terça-feira, 6 de junho de 2023

Moçambique/Dia Mundial do Ambiente destaca soluções contra poluição plástica

Bissau, 06 Jun 23 (ANG) –  Assinalou-se na, segunda-feira(05),os 50 anos do Dia Mundial do Ambiente com envolvimento de  governos, empresas, celebridades e cidadãos na concentração de esforços para aumentar a consciencialização sobre a problemática da questão ambiental.

O Dia Mundial do Ambiente 2023 destaca as principais soluções para combater a poluição por plástico. Mais de 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas a cada ano, metade das quais de uso único.

Desse total, menos de 10% é reciclado. Estima-se que entre 19 a 23 milhões de toneladas acabam em lagos, rios e mares. O plástico sobrecarrega os aterros sanitários, é deitado nos oceanos e é queimado, tornando-se numa das mais graves ameaças para o planeta.

Por outro lado, existe um risco menos conhecido: os microplásticos estão presentes na cadeia alimentar, na água que bebemos e até mesmo no ar que respiramos. Segundo algumas estimativas, as pessoas consomem mais de 50 mil partículas de plástico por ano. Muitos produtos plásticos contêm aditivos perigosos, o que pode representar uma ameaça à saúde.

Em Bona, começou o encontro anual sobre as alterações climáticas para preparar a próxima COP (Conferência das Partes) - a reunião entre os países que compõem a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima.

Espera-se que a conferência, que deve durar 15 dias, permita avançar em questões como o financiamento das "perdas e danos" e os 100 mil milhões de dólares por ano prometidos aos países pobres para os ajudar a adaptarem-se às alterações climáticas e a efectuarem a transição energética.

Os observadores esperam informações sobre a próxima "avaliação global", prevista para setembro, que irá quantificar os esforços realizados pelos diferentes países na sequência do Acordo de Paris. O texto tem como principal objectivo manter o aumento da temperatura média global "abaixo dos 2°C" em relação aos níveis pré-industriais e prosseguir os esforços para "limitar o aumento da temperatura a 1,5°C".

Em entrevista à RFI, Aissa Regala, Coordenadora de Departamento de Conservação de Biodiversidade do Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP) da Guiné-Bissau, concordou com a necessidade de se chegar a um acordo de carácter vinculativo, e preconiza que a melhor forma de salvaguardar o meio ambiente é pela redução ou proibição da produção e comercialização do mesmo material, em oposição à indústria petroquímica, que por sua vez, o prefere.

Disse que houve uma conscientização por parte da sociedade, mas e a respeito das empresas, será que elas se disponibilizaram a cumprir esta lei?

"No início houve mais uma questão de sensibilizar, explicar, e penso que também falhamos um pouco nessa parte porque deveria haver mais uma conscientização das empresas que vendem água em sacos de plástico, o que é extremamente perigoso para a saúde humana. Então as pessoas têm que começar a fazer a ligação directa entre o ambiente e a saúde humana para que tenham maior consciência que o maior objectivo é proteger o homem. Eu acredito que não houve tanta sensibilização, então que temos que reforçar essa parte pois os comerciantes voltaram a importar e a vender sacos de plástico.

Não havia um plano de acção claramente definido. A lei apareceu, houve algumas acções implementadas, mas não havia um roteiro para a eliminação total do saco de plástico. Eu acho que é esse mesmo o cerne do problema, devia se adoptar um plano de acção para implementar essa lei."

Então estima que é no interesse da Guiné-Bissau que um tratado global seja vinculativo?

"Sim, porque a Guiné-Bissau não é um país que fabrica, é um país que importa. É verdade que é um país que faz a demanda, mas se houver um tratado a nível internacional talvez seja uma forma de incitar a reforçar essa lei que existe a nível nacional. Para além do plástico que é comercializado, também a Guiné-Bissau, em razão das correntes das Canárias e do Golfo da Guiné –  porque a Guiné-Bissau é um país onde convergem essas duas correntes e isso traz muito lixo nas nossas praias.

Temos praias nas ilhas desertas, praias somente habitadas pela biodiversidade, onde temos que fazer, todas as semanas, limpezas constantes de lixo e esse lixo é o saco de plástico e outros elementos de plásticos que encontramos nessas praias. O plástico tem um impacto a nível global e principalmente pelos países onde essas correntes acabam por levar esse plástico", disse Aissa Regala.

Para Anabela Lemos, Directora do Conselho da Direcção da associação JA! Justiça Ambiental Moçambique, "não há dúvida de que é preciso parar a produção e o uso dos plásticos e ser mais consciente em relação à crise climática" que se vive actualmente. 

A activista sublinha as diferenças em matéria de defesa ambiental entre os países ricos e os países pobres e lamenta a falta de compromisso por parte dos governos.

ANG/RFI

segunda-feira, 5 de junho de 2023

Legislativas antecipadas/Secretária Executiva da CNE confirma início de votação no Senegal

Bissau,05 Jun 23(ANG) – A Secretária Executiva da Comissão Nacional de Eleições(CNE), confirmou o início hoje da votação dos guineenses residentes no Senegal, que não se realizaram no domingo devido as manifestações populares ocorridas naquele país.

Em declarações exclusivas à ANG, Felisberta Moura disse que os guineenses no Senegal já iniciaram a votação desde às 07 horas desta segunda-feira.

O voto dos guineenses no Senegal, que devia acontecer no Domingo, dia 04 de junho, dia da votação oficial no país e na diáspora, foi adiado devido aos confrontos violentos entre os opositores do regime do Presidente Macky Sall e as forças de segurança, na sequência da prisão de um opositor na semana passada.

