terça-feira, 12 de maio de 2026

Dia Internacional da Enfermagem/ SINETSA admite intensificar luta por melhores condições a partir de 2027

Bissau, 12 Mai 26 (ANG) – O Sindicato Nacional dos Enfermeiros e Técnicos de Saúde e Afins da Guiné-Bissau (SINETSA)  exigiu a  valorização da classe e avisa que poderá intensificar a luta por melhores condições a partir de 2027.

A exigência foi feita no âmbito das celebrações do Dia Internacional da Enfermagem que se assinala hoje, 12 de Maio, em Nota à que a ANG teve hoje acesso.

A organização assinalou o Dia Internacional da Enfermagem com uma mensagem de homenagem aos profissionais do setor, denunciando as “difíceis condições de trabalho” enfrentadas pela classe, e de exigência por melhores salários e valorização profissional.

Na nota assinada pelo presidente do Sindicato, Inussa Intchasso, a organização saudou todos os enfermeiros e enfermeiras guineenses pelo empenho, dedicação e espírito de missão no serviço prestado diariamente à população, sublinhando o papel essencial da enfermagem no funcionamento do sistema nacional de saúde.

O SINETSA alerta para aquilo que considera ser uma “realidade dura, persistente e injusta”, marcada por “salários inadequados” face às responsabilidades da profissão, “carreiras bloqueadas, progressões congeladas” e condições de trabalho que, segundo o sindicato, em muitos casos “beiram o desumano”.

No documento, o sindicato rejeita a utilização da ideia de “vocação” como justificação para a desvalorização da classe, defendendo que a enfermagem é uma profissão técnica, científica e essencial, que exige dignidade salarial, reconhecimento institucional e melhores condições laborais.

Dirigindo-se ao Governo, ao Ministério da Saúde Pública e às demais instituições competentes, o SINETSA afirmou que a classe já não aceitará a continuidade de salários considerados indignos, apontando para remunerações na ordem dos 95 mil francos CFA como insuficientes para responder às exigências da profissão.

O sindicato deixou uma advertência, anunciando que, a partir de Janeiro de 2027, poderá intensificar a luta pela implementação efetiva de uma “carreira digna, justa e compatível” com a responsabilidade dos profissionais de enfermagem no país, independentemente da aprovação formal das medidas reivindicadas.

O SINETSA considera que não é possível construir um sistema de saúde forte com profissionais desmotivados, mal remunerados e desprotegidos, apelando ao Estado para que reconheça  o contributo dos enfermeiros para o funcionamento dos serviços de saúde em todo o território nacional.

Por ocasião do Dia Internacional da Enfermagem, o sindicato felicitou todos os profissionais da classe, reiterando, no entanto, que o compromisso dos enfermeiros com a vida é inegociável, mas que a sua dignidade profissional também o é. ANG/LPG/ÂC//SG

Saúde/ “Marrocos oferece à Guiné-Bissau mais três máquinas de hemodiálise”, diz ministro Quinhin Na Ntote  

Bissau, 12 Mai 26(ANG) - O ministro da Saúde Pública  anunciou, segunda-feira, a recepção de mais três máquinas de hemodiálise oferecidas pelo Reino de  Marrocos para o  centro de tratamento de doenças renais no país.


Quinhin Na Ntote fez o anúncio aos jornalistas  à margem de uma visita que o Primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té, efetuou ao centro de hemodiálise, instalado no Hospital Nacional Simão Mendes.

O centro que até aqui funcionava com cinco máquinas de diálise, foi instalado por Marrocos, em 2025, a pedido do então presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, tendo entrado em funcionamento em Fevereiro do mesmo ano.

“O centro de hemodiálise funciona há mais de um ano, através de um apoio do Reino Marrocos à presidência da República da Guiné-Bissau (…). Hoje vamos receber mais três máquinas para reforçar as cinco que já cá tínhamos, totalizando oito máquinas”, enfatizou o ministro.

Quinhin Na Ntote destacou que Marrocos apoia a Guiné-Bissau desde a abertura do centro com uma equipa técnica e ainda com ‘kits’ de materiais utilizados nos tratamentos. Um contentor foi descarregado segunda-feira no centro com materiais que, segundo o ministro, vão dar para utilizar durante três à quatro meses.

Segundo o ministro, o Governo  também tem adquirido alguns materiais e consumíveis para o centro .ANG/ÂC//SG

CEDEAO/Ministros do Interior comprometem-se com governança harmonizada da gestão integrada das fronteiras

Bissau, 12 Mai 26 (ANG) – Os Ministros do Interior dos Estados Membros da Comunidade Económica do Estados da África Ocidental (CEDEAO) se comprometeram, recentemente com a governança harmonizada da migração e  gestão integrada das fronteiras.

De acordo com o comunicado do Gabinete de Comunicação da CEDEAO, o  compromisso foi assumido na reunião dos ministros responsáveis pelo Interior, Imigração e Gestão de Fronteiras, realizada recentemente em Abidjam, na Costa do Marfim, com a finalidade de promover o diálogo sobre migração para África Ocidental (MIDWA).

“O resultado significativo das deliberações foi o endosso formal da estratégia e do Plano de Ação para Gestão de Fronteiras. Os ministros chegaram à um acordo sobre várias ações prioritárias, incluindo a criação de uma plataforma integrada para interligar os Sistemas de Informação de Gestão de Fronteiras com o objectivo de melhorar o armazenamento de dados e a interoperabilidade”, refere o comunicado.

