China/Enchentes provocadas por chuvas recordes deixam mortos e milhares de desalojados
Bissau, 07 Jul 26 (ANG) - O número de mortos após as tempestades violentas e chuvas extremas na China subiu para 17 nesta terça‑feira (7), com centenas de feridos e mais de 100 mil pessoas evacuadas.
A situação levou o presidente Xi Jinping a pedir uma
mobilização total das equipes de resgate.
Uma gravação impressionante exibida pela
TV estatal CCTV mostra uma enxurrada de água barrenta descendo pelas paredes
destruídas de uma represa na região de Guangxi, no sul do país, a área mais
afetada pelas enchentes.
A emissora também mostrou árvores
arrancadas, muros desabados, ruas tomadas pela lama e imagens aéreas revelando
vilarejos completamente inundados e cercados pela água.
No total, em Guangxi, as chuvas intensas
e as enchentes graves provocadas pelo tufão Maysak já deixaram ao menos seis
mortos e 11 desaparecidos, informaram as autoridades regionais em entrevista
coletiva.
Foi
informado que 130 mil pessoas foram retiradas de suas casas e realocadas desde
o início das chuvas, que danificaram quase 13 mil hectares de áreas agrícolas e
causaram prejuízos que ainda estão sendo estimados.
Equipes de resgate retiraram moradores
presos em suas casas usando botes infláveis, distribuíram água e comida, e
montaram camas improvisadas em prédios públicos para acolher os deslocados,
segundo imagens da CCTV.
Ao todo, 40 rios de Guangxi estão com
níveis da água acima do limite de alerta, de acordo com a emissora.
As autoridades de Nanning, capital
regional de Guangxi, elevaram ao nível máximo o plano de emergência para
enchentes, após danos causados em represas.
Na província de Hubei, no centro do
país, “tempestades e ventos violentos” atingiram várias cidades, com tornados
em alguns pontos, segundo a agência oficial Xinhua.
Esse evento climático “extremo” deixou
ao menos 11 mortos e 331 feridos, informou a agência. Uma pessoa seguia
desaparecida, acrescentou a Xinhua, detalhando que cerca de 5 mil casas foram
danificadas, sendo que 22 desabaram completamente.
Diante desses episódios, Xi Jinping
pediu que “tudo seja feito” para ajudar a população, informou a CCTV.
Catástrofes naturais desse tipo são
frequentes na China, especialmente no verão, quando algumas regiões enfrentam
chuvas intensas enquanto outras sofrem com calor extremo.
Chuvas torrenciais devem continuar
atingindo nesta quarta‑feira (8) áreas costeiras e orientais de Guangxi, além
do sudoeste da província vizinha de Guangdong, importante polo industrial,
afirmou Li Guoying, ministro dos Recursos Hídricos.
Cheias mais de seis metros acima do nível de alerta são esperadas na noite desta terça na estação hidrológica de Guigang, uma das cidades mais afetadas de Guangxi, acrescentou o ministro. “A segurança dos reservatórios e diques nas áreas atingidas está sob forte pressão”, destacou.
Em outra região da China, um deslizamento de terra ocorrido nesta terça‑feira em um vilarejo da província de Gansu, no noroeste, deixou ao menos cinco mortos, segundo a Xinhua.
O governo destinou uma ajuda emergencial
de 30 milhões de yuans (quase R$ 23 milhões) para obras de reconstrução na área
afetada, segundo a CCTV.
Cientistas
alertam que a intensidade e a frequência de fenómenos meteorológicos extremos
ao redor do mundo tendem a aumentar conforme o planeta continua a aquecer
devido às emissões de combustíveis fósseis
Em Maio, ao menos 22 pessoas morreram
após fortes chuvas atingirem regiões do centro e do sul do país, onde algumas
áreas registaram “precipitações recordes”, segundo a mídia estatal.
ANG/RFI/AFP

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