“Entretanto a única preocupação tem a ver com os boatos que pairavam de que as pessoas iam sair de novo para as manifestações nas ruas de Dakar à partir das 11 horas de hoje, mas até esse momento, nada aconteceu sobretudo na capital senegalesa e a votação está a decorrer normalmente”, salientou.

Felisberta Moura disse contudo que até ao momento, registava-se  pouca afluência dos eleitores nas Assembleias de votos, frisando que supõem-se ser motivada pela situação de anúncio de novas manifestações.

“Na localidade Tchiês, que disseram que já estão a decorrer as manifestações em alguns locais,  as forças de ordem estão a proteger os Brigadistas e os trabalhos estão a decorrer bem”, sublinhou.

Perguntada sobre se os atrasos no início de votação no Senegal não irá criar transtornos na divulgação dos resultados provisórios previstos para a próxima quarta-feira, Moura respondeu que não, tendo em conta que é um Circulo de África e pode ficar por apurar.

“Não sei quem disse que os resultados provisórios serão divulgados na quarta-feira, porque a CNE ainda não decidiu se vai ser na quarta-feira ou não”, salientou.

A Secretária Executiva da CNE afirmou que à partir da votação no Senegal, como já se iniciou hoje, provavelmente até o final do dia, estarão em condições de dizer o dia em que vão anunciar os resultados provisórios.

Abordada sobre informações que circulam nas redes sociais de que algumas urnas terão sido  desviadas depois da votação de Domingo, Felisberta Moura disse que isso não corresponde à verdade.

“Não temos nenhuma informação ao nível do território nacional, de que algumas urnas foram desviadas, tanto ao nível do Secretariado Executivo,  como da Plenária”, salientou.

Aquela responsável disse que estão em contato permanente com os Presidentes das Comissões Regionais das Eleições(CREs), e que têm  informações de que as urnas foram já recolhidas em todas as CREs com exepção das Ilhas, que têm as suas particularidades mas que tudo será resolvido. ANG/ÂC//SG

 

Luanda/Angola e Portugal reforçam cooperação com novo "pacote" de acordos 

Bissau, 05 Jun 23 (ANG) - As repúblicas de Angola e Portuguesa reforçaram, esta segunda-feira, a cooperação bilateral, com a assinatura de 13 novos acordos, incluindo um programa de cooperação estratégica.

Trata-se de instrumentos jurídicos ligados a sectores como Finanças, Ensino Superior, Infra-estruturas, Comunicação Social e Defesa.

As assinaturas dos documentos foram testemunhadas pelo Presidente da República de Angola, João Lourenço, e pelo Chefe do Governo de Portugal, António Costa.

De entre os acordos consta o Programa Estratégico de Cooperação (PEC) 2023-2027, que reforça a linha de crédito Portugal-Angola.

O pacote de acordos inclui o Memorando de Entendimento entre a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (Portugal) com a Sociedade de Desenvolvimento da Barra do Dande (Angola).

Quanto ao novo PEC vai continuar a privilegiar áreas como Educação, Saúde, Justiça e Segurança. O entendimento também tem em vista a promoção da cooperação em áreas como Turismo, Modernização Administrativa, cooperação com o Sector Privado, bem como qualificação do capital humano.

O PEC anterior (2018-2022), na ordem de 535 milhões de euros, teve uma taxa de execução global de 122 por cento.

Também nesta segunda-feira, os dois Estados rubricaram o Protocolo de Cooperação Técnica Bilateral entre o Instituto Angolano das Telecomunicações (INACOM) e a Autoridade Nacional de Comunicações Portuguesa (ANACOM).

No ramo da Comunicação Social, subresai o Protocolo entre o Centro de Formação de Jornalistas de Angola e a Agência de Notícias de Portugal (LUSA), para capacitação profissional.

No quadro da segunda visita oficial de António Costa a Angola, estão também previstos contactos com representantes de mais de 100 empresas portuguesas.

Trata-se de empresas dos segmentos da Construção, Banca, financeiro, Comércio a Retalho, Energia, Agro-alimentar, Tecnologia e Comunicações.

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística de Angola, as trocas comerciais entre os dois países têm conhecido variações nos últimos anos, influenciadas pela pandemia de Covid-19.

Angola e de Portugal estabeleceram relações diplomáticas a 9 de Março de 1976.ANG/Angop 

 

          Nigéria/Ataques no Norte  fazem pelo menos 54 mortos

Bissau, 05 Jun 23 (ANG) - Pelo menos 54 pessoas morreram sábado na sequência de um ataque de homens armados nos estados de Zamfara e Benue, na Nigéria, noticia hoje a agência espanhola de notícias, a EFE, citando organizações da sociedade civil.

Em Zamfara, no noroeste da Nigéria, os homens armados irromperam em várias aldeias do governo local de Maradun, e mataram pelo menos 30 pessoas, fazendo vários feridos.

"Os bandidos, em grande número, invadiram Sakida e outras povoações de Maradun no sábado à tarde, disparando sobre toda a gente", disse o secretário da Coligação da Sociedade Civil de Zamfara à EFE, acrescentando que os bandidos, designação normalmente usada para designar os muitos grupos criminosos que operam no norte da Nigéria, "assaltaram casas e obrigaram os aldeões a saírem antes de os matar".

No outro ataque de sábado, a Benue, os homens armados chegaram de mota, invadiram as comunidades da área do governo local de Katsina-Ala, e mataram pelo menos 24 pessoas, disse o presidente do partido Congresso da Juventude de Benue: "Chegaram em várias motas e dispararam, queimaram casas, e não sabemos o motivo do ataque nem quem são os autores", afirmou Ongu Anngu.

