terça-feira, 10 de setembro de 2019

Presidenciais 2019




Bissau,10 Set 19(ANG) - A missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que se deslocou à Guiné-Bissau na sexta-feira afastou a possibilidade de realização de um novo recenseamento para as eleições presidenciais.

"A missão insiste, salvo consenso total da classe política, na manutenção dos cadernos eleitorais utilizados nas eleições legislativas de 10 de março para as eleições presidenciais", pode ler-se, no comunicado, divulgado na segunda-feira ao final da noite, em Bissau.

"Além disso, o atual Governo resultante das eleições legislativas deve permanecer em funções até que sejam realizadas eleições presidenciais, de acordo com as decisões da última cimeira de chefes de Estado e de Governo da CEDEAO", salienta.

A Guiné-Bissau realiza eleições presidenciais a 24 de novembro, mas a correção dos cadernos eleitorais para incluir cerca de 25.000 eleitores que foram recenseados, mas que não conseguiram votar nas legislativas devido a falhas técnicas, está a provocar tensão política no país.

Enquanto o Governo, através do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral, está a proceder às correções que permitem àqueles eleitores votar, os principais partidos da oposição, Movimento para a Alternância Democrática e Partido da Renovação Social, insistem na necessidade de fazer uma atualização do recenseamento ou um novo recenseamento.

A missão da CEDEAO manifestou também estar preocupada com a criação no Governo da secretaria de Estado da Gestão Eleitoral e sugeriu ao executivo guineense que clarifique as suas atribuições ao presidente da Comissão Nacional de Eleições, bem como a todos os atores envolvidos nas eleições.

A CEDEAO pediu também ao Governo que finalize com urgência o orçamento para as eleições presidenciais, para que sejam solicitados os apoios necessários, destacando o nível apreciável de preparação do escrutínio.

Durante a sua estada em Bissau, a missão da CEDEAO reuniu-se com as autoridades guineenses, partidos políticos e candidatos às eleições presidenciais, bem como com os elementos da comunidade internacional.

A missão foi chefiada pelo ministro da Presidência de Conselho de Ministros da CEDEAO e chefe da diplomacia do Níger, Kalla Ankoura, e incluiu o ministro de Estado da Guiné Conacri, Youssouf Kiridi Bangoura, em representação do mediador e Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, e do presidente da Comissão da CEDEAO, Jean-Claude Kassi-Brou. ANG/Lusa


Reino Unido


           Parlamento britânico volta a rejeitar eleições antecipadas
Bissau, 10 set 19 (ANG) - Antes de ser suspenso até 14 de Outubro, o Parlamento britânico voltou a rejeitar,  terça-feira à noite, o pedido do primeiro-ministro Boris Johnson de convocar eleições antecipadas.
Vista do parlamento britânico
A pausa parlamentar vai terminar duas semanas antes da data prevista para o Brexit.
O primeiro-ministro queria nova ida às urnas a 15 de Outubro, ou seja, quando os deputados regressassem da pausa parlamentar que ele lhes impôs. Mas, pela segunda vez em dois dias, Boris Johnson viu a sua proposta de eleições antecipadas rejeitada.
Apenas 293 votaram a favor, longe dos dois terços necessários para convocar novo escrutínio.
Antes do voto, Boris Johnson avisou que não vai pedir um novo adiamento do Brexit, previsto para 31 de Outubro, apesar de uma lei nesse sentido ter sido aprovada pelo Parlamento e ter entrado em vigor, esta segunda-feira, depois da luz verde da Rainha Isabel II.
O chefe do Governo disse ao líder da oposição, Jeremy Corbyn, que se quisesse um adiamento, bastava votar em eleições antecipadas.
Só que antes de qualquer ida às urnas, a oposição quer eliminar a possibilidade de um Brexit sem acordo e, por isso, quer o adiamento da saída de três meses, algo que o Parlamento aprovou na semana passada.
Esse documento obriga Boris Johnson a pedir mais tempo à União Europeia se não houver acordo de saída até 19 de Outubro.
A suspensão do Parlamento suscitou uma vaga de indignação no Reino Unido, com Boris Johnson a ser acusado de impedir voluntariamente os deputados de debater o Brexit para obrigar a um divórcio sem acordo com a União Europeia.
 O presidente do Parlamento, John Bercow, denunciou um “escândalo constitucional” e anunciou a sua demissão também esta segunda-feira.
Outro revés para o primeiro-ministro: a Câmara dos Comuns adoptou um texto que obriga o governo a publicar os documentos confidenciais sobre os impactos de um "no deal" face às suspeitas de que o governo os teria minimizado.
O Brexit estava inicialmente previsto para 29 de Março e já foi adiado duas vezes. Um novo adiamento teria de ser aprovado por unanimidade pelos 27 estados-membros da União Europeia.
Em caso de eleições antecipadas, Boris Johson iria tentar recuperar a maioria que perdeu ao excluir 21 dos seus deputados que votaram pelo adiamento do Brexit e ao ver outro deputado abandonar a sua bancada parlamentar em troca do partido pró-europeu dos liberais-democratas.
No sábado, Johnson sofreu outro revés com a demissão de um peso pesado do seu governo, o ministro do Trabalho Amber Rudd, depois da demissão do seu próprio irmão, Jo Johnson. ANG/RFI


