quarta-feira, 18 de março de 2026

Cuba/Governo abre portas da ilha para receber investimentos de cubanos que vivem no exterior

Bissau, 18 Mar 26 (ANG) - O governo do país caribenho informou que cubanos residentes fora da ilha poderão investir e administrar empresas em diversos setores da economia. Cuba está em negociações com os Estados Unidos.

O ministro do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro de Cuba, Oscar Pérez-Oliva, afirmou na segunda-feira (16) que “Cuba está aberta a manter uma relação comercial fluida com empresas americanas e também com cubanos e seus descendentes que residem nos Estados Unidos”.

O anúncio foi feito em um momento em que Cuba, sob embargo dos Estados Unidos desde 1962, enfrenta uma crise energética que praticamente paralisou sua economia, após Washington ter cortado o fornecimento de petróleo da Venezuela e ameaçado impor duras sanções a países que possam vir a ser fornecedores de combustível para os cubanos. A ilha de 9,6 milhões de habitantes sofreu um apagão generalizado na segunda-feira; este foi osexto em quase um ano e meio.

A crise energética afeta setores vitais da economia cubana, como turismo e tabaco. Isso obrigou o governo a adotar um plano de contingência, que inclui um racionamento drástico de gasolina, impactando severamente todos os setores.

Em entrevista a uma televisão cubana, Pérez-Oliva explicou que os imigrantes “podem se associar a uma entidade pública ou privada” existente na ilha ou criar empresas privadas. Entre os setores que podem ser fomentados, o ministro cubano citou os bancos de investimento, a agricultura e a produção de energia e alimentos.

“Foram abertos todos os canais que a legislação cubana permite para que os cubanos possam se inserir plenamente no desenvolvimento econômico e social do nosso país”, explicou o ministro.

Ele indicou que a abertura não se aplica apenas a pequenos trabalhos. "Isso vai além da esfera comercial e também se aplica a investimentos; não apenas pequenos investimentos, mas grandes investimentos, particularmente em infraestrutura", disse.

No início do ano, o governo autorizou a associação entre empresas públicas e privadas por 60 anos. Antes, o governo impedia empresários dos Estados Unidos de fazer negócios em Cuba. “Mas agora as portas de Cuba estão abertas”, declarou Pérez-Oliva.

O ministro Pérez-Oliva afirmou que o embargo dos Estados Unidos “é o principal obstáculo ao desenvolvimento de todas as transformações que Cuba está implementando no ambiente econômico”.

“Isso nos priva do acesso a financiamento, acesso à tecnologia, acesso aos mercados e, atualmente, acesso ao combustível”.

De acordo com autoridades do país, nenhum carregamento de petróleo chegou a Cuba em 2026. Esta escassez agravou a crise energética na ilha.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou a repórteres no Salão Oval da Casa Branca que espera “ter a honra de assumir o controle de Cuba”.

O líder norte-americano disse: “Quero libertá-la ou tomá-la. Acho que posso fazer o que quiser”.

O governo Trump pressiona o presidente Miguel Díaz-Canel, de 65 anos, a renunciar, conforme informou o The New York Times. Segundo a publicação, independentemente da saída de Díaz-Canel, que chegou ao poder em 2018, o atual governo comunista permaneceria em exercício.

O jornal de Nova York diz que “os americanos afirmam aos negociadores que o presidente cubano deve sair, mas deixam a decisão sobre como as coisas prosseguirão para o povo de Cuba”.

O presidente Díaz-Canel reconheceu que os dois governos mantêm negociações, embora não tenha revelado o teor dessas conversas. ANG/RFI


Irã/Guarda da Revolução confirma morte de Larijani em novo ataque contra a Telaviv 

Bissau, 18 Mar 26 (ANG)– O Corpo da Guarda da Revolução Islâmica (IRGC) afirmou esta quarta-feira ter lançado um ataque com mísseis contra Telavive, em retaliação pela morte de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão e conselheiro do líder supremo.

A instituição assegurou num comunicado divulgado pelos meios de comunicação oficiais iranianos que a ofensiva faz parte da “onda 61” da operação “Promessa Cumprida 4” e que utilizou mísseis de vários tipos, nomeadamente “Khorramshahr 4”, “Qadr”, “Emad” e “Kheibar Shekan”, alguns deles com capacidade para ogivas múltiplas.

O Irão associou a operação à morte de Larijani e dos “seus companheiros”, sem fornecer detalhes adicionais sobre as circunstâncias do falecimento.

O IRGC afirmou que os projécteis atingiram “mais de 100 alvos militares e de segurança” e garantiu que os sistemas de defesa aérea israelitas foram ultrapassados durante o ataque.

Além disso, indicou que partes de Telavive teriam sofrido cortes de energia eléctrica e que a resposta dos serviços de emergência foi dificultada.

O serviço de emergências israelita Magen David Adom (MDA) informou que duas pessoas morreram em Ramat Gan, no distrito de Telavive, devido a um impacto num edifício causado pela salva de mísseis lançada pelo Irão.

