sexta-feira, 24 de abril de 2026

     Forças Armadas/EMGFA anuncia realização de exercícios militar em Nhacra

Bissau, 24 Abr 26 (ANG) – A assessoria de Imprensa do Estado-maior General das Forças Armada (EMGFA) comunica que terão lugar hoje exercícios militares no sector de Nhacra, Região de Oio, no norte país.


Segundo o comunicado à que a ANG teve acesso hoje, a iniciativa se realiza no quadro de preparação combativa 2026,  e visa o reforço de prontidão operacional das Forças Armadas .

Para tranquilizar a população em geral e em particular os residentes da zona de Nhacra, o Estado-maior General garante  que esses exercícios vão decorrer na maior normalidade e .  no respeito à postura republicana das Forças Armadas.

O EMGFA  apela à colaboração dos jornalistas e órgãos de informação na divulgação responsável da iniciativa para que a mensagem chegue, com clareza, ao público em geral, podendo assim evitar os  rumores ou desinformações  que possam  ser associados à iniciativa. ANG/LPG/ÂC//SG

 

 

Espanha/Autoridades marítimas  resgatam 136 pessoas ao largo das Canárias

Bissau, 24 Abr 26 (ANG) - Um total de 136 pessoas, incluindo sete crianças, foram resgatadas na madrugada de hoje ao largo da ilha do arquipélago espanhol das Canárias El Hierro, para onde se dirigiam numa pequena embarcação, anunciaram as autoridades marítimas.

 

Elementos da Guardia Civil e do serviço de Salvamento Marítimo transportaram as 178 pessoas, entre as quais 18 mulheres e seis menores de idade, para o porto de Lanzarote.

 

De acordo com um porta-voz do serviço de Salvamento Marítimo, um dos grupos tinha zarpado de Tarfaya, Marrocos, e foi localizado a bordo de uma embarcação precária a 75 quilómetros a sudeste de Arrecife.

 

Nos meios de socorro estiveram envolvidos meios aéreos.

Segundo o serviço de emergência (112), os 178 ocupantes das quatro embarcações não apresentavam preocupações no que diz respeito ao estado de saúde, depois de terem sido examinados por elementos da Cruz Vermelha.  ANG/Inforpress/Lusa

 

Cabo Verde/Juventude africana convidada a participar em concurso de inovação em IA com visita à China

Bissau, 24  Abr 26(ANG.) – O Secretariado do Comité de Acompanhamento Chinês do Fórum sobre Cooperação China-África lançou hoje um concurso de Inovação de Casos de Inteligência Artificial (IA), acompanhado de uma visita de estudo à China, destinado à juventude africana.

 

Este concurso, de acordo com o site da embaixada chinesa na Praia, que o divulgou, realiza-se no quadro do reforço da cooperação tecnológica e intercâmbio entre os povos.

 

A iniciativa insere-se nas comemorações do 70.º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e os países africanos, bem como no Ano China-África do Intercâmbio de Pessoas para Pessoas 2026.

 

De acordo com a mesma fonte, o concurso decorre entre 30 de Maio e 12 de Junho e representantes dos projectos mais destacados terão ainda a oportunidade de participar numa visita de estudo à China, onde irão integrar actividades de intercâmbio e formação relacionadas com inteligência artificial.

 

Sob o lema “IA para um futuro mais inteligente - China e África avançando juntos numa nova jornada”, a actividade visa promover o intercâmbio no domínio da inovação científica e tecnológica, com especial enfoque na capacitação prática de jovens talentos africanos na área da inteligência artificial.

 

O concurso está aberto a jovens de países africanos e pretende recolher casos de aplicação de IA em diferentes áreas, nomeadamente bem-estar público, progresso científico e tecnológico, aplicação industrial, intercâmbios culturais e desenvolvimento de talentos.

 

Os projectos submetidos deverão evidenciar inovação, valor exemplar e potencial de replicação, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e a transformação digital.

 

Os melhores trabalhos serão compilados numa colectânea de casos, sendo que os vencedores receberão certificados e prémios. 

No domínio do bem-estar público, são esperadas propostas que melhorem a eficiência dos serviços e a governação social. Já na vertente científica e tecnológica, o foco recai sobre a aplicação prática de resultados de investigação impulsionados pela IA.

 

Na área industrial, o concurso procura iniciativas que promovam a transformação digital de sectores tradicionais e o surgimento de novos modelos de negócio. 

 

Quanto aos intercâmbios culturais, valoriza-se o uso da IA na promoção da comunicação intercultural e da aprendizagem entre civilizações.

