quarta-feira, 10 de setembro de 2014

 Independência da Guiné-Bissau

Embaixada em Lisboa promove debate sobre reconhecimento de Portugal

Bissau, 10 Set 14 (ANG) - A Embaixada da Guiné-Bissau em Portugal promove hoje a tarde uma conferência sob o lema “ Visão histórica do reconhecimento de facto da Republica da Guiné-Bissau pelo estado português – 40 anos – protagonistas e elementos de análises”.

Segundo uma comunicação via email da embaixada guineense em Lisboa a iniciativa realiza-se no quadro das comemorações da independência da Guiné-Bissau a celebrar no dia 24 de Setembro.

Foi no dia 10 de Setembro de 1974  que Portugal reconheceu a Independência da Guiné, proclamado unilateralmente um ano antes pelos guerrilheiros do PAIGC nas  matas da Guiné.

A Conferencia que deve decorrer na Fundação Mário Soares terá como oradores o professor Eduardo Costa Dias, o Coronel Carlos de Matos Gomes e o Embaixador Mário Cabral.

A moderação da conferencia que tem como cartaz um Poster de Amilcar Cabral estará a cargo de Eduardo Monteiro.

Os organizadores da conferência  convidaram ao Presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassama para presidir a cerimonia de encerramento. ANG/SG

Defesa e Segurança

Chefias militares ausentes na reunião sobre reformas no Gana

Bissau,10 Set 14 (ANG) - Os militares da Guiné-Bissau que deveriam participar numa reunião internacional no Gana, para discutir reformas no sector de defesa e segurança do país, não chegaram a viajar, anunciou terça-feira fonte militar.

Segundo a fonte, por indicação do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas guineense, deviam participar nos trabalhos os coronéis Lassana Mansali e Dinis Incanha, mas acabaram por não se deslocar devido a "questões burocráticas".   

A capital do Gana, Acra, acolhe entre quarta a quinta-feira, a 34ª reunião ordinária do Comité de Chefias de Defesa da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO).  

 Da agenda consta "o Programa de Reforma do Sector de Defesa e Segurança [DSSRP na sigla inglesa] da Guiné-Bissau e a revisão do mandato da missão [da força de estabilização] da CEDEAO no país, a ECOMIB".   

Questionado sobre os motivos da ausência, à margem de um encontro com a comunidade internacional, na terça-feira em Bissau, o primeiro-ministro Domingos Simões Pereira disse desconhecer a ausência da comitiva do país no encontro.

 "A Guiné-Bissau tem-se manifestado a favor da continuidade" da ECOMIB no país, realçou, remetendo os detalhes da matéria para o Presidente da República, José Mário Vaz.  

A Guiné-Bissau acolheu o último encontro do Comité de Chefias de Defesa da CEDEAO, realizado em Fevereiro, em Bissau.
ANG/Angop
 


Ébola

Três cidadãos da Guiné-Conacri estão de quarentena em Bafatá

Bissau,10 Set 14 (ANG) - Três cidadäos da Guiné-Conacri estão de quarentena no Hospital Regional de Bafatá no leste da Guiné-Bissau, como medida de prevenção do vírus Ébola, anunciou terça-feira à Lusa o diretor da instituição.

Mamadu Lamine Sambu disse que os três “estão bem e não têm sintomas” de infeção, mas entraram no país a partir da Guiné-Conacri, país vizinho afetado pelo surto que assola várias zonas da África Ocidental.

Explicou que uma mulher está na unidade há uma semana, dois homens entraram há seis dias e todos devem permanecer no hospital “durante 21 dias”, prazo máximo durante o qual a doença pode surgir.

“É o que vamos fazer com qualquer pessoa que tenha entrado em Bafatá vindo da Guiné-Conacri”, sublinhou Mamadu Sambú, diretor do hospital.

Informou que a unidade de saúde tem falta de medicamentos. Conta apenas com sete conjuntos (“kits”) de equipamento de proteção para os profissionais de saúde lidarem com pessoas  suspeitas de infeção.