Estas são as primeiras vítimas mortais dos ataques iranianos reportadas por Israel desde 09 de Março, elevando o número oficial de mortos em território israelita na actual guerra contra o Irão para 14. Já o Irão estima oficialmente um número superior a 230 mortos e feridos.

Para além de Larijani, o IRGC confirmou esta terça-feira a morte do líder da milícia Basij, general Gholamreza Soleimani, que tinha sido anunciada anteriormente pelo exército israelita.

A força ideológica do Irão declarou no seu ‘site’ oficial, Sepah News, que o oficial de alta patente “foi martirizado num ataque terrorista perpetrado pelo inimigo americano-sionista”.

Israel começou por reivindicar a eliminação do comandante do grupo de voluntários da organização paramilitar, num ataque na segunda-feira à noite em Teerão, bem como a de Larijani, antigo presidente do Parlamento iraniano, cuja morte só agora foi confirmada por Teerão.

A Guarda Revolucionária atribuiu a morte de Soleimani a um “ataque terrorista” e elogiou o seu papel “estratégico e incomparável” dentro da milícia Basij, avisando que a organização não cessará a sua missão.

Ao longo do dia de terça-feira, as forças israelitas anunciaram que voltaram a atacar membros e posições da milícia Basij em dez locais de Teerão, numa ofensiva aérea que alvejou “a infra-estrutura de comando” das unidades paramilitares iranianas, que, segundo os militares israelitas, tinham transferido as respectivas operações para novos quartéis-generais, entretanto atacados.

Israel responsabiliza a milícia Basij pelas principais operações de repressão na República Islâmica, nomeadamente contra os manifestantes que realizaram em Janeiro passado amplos protestos contra o regime teocrático, e resultaram em dezenas de milhares de mortos e detidos.

Nos últimos ataques israelitas contra a capital iraniana também terá sido ferido, segundo relatos de várias figuras ligadas ao regime, o filho do anterior líder supremo, Mojtaba Khamenei, que não aparece em público desde a nomeação há mais de uma semana.

Na quinta-feira, o clérigo fez o primeiro discurso à nação, mas foi lido por uma apresentadora na televisão iraniana.

O exército israelita ameaçou esta terça-feira que vai “seguir, encontrar e neutralizar” o filho de Ali Khamenei, depois de ter anunciado a eliminação de vários dirigentes políticos e altas patentes militares iranianos nas últimas duas semanas.

 O Departamento de Estado norte-americano divulgou uma recompensa de 10 milhões de dólares (8,7 milhões de euros) por informações que levem à localização de alguns dos principais líderes iranianos, em particular da Guarda da Revolução, numa lista que inclui o novo líder supremo.

ANG/Inforpress/Lusa

 

               Marrocos/Quarta edição d Gitex África  agendada para Abril

Bissau, 18 Mar 26 (ANG) – A 4ª edição da GITEX AFRICA Marrocos, agendada para ocorrer de 7 a 9 de Abril em Marrakech, terá como foco acelerar a maturidade digital das pequenas e médias empresas (PMEs) africanas e apoiá-las na entrada em mercados internacionais, por meio da organização de uma cúpula dedicada à Inteligência Artificial (IA).

“As PMEs, que constituem a espinha dorsal do tecido económico africano, representam mais de 90% das empresas do continente e desempenham um papel crucial na criação de emprego, na inovação e na diversificação industrial”, afirmou a GITEX AFRICA Marrocos em comunicado, salientando que, numa altura em que a IA e as tecnologias digitais avançadas estão a redefinir a dinâmica da competitividade a nível global, a aceleração da maturidade digital das PMEs surge como uma questão central para apoiar o crescimento sustentável, tanto a nível local como internacional.

Nesse contexto dinâmico, a GITEX AFRICA Marrocos firmou parceria com a Federação de Tecnologia da Informação, Telecomunicações e Offshoring (APEBI) para oferecer o SME AI Summit, um programa específico que acontecerá no âmbito do evento e que foi desenvolvido para apoiar empresas que enfrentam um ambiente tecnológico em constante transformação.

Esta cúpula reunirá decisores políticos, fornecedores de tecnologia, investidores e líderes empresariais para examinar formas de as PME fortalecerem as suas capacidades operacionais, adotarem soluções baseadas em IA e expandirem a sua participação nas cadeias de valor regionais e globais, especifica a mesma fonte.

Esta iniciativa ilustra também o papel crescente de Marrocos como catalisador continental para o desenvolvimento das PME, num contexto em que a adoção de tecnologias se torna cada vez mais uma alavanca estratégica para preparar as empresas para a exportação, melhorar a sua produtividade e reforçar a sua resiliência económica a longo prazo.