 

No eixo de desenvolvimento de talentos, a organização incentiva projectos que utilizem a IA para melhorar a literacia digital, fomentar o empreendedorismo e reforçar competências ajustadas às exigências do futuro mercado de trabalho. ANG/Inforpress

 

Médio Oriente/Khamenei está 'lúcido', com rosto queimado e deve passar por plástica reparadora, diz New York Times

Bissau, 24 Abr 26 (ANG) - O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, gravemente ferido em um ataque israelense que matou seu pai no início da guerra, governa isolado, escondido e sob cuidados médicos intensivos, segundo o jornal The New York Times.

Mentalmente lúcido, mas fisicamente deb
ilitado, ele delegou temporariamente as decisões estratégicas aos generais da Guarda Revolucionária, que emergem como a força dominante do regime em um momento decisivo para a sobrevivência da República Islâmica.

O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ficou gravemente ferido em um ataque israelense ocorrido no início da guerra, ofensiva que matou seu pai, Ali Khamenei, no primeiro dia do conflito, em 28 de Fevereiro. Apesar da gravidade dos ferimentos, ele permanece “mentalmente lúcido e engajado”, informou nesta quinta‑feira The New York Times, com base em relatos de autoridades iranianas de alto escalão.

De acordo com o jornal norte‑americano, Mojtaba Khamenei, “ao menos por enquanto”, delegou o poder decisório diário aos generais da Guarda Revolucionária, força militar ideológica da República Islâmica.

Essa transferência temporária de autoridade decorre da combinação entre preocupações extremas com sua segurança, limitações físicas impostas pelos ferimentos e a dificuldade logística de acesso direto ao líder.

Desde que assumiu o cargo, Moitaba Khamenei não fez qualquer aparição pública nem gravou mensagens em áudio ou vídeo. Segundo The New York Times, ele evita esse tipo de comunicação porque não quer “parecer vulnerável nem soar fraco” em seu primeiro pronunciamento público como líder supremo.

Até agora, todas as suas manifestações foram feitas por meio de declarações escritas, divulgadas na internet e lidas na televisão estatal iraniana.

Quatro autoridades iranianas experientes, ouvidas pelo jornal sob condição de anonimato e com conhecimento direto de seu estado de saúde, relataram que uma de suas pernas foi submetida a três cirurgias e que ele aguarda a colocação de uma prótese.

 Mojtaba Khamenei também passou por uma cirurgia em uma das mãos e recupera lentamente os movimentos. Seu rosto e seus lábios sofreram queimaduras severas, o que dificulta a fala, e, segundo os relatos, ele deverá passar futuramente por procedimentos de cirurgia reparadora.

Por razões de segurança, o líder supremo vive em local mantido sob absoluto sigilo. Segundo The New York Times, comandantes seniores da Guarda Revolucionária e autoridades civis de alto nível evitam visitá‑lo, temendo que Israel consiga rastrear esses deslocamentos e localizá‑lo para um novo ataque.

Ainda assim, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian – que também é cirurgião cardíaco – , assim como o ministro da Saúde, participam diretamente de seus cuidados médicos.

A comunicação com Mojtaba Khamenei ocorre por um sistema artesanal e fragmentado. As mensagens destinadas a ele são escritas à mão, lacradas em envelopes e transmitidas por uma cadeia humana de mensageiros de absoluta confiança.

Esses emissários percorrem rodovias e estradas secundárias, utilizando carros e motocicletas, até alcançar o esconderijo. Suas orientações e decisões retornam pelo mesmo percurso, segundo descreve The New York Times.

Esse conjunto de fatores levou à consolidação temporária de uma liderança colegiada, na qual os generais da Guarda Revolucionária exercem preponderância.

Embora facções reformistas e grupos ultra-radicais continuem formalmente envolvidos nas discussões políticas, analistas ouvidos pelo jornal afirmam que os laços pessoais e históricos entre Mojtaba Khamenei e os chefes militares tornaram os generais a força dominante do sistema.

Ainda adolescente, Mojtaba Khamenei se voluntariou para lutar na Guerra Irã‑Iraque, período em que construiu relações duradouras com integrantes da Guarda Revolucionária.

Criada em 1979 como guardiã da Revolução Islâmica, a corporação acumulou poder ao longo das décadas, ocupando cargos políticos estratégicos, controlando setores-chave da economia, dominando operações de inteligência e consolidando alianças com grupos armados no Oriente Médio hostis a Israel e aos Estados Unidos.

Durante o governo de Ali Khamenei, porém, a Guarda ainda precisava se submeter à autoridade pessoal do líder supremo, figura religiosa única que também concentrava o comando das Forças Armadas.

Segundo o jornal americano, foi o próprio Ali Khamenei quem fortaleceu a Guarda ao longo do tempo, transformando-a em instrumento e pilar de seu poder.

A morte de Ali Khamenei no primeiro dia da guerra abriu um vácuo político sem precedentes. Nesse contexto, a Guarda Revolucionária se uniu rapidamente em torno de Mojtaba Khamenei durante a disputa sucessória e desempenhou papel decisivo em sua escolha como o terceiro líder supremo da República Islâmica.