O Gabinete de Comunicação da CEDEAO informa ainda que os ministros manifestaram o compromisso de colaborar entre si para garantir a aceitação mútua do Cartão de Identidade Biométrico Nacional da CEDEAO em todas as fronteiras aéreas, terrestres e marítimas até Dezembro do ano em curso.  

A reunião dos ministros do Interior da CEDEAO  foi organizada com  apoio da Organização Internacional para as Migrações (OIM), após consultas técnicas e avaliações regionais sobre gestão de fronteiras, recolha de dados sobre migração, bem como o ambiente e as alterações climáticas, realizadas no âmbito do Programa FMM II.

ANG/AALS/ÂC//SG

 

 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Desporto / Audição do Presidente da FFGB  no Ministério Publico adiado devido a  indisponibilidade de magistrados

Bissau, 11 Mai 26 (ANG) - O Presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), Carlos Alberto Mendes Teixeira, não foi ouvido esta segunda-feira na Vara crime do Ministério Publico, conforme previsto, no âmbito do processo relacionado com o fretamento de avião que transportou a seleção de São Tomé e Príncipe para Bissau.


Segundo a Rádio Sol Mansi, que citou  fontes ligados ao processo, a  audição não se realizou devido a indisponibilidade dos magistrados responsáveis pelo processo, alegadamente, por falta de tempo para dar seguimento aos procedimentos agendados para o dia.

O caso está relacionado  ao alegado desvio de mais de 183 milhões de francos CFA, destinados ao pagamento das despesas de transporte da selecção de São Tomé e Príncipe , durante a  campanha de qualificação para campeonato Africano das Nações (CAN) 2023.

Segundo as investigações, o montante em causa terá sido disponibilizado pelo então governo chefiado por Nuno Gomes Nabian.

As investigações conduzidas pelo Ministério Público apontam para possíveis indícios de corrupção e fraude documental envolvendo altos dirigentes da FFGB.

O Ministério Público deverá anunciar uma nova data  para audição de Carlos Alberto Teixeira. ANG/Radio Sil Mansi

França/Cidade de Vierzon dirigida pela extrema direita cancela comemoração da abolição da escravidão

Bissau, 11 Mai 26 (ANG) - A prefeitura de Vierzon, cidade administrada desde Março por uma lista de união da extrema direita, afirmou não ter organizado neste domingo (10) a comemoração da abolição da escravidão por razões de economia orçamentária e pela falta de interesse dos moradores.

A oposição acusa o prefeito de ter tomado a decisão para agradar as alas mais racistas do eleitorado.

O dia 10 de Maio é oficialmente reconhecido na França como a data nacional de comemoração da abolição da escravidão. Essa data não corresponde diretamente à abolição em si, mas ao reconhecimento jurídico e simbólico da escravidão pela República Francesa, após uma lei adotada em 2001e um decreto presidencial de 2006.

Desde então, várias cidades organizam cerimónias para marcar a data. No entanto, a prefeitura de Vierzon, cidade a cerca de 190 km ao sul de Paris, decidiu suprimir as celebrações.

Para justificar a decisão, que gerou polémica, o vice-prefeito Yves Husté alegou a situação financeira da cidade, de 25 mil habitantes, “com uma dívida de € 32 milhões” e “2,5 milhões em contas não pagas”. Segundo ele, o custo da cerimónia seria da ordem de € 1.500. “Estamos tentando economizar um pouco em todos os lugares”, acrescentou.

O vice-prefeito afirmou ainda que “ninguém comparecia” a essa data comemorativa. “Acho que isso acontece porque é um fato histórico que não tem nenhuma ligação com o presente”, argumentou o eleito para explicar o baixo interesse da população da cidade pelo 10 de Maio.

O cancelamento da cerimónia pela nova prefeitura “não é nem um esquecimento, nem uma vontade de economizar, mas sim a vontade de agradar as alas mais racistas do eleitorado de extrema direita”, denunciou nas redes sociais o deputado comunista e ex-prefeito da cidade, Nicolas Sansu, que havia instituído essa data de comemoração da abolição da escravidão em

Vierzon durante seu mandato. Apesar da decisão da prefeitura, Sansu organizou uma cerimónia informal neste domingo.

Para o Conselho Representativo das Associações Negras da França (Cran, na sigla em francês), a decisão do novo prefeito de não comemorar a data “constitui um ato político de uma violência simbólica inaceitável”.

“Apagar um dia nacional dedicado à memória do tráfico negreiro, da escravidão e de suas abolições equivale a atacar frontalmente um dever republicano fundamental: o de reconhecer os crimes contra a humanidade que moldaram a nossa história”, declarou o presidente do Cran, Haidari Nassurdine.

O vice-prefeito afirmou “compreender aqueles que são apegados” a essa data comemorativa, ressaltando que não impediu a realização da cerimônia organizada pelo ex-prefeito.

No fim de março, uma lista de união da extrema direita venceu a eleição municipal em Vierzon, cidade que era governada pela esquerda desde o fim da Segunda Guerra Mundial e comunista desde 2008.

A candidatura de Yannick Le Roux, policial de 50 anos, à frente de uma lista que reunia, entre outros,eleitos do partido de extrema direita Reunião Nacional, de marine Le Pen obteve 47,87% dos votos válidos no segundo turno nessa subprefeitura.

