quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Ensino/SINAPROF alerta para impacto negativo de pagamento presencial dos professores no funcionamento das aulas

Bissau, 21 Jan 26(ANG) - O Presidente do Sindicato Nacional dos Professores(SINAPROF), manifestou estranheza face à decisão do Governo de Transição de implementar o pagamento presencial dos salários dos docentes.

A medida abrange professores de Bissau e da região de Biombo e visa identificar funcionários que constam no sistema salarial, mas que alegadamente não exercem funções nas escolas públicas.

Em declarações à imprensa,  terça-feira,  Domingos de Carvalho considerou a iniciativa “positiva” para combate à irregularidades, reconhecendo que nem todos os inscritos no sistema exercem efetivamente a docência mas  alertou para os impactos negativos da decisão.

Segundo o sindicalista, o pagamento manual poderá comprometer o funcionamento normal das aulas, provocando a perda de dias letivos e prejudicando diretamente os alunos. Carvalho afirmou ainda que o Governo deverá assumir as consequências futuras da medida.


A ministra da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social, Assucénia Donate de Barros revelou , segunda‑feira,  que o setor da educação consome atualmente mais de 50 por cento da massa salarial dos funcionários públicos na Guiné‑Bissau.

Segundo a governante, o montante mensal destinado ao pagamento de salários dos professores é estimado em 1,8 mil milhões de francos CFA.

Assucénia Donate de Barros falava  numa conferência de imprensa convocada para esclarecer as razões da decisão do Governo de realizar  o pagamento presencial dos salários deste mês de janeiro aos professores do Setor Autónomo de Bissau e da Região de Biombo.

Presentes na confer~encia de imprensa estiveram o ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica Mamadu Badji, e do secretário de Estado do Orçamento e Assuntos Fiscais, João Alberto Djata.

De acordo com a ministra, o Governo  gasta mensalmente mais de cinco mil milhões de francos CFA com salários da função pública, dos quais cerca de dois mil milhões se destinam  ao setor da educação.

Assucénia Donate de Barros explicou que  o Ministério da Educação é o setor que mais pesa na despesa pública, em matéria salarial, e que, por essa razão, decidiu‑se iniciar por este setor uma fase piloto de reorganização, com o objetivo de verificar, de forma responsável, os funcionários que se encontram efetivamente no país.

 

“Esta decisão se aplica  no quadro das reformas da administração pública que o Governo de Transição vem implementando, com enfoque no controlo efetivo do pessoal do Estado, na boa gestão dos recursos públicos e na construção de uma administração mais sólida, justa e credível”, disse .

A ministra denunciou ainda a existência de funcionários que continuam inscritos na folha salarial do Estado, apesar de se encontrarem fora do território nacional, muitas vezes por motivos de emigração.

“Essa situação não é sustentável para o Estado e, acima de tudo, não é justa para os professores que estão, diariamente, nas salas de aula a cumprir as suas responsabilidades”, afirmou.

Assucénia Donate de Barros esclareceu que a iniciativa não visa perseguir nem despedir funcionários, mas sim organizar, normalizar e reforçar a administração pública, sublinhando que o principal objetivo é garantir que os recursos do Estado sejam utilizados com “ rigor, transparência e justiça”.

A governante informou ainda que o pagamento presencial será efetuado aos sábado e domingo, de modo a não prejudicar o normal funcionamento das aulas e evitar impactos negativos no calendário escolar.

Explicou igualmente que os funcionários que não puderem comparecer no momento do pagamento serão pagos posteriormente, mediante apresentação de uma justificação válida.

“O processo de pagamento presencial será realizado em todo o território nacional e será progressivamente estendido a outros setores da administração pública”, informou, acrescentando que o objetivo principal é assegurar que o salário do Estado seja pago a quem efetivamente trabalha, contribuir para a contenção da despesa pública, reforçar o controlo do pessoal do Estado e criar condições para o regresso gradual ao pagamento bancário.

Por sua vez, o ministro da Educação Nacional, Mamadu Badji, reconheceu que no ministério que dirige existem funcionários que se encontram no estrangeiro por iniciativa própria e que, nessas condições, não devem continuar a receber salário.

“A maioria destes funcionários está fora do país sem licença do Ministério. Há pessoas que solicitam licença e, antes de obterem resposta, partem para o estrangeiro sem conhecimento da tutela, o que torna necessário este processo de pagamento presencial”, explicou.

Já o secretário de Estado do Orçamento e Assuntos Fiscais, João Alberto Djata, considerou o procedimento indispensável para identificar, com precisão, quem efetivamente recebe salário e presta serviço ao Estado.

“Este processo vai permitir apurar o número exato de professores e funcionários do Ministério da Educação”, concluiu Djata.ANG/ÂC//SG

 

                      Turismo/”Turismo Local” vai ser a aposta para 2026

Bissau, 21 Jan 26(ANG) – O Presidente da Associação dos Operadores Turísticos e Similares da Guiné-Bissau(ASOPTS-GB), anunciou para o ano em curso a promoção do  “Turismo Local”.

