Turquia/Rutte pede “revolução industrial transatlântica” perante Rússia, Irão e China
Bissau,
07 Jul 26(ANG) – O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, pediu hoje aos aliados
uma verdadeira “revolução industrial transatlântica” na área da Defesa,
alertando que Rússia, China, Coreia do Norte e Irão estão a trabalhar em
conjunto.
Rutte
falava no Fórum da Indústria de Defesa da NATO, uma iniciativa que decorre à
margem dos trabalhos da cimeira de chefes de Estado e de Governo da Aliança
Atlântica, em Ancara, capital da Turquia, e depois de terem sido assinados esta
manhã vários contratos no valor de milhares de milhões de dólares.
O
secretário-geral da Aliança Atlântica começou por alertar que a Rússia já
investe quase metade do seu orçamento anual em Defesa, a China continua a
modernizar as suas Forças Armadas “sem transparência” e a Coreia do Norte está
a expandir o seu programa nuclear e a abastecer a Rússia.
Além
disto, apesar de “a ação dos EUA ter degradado significativamente” os programas
nucleares e de mísseis balísticos do Irão, continuou Rutte, os aliados têm que
“permanecer vigilantes”. “Estes países estão a colaborar cada vez mais, o que
nos deve preocupar a todos, porque garanto-vos que não têm em mente os nossos
melhores interesses”, avisou.
Para
ultrapassar este desafio, o secretário-geral apelou a uma “revolução industrial
transatlântica de Defesa”, considerando que “o zumbido das máquinas tem de se
transformar num rugido”.
Rutte
instou os governos a continuar a assinar contratos de longo prazo nesta área e
a eliminarem “burocracias excessivas”.
O
líder da Aliança Atlântica salientou que desta cimeira sairá, pela primeira
vez, um “sinal de procura” público das necessidades industriais dos aliados,
realçando que “a procura está lá” e que “isto não é uma anomalia, é uma
tendência”.
O
secretário-geral apontou ainda que desde a última cimeira, em Haia, Países Baixos,
na qual os aliados acordaram em investir 5% do PIB em Defesa, os países
europeus e o Canadá, reforçaram em 258 mil milhões de dólares o seu
investimento na área, combinando os anos de 2025 e 2026. Só no último ano,
realçou, “assistimos a um investimento de 37 mil milhões de dólares destinados
exclusivamente a reforçar a nossa base industrial de Defesa”.
Rutte
realçou que durante a manhã, no Fórum Industrial, foram assinados novos
contratos “de grande envergadura” que se vão traduzir em “mais sistemas de
defesa aérea, mais comunicações por satélite, mais munições, mais drones”.
De
acordo com as projeções da NATO, até ao próximo ano, a Aliança terá capacidade
para produzir cerca de quatro milhões de projéteis de artilharia por ano, “quase
o dobro do ano passado”.
Tudo
isto, sustentou Rutte, é a demonstração de que os aliados “fizeram progressos
reais” e estão a “avançar na direção certa”.
ANG/Inforpress/Lusa

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