suposto balão espião que sobrevoou o território continental dos EUA no ano passado.

Balões semelhantes têm sido frequentemente avistados sobre Taiwan e oceano Pacífico.

Apesar da ausência de laços diplomáticos formais, depois de Washington ter estabelecido relações oficiais com Beijing em 1979, os EUA continuam a ser a fonte mais importante de apoio e o principal fornecedor de equipamento militar a Taiwan, desde caças a sistemas de defesa aérea.

Taiwan também tem vindo a investir fortemente na indústria de defesa, com a produção de mísseis e submarinos.

A China tinha 14 aviões de guerra e seis navios da marinha a operar em torno de Taiwan nos dois últimos dias, com seis dos aviões a atravessar a zona de identificação da defesa aérea de Taiwan.

A maioria dos 23 milhões de habitantes da ilha opõe-se à unificação política com a China, de acordo com sondagens recentes. ANG/Angop

Alemana/Autoridades  anunciam que detiveram três menores que planeavam ataque terrorista

Bissau, 12 Abr 24 (ANG) - Três menores suspeitos de estarem a preparar um ataque terrorista com motivação islâmica foram detidos e colocados em prisão preventiva no fim de semana da Páscoa, anunciou hoje a justiça da Alemanha.

Os mandados de detenção dizem respeito a três jovens - duas raparigas de 15 e 16 anos e um rapaz de 15 anos, da Renânia do Norte-Vestefália (noroeste) - suspeitos de terem "planeado um ataque terrorista com motivação islâmica e de terem admitido estarem prontos para o realizar", segundo um comunicado de imprensa do Ministério Público de Düsseldorf (oeste).

O Ministério Público alemão não deu mais detalhes sobre o caso “devido à idade dos suspeitos e à investigação em curso”.

O diário alemão Bild publicou que os três adolescentes planeavam atacar agentes da polícia e igrejas em nome do Estado Islâmico (EI) com facas e ‘cocktails molotov'.

“Os jovens consideraram ainda obter armas de fogo”, acrescentou o jornal.

As autoridades alemãs estão atentas à ameaça islâmica, especialmente desde o início do conflito, em 07 de outubro de 2023, entre Israel e o movimento islamita Hamas na Faixa de Gaza.

Numa entrevista ao diário alemão Süddeutsche Zeitung, concedida logo após o ataque terrorista realizado em Moscovo no final de março, a ministra do Interior da Alemanha, Nancy Faeser, sublinhou que “o perigo que emana do terrorismo islâmico permanece agudo” no país.

As autoridades estão ainda mais alertas porque a Alemanha prepara-se para acolher o campeonato europeu de futebol (14 de junho a 14 de julho).

Nessa entrevista, Faeser disse que "atualmente, a maior ameaça islâmica na Alemanha vem do Estado Islâmico - Província de Khorasan (EI-K)", do Afeganistão.

Nos últimos meses, ocorreram duas operações no país contra supostos membros desse grupo extremista.

Dois supostos ‘jihadistas’ afegãos suspeitos de terem preparado um ataque perto do parlamento sueco foram detidos na Turíngia (no leste da Alemanha) em 19 de março.

No final de dezembro de 2023, três supostos islamitas foram detidos, suspeitos de terem um plano para atacar a catedral de Colónia (oeste) na véspera de Ano Novo com recurso a “um carro”.

Até agora, o ataque ‘jihadista’ mais mortífero cometido em solo alemão aconteceu em dezembro de 2016: um ataque com um camião reivindicado pelo grupo Estado Islâmico deixou 12 mortos num mercado de Natal no centro de Berlim.

ANG/Lusa