Jorge Paulo Cabral que fez o anúncio em entrevista à ANG e TGB disse que os associados da organização vão ser orientados nesse sentido.

 “Constata-se  baixa acentuada de promoções turísticas, tanto na capital Bissau como nas Ilhas de Bijagós. Por isso, aconselhamos aos nossos associados para promoverem o turismo local, que passa em apostar na política de atração dos clientes internos para não fecharem as portas dos seus empreendimentos”, disse Jorge Cabral.

Aquele responsável acrescentou que a  ASOPTS-GB irá apostar este ano   em ações de formação,  e indica que assinaram recentemente um acordo com o Instituto Nacional de Formação(INAFOR), que visa a capacitação dos  operadores para poderem corresponder com as expectativas do mercado.

Em termos das dificuldades deparadas pela associação durante o ano passado, Jorge Paulo Cabral elencou, o não cumprimento das recomendações da UEMOA e da CEDEAO por parte do Governo, destinadas a melhoria do sector turísticos desde  2019.

Cabral disse que a União Económica e Monetária Oeste Africana(UEMOA), recomendou a criação de um Fundo de Investimento denominado de “Conta Satélite” para permitir ao sector privado ter a sua autonomia administrativa e financeira.

“Esta organização sub-regional recomendou ainda a criação de uma Conta Satélite que irá permitir que se possa saber que  impacto  o sector turístico dos países membros tem ao nível do Produto Interno Bruto e o nível do emprego”, frisou.

O Presidente da ASOPTS-GB disse que todos os países da UEMOA exceto a Guiné-Bissau, já têm esses dados,  que permite aos seus respectivos governos criarem incentivos para o sector turístico.

Paulo Cabral informou ainda que a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), através da Confederação das Indústrias de Turismo (COPITUR), adoptou igualmente as mesmas recomendações, que, entre outras,  determinam,  a criação de  uma comissão de classificação das  categorias de hotéis.

“São os dados que interessam aos turistas para poderem visitar qualquer país, porque antes devem saber que tipos de hotéis dispõe por exemplo a Guiné-Bissau, quais são da primeira, segunda ou terceira categoria, quantos lugares tem etc”, salientou o presidente da organização da classe turística nacional. ANG/ÂC//SG

 

Regiões/Estudantes de 12º do Liceu “Professor Antero Sampaio” de Canchungo promovem palestra sobre  “Dia dos Heróis Nacionais”

Canchungo, 21 Jan 26 (ANG) – Amílcar Cabral e seus companheiros passaram  a juventude nas matas da Guiné-Bissau, para a libertação do povo guineense do jugo colonial.

Esta é uma das conclusões da  palestra sobre “O Dia dos Heróis Nacionais” promovida, terça-feira, pelos  estudantes do 12º ano da Escola “Professor Antero Sampaio”, de Canchungo, região de Cacheu. ~

Segundo o Correspondente da ANG na região de Cacheu, outra conclusão retida pelos participantes da palestra é  que “ O pensamento de Amílcar Cabral na altura da luta estava virada ao seu povo e não aos seus interesses pessoais”.

Os estudantes  deste liceu, segundo o orador, Tchalino Gomes organizaram a palestra para  incutir o “espirito cabralista”, na mente dos estudantes e crianças da Aldeia SOS, “como forma de alargar a doutrina cabralista, para o bem da geração vindoura”.

Em nome dos estudantes, Desejado Mendes agradeceu a comissão organizadora do evento, e admitiu que  todos os presentes na palestra, passaram agora a conhecer, o significado de 20 de Janeiro, para além de ser a data em que foi assassinado o líder imortal da Guiné e Cabo Verde, Amílcar Lopes Cabral.

A palestra que juntou  estudantes do 12º ano , crianças da escola básica de SOS em Canchungo região de Cacheu, teve a duração de um dia, e serviu para ensinamentos sobre as ideologias de Amílcar Cabral, sua trajetória como líder de guerra, até a sua morte em 20 de janeiro de 1973, em Conacri.ANG/AG/LLA/ÂC//SG

 

Regiões/Cruz vermelha de Bissorã doa materiais e géneros alimentícios à famílias,  vítimas de incêndios ocorridos em 2024 e 2025

Oio, 21 Jan 26 (ANG) - A Cruz Vermelha do sector de Bissorã, região de Oio, norte do país, procedeu segunda-feira a entrega de materiais  e géneros alimentícios à 80 famílias, vitimas de incêndios de 2024 e 2025 naquela localidade.

Depois do acto de entrega, falando ao  Correspondente regional da ANG na região de Oio, Ussumane Djaló, responsável local da Cruz Vermelha, disse que a oferta fez-se  graças ao apoio dos  parceiros internacionais de Qatar.