Embora o sistema político iraniano nunca tenha sido monolítico e preveja estruturas paralelas de poder – com divergências frequentes e, muitas vezes, públicas entre líderes civis, religiosos e militares – , The New York Times afirma que, sob a atual liderança coletiva, são os generais que prevalecem.

O presidente Masoud Pezeshkian e o chanceler Abbas Araghchi mantêm assento no Conselho Supremo de Segurança Nacional, mas, segundo analistas, não há sinais de fragmentação entre os chefes militares.

De acordo com o jornal, a Guarda Revolucionária considerava a guerra contra os Estados Unidos e Israel “uma ameaça existencial à sobrevivência do regime”, avaliação que, agora, eles julgam estar sob controle. Coube também aos generais a condução da estratégia militar do conflito, incluindo a implementação do bloqueio do estreito de Ormuz. ANG/RFI/ AFP

 

Ucrânia/Zelensky comemora liberação de ajuda europeia de € 90 bi  e UE amplia sanções à Rússia

Bissau, 24 Abr 26 (ANG) - Após meses de obstrução por parte da Hungria, os líderes da União Europeia finalmente aprovaram, nesta quinta-feira (23), um empréstimo de € 90 bilhões para a Ucrânia.

 A medida foi celebrada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que afirmou que o pacote “fortalecerá” o Exército e “tornará a Ucrânia mais resiliente”. Novas sanções contra a Rússia também foram aprovadas.

 “O impasse acabou”, declarou a chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, na rede X. “A economia de guerra da Rússia está sob crescente pressão, enquanto a Ucrânia recebe apoio substancial”, acrescentou um funcionário cipriota, cujo país ocupa atualmente a presidência rotativa do Conselho da UE.

“Estamos a caminho do Chipre com boas notícias”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, esperada na ilha mediterrânea para uma cúpula informal dos 27 chefes de Estado e de governo da UE.

O fim do veto da Hungria,após meses de impasse e reviravoltas, deve permitir à Comissão Europeia liberar a primeira parcela do empréstimo aprovado em dezembro.

Volodymyr Zelensky afirmou esperar que os primeiros pagamentos sejam efetuados “até o fim de maio ou início de junho”. O empréstimo, garantido pelo orçamento da UE, destina-se a ajudar a Ucrânia a financiar a guerra contra a Rússia no período de 2026-2027.

Cerca de € 60 bilhões serão destinados a esse fim, enquanto € 30 bilhões servirão para assegurar o funcionamento do Estado ucraniano. As bases para um acordo final foram lançadas na quarta-feira, mas foi necessário concluir um procedimento, iniciado no mesmo dia, para confirmar a retirada do veto húngaro.

Budapeste havia condicionado seu aval. à retomada das entregas de petróleo russo por meio de um oleoduto que atravessa a Ucrânia, danificado em Janeiro por ataques aéreos russos.

 

O anúncio de Kiev, na quarta-feira, sobre a reativação do oleoduto Druzhba (“amizade”, em russo) abriu caminho para a resolução de um impasse que se arrastava há vários meses.

Hungria e Eslováquia também haviam vetado a adoção de um novo pacote de sanções contra a Rússia – o 20º desde a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022. As medidas miram o setor bancário russo e impõem novas restrições às exportações de petróleo do país, cuja receita financia grande parte da guerra.

Os europeus ainda não adotaram uma proibição de serviços marítimos (como manutenção e reboque) para navios que transportam petróleo russo. Há acordo de princípio, mas a medida depende de coordenação com os países do G7. “As condições ainda não estão em vigor”, explicou um funcionário da UE, sob condição de anonimato.

A UE, no entanto, decidiu adicionar 46 novos navios à lista de embarcações da chamada “frota fantasma”, usada pela Rússia para contornar as sanções ocidentais. A lista passa agora a incluir 632 navios, todos proibidos de atracar em portos do bloco.

 

O bloco também incluiu 20 bancos russos na lista de instituições financeiras proibidas de realizar transações na Europa. Pela primeira vez, os países da UE ativaram ainda um instrumento de combate à evasão de sanções, proibindo a exportação para o Quirguistão de determinadas máquinas-ferramenta e equipamentos de telecomunicações, devido à “falha sistemática e persistente” do país em impedir sua reexportação para a Rússia, onde são utilizados na fabricação de drones, segundo comunicado da União Europeia.

ANG/RFI/ AFP

 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Cooperação/Ilídio Vieira Té felicita Mamady Doumbouia pela vitória nas eleições presidenciais da Guiné-Conacri

Bissau, 23 Abr 26(ANG) – O Primeiro-ministro de Transição Ilídio Vieira Té, felicitou o Presidente da República da Guiné Conacri, Mamady Doumbouia pela sua vitória nas recentes eleições realizadas naquele país vizinho.

