segunda-feira, 17 de julho de 2017

Sociedade



PDD repudia proibição da manifestação do Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados

Bissau,17 Jul 17 (ANG) – O Partido Democrático para o Desenvolvimento (PDD) repudia com veemência atitude do Ministério do Interior em proibir, no sábado passado, a manifestação do Movimento dos Cidadãos Conscientes e inconformados (MCCI).


Em comunicado a imprensa à que a ANG teve hoje acesso, a Comissão Política Nacional desta formação política defende que a manifestação é um direito fundamental dos cidadãos que se exerce sem necessidade de qualquer autorização do governo ou de outras autoridades públicas.

“Por esta razão a sua proibição por motivos de segurança deve ser demonstrada e fundamentada,facto que não aconteceu”, observa o PDD que acrescenta que, por isso, não restam dúvidas de que se trata de uma medida “abusiva e tirânica” mesmo, do Ministério de Interior, “tipico do Estado ditatorial e de pessoas que não sabem os fins do exercício do poder”.

Aquela formação política apela a continuidade da luta cívica e dentro dos parâmetros legais e exorta aos activistas a não se deixarem intimidar por essas “atitudes de cobardia e insegurança dos actuais detentores do poder”.

No comunicado o PDD apela ao Presidente da República, “na qualidade do responsável deste governo”, para que assuma uma postura digna e manda acabar com “as injustas e macabras” proibições de manifestação.

Apelou igualmente aos cidadãos em geral a manterem-se serenos, vigilantes e a não resignar perante a “tentativa de institucionalização de qualquer forma da ditadura e atitudes antidemocráticas” que possam pôr em causa a paz social.

ANG/LPG/JAM/SG

Protestos



Polícia volta a proibir manifestação de cidadãos inconformados 

Bissau,17 Jul 17(ANG) - A polícia da Guiné-Bissau voltou sábado a impedir a manifestação do movimento de cidadãos inconformados com a crise política, dispersando à força os jovens, disse à agência Lusa um porta-voz do grupo.

Sumaila Djalo indicou que a polícia mandou dispersar o grupo de jovens que se preparavam para iniciar uma manifestação pacífica em Bissau, alegando que o protesto não tinha sido autorizado pelo Ministério do Interior.

Tal como aconteceu no dia 08 de julho, a polícia voltou a impedir hoje a manifestação e a proibir qualquer iniciativa dos inconformados, precisou Sumaila Djalo.

Transportados em carrinhas, os jovens saíram do local da concentração - largo da rotunda do aeroporto - para a sede da Liga Guineense dos Direitos Humanos, onde realizaram, simbolicamente, a manifestação.

Alinhados na varanda da sede da Liga, cerca de duas dezenas de jovens permaneceram durante algum tempo com a boca tapada com fitas e as mãos atadas.

O presidente da Liga juntou-se ao protesto.

Sumaila Djalo disse que o gesto simboliza «a mordaça e o terror que o atual regime pretende impor» na Guiné-Bissau.

Um cordão policial cercou a sede da Liga dos Direitos Humanos durante todo tempo que os jovens ficaram alinhados na varanda do edifício conhecido como Casa dos Direitos.

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto da Silva, advogado, disse à Lusa, que telefonou ao secretário de Estado da Ordem Pública, Francisco Djata, a quem apresentou o «protesto e repúdio» pela situação «inédita de cercar a sede de uma organização dos direitos humanos» com forças de segurança.

«Nem durante o período de transição, a seguir ao golpe militar de 2012, isso aconteceu», frisou Augusto da Silva.

O presidente da Liga notou que a sede da sua organização se situa «atrás do Quartel-General» das Forças Armadas, «mas nunca» os soldados estiveram no local, disse.

Augusto da Silva afirmou, também, que a Liga «não pode deixar de denunciar» o que considera ser a «instauração da tirania e ditadura» na Guiné-Bissau.

Ficar calado significa «aceitar que se ponha em causa» as conquistas democráticas do povo guineense, referiu Augusto da Silva. 

ANG/Lusa

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Futebol/Chan-2018



Guiné-Bissau defronta Guiné-Conacri no próximo sábado, em Bissau

Bissau, 14 Jul 17 (ANG) – A selecção local da Guiné-Bissau na categoria de sub 23 defronta a sua congénere da Guiné-Conacri no próximo sábado em Bissau no jogo da primeira mão da eliminatória de Chan-2018, a ter lugar no Quénia .

Em declarações à imprensa, o técnico-adjunto da turma local, Dominguinho Fernandes, revelou que a selecção prepara tranquilamente o jogo, e que os atletas se encontram emocionados para esse  primeiro jogo de eliminatória frente a República vizinha da Guiné-Conacri.

Dominguinho Fernandes realçou por outro lado que durante os treinos realizados nos últimos dias, os jogadores conseguiram corrigir algumas falhas que a equipa cometeu no jogo particular frente a formação da Gâmbia, em que a turma nacional perdeu por uma bola a zero.

Deminguinho Fernandes adiantou que a listas dos 23 convocados será conhecida depois de último jogo de treino da selecção. 

De acordo com um membro de comité executivo da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Bonifácio Malam Sanhá, os bilhetes de acesso ao referido jogo serão comercializados sábado, em diferentes locais da capital, a partir de meio dia.

Para  a Bancada-A o ingresso custa 3.000 FCA, Bancada B-2.000 FCA e  Peão  1.000 FCA.

 “Chan” e uma competição disputada somente para a selecção local dos países pertencentes ao continente Africano. 
  
ANG/LLA/ÂC /SG