Benue tem registado nos últimos anos casos de violência entre os agricultores locais, predominantemente católicos, e os pastores de origem muçulmana, originada pela escassez de terra e pela necessidade de partilha das mesmas terras.

A esta insegurança soma-se a presença, desde 2009, do grupo terrorista Boko Haram no noroeste do país e, a partir de 2016, do Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP, na sigla em inglês), nascido de uma cisão dentro do Boko Haram. ANG/Angop

 

Legislativas antecipadas/ Sociedade civil considera votação “globalmente com êxito”

Bissau, 05 Jun 23(ANG) – As organizações da sociedade civil  consideram a votação de domingo para as eleições legislativas  como um processo globalmente com êxito e sem grandes incidentes.

Reunidas na célula de monitorização eleitoral, as organizações da sociedade civil felicitaram a Comissão Nacional de Eleições (CNE), o Ministério do Interior, os observadores internacionais e os parceiros de desenvolvimento do país pelos apoios e colaboração no trabalho de uma espécie de fiscalização interna do ato eleitoral.

A lei guineense não permite a observação eleitoral de agentes locais, mas nos últimos anos e com o apoio da comunidade internacional várias organizações da sociedade civil têm-se reunido em células para acompanhar e relatar as incidências dos processos eleitorais.

Para as eleições de hoje, a célula de monitorização eleitoral colocou no terreno 200 agentes que relataram “um bom desenrolar do ato da votação”, disse Miguel de Barros, porta-voz da estrutura, na leitura da última declaração do dia à comunicação social.

“A análise destes relatórios permitiu-nos concluir que o processo se iniciou bem, desenrolou-se bem e encerrou bem sem grandes incidentes”, refere o comunicado.

A estrutura disse, contudo, terem sido constatadas em algumas mesas que os eleitores ainda se encontravam na fila de votação, mesmo após a hora do fecho das urnas, às 17:00 locais (menos uma hora em Cabo Verde).

Na segunda-feira, a célula de monitorização eleitoral da sociedade civil guineense promete uma conferência de imprensa para apresentar os detalhes de todos os dados recolhidos durante o processo eleitoral.

Cerca de 900 guineenses votaram hoje para a escolha de 102 deputados ao parlamento e, consequentemente, o novo Governo do país.

Concorreram às eleições, 20 partidos e duas coligações eleitorais.

ANG/Inforpress/Lusa

 

     Bélgica/OMS adopta certificado digital covid-19 da União Europeia

Bissau, 05 Jun 23 (ANG) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez hoje uma parceria com a Comissão Europeia para alargar a todo o mundo o certificado digital covid-19 da União Europeia (UE), prevendo futuros usos, como um boletim “amarelo” de vacinas digitalizado.

Numa nota hoje divulgada em Bruxelas, o executivo comunitário dá conta de uma "parceria histórica no domínio da saúde digital" com a OMS, dado que a organização adoptará o certificado digital da UE para a covid-19, em vigor há cerca de dois anos.

A ideia é "estabelecer um sistema global que ajudará a facilitar a mobilidade global e a proteger os cidadãos de todo o mundo contra as ameaças à saúde actuais e futuras", acrescenta a instituição.

Este é o primeiro elemento da Rede Mundial de Certificação Digital em Saúde da OMS, que desenvolverá produtos digitais para todos.

Esta rede mundial de certificação digital em matéria de saúde assenta "em princípios e tecnologias abertas do certificado digital da UE para a covid-19", para uma "convergência dos certificados digitais" e o "estabelecimento de normas e a validação de assinaturas digitais para evitar fraudes".

"Esta parceria trabalhará no sentido de desenvolver tecnicamente o sistema da OMS com uma abordagem faseada para abranger casos de utilização adicionais, que podem incluir, por exemplo, a digitalização do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia", aponta a Comissão Europeia na nota à imprensa, referindo-se a um futuro boletim de vacinas electrónico (o chamado “boletim amarelo”), reconhecido em diferentes localizações.

O primeiro elemento do sistema global da OMS deverá estar "operacional em Junho de 2023", sendo progressivamente desenvolvido nos próximos meses, conclui Bruxelas.

A Comissão Europeia e a OMS "trabalharão em conjunto para incentivar a máxima aceitação e participação a nível mundial", sendo "dada especial atenção às oportunidades equitativas de participação para os mais necessitados, os países de baixo e médio rendimento".

O certificado, que comprova a testagem (negativa), vacinação ou recuperação do vírus SARS-CoV-2, entrou em vigor na União no início de Julho de 2021.

Em 2022, os Estados-membros da UE acordaram que pessoas com o Certificado Covid-19 válido, como vacinados ou recuperados, deveriam ficar excluídos de restrições adicionais à livre circulação, como testes ou quarentenas, para facilitar viagens dentro do espaço comunitário. ANG/Angop

 

                   Vaticano/Enviado do Papa tenta paz para a Ucrânia

Bissau, 05 Jun 23 (ANG) - O enviado do Papa, o cardeal italiano D. Matteo Zuppi, era aguardado nesta segunda-feira na capital ucraniana para contactos visando por cobro ao conflito.

Oriundo da comunidade Sant'Egidio o clérigo é sobejamente conhecido por ter participado activamente nos esforços de paz que desembocaram no Acordo para Moçambique de 1992. 

 

No terreno a Ucrânia alega ter avançado nesta segunda-feira com uma ofensiva perto de Bakhmut, no leste, enquanto a Rússia afirmava ter contrariado um ataque de grande envergadura no sul da região de Donetsk provocando a morte a 250 soldados ucranianos. 

A guerra prossegue... e também a guerra da informação, tanto de um lado, como do outro.