Djaló explicou que os materiais são artigos para reconstrução de casas, géneros alimentícios  bem como os materiais de cozinha .

Os setores beneficiados são Bissorã, Mansoa e Mansabá, ambos na região de Oio.

Malam Mané, Secretário Administrativo local de sector de Bissorã, agradeceu o trabalho que qualificou de “espetacular”, da   Cruz Vermelha Nacional assim como da região de Oio.

Mané pede as outras ONGs para seguir  a linha da Cruz Vermelha, uma vez que o Estado, sozinho, não pode satisfazer todas as necessidades da  população.

Em nome dos beneficiários Lamine Câmara e Mariama Quesso afirmaram  que o donativo chegou na hora certa, divido a  carência que as vítimas enfrentavam  e aproveitaram o momento para agradecer a Cruz Vermelha pelo apoio recebido.

ANG/AD/MSC/ÂC//SG

Moçambique/Intempéries no sul de Moçambique vitimaram mais de cem pessoas

Bissau, 21 jan 26 (ANG) -As chuvas cuja época iniciou em Outubro e se prolonga até aproximadamente Março ou Abril estão a fazer estragos e a causar mortos em Moçambique, diz o porta-voz do governo, Inocêncio Impissa, em declarações à imprensa no aeroporto de Xai-Xai, na província de Gaza, no sul do país, uma das zonas afectadas pelas intempéries.

“Desde o início da época chuvosa que iniciou em Outubro de 2025 até esta parte, o cumulativo do número de óbitos elevou-se para 106, ou seja, desde que começaram a cair estas chuvas, e começamos a ter problemas de enchimento e transbordo de caudais, registamos 11 óbitos”, indicou o representante do executivo.

Cerca de 600 mil pessoas foram afectadas e aproximadamente 6.500 casas estão parcialmente inundadas e destruídas. Ainda de acordo dados governamentais, cerca de 40% da província de Gaza está submersa e vários distritos de Maputo estão inundados, além da total destruição de, pelo menos, 152 quilómetros de estradas nacionais.

O governante avançou igualmente que o executivo ressente-se da falta de meios suficientes para o resgate das famílias sitiadas em vários pontos das províncias de Maputo e Gaza, no sul de Moçambique.

“Contamos com 14 embarcações, 6 helicópteros e 4 aeronaves. No entanto, o apelo do governo de Moçambique, continua a ser para que mais meios de apoio possam ser canalizados”, disse Inocêncio Impissa.

Face às previsões de mais chuvas para as regiões centro e sul de Moçambique, o INGD reitera os apelos a população para que abandonem as zonas de risco de inundações.

A médio e longo prazo, numa altura em que uma organização da sociedade civil, o Observatório do Meio Rural, tece alertas para o risco de “fome aguda e desemprego nos próximos meses, no sul do país, devido às consequências das intempéries, dados governamentais indicam que 165.841 hectares de área agrícola foram afectados, dos quais 73.695 hectares são dados como perdidos, impactando mais de 111 mil agricultores. ANG/RFI

 

     Suíça/Em Davos, o Presidente francês apela a "recusar a lei do mais forte"

 

Bissau, 21 jan 26 (ANG)  - O Presidente francês respondeu às ameaças de Trump de aumentar as taxas aduaneiras americanas aos países que se opõem ao seu projecto de tomar o controlo da Gronelândia, ao discursar ,terça-feira, no Fórum Económico Mundial em Davos, nos Alpes Suíços.

Ao defender o multilateralismo e a necessidade de a Europa se tornar mais forte, Emmanuel Macron lançou um apelo à rejeição "da lei do mais forte".

Ao denunciar "as ambições imperiais que voltam à superfície", incluindo a guerra travada pela Rússia contra a Ucrânia, bem como uma "instabilidade sem precedentes", lamentando "uma evolução para um mundo sem regras" em que "o direito internacional é violado e a única lei que parece contar é o mais forte", o Presidente francês que estava a discursar em inglês perante os participantes do Fórum, considerou que "estamos a destruir as estruturas que nos permitem resolver a situação e os desafios comuns que enfrentamos".

"Sem governação colectiva, a cooperação deixa o lugar à competição implacável. A concorrência dos Estados Unidos da América que exige o máximo de concessões e visa abertamente enfraquecer e subordinar a Europa, combinada com uma acumulação interminável de novas tarifas que são fundamentalmente inaceitáveis, ainda mais quando são usadas como alavanca contra a soberania territorial", disse ainda Macron referindo-se designadamente às recentes ameaças de Donald Trump de aumentar em 10% as taxas aduaneiras aplicadas sobre os produtos de oito países que se opõem abertamente à anexação da Gronelândia.

"Neste contexto, quero excluir duas abordagens. A primeira abordagem seria, eu diria, aceitar passivamente a lei do mais forte, levando à 'vassalização'. A segunda abordagem seria adoptar uma postura puramente moral, limitando-nos ao comentário", declarou ainda o Presidente francês ao considerar que "face à brutalização do mundo, a França e a Europa devem defender um multilateralismo eficaz, porque serve os nossos interesses e os de todos aqueles que se recusam a submeter-se ao domínio da força."