Mundial 2022/Pré-eliminatória


Baciro Candé pede aos Djurtus  maior concentração no jogo frente à São Tomé e Príncipe 

Bissau, 10 Set 19 (ANG) – O seleccionador nacional de futebol da Guiné-Bissau apelou aos seus pupilos uma maior concentração na partida de hoje frente a sua congénere de São Tome e Príncipe, referente à segunda mão da pré-eliminatória para a entrada na fase de grupos de apuramento para o Mundial 2022, a disputar no Qatar.

 Baciro Candé que falava segunda-feira aos jornalistas após o último treino de seleção nacional “os Djurtus disse que tem a consciência de que o jogo não será fácil, masque  com vontade e dedicação podem fazer com que o mesmo se torne “ momento  histórico”  do futebol guineense.

O treinador sublinhou que está confiante de que “os Djurtus” vão dar o máximo para alegrar ao povo guineense e para enriquecer a história do futebol da Guiné-Bissau.

Por outro lado, Baciro Candé lançou um apelo aos adeptos no sentido de irem em massa ao estádio para apoiar a seleção nacional, de modo a dar-lhe mais ânimo para vencer o jogo.

“Os Djurtus estão motivados para a victória, mas também vão precisar de ajuda dos guineenses em geral para que consigam atingir o objectivo final. Por isso, vamos aguardar a contribuição de todos”, disse Candé.

A selecção nacional de futebol da Guiné-Bissau derrotou na passada semana a sua congénere de São Tomé e Príncipe, no seu próprio reduto, por uma bola à zero, na partida referente a primeira mão da pré-eliminatória para a entrada na fase de grupos de apuramento para o mundial 2022, a disputar no Qatar.

 A segunda mão disputa-se hoje a tarde pelas 16h30 TMG, no Estádio Nacional, em Bissau. ANG/AALS/ÂC//SG

Turismo internacional


                            OMT fala de um crescimento de  4% em 2019
Bissau, 10 set 19 (ANG) - O turismo internacional cresceu 4% no primeiro semestre de 2019, com melhorias notáveis no Oriente Médio, na Ásia e no Pacífico, mas registrou um recuo na América do Sul, de acordo com um relatório da Organização Mundial do Turismo, publicado  segunda-feira (9).
Vista da sede da OMT em Madrid
Os destinos da América do Sul sofreram uma queda de 5%. O motivo, segundo a OMT, é o declínio do turismo argentino, que afetou os países vizinhos.
A agência,sediada em Madri, também alertou para uma queda nos gastos com turismo das duas grandes economias latino-americanas, Brasil (-5%) e México (-13%) Globalmente, depois de dois anos com crescimento de 7% em 2017 e 6% em 2018, "o Brasil está retomando sua tendência histórica", afirmou a agência da ONU.
Em geral, o número de turistas internacionais aumentou, chegando a 671 milhões - 30 milhões a mais do que no mesmo período de 2018.
A OMT planeja fechar o ano com uma melhoria de 3% a 4%. A agência atribui esses resultados à força econômica, acessibilidade e conectividade dos voos e à maior facilitação de vistos, mas também alerta para ameaças ao setor.
"Os indicadores econômicos mais fracos, a incerteza prolongada sobre o Brexit, as tensões comerciais e tecnológicas e os crescentes desafios geopolíticos começaram a afetar a confiança de empresas e consumidores", alerta em seu comunicado.
A primeira metade de 2019 foi especialmente positiva para destinos no Oriente Médio, que registraram um aumento de 8% nas chegadas, e na Ásia e no Pacífico, onde cresceram 6%, graças principalmente aos turistas chineses.
O restante dos mercados também melhorou, mas com mais moderação. A Europa cresceu 4%, devido, em parte, à demanda inter-regional, e os EUA e a África, 2%.
Nessas duas últimas áreas, os resultados do norte da África se destacam, com 9% após o golpe sofrido no início da década, e o Caribe (+11%), impulsionado pelos Estados Unidos.ANG/RFI/AFP