 

Em termos históricos, a escravidão foi abolida pela primeira vez na França em 1794, durante a Revolução Francesa, medida posteriormente revogada por Napoleão, antes de ser abolida de forma definitiva em 27 de abril de 1848.

ANG/RFI/Com agências


Suíça/ONU alerta para uma escalada mortal de ataques com drones contra civis

Bissau, 11 Mai 26 (ANG) – O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, emitiu nesta segunda-feira um alerta máximo em relação à escalada do conflito no Sudão, denunciando o uso crescente de drones armados pelas partes em guerra e suas consequências mortais para os civis.


Em comunicado, o Sr. Türk alertou que uma intensificação dos combates nas próximas semanas poderá causar mais deslocamentos em massa de pessoas, interromper ainda mais a entrega de ajuda humanitária e estender as hostilidades às regiões central e leste do país.

Segundo dados coletados pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos no Sudão, os ataques com drones causaram pelo menos 880 mortes de civis entre janeiro e abril de 2026, representando mais de 80% das mortes de civis relacionadas ao conflito durante esse período.

“Os drones armados são agora, de longe, a principal causa de mortes de civis”, disse Volker Türk, acrescentando que seu uso permite que os combates continuem sem cessar com a aproximação da estação chuvosa, que tradicionalmente desacelera as operações terrestres. Ele alertou para uma nova fase do conflito, “ainda mais mortal”, caso a comunidade internacional não tome medidas rápidas.

O Alto Comissário apelou para que se impeça a transferência de armas para as partes em conflito, incluindo drones armados cada vez mais sofisticados, denunciando a "trivialização" desta tática pelas Forças de Apoio Rápido (RSF) e pelas Forças Armadas Sudanesas (SAF).

A maioria das vítimas civis registradas durante o primeiro trimestre ocorreu na região de Kordofan. Em 8 de maio, ataques com drones em Al Quz, no Kordofan do Sul, e perto de El Obeid, no Kordofan do Norte, teriam matado 26 civis.

A infraestrutura civil é alvo frequente de ataques, em particular os mercados, que já foram atacados pelo menos 28 vezes, e as instalações de saúde, que sofreram pelo menos doze ataques em quatro meses, o que por vezes leva ao seu encerramento e deixa populações inteiras sem acesso a cuidados médicos. Depósitos de combustível e rotas de abastecimento também foram alvos nas últimas semanas.

Segundo a ONU, o uso de drones está se estendendo para além de Darfur e Kordofan, atingindo também os estados do Nilo Azul e do Nilo Branco, além da capital, Cartum. Um ataque ao Aeroporto Internacional de Cartum, em 4 de maio, levou à suspensão de todos os voos, enquanto diversos ataques direcionados atingiram Cartum e Omdurman entre 28 de abril e 5 de maio.

O Sr. Türk acreditava que esse ressurgimento da violência pôs fim à relativa calma observada nos últimos meses na capital, quando muitos civis haviam retornado.

Ele também alertou que uma escalada dos combates em Kordofan poderia expor civis a novos ataques retaliatórios e a deslocamentos em larga escala, particularmente nas cidades de El Obeid e Dilling, que se encontram em condições próximas a um cerco.

O Alto Comissário enfatizou, por fim, que o aumento da violência estava comprometendo seriamente a ajuda humanitária em um país que enfrenta um risco crescente de fome e insegurança alimentar aguda, agravada, segundo ele, pelos atrasos previstos no fornecimento de fertilizantes devido à crise do Golfo.

Ele apelou às partes em conflito para que garantam a proteção dos civis, a sua livre circulação para fora das zonas de combate e para que impeçam represálias, execuções sumárias, violência sexual, detenções arbitrárias e raptos. ANG/Faapa

 

Religião/PM pede aos peregrinos que rezassem para  promoção da paz e tranquilidade no país

Bissau, 11 Mai 26 (ANG) - O Primeiro-ministro (PM) pediu no passado fim de semana aos peregrinos ara rezarem para a paz, entendimento e tranquilidade na Guiné-Bissau.

Ilídio Vieira Té fez o apelo na cerimónia que assinalou  a partida do grupo de peregrinos guineenses  à cidade Santa de Meca, para o cumprimento do 5º pilar do islão.

Vieira Té disse que a promoção do bem comum deve ser tarefa de todos com a finalidade de garantir o desenvolvimento interno e bem-estar social.

“Deus é o único que tem o poder de ajudar os necessitados. Ele  é quem está acima de todas as coisas. Assim sendo, devemos pedir a sua bênção para o nosso país”, disse Té.

O Chefe do Governo sustentou ainda que, louvar à Deus não deve ser simplesmente nas aparências, mas sim, em ações concretas.

“Quando Deus lhe dá o poder é para fazer o bem, porque uma vez fazendo mal será o próprio PAI divino quem vai te castigar. Por isso, é fundamental ter atenção em tudo o que fazemos”, disse o PM.

Ilídio Vieira Té desejou  boa viagem aos peregrinos e que todos voltassem  em boa saúde.

Salientou que a  Guiné-Bissau é um país laico em que as diferentes religiões se convivem em sintonia amistosa e que por isso, o Governo está e estará sempre disponível para colaborar com qualquer que seja confissão  religiosa.