Vieira Té, que se encontra desde quarta-feira, em Conacri para uma visita de trabalho de 48 horas, falava à imprensa após o encontro que manteve com o Presidente Mamady Doumbouia.

“O objectivo da nossa visita é antes de  mais felicitar ao Presidente da República, Mamady Doumbouia, pela  sua vitória nas eleições passadas”, disse  Ilídio Vieira Té.

O chefe do Executivo guineense frisou que a Guiné-Conacri jogou um papel muito importante na libertação da Guiné-Bissau do domínio colonial.

Destacou que o povo irmão da Guiné-Conacri trabalhou duramente e deu o seu sangue na luta para independência da Guiné-Bissau.

“Por isso, viemos aqui hoje, em nome do povo guineense  dizer obrigado ao povo da Guiné-Conacri pela  contribuição que deu ao nosso país na luta pela independência”, salientou Ilídio Vieira Té.

Afirmou que, está a testa de uma delegação do seu Governo que irá analisar com os seus congéneres de diferentes sectores da Guiné-Conacri, nomeadamente dos recursos naturais, energia, desporto, cultura, educação , as formas de relançar a cooperação entre os dois países.

“Trabalhamos de mãos dadas com a Republica da Guiné-Bissau para relançar a nossa cooperação. Relançar essa dinâmica para permitir a unificação dos dois países através de feitos concretos, partilha de experiencias no que concerne ao sector mineiro. Explorar outras possibilidades de cooperação que farão com que os nossos povos se sintam mais próximos. São esses os desejos do nosso povo e a vontade dos nossos dois chefes de Estados”, disse, por seu lado, Amadou Houri Bah, Primeiro-ministro da Republica da Guiné.

Intervindo no encontro com a delegação da Guiné-Bissau,  o presidente Doumbia destacou as relações históricas entre os dois povos, reafirmou
o apoio de Conacri a transição política na Guiné-Bissau e instruiu ao PM Amadou  Bah a trabalhar com o seu homologo Vieira Té para a consolidação das linhas de cooperação entre Bissau e Conacri. ANG/Rádio Voz do Povo

 

Segurança Social/Guiné-Bissau participa no “Fórum de Reflexão sobre Inclusão e Acessibilidade de uma Comunicação Eficaz” em Abuja

Bissau, 23 Abr 26 (ANG) – A Guiné-Bissau através de quatro técnicos do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), participa num “Fórum de Reflexão sobre Inclusão e Acessibilidade de uma Comunicação Eficaz, para melhorar o acesso e inclusão na Segurança Social”, que decorre de 22 a 23 de corrente mês, em Abuja, na Nigéria.

Segundo  informações divulgadas na página do Facebook do INSS, à que a Agência de Notícias da Guiné (ANG) teve acesso, a delegação do INSS da Guiné-Bissau subsidiou o referido seminário com o tema, “Impacto de Comunicação no acesso, Inclusivo e Alargamento da Cobertura”.

Ao presidir a cerimónia de abertura desse evento, o ministro do Trabalho e da Segurança Social de Nigéria Muhammad Maigari Dingyadi disse ser  um privilégio receber as delegações vindas de diferentes países na Nigéria, com o objetivo de, juntos analisarem a problemática da Segurança Social na Sub-região.

Segundo o ministro, o referido seminário é indicação clara do comprometimento da Nigéria com a Segurança Social e boas práticas Institucionais para a Sub-região.

segundo Maigari , a presença dos parceiros em Abuja visa a partilha das suas ricas experiências, e demostração do interesse de todos nessa matéria analisada com elevada preocupação de todos.

“Por isso, espero que trocas de experiências, traga no final, deliberações frutuosas a volta dos temas que serão debatidos durante os dois dias do seminário”, disse Muhammad Maigary Dinyadi.

Destacou, por outro lado que as mudanças dos eventos tecnológicos no mundo, assim como a problemática do emprego e do setor informal, requerem outra forma de atuação nas caixas de Segurança Social.

ANG/LLA/ÂC//SG              

   

Energia/EAGB anuncia redução de preços de contratos de luz e água para vigorar a partir de Maio

Bissau 23 Abr 26 (ANG) – O Diretor-geral da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), anunciou hoje que a partir de 1 de Maio próximo, os custos de contratos de luz e água vão sofrer  reduções consideráveis.

Carlos Alberto Handem fez o anúncio numa conferência de imprensa, e precisou que o contrato para fornecimento  de luz, que custava 45 mil francos cfa, passa a ser 17 mil francos cfa e a de água vai descer de 43 mil fcfa para 10 mil francos cfa.

Alberto Handem salientou que o feito não é um favor, mas sim  um direito e justiça, realçando que antes de ser uma empresa, a EAGB serve pessoas e elas precisam de luz para estudar, cuidar dos filhos e da água para viver com saúde e dignidade.