Ao insistir sobre a necessidade de se defender o multilateralismo e "reter as lições da segunda guerra mundial", Emmanuel Macron recordou que a França assume este ano a presidência rotativa do G7, o grupo dos sete países mais industrializados, "com uma clara ambição de restabelecer o G7 como um fórum para um diálogo franco entre as principais economias e para soluções colectivas e cooperativas".

"Nós acreditamos que precisamos de mais crescimento, precisamos de mais estabilidade neste mundo. Mas nós preferimos o respeito à intimidação. Nós preferimos a ciência à teoria da conspiração, e nós preferimos o Estado de direito à brutalidade", concluiu o Presidente francês cuja agenda não prevê qualquer encontro com Trump à margem do Fórum, já que ele deixa Davos ainda esta terça-feira antes da chegada do seu homólogo americano amanhã.

Respondendo a jornalistas, o chefe de Estado francês afastou igualmente a hipótese de uma "reunião" do G7 nesta quinta-feira em Paris, um encontro que tinha inicialmente proposto numa mensagem enviada a Donald Trump.

O Presidente americano que entretanto divulgou ontem à noite estas trocas, criticou o seu interlocutor francês por recusar integrar o "Conselho da Paz" que Washington pretende criar, uma entidade que do ponto de vista francês visaria ser uma ONU paralela. ANG/RFI

São Tomé e Príncipe/Patrice Trovoada diz-se "disponível" para voltar ao Governo após decisão do Tribunal Constitucional

Bissau, 21 Jan 26 (ANG) - O antigo-primeiro ministro são-tomenses, Patrice Trovoada, diz-se disposto a voltar à governação do país, após o Tribunal Constitucional ter declarado que é inconstitucional a demissão do seu Governo pelo Presidente Carlos Vila Nova em Janeiro de 2025.

Perante a decisão do Tribunal Constitucional de ter considerado a sua demissão em Janeiro de 2025 inconstitucional, o ex-primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada, diz estar "disponível" para voltar à governação do país tendo em conta a grave situação que o arquipélago atravessa.

A situação de São Tomé e Príncipe hoje é tão grave a nível económico, a nível social, a nível até do funcionamento das instituições, que estou disponível a assumir qualquer responsabilidade que me for atribuída pelo partido”, declarou ao antigo líder do Governo.

Trovoada considera que mesmo após um ano afastado do poder, esta decisão é importante e “mais vale tarde que nunca”. O líder da ADI disse ainda que se se tratou de “uma decisão ilegal", "de um golpe de Estado palaciano", houve consequências para a população e que terá de haver consequências.

Quem tem que tomar as decisões e assumir com as consequências, se é que têm a dignidade moral para o fazer, são os responsáveis disso tudo, que é o Presidente da República, em primeiro lugar, e o Governo que ele nomeou, o Governo da sua iniciativa, que decorre também de uma ilegalidade e, por isso, não é legítimo”, disse em declarações à Agência Lusa.

O actual primeiro-ministro, Américo Ramos, reagiu nesta segunda-feira ao acórdão do Tribunal Constitucional que considerou como anti-constitucional a demissão há um ano do governo de Patrice Trovoada. Reagindo à imprensa o chefe do executivo apelou a que fosse o próprio Tribunal a explicar a decisão agora tornada pública, precisando porém que ela não tem efeitos retroactivos.

Eu acho que era preciso ler o acórdão, que diz claramente que o efeito é para o futuro, daí que eu não vejo espaço para essa posição neste momento”, disse Américo Ramos, questionado pela imprensa à saída da cerimónia de tomada de posse do novo Chefe de estado Maior das Forças Armadas, na Presidência da República.

Na segunda-feira, o Tribunal Constitucional são-tomense declarou inconstitucional a demissão do Governo do ex-PM Patrice Trovoada, justificando que o Decreto Presidencial de Janeiro de 2025 fundamentava a demissão em motivos abstractos, como uma ”suposta crise política” ou um “clima de desconfiança, sem apresentar provas ou uma conexão clara com a ameaça ao funcionamento das instituições democráticas”, pelo que “tal acto pode ser considerado inconstitucional, face à exigência da Constituição onde determina que as decisões dos órgãos de soberania sejam fundamentadas e proporcionais”. ANG/RFI

 

Suíça/Ursula Von Der Leyen promete resposta firme da Europa face às ameaças de Trump

Bissau, 21 Jan 26 (ANG) - Hoje, no Fórum Económico Mundial que decorre esta semana em Davos, na Suíça, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu uma resposta "firme" às repetidas ameaças sobre a Gronelândia por parte de Trump, referindo-se à cimeira extraordinária da UE a ser organizada na quinta-feira em Bruxelas. Estas declarações surgem numa altura em que o Presidente americano acaba de anunciar ontem à noite uma reunião "das diferentes partes" sobre a Gronelândia, à margem do Fórum Económico.

