quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Ambiente/ Parque Nacional de Cantanhez repovoa zona florestal de Cabedu com mais de 11 mil plantas de mangal

Bissau, 17 Set 26 (ANG) - O Parque Nacional de Cantanhez levou a cabo quarta-feira acções de repovoamento das florestas de Cabedu com mais  de 11 mil plantas de mangal(tarrafes) .

Foto Arquivo

Segundo a  Rádio Comunitária de  Fôrea, á iniciativa é do IBAP e é feita no quadro de  reflorestação das áreas de mangal degradadas, do Parque Nacional de Cantanhez, na Região de Tombali. 

A intervenção cobriu uma área  de 12 hectares. Para além da plantação, a equipa procedeu à abertura de valas, com o objetivo de melhorar a circulação e o fluxo da água nas zonas degradadas. 

Segundo os responsáveis do Parque, a abertura das valas deverá permitir uma circulação mais eficiente da água e favorecer o transporte natural das sementes de mangal (tarrafes), contribuindo para a regeneração natural e a recuperação das áreas degradadas através do movimento das correntes de água. 

Os trabalhos de reflorestação prosseguiram noutra zona de Cabedu Balanta, totalizando assim cerca de 11.071 plantas da espécie Avicénia, uma das espécies de mangal presentes nos ecossistemas costeiros. 

A atividade contou com a participação de 60 pessoas, sendo 40 homens e 20 mulheres, que estiveram envolvidos nos trabalhos de plantação e recuperação dos ecossistemas costeiros e de proteção dos recursos naturais do Parque Nacional de Cantanhez. ANG/JD//SG

 

 Política/Ilídio Vieira Té garante que “não haverá presidentes ocultos” e defende novo ciclo político para Guiné-Bissau

Bissau, 17 Set 26 (ANG) - O Primeiro-ministro de Transição e ministro das Finanças Ilídio Vieira Té, defende que o país deve concluir o atual período de transição através de eleições e avançar para um novo ciclo de estabilidade institucional. 

Numa entrevista  concedida à Forbes África Lusófona, publicada quarta-fera(16), Vieira Té  abordou os principais desafios políticos, económicos e institucionais do país, além da criação do Partido Popular Guineense (PPG). 

 Ilídio Vieira Té  defendeu uma clarificação das competências entre Presidente da República, o Governo e o Parlamento. 

Argumentou que parte das crises políticas da Guiné-Bissau resultou de conflitos de legitimidade e de interpretação entre instituições. 

Na sua perspetiva, maiores competências presidenciais devem ser acompanhadas de mecanismos de controlo democrático e responsabilização.

Nesse contexto,  destacou a importância de um parlamento funcional, tribunais independentes, administração eleitoral credível, comunicação social livre, sociedade civil vigilante e eleições regulares.
 

Questionado sobre a sua anterior proximidade política ao ex-Presidente Umaro Sissoco Embaló, Ilídio Vieira Té disse que trabalhou em governos durante a sua Presidência e que existiu confiança política e institucional entre ambos. 

Vieira Té declarou  no entanto que  a sua atual responsabilidade enquanto Primeiro-ministro de transição não está subordinada ao antigo Presidente, nem a  qualquer partido ou grupo político.
O governante disse  que mantém o respeito pelo antigo Presidente, mas que sabe  distinguir relações pessoais e políticas passadas da autonomia necessária para tomar decisões enquanto chefe do Governo.

Vieira Té declarou que o PPG não foi criado para servir de instrumento ou extensão de qualquer personalidade política e defendeu que um partido deve apresentar publicamente os seus dirigentes, ideias e estruturas de decisão. “ Não haverá presidentes ocultos nem centros de decisão paralelos”, declarou.
Na área económica, Ilídio Vieira Té afirmou que a economia guineense apresenta sinais de resiliência e que o Governo conseguiu reforçar a disciplina orçamental e melhorar a gestão da tesouraria.

Segundo os dados apresentados na entrevista, a dívida pública teria passado de 89% para 74%, aproximando o país dos critérios de convergência da UEMOA. 

Vieira Té reconheceu  que persistem problemas estruturais, tais como a reduzida base fiscal, a informalidade, a baixa produtividade e a forte dependência da campanha de castanha de caju.
Para o Primeiro-ministro, a solução para essa situação por que passa a economia nacional, passa por diversificação da economia sem abandonar o setor do caju, por maior transformação local, embalagem e comercialização internacional, além do desenvolvimento da agricultura, pescas, turismo, pecuária, energia e economia digital.
 

Vieira Té ainda apontou o Arquipélago de Bijagós como uma das grandes potencias nacionais no domínio do turismo ecológico. 