Política


         APU-PDGB promete manter  estabilidade política e governativa  

Bissau, 10 Set 19 (ANG) – O partido Assembleia de Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) prometeu  segunda-feira trabalhar no sentido de manter  a estabilidade política e governativa da Guiné-Bissau.

A promessa foi feita pelo primeiro vice-presidente de APU-PDGB Mama Saliu Lamba após um encontro mantido com uma delegação de Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que se encontra no país para avaliação dos preparativos das eleições presidenciais de 24 de Novembro.

Lamba disse que o importante no processo de eleições presidenciais de 24 de Novembro é que tudo corra de forma transparente para que a comunidade internacional possa ter a confiança em colaborar com a Guiné-Bissau de modo a permitir o progresso do país.

“A estabilidade de um país significa o bem comum e a tranquilidade para o povo, por isso, vamos lutar para garantir a paz e bem estar-estar aos guineenses. Jamais pretendemos entrar em situações de conflitos que possam pôr em causa a paz social e o progresso da Guiné-Bissau”, disse.

Saliu Lamba lançou um apelo aos partidos políticos e a sociedade guineense em geral no sentido de trabalharem sempre para o bem de todos, tendo acrescentado que o país merece a segurança interna e a paz social.

“É necessário deixar os conflitos pessoais de lado, porque a Guiné-Bissau é de todos e sendo assim, todos devem pensar simplesmente no bem do próprio país”, disse Mama Saliu Lamba.

O partido APU-PDGB, com cinco deputados e mais outros dois partidos, de um deputado cada, mantêm  uma coligação  com o PAIGC, vencedor, com 47 deputados, das legislativas de março, que permitiu a maioria parlamentar indispensável à estabilidade política e governativa.ANG/AALS/ÂC//SG

África do Sul/Xenofobia


                          Moçambique recebe 400 de seus cidadãos
Bissau, 10 set 19 (ANG) - A África do Sul continua há mais de uma semana a enfrentar uma onda de violência xenófobas que se concentram essencialmente em Pretória e Joanesburgo com um balanço de pelo menos 12 mortos, danos consideráveis e mais e 600 detenções.
Apesar de nenhum moçambicano se encontrar entre as vítimas mortais, Moçambique optou também por acolher de volta os seus cidadãos.
Regressa a Moçambique o primeiro grupo dos 400 moçambicanos que decidiram abandonar a África do Sul e fugir dos ataques xenófobos que já duram há mais de uma semana no país vizinho.
Augusta Maíta, Directora geral do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades INGC, garante que o país já está preparado para receber esta nova vaga de imigrantes.
"Aquelas pessoas que por alguma razão não tiverem para onde ir, já identificámos um espaço em Muamba, onde vamos montar o nosso centro de acomodação."
De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, os actos de violência xenófoba naquele país, já provocaram pelo menos 12 vítimas mortais.
De acordo com dados oficiais, mais de dois milhões de moçambicanos residem na África do Sul, parte dos quais trabalha em minas, agricultura e comércio, incluindo no sector informal com residências nas cidades de Johannesburg, Durban e Nelspruit. ANG/RFI