Os russos alegam ter conseguido por cobro a uma ofensiva ucraniana de grande envergadura no Donbass, até ao momento Kiev afirma estar a registar avanços na área de Bakhmut.

Por outro lado o chefe da organização paramilitar Wagner afirmou ter capturado um oficial russo cuja unidade teria atacado as suas tropas.

E isto num novo exemplo da tensão entre o exército de Moscovo e estas milícias, supostamente aliadas, contra o inimigo que é a Ucrânia cujo território foi invadido pelas tropas russas desde Fevereiro do ano passado.ANG/RFI

 

Angola/Jornalistas denunciam possível entrada de políticos no jornalismo em Angola

Bissau,05 Jun 23 (ANG) - A classe jornalística angolana denuncia uma tentativa de partidarização da comunicação social, com a entrada de membros de direcção de partidos políticos no sector.

Em causa, está a retirada de um artigo do estatuto dos jornalistas que fala sobre as incompatibilidades da profissão. Francisco Paulo, o nosso correspondente tem mais informação.

O líder do Misa-Angola, André Musssamo, diz estar na forja uma proposta do Executivo que visa alterar o estatuto dos jornalistas e desconhece as razões dos proponentes do texto que vai ser remetido dentro de dias ao Parlamento. 

André Mussamo sublinha que, caso se efective, o diploma vai permitir que membros de direcção de partidos políticos pratiquem jornalismo nas redacções, contrariando o actual estatuto que proíbe tal iniciativa.

Porque é que o executivo está a propor que se retire esta incompatibilidade do estatuto do jornalista? O nosso entendimento tem sido de que alguém terá compreendido que as suas “milícias digitais” ou propagandistas cansados, que há aos montes no nosso país, não estão a conseguir fazer, devidamente, o seu trabalho político, porque nós começamos a prestar atenção ao que o estatuto diz e a denunciar aqueles que estão incompatíveis”, desconfia o jornalista.

André Mussamo refere que a classe não foi ouvida em relação à iniciativa do Governo, afirmando que o projecto não mexe apenas com os jornalistas, mas também com a própria democracia que pode ver “estreitada” a liberdade de toda a população.

Mais grave ainda, sem ouvir a quem o estatuto interessa. Aliás, não somos só nós os jornalistas interessados nela, a própria democracia em si tem que lutar com todas as suas garras para manter a liberdade de imprensa e, consequentemente, de expressão, de opinião, por aí fora. Mas o que vai acontecer é que a milícia digital, fingida de jornalista, vai poder operar com mais legitimidade”, alertou o responsável do Misa-Angola.

De acordo com o Misa-Angola, o actual estatuto é claro, quando afirma que há incompatibilidade entre o jornalismo e as pessoas que integrem cargos de direcção de partidos políticos, questionando a intenção da retirada do artigo no documento.ANG/RFI

 

 

Legislativas antecipadas/CNE anuncia divulgação dos resultados provisórios para quarta-feira  

 Bissau,05 Jun 23(ANG) - O Secretário Executivo Adjunto da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Idriça Djaló, anunciou na noite de domingo, que os resultados eleitorais provisórios serão divulgados no dia 07 do mês em curso, próxima quarta-feira.

Idriça Djaló fez esse anúncio nas instalações da CNE quando falava dos resultados preliminares da vota, admitindo que a votação foi encerrada às 17 horas, em toda a extensão territorial nacional, e que não houve prejuízos no atendimento aos cidadãos eleitores que se encontravam em filas de espera.

Assegurou que no decurso das operações preliminares ao ato de votação, não se constatou situações que pudessem atrofiar o processo.

“Assistimos ao processo de votação com jornalistas, partidos e coligações de partidos, organizações da sociedade civil e observadores internacionais, que monitorizaram e acompanharam, passo a passo, o desenrolar do escrutínio”, salientou.

Djaló informou que foram recolhidas algumas informações e evidências de factos que foram devidamente avaliados e tratados, frisando que, alguns carecem de fundamento e se tornaram irrelevantes e outras, pontuais, relativas aos materiais eleitorais não sensíveis  e que foram rápida e devidamente colmatadas.

Idriça Djaló informou que a CNE se confrontou com duas ou três situações que mereceram uma atenção minuciosa da instituição, nomeadamente a situação de eleitores cujos nomes não constavam do Caderno eleitoral, mas que eram portadores de cartões de eleitor.

“São facto constatado em alguns distritos no Setor Autónomo de Bissau, mas que não se trataram apenas de problemas de índole informático, mas sim de falta de diligência de cidadãos eleitores  que não tiraram proveito do período de reclamação, de forma a permitir que fossem corrigidas algumas irregularidades e omissões que,  eventualmente, teriam sido verificadas no período de inscrição de tais eleitores”, disse.

Aquele responsável afirmou que a CNE socorreu-se, por intermédio de órgãos da comunicação social, para exortar a população a manter-se calma, serena e vigilante de forma a permitir que os princípios e valores da integridade eleitoral, granjeados pela Comissão Nacional de Eleições, sejam preservados enquanto conquistas democráticas.

“Portanto, podemos afirmar que as eleições decorreram num clima de muita cordialidade, cooperação e solidariedade entre as partes e que acabaram por vincar os alicerces de uma eleição ordeira e pacífica como se constatou”, disse.ANG/O Democrata

 

Legislativas antecipadas/CEDEAO destaca tranquilidade e “participação notável”, acima de 70 por cento

Bissau,05 Jun 23(ANG) - O chefe da missão de observadores da CEDEAO, Jorge Carlos Fonseca, considerou que as eleições legislativas de domingo decorreram num ambiente de “tranquilidade e civismo” e destacou a “participação notável” acima de 70%.