A Guiné-Bissau enviou este ano cerca de 600 peregrinos à Cidade Santa de Meca. ANG/AALS//SG

Dia da Europa/Embaixador da União Europeia almeja um diálogo construtivo com as autoridades nacionais

Bissau, 11 Mai 26(ANG) – O Embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau, disse almejar um diálogo construtivo com as autoridades nacionais, as Nações Unidas, a União Africana e  CEDEAO, e diz ter a esperança num rápido retorno à ordem constitucional no país.

Federico Bianchi falava, sábado, na cerimónia comemorativa do Dia da Europa e dos 50 anos de Parceria entre a União Europeia e a Guiné-Bissau .

“Ao olharmos para o futuro, temos diante de nós uma oportunidade histórica de projectar os próximos 50 anos de cooperação numa base renovada”, salientou o diplomata.

Disse que, tal como os guineenses, a União Europeia quer uma Guiné-Bissau com instituições resilientes, em que a governação nacional e local sejam transparentes e participativas.

Acrescentou que pretende ver a Guiné-Bissau com infraestruturas modernas, cidades mais verdes, uma economia diversificada e sustentável, com jovens formados com emprego digno, mulheres com oportunidades iguais e livres da violência de género.

Federico Bianchi frisou que almeja ainda uma Guiné-Bissau com uma agricultura e  pescas que respeitem o ambiente e valorizem as comunidades locais e um sector cultural capaz de transformar a memória em oportunidades económicas e sociais.

“Queremos continuar a trabalhar convosco para que esta visão partilhada se torne realidade. E queremos trabalhar em parceria igualitária, queremos construir convosco o sonho dos nossos fundadores”, sublinhou o diplomata.

O Embaixador da União Europeia no país disse aproveitar este 09 de Maio para trazer à esta cerimónia outras datas importantes que celebraram no presente ano, ao referir-se aos 50 anos de parceria entre a EU e a Guiné-Bissau.

“Foram os 50 anos em que trabalhamos, lada a lado, em setores fundamentais, com resultados reais, mas ainda aquém do sonho dos nossos fundadores.

Na educação, prosseguiu Federico Bianchi, reabilitamos escolas, construímos salas de aula, formamos  professores e organizamos programas de capacitação técnica, formação profissional e empreendedorismo para jovens entre outros”, disse.

Em jeito de balanço  disse que hoje mais de 70 por cento das crianças  guineenses frequentam o ensino básico, mas que apenas 30 por cento o completam. “Isto não nos pode satisfazer”, disse.

O diplomata afirmou que, na saúde, financiaram programas de saúde materna, e infantil, campanhas de vacinação, projectos de combate ao paludismo, telemedicina e  reforçaram centros de saúde.

Disse  que tudo foi feito  em estreita coordenação com as autoridades nacionais e parceiros multilaterais, porque “a saúde não é um luxo, é um direito”.

“Os setores sociais e o investimento no capital humano são importantes, mas só serão verdadeiramente concretizados quando a Guiné-Bissau explorar o seu potencial económico e este tem sido um dos nossos maiores desafios”, salientou.

Sobre  desenvolvimento rural e agricultura, Federico Bianchi sublinhou que fortaleceram a resiliência climática e que querem caminhar para assegurar a segurança alimentar.

“Investimos nas cadeias de valor do arroz, fruta, caju e peixe para melhorar o rendimento dos produtores e potenciar esse sector central para a economia guineense”, frisou.

O diplomara disse que a reabilitação e alargamento da estrada Safim-Mpack e a construção da estrada Quebo-Boké, integradas no corredor multimodal Praia-Dakar-Abidjam, vai reforçar a conectividade regional, facilitar o comércio, reduzir custos de transporte e aproximar as populações.

“Estamos a caminhar, lado a lado, com a Guiné-Bissau na proteção do ambiente e na conservação da extraordinária biodiversidade deste país, dos mangais, e ecossistemas costeiros, as florestas, rios e áreas protegidas que são o sustento de tantas comunidades”, frisou Bianchi.ANG/ÂC//SG

Fauna/ Presença de dois elefantes registada por “câmara trap” no Parque Nacional de Cantanhez

Bissau,11 Mai 26 (ANG) – Uma “câmara Trap” instalada no corredor ecológico de Balana, na mata de Caroe, no setor de Quebo, Região de Tombali, sul do país, registou, recentemente, a presença de dois elefantes no Parque Nacional de Cantanhez (PNC).

A informação consta na página oficial do Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP) segundo a qual nas imagens captadas vê-se que  um dos dois apresenta um dente partido.

Os dados foram recolhidos durante uma atividade de monitorização da fauna, em que, mais uma vez, se confirmou  a presença desta espécie emblemática no PNC.

A direção do Parque considerou o registo de um sinal positivo para a preservação da biodiversidade na Guiné-Bissau.

E salienta que o corredor de Balana continua a ter um papel fundamental na circulação da fauna e a presença dos elefantes prova que ainda existem áreas naturais capazes de garantir abrigo e alimento à espécies de grande porte, apesar das ameaças da desflorestação e das atividades humanas descontroladas.

“As câmaras Trap tornaram-se numa ferramenta essencial para a conservação, permitindo captar imagens sem perturbar os animais no seu habitat. Além dos elefantes, os equipamentos já registaram outras espécies raras, contribuindo para estudos científicos e o reforço das ações de proteção”, salientou o IBAP.