"Mergulhar numa espiral descendente só beneficiaria os adversários que estamos ambos determinados a manter fora. A nossa resposta será, portanto, firme, unida e proporcional", disse Ursula von der Leyen no seu discurso nesta terça-feira na tribuna do Fórum Económico Mundial, referindo-se às ameaças proferidas há dias por Trump de que iria aumentar as taxas alfandegárias a partir do dia 1 de Fevereiro aos países que se opuserem ao seu projecto de tomar o controlo da Gronelândia.

A França, a Finlândia ou ainda a Noruega, para além da Dinamarca que tutela esse território do Árctico são alguns dos países alvo da ira de Trump que ainda ontem, em entrevista a um jornal da Florida, se declarou convicto de que os europeus "não iriam resistir muito".

Após um encontro a nível ministerial ontem em Bruxelas, os titulares da economia e finanças dos 27 quiseram mostrar uma frente unida perante Trump, mas mostraram-se prudentes quanto às possibilidades que estão a encarar.

"Há um Conselho Europeu quinta-feira. Não vou antecipar as decisões que o Conselho Europeu tomará ao nível dos primeiros-ministros e chefes de governo. Mas tem que ser uma resposta unida e uma resposta bastante forte, porque há linhas que não se ultrapassam e a soberania dos Estados é uma dessas", começou nomeadamente por dizer o titular do pelouro das finanças de Portugal, Joaquim Sarmento.

"Não vamos antecipar soluções agora. Não é possível aceitar que, ainda para mais um país que é aliado da Europa na NATO, um país que com a Europa tem tido, tem as maiores relações comerciais a nível mundial, possa pôr em causa a soberania de uma parte de um Estado-Membro", acrescentou o governante português.

Em cima da mesa está nomeadamente a possibilidade de se reactivarem as medidas de retaliação previstas numa lista que inclui 93 mil milhões de Euros de mercadorias americanas, um pacote de sanções que tinha sido encarado pela UE e em seguida abandonado no verão passado, depois de um acordo comercial com Washington.

Outra hipótese é a activação do instrumento anti-coercivo da UE, considerado como uma "bazuka", que permite designadamente limitar as importações provenientes de um país ou o seu acesso a certos contratos públicos e bloquear certos investimentos. Esta solução é preconizada designadamente pelo Presidente francês que tem denunciado com veemência "o novo colonialismo e o novo imperialismo" nas relações internacionais.

 

     Portugal/ Políticos europeus pedem declaração de independência da UE

Bissau, 21 Jan 26 (ANG) - Diversos políticos europeus defenderam hoje que a segurança, prosperidade e democracia do bloco europeu não pode mais depender da "vontade mutável" dos Estados Unidos e pedem uma declaração de independência da União Europeia.

Num artigo publicado hoje no Diário de Notícias, figuras como Joseph Borrell, ex-alto-representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, diversos ex-presidentes, ex-membros do Parlamento Europeu e representantes de instituições como o Instituto Jacques Delors consideram que a estratégia de apaziguamento em relação a Donald Trump não está a funcionar.

"As concessões e acomodações não reduziram a imprevisibilidade e hostilidade de Trump, que culminaram em ameaças reiteradas à Gronelândia", escrevem as figuras que assinam o artigo de opinião, que conta igualmente com a portuguesa Margarida Marques, antiga secretária de estado dos Assuntos Europeus e ex-membro do Parlamento Europeu.

No artigo, assinado por mais de 50 figuras internacionais, defendem que estas concessões aprofundaram a vulnerabilidade estratégica da Europa e defendem que uma Europa mais produtiva e competitiva é "condição prévia para o poder geopolítico e o bem-estar social".

Para isso, exortam a Comissão a apresentar uma proposta de Quadro Financeiro Plurianual (QFP) novo, "reforçado e mais ambicioso", capaz de financiar bens públicos europeus, incluindo novas prioridades de Defesa e investigação.

Defendem igualmente o estabelecimento de uma Defesa Comum Europeia, "apoiada por uma união política mais forte", considerando que "só uma Europa mais federal poderá enfrentar estes desafios" .

Reconhecendo a ameaça à segurança que a UE enfrenta e a "hostilidade aberta" de Trump, apelam aos estados-membros no Conselho Europeu para estabelecerem uma Defesa Comum Europeia, como previsto no artigo 42.º do Tratado da União Europeia, um sistema de defesa europeu capaz de coordenar as forças armadas nacionais em caso de agressão.

Pedem igualmente que o Conselho Europeu dê seguimento à proposta do Parlamento Europeu de reformar os tratados para "abolir a unanimidade no sistema de tomada de decisões da UE: "as políticas orçamentais e fiscais, externas, de segurança e defesa, bem como o alargamento, devem ser abrangidas pelo procedimento legislativo ordinário", defendem.