Ilídio Vieira Té apontou ainda a previsibilidade das regras, a modernização das Alfândegas, a justiça económica, o acesso à energia e a melhoria das infra-estruturas como condições importantes para aumentar a confiança dos investidores nacionais e estrangeiros. 

Sobre a Administração Pública, o Primeiro-ministro defendeu uma reforma baseada no cadastro dos funcionários, digitalização dos processos, formação contínua, avaliação, mobilidade e valorização do mérito. 

Para o também ministro das Finanças, a reforma do Estado não deve ser confundida com perseguição aos funcionários públicos, deve ser  sim  a criação de uma administração mais eficiente e responsável perante os cidadãos.

Para a juventude, apontou a necessidade de reduzir a dependência do emprego público através da formação técnico-profissional, empreendedorismo, acesso ao crédito e preparação para setores como agricultura moderna, transformação alimentar, turismo, energias renováveis, telecomunicações e economia digital.

Ao falar sobre a sua entrada na política e de seu  percurso o Partido da Renovação Social (PRS),  afirmou que a sua participação política nasceu da convicção de que a política deve servir de instrumento de transformação da sociedade, e considera  o PRS uma “escola política” onde aprendeu a trabalhar em equipa, respeitar estruturas e conhecer melhor a realidade guineense.

Sobre a sua chegada à chefia do Governo, na sequência da rutura da Ordem Constitucional, em Novembro de 2025, o Primeiro-ministro explicou que aceitou a responsabilidade por considerar que o Estado não podia parar, afirmando que, era necessário garantir o funcionamento dos serviços públicos, o pagamento dos salários, o cumprimento dos compromissos financeiros internacionais e a manutenção das relações com os parceiros externos. 

Sublinhou ainda que a transição só terá sentido se conduzir ao regresso da plena legitimidade democrática através de eleições. ANG/MSC//SG




 

Sociedade / Primeiro-ministro anuncia efetivação de mais de cinco mil funcionários públicos entre os quais professores e técnicos de saúde

Bissau, 17 Set 26 (ANG) – O Primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té anunciou a efetivação de mais de cinco mil funcionários na Administração Pública, entre os quais 4.803 professores contratados há cerca de seis anos e 301 técnicos de saúde do Hospital Nacional Simão Mendes.

A revelação  foi feito pelo Coordenador dos docentes Mateus Cá e pela Diretora Clínica do hospital Simão Mendes Luísa Oliveira Sanca Nhaga, após um encontro que durou mais de duas horas, com presença do Ministro da Educação Nacional e Investigação Científica Barros Bacar Banjai, do ministro da Saúde Pública Quinhin Nantote, da ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social Assucénia de Barros, do ministro dos Assuntos Parlamentares Usna Quadé e do Secretário de Estado do Orçamento, Pedro Djata.

No encontro, o governo ouviu os representantes das duas classes, que apresentaram os problemas que afetam os professores e profissionais de saúde, com incidência nos atrasos salariais.

O coordenador dos professores contratados Mateus Cá informou que o chefe do governo comprometeu-se ainda a pagar dois meses em atraso aos docentes e recordou que o Executivo já pagou os salários dos professores contratados referentes ao ano lectivo  2024/2025.

Mateus Cá diz esperar que as promessas sejam cumpridas, pediu  desculpas pelas declarações feitas anteriormente, em conferências de imprensa.

Garantiu que os professores vão regressar às salas de aulas e  diz que  a concretização das medidas anunciadas representa um passo importante para devolução da estabilidade aos sectores da Educação e Saúde.

O Presidente da Associação dos pais e Encarregados de Educação, Lassana Bangura destacou a decisão do Executivo de proibir , a partir do próximo ano lectivo, as cerimónias festivas de entrega de diplomas do pré-escolar ao 12º ano.

Bangura disse que a medida não impede que famílias organizassem, em privado, as passagens dos seus filhos ou educandos.

Segundo Lassana Bancura a decisão também pretende evitar conflitos que se registam  durante a organização dessas cerimónias entre os alunos.

Por sua vez, a Diretora Clínica do Hospital Nacional Simão Mendes Luisa Oliveira Sanca Nhaga afirmou que a efetivação de 301 profissionais  reforça os recursos humanos e melhora a cobertura dos serviços prestados pela principal unidade hospitalar do país.

Luísa Nhaga classificou o encontro com o Primeiro-ministro de histórico, por reunir representantes dos setores da Educação e da Saúde em torno de medidas consideradas estratégicas para os serviços públicos.