Graças a uma dinâmica estruturada de intercâmbio entre atores públicos e privados, este programa visa acelerar a integração das PMEs em uma economia digital africana em rápida transformação, explica o comunicado de imprensa, acrescentando que se espera a presença de várias centenas de PMEs, que terão a oportunidade de interagir com empresas internacionais, parceiros institucionais e importantes agentes de inovação de diversos setores, incluindo fintech, manufatura, logística, saúde, agronegócio e serviços digitais. ANG/Faapa

Congo/Presidente Dinis Sassou Nguesso reeleito para novo mandato de cinco anos

Bissau, 18 Mar 26 (ANG) - O presidente cessante do Congo-Brazzaville, Denis Sassou Nguesso, foi reeleito para um quinto mandato no primeiro turno das eleições presidenciais realizadas no domingo, com 94,82% dos votos, segundo os resultados provisórios anunciados na noite de terça-feira pela televisão nacional.

O Sr. Sassou Nguesso obteve 94,82% dos votos, com uma participação estimada em 84,65%, afirmou o Ministro do Interior, Raymond Zéphyrin Mboulou, ao divulgar os resultados provisórios da eleição presidencial.

Os restantes candidatos, como Joseph Kignoumbi Kia Mboungou, Mabio Mavoungou Zinga, Uphrem Dave Mafoula, Vivien Romain Manangou, Melaine Destin Gavet Elengo e Anguios Nganguia Egambe, obtiveram percentagens inferiores a 2%, segundo a mesma fonte.

Esses resultados provisórios ainda precisam ser validados pelo Tribunal Constitucional do país.

No poder desde 1997, o Sr. Sassou Nguesso (82 anos), candidato do Partido Trabalhista Congolês (PCT), governou o país pela primeira vez de 1979 a 1992, antes de retornar ao poder em 1997, no final de uma guerra civil. ANG/Faapa


terça-feira, 17 de março de 2026

Política /Conselho de Ministros aprova projeto de Decreto sobre os Estatutos da Agência de Emprego e Formação Profissional

Bissau, 17 Mar 26 (ANG) – O Conselho de Ministros reunido  hoje,  em sessão ordinária sob a presidência do Presidente de Transição Horta Inta-a, aprovou com alterações o projeto de Decreto sobre os Estatutos da Agência de Emprego e Formação Profissional.

De acordo com o comunicado final  lido à imprensa pelo  ministro da Comunicação Social Abduramane Turé, o Governo aceitou o pedido de nacionalidade guineense por naturalização aos seguintes indivíduos: Angel Perales Sanchis, Abbas Fakih, Abbas Salameh, Ahmed el Khalil, Ali Nasser e Ali Srour.

No capitulo das nomeações, o Conselho de Ministros deu anuência a que por despacho do Primeiro-ministro, se efetue a movimentação do pessoal dirigente da Administração Pública, nomeadamente no Ministério das Finanças e no Ministério Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.

No Ministério das Finanças, o elenco governamental aceitou a nomeação de Malam Sissé como Director-geral das Contribuições e Impostos.

Já no Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, o Executivo indigitou Abubacar Mano para desempenhar as funções do Inspetor Geral da Administração Pública e Trabalho. ANG/LPG/ÂC//SG


Regiões/ Movimento Cívico de Bissorã se congratula com preço de referência da castanha de caju estipulado pelo Governo

Oio, 17 Mar 26 (ANG) – O Coordenador do Movimento Cívico denominado de “Bissorã Rumo ao Desenvolvimento “, afirmou esta segunda-feira estar de acordo com o preço de 410 por cada quilo da castanha de caju junto ao produtor, imposta como preço de referência pelo Governo de Transição para a acompanha de comercialização do ano 2026.

Ussumane Djalo declarou  a sua satisfação numa entrevista ao correspondente da ANG na Região de Oio, norte do país, em que  afirmou que a decisão do Executivo demonstra a determinação de contribuir para a estabilidade económica  da maioria da população do país.

“Estou satisfeito com esta decisão. Imagine, no início da campanha o preço é de 410 francos CFA, quem sabe o que pode acontecer lá para o meio ou final da colheita ? O preço pode subir e isso vai ajudar muito os produtores que são a maioria da população da Guiné-Bissau”, disse Djaló.

Apelou aos populares para  colaborarem com o Governo  fazendo denúncias de contrabando da castanha para os países vizinhos e pediu as autoridades no sentido de apertarem mais na fiscalização nas fronteiras.

ANG/AD/MSC/ÂC//SG



 

Defesa e Segurança/CEMGFA considera preparação militar  renovação de compromisso  com  defesa da soberania nacional

Bissau 17 Mar 26 (ANG) – O Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas (CEMGFA)afirmou hoje que a preparação combativa dos militares simboliza, não apenas o início de um novo ciclo de instrução e treinos, mas, sobretudo, a renovação do compromisso permanente com a defesa da soberania nacional.

Tomás Djassi fez estas afirmações na  cerimónia de abertura do ano de Preparação Combativa.

 “A preparação combativa constitui uns dos pilares estruturantes da prontidão operacional das Forças Armadas (FA) através de um processo contínuo e rigoroso de instrução, treino e avaliação, com  que fortalecemos a nossas capacidades operacionais e consolidamos os valores que sustentam e identificam a identidade militar”, disse.

Segundo Djassi, essa identidade passa pela disciplina, coesão, profissionalismo, bem como o espírito da missão.