Burkina Faso


                   Ataques terroristas provocam dezenas de mortos
Bissau, 10 set 19 (ANG) -  Pelo menos 29 pessoas morreram  segunda-feira em dois ataques, um com engenho explosivo improvisado em duas localidades da província de Sanmatenga, no norte de Burkina Faso, segundo as autoridades governamentais e locais.
Segundo as mesmas fontes foram ataques terroristas levados a cabo por grupo jiadistas que operam naquela região.
Num dos ataques foi utilizado engenho explosivo improvisado no eixo Barsalogho-Guendbila. O primeiro balanço começou por ser de 15 mortos e 6 feridos, depois passou para  20 mortos até este mais recente de 29 mortos.
"Este domingo, 8 de setembro, um camião explodiu quando passou em cima do engenho explosivo no referido eixo da província de Sanmatenga", afirmou o porta voz, Remis Fulgance Dandjinou, num comunicado.
Uma fonte da segurança indicou que as vítimas eram na sua maioria comerciantes.
O segundo ataque, foi a 50 quilómetros de Barsalogho, "um ataque levado a cabo por terroristas contra uma coluna de carros", acrescentou o comunicado.
"Cerca de 10 motoristas das viaturas foram mortos", segundo um eleito local de Barsalogho, sublinhando que os carros transportavam alimentos para populações deslocadas de Dablo e Kelbo, visitado por indivíduos armados.
Foram enviados reforços militares para as localidades e estão em curso operações de busca e securização dos perímetros onde ocorreram os ataques".
Burkina Faso, país pobre da África do oeste vive há 4 anos e meio numa espiral de violência levada a cabo por grupos armados jiadistas, com ligações a Al Qaida e ao Estado Islâmico outro movimento terrorista.
Uma cimeira extraordinária dos chefes de Estado sobre a segurança na sub-região está marcada para 14 de setembro, em Uagadugu, capital de Burkina Faso.  ANG/RFI

Função pública


  Servidores do Estado descontentes com atrasos de pagamento de salários

Bissau, 10 Set 19 (ANG) – Alguns funcionários públicos manifestaram hoje as suas inquietações sobre  atrasos que têm sido recorrentes sobre o pagamento dos salários aos servidos do Estado.

Numa auscultação feita hoje pela Agência de Notícias da Guiné (ANG), o funcionário público José Mendes de Carvalho, disse que é muito complicado e delicado a situação que os funcionários públicos atravessam na Guiné-Bissau.

Segundo o funcionário, em nenhum país do mundo é admitido trabalhar sem receber no final do mês, acrescentando  que todos têm famílias e outros assuntos para resolver.

Por seu turno, a funcionária pública  Inês Fonseca de Pina salientou que o Estado da Guiné-Bissau deve recordar que o pagamento do  salário é obrigatório.

“Apesar do actual governo ter iniciado os seus trabalhos um pouco tarde, não implica que nós, enquanto funcionários públicos, não devemos exigir os nossos direitos”, disse Fonseca de Pina.

Acrescentou por outro lado que, o atraso de alguns meses de pagamento salarial por parte do patronato, está á deixar muitos funcionários sem-abrigo e sem poder financeiro para sustentar a sua casa.

 Djulei Abdu Djaló, disse que o governo deve recordar  que as pessoas que trabalham para o Estado  têm responsabilidades familiares, pelo que necessitam de receber para fazer face as suas necessidades.

Para Simões Na Motcha, a crise que o país está á enfrentar não está a ajudar no dia-a-dia  da convivência social dos guineenses.

“O actual governo herdou dívidas do governo transacto, e isto  está á dificultar o  governo no pagamento dessa dívida, mas apelamos o actual governo para fazer tudo para resolver esta situação”, referiu Na Motcha.

Dez dias passam do fim do mês funcionários públicos ainda não receberam os salários de agosto, havendo instituições cujos funcionários  nem de julho receberam. ANG/LLA/ÂC//SG

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Justiça





Bissau,09 Set 19(ANG) - A ministra da Justiça, Rute Monteiro, afirmou que a impunidade e a corrupção na justiça são uma realidade, mas que o actual governo quer “mudar a situação” e tem para o efeito “um projecto de reforma para o sector, para o tornar mais eficaz e eficiente”.
 
 “É preciso reformar o setor para deixar um país às gerações futuras”, sustentou.

"Infelizmente eu tenho de concordar, porque é a realidade. A impunidade é uma realidade, a corrupção é uma realidade, e a fragilidade do nosso setor judicial é também uma realidade", afirmou Rute Monteiro, quando questionada pela Lusa sobre a má imagem que o setor tem no país.


Disse que a reforma é  um processo  doloroso porque vai mexer com interesses instalados, com formas de estar profissionais que não se coadunam com reformas, alguém terá de pagar o preço, mas que por haver  determinação política, vai ser feito. “Essa mudança terá de acontecer",salientou.

