Reiterado empenho do governo no aumento da produção
de arroz
Bissau, 10 Nov 14 (ANG) - O Secretário de Estado da
Segurança Alimentar Filipe Quissangué reiterou, este fim-de-semana em Bafatá, o
empenho do executivo no aumento da
produção do arroz, assim como na diversificação da cultura visando a redução da
insegurança alimentar nos agregados familiares da região.
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| SESA usando da palavra durante no acto de enceramento |
Filipe Quissangué falava na cerimónia de enceramento da primeira
conferência sobre a segurança alimentar na região de Bafatá, na qual enalteceu a
contribuição da agricultura na economia nacional, acrescentando que a agricultura
contribui com cerca de 50 por cento ao Produto Interno Bruto, mais do que a
indústria e outros serviços.
Por isso, considerou que o país não pode continuar a
investir mais 40 milhões de dólares na importação destes cereais.
O Secretário de Estado de Segurança Alimentar solicitou o
apoio da comunidade internacional e colaboração efectiva das ONGs que actuam no
domínio da agricultura na Guiné-Bissau para o desenvolvimento do sector.
“O desenvolvimento da agricultura passa necessariamente
pela criação de condições em termos materiais e de recursos humanos suficientes”, disse.
Quessangué defendeu
a criação de uma escola de formação de técnicos agrónomos na Guiné-Bissau, para
se reduzir a utilização de quadros estrangeiros nesse domínio, nos próximos 10
anos.
Na qualidade de conselheiro para a área agrícola, da Organização Holandesa de
Desenvolvimento (SNV), António Spencer Embaló destacou que a conferência permitiu
que se tenha mais conhecimentos sobre as
características da região, facto que
deverá facilitar a elaboração de estratégias de intervenção para o aumento da
produção do arroz.
Segundo Spencer, a
Guiné-Bissau não deve continuar a depender do exterior para obter mais de 80 mil
toneladas de arroz para garantir a segurança alimentar.
“Isto significa que, se houver o aumento do preço no
mercado internacional vamos ter problemas. Temos a obrigação de aumentar a nossa produção para
minimizar a situação de insegurança alimentar na Guiné-Bissau”, sublinhou.
Sambél Baldé
participante e coordenador da ONG
PROAGRI considerou de positivo a conferência “porque permitiu aos elementos das
organizações que actuam no domínio da agricultura em deferentes regiões se reflectirem sobre a segurança alimentar na
região.
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| Foto familia dos participantes na Conferência |
“A Região de Bafatá se depara com sérios problemas dentre
os quais, o fraco poder económico, a falta de meios materiais para a produção de
arroz em grande escala , de insumos e de capacidade técnica por parte da
população”, explicou Sambél Baldé.
Interrogado sobre o nível da insegurança alimentar na Região
de Bafatá, o coordenador informou que Bafata está entre as três mais alto do país, mas disse acreditar na sua melhoria uma vez que a conferência
deixou indicações e estratégias que
devem ser aplicadas para a sua redução.
Sambél Baldé afirmou que a região tem potencialidades
agrícolas tendo em conta os seus rios férteis
para a prática da agricultura, particularmente a orizicultura.
ANG/LPG/SG