Em declarações à agência Lusa após o encerramento das urnas, às 17:00 locais, o ex-presidente de Cabo Verde disse que, pelas “mais de duas dezenas” de mesas por que passou, ficou “bem impressionado”, nomeadamente pela “boa convivência” entre delegados de partidos rivais.

“Houve pessoas que até usaram o esquema de colocarem pedras para marcarem o lugar antes das 07:00”, hora a que começou a votação, disse o líder da missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Jorge Carlos Fonseca falou à Lusa na Unidade Escolar Dr. José Ramos-Horta, no bairro de Quelelé, na periferia da capital guineense, Bissau, onde já se tinha iniciado a contagem dos votos pelos delegados das mesas.

Sobre a participação eleitoral, referiu que pelo que viu “é superior a 70, 75% e em alguns casos acima de 80%, o que é notável, comparando, por exemplo, com um país como Portugal, ou mesmo Cabo Verde seriam votações extraordinárias. 

“Então isso demonstra uma vontade e uma vitalidade de participação dos guineenses para construir a democracia, construir o Estado de direito, o que sempre é muito louvável”, acrescentou.

Jorge Carlos Fonseca alertou, no entanto, que “depois dos resultados podem surgir eventualmente outro tipo de problemas que já ultrapassam a natureza e função de uma missão de observação eleitoral”.

Dizendo esperar que esses problemas não aconteçam e que “o resultado seja interessante e positivo”, o ex-chefe de Estado cabo-verdiano ressalvou que não pode falar pela CEDEAO, mas aconselhou a organização a “estar atenta”.

“Normalmente é o pós-eleições que tem gerado alguns problemas, vamos estar atentos e ver esperando o melhor”, disse, acrescentando que “os problemas que poderão vir têm a ver mais com a gestão política, com as maiorias, com a formação do Governo, com a relação entre os atores políticos”.

Questionado sobre se os confrontos no Senegal, após a condenação a dois anos de prisão do opositor Ousmane Sonko e que já provocaram pelo menos 16 mortos, poderão ter um efeito de contágio na Guiné-Bissau, Jorge Carlos Fonseca disse que não pode falar em nome da CEDEAO, mas considerou que o Senegal “é uma democracia consolidada”, em termos africanos.

“É uma democracia de referência, tem instituições mais ou menos com solidez, não é um país onde haja tradição de golpes de Estado, de golpes de força e, portanto, espero que as coisas sejam resolvidas institucionalmente através do diálogo”, concluiu.

Mais de 900 mil guineenses foram chamados nodomingo a eleger os 102 novos deputados do parlamento e o partido que irá formar Governo, entre 20 partidos e duas coligações.ANG/Lusa

 

domingo, 4 de junho de 2023


Legislativas antecipadas
/Presidente da Republica promete construir um “grande aeroporto” em Gabu

Bissau,04 de Jun 23(ANG) – O Presidente da República prometeu construir  um “grande aeroporto” na cidade de Gabu, leste do país, depois de ter exercido hoje o seu direito de voto.

De acordo com a página da Presidência da República no facebook, à que a ANG teve acesso, Úmaro Sissoco Embaló disse que votou na cidade de Gabu por esta ser a sua cidade Natal.

“Apelo aos cidadãos um voto pacífico e a Guiné-Bissau não terá Ussumanes Sonkos líder da oposição senegalesa, porque quem manda no país é King Jong Hung, o presidente Norte Correano”, salientou.

O chefe de Estado disse conhecer quem reclama os resultados, frisando que,  desta vez, não será possível.

Disse que o próximo parlamento não terá deputados com casos na justiça, e a que a justiça deve funcionar por todos.

“Quem convocar pessoas nas ruas, por negar resultados eleitorais deve estar no centro das manifestações, eu também posso convocar pessoas nas ruas, e se o fizer vai parar o país”, declarou.

Úmaro Sissoco Embaló disse que,  o “Caso 1 de Fevereiro” não voltará a acontecer, acrescentando que, se acontecer, conhece as casas de cada pessoa, tendo prometido que vai mandar bloquear as estradas que dão acesso às embaixadas.

“Com o tempo, acabei de descobrir que afinal, alguns políticos estão envolvidos no Caso 1 de Fevereiro”, disse.

O chefe de Estado guineense disse que os cidadãos podem não têm a noção de quem é ele, mas que os militares têm, porque quando lhe vejam sabem que “o Presidente da República está preparado”.

Umaro Sissoco Embaló viajou de avião para Gabu, no Leste do país,com pistas em terra batida, para votar.ANG/ÂC//SG

 

 

Legislativas antecipadas/Presidente da coligação PAI- Terra Ranca pede voto de confiança aos guineenses “para mudança do atual cenário político do país”

Bissau, 04 Jun 23 (ANG) – O Presidente da Coligação PAI-Terra Ranca pediu hoje voto de confiança aos eleitores guineenses, para permitir que nos próximos quatros anos, a sua coligação trabalhe no sentido de mudar o atual cenário político do país .

Domingos Simões Pereira, em declarações à imprensa depois de exercer o seu direito de voto, no distrito 53, mesa número 01, do circulo 25,  disse que o acto de votar é um direito que assiste à cada cidadão, para escolher quem irá governar o seu destino, nos próximos tempos.

 “Caso a minha coligação ganhar, e depois de consenço alcançado por parte da propria coligação, será revelado o nome do futuro primeiro-ministro”, avançou Domingos Simóes Pereira.

A cidadã Ana Correia, depois de ter votado, disse à Agência de Notícias da Guiné (ANG) que  espera que quem ganhasse as eleições irá trabalhar  para mudar as dificuldades que as mulheres enfrentam.