O chefe das forças armadas disse   que no decurso deste ano diferentes ramos das FA, o Exercito, a Marinha e a Força Aérea, irão desenvolver um conjunto integral de atividades de instruções, treinos especializados e exercícios operacionais com vista a elevar os níveis de prontidão e eficiência e  capacidade de resposta dos militares guineenses.

Djassi sustentou que num contexto nacional e regional, caracterizado por desafios de segurança, cada vez mais complexos e dinâmicos, torna-se imperativo que as Forças Armadas mantivessem um nível elevado de profissionalismo, modernização e prontidão operacional, para assegurar, com eficácia, a responsabilidade de comprimento das missões atribuídas pela Constituição da República.

“A preparação combativa exige empenho permanente, rigoroso, técnico, espírito de sacrifício e disciplina exemplar. Cada exercício, cada treino, cada atividade de instrução representa oportunidades fundamentais para fortalecer as nossas capacidades institucionais e garantir que estejamos sempre preparados para responder, com prontidão e eficácia, à qualquer ameaça ou desafio à segurança nacional”, disse.

Alertou aos comandantes dos níveis hierárquicos à quem compete a elevada responsabilidade de conduzir este ciclo de preparação,  que o façam com  liderança firme, sentido de dever e muito rigor profissional .

O CEMFA pediu  aos militares para encararem este novo ciclo de preparação com determinação ,disciplina ,honrando, em cada momento, os valores que dignificam a condição militar que são, a honra,  lealdade, coragem e patriotismo.

Djassi desejou que o  ano de Preparação Combativa 2026 seja marcada por elevado nível de desempenho e sucesso nas atividades de treino .

A Preparação Combativa 2026 vai se realizar em duas fases, a primeira começa vai de  Março à 30 de Junho e a segunda de  1 de Setembro à 18 de Dezembro do ano em curso.

A  primeira atividade do género foi realizada em 1975, nos arredores de Ilondé, Região de Biombo,no quadro da CPLP com a participação dos Presidentes Luís Cabral, da Guiné-Bissau, Aristides Maria Pereira de Cabo-Verde e Samora Machel de Moçambique. ANG/MSC//SG

 

 

 

EUA/Deslocamento de 36 mil palestinos em um ano leva ONU a alertar para risco de ‘limpeza étnica’

Bissau, 17 Mar 26 (ANG) - A ONU alertou nesta terça-feira (17) que a expansão acelerada dos assentamentos israelenses na Cisjordânia, somada ao deslocamento forçado de mais de 36 mil palestinos em um ano, indica uma possível política coordenada de transferência populacional nos territórios ocupados — um cenário que reacende temores de “limpeza étnica” em meio à guerra em Gaza e ao agravamento da violência de colonos desde 2023.

Segundo um relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), que cobre o período de Novembro de 2024 a outubro de 2025, “o deslocamento de mais de 36 mil palestinos na Cisjordânia ocupada constitui uma expulsão em massa de uma magnitude sem precedentes”.

O documento aponta que “os deslocamentos na Cijordânia ocupada que coincidem com o deslocamento em massa de palestinos em Gaza, parecem indicar uma política israelense coordenada de transferência forçada em larga escala” nos territórios ocupados, o que levanta “preocupações sobre uma possível limpeza étnica”.

Em 19 de Fevereiro, o Alto Comissariado já havia expressado o temor de uma “limpeza étnica” nos territórios palestinos ocupados, citando ações israelenses como “a intensificação dos ataques, a destruição sistemática de bairros inteiros, a recusa em fornecer ajuda humanitária e as transferências forçadas”.

O relatório registra, no período analisado, “o avanço ou a aprovação, por parte das autoridades israelenses, de 36.973 unidades habitacionais em assentamentos de Jerusalém Oriental ocupada e de outras 27.200 no restante da Cisjordânia”.

Mais de 500 mil israelenses vivem atualmente na Cisjordânia — sem contar Jerusalém Oriental — entre quase três milhões de palestinos, em assentamentos considerados ilegais pela ONU com base no direito internacional.

A violência no território palestino ocupado por Israel desde 1967 aumentou significativamente após o ataque do movimento islamista Hamas contra Israel, em 7 de Outubro de 2023, que deflagrou a guerra na Faixa de Gaza. Essa escalada continuou mesmo após o cessar-fogo em vigor na Faixa desde 10 de outubro.

O ACNUDH relata 1.732 incidentes de violência cometidos por colonos que resultaram em vítimas ou danos materiais, contra 1.400 registrados no período anterior, de Novembro de 2023 a Outubro de 2024.

“A violência praticada por colonos continuou de forma coordenada, estratégica e amplamente impune, com papel central das autoridades israelenses”, afirma o relatório.

O ACNUDH ressalta que a “transferência ilegal” de palestinos “constitui crime de guerra” e que, “em determinadas circunstâncias”, tais atos podem “configurar crime contra a humanidade”.

O chefe do ACNUDH, o austríaco Volker Türk, apelou a Israel para “cessar imediata e completamente a criação e expansão de assentamentos, retirar todos os colonos e pôr fim à ocupação” dos territórios palestinos. Ele também exigiu que Israel “permita o retorno dos palestinos deslocados e acabe com todas as práticas de confisco de terras, expulsões forçadas e demolição de casas”.