A responsável defendeu igualmente que a mediada seja alargada aos hospitais regionais e centros de saúde, acompanhada de uma política de retenção de quadros para travar a emigração dos profissionais. ANG/LPG//SG

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

 

Guiné/Quarenta e um sobreviventes resgatados após piroga virar na fronteira com Serra Leoa

Bissau, 16 Set 26 (ANG) – Quarenta e uma pessoas sobreviveram ao naufrágio, na terça-feira, de uma piroga motorizada no rio Makona, em Nongoa, na prefeitura de Guéckédou, na fronteira entre Guiné e Serra Leoa, enquanto duas pessoas morreram e quatro estão desaparecidas.

A embarcação que fazia travessias entre os dois países, transportava 47 pessoas no momento do acidente, de acordo com a mídia local, citando autoridades locais.

Os passageiros, em sua maioria cidadãos de Serra Leoa, estavam retornando ao seu país após o mercado semanal em Nongoa quando, segundo relatos, a piroga começou a entrar água no meio do rio antes de virar.

Segundo as mesmas fontes, o uso de coletes salva-vidas pelos passageiros ajudou a limitar o número de vítimas.

Duas pessoas morreram e outras quatro, incluindo um soldado, continuam desaparecidas.

Foram iniciadas operações de busca para encontrar os desaparecidos, enquanto as circunstâncias exatas do acidente ainda precisam ser apuradas. ANG/Faapa

 

Educação/”O Exame Nacional efectuado no ano lectivo findo fez-se a título experimental”, diz o DG do INDE

Bissau, 16 Set 26(ANG) – O Diretor-geral do Instituto Nacional para o Desenvolvimento da Educação(INDE), afirmou que o Exame Nacional realizado no ano lectivo transacto em algumas regiões do país, foi a título experimental.

“O Exame Nacional efetuado no ano letivo passado é uma tentativa de reativação do Exame Nacional já existente nos anos anteriores. Por isso pode ser considerado de experimental para melhor preparar a sua efetivação de forma mais condigna”, disse Lívio A. da Silva, em entrevista exclusiva concedida hoje à ANG.

Aquele responsável salientou, a título de exemplo, que o Exame realizado no ano lectivo findo não abrangeu todo o território nacional, mas sim, algumas escolas e localidades do país.

Informou  que o motivo da realização do Exame Nacional em algumas escolas do país tem a ver com o facto de as referidas escolas cumpriram com o Programa Harmonizado produzido pelo INDE.

“Por isso, esse processo pode ser considerado de reativação do Exame Nacional, mas a título experimental”, disse..

O Director-geral do INDE sublinhou que o Exame Nacional sempre existiu no sistema de ensino guineense, mas que foi interrompido com o conflito militar de 7 de Junho de 1998.

“O Exame Nacional é feito quando os alunos terminam cada ciclo, por exemplo, os que concluíram o 4º ano, os que terminaram o 6º ano, 9º ano e 12º ano respectivamente”, referiu  Lívio A. da Silva.

Disse que, no Exame Nacional realizado no ano lectivo passado, constatou-se que houve alto índice de negativas. “Porque o Exame Nacional é efectuado em várias disciplinas de diferentes níveis e por isso  foi constatado altas negativas em algumas, como a matemática”, frisou.

Declarou que, nesta circunstância é difícil saber quem é o culpado por este elevado índice de negativas, entre os professores que cometeram falhas na correção das provas e os alunos.

“São situações muito abstratas e por isso, o Ministério da Educação decidiu criar uma Comissão de verificação das correções das provas feitas, porque as vezes o professor pode falhar na correção e dar negativa ao aluno”, disse.

Lívio da Silva  reconheceu que alguns professores se deparam com dificuldades em termos de abordagem de metodologia do ensino, não obstante existirem igualmente os que são “muito bons” em termos de matéria.

Por outro lado, aquele responsável culpabilizou os País e Encarregados de Educação por falta de acompanhamento dos seus filhos ou educandos.

“Sendo assim, a responsabilidade por esta situação é de todos”, vincou.

O Exame Nacional, segundo Lívio, não abrange apenas as escolas públicas, mas também os privados. Por isso foram seleccionados para fazer parte dessa experiência os liceus João XXIII, São José e outros.

Frisou que os resultados do Exame Nacional experimental realizado no ano passado não serão considerados em termos oficiais.

Disse que foi realizado de forma a permitir a entidade competente neste caso o Ministério da Educação, fazer análise e balanço da situação para depois avançar com a realização do Exame Nacional muito mais bem preparado. ANG/ÂC//SG

 

Justiça/Ministro da Justiça e PGR reforçam parcerias para reforma da Justiça

Bissau, 16 Set 26 (ANG) - O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, João Bernardo Vieira, recebeu hoje, em visita de cortesia, o Procurador-Geral da República (PGR), Amadú Tidjane Baldé, num encontro de análise de mecanismos para o reforço da cooperação institucional entre as duas partes.

