EUA /Autoridades preparam redução drástica de embaixadas em África autorizadas a dar vistos
Bissau, 02 Jun 26(ANG) — O Departamento de Estado norte-americano planeia reduzir drasticamente o número de embaixadas e consulados dos EUA em África que podem processar vistos para estrangeiros que pretendam entrar nos Estados Unidos.
As
quase 50 embaixadas e consulados dos EUA que processam os pedidos de visto
serão reduzidos para 20 nas próximas semanas, de acordo com três responsáveis
norte-americanos e um memorando interno obtido pela agência de notícias
Associated Press (AP).
Ainda
sem data definida, a mudança está prevista para Junho, disseram à AP as
fontes, que falaram sob anonimato.
Numa
teleconferência na passada sexta-feira, diplomatas norte-americanos, incluindo
chefes consulares, foram informados de que os EUA iriam reduzir os seus
serviços de vistos em toda a África, de acordo com um dos funcionários que
participou na chamada.
Ao
abrigo de uma diretiva aprovada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, na
semana passada, o Departamento de Estado vai reduzir as operações consulares em
todos os países africanos, exceto em 20 "centros" de operações,
segundo os responsáveis e o memorando.
O
processamento de vistos em África já foi afetado pela proibição de viagens para
determinados países, bem como pela exigência de que os requerentes depositem
uma caução até 15.000 dólares (aproximadamente 12.900 euros) para se poderem
candidatar e, mais recentemente, pelas restrições causadas pela epidemia de
Ébola.
As
novas regras significam que um cidadão de um país que não seja um centro de
operações terá de se deslocar a um dos 20 locais aprovados, o que pode
representar desafios e custos consideráveis de viagem.
As
secções consulares em países que não sejam centros de operações permanecerão
abertas, mas terão serviços limitados.
Poderão
ainda ajudar os cidadãos americanos com renovações de passaportes e pedidos
consulares de emergência, bem como casos especiais de interesse nacional e
pedidos de vistos diplomáticos.
A
medida faz parte do esforço da administração Trump para restringir a emissão de
vistos para imigrantes e não imigrantes, como parte do seu objetivo mais amplo
de limitar a imigração para os EUA e reprimir aqueles que viajam com vistos
temporários, mas permanecem no país após a expiração do visto.
O
Governo também reduziu o número de funcionários nas embaixadas e consulados de
todo o mundo.
Segundo
o memorando, os 20 centros que permanecerão abertos para todo o processamento
são: Abidjan, Costa do Marfim; Acra, Gana; Adis Abeba, Etiópia; Cidade do Cabo,
África do Sul; Dacar, Senegal; Dar-Es-Salaam, Tanzânia; Djibuti, Djibuti;
Joanesburgo, África do Sul; Kampala, Uganda; Kigali, Ruanda; Kinshasa, Congo;
Lagos, Nigéria; Lomé, Togo; Luanda, Angola; Malabo, Guiné Equatorial; Monróvia,
Libéria; Nairobi, Quénia; Port Louis, Maurícias; Praia, Cabo Verde; e Yaoundé,
Camarões.
ANG/Inforpress/Lusa

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