 Carlos de Oliveira, outro eleitor ouvido pela ANG disse que o ato de votação deste domingo representa uma oportunidade para  os guineenses escolherem o partido ou coligação que, futuramente, irá precupar-se com os problemas que afetam o povo..

“O povo esta cansado, a inflação dos preços de produtos da primeira necessidade no mercado está a dificultar o dia a dia dos guineenses, eu acabei de votar agora, e espero que os meus irmãos, saibam fazer boa escolha, para futuramente termos um primeiro-ministro que irá precupar-se com o  nosso futuro e o dos nossos filhos”, disse uma senhora que identificou com o nome de  Carmem.

 Filipe dos Santos,diz   que as legislativas coreram bem, e que quem vencer deve saber  que foi lhe confiado uma responsabilidade de guiar o destino dos guineenses, para um bom porto., “O derrotado deve reconhecer a sua derrota e que tenha a corragem de felicitar o vencedor”, disse.

“Somos todos guineenses, lutamos todos pelo mesmo objetivo que é governar o país para o bem do povo. Não vejo o motivo de andarmos nas brigas que poderão afetar-nos. Apelo que, assim que o resultado for divulgado pela Comissão Nacional das Eleições (CNE), e qualquer candidato apontado pela mesma entidade na base legal como  legitimo vencedor, que abracemos um ao outro e façamos a festa de uma democracia de esperanças”, disse Santos..ANG/LLA//SG      



Legislativas antecipadas/Votação decorre num ambiente de paz e sem dificuldades de materiais nas mesas de voto do SAB

Bissau, 04 Jun 23 (ANG) - O processo de votação está a decorrer num clima de paz, tranquilidade e sem dificuldades em termos de materiais nas Mesa de Assembleia de Voto dos círculos eleitorais 24, 26, 27 e 28 pertencente ao Sector Autonimo de Bissau (SAB).

Esta informação foi dada pelos  Presidentes de 08 Mesas de Assembleia de Voto dos mencionados círculos eleitorais, numa  auscultação feita pela Agência de Notícias da Guiné, hoje dia de exercício do direito cívico de votação de  cada ciddaão guineense eleitor, ou seja que atingiu 18 anos de idade.

Os Presidentes de 08 mesas
dos círculos eleitorais 24, 26 27 e 28 foram unânimes em dizer que, iniciaram o processo no periodo normal que é de 07 horas da manhã, e disseram que
 a votação está a decorrer num clima de paz, sem problemas em termos materiais nas mesas e com afluência dos cidadãos eleitores.

O Presidente de Mesa de Voto 02 que situa no Bairro de Belém concretamente em Gã Fernandes, pertencente ao Círculo Eleitoral 28, Sector 05, Distrito Eleitoral 07, Djibril Camará informou que, num universo de 408 inscritos naquela Assembleia de Voto, até às 11 horas já tinham votado 126 pessoas.

Para o Presidente de Mesa de Assembleia de Voto número 01 que situa igualmente no Bairro de Belém, concretamente em Gã Fernandes, pertencente também ao Círculo Eleitoral 28, Sector 05, Distrito Eleitoral 07 , António Alberto Cabral revelou que as 10H45  já haviam votado 171 cidadãos eleitores num universo de 335 inscritos no Caderno Eleitoral.

O Presidente de Mesa de Voto 02 que situa em Bandim-1 e que pertence o Círculo Eleitoral 26, Distrito Eleitoral 30, sector 03, Ansumane Sambú contou que, num total de 278 eleitores inscritos no Caderno Eleitoral já tinham votado 120 às 10 horas e que tudo indicaria que o processo terá sucesso.

O Presidente de Assembleia de Voto número 04 situada em Bandim-2, sector 03, Círculo Eleitoral 26, Distrito Eleitoral 33, Nilde Monteiro revelou que, já tinham votado 95 pessoas às 9 horas e 45 minuntos. E que tudo está a decorrer na base de tranquilidade.

O Presidente de Mesa de Voto 01 que situa em Chão de Pepel, pertencente ao Círculo Eleitoral 24, Distrito Eleitoral 38, sector 01, Sílvio António Sanca disse que as pessoas estão a votar com máxima afluência e que tudo indica que vão terminar antes da hora prevista para o fecho das urnas, as 17H00

O Presidente de Mesa de Assembleia de Voto número 01 que situa em Cupelum de Cima e que pertence também ao Circulo Eleitoral 24, Distrito Eleitoral 12, Sector 01, Faustino Pereira informou que, num universo de 362 eleitors inscritos no Caderno Eleitoral, às 11 horas já tinham votado 148 pessoas.

O Presidente da Mesa de Assembleia de Voto número 01 que situa na Casa Simão Vaz, no Bairro de Cintra, Círculo Eleitoral 27, Distrito Eleitoral 03 e Sector 04, Braima Nhabali contou que, às 11 horas e 15 minutos já tinham votado 147 pessoas num total de 308 Inscritos no Caderno Eleitoral.

Para Presidente da Mesa de Assembleia de Voto número 02 situada igualmente no Bairro de Cintra, Círculo Eleitoral 27, Distrito Eleitoral 03 e Sector 04, Haroldo Morato disse que, às 11 e meia já tinham votado 126 pessoas num universo de 269 Cidadãos Eleitores inscritos no Caderno Eleitoral.

Segundo a Lei Eleitoral, as mesas de Assembleias de Voto abrem normalmente às 07 horas da manhã na presença dos eleitores, fecham às 17h00, e depois disso se inicia a contagem para elaboração da acta síntese de apuramento final, que é depois afixada  no local de votação para acesso público. ANG/AALS//SG

 

 

Legislativas antecipadas/Líder do Madem-15 diz que  acto de votação é   “celebração da democracia”

Bissau,04 Jun 23(ANG) – O Coordenador do Movimento para Alternância Democrática(Madem-G15), disse que o acto de votação de hoje é  “celebração da democracia”, da paz  e da estabilidade governativa que se quer para o país.