"Se nós quisermos ter um país para os nossos filhos e para os nossos netos, esta mudança impõe-se", disse.

Para Rute Monteiro, a reforma tem de ser feita porque a Guiné-Bissau já não tem "por onde cair mais", sublinhando que já ninguém cumpre uma decisão judicial e "não há condições de fazer cumprir as decisões judiciais".

"Não há economia que resista a um aparelho judicial frágil, a um Ministério Público corrupto, não há nenhum desenvolvimento possível, em nenhuma área, daquilo que é a nossa vida enquanto país, que possa fortificar se o sistema judicial não for mudado, não for reformado e melhorado", afirmou.

Rute Monteiro, advogada de profissão, que tem também a pasta dos Direitos Humanos, considerou que nesta matéria houve mudanças devido a uma "atitude firme da comunidade internacional".

"Penso que as coisas mudaram porque uma atitude firme da comunidade internacional depois dos últimos acontecimentos, o que ajudou a travar os ímpetos da violação de direitos humanos por parte das autoridades",disse a ministra.

A governantes referia-se à presença de uma força de interposição da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) no país, a Ecomib, e às sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU a vários militares.

"Eu fui vítima de violação dos meus direitos enquanto profissional e enquanto ser humano nas instalações da Polícia Judiciária, violações essas que foram perpetradas pelo antigo diretor nacional e pelo diretor adjunto nacional da Polícia Judiciária, os processos-crime que eu instaurei estão completamente parados, ambos são delegados do Ministério Público e os processos estão parados desde 2017", afirmou.

Portanto, para a ministra deixou de haver violação dos direitos humanos a determinado nível, mas essa contenção deve-se à comunidade internacional.

"Agora nós temos uma sociedade civil mais ativa que não tem tido medo de denunciar violações dos direitos humanos, mas isso não impediu que as manifestações fossem proibidas, fosse lançado gás lacrimogéneo, que houvesse greves no setor na saúde que provocaram mortes, mata-se uma geração quando se lhe impede o acesso à escola, quando o direito à greve dos professores se sobrepõe ao direito à escolaridade dos alunos",referiu Rute Monteiro.

Para a ministra, "continuam a existir uma série de situações que do ponto de vista dos direitos humanos são preocupantes e devem ter a devida atenção".ANG/Lusa


Política


                       JAAC realiza 2ª Convenção Nacional em Bafatá

Bissau, 09 set 19 (ANG) – A Juventude Africana Amílcar Cabral vai realizar a 2ª Convenção Nacional de 12 à 13 do mês corrente, em Bafatá sob o lema “Novos Desafios, Novas Responsabilidades”.

O encontro tem como objectivo promover uma reflexão sobre as   estratégias e linhas orientadoras da organização para melhor corresponder às expectativas e os desafios do desenvolvimento da Guiné-Bissau.

Numa  conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, o presidente da Comissão Organizadora do evento, Akssumi Luís Có disse que a convenção vai servir como um espaço onde a Juventude Amílcar Cabral (JAAC) vai debater grandes linhas e estratégias que serão adoptadas para o futuro embate eleitoral.

Có disse que assumir um cargo de governação por um jovem não deve ser apenas uma função dele, deve ser sim um elemento de interacção e de transição entre gerações.

“ O ímpeto juvenil hoje, no que diz respeito a assunção do cargo governativo, tem sido muito forte. Tem que ser um elemento de interacção e transição entre gerações que entendemos que não são jovens mas têm vivido experiências de governação, e eles devem compreender que não podem ficar como único ou seja durante todo o tempo no aparelho governativo”, frisou.

Disse que tem que existir uma transição geracional amigável e apaziguador, acrescentando que a mesma transição vai permitir aos jovens compreender que a governação não pode ser tomada duma só vez por eles, assim como não pode permanecer para sempre nas mãos de pessoas que não são jovens, justificando que deve ser  bem trabalhado a entrega de bastião.

Akssumi explicou  que escolheram essa data e a cidade de Bafatá porque 12 de Setembro é data do nascimento do Pai da nacionalidade guineense e cabo-verdiano e igualmente a data de mais um aniversário da JAAC.