Consideram ainda que o Parlamento Europeu pode desempenhar um papel fundamental na implementação das reformas institucionais necessárias, condicionando o seu apoio aos próximos orçamentos anuais e ao QFP e promovendo uma Assembleia Interparlamentar para defender a plena concretização dos objetivos definidos.

Além disso, defendem também a promoção de uma Assembleia de Cidadãos ad hoc, para envolver as pessoas e a esfera pública europeia em geral, assim como a criação de "uma coligação pró-europeis renovada, suprapartidária e interinstitucional", que abranja os estados-membros mais empenhados no Conselho Europeu, a maioria pró-europeia nos parlamentos europeu e nacionais, a Comissão Europeia e as instituições regionais e locais, bem como a sociedade civil organizada pró-europeia. ANG/Lusa

 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

      
Regiões/CAJ de Bafatá supera expectativas no atendimento aos utentes em 2025

Bafatá, 19 Jan 26 (ANG) – O Centro de Acesso à Justiça (CAJ) da região de Bafatá, leste do país, registou em 2025, um número de atendimentos acima das expectativas, ultrapassando os 200 utentes.

Segundo o despacho de Correspondente regional da ANG para região de Bafatá, a informação foi avançada pelo técnico do centro, Rino da Silva, no balanço anual das actividades, que considerou de positivo.

Aquele responsável disse que o resultado alcançado se deve, essencialmente, à dinâmica dos técnicos e da equipa conhecida como “candonga da justiça”, que realizou ações de sensibilização em várias comunidades da região e que  permitiram aproximar a instituição da população e incentivar os cidadãos a recorrerem aos serviços do CAJ.

De acordo com o jurista, a maioria dos casos atendidos está relacionada com pensão de alimentos, sendo que alguns foram resolvidos no próprio centro através de mediação.

Rino disse que  os processos considerados mais complexos foram encaminhados às instâncias competentes para tratamento judicial.

Rino da Silva esclareceu ainda que o Centro de Acesso à Justiça não substitui os tribunais e que funciona apenas como uma estrutura de apoio e orientação jurídica.

“O CAJ não faz justiça, mas trabalha em parceria com o tribunal, que é a entidade competente para o julgamento dos processos”, afirmou, acrescentando que todos os casos complexos são remetidos para apreciação judicial.

Relativamente às perspetivas para o presente ano, o responsável informou que a instituição está a elaborar um plano de atividades com vista a dar continuidade às ações desenvolvidas em 2025, com o objetivo de alcançar resultados ainda mais positivos.

Defendeu o envolvimento dos órgãos de comunicação social locais na sensibilização das comunidades, sobretudo na divulgação de informações sobre violações dos direitos humanos e violência baseada no género.

O Centro de Acesso à Justiça da região de Bafatá foi inaugurado em 2013 e, desde então, tem desempenhado um papel relevante na resolução de conflitos, encaminhando para os tribunais os processos que exigem julgamento.

A maioria dos casos acompanhados pela instituição está relacionada com violência baseada no género, violações dos direitos humanos e pensão de alimentos.ANG/WP/MI/ÂC//SG

 

Regiões/FAO oferece materiais diversos à Cooperativa Agropecuária de Jovens Quadros de Canchungo

Canchungo, 19 Jan 26 (ANG) – A organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) ofereceu no fim-de-semana materiais diversos à Cooperativa Agropecuária de Jovens Quadros do sector de Canchungo, região de Cacheu, norte do país, com a finalidade de reforçar a capacidade técnica desta cooperativa.

De acordo com o Correspondente de ANG para região de Cacheu, a FAO apoiou a referida cooperativa com 16 cadeiras plásticas, 10 mesas plásticos, um computador de mesa, um projecto uma impressora, um aparelho de ar condicionado, três  toner, três painéis solares, um kit completo de bateria e um exterior.

Após a entrega dos referidos materiais, o encarregado de Avaliação e Seguimento da FAO, Aliu Embaló disse que o apoio foi feito no âmbito da parceria estabelecida com o sistema das Nações Unidas para o reforço das capacidades técnicas de funcionamento, de modo a dar melhor assistência dos jovens empreendedores  de Cacheu.

Embaló apelou aos dirigentes de Cooperativa Agropecuária de Jovens Quadros de Canchungo no sentido de utilizar os materiais oferecidos com bastante cuidado e responsabilidade.

Por sua vez, o Director da Cooperativa Agropecuária de Jovens Quadros de Canchungo, Leandro Pinto Júnior realçou a importância deste apoio institucional para a dinamização das actividades de reuniões das associações da sociedade civil, da região de Cacheu, sobretudo dos jovens empreendedores.