O relatório ainda destaca o risco maior de deslocamento enfrentado por milhares de palestinos de comunidades beduínas situadas ao nordeste de Jerusalém Oriental, devido ao avanço de projetos de colonização na região.

ANG/RFI/ AFP


Bélgica/Rede social X é o principal canal de desinformação contra UE e políticos são o maior alvo – relatório

Bissau,  17 Mar 26(ANG) – A rede social X é o principal canal utilizado para actividades de desinformação contra a União Europeia e os políticos são o principal alvo, refere um relatório hoje divulgado pelo serviço diplomático europeu.

Num relatório intitulado “Ameaças de ingerência externa e de manipulação de informação”, o Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE) indica que, dos cerca de 43 mil conteúdos relacionados com desinformação que analisou em 2025, 88% passaram pela rede social X, detida pelo magnata norte-americano Elon Musk, muito acima da aplicação de mensagens Telegram (3%) ou do Facebook (2%).

“A presença de redes de comportamento inautêntico coordenado, a facilidade de criação de contas falsas, mas também o acesso mais fácil a dados explica esta concentração. A maioria das grandes plataformas de redes sociais restringe o acesso a dados que permitiriam avaliar a dimensão da manipulação de informação”, explica o SEAE.

Apesar da preponderância do X, o relatório refere que, na maioria das campanhas de desinformação, os protagonistas tendem a procurar operar ao mesmo tempo em várias plataformas, com diferentes contas, combinando publicações nas redes sociais e mensagens em aplicações como o WhatsApp ou Telegram.

“O objectivo é infiltrar-se no espaço de informação para aumentar a visibilidade e credibilidade do conteúdo, ao mesmo tempo que se visam públicos específicos com base em fatores sociodemográficos e geográficos”, refere-se.

De acordo com o relatório, o recurso à inteligência artificial (IA) está a tornar-se cada vez mais premente nas campanhas de desinformação dirigidas contra a UE, verificando-se um aumento de 259% quando comparado com 2024.

“Os actores russos e chineses implementaram totalmente ferramentas de IA para acelerar a produção de conteúdos e aumentar as atividades de ingerência com menos recursos”, lê-se no relatório, em linha com a análise de um responsável europeu que indicou que a IA está a tornar estas operações muito mais baratas.

Na análise que fez a estas campanhas, o SEAE que a maioria dos ataques (66%) é dirigido contra políticos, com destaque particular para os presidentes da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e de França, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Friedrich Merz, ou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

O SEAE aponta que, na maioria dos casos, as campanhas contra estas personalidades são sobretudo “ataques àquilo que um indivíduo representa (como valores democráticos ou princípios)” e uma tentativa de “instrumentalizar a plataforma que têm para alcançar públicos específicos”.

A nível de organizações visadas por estas campanhas, as entidades políticas voltam a estar em primeira linha, com 36% dos ataques, seguidas pelos órgãos de comunicação social (23%) e organizações militares ou de segurança (22%).

“Os sectores políticos e de segurança foram especialmente visados, com o objetivo de minar a confiança nas capacidades de Defesa. Da mesma maneira, os protagonistas destas ameaças identificaram o setor dos media como sendo crucial para a democracia e, por isso, dirigiram-lhe narrativas depreciativas, tentativas de personificação e campanhas directas de difamação”, explica-se no relatório.

Os períodos eleitorais são os contextos mais utilizados para campanhas de desinformação, assim como manifestações populares ou distúrbios, que são explorados para “alimentar perceções de caos, medo e desordem, geralmente contra administrações locais”.

“Momentos de elevada tensão e carga emocional são vistos pelos actores destas ameaças como vulnerabilidades que lhes permitem atingir os seus públicos-alvo, influenciar o seu raciocínio e amplificar preconceitos cognitivos existentes”, refere-se.

O SEAE ressalva que o relatório não deve ser “interpretado como exaustivo” em termos de ameaças de desinformação, uma vez que deriva de uma monitorização que não cobre “todas as regiões e línguas” e “só representa uma porção pequena das atividades destes atores”. ANG/Inforpress/Lusa

 

  Médio Oriente/Irã segue retaliando e expandindo a guerra para países do Golfo

Bissau, 17 Mar 26(ANG) - O lançamento de drones e mísseis causou mais mortes e destruição nesta terça-feira (17) na região.

 A guerra já está na terceira semana e não há qualquer indício de que vá terminar nos próximos dias. Neste décimo oitavo dia de confronto no Oriente Médio, a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, no Iraque, foi novamente atingida por mísseis e drones.

De acordo com fontes de segurança iraquianas, o ataque foi o mais intenso desde o início da guerra. Apesar da destruição, dois oficiais dos Estados Unidos afirmaram que não houve feridos.