Segundo a página de Facebook do Ministério da Justiça e Direitos Humanos, durante a reunião, foram analisados temas prioritários relacionados com a reforma do setor da Justiça, com destaque para a modernização dos serviços, a melhoria da coordenação e o alinhamento das ações estratégicas entre o Ministério da Justiça e a Procuradoria-Geral da República.

Na ocasião, o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos sublinhou a importância de uma colaboração contínua com a Procuradoria-Geral da República, tendo em vista a necessidade de  fortalecimento do Estado de Direito e de  avanço das reformas estruturantes em curso. ANG/MI/ÂC//SG

 

     Gâmbia/ Abertura da Primeira Conferência anual da ARCC em Banjul

Bissau, 16 Set 26 (ANG) - A primeira conferência anual da Autoridade Regional de Concorrência da CEDEAO (ARCC) foi inaugurada na terça-feira,  em Banjul, Gâmbia, sob o tema "Política de Concorrência e Integração de Mercado na CEDEAO: Questões, Desafios e Oportunidades", na presença do vice-presidente da Gâmbia, Muhammad DS Jallow, representando o presidente Adama Barrow.

Essas reuniões, que acontecem ao longo de três dias, reúnem ministros, autoridades da concorrência, órgãos reguladores setoriais, juízes, representantes do setor privado, académicos e parceiros de desenvolvimento.

O objetivo é examinar ações e estratégias que possam fortalecer a política de concorrência, a fim de promover a integração de mercado, o investimento e o desenvolvimento inclusivo na CEDEAO.

Ao longo de nove sessões plenárias, oito grupos temáticos, mesas redondas e apresentações de documentos, cerca de sessenta participantes são convidados a trocar pontos de vista sobre diversos temas, incluindo a cooperação regional e transfronteiriça, a harmonização dos quadros nacionais e regionais de concorrência, a governação e a independência das autoridades reguladoras e o reforço das capacidades técnicas e operacionais.

Em seu discurso, o Presidente da Comissão da CEDEAO, General Birame Diop, expressou a esperança de que a conferência levasse a recomendações políticas práticas, contribuísse para o fortalecimento da cooperação regional e possibilitasse o estabelecimento de uma plataforma sustentável para o compartilhamento de conhecimento na área da concorrência.

"Espero também que esta primeira conferência anual abra um novo capítulo na nossa cooperação regional, continental e internacional e reforce a nossa convicção de que o equilíbrio deve ser um equilíbrio competitivo e que um equilíbrio competitivo deve servir o povo", afirmou.

A reunião conta ainda com a participação de representantes de autoridades da concorrência e instituições internacionais, incluindo o Mercado Comum da África Oriental e Austral (COMESA), a Comunidade da África Oriental (EAC), a Comunidade do Caribe (CARICOM), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e o Banco Mundial. ANG/Faapa

 

Suécia/Democracia mundial enfrenta novo ciclo de deterioração e EUA registam declínio recorde

Bissau,16 Set 26(ANG) – A democracia mundial atravessa um novo ciclo de deterioração, marcado pelo enfraquecimento do Estado de Direito, dos direitos fundamentais e da credibilidade eleitoral, enquanto os Estados Unidos registam níveis democráticos mínimos em vários indicadores.

O alerta consta do relatório “The Global State of Democracy 2026: Democracy in an Age of Conflict”, divulgado pelo Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (International IDEA), que aponta para uma crescente fragilidade das instituições democráticas e os riscos associados para a paz e a segurança internacional.

Este relatório foi divulgado por ocasião do Dia Internacional da Democracia, que se assinala hoje, 15 de Setembro.

Segundo o documento, 57 por cento dos países registaram entre 2020 e 2025 um declínio em pelo menos um indicador-chave do desempenho democrático, sendo 2025 o 11.º ano consecutivo em que mais países apresentaram deterioração do que melhoria.

O Estado de Direito foi a categoria com pior desempenho, com 71 países, equivalentes a 41 por cento dos avaliados, classificados na faixa de baixo desempenho. A independência judicial atingiu o nível mais baixo em 36 anos, enquanto a credibilidade das eleições caiu para um mínimo de três décadas.

Também a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e o acesso à justiça registaram os piores níveis em mais de 30 anos. A liberdade de expressão deteriorou-se em 42 países e a liberdade de imprensa em 23 por cento dos países avaliados.

Nos Estados Unidos, quase metade dos 30 indicadores utilizados pela International IDEA atingiu os níveis mais baixos desde 1975, incluindo independência judicial, liberdade de imprensa e expressão, acesso à justiça, eficácia parlamentar e igualdade económica.

O secretário-geral da International IDEA, Kevin Casas-Zamora, considera que o declínio norte-americano está a enfraquecer os mecanismos de controlo e equilíbrio internos e a reduzir a confiança no multilateralismo e no Estado de Direito internacional.