A direção do Parque declara que vai continuar a reforçar a vigilância e a sensibilização junto das populações, garantindo a coexistência pacífica entre as comunidades e a fauna selvagem.  ANG/JD/ÂC//SG

          Regiões/ Futebol Clube de Canchungo recebe Licença da CAF

Canchungo, 11 mai 26 (ANG) – O Presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau(FFGB),  entregou, no passado fim de semana, ao Futebol Clube de Canchungo, a Licença da Confederação Africana de Futebol (CAF).

Em declarações à imprensa, segundo o despacho do Correspondente da ANG na região de Cacheu, Carlos Alberto Mendes Teixeira disse que a referida Licença da CAF  vai permitir ao FC de Canchungo, participar na Liga dos Campeões Africanos, caso vença o Campeonato Nacional este ano.

“O Futebol Clube de Canchungo é um dos Clubes que ganhou muito com a minha Direção, porque beneficiou de um Estádio Sintético, um título de Campeão Nacional, uma Taça da Guiné e uma Super Taça da Guiné”, enalteceu.

Teixeira afirmou que o desenvolvimento do futebol é um processo longo e o que não foi feito em 50 anos, não pode ser feito em 04 anos do seu mandato, pelo pediu  paciência à todos os simpatizantes e os adeptos do futebol.

O Presidente da FFGB, disse que estão em curso as obras de construção de um Centro Técnico Desportivo, em Nhacra, região de Oio, no norte do país,  um estudo para a construção de um campo de futebol 08, em Bubaque e mais dois Projetos de construção de campos de futebol 07 e 08, nas escolas, para a formação física e mental dos jovens .

Na ocasião, o Vice-Presidente do Futebol Clube de Canchungo, Faustino Paulo Mango reiterou que  um dos principais objetivos do Clube de Canchungo é vencer o Campeonato Nacional de Futebol nesta época desportiva 2025/2026, para poder representar ao país na Liga dos Campeões Africanos.

A cerimónia de entrega da Licença da CAF ao FC de Canchungo decorreu no  Estádio "Saco Vaz", em Canchungo, antes do jogo entre o Futebol Clube de Canchungo e o Massaf de Cacine, partida que a formação local venceu por
duas bolas a zero. ANG/ AG/LPG//SG

Côte D`Ivoire/ EIU observa estabilização global do Índice de Democracia apesar das fragilidades persistentes na África Subsariana

 

Bissau, 11 de Mai 26 (ANG) – O Índice de Democracia de 2025, publicado pela Economist Intelligence Unit (EIU), relata uma estabilização da democracia no mundo após oito anos consecutivos de declínio, ao mesmo tempo que observa a persistência de fragilidades institucionais em diversas regiões, particularmente na África Subsaariana.

 

Segundo o relatório enviado à AIP na segunda-feira, 11 de maio de 2026, pela organização CIVIS-CI , a pontuação média global do Índice de Democracia subiu de 5,17 em 2024 para 5,19 em 2025, marcando uma ligeira recuperação considerada o primeiro sinal de estabilização em quase uma década.

 

Os autores do relatório, no entanto, destacam uma exceção notável nos Estados Unidos, onde a democracia teria se deteriorado desde a posse do presidente Donald Trump em janeiro de 2025.

 

O estudo revela que aproximadamente 75% dos países avaliados registraram uma melhora ou estabilidade em seu índice democrático entre 2024 e 2025. A América Latina e o Caribe, em particular, encerraram nove anos consecutivos de declínio regional, graças aos progressos observados em diversos países, incluindo a Bolívia, com a organização de eleições consideradas livres e justas.

Na África subsaariana, o relatório indica que a situação permanece mista. A região ainda é dominada por regimes autoritários e híbridos, que representam aproximadamente 85% dos sistemas políticos do continente. No entanto, alguns países têm apresentado avanços democráticos.

Senegal e Malawi alcançaram, portanto, o status de "democracias imperfeitas". Em relação ao Senegal, o relatório destaca as reformas adotadas em 2025 para fortalecer a transparência e o combate à corrupção, incluindo uma lei de proteção a denunciantes e melhor acesso à informação pública.

O Índice também observa um aumento no ativismo político juvenil na África, particularmente no Quênia e em Madagascar, onde protestos liderados por movimentos da Geração Z resultaram em mudanças políticas e governamentais.

Ao mesmo tempo, o documento relata um ressurgimento de golpes militares em todo o continente. Guiné-Bissau e Madagascar sofreram quedas significativas em seus índices de democracia após tomadas de poder pelos militares, enquanto Gabão e Guiné iniciaram um retorno ao governo civil.

Segundo os autores do relatório, os desafios de segurança, as crises institucionais e as dificuldades relacionadas com a sucessão política em vários estados africanos continuam a enfraquecer as instituições democráticas.

Criado em 2006, o Índice de Democracia da EIU avalia anualmente 167 países e territórios com base em cinco critérios: processo eleitoral e pluralismo, funcionamento do governo, participação política, cultura política e liberdades civis.ANG/Faapa

    

 Médio Oriente/Irã exigiu fim da guerra e desbloqueio de ativos em proposta julgada ‘inaceitável’ por Trump

Bissau, 11 Mai 26 (ANG) - O Irã, em resposta à proposta dos EUA, pediu o fim da guerra em toda a região, inclusive no Líbano, além do desbloqueio dos ativos iranianos congelados, informou nesta segunda-feira (11) o Ministério das Relações Exteriores.