Questionado sobre para quando a redução do custo dos quilowatts da eletricidade, uma vez que o país já está a beneficiar da energia da Barragem hidroelétrica de Kaleta, na Guiné-Conacri, Handem disse que está-se a trabalhar para o efeito, pelo que  não quer avançar com a data, para não criar frustrações ou espectativas aos clientes, uma vez que o assunto deve ser tratado a nível superior.

“Voltando a questão de redução dos contratos, eu quando assumi este lugar compararei o salário mínimo do país, que é de 50 mil francos CFA, o que leva as pessoas a andarem caminhos tortos para ter a luz em casa, e isso prejudica a empresa”, disse Handem.

Aquele responsável sublinhou que  essas reduções vão permitir que todos possam ter acesso à energia da EAGB, de forma legal, acrescentando que vão criar condições nas  agências da empresa para   gerar mais receitas.

Carlos Alberto disse compreender . as queixas da população quando houver cortes de luz ou  água, tendo garantido que vão tudo fazer para melhor servir a população.

“Apesar das dificuldades que enfrentamos, estamos a trabalhar para melhorar,  de  forma significativa, o fornecimento da luz e água, não só em Bissau, assim como em todo o país”, afirmou.

Falando da morosidade no processo dos contratos, Carlos Alberto promete que vão trabalhar  para que não dure mais de 72 horas.

Pede desculpas pelos transtornos já ocorridos e avisa  que quando houver avarias que os clientes acreditassem  que são problemas que acontecem é não a falta de vontade dos trabalhadores da EAG, que diz serem incansáveis, dia e noite. ANG/MSC/ÂC//SG

Justiça/Governo anuncia arquivamento pelas autoridades portuguesas do caso de Passaportes apreendidos no aeroporto de Lisboa no ano passado

Bissau, 23 Abr 26(ANG) – O Governo através do ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, anunciou hoje o arquivamento por entidades judiciais portuguesas do processo relativo aos Passaportes guineenses apreendidos no aeroporto Humberto Delgado de Lisboa, no ano passado.

Carlos Pinto Pereira falava hoje em conferência de imprensa para o esclarecimento da opinião pública nacional e internacional sobre o referido processo, na presença do advogado da Embaixada da Guiné-Bissau em Portugal, Bebiano Gomes.

“No ano passado, no contexto da peregrinação à Meca, o Governo guineense emitiu um conjunto de passaportes em benefício de cidadãos estrangeiros, a partir de Bruxelas, Bélgica e que iriam na quota da Guiné-Bissau para a Arábia Saudita, para efeitos de peregrinação”, disse.

O governante frisou que é uma actividade que  sucessivos Governos guineenses realizaram, há muito tempo, cada vez que  a quota atribuída ao país não for   completa por peregrinos nacionais.

Pinto Pereira disse tratar-se de uma solução adoptado por vários países africanos ., quando as suas quotas de peregrinação não estejam completas, de forma a dar  possibilidades para que todos pudessem ir à Meca.

“Nesse quadro foi emitido passaportes, tendo em conta que a emissão de passaportes é um ato de soberania. A Guiné-Bissau pode emitir passaportes porque é um documento que lhe pertence e que identifica os seus cidadãos no estrangeiro”, salientou.

Carlos Pinto Pereira disse que, igualmente a Lei de Passaportes guineenses permite ao Governo atribuir passaportes à estrangeiros residentes no exterior e que em circunstâncias especiais requerem as suas concessões.

“Foi exactamente o caso, em que temos cidadãos guiineenses residentes no estrangeiros e que para  as suas viagens à Meca, o Governo entendeu que era relevante atribuir-lhes os passaportes que seriam utilizados, pontualmente, para depois serem devolvidos”, sublinhou.

O ministro da Justiça salientou que, infelizmente, os referidos passaportes não foram transportados para o seu destino da melhor forma, porque foi utilizado um cidadão guineense viajante como recurso, quando devia ser por via “Mala  Diplomática”.

Carlos Pinto Pereira frisou que o cidadão em causa foi detido no aeroporto de Lisboa, assim que as  autoridades portuguesas detectaram que transportava consigo um enorme quantidade de passaportes , de forma ilegal.

O governante disse que as autoridades portuguesas denunciaram a situação através dos órgãos de comunicação social, com conotações pejorativas e com alegações de que se tratava de “negócios obscuros de passaportes”.

“Desde o primeiro momento, as autoridades guineenses reafirmaram junto das autoridades portuguesas de que assume inteiramente a responsabilidade na emissão dos referidos passaportes e pediu, em várias ocasiões, a sua devolução”, disse Pereira.

Afirmou que, infelizmente, as autoridades portuguesas entenderam que deviam fazer averiguações para apurar  o que , de facto, aconteceu com os referidos passaportes, razão pela qual  várias entidades foram ouvidas, mas  todas responderam, de forma inequívoca,  que foram emitidas pelas autoridades guineenses.