Braima Camará falava à imprensa momentos após  ter exercido os seus deveres cívicos, na mesa número 01, Distrito Eleitoral 22, no Círculo Eleitoral 24, em Bissau, e sublinhou que povo da Guiné-Bissau tem hoje uma excelente oportunidade de poder escolher o seu caminho e o seu destino.

O político  apelou à todos os cidadãos eleitores para votarem em massa, frisando que, enquanto Movimento para a Alternância Democrática, considera o dia de hoje como de festa da democracia e da liberdade.

“Por isso, peço a Deus para que nos dê a paz, tranquilidade, estabilidade governativa, para que a Guiné-Bissau possa encontrar o melhor caminho, aliás como já está a dar  sinais nesse sentido.

Perguntado se está convicto de que o povo vai votar em massa no seu partido, Braima Camará respondeu que nunca teve dúvidas nesse sentido, frisando que já andou por todos os cantos do país e que prova disso nunca teve  avalanche de jornalistas em cima dele.

“Isso prova que realmente o povo acredita e todos sabem onde é que está a força da razão, a força da verdade e vontade da maioria”, vincou o coordenador do Madem-G15.

Para as eleições de hoje, concorrem vinte partidos e duas coligações, nomeadamente: o MADEM-G15, a Coligação Plataforma Aliança Inclusiva – Terra Ranca, o PRS, a APU-PDGB, o PTG, a Coligação GUINÉ NOBU, o PAPES, a RGB, o COLIDE – GB, o PRID, o PUSD, a FREPASNA, APR, MSD, PUN, PALDG, PND, CNA, PNP, PMP, PL-GB e CD.

O PAIGC ganhou as legislativas de 2019, com 47 deputados. Seguido do Madem-G15 com 27 assentos, do PRS 21 deputados e na quarta posição ficou a APU-PDGB com cinco deputados. Enquanto o Partido da Nova Democracia (PND) e a UM obtiveram  um deputado cada.ANG/ÂC//SG

     Legislativas antecipadas/ CNE apela à “preservação da ordem pública”

Bissau, 04 Jun 23 (ANG) - A Comissão Nacional de Eleições  apelou, sábado, “à preservação da ordem pública durante o processo de votação que decorre este domingo nas legislativas antecidapadas concorridas por  duas coligações e 20 partidos  .

Em conferência de imprensa,  a porta-voz da CNE, Felisberta Moura Vaz começou por dizer que o sufrágio deste domingo é uma “prova da maturidade cívica e política” da Guiné-Bissau.

A também secretária-executiva adjunta da CNE recordou que “o apuramento dos resultados depende da contagem dos votos validamente expressos”. “Os resultados apurados são transcritos numa acta síntese, assinada pelos membros da mesa e delegados de lista (fiscais) presentes e afixada publicamente no local onde decorreu a votação.”

Estes são os requisitos para “as garantias legais de transparência e que impossibilitam de forma inequívoca contrariar a vontade popular”.

O sufrágio será, também, acompanhado pela sociedade civilMamadou Quetá, vice presidente do Movimento da Sociedade Civil da Guiné-Bissau, explicou ao microfone da RFI que vão “ter 200 monitores em todo o território nacional para acompanhar o acto de votação.” Trata-se um trabalho de três dias “para acompanharmos todo o processo e garantir que decorre da melhor forma possível.”

Outros 50 membros da sociedade civil concentrar-se-ão em Bissau, “numa sala de situação”, constituída por “três câmaras: analistas, decisores e introdução de dados.”

Silvina Tavares, presidente da Plataforma Política das Mulheres da Guiné-Bissau, está confiante na participação feminina neste sufrágio: “Pensamos que desta vez vai haver mais mulheres nas urnas e essa campanha permitiu-lhes uma noção da importância do voto de cada cidadão. E sabem perfeitamente que o voto delas pode servir de voto de diferença ou voto de qualidade.”

Mais de 900 mil guineenses, em território nacional e na diáspora, são chamados às urnas este domingo para escolher entre os rostos que vão ocupar 102 assentos da Assembleia Nacional Popular. Duas coligações e 20 partidos políticos participam nas sétimas eleições legislativas da Guiné-Bissau.

No país estão cerca de 200 observadores eleitorais. A missão da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), é chefiada pelo ex-vice-ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor Leste Alberto Carlos, o líder da missão da União Africana, é o ex-Presidente de Moçambique Joaquim Chissano e a chefiar a missão da CEDEAO está o ex-Presidente de Cabo Verde Jorge Carlos Fonseca.

Nas legislativas deste domingo participam os seguintes partidos e coligações (ordem do boletim de voto): APU-PDGB; PDD MP - GUINÉ NOBU; APR; PUSD; RGB; PAI Terra Ranka; MADEM G15; PUN; PTG; PRID; PND; FREPASNA; PALDG; COLIDE-GB; PMP; CD; PNP; PAPES; MSD; PRS; CNA; PLGB.ANG/RFI

França/175 países decidem  desenhar um "projecto zero" para acabar com o plástico

Bissau, 04 Jun 23 (ANG) - A Cimeira do Plástico que decorria desde segunda-feira n
a UNESCO, em Paris, terminou na noite de sexta-feira com um acordo entre 175 países para a criação de um "projecto zero", ou seja um tratado que visa restringir a utilização de plástico no Mundo.