Júnior prometeu  bom uso dos materiais doados à organização que dirige, de forma a tirar  maior proveito .ANG/AALS/ÂC//SG

 

 

 

Transição/Governo transfere gestão do Aeroporto Osvaldo Vieira para empresa OVIA

Bissau, 19 jan  26 ANG -.O Governo de Transição, através do Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital,  anunciou que a gestão comercial e das infraestruturas do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira poderá ser transferida para a empresa responsável pelas obras de reabilitação da referida infraestrutura aeroportuária.

Segundo a mídia digital Cap-GB, o anúncio foi feito no passado  fim de semana,  pelo ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital do Governo de Transição, Florentino Mendes Pereira, na abertura 24.ª reunião ordinária do Comité de Gestão das Atividades Aeronáuticas, um encontro de dois dias promovido pela Agência para a Segurança da Navegação Aérea em África e Madagáscar (ASECNA), em parceria com a Delegação Nacional das  Atividades Aeronáuticas da Guiné-Bissau

O governante, disse  que o acordo firmado entre o Estado guineense e a empresa executora prevê a transferência da gestão quando a taxa de execução das obras atingir 75 por cento.

Segundo o Governo, esta medida insere-se no processo de modernização da aviação civil nacional e deverá contribuir para o aumento da eficiência operacional, a melhoria dos serviços aeroportuários e o desenvolvimento do setor dos transportes aéreos na Guiné-Bissau.

Florentino Mendes Pereira reiterou o compromisso do Executivo de apoiar as decisões tomadas nas reuniões do Comité de Gestão das Atividades Aeronáuticas. O governante sublinhou a importância do diálogo e da concertação para o fortalecimento do setor aeronáutico.

“O Governo compromete-se a apoiar todas as decisões saídas da 23.ª reunião do Comité, bem como as que resultarem deste encontro, com particular incidência na melhoria da situação laboral e na gestão das infraestruturas aeroportuárias”, afirmou.

Mendes Pereira  destacou  que entre as prioridades do Executivo constam a análise da exploração das infraestruturas e equipamentos, a gestão dos recursos humanos, o nível de execução do orçamento de funcionamento e investimento, bem como a implementação da nova grelha salarial e a atualização do valor do ponto do índice VIP.

O ministro Pereira assegurou igualmente o apoio do Governo à todas as iniciativas que visem a melhoria das condições laborais e da proteção social dos trabalhadores da ASECNA, e apelou  maior envolvimento dos membros do Comité, sublinhando que as decisões a serem tomadas na 24.ª reunião devem resultar  de uma análise profunda, participativa e consensual.ANG/MI/ÂC//SG

 

Regiões/Jovens da Tabanca de N'denden de Bissorã homenageiam  Idrisa Sané

Bissorã, 19 Jan 26 (ANG) – Os jovens da tabanca de N´denden, setor de Bissorã, região de Oio, norte do país, homenagearam, sábado, com um torneio de futebol ,o falecido futebolista, Idrisa Sané, pelo seu contributo nas áreas desportivas e sociais naquela comunidade.

Falando ao Correspondente da ANG na região de Oio,   o Presidente do Atlético Clube de Bissorã, Abel Daniel Dingol, destacou que Idrissa Sane  não foi apenas um jogador, mais também um homem que assumiu várias funções na equipa de Atlético Clube de Bissorã.

Dingol elogiou a iniciativa  e recomendou aos  jovens o reconhecimento , em vida, de todos os desportistas que têm contribuído para o bem-estar da comunidade de N'denden.

Por sua vez, a irmã do homenageado,  Mamã Sané expressou a sua  gratidão pelo gesto da comunidade e prometeu dar continuidade as obras sociais de Idrisa Sané.

A equipa Futebol Club  Golo na Hora foi a grande vencedora do troneio ao bater na final a equipa de Tubarão de Norte, nas grandes penalidades depois do nulo de 2-2 aos 90 minutos.

Idrissa Sané  foi antigo jogador da tabanca de N`denden e do Atlético Club de Bissorã.ANG/AD/MSC/ÂC//SG

CAN-2025/Senegal conquista Taça Africana das Nações ao derrotar a seleção marroquina por 1-0 no prolongamento da competição

Bissau, 19 Jan 26 (ANG) – A seleção senegalesa de futebol, conquistou a sua segunda Taça Africana das Nações (CAN-2025), ao derrotar, no domingo, por 1-0, a seleção anfitriã Marrocos, já nos minutos prolongar da competição.

A grande final teve lugar  no Estádio “Principe Moulay Abdellah”, na capital marroquina “Rabat”, que alberga  68.700  adeptos.

A final foi disputada num ambiente de festa entre os adeptos das duas seleções finalista, as respeitivas bancadas estavam superlotadas das claques das duas formações, que faziam sentir gritos, cânticos, claques e sons de tambores.

O país organizador, o  Marrocos, entrou para o jogo muito confiante, mas foi o Senegal quem teve o controlo dos primeiros minutos da partida.