O relatório adverte ainda que a regressão democrática aumenta as condições favoráveis a conflitos internos e internacionais, sobretudo em países politicamente frágeis, defendendo que o apoio à democracia deve ser encarado como uma prioridade de segurança.

Apesar do quadro negativo, a International IDEA identifica avanços em países como Bangladesh, Nepal, Polónia, Sri Lanka e Síria, onde a mobilização social e a sociedade civil contribuíram para ampliar o espaço democrático.

África e Europa concentraram as maiores parcelas dos declínios, enquanto a Ásia e o Pacífico lideraram nas melhorias. A Europa continua, contudo, a ser a região com melhor desempenho democrático global.

Para Casas-Zamora, investir na democracia significa também investir na paz, uma vez que instituições mais fortes podem reduzir as condições que favorecem conflitos e constituem uma alternativa menos dispendiosa às respostas militares. ANG/Inforpress

 

ONU/António Guterres  nomeia queniano Martin Kimani novo Secretário-geral Adjunto para África

Bissau,16 Set 26 (ANG) – O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, anunciou na terça-feira a nomeação do queniano Martin Kimani como Secretário-Geral Adjunto para África no âmbito dos Departamentos de Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz e Operações de Paz (DPPA-DPO).

O Sr. Kimani, que sucede à ganense Martha Ama Akyaa Pobee, tem mais de 25 anos de experiência nas áreas de relações internacionais, paz e segurança, bem como diplomacia multilateral, afirmou o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, durante sua coletiva de imprensa diária.

O diplomata queniano, que representou seu país na ONU de 2020 a 2024, atuou, em particular, em 2023 como presidente do Conselho Executivo do PNUD, do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), de acordo com um comunicado da ONU.

No setor privado, o Sr. Kimani atuou como presidente e CEO do museu The África Center, em Nova York, diretor executivo do Centro de Cooperação Internacional da Universidade de Nova York e vice-diretor do Centro para a África no think tank Atlantic Council.  ANG/Faapa

IA/Trump e China defendem avanço  enquanto CEOs americanos discutem limites e segurança

Bissau, 16 Set 26 (ANG) - A discussão sobre o crescimento, ou os limites, do desenvolvimento da inteligência artificial (IA) ganha, a cada dia, novas camadas.

Os debates colocam em primeiro plano os CEOs das empresas que estão construindo os sistemas mais poderosos do mundo, alguns dos quais já defendem frear o ritmo dessa corrida. No contraponto, Donald Trump diz que o medo da IA é uma farsa.

O governo chinês também tem interesse em impedir que essa discussão seja usada para criar barreiras que prejudiquem sua corrida tecnológica.

Diante das preocupações com a segurança da IA e apelos para um maior controle desta tecnologia, três grandes empresas do setor – OpenAI, Anthropic e Google DeepMind – anunciaram na terça-feira (15) quetrabalham na criação de um órgão de auto-regulação.

No entanto, a iniciativa esbarra na visão de dois dos maiores governos do mundo: Estados Unidos e China.

Na última segunda-feira (14), durante o All-In Summit, em Los Angeles, Trump proporcionou uma cena inusitada mesmo não estando presente fisicamente no evento. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, estava no palco justamente discutindo o futuro da inteligência artificial quando recebeu uma ligação – que disseram que foi inesperada – do presidente americano.

Huang colocou o republicano em viva-voz, diante de centenas de pessoas, e o presidente chamou de "hoax" – uma farsa – os temores de que os “robôs vão assumir o controle” no mundo e defendeu que os Estados Unidos continuem acelerando o desenvolvimento da IA.

Trump chegou a dizer que quem estiver à frente da corrida da inteligência artificial vai vencer uma disputa estratégica global e chamou os data centers de “o petróleo dos próximos 20 ou 25 anos”.

Para Trump, a IA não é apenas uma questão tecnológica: é a moeda de poder econômico e geopolítico. É bom lembrar que quem recebeu a ligação e colocou o telefone no microfone nessa ligação "inesperada" foi o diretor-geral da Nvidia, atualmente a empresa de capital aberto mais valiosa do mundo, com valor de mercado acima de US$ 5 trilhões.

Em quatro anos, a Nvidia, que fabrica chips que são a infraestrutura fundamental que alimenta os grandes modelos de IA generativa, multiplicou mais de dez vezes seu valor de mercado, impulsionada pela corrida da inteligência artificial e talvez seja a empresa mais diretamente beneficiada por essa explosão do setor. Quanto mais rápido as empresas de IA avançam, maior é a demanda por chips e data centers.

Esse episódio aconteceu no momento em que nomes como Sam Altman, CEO da OpenAI, e Dario Amodei, CEO da Anthropic, pediem mais cautela e regras de segurança no desenvolvimento da IA.