A reunião de cinco dias em Paris que trouxe até à capital francesa representantes de 175 países, organizações não-governamentias e ainda órgãos regionais representando todas a regiões do Mundo conseguiu acordar na redaccção de um "projecto zero" para tentar travar a proliferação de plástico na Terra.

Esta etapa em terras francesas torna assim mais palpável a possibilidade de um tratado internacional sobre a gestão do plástico no Mundo, com as negociações a decorrerem agora até Novembro, altura em que esta cimeira se volta a reunir no Quénia. A redução do plástico é um dos pontos essenciais na agenda do clima para os próximos anos, já que será impossível fazer baixar a temperatura em 1,5ºC sem haver menos consumo de plástico.

Este é um tratado que vai cobrir a integralidade da vida do plástico, numa altura em que nos últimos 20 anos, a produção de plástico duplicou para 460 milhões de toneladas actualmente e pode mesmo triplicar até 2060.

No entanto, na sede da UNESCO em Paris onde centenas de pessoas estiveram reunidas para tentar encontrar um acordo sobre os primeiros passos deste texto, a Arábia Saudita, a China e a Rússia tentaram impedir o prosseguimento dos trabalhos, pedindo que as medidas que se tomassem fossem por consenso e não por maioria, o que permite a um único país travar todo o processo.

Segundo a organização Greepeace, os países produtores de petróleo esforçaram-se para tentar abrandar fragilizar o acordo e atrasar um possível entendimento.ANG/RFI

 

Região de Grandes Lagos/Cimeira de Luanda exige cessar-fogo imediato na RDC e no Sudão

Bissau, 04 Jun 23 (ANG) - A cimeira extraordinária da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL) realizada este sábado, em Luanda, exigiu a cessação imediata das hostilidades no Leste da República Democrática do Congo (RDC) e no Sudão.

No comunicado final da XI Cimeira Extraordinária da CIRGL, os Estadistas ou seus representantes consideram urgente melhorar a coordenação e operacionalização do mecanismo para monitorar e avaliar a implementação do cessar-fogo e a retirada do M23 dos territórios ocupados.

No documento lido pelo ministro angolano das Relações Exteriores, Téte António, os participantes expressaram solidariedade às vítimas dos conflitos nos dois países e reafirmaram o apoio à revitalização do Acordo Quadro para a Paz, Segurança e Cooperação para a Região dos Grandes Lagos.

Relativamente à RDC, as partes foram encorajadas a empenharem-se na implementação dos entendimentos de Luanda e de Nairobi e exigiram o M23 a priorizar o processo de acantonamento.

O encontro reconhece a redução da violência armada contra a população do Leste da RDC, particularmente, no Kivu Norte, após desdobramento da força regional da África Oriental, mas considera necessário “fazer-se mais” para uma paz duradoura na região.

No comunicado, os participantes condenaram qualquer tentativa do M 23 e de outros grupos armados  reforçarem-se para relançar as hostilidades nas zonas ocupadas, apelando ao abandono urgente das armas, bem como ao repatriamento incondicional dos "bandos estrangeiros".

As delegações saudaram a iniciativa de Angola em desdobrar um contingente militar com o objectivo de garantir a segurança nas áreas de acantonamento do M23 e apoiar as actividades do mecanismo de verificação ad- hoc.

O encontro encorajou o Governo da RDC a acelerar a implementação do processo de desarmamento, desmobilização, reintegração comunitária e estabilização, condição essencial para a resolução do conflito no Leste da RDC.

A Cimeira sublinhou a necessidade da reactivação do programa humanitário dirigido às populações deslocadas, para as zonas de origem e permitir o registo da população votante nos territórios previamente ocupados pelo M23.  

Apelou para a reabertura das vias de acesso para facilitar a assistência humanitária às populações deslocadas internamente.

Os ministros responsáveis pela diplomacia de Angola, RDC, Rwanda e Burundi, apoiados pelo mecanismo de verificação ad-hoc, foram orientados a reunirem-se periodicamente, para avaliação conjunta do processo e do progresso na implementação dos compromissos do roteiro de Luanda e do Plano de acção conjunto para a pacificação do Leste da RDC e a normalização das relações político-diplomáticas com o Rwanda.

O comunicado refere que a cimeira saudou a decisão da SADC de enviar uma força de intervenção como uma resposta regional para apoiar os esforços para a paz e segurança no leste da RDC.

Quanto ao Sudão, a reunião apelou à reactivação do processo de paz com vista a busca de uma solução duradoura do conflito e apoiar a transição democrática e inclusiva, por reconhecer não haver solução militar para a crise.

A cimeira apelou à comunidade internacional a providenciar assistência necessária às populações do Leste da RDC e no Sudão, bem como propuseram-se em continuar a monitorar a situação nos dois países

Os participantes felicitaram o Estadista angolano pelo empenho na busca pela paz e estabilidade para o continente.

A declaração lida pelo ministro Téte António indica que Angola deverá acolher, em data ainda a indicar, uma cimeira entre CIRGL, SADC, CEEAC e a Comunidade de Estados da África Oriental, com a participação da ONU.

O referido encontro deverá ter a coordenação da União Africana (UA). No foco da iniciativa está a melhoria da coordenação dos esforços de pacificação do continente.

 A cimeira, que contou com a participação de Chefes de Estados ou seus representantes da CIRGL, decorreu sob o lema “Por uma região dos Grandes Lagos estável, rumo ao desenvolvimento sustentável”. 

Criada em 1994,  após os conflitos políticos e militares que marcaram a Região dos Grandes Lagos, no início da década de 1990, a CIRGL congrega Angola, Burundi, as repúblicas Centro-Africana e Democrática do Congo, bem como o Congo, Quénia, Uganda, Rwanda, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia e Zâmbia.ANG/Angop
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