 “A única coisa que exigimos foram os direitos legítimos do Irã”, declarou o porta-voz do ministério, Esmaïl Baghai, durante a coletiva semanal. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou a proposta iraniana  “totalmente inaceitável”.

 

Teerã reivindica, em particular, “o fim da guerra na região”, o fim do bloqueio americano aos portos iranianos e “a liberação dos ativos pertencentes ao povo iraniano, que estão injustamente bloqueados há anos”, acrescentou. O Irã denunciou “exigências excessivas” dos EUA, equivalentes a uma capitulação, segundo a imprensa oficial iraniana.

Segundo o Wall Street Journal, oIrã cita em sua resposta negociações sobre o programa nuclear em um prazo de 30 dias. O país está disposto a diluir parte de seu urânio enriquecido e a transferir o restante para um “país terceiro”, mas recusa o desmantelamento de seus equipamentos e uma moratória de 20 anos sobre seu processo de enriquecimento de urânio.

 

Trump afirmou em sua rede social Truth Social que tomou conhecimento da resposta dos “chamados representantes do Irã”. “Não gostei — totalmente inaceitável”, escreveu o presidente americano. A proposta é “legítima e generosa”, reagiu Esmail Baghai, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã.

 

De acordo com a imprensa oficial iraniana, a resposta de Teerã trata da segurança da navegação noEstreito de Ormuz e exige o fim do conflito, especialmente no Líbano, onde Israel mantém sua campanha militar apesar de uma trégua separada anunciada em 16 de abril, alegando querer neutralizar o Hezbollah, aliado do Irã.

 

Mais de 2.700 pessoas, incluindo crianças, socorristas e jornalistas, foram mortas pelo Exército israelense no Líbano desde 2 de março. As esperanças de uma solução para o conflito em um futuro próximo parecem pequenas. Apenas uma rodada de negociações foi realizada, em 11 de abril, em Islamabad, por meio da mediação do Paquistão.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou no domingo que a guerra contra o Irã não terminou, citando a necessidade de retirar de Teerã seus estoques de urânio enriquecido e de privar as milícias aliadas ao Irã de capacidades militares.

Os ministros da Defesa do Reino Unido e da França vão copresidir, na terça-feira, uma reunião por videoconferência com seus homólogos de países dispostos a contribuir para uma missão de segurançano Estrito de Oruz, com o objetivo de discutir as contribuições militares de cada um, anunciou Londres no domingo.

Teerã advertiu no mesmo dia que haverá uma “resposta decisiva e imediata” das Forças Armadas em caso de envio de forças francesas e britânicas ao Estreito de Ormuz, após o anúncio de Paris e Londres sobre o deslocamento de navios militares à região.

O presidente francês Emmanuel Macron, porém, afirmou na noite de domingo que a França “jamais considerou” um “envio” ao estreito. Cerca de 40 países envolvidos devem aproveitar a reunião de terça-feira para discutir e definir suas contribuições militares para a missão defensiva destinada a reabrir e garantir a segurança do Estreito de Ormuz quando as condições permitirem, informou o Ministério da Defesa britânico em comunicado.

Em meados de abril, vários países envolvidos indiretamente no conflito disseram estar dispostos a estabelecer uma “missão neutra” para garantir a segurança da passagem, durante uma conferência copresidida em Paris pelo presidente francês Emmanuel Macron e pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

O objetivo é “acompanhar e proteger os navios mercantes que transitarem pelo golfo”, declarou Macron, enquanto Starmer mencionou uma força “pacífica e defensiva”. Os Estados Unidos e o Irã, partes envolvidas diretamente no conflito, não participaram dessas negociações.

Londres já anunciou o pré-posicionamento no Oriente Médio, sem mais detalhes, de um destróier, o HMS Dragon, até então estacionado no Mediterrâneo oriental. Paris, por sua vez, anunciou em 6 de maio o envio ao golfo do porta-aviões Charles de Gaulle.

Durante a reunião de terça-feira, “nosso papel será garantir que não fiquemos apenas nas palavras, mas que estejamos prontos para agir”, afirmou o ministro britânico da Defesa, John Healey, que copresidirá o encontro com a ministra francesa Catherine Vautrin.

O bloqueio do Estreito de Ormuz por Teerã, estratégico para o transporte marítimo, especialmente de hidrocarbonetos, abalou a economia mundial, e cerca de 1.500 navios e 20 mil tripulantes estão retidos na região.

O Estreito tornou-se um dos principais focos de tensão entre Estados Unidos e Irã, e confrontos esporádicos ocorrem ali apesar do cessar-fogo em vigor desde 8 de abril entre os dois países.

Washington mantém, por sua vez, um bloqueio aos portos iranianos desde 13 de abril, enquanto as negociações seguem sem avanço. No domingo, um navio de transporte foi atingido ao largo da costa do Catar. O Irã afirmou que a embarcação “ostentava bandeira americana e pertencia aos Estados Unidos”, sem reivindicar explicitamente o ataque.