“E hoje podemos afirmar com satisfação  que o processo foi arquivado, porque as autoridades portuguesas, nomeadamente a Polícia Judiciária e o Ministério Público não apurou nada de ilegal no processo”, disse Carlos Pinto Pereira.ANG/ÂC//SG


Regiões/ Ministério da Saúde Pública doa 3 ambulâncias aos centros de saúde da Região de Cacheu

Cacheu, 23 Abr 26(ANG) – O  Ministério da Saúde Pública doou , quarta-feira,   três ambulâncias para os  centros de saúde do setores  de Cacheu, Caió,  e da secção de Djolmete, ambos da Região de Cacheu, norte do país.

Segundo o Correspondente da ANG na Região de Cacheu, as ambulâncias  doadas vão  reforçar o sistema de saúde na região de Cacheu.

Na ocasião,  o Diretor Regional de Saúde de Cacheu, Inghala na Uaie, disse que as três ambulâncias vão facilitar as transferências dos doentes graves dos Centros de Saúde para os Hospitais de referências em Canchungo e  Bissau, que têm melhores condições de atendimento dos pacientes.

Acrescentou   que esses  meios de transporte vão colmatar as dificuldades de transferência de doentes  graves de Djolmete para o Hospital Regional de Cacheu em Canchungo, que eram assegurada por motorizadas,  e as dificuldades de deslocação de Caió para Canchungo, na época chuvosa, devido ao mau estado da estrada.

Na Uaie aconselha aos responsáveis dos centros de Saúde de Cacheu, Caió e Djolmete, a se  cuidarem bem dessas ambulâncias para que possam durar muito tempo ao serviço de evacuações  dos doentes nestas localidades.

Esta é a primeira vez que o  Centro de Saúde em Djolmete, beneficia  de uma ambulância. ANG/AG/JD/ÂC//SG



          Desporto-futebol/Cupelum derrota Benfica e lidera a Guinés-Liga  

Bissau, 23 Abr 26(ANG) - O Cupelum FC recebeu e venceu , quarta-feira o bicampeão nacional, Sport Bissau e Benfica, por 2–1, em jogo da 15.ª jornada da competição.

Perante um número considerável de adeptos das duas equipas da capital, o Cupelum FC protagonizou uma exibição segura e organizada diante de um clube que dominou o futebol guineense na última década.

As Águias entraram melhor na partida e, aos 10 minutos, estiveram perto de inaugurar o marcador por intermédio de Bubacar, que desperdiçou uma clara oportunidade.

Quatro minutos depois, o Cupelum FC conseguiu equilibrar o jogo e beneficiou de uma grande penalidade, convertida com êxito por Carlinhos José dos Santos, colocando a equipa da casa em vantagem.

Após o golo sofrido, o treinador do Benfica, Romualdo José da Silva, fez a primeira alteração ao retirar Bubacar e lançar Serifo Rúbem Gomes, avançado possante e de grande estatura física.

Na sequência da substituição, os encarnados chegaram ao empate aos 30 minutos, através de um livre direto magistralmente cobrado por Jean Calmente, sem hipótese de defesa para o guarda-redes do Cupelum FC.

Depois do empate, o Benfica voltou a assumir o controlo da posse de bola, criando várias oportunidades flagrantes para marcar, mas o resultado manteve-se inalterado até ao intervalo.

Na segunda parte, o cenário do jogo mudou por completo, com o Cupelum FC a dominar e a controlar as operações, confirmando o estatuto de clube sensação desta edição da Guiné‑Liga, organizada pela Liga Guineense de Clubes de Futebol (LGCF).

Logo aos 47 minutos, o jovem Anel desperdiçou uma soberana oportunidade para ampliar a vantagem, evidenciando falta de frieza no momento da finalização.

Apesar do erro, o Cupelum FC manteve a pressão e acabou por chegar ao segundo golo aos 58 minutos, por intermédio de Abrão Té, jovem promessa do futebol guineense, que deu muito trabalho à defensiva benfiquista durante toda a partida.

As Águias tentaram reagir, mas esbarravam sempre  numa defesa sólida e bem organizada do Cupelum FC. Apesar das alterações táticas e substituições, o resultado não voltou a sofrer alterações, permitindo à equipa da casa somar três importantes pontos.

No final do encontro, o treinador do Benfica, Romualdo José da Silva “Aldo”, reconheceu que o resultado foi justo, apontando falhas defensivas da sua equipa como determinantes para a derrota.


Apesar do desaire, garantiu que o clube continuará a lutar pelo título, admitindo dificuldades resultantes da saída de jogadores importantes, com destaque para o defesa-central Enio Bidane, atualmente ao serviço do Boavista FC da Praia.