É, praticamente, uma demonstração pública de que Trump está escolhendo um lado na guerra que começou dentro do próprio Vale do Silício e que questiona: acelerar a IA ou desacelerar a corrida o suficiente para a segurança acompanhar.

Foi esse o contexto doartigo publicao por Dário Amodel no último final de semana, no qual o argumento central é que a IA está avançando tão rapidamente que os mecanismos de segurança podem não conseguir acompanhar. E o interessante é que ele é o CEO de uma das principais empresas de IA do mundo, a criadora do Claude.

Sam Altman, da OpenAI, escreveu que concorda que é preciso desacelerar o avanço da fronteira da IA e disse que sua companhia também adotaria a ideia de avaliadores independentes.

Elon Musk, dono da empresa de inteligência artificial xAI, responsável pelo Grok, também apoiou o alerta. Em uma publicação no X, respondeu ao texto de Amodei com apenas três palavras: "Dario está certo".

Na semana passada, Jacob Coxon, pesquisador da Anthropic, revelou ter deixado o emprego e publicou alertas sobre os riscos da tecnologia. O matemático britânico não desencadeou uma crise, mas ajudou a transformar uma preocupação que já existia dentro das empresas em uma discussão pública muito maior.

Jacob disse que o temor não é que a IA tenha desenvolvido consciência, mas que esteja encontrando soluções que seus criadores não conseguem prever. Em julho, num teste da OpenAI, agentes de IA conseguiram se comunicar entre si e acessar sistemas da Hugging Face. O episódio acendeu o alerta sobre esse grau de autonomia que esses sistemas já estão alcançando, e Jacob citou, inclusive, esse evento.

A partir daí, especialistas estão falando de aberturas para agentes de IA capazes de operar com autonomia, ataques cibernéticos, uso militar e desinformação. O americano Dan Selsam, pesquisador da OpenAI, publicou nesta segunda-feira (14) outro alerta e afirma que apenas desacelerar o desenvolvimento dos modelos mais avançados não é suficiente para evitar”o apocalipse da IA”, como o fenómeno já está sendo chamado , e defende mais supervisão e coordenação para lidar com sistemas cada vez mais poderosos e difíceis de controlar.

É interessante frisar também que todas essas falas respingam no mercado financeiro. Na última semana, as ações da Nvidia recuaram cerca de 6%, e os analistas já relacionam a queda à crescente preocupação dos investidores com os riscos e o ritmo do desenvolvimento da inteligência artificial.

No Congresso dos Estados Unidos, a pressão está crescendo, mas ainda não há acordo. Senadores dos dois partidos negociam propostas para obrigar as empresas a prevenir riscos graves e permitir que o governo bloqueie modelos considerados perigosos.

O senador da oposição Bernie Sanders e o deputado Greg Casar querem ir muito além: eles lançaram o Ban Artificial Superintelligence Act, que propõe proibir a chamada superinteligência artificial e pausar temporariamente o desenvolvimento dos sistemas mais avançados, até que existam regras de segurança. Mas é difícil prever que seja aprovado em um horizonte próximo.

A China reagiu acusando os CEOs das gigantes de tecnologia de espalhar medo. Pequim também rejeita a ideia de desacelerar o desenvolvimento da IA e afirma que esse confronto pode atrapalhar a criação de regras globais.

No fim, Washington e Pequim, apesar de estarem em lados opostos em praticamente toda essa disputa tecnológica, convergem em um ponto: nenhum dos dois quer abrir mão da velocidade do desenvolvimento da inteligência artificial. E é justamente aí que ganha força a frase de Trump, que resume a dimensão geopolítica dessa corrida: “Quem vencer a IA vence”. ANG/RFI

 

 

Desporto/Guiné-Bissau é novo membro da Confideração Mundial de Mini-Futebol

Bissau, 16 Set 26 (ANG) – A Guiné-Bissau foi oficialmente admitida hoje, como novo Membro  da Confederação Mundial de Mini-Futbol, na. Assembleia-Geral da Organização, que decorreu esta quarta-feira, em Jacarta, Indonésia.

Segundo  informações enviadas à Agência de Notícias da Guiné (ANG),  via “Whatsap” pelo Presidente da Associação Guineense de Mini-Futebol (AGMF) Califa Soares Cassamá, a admissão  da Guiné-Bissau foi aprovada por unanimidade, pelos membros de pleno direito.

Para Soares Cassamá, essa decisão abre a Guiné-Bissau o caminho para participar nas competições oficiais da “WMF”, e igualmente nas competições organizada pela estrutura africana da modalidade.

