terça-feira, 11 de setembro de 2018

Cooperação


    Guiné-Bissau recebe donativo de 1.000 toneladas de arroz da Índia

Bissau,11 Set 18(ANG) - O embaixador da Índia para a Guiné-Bissau, Rajeer Kumak, entregou segunda-feira ao Presidente José Mário Vaz, um donativo de 1.000 toneladas de arroz ao país.

"O primeiro-ministro (Narenda Modi) mandou esta encomenda para o povo da Guiné-Bissau", disse o diplomata aos jornalistas no jardim da Presidência da República.
Segundo o embaixador, o donativo foi aprovado pelo Governo da Índia, que espera o reforço da cooperação com a Guiné-Bissau no futuro.

O donativo visa minimizar as consequências junto da população devido a prejuízos provocados pelas inundações e seca.

O arroz é a base alimentar dos guineenses.

Segundo dados do Ministério da Agricultura, cada guineense consome cerca de 130 quilogramas de arroz por ano, o que significa um consumo anual total de 200.000 toneladas.

A Guiné-Bissau produz apenas cerca de 100.000 toneladas de arroz.
ANG/LUSA

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Política


Primeiro-ministro desvaloriza críticas à organização das eleições 

Bissau,10 Set 18(ANG) - O primeiro-ministro Aristides Gomes, desvalorizou hoje as críticas feitas à organização do processo eleitoral para as legislativas de 18 de novembro, considerando que não são produtivas.

"Penso que esse debate não é produtivo, o que é produtivo é nós analisarmos as condições em que estamos a evoluir e vermos a pertinência de nós organizamos eleições livres e justas que possam contribuir para a estabilização da Guiné-Bissau", afirmou Aristides Gomes.

O primeiro-ministro guineense falava aos jornalistas na sede da cooperação de Timor-Leste em Bissau, para onde se deslocou em visita.

"Aos que estão a trabalhar de facto no processo eleitoral o que lhes interessa é ver a realidade, os fatores de que estão em presença, aquilo que nós controlamos, o que nós não controlamos, os esforços que nós estamos a fazer e o esforço que o mundo inteiro está a fazer para ajudar à estabilização da Guiné-Bissau", salientou.

Para Aristides Gomes, os que querem de facto a estabilização do país e o seu desenvolvimento devem "inscrever-se nessa perspetiva, o resto é um debate que não tem importância nenhuma" para a estabilidade do país.

Sobre a visita à sede da cooperação timorense em Bissau, o chefe do executivo guineense disse que foi testemunhar o reconhecimento da Guiné-Bissau ao apoio que Timor-Leste tem dado para a estabilização do país.

"Sabem que em 2014 foi decisiva a intervenção de cooperação de Timor para que as eleições tivessem tido lugar. Hoje essa intervenção continua, é uma grande riqueza para nós termos um relacionamento que se estende à zonas do mundo muito distantes da Guiné-Bissau", afirmou.

O enviado especial de Timor-Leste para apoio às legislativas timorenses, Tomás Cabral disse que a sua equipa, que chegou na quinta-feira, vem fazer um levantamento das necessidades.

"Nós temos um trabalho feito com o Governo da Guiné-Bissau e viemos fazer um levantamento para ver como é que vamos apoiar", afirmou.

A Guiné-Bissau tem eleições legislativas marcadas para 18 de novembro, mas um atraso na entrega dos ‘kits' de registo eleitoral impediu que o recenseamento tivesse início a 23 de agosto.

O atraso no início do recenseamento e da chegada dos fundos prometidos pela comunidade internacional têm sido criticados por vários partidos políticos, sociedade civil e Comissão Nacional de Eleições, que já defendeu a necessidade de um novo cronograma eleitoral.

 ANG/Lusa

Política


Líder do PAIGC  reitera que todos devem se submeter à justiça


Bissau,10 Set 18 (ANG) - O antigo Primeiro-ministro guineense Domingos Simões Pereira regressou sexta-feira ao país, depois de uma ausência de quatro meses, e afirmou não temer nada, nem a justiça.

Em declarações aos jornalistas no aeroporto de Bissau, perante apoiantes e militantes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, de que é líder), Simões Pereira disse estar disponível para colaborar com a justiça «desde que estejam criadas as condições e respeitados os dispositivos legais».

O Ministério Público tem pedido para ouvir Domingos Simões Pereira no âmbito de um processo, mas o parlamento recusou levantar a imunidade ao ex-governante e agora deputado por considerar que se trata de perseguição política.

«Todos os cidadãos têm de se submeter à justiça. Eu estou de consciência absolutamente tranquila. Criando-se as condições e respeitados os dispositivos legais aplicáveis aos cidadãos, tenho de estar disponível para esclarecer o que for necessário», declarou o líder do PAIGC.

Salientando não temer nada, Domingos Simões Pereira considerou que todos os políticos e dirigentes do país deveriam estar disponíveis para o levantamento da imunidade parlamentar ou política, para se submeterem à justiça caso sejam convocados.

Sobre as eleições legislativas, marcadas pelo chefe do Estado, José Mário Vaz, para 18 de novembro, mas que o Governo tem tido dificuldades de organizar, o líder do PAIGC disse esperar que a data seja cumprida.

Para Simões Pereira, apenas as eleições poderão levar o país a retomar a normalidade constitucional.

«A realização de eleições é o retorno à normalidade constitucional, portanto, isso deve ser a exigência de todos os guineenses», observou o líder do PAIGC, para acrescentar que o seu partido está preparado e confiante na ida às urnas.

Domingos Simões Pereira comentou a presença da população nas ruas de Bissau para o receber como um «sinal de vitalidade do partido» e também «a demonstração de que o PAIGC está preparado» para as eleições.

Bissau foi fustigada na sexta-feia por chuvas torrenciais, mas milhares de pessoas, sobretudo, jovens, acorreram ao aeroporto Osvaldo Vieira para ver a chegada de Domingos Simões Pereira.  
ANG/Lusa