Estados Unidos e países do Golfo pediram na quinta-feira ao Conselho de Segurança da ONU que exija que o Irã pare de “impedir” a navegação no estreito. Um projeto de resolução nesse sentido foi apresentado por Washington e Bahrein, mas a Rússia, aliada de Teerã, indicou que está pronta para bloquear o texto. ANG/RFI/Com agências

África do Sul/Possibilidade de impeachment volta a ameaçar presidente Ramaphosa por caso de dinheiro roubado

Bissau, 11 Mai 26 (ANG) - O Tribunal Constitucional da África do Sul reabriu recentemente a possibilidade de um processo de impeachment contra o presidente Cyril Ramaphosa, envolvido em um grande escândalo de dinheiro roubado.

A corte reverteu uma votação parlamentar que havia se posicionado contra a destituição do presidente.

A Assembleia Nacional, então dominada pelo partido ANC do presidente, rejeitou em 2022 um relatório parlamentar que concluía que Ramaphosa "pode ter cometido" atos ilícitos. Ele era suspeito de acobertar um roubo em sua fazenda Phala Phala, no nordeste do país, onde centenas de milhares de dólares em espécie foram furtados.

A votação dos deputados, que bloqueou um possível processo de impeachment, "é inconstitucional, inválida e foi anulada", afirmou a presidente do Tribunal Constitucional, Mandisa Maya, que analisava uma queixa apresentada pelo partido de extrema esquerda EFF.

A decisão também determina que o relatório seja "encaminhado a uma comissão de impeachment", com poderes investigativos mais amplos.

Caso o novo relatório da comissão recomende o impeachment, o processo precisará ser aprovado por uma maioria de dois terços na Assembleia Nacional para ser aplicado. O presidente Cyril Ramaphosa, aos 73 anos e no cargo desde 2018, teria cogitado renunciar quando o escândalo veio à tona, segundo relatos da imprensa.

Nesta sexta-feira, a presidência declarou que "respeita a decisão do Tribunal Constitucional". "O presidente Ramaphosa tem cooperado integralmente com as diversas investigações conduzidas sobre o assunto", indicou um comunicado de seu gabinete. "O presidente Ramaphosa reafirma que ninguém está acima da lei."

Ao contrário de 2022, quando o ANC detinha 57 por cento das cadeiras no Parlamento, o partido não possui mais maioria absoluta na Casa. Com apenas 40% dos assentos desde as eleições de 2024, o partido foi forçado a formar uma aliança temporária com adversários de longa data, como a Aliança Democrática (DA), de centro-direita, que detém 21% dos votos parlamentares.

A reviravolta legal ocorre em ano eleitoral, com eleições municipais marcadas para 4 de Novembro. O ANC, partido de Nelson Mandela, pode perder ainda mais terreno em grandes cidades como Joanesburgo para a Aliança Democrática (DA), ou Durban para o Partido MK, do ex-presidente Jacob Zuma, que tem uma presença particularmente forte na região.

O mandato de Cyril Ramaphosa também está chegando ao fim. Um congresso do ANC está marcado para Dezembro de 2027 para eleger o novo líder do partido, o que pode forçá-lo a renunciar à presidência caso uma ala da oposição vença.

Nenhum chefe de Estado sul-africano completou seu segundo e último mandato desde as primeiras eleições livres no país, em 1994.

No escândalo conhecido como "Phala Phala", o presidente admitiu um roubo, mas negou as acusações de um ex-chefe da inteligência de que teria sequestrado os ladrões para encobrir o crime. Ele afirmou ter denunciado o furto à polícia e explicou que o dinheiro veio da venda de 20 búfalos por US$ 580 mil.

A promotoria retirou as acusações de lavagem de dinheiro e corrupção neste caso em outubro de 2024, concluindo que não havia "nenhuma perspectiva razoável de condenação".

Cyril Ramaphosa é um ex-ativista antiapartheid que se tornou um rico empresário antes de retornar à política e se tornar presidente, em 2018. Ele possuía uma propriedade luxuosa chamada "Phala Phala", que incluía uma mansão, uma fazenda de gado e uma reserva de caça.

Em fevereiro de 2020, ladrões, provavelmente em conluio com um funcionário da casa, invadiram a residência. O presidente estava no exterior. Os invasores roubaram maços de dólares escondidos em um sofá.

Nenhum boletim de ocorrência foi registrado, e Cyril Ramaphosa afirma ter informado o serviço de segurança presidencial. O caso permaneceu desconhecido do público por mais de dois anos. O escândalo veio à tona em junho de 2022 com uma denúncia apresentada por Arthur Fraser, ex-chefe da inteligência e rival do presidente. Uma investigação policial foi então iniciada, seis meses antes de uma importante reunião do partido governista ANC, que decidiria se Ramaphosa seria reeleito líder do partido e, potencialmente, presidente do país.

De acordo com a denúncia, "mais de US$ 4 milhões" foram roubados. Alega-se que dinheiro sujo foi trazido "ilegalmente" para o país por um assessor em nome de Cyril Ramaphosa.

"O presidente ocultou o crime da polícia e das autoridades fiscais", continua a denúncia feita por Fraser, acusando o chefe de Estado de usar sua equipe de segurança para caçar os ladrões e detê-los” – comprando, assim, seu silêncio. Um pequeno partido, o Movimento de Transformação Africana (ATM), apresentou uma moção de censura.

Cyril Ramaphosa nunca negou manter grandes somas de dinheiro em sua casa. Em uma declaração oficial apresentada à comissão parlamentar que investiga o caso, ele explicou que o dinheiro veio da venda de 20 búfalos, no valor total de US$ 580 mil.