Em Abu Dhabi, destroços de um míssil balístico que foi interceptado caíram no distrito de Bani Yas e mataram um paquistanês. Ainda nos Emirados Árabes Unidos, um incêndio causado por um ataque de drones atingiu um grande campo de gás de Shah, administrado por uma joint venture entre a Abu Dhabi National Oil Company e a Occidental Petroleum. De acordo com autoridades locais, ninguém se feriu.

Uma instalação petrolífera em Fujairah, importante terminal de exportações de petróleo dos Emirados Árabes Unidos, foi atingida pelo segundo dia consecutivo por drones lançados pelo Irã, que também demonstrou mais uma vez a capacidade de lançar mísseis de longo alcance. Um ataque iraniano obrigou o fechamento por algumas horas do espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos, rota de diversas linhas aéreas.

A agência de notícias iraniana Tasnim informou que dez estrangeiros foram presos pelo serviço de inteligência da Guarda Revolucionária iraniana. O grupo é acusado ​​de coletar informações sobre locais estratégicos e também de preparar operações em campo no nordeste do Irã. A agência Tasnim não revelou as nacionalidades dos presos.

Nesta terça, Israel promoveu novos ataques contra o sul do Líbano e Teerã. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou a eliminação de Ali Larijani, um dos dirigentes mais influentes do Irã, e do general Gholamreza Soleimani, comandante da milícia Basij, em ataques aéreos realizados durante a madrugada em território iraniano.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) revelaram que continuam a realizar incursões “limitadas e direcionadas” no sul do Líbano. Estas ações, segundo a IDF, são parte do reforço de suas operações terrestres contra o Hezbollah.

As autoridades libanesas informaram que quase um milhão de pessoas já foram deslocadas desde o início do conflito na região. Já o governo israelense alertou que esse deslocamento forçado não terminará até que a segurança dos cidadãos israelenses seja garantida.

No Catar, o Ministério do Interior informou que os destroços de um míssil interceptado provocaram um incêndio numa zona industrial sem deixar feridos.

Diante da continuidade do conflito no Oriente Médio, o Estreito de Ormuz permanece parcialmente bloqueado. O Irã, que controla o tráfego no canal, tem deixado passar navios de países aliados. Esta importante via marítima é utilizada as exportações de 20% do petróleo e gás natural liquefeito que abastece o mundo.

A consequência da interrupção de boa parte do tráfego de petroleiros provoca alta nos preços do petróleo, que chegou à marca de US$ 104 por barril.

Em entrevista ao jornal britânico Financial Times, o chefe da Organização Marítima Internacional (IMO), Arsenio Dominguez, afirmou que a escolta naval no Estreito de Ormuz não garante “100% da segurança” dos navios. Segundo Dominguez, o apoio militar “não é uma solução viável” para desbloquear o canal. A IMO também teme que navios fundeados no Golfo fiquem sem alimentos e demais suprimentos para as tripulações.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi alertado pelo serviço de inteligência de que atacar o Irã poderia provocar uma retaliação de Teerã contra seus aliados no Golfo. A informação foi revelada por um funcionário e duas fontes familiarizadas com relatórios de inteligência dos EUA. De acordo com essas fontes, a resposta de Teerã não era esperada pelo governo, mas relatórios preparados pelos serviços de inteligência antes do início da guerra observaram que tais ataques iranianos “estavam entre as principais consequências potenciais”.

Donald Trump afirmou que os ataques retaliatórios de Teerã contra o Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos foram uma surpresa. “Os iranianos não deveriam ter atacado todos esses outros países do Oriente Médio”, declarou o presidente. “Ninguém esperava por isso. Ficamos chocados”, completou.

Para justificar sua intervenção militar, o líder dos Estados Unidos citou o perigo de o Irã adquirir um míssil capaz de atingir o território americano e de Teerã desenvolver uma arma nuclear dentro de duas a quatro semanas. As alegações feitas por Trump não foram corroboradas pelos relatórios de inteligência dos EUA. ANG/RFI/Com agências internacionais

 

Justiça/Ministério Público pede prisão preventiva para  suspeita na morte da menor de quatro anos em Mansôa

Bissau, 17 Mar 26 (ANG) - O Delegado do Ministério Público junto do Tribunal Regional de Oio, solicitou, segunda-feira, ao Juiz de Instrução Criminal (JIC) a aplicação de  prisão preventiva contra a  encarregada de educação suspeita na morte de uma  criança de quatro anos de idade, ocorrida  na cidade de Mansôa, norte do país.

A informação consta numa nota à imprensa do  Gabinete de Imprensa e Relações Públicas do Ministério Público enviada à ANG.

A nota informa que a mulher apontada como principal suspeita é tia da vítima.

“O magistrado titular do processo fundamenta o pedido de prisão preventiva
com  possibilidade de  haver ocultação de provas do crime, perturbação da ordem e tranquilidade públicas, acautelar a paz social e ainda garantir a segurança de outros menores sob tutela da suspeita”, lê-se na nota..

Cabe ao JIC decidir à favor ou não ao pedido de prisão preventiva da suspeita como uma das medidas de coação depois de analisar o requerimento apresentado pelo Ministério Público, enquanto se aguarda por ulteriores termos processuais.