“ Escolhemos cidade de Bafatá como a terra natal do Pai da nacionalidade guineense e cabo-verdiano, Amílcar Cabral para podermos realizar a 2ª Convenção Nacional”, disse.

Segundo Akssumi Có, o evento contará com a presença de convidados do MLSTP de São-Tomé e Príncipe, membros de estrutura da JAAC na diáspora: Portugal, Senegal e Cabo-Verde. 

Os participantes vão debruçar sobre os temas: “A Governação face a transição geracional, o Papel da Juventude face as autarquias locais, Que vantagens da integração sub-regional, O feminismo de Amílcar Cabral, O desemprego jovem e  suas consequências”. ANG/DMG//SG

Infraestruturas rodoviárias


“Estradas de Pessak e Avenida de Combatente de Liberdade de Pátria serão reabilitadas a partir  de outubro”, diz DG

Bissau, 09 Set 19 (ANG) - O Director-geral de Infraestrutura de Transportes Terrestre revelou que vão começar os trabalhos de reabilitação das estradas de Pessak e da Avenida  Combatente da Liberdade da Pátria no próximo mês de Outubro.

Ismael Marculino Soares da Gama, em entrevista exclusiva à Radio Sol Mansi  considerou de anormal a situação em que se encontra a estrada de Pessak e a forma como os cidadãos são transportadas nas motos.

“Apesar de não concordamos com a forma como os cidadãos são transportados, nada podemos fazer uma vez que a estrada de Pessak está nas péssimas condições, mas, assim que fizemos os nossos trabalhos de reabilitações tudo vai mudar”, garantiu aquele responsável.

Lançou um apelo aos moradores de Pessak no sentido de terem a paciência, tendo prometido que vão solucionar as suas dificuldades no que concerne a situação da estrada local.

Informou que actualmente os moradores do Bairro de Pessak são transportadas nas motos a partir de 18 horas da tarde e que cada moto carrega três pessoa, uma  situação que considera de inadmissível.

“A própria condição de estrada é que incentiva o transporte de indivíduos nas motos, mas tenho a certeza que com a reabilitação das estradas, haverá muitos carros e ninguém terá interesse em apanhar uma moto”, referiu.

Por outro lado, Ismael Marculino Soares da Gama disse que na Avenida Combatentes da Liberdade da Pátria a reabilitação vai iniciar  a partir da entrada do Seminário, do Bairro de Brá até Guimetal, devido aos riscos que o troço apresenta aos condutores.

Soares da Gama justificou que os trabalhos de reabilitação só iniciam em Outubro devido a intensidade das chuvas em meses precedentes. ANG/AALS/ÂC//SG

Presidenciais 2019


  José Mário Vaz diz que Guiné-Bissau não será entregue à qualquer pessoa

Bissau 09 Set. 19 (ANG) – O Presidente da República cessante e candidato a sua própria sucessão nas próximas eleições presidenciais, afirmou no Domingo que o próximo Chefe de Estado da Guiné-Bissau deve ser uma pessoa digna, limpa e que não vai vender o país.

José Mário Vaz que falava num comício popular, no Bairro de Mindará perante milhares de apoiantes, disse que o lugar do Presidente da Nação não vai ser entregue à qualquer pessoa.

Mário Vaz frisou que os bens de que dispõe actualmente, são fruto do seu trabalho árduo como empresário bem-sucedido ao contrário de muitos outros que nunca fizeram nada e nem deixaram boas marcas nos cargos ocupados ou seja, são excelentes só quando estão no poder para poderem roubar o que é de todos, salientando que nunca isso vai acontecer.

Jomav como é conhecido disse que é fundamental o respeito pelas leis do país, porque segundo ele, o que se verifica na Guiné-Bissau é o contrário, tendo agradecido o papel das Forças Armadas, em não imiscuir nos assuntos políticos, apesar de muita pressão para fazerem a sublevação, por parte de alguns políticos, cujos nomes  se escusou de chamar.

Numa alusão clara ao líder dos libertadores, José Mário Vaz frisou não ser contra o PAIGC nem os seus dirigentes, mas que tem como alvo uma pessoa  que vai tirar do partido para que a terra possa esfriar.

“Essa pessoa quer tudo só para ele e os outros não têm direito à nada. Porque em pleno século XXI, um dirigente político não pode implantar ditadura num partido e ainda pretende ser Chefe de Estado “,disse.