Dois meses antes do roubo, um empresário sudanês "foi até a fazenda. (...) Ele escolheu os búfalos que lhe interessavam e pagou em dinheiro vivo", segundo alegou.

O funcionário responsável pela venda, às vésperas de suas férias de fim de ano, "não se sentiu à vontade” para deixar o dinheiro no cofre, ao qual vários funcionários têm acesso, e achou mais seguro escondê-lo debaixo das almofadas de um sofá.

"Nunca roubei dinheiro e nunca roubarei", jurou Cyril Ramaphosa.

Ele também negou ter "perseguido" os ladrões.

Um relatório parlamentar sobre o caso concluiu que o presidente "pode ter cometido (...) violações e condutas impróprias". Este é o relatório que a Assembleia Nacional rejeitou em uma votação, que foi invalidada nesta sexta-feira pela Justiça.

"É difícil aceitar que um estrangeiro carregando US$ 580 mil simplesmente chegasse no Natal", enfatiza o relatório. E o fato de o dinheiro ter ficado guardado por meses em um sofá, em vez de ser depositado em um banco, continua sendo um "fator preocupante".

O comprador dos búfalos mencionados por Cyril Ramaphosa, Hazim Mustafa, confirmou a transação e o valor envolvido a diversos veículos de imprensa britânicos. Ele afirmou estar pronto para "colaborar com o sistema judiciário" e admitiu não ter se dado conta de que estava lidando com o chefe de Estado sul-africano. ANG/RFI/AFP

 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Regiões /Projeto de Gestão, Supervisão e Eficácia do sistema educativo nacional e o Instituto da Educação da Universidade de Lisboa diagnosticam necessidades da região de Cacheu

Cacheu, 08 Mai 26(ANG) – Uma delegação do Projeto de Gestão, Supervisão e Eficácia do sistema educativo guineense e o Instituto da Educação da Universidade de Lisboa realizaram , quarta-feira, uma visita de trabalho à Direção Regional da Educação de Cacheu no âmbito do diagnóstico nacional do sistema do ensino da Guiné-Bissau.

Segundo o despacho do Correspondente da ANG na Região de Cacheu, à  saída do encontro com o Diretor Regional da Educação de Cacheu, Inspectores escolares e diretores das escolas públicas, a professora do Instituto da Educação da Universidade de Lisboa Marta Mateus D´almeida declarou que o diagnóstico permitirá sustentar propostas de formação continua dos inspectores escolares e a revisão dos respetivos instrumentos de trabalho.

Marta D´almeida, acrescentou que após o levantamento de dados nas 11 regiões do país, será possível identificar as necessidades específicas da cada zona para apoiar a melhoria do sistema educativo nacional.

As visitas conjuntas às regiões das duas delegações têm como finalidade  a recolha de  informações sobre a realidade e o contexto do sistema educativo nas escolas e direções regionais de educação do país.

Segundo o Inspector Coordenador da Educação de Cacheu, Apio Octaviano Bomba Gomes, na reunião havida entre as duas delegações  foram identificadas várias necessidades, nomeadamente de formação contínua para os inspectores, disponibilização de equipamentos informáticos às escolas e armários para arquivos.

A Região de Cacheu é a quarrta abrangida pela visita , após  Bubaque, Bissau e Biombo.

O projeto de Gestão, Supervisão e Eficácia do Sistema Educativo Nacional é financiado pela União Europeia e gerido pelo Camões- Instituto da Cooperação da Língua.

ANG/AG/LPG//SG

Saúde/Representante do Programa Nacional de Luta Contra o Paludismo anuncia inicio de distribuição de mosquiteiros para 4 e 9 de Junho

Bissau, 08 Mai 26 (ANG) – A Representante do Programa de Luta Contra o Paludismo na Guiné-Bissau, anunciou hoje o início da nova campanha de distribuição de mosquiteiros para os dias 4 e 9 de Junho.

Em declarações à imprensa, Banumia Pires Gonçalves  disse que  a entrega das senhas para o levantamento dos mosquiteiros será feita de 22 à 31 deste mês.

“O Ministério da Saúde Pública (MSP), tem desenvolvido várias campanhas de sensibilização  das comunidades sobre como evitar a doença, mas as orientações deixadas pelos nossos técnicos não são acatadas a 100 por cento pelas comunidades”, disse a Representante do Programa Nacional de Luta Contra o Paludismo.

 Banumia disse que os habitantes de Bissau são os mais incumpridores das medidas de prevenção do paludismo, e que a doença ainda causa “muita  preocupação”  ao Ministério da Saúde Pública.

Defendeu que  é preciso trabalhar na base de união, para estancar a problemática do paludismo no país, cumprindo as orientações de técnicos de saúde sobre recomendações para se evitar águas paradas e lixos acumulados perto das habitações e todas as outras práticas que facilitam a reprodução de mosquitos.

Aquela responsável apelou o uso adequado dos mosquiteiros para se proteger das picadas dos mosquitos.

“Temos  informações  de que as tendas que distribuímos para a população são aproveitadas pelas nossas mães e irmãs para a protecção de  produtos cultivados nas hortas. Isso não ajuda os trabalhos de prevenção que temos feito a nível nacional”, disse Banumia  Pires Gonçalves. ANG/LLA//SG