A nota salienta que, em caso de julgamento e condenação, a suspeita incorre na pena superior a oito (8) anos de prisão efetiva. ANG/MI/ÂC//SG

 

 

Regiões/Mulheres  comerciantes de zonas fronteiriças recebem Bilhete de Identidade(BI) biométrico da CEDEAO em São Domingos

Bissau, 17 Mar 26 (ANG) –Duzentas e sessenta e dois mulheres  comerciantes receberam Bilhetes de Identidade biométrico da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO), do sector de São Domingos.. região de Cacheu, norte do país.

De acordo com a página do Ministério da Administração Territorial e do Poder Local na Facebook, trata-se de uma  iniciativa  da Comissão Nacional de Fronteiras, realizada no âmbito do Projeto Mobilidade Transfronteiriça de Mulheres Importadoras/Exportadoras na Guiné-Bissau e Senegal , apoiado pela CEDEAO, financiado pela GIZ-PFUA e que contempla mulheres  dedicadas à atividades comerciais de pequena escala junto as fronteiras  entre a Guiné-Bissau e o Senegal.

O projeto tem como objetivo facilitar o acesso das mulheres a documentos de viagem, reforçar o conhecimento sobre os protocolos de livre circulação e melhorar as condições do comércio nas zonas fronteiriças.

Durante a cerimónia de entrega dos BI, diversas entidades destacaram a importância da iniciativa para facilitar a circulação das mulheres comerciantes nos postos fronteiriços, reduzir constrangimentos administrativos e promover maior inclusão económica.

O evento contou com a presença da Governadora da Região de Cacheu, Honorina Vasconcelos, do Governador de Ziguinchor (Senegal), Mor Talla Tine, de representantes da CEDEAO, bem como de responsáveis da Federação liderada por Titina Sylla e da Comissão Nacional de Fronteiras da Guiné-Bissau (CNF-GB).

A entrega destes documentos permitirá que as beneficiárias realizem as suas atividades comerciais com maior segurança, reconhecimento institucional e facilidade de mobilidade entre os dois países, contribuindo para o fortalecimento da integração regional e para a dinamização da economia nas zonas fronteiriças. ANG/JD/ÂC//SG

Infraestruturas/Presidente da ASOPTS-GB afirma que  novo arrogar irá criar “grandes oportunidades” de negócios aos operadores turísticos

Bissau, 17 Mar 26(ANG) – O Presidente da Associação dos Operadores Turísticos e Similares da Guiné-Bissau(ASOPTS-GB), disse que o “novo aeroporto”  internacional Osvaldo Vieira, irá criar “grandes oportunidades”, de negócios para os operadores do setor.

Em entrevista exclusiva à ANG, Jorge Paulo Cabral disse que, com a sua entrada em funcionamento, o país vai passar a ter mais companhias e voos, bem como receber mais turistas.

“Normalmente, as companhias que operam no país, efectuam os seus voos, semanalmente, o que dificulta muito a vida dos turistas e homens de negócios, porque não podem estar no país em menos de 72 horas”, frisou.

O Presidente da ASOPTS-GB salientou que o novo aeroporto, vai permitir o país ter mais voos e atrativos turísticos.

Jorge Cabral disse, a titulo de exemplo, que, por o aeroporto Internacional Osvaldo Vieira estar a ser gerido por uma empresa turca, provavelmente o país beneficiará de voos da prestigiada companhia aérea Turkis Airline e muitas outras.

“Isso automaticamente irá encurtar o tempo de permanência de um turista aqui no país porque muitos não podem ficar por 48 ou 72 horas devido a ausência de ligações aéreas”, disse.

Jorge Paulo Cabral sublinhou que, para um turista visitar a Guiné-Bissau tem de pensar em uma semana ou mais dias devido as dificuldades de voos.

Disse que, com o novo aeroporto, certamente que o país vai albergar  mais turistas, tendo em conta que muitos têm preferido hospedar-se nos países vizinhos, como a Gâmbia e Senegal e a partir destes entrar na Guiné-Bissau  via terrestre.

Afirmou que agora cabe ao Governo, em parceria com operadores do sector privado do turismo, definirem estratégias de uso do novo aeroporto em benefício dos interesses do país, de forma a ganhar mais competitividade ao nível da sub-região e internacional.

O Estado da Guiné-Bissau transferiu no passado dia 13 do corrente mês, a gestão comercial do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, para a empresa turca Osvaldo Vieira International Airport SARL (OVIA), no âmbito do projeto de modernização e ampliação da principal infraestrutura aeroportuária do país.

Osvaldo Vieira dispõe agora  de infraestruturas modernas, incluindo nova pista, vedação de segurança, mangas de embarque, sistemas de anúncios, tapetes rolantes, restaurantes, cafés e novos equipamentos de controlo, destinados a reforçar a segurança dos passageiros que chegam ao país. ANG/ÂC//SG


Regiões/Moradores de três bairros de Canchungo beneficiam de  furos de água

Canchungo, 17 Mar 26 (ANG) – Os moradores dos bairros de Becucute, Babanda e Tchada , do sector de Canchungo, na Região de Cacheu,  Norte do país, beneficiaram de três furos da água potável cujas construções foram financiadas pelo Projeto Boa Governação para o Desenvolvimento na Guiné-Bissau,  da União Europeia e do Instituto Camões.