No decorrer do primeiro tempo do jogo, a partida veio a equilibrar-se, com a seleção marroquina  a tentar impor duros trabalhos sobre a barra defensiva senegalesa, que evidenciava  boa resistência.

Foi assim que as duas seleções terminaram a primeira parte do jogo, e  no segundo tempo, as mesmas entraram a jogar com muita cautela porque nenhuma das duas seleções queria  sofrer  golo.

Aos dois minutos depois do tempo regulamentar, o Senegal inaugurou o marcador, mas o golo foi anulado com intervenção do VAR, por alegada falta  cometida pelo jogador senegalês sobre o defesa marroquino.

Aos oito minutos de desconto, a seleção marroquina beneficiou de um penálti que gerou confusão  entre a equipa técnica do Senegal e a arbitragem, razão pela qual, nos minutos 99 a turma senegalesa abandonou o relvado por orientação do seu técnico Pape Thiaw.

Depois do desentendimento registado entre a equipa de arbitragem e a seleção do Senegal, nos minutos108 do prolongar do jogo, o capitão da seleção senegalesa Sadjo Mané, jogou o papel de convencer os colegas a retornarem ao campo, tendo o penalti sido executado   por Brian Diaz mas para a boa defesa do guardião senegalês, Eduard Mendy

Aos  04 minutos do tempo extra do prolongamento, dado pelo juiz da partida, o Senegal apontou o único golo da partida por intermédio do seu atacante Gueye, feito que permitiu ao Senegal sagrar-se vencedor do CAN-Marrocos 2025, a maior prova de futebol africano.

Senegal conquista assim pela segunda vez a Copa Africana das Nações (CAN-Marrocos 2025), depois do  primeiro título  alcançado em 2022, em Camarões.

A seleção senegalesa de futebol foi o líder do grupo “D” na fase do grupo com 07 pontos, e enfrentou na fase eliminatória o Sudão (oitavos de final) e o Mali nas (quartas), antes de chegar a final com o Marrocos país organizador da competição.

Reagindo à essa vitória dos Leões de Terranga, o presidente da República do Senegal, Bassirou Faye decretou feriado nacional para esta segunda-feira, para que todos possam participar na grande  festa de receção da equipa nacional de futebol, vencedora do CAN Marrocos-2025.ANG/LLA/ÂC//SG

 

 Cultura / ONG Casa das Letras e Artes inicia  celebrações do centenário de Vasco Cabral com Biblioteca de Rua

Bissau, 19 Jan (ANG) - A ONG Casa das Letras e Artes Vasco Cabral deu início às celebrações do centenário do poeta e ensaísta guineense Vasco Cabral com a realização de mais uma edição da iniciativa “Biblioteca de Rua”, dedicada à promoção da leitura em espaços públicos.

A atividade decorreu na Praça dos Heróis Nacionais, onde, nas primeiras horas da tarde do passado  fim de semana, crianças, jovens e estudantes foram atraídos por livros dispostos ao ar livre, criando um ambiente acolhedor e educativo no centro da cidade.

Na biblioteca de rua, o público teve acesso gratuito a diversas obras de escritores nacionais e internacionais, entre as quais A Última Tragédia, de Abdulai Sila, Papá Negado, de Eliseu Banori, Desesperança no Chão de Medo e Dor, de Tony Tcheka, O Silêncio das Lágrimas, de Ismael Hipólito Djata, Palavras Suspensas, de Francisco Conduto de Pina, Páginas da Minha Vida, de Renato Moura, Escritor no Silêncio, de Carlos Vaz, e Calar Tem Grito, de Sá Sadino.

Estiveram ainda disponíveis obras de literatura infantil, juvenil, poesia, história e pensamento crítico.

O programa incluiu momentos de leitura livre, conversas informais sobre literatura e educação e interações entre leitores de diferentes idades, reforçando o papel da leitura como instrumento de inclusão social, formação cívica e valorização cultural.

Segundo a diretora executiva da Casa das Letras e Artes Vasco Cabral, Suaila Fonseca Cá, a iniciativa visa aproximar o livro do público e promover o acesso democrático ao conhecimento. “Levar os livros para a rua é levar o conhecimento para onde o povo está”, afirmou.

A responsável explicou ainda que a Biblioteca de Rua está inserida no programa anual de celebração do centenário de Vasco Cabral e tem como objetivo incentivar a leitura como prática essencial para o desenvolvimento cultural e cívico da sociedade.

“Quando se fala de livro e leitura, fala-se de informação, conhecimento e poder”, sublinhou.

Suaila Fonseca Cá encorajou a população a aproveitar a iniciativa para criar o hábito de leitura e desenvolver uma cultura de aquisição de livros, acrescentando que eventos semelhantes serão organizados em todas as regiões do país.

A iniciativa foi bem acolhida pelos participantes, que manifestaram o desejo de ver atividades do género tornarem-se regulares nos espaços públicos da Guiné-Bissau. ANG/LPG//SG