“A partir de agora, a nossa responsabilidade é maior, porque daí para frente, pretendemos construir uma estrutura sólida, preparar a nossa seleção, trabalhar para que a Guiné-Bissau esteja presente, com dignidade e competitividade nas grandes competições internacionais”, declarou o Presidente da AGMF.

Cassamá disse que  a AGMF pretende reforçar  parcerias internacionais, formação de recursos humanos, e desenvolvimento do Mini-Futebol no país.

Acrescentou  que, entre os próximos desafios está o Campeonato Africano de Mini-Futebol, marcado para o próximo ano (2027), na República vizinha da Guiné-Conacri.

Disse que a República da Guiné  manifestou a disponibilidade para acolher a próxima Assambleia-Geral da “WMF”, prevista para Janeiro de 2027, tendo igualmente manifestado o interesse em organizar o Campeonato do Mundo de Mini-Futebol de 2029.

A Assambleia-Geral da “WMF” decorre à margem do Campeonato Asiático de Mini-Futebol, que reúne na capital Indonesa, representantes de diferentes Federações e Associações nacionais da modalidade.

O minifutebol é uma variante do futebol tradicional jogada em campos reduzidos e com menos jogadores por equipa, geralmente de 5 a 8 atletas. Conta com menos jogadores em campo (como 5 contra 5, 6 contra 6 ou 7 contra 7).

É praticado em Campo Menor do que um campo de futebol oficial, habitualmente com relva sintética.


A duração
dos jogos são é mais curta, dividida em duas partes (por exemplo, de 20 ou 25 minutos cada). ANG/LLA/ÂC//SG

 

   

CEDEAO/“A Prioridade da Guiné-Bissau é dar autonomia técnica e financeira a ANC-GB”, diz o ministro do Comércio e Indústria, Jaimentino Có

Bissau 16 de Se 26 (ANG) - O ministro do Comércio e Indústria, reiterou,  terça-feira, que a prioridade imediata da Guiné-Bissau reside na plena capacitação e operacionalização da Autoridade Nacional da Concorrência (ANC-GB), dotando-a da autonomia técnica e financeira indispensável para a salvaguarda do mercado e dos consumidores.

De acordo com a página do Facebook da Embaixada da Guiné-Bissau na Gâmbia no Facebook, consultada pela ANG, Jaimentino Có, fez estas afirmações à margem dos trabalhos da 1.ª Conferência Anual da Autoridade Regional da Concorrência da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a (ARCC), que decorre em Banjul, subordinada ao lema “Política de Concorrência e Integração de Mercado na CEDEAO: Questões, Desafios e Oportunidades”.

Na ocasião, o governante partilhou a experiência do país na transição da dependência direta dos quadros comunitários para a consolidação de um regime regulatório e institucional próprio e soberano.

Durante a sua alocução, o titular da pasta do Comércio e Indústria sublinhou que a política de concorrência transcende a mera vertente punitiva, constituindo uma alavanca estratégica para desmantelar barreiras burocráticas, reduzir os custos de constituição de empresas e fomentar o acesso das Pequenas e Médias Empresas (PME) ao financiamento e à inovação tecnológica.

No capítulo dos desafios, Có apontou as assimetrias entre os ordenamentos jurídicos nacionais, a escassez de recursos humanos e financeiros e a premência de harmonizar normas para combater práticas restritivas, abusos de posição dominante e concentrações lesivas, assegurando previsibilidade jurídica transfronteiriça e uma cooperação regulatória regional efetiva;

Sublinhou ainda a imperativa necessidade de distinguir as infrações concorrenciais típicas dos constrangimentos socioeconómicos estruturais, tais como a informalidade generalizada e a excessiva rigidez administrativa.

A cerimónia de abertura dos trabalhos desta conferência foi presidida pelo  Vice-Presidente da República da Gâmbia, Mohammed B.S. Jallow.

Subordinado ao lema “Política de Concorrência e Integração de Mercado na CEDEAO: Questões, Desafios e Oportunidades”, o conclave, com a duração prevista de três dias, reúne delegações ministeriais, peritos e altos representantes dos Estados-Membros da organização sub-regional. ANG/MSC/ÂC//SG

Regiões/ Diretor do Liceu de Quinhamel lamenta insuficiência de alunos para início do ano letivo 2026/2027

Biombo, 16 Set 26 (ANG) – O Diretor do Liceu Regional de Biombo, em Quinhamel lamentou a insuficiência dos alunos matriculados para início das aulas do ano letivo 2026/2027 na data prevista pelo governo, 14 de Setembro.

Em entrevista à ANG,  Nando Carlitos Có revelou que apesar de terem iniciado as matrículas em Agosto até ao momento só conseguiram matricular 40 por cento dos alunos em todo os níveis e diz que isso  comprometeu o arranque das aulas.