No ato de entrega oficial dos referidos furos, a Coordenadora do Projeto Boa Governação, Racinela da Silva, disse que  as três infraestruturas foram construídas com o objectivo de  diminuir as dificuldades relacionadas à falta de água potável que as populações dessas áreas enfrentam

Racinela Silva pediu as  populações locais para se cuidarem bem desses investimentos feitos a favor da comunidade.

O Presidente do Grupo de Ação Local-GAL da cidade de Canchungo, Leandro Pinto Júnior, disse que os três furos vão beneficiar 702 agregados familiares e 407 casas nos Bairros de  Becucute, Babanda e Tchada.

O Porta-voz dos beneficiários da iniciativa, César Gomes se comprometeu trabalhar para um bom uso dos furos e uma boa gestão dos mesmos.

Os três furos de água terão custado 27 milhões
de fcfa. ANG/AG/AALS//SG

Regões/Governo promete reforçar segurança das pessoas e bens no setor de Canchungo

Pelundo, 17 Mar 26 (ANG) - O  Governo de Transição prometeu, recentemente, o reforço da segurança das pessoas e bens do setor de Canchungo com envio de mais polícias àquela localidade.

A promessa foi feita  pelo ministro da Administração Territorial e Poder Local Carlos Nelson Sano, na reunião, em Pelundo, com  agricultores e  criadores de gados de Pelundo e Djolmete, na qual foram debatidos os conflitos por posse de terra e roubos de gado à mão armada.

Carlos Nelson Sano reiterou na ocasião que a missão de Estado é  garantir a segurança e o bem-estar social a nível nacional.

O ministro  acrescentou que tanto as terras assim como a promoção do benefício comum são da responsabilidade do Estado, enquanto entidade máxima do país.

Nelson Sanó  apelou aos populares vizinhos de Djolmete e Pelundo, para   tudo fazerem para que haja entendimento entre eles, de modo a facilitar os trabalhos dos régulos, policias e tribunais, nas resoluções dos problemas que afetam aquela zona Norte da Guiné-Bissau.

Mama Saliu Embaló, ministro do Interior e da Ordem Pública, prometeu diligências para o reforço dos agentes da PIR e POP em missão em Canchungo, para o combate de frequentes roubos de gado à mão armada.

O encontro do ministro Sano com populares de Pelundo e Djolmete foi promovido por orientações do Primeiro-ministro Ilídio vieira Té, na sequência de preocupações das duas localidades apresentadas ao Governo.

ANG/AG/AALS//SG


Regiões
/ Governo lança projeto de eletrificação de 14 localidades na região de Bafatá

Bafatá, 17 Mar 2026 (ANG) – O Governo, através do Ministério da Energia, procedeu, segunda-feira, ao lançamento público do  do projeto de eletrificação de 14 localidades na região de Bafatá.

De acordo com o despacho do Correspondente da ANG na região de Bafatá, a iniciativa  visa reforçar o acesso à energia elétrica e dar impulsão ao  desenvolvimento socioeconómico local.

Na ocasião, o ministro da Energia, Mário Mussante Moreira, afirmou que o acesso à eletricidade constitui uma das estratégias fundamentais para promover o desenvolvimento económico e social, bem como a transformação digital e a inovação no país.

Segundo o governante, o projeto vai igualmente contribuir para o empoderamento das populações, através da criação de atividades geradoras de rendimento, permitindo às famílias investir na educação dos filhos e na saúde.

Mário Mussante Moreira indicou ainda que as infraestruturas previstas deverão aumentar em cerca de 13 por cento a taxa de acesso à eletricidade na região de Bafatá, beneficiando aproximadamente 350 mil pessoas, o equivalente a cerca de 22 por cento da população.

“O projeto de eletrificação destas 14 localidades vai contribuir para a melhoria do ambiente, através da redução das emissões de gases com efeito de estufa, além de permitir a criação de cerca de 80 postos de trabalho diretos, sobretudo para jovens e mulheres, e mais de mil empregos indiretos”, destacou.

Por sua vez, o representante residente do Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD), Youssouf Touré, sublinhou a qualidade da parceria entre a instituição e o Governo, destacando que a confiança mútua reflete uma visão comum orientada para a integração regional e o desenvolvimento inclusivo.

Touré acrescentou que o acesso a uma energia fiável e sustentável constitui a base para qualquer transformação económica.

Em representação da comunidade local, o imame de Bafatá, Aldje Tcherno Culabio agradeceu os esforços do Governo na concretização do projeto, recordando que a falta de energia levou ao encerramento de várias empresas que anteriormente empregavam numerosos trabalhadores, cujos rendimentos sustentavam muitas famílias.

O projeto de eletrificação das 14 localidades é financiado pelo Banco Oeste Africano de Desenvolvimento, com um investimento estimado em cerca de 15 mil milhões de francos CFA. ANG/LPG//SG