Buli Manafá, técnico do Cupelum FC, disse que vencer o Benfica tem um sabor especial, por se tratar de “uma das melhores equipas do Campeonato Nacional”. O jovem treinador destacou ainda a boa organização interna do clube como fator determinante para a liderança da prova e revelou que, nos próximos dias, irá reunir-se com a direção do clube  para definir os próximos passos da equipa na Guiné‑Liga.

Com esta vitória, o Cupelum FC terminou a primeira volta da competição no topo da tabela classificativa, somando 32 pontos, fruto de 10 vitórias, duas empates e três derrotas em 15 jogos.

Nos restantes encontros da jornada, destaque para mais uma derrota dos Portos de Bissau, que perderam no leste do país diante do Clube Desportivo e Recreativo de Gabu por 2–1. O clube já não vence há cinco jogos, somando dois empates e três derrotas nesse período, mantendo-se ainda assim com 25 pontos.

O CDR Gabu assume, provisoriamente, a vice‑liderança da prova, com 26 pontos, aguardando o jogo do FC Canchungo.

Em Bafatá, o Háfia recebeu e empatou a zero com a UDIB, no Estádio Pelé. Com este resultado, o Háfia soma 22 pontos, enquanto a UDIB passa a contabilizar 19.

Em Cacheu, o FC Pelundo foi derrotado em casa pelo Massaf de Cacine por 3–1, num encontro dominado pela equipa visitante. O Massaf soma agora 24 pontos, ultrapassando o Benfica, enquanto o Pelundo permanece com 16, podendo cair na zona crítica da tabela.

Em São Domingos, os Tigres voltaram a perder, desta vez por 1–0 diante dos Arados de Nhacra. Os visitantes somam agora 16 pontos, enquanto os Tigres permanecem com apenas 9.

A 15.ª jornada da Guiné‑Liga encerra esta quinta‑feira com os seguintes jogos:

FC Cuntum vs. CF Os Balantas de Mansoa, às 16h30

Flamengo de Pefine vs. Sporting Clube da Guiné‑Bissau, às 19h00, no Estádio Lino Correia FC Canchungo vs. FC Cumura, no Estádio Saco Vaz, em Canchungo. ANG/O Democrata

 

Cabo Verde/ CEDEAO reforça alerta precoce com açáo de formação e aponta vontade política como principal desafio

Bissau, 23 Abr 26 (ANG) – A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reúne, durante três dias na cidade da Praia, em Cabo Verde, analistas para reforçar o alerta precoce, destacando como principal desafio a vontade política para transformar dados em decisões eficazes de prevenção de conflitos.

Em declarações à imprensa, a directora interina do gabinete de alerta precoce do vice-presidente da Comissão da CEDEAO, Onyinye Onwuka, explicou que a açao formativa que decorre de 22 à 24 de Abril se enquadra num esforço contínuo de capacitação iniciado em 2014.

Onwuka reconheceu, no entanto, que a CEDEAO enfrenta inúmeros desafios relacionados à segurança, mudanças climáticas, saúde e diferentes formas de crime, que exigem mecanismos de resposta rápidos, coordenados e eficazes.

“Esta iniciativa é um treinamento para os analistas de governança da arquitectura nacional”, afirmou, sublinhando que a iniciativa abrange cinco áreas temáticas, nomeadamente governação e direitos humanos, segurança, ambiente, saúde e ameaças transnacionais.

Segundo aquela responsável, o objectivo é adaptar as competências dos analistas às novas dinâmicas regionais.

“A CEDEAO está consciente de que as práticas da governança mudaram. Nós temos incursões dos militares, mudanças constitucionais, instituições fracas, e pensamos que devemos melhorar a capacidade a nível nacional”, disse.

Sobre o papel do sistema de alerta precoce, destacou a sua importância na prevenção de conflitos.

“Você não pode prevenir o que você não entende. Então, a acção de alerta ganha informação, ganha dados, faz a análise, e essa análise é traduzida em um formato acionável para as autoridades”, explicou.

Ainda assim, apontou desafios, sobretudo ao nível da articulação política referindo que a implementação permanece a mesma e que o sistema “não é uma condenação inicial, mas uma chamada para aderir à ciência e evitar uma situação de conflito”.

Por sua vez, a conselheira política e representante interina da CEDEAO em Cabo Verde, Kelly Lopes, destacou a pertinência da formação face ao contexto regional.

“A utilidade deste encontro tem a ver com o contexto actual que nós vivemos na nossa sub-região, com instabilidade que pode ser extensível a outros países”, afirmou.

Segundo explicou, a capacitação contínua dos analistas é essencial para melhorar a resposta a riscos emergentes.

