segunda-feira, 17 de julho de 2017

Futebol/Chan-2018


Guiné-Bissau perde por três bolas a uma frente a formação da Guine-Conacri

Bissau, 17 Jul 17 (ANG) – A selecção local sub-23 da Guiné-Bissau, perdeu por 3-1 no último fim-de-semana, frente a formação da Guine-Conacri, no jogo da qualificação para o Chan-2018, a ter lugar no Quénia.

A partida começou equilibrada tendo as duas equipas procurado ter o total domínio do jogo.
Não obstante  a seleção visitante apresentar melhores condições físicas, logo  nos oito minutos da primeira metade da partida, o atacante Edi Pedro Lopes aparece isolado na baliza adversária falhando escandalosamente a oportunidade que podia colocar a turma guineense em vantagem. 

Zero a zero foi o resultado do primeiro tempo do jogo, e  na segunda parte do jogo, a formação da Guine-Conacri, aos 57 minuto assinou o seu primeiro golo  por intermédio de Seidi Ba Camará.

 Reagindo ao golo sofrido, a seleção local igualou a partida aos 68 minutos da segunda parte por intermédio de Juca.

A partir de então a formação da Guine-Conacri assumiu o total domínio da partida, acabando por  apontar o seu segundo golo por intermédio  de  Mohamed  Camará aos 75 minutos da segunda parte do encontro, e em 77 minutos Seco Bangura fechou a contagem na marcação de  grande penalidade cometida por uma  defesa da turma nacional . 

A seleção local jogou com Carlos Correia na baliza, defesas Walide da Costa, João Gomes, Saliu Camará e Siaca Conté, os médios -  Pedro Dabó Silla, Edi Pedro Lopes, Edmar Sá Costa, Kalilo Djalo Embaco, Abubacar Mané e na ponta de lança esteve Toni da Silva.

Em declarações à imprensa, o técnico da seleção local da Guiné-Bissau, Pedro Dias considerou justo o resultado e prometeu trabalhar a fim de poder obter bons resultados nos próximos jogos.  

Por seu turno, o Presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Manuel Irenio Nascimento Lopes disse que a seleção precisa trabalhar muito para obter bons resultados,  e aproveitou  a ocasião para elogiar os trabalhos demostrados pelos atletas.

 A seleção local se desloca a República vizinha da Guiné-Conacri na próxima semana para o segundo encontro da pré-eliminatória de Chan-2018.   

 ANG/LLA/SG      

Venezuela


Mais de 7,1 milhões votam em consulta simbólica contra projecto do Presidente -Oposição 



 Bissau, 17 Jul 17 (ANG) - Mais de 7,1 milhões de eleitores votaram na consulta simbólica contra o projecto de Assembleia Constituinte, promovido pelo Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou a oposição.

“Com 95 por cento dos votos escrutinados, participaram 7.186.170 venezuelanos” na consulta popular organizada pelos opositores do Presidente, Nicolás Maduro, para se pronunciarem sobre a alteração constitucional promovida pelo Executivo, informou, em conferência de imprensa, a reitora da Universidade Central da Venezuela (UCV) e membro da comissão de garantias do plesbicito, Cecilia García Arocha.

“Esta acção, realizada pela população venezuelana, é uma mensagem clara e contundente, a nível nacional e internacional”, de que a população “quer uma mudança” de Governo “através da democracia”, sublinhou.

Os venezuelanos foram convocados, no domingo, pela oposição venezuelana, para participarem num plebiscito simbólico contra o projecto de Assembleia Constituinte do Presidente Nicolás Maduro.

O plebiscito ocorreu após mais de três meses de intensos protestos, durante os quais pelo menos 94 pessoas morreram.

Naquele que a oposição designou como o maior ato de “desobediência civil”, os venezuelanos deviam responder se apoiam, ou não, a Assembleia Constituinte, promovida por Maduro e convocada para 30 de Julho.