Jomav garantiu aos presentes de que enquanto estiver vivo estará disposto a dar, se for o caso, a sua própria vida por este país, acrescentando que, mas a ditadura nunca mais vai voltar à Guiné-Bissau, salientando que durante cinco anos remeteu-se ao silêncio, prometeu que, quando chegar a hora de falar vai o fazer com papéis.

Mário Vaz falou sobre a necessidade do dinheiro de Estado entrar nos cofres de Estado, caso contrário não vai ser possível falar da construção das estradas, escolas, hospitais, apoiar as mulheres e jovens.

“Nesta campanha eleitoral, vão ouvir muitas coisas que foram guardadas durante cinco anos porque vejo que as pessoas estão com fome de chegar a Presidência da República, mas nunca vão o conseguir “,vincou.

Em nome dos jovens do Bairro de Mindará, Victorino da Silva disse que vão apoiar o Jomav em todos as vertentes e que a juventude do referido bairro irá seguir o seu exemplo, e sendo um mindarense os jovens, homens em mulheres do bairro estão com ele nesta batalha.

“Por isso quero dizer que o segundo mandado de José Mário Vaz já é uma realidade, falta só a confirmação no dia 24 de Novembro “,disse.

Por seu turno,  em representação das mulheres do bairro,Maria Augusta  apelou ao voto massivo no Jomav, no próximo dia 24 de Novembro, por ser um filho da casa, salientado que não existe outra alternativa à ele.

Estavam Presentes no comício, entre outros, a primeira-dama, Maria Rosa Vaz,  o mandatário e o director nacional  da candidatura de Jomav à Presidência da República, respectivamente Eduardo Costa Sanhá e Botche Candé.ANG/MSC/ÂC//SG

Religião


                     Papa deixa Moçambique com mensagem de paz
Bissau, 09 set 19 (ANG) - O papa Francisco terminou,  sexta-feira, a sua visita de três dias a Moçambique com uma missa campal no estádio do Zimpeto, em Maputo.
Perante milhares de pessoas, o líder da Igreja Católica apelou à reconciliação nacional e fez alusão à situação de violência armada em Cabo Delgado.
No dia em que se assinala um mês após a assinatura de um acordo de paz entre Governo e a Renamo, Francisco pediu que se amem os inimigos, sem lhes responder com violência, numa homília em que fez alusão à situação de violência armada em Cabo Delgado.
"Muitos de vós podem ainda contar em primeira mão histórias de violência e discórdia, uns na sua casa, outros de conhecidos" e "outros ainda pelo temor que feridas do passado se repitam e tentem apagar o caminho de paz já percorrido, como em Cabo Delgado", referiu.
A região nortenha de Moçambique enfrenta desde há três anos ataques a aldeias feitos por grupos armados dos quais pouco se conhece, além dos indícios de radicalização islâmica. Os ataques já provocaram pelo menos 200 mortos e milhares de deslocados internos.
Desde que chegou, na quarta-feira, o papa Francisco saudou os esforços pela paz em Moçambique e apelou aos jovens para que sejam persistentes e protagonistas da pacificação.
Por outro lado, o líder da igreja católica defendeu a necessidade de se colocar em prática a reconciliação nacional em Moçambique e lamentou a vivência do povo abaixo do nível de pobreza num país onde os recursos naturais são abundantes.
O papa falou perante 90 mil pessoas que assistiram à missa no Estádio Nacional do Zimpeto em Maputo. O acto marcou o fim da sua visita de três dias a Moçambique.
A visita à África Austral continua em Madagáscar e nas ilhas Maurícias.ANG/RFI