Có disse que, em alternativa, vão iniciar uma formação de duas semanas destinado aos professores, a partir do próximo dia  18 , financiado pelo Banco Mundial.

  O Corresponde da ANG para Região de Biombo,  num passeio às escolas públicas da região constatou que nenhuma escola está em condições de dar início ao ano lectivo.

Revelou que o Liceu Regional de Quinhamel matriculou  241 alunos, o de Bijimita só tem cerca de 60 alunos matriculados.

Enquanto que nos liceus de Bissauzinho e Pandim as matrículas estão em curso e com pouca frequência de alunos /MN/JD/ÂC//SG.

 

Cultura / Padre Pápa Paulo Nanque destaca riqueza da cosmologia Pepél em obra literária sobre a tradição da Guiné-Bissau

Bissau,16 set 26 (ANG) – O  Padre Pápa Paulo Nanque destacou a riqueza da cosmologia da etnia Pepél  numa obra literária, intitulada "A Fundação da Terra ou dos Reinos segundo a Cosmologia Pepél",  publicada em três volumes, sobre a tradição da Guiné-Bissau.

Segundo a  Directora Executiva da Casa das Letras - Vasco Cabral, na sua página de Facebook, Suaila Fonseca Cá, a etnia papel constitui um dos principais pilares da espiritualidade e da organização social nacional.

Suaila Cá destaca que a obra do Padre Pápa Paulo Nanque, é  um marco no estudo da tradição espiritual e da visão do mundo da etnia Pepél, que contribui para a valorização do património cultural e religioso da Guiné-Bissau.

“Na tradição Pepél,  “Utchi” é reconhecido como Deus, o ser supremo e criador do universo, enquanto que os irãs são entendidos como espíritos  intemporais que coexistem com a comunidade e desempenham o papel de intermediários entre Deus e os homens”, diz a Diretora Executiva da Casa das Letras-Vasco Cabral.

Acrescenta que a  organização comunitária também assenta na importância do “Djorson”,  linhagem ancestral, e do Régulo, autoridade tradicional responsável por preservar a ordem e a harmonia na comunidade.

Outro elemento central da espiritualidade Pepél, segundo  Suaila Cá, é a “Baloba”, espaço sagrado destinado às preces, aos rituais e ao culto das divindades tradicionais e dos ancestrais.

Nestes santuários,  diz Suaila, a comunicação com o mundo espiritual ocorre através de práticas como o transe ritual, a possessão voluntária e o uso de linguagem sagrada, cujas mensagens são interpretadas pelos “Tcholonaduris”, responsáveis por traduzir os conselhos e orientações dos espíritos para a comunidade. ANG/LPG/ÂC//SG

 

Política /Conselho de Ministros aprova  Estatutos da Escola Nacional de Administração e dá orientações para proibição de festas  de diplomas

Bissau, 16 Set 26 (ANG) – O Conselho de Ministros aprovou os Estatutos da Escola Nacional de Administração (ENA) e do Acordo-Quadro Militar entre a Guiné-Bissau e o Governo da República da Turquia, revela o comunicado deste órgão governamental.

Segundo o comunicado, o Conselho de Ministros orientou o ministro  da Educação Nacional a proibir  as cerimónias festivas de entrega de diplomas nos estabelecimentos públicos e privados, desde o ensino pré-escolar até ao 12.º ano.

Os recentes incidentes em Cabo Verde, envolvendo emigrantes guineenses foram analisados nesta sessão ordinária do Conselho de Ministros presidida pelo Primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té , e o coletivo ministerial decidiu pela sua condenação.

O Conselho de Ministros ainda   apelou à serenidade da comunidade guineense e instou as autoridades cabo-verdianas a garantirem proteção e assistência aos cidadãos da Guiné-Bissau. 

Sobre esses incidentes , fontes do Ministério Guineense dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades  indicaram que não houve vítima mortal mas que um guineense foi atingido numa das pernas por uma bala, estando por isso internado no hospital e fora de perigo de vida.

A sessão do Conselho de Ministros de terça-feira começou com a observação de um minuto de silêncio em homenagem, ao antigo governante Orlando Mendes Viegas, falecido recentemente em França.

O Conselho aprovou um decreto que  atribui honras fúnebres ao malogrado.

Ainda nesta reunião e no quadro de nomeações, o conselho de Ministros aprovou a nomeação de  Iaia Candé para as funções de  governador da Região de Tombali, e de  Iaia Turé para o cargo de .Diretor-geral da Administração do Sistema de Saúde.

As duas nomeações foram justificadas com a necessidade de assegurar a continuidade da ação governativa e reforçar a capacidade de resposta das instituições públicas. ANG/LPG/ÂC//SG