Nesta votação, os eleitores pretendem exigir que as Forças Armadas defendam a actual Constituição e apoiem o parlamento, onde a oposição detém a maioria, afastando-se do Governo.

A consulta incluía uma terceira pergunta sobre se aprovavam uma renovação dos poderes Públicos, a realização de eleições livres e a formação de um governo de unidade.

O número de participantes na consulta simbólica, referido pela oposição venezuelana, é inferior aos 7,7 milhões que votaram nos candidatos da oposição nas eleições legislativas de 2015, garantindo ao campo dos adversários de Maduro o controle do parlamento.

Também no domingo, os apoiantes de Maduro foram às assembleias de voto num ensaio para a votação de 30 de Julho para eleger os membros da assembleia que vão redefinir a constituição da Venezuela de 1999.

O plebiscito, que a oposição designa como o maior ato de “desobediência civil”, teve lugar após três meses de contínuos protestos violentos contra o Governo de Nicolás Maduro, durante os quais pelo menos 93 pessoas morreram.

O dia da consulta popular fica marcado por violência, que resultou na morte de uma mulher de 61 anos e em quatro pessoas feridas a tiro, quando um grupo de homens armados disparou contra um dos postos de voto no referendo promovido pela oposição, relataram várias fontes.

Na Venezuela, os protestos contra o Governo intensificaram-se desde 01 de Abril.

ANG/Lusa


Pesca ilegal



Detidas sete pirogas piratas senegalesas e elemento da Guarda Nacional       sequestrado na operação

Bissau,17 Jul 17 (ANG) – As autoridades de fiscalização marítima da Guiné-Bissau capturaram onze pirogas de pesca senegalesa que praticavam pesca ilegal nas águas territoriais guineense tendo quatro deles conseguido fugir levando um elemento da Guarda Nacional.
 
Em declarações à imprensa hoje, no Cais de Pindjiguiti, para apresentação pública das referidas embarcações, o Coordenador dos Serviços de Fiscalização de Actividades de Pesca (Fiscap), explicou que as aprensões resultam de uma operação conjunta entre o Ministério das Pescas, Capitania dos Portos, Marinha e Guarda Nacional.

“Foram apreendidas onze canoas, quatro vieram a fugir com um elemento das forças de Guarda Nacional devido a insuficiência de homens para controlar e trazer todas as canoas para Bissau”, explicou Mário Fambé.

Aquele responsável sublinhou que as autoridades das pescas já estão a acionar mecanismos junto a Comissão Sub Regional das Pescas para que esta possa diligenciar no Ministério das Pescas do Senegal para fazer com que as pirogas que fugiram  possam ser obrigadas a voltar a Guiné-Bissau para serem julgados mediante as infracções cometidas.

Perguntado sobre as circunstâncias em que um elemento da Guarda Nacional foi capturado por uma das canoas senegalesas, Mário Fambé disse  que o alto mar tem as suas complicações.

“A operação aconteceu a noite. E só quem nunca conhece o alto mar é que pode questionar. Não é nada fácil apreender quantidade de pirogas com poucos elementos de fiscalização”, informou.

Mário Fambé sublinhou que em muitas ocasiões houve mesmo situações de morte no alto mar de elementos de fiscalização marítima.

O Coordenador do FISCAP disse contudo que dispõe de informação de que o elemento da Guarda Nacional já se encontra no Senegal sob custódia das autoridades daquele país sã e salvo inclusive alojado num hotel.

“Mas isso não é o nosso desejo porque o homem foi capturado com arma e fardamento nacional e nunca mais permitiremos que um dos nossos parceiros de pesca continuasse a praticar actos do género”, ldisse.

Recordou que há bem pouco tempo, a mesma situação aconteceu no sector de Cacine, sul do país onde um elemento da fiscalização marítima foi igualmente deitado na água pelos pescadores ilegais e que veio a ser resgatado com vida horas depois.