“Quanto melhor capacitados, com mais informações e capacidade de apresentar soluções, melhor serão as respostas a serem dadas em função dos perigos iminentes”, disse acrescentando que estes encontros permitem harmonizar conhecimentos e fortalecer o sistema regional.ANG/Faapa

   

Brasil/Inteligência artificial já reduz emprego de jovens e ameaça a formação dos profissionais do futuro

Bissau, 23 Abr 26 (ANG) - Um estudo realizado no Brasil confirma que a inteligência artificial já afeta o emprego e a renda dos jovens.

Universidades como a prestigiosa Stanford previam que os recém-ingressos no mercado de trabalho estariam entre os mais atingidos pelo desenvolvimento da IA generativa.

A pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas, verificou que os jovens de 18 a 29 anos que atuam nos setores mais vulneráveis aos impactos da chegada da tecnologia têm quase 5% menos chances de conseguir um emprego do que antes da IA.

As áreas consideradas mais expostas são serviços de informação, comunicação e financeiros.

“Eles estão, justamente, em trabalhos que trabalhadores mais seniores usam para tomar as suas decisões. Você precisa de um jovem para montar uma tabela, um gráfico, escrever um resumo”, aponta Daniel Duque, pesquisador-associado do Ibre.

“São trabalhos que podem até ser qualificados e exigir algum tipo de qualificação, mas são um tanto mais burocráticos e são os mais facilmente substituídos pela IA, que pode fazer as coisas mais rápido, mais barato e, muitas vezes, melhor.”

Os profissionais com mais experiência e na etapa final da carreira parecem poupados – pelo menos por enquanto. A análise dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrou que as faixas de 30 a 44 anos e de 45 a 59 anos foram pouco ou nada afetadas.

Os cargos “seniores” envolvem mais responsabilidade, capacidade de análise e tomada de decisão que, mesmo nas áreas mais vulneráveis, estão menos suscetíveis à substituição pela IA, salienta Duque. Já para os jovens, os impactos começaram a ser sentidos no ano seguinte ao surgimento da inteligência artificial generativa de massa, com o chatGPT, no fim de 2022, e se aprofundaram em 2024 e 2025, com a aparição de outros robôs, como Claude e Gemini.

“Provavelmente só vai piorar”, aposta. “Um dos aspectos dessa grande mudança que a gente está vendo é que a adoção da IA está sendo mais rápida do que a adoção de várias outras tecnologias no passado. Tanto o computador, quanto a internet foram sendo adotadas muito mais lentamente do que a IA está sendo, e é por isso que o efeito no mercado de trabalho está sendo muito rápido.”

Nos países desenvolvidos, onde a automatização do trabalho é mais acelerada, o recrutamento de jovens desenvolvedores já chegou a cair até 20%, constataram pesquisadores do Laboratório de Economia Digital de Stanford, no Estados Unidos, em Novembro de 2025. Em média, a queda da empregabilidade foi de 16% nos setores mais expostos.

Na França, um estudo publicado em março pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Económicos (Insee) revelou números semelhantes, mostrando que as empresas europeias já delegam à IA uma parte do trabalho que costumava ser realizado pelos “juniores”, como tratamento de dados e redação.

“O Brasil está um pouco menos exposto do que os países desenvolvidos, mas existem as questões da substituibilidade, que é o quanto a pessoa é altamente substituível pela IA, e da complementaridade, ou seja, o quanto o trabalho dela é complementar ao da IA.

 Nisso, o Brasil está um pouco pior, porque entre as ocupações expostas, há um maior grau de exposição por substituição”, aponta Daniel Duque. “É um problema que o país vai enfrentar.”

A razão é a baixa qualificação da mão de obra no país: para ser complementar à IA, é preciso ter o domínio da tecnologia. Na França, a Associação Nacional de Recursos Humanos (ANDRH) notou, ainda, que algumas empresas têm optado por diminuir o número de estagiários e, no lugar, incentivar os funcionários a aumentar o uso da inteligência artificial. O risco, nestes casos, é que a longo prazo os futuros empregados seniores tenham menos competências.

“É um problema grande, porque é muito bem documentado que essas primeiras experiências no mercado de trabalho vão determinar, em grande parte, a sua trajetória toda no mercado de trabalho. Se você tira os trabalhadores do mercado nesse momento mais cedo da carreira, eles não vão formar experiências, não vão ter uma liderança em quem se espelhar depois e, com isso, não vão aprender a tomar as decisões que os seniores estão tomando”, explica o pesquisador. “No futuro, talvez a gente vá criar melhores modelos de IA que vão acabar podendo tomar decisões tão boas ou melhores que as dos humanos e, de fato, a gente não vai precisar de mais trabalhador nenhum.”

É por isso que a democratização do acesso à IA e a distribuição dos seus benefícios  para a produtividade em todas as camadas da sociedade estão entre os principais desafios para o futuro do mercado de trabalho, salienta o pesquisador brasileiro. ANG/RFI