Presidenciais 2019


           Domingos Simões Pereira  diz que velará pelos mais fracos
Bissau, 09 set 19 (ANG) -  O ex-Primeiro-ministro ,Domingos Simões Pereira,foi investido sábado pelo PAIGC como candidato oficial às eleições Presidenciais de 24 de Novembro.
Intervindo na ocasião, Simões Pereira realçou que o chefe de Estado deve promover a unidade entre os guineenses e defender os interesses dos mais fracos.
Em comício popular no espaço verde em Bissau, perante vários membros do Governo, incluindo o primeiro-ministro Aristides Gomes, o candidato apoiado pelo PAIGC  promete promover aa unidade entre os guineenses e ser o porta-voz das camadas mais vulneráveis da população, isto é, as crianças, as mulheres e os idosos.
No caso de ele ser eleito no dia 24 de Novembro, Domingos Simões Pereira prometeu trabalhar com o Governo, para alterar os dados de um relatório da UNICEF que apontam que 20% de idosos da Guiné-Bissau dormem todos os dias sem se alimentarem a noite.
Simões Pereira acha não faz sentido, que em pleno ano de 2019 haja algum guineense a passar fome.
Ser o primeiro embaixador da Guiné-Bissau, ser o garante da Constituição e respeitador do voto popular, são outras das garantias que Domingos Simões Pereira deu aos presentes no comício realizado no bairro de Ajuda em Bissau.
DSP, como também é conhecido, anunciou que com ele na Presidência não haverá demissões do Governo por iniciativa do Presidente, que o nome da Guiné-Bissau voltará aos píncaros da fama como já aconteceu no passado recente,bem como o palácio presidencial será aberto ao povo. ANG/RFI


Presidenciais 2019


Úmaro Sissoco Embaló lança candidatura com apoio do Movimento para Alternância Democrática

Bissau,09 Set 19(ANG) – O antigo primeiro-ministro, Úmaro Sissoco Embaló lançou a sua candidatura às eleições presidenciais de 24 de Novembro com o apoio do Movimento para Alternância Democrática(MADEM-G15).

Numa cerimónia realizada sábado nas instalações da Ponta Gardete no sector de Prábis, Sissocó disse  que, se for eleito Presidente da República, será o fiel interprete e respeitador da Lei magna da Guiné-Bissau.

“Com efeito, vamos assegurar a necessária relação e interdependência entre os órgãos da soberania. Vamos ainda trabalhar para que as autoridades exerçam as suas funções constitucionais, concorrendo todos, para a satisfação das necessidades colectivas”, prometeu.

Úmaro Sissoco Embaló garante ainda pôr o homem no centro da sua actuação enquanto primeiro magistrado da Nação.

Disse que a autoridade de Estado guineense está circunscrita aos centros urbanos, denotando assim uma descarada ausência de Estado nos lugares onde se encontra a maioria da população do país, deixando-a a sua sorte.

“Vamos, com recurso a magistratura de influência, refundar o Estado, o que passa por instituir políticas públicas que ponham o homem  no centro das suas actuações e a favor da população em toda a extensão do território nacional, tratando-lhe de maneira igualitária, fazendo deste modo a Guiné-Bissau um país viável”, vincou.

O político e igualmente terceiro vice Coordenador do Movimento para Alternância Democrática(MADEM-G15), promete ter como cavalo de batalha da sua presidência, a união entre os guineenses, acrescentando que, “não podemos continuar a viver de costas voltadas”.

“Vamos trabalhar no sentido de elevar valores comunicáveis à todos e que nos possam fazer sentir parte de um todo e contribuir para uma Guiné melhor para todos os seus filhos”, almejou.

Afirmou que a sua filosofia de vida, o seu percurso profissional, o ambiente em que cresceu permite-lhe jogar o papel de unir os guineenses, salientando que, não se pode jamais permitir que as pequenas diferenças se sobreponham, a tudo que temos em comum.

“As políticas sectoriais merecerão uma atenção especial na nossa presidência, procuraremos com recurso a necessária colaboração com o Governo, contribuir para proporcionar a melhoria de condições de vida da nossa população em todos os sectores da vida”, disse.

Em relação às Forças Armadas, Úmaro Sissoco Embaló sublinhou que a reforma não pode e nem deve ser entendida como mandar gente fardada para casa e meter novas caras.

“É certo contudo que o serviço militar obrigatório é necessário, o que pode traduzir-se na renovação das nossas Forças Armadas, aqui estamos de acordo”, informou, acrescentando que porém a reforma passa necessariamente pela modernização das Forças Armadas, torna-las aptas a cumprir com o seu papel de defesa da integridade territorial.

O evento foi antecedido pela escolha do Director Nacional e Mandatário da Campanha de Úmaro Sissoco Embaló, na pessoa de  Soares Sambú e Marciano Silva Barbeiro,respectivamente, eleitos pelos membros do Conselho Nacional do MADEM-15 através de votos de aclamação.ANG/ÂC//SG