Desde o início do ano, um surto de Ébola na África Ocidental já fez mais de dois mil mortos na Guiné-Conacri, Serra Leoa, Libéria, Senegal e Nigéria. A Guiné-Bissau não registou qualquer caso.
ANG/Lusa



Instituto Marítimo Portuário

Priorizada reabilitação do sistema de sinalização

Bissau,10 Set 14 (ANG) – O novo Presidente do Conselho de Administração do Instituto Marítimo Portuário, afirmou que a sua prioridade vai ser a reabilitação do sistema de sinalização marítima da Guiné-Bissau.

Em declarações à ANG a margem da cerimónia de sua investidura, Carlos Silva sublinhou que é urgente a reparação das boias luminosas e faróis no Canal de Geba que dá acesso ao Porto de Bissau.

“As pessoas afirmam que o Porto de Bissau é caro. Não. O que é realmente caro são os fretes com o destino à Guiné-Bissau, porque ao longo do Canal de Geba não existem faróis de sinalização”, explicou aquele responsável.

Carlos Silva revelou, a titulo de exemplo, que actualmente os navios mercantes para entrarem no Canal de Bissau  aguardam  durante 12 horas a claridade da luz do dia.

“As pessoas não têm a noção de quanto custa ter um navio de longo curso parado 12 horas num local. Todos esses estrangulamentos são debitados no custo de transporte para à Guiné-Bissau”, disse.

O Presidente do Conselho de Administração do Instituto Marítimo Portuário frisou que o custo de transporte dos contentores de França para Dakar é mais barato em relação ao custo de  Dakar-Bissau.

Carlos Silva adiantou que os Comandantes dos navios alegam que não têm segurança para entrar à Bissau porque correm os riscos, que muitas vezes são contabilizados e adicionados aos custos dos fretes.

“O problema reside ai e não nas tarifas portuárias que a Administração dos Portos da Guiné-Bissau cobra aos utentes. Há  estrangulamentos  devido a falta de segurança no canal com a ausência de boias e faróis e falta de rádios de comunicação”, esclareceu.

 “No canal de Geba existem muitos bancos de areia e pedras que acarretam perigos para a navegação marítima”, salientou a concluir.ANG/ÂC/SG







Solidariedade

Guiné-Bissau oferece material de prevenção à Guiné-Conakry

Bissau,10 Set 14 (ANG) - A Guiné-Bissau vai oferecer material de prevenção do vírus de Ébola à vizinha Guiné-Conacri, anunciou na terça-feira o primeiro-ministro Domingos Simões Pereira durante uma reunião com representantes da comunidade internacional em Bissau, em que agradeceu os apoios dados ao país para prevenir o Ébola.

O líder do governo guineense justificou o donativo com os laços de "amizade e irmandade" que unem os dois países.

A oferta vai ser entregue na quarta-feira, por via dos canais diplomáticos, e inclui equipamentos de protecção e desinfectantes.  

 O líder do Governo salientou ainda que a decisão de fechar as fronteiras com a Guiné-Conacri, em Agosto, baseou-se estritamente em "orientações técnicas" e que, apesar das críticas da população, espera que a medida não afecte as relações entre os dois lados da fronteira.   

 Segundo referiu, o assunto foi tratado com o embaixador da Guiné-Conacri em Bissau e em conjunto chegaram inclusive a tratar da abertura de "corredores humanitários" para levar abastecimentos às comunidades que ficariam isoladas devido ao encerramento dos postos de passagem.

 No final do encontro com a comunidade internacional, a ministra da Saúde, Valentina Mendes, descartou a possibilidade de virem a ser encerradas também as fronteiras a norte com o Senegal, depois de ter sido detectado um caso no país.  

Ainda segundo a ministra, a Guiné-Bissau continua a precisar com urgência de um "kit" laboratorial para manter em marcha o plano de prevenção contra o Ébola.  

Apesar dos agradecimentos feitos pelo primeiro-ministro à comunidade internacional, pelo apoio concedido à Guiné-Bissau, a titular da pasta da Saúde recordou que, a nível da sub-regional, os ministros da Saúde da África Ocidental continuam a pedir um apoio mais expedito face à ameaça do Ébola.

O apelo foi feito num encontro realizado em Acra, capital do Gana, em Agosto.  
ANG/Angop