Perguntado sobre o que O FISCAP vai fazer doravante para evitar actos de captura ou agressões dos seus elementos no alto mar, Mário Fambé respondeu que vão  reforçar os meios de fiscalização.

“Se notarmos a própria Marinha de Guerra Nacional entidade que garante a segurança marítima está neste momento desprovido de meios. Portanto estamos numa situação muito complicada. Para que o governo resolva os problemas dos nossos mares deve aranjar meios adequados para o efeito”, explicou.

Fambé afrmou que existem recursos humanos capazes mas que não podem fazer nada sem meios materiais.

O Comandante da Guarda Nacional, Armando da Costa Marna, reiterou na ocasião o empenhos dos seus agentes para fazer vincar a autoridade doestado, mas lamentou a falta de meios materiais.

“Na referida operação os nossos serviços conjunto de fiscalização marítima usaram os parcos meios de que dispõe e que resultou na apreensão de onze canoas tendo quatro fugido com um elemento da Guarda Nacional”, disse.

Armando Marna disse que já estão a fazer diligências junto das autoridades senegalesas para o retorno ao país do elemento da Guarda Nacional.
ANG/ÂC/S

IIº Congresso Sociedade Civil



 Comissão Organizadora ameaça demitir em protesto contra declarações do presidente cessante
 
Bissau, 17 Jul 17 (ANG) – A Comissão Organização do 2º Congresso do Movimento Nacional da Sociedade Civil vai entregar uma carta de pedido de demissão em protesto ao que considera de “declarações infelizes” proferidas recentemente pelo Presidente cessante da organização.

porta voz da comissão
A notícia foi avançada hoje à ANG por um elemento da comissão que pediu  para não ser identificado, e que disse que a entrega vai ser ainda esta segunda-feira ao Conselho Nacional da organização.

A comissão, na pessoa de seu porta-voz, Queba Coma apresentou hoje numa conferência de imprensa os motivos do adiamento da convenção para escolha dos delegados do Sector Autónimo de Bissau que devia ocorrer no passado Sábado.

Queba Coma reafirmou que tudo está relacionado com a doença “crónica” do Presidente da Comissão organizadora que é hipertenso.

“Por isso informamos aos delegados que já estavam no local da convenção de que Sabana Embalo tinha problemas de saúde e todas as documentações estão fechadas no seu gabinete na sede da União Nacional dos Trabalhadores da Guine (UNTG) ”, informou.

Coma afirmou que o Vice-Presidente que é o seu substituto já tinha sido dispensado dois dias antes do evento para que possa preparar-se melhor para o curso que efectua.

Disse ainda que no mesmo dia informaram aos delegados de que a comissão iria realizar o evento o mais tardar até o próximo dia 22 do mês em curso.

Entretanto, disse que a comissão registou com surpresa as declarações do Presidente cessante, Jorge Gomes, que disse que iria dissolver a comissão organizadora devido aos sucessivos adiamentos do congresso para dentro de dias criar uma nova.

Queba Coma lembrou que a Comissão Organizadora foi instituída por um Conselho Nacional de Coordenação e entidade jurídica do movimento composto por 45 membros, pelo que, salvo uma disposição deste, o presidente cessante não tem competência para dissolver a comissão.

Em relação aos gastos, o porta-voz da Comissão Organizadora do Congresso da Sociedade Civil disse que não foram especificadas, salientando que desde que a Comissão iniciou os trabalhos em Novembro do ano passado só começou a usufruir dos direitos financeiros a que cada membro tinha direito nos finais de Junho no valor de 2.500 francos CFA.

“Era isso que queríamos informar aos órgãos de comunicação social de que a Comissão está muito sereno e nos próximos tempos vamos tornar público a nossa decisão definitiva com vista a realização deste congresso” , disse Queba Coma.
ANG/MSC/ÂC/JAM/SG