quarta-feira, 29 de abril de 2026

Comércio inter-regional/ Mercado Comum de alimentos da CEDEAO movimenta quase 10 bilhões de dólares

 

Bissau, 29 Abr 26 (ANG) – O comércio de alimentos na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental ( CEDEAO) é estimado em quase US$ 10 bilhões, dos quais aproximadamente 85% estão no setor informal, revelaram os participantes da reunião conjunta de alto nível entre a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico ( OCDE) e a CEDEAO, que teve início na terça-feira, 28 de Abril de 2026, em Abidjan.

 

Realizada sob o tema "Construindo o Mercado Comum da CEDEAO: Fortalecendo o Comércio Intrarregional de Produtos Alimentares na África Ocidental", esta reunião destaca tanto o dinamismo do comércio regional quanto a necessidade de eliminar as restrições estruturais que impedem seu pleno desenvolvimento.

Ao abrir os trabalhos em nome do governo da Costa do Marfim, o Ministro Jean Louis Moulot , representando seu colega responsável pela Integração Africana, lembrou os progressos alcançados pela CEDEAO em termos de integração, em particular através do protocolo sobre a livre circulação de pessoas, do regime de liberalização comercial e da tarifa externa comum.

 

Ele enfatizou a necessidade de fortalecer a coerência entre as políticas comerciais, os investimentos, a segurança alimentar, a proteção do consumidor, o meio ambiente e a mobilidade. "O comércio intrarregional, particularmente no setor de alimentos, continua sendo a expressão mais tangível de integração para o nosso povo", afirmou.

A Costa do Marfim, empenhada em modernizar seus corredores e digitalizar os procedimentos alfandegários, pretende fazer do comércio regional uma alavanca para a resiliência econômica e a criação de empregos, acrescentou ele.

Falando em nome do Presidente da Comissão da CEDEAO , a Comissária para os Assuntos Econômicos e Agricultura, Kalilou Sylla , destacou que o mercado regional constitui "um seguro" contra as incertezas globais, ao mesmo tempo que oferece oportunidades para mulheres e jovens.

Ele, no entanto, destacou o paradoxo da produção recorde de cereais, estimada em 80 milhões de toneladas, contrastando com as recorrentes crises alimentares na região. Considerou essa situação "inaceitável" dado o potencial existente, e apelou para uma ação coordenada entre os estados, as instituições regionais e os parceiros.

A diretora do Clube do Sahel e da África Ocidental (SWAC) da OCDE , Nana Touré , observou que a parceria entre sua instituição e a África Ocidental remonta a várias décadas. Ela afirmou que o mercado comum da CEDEAO já é uma realidade, defendendo reformas aceleradas, maior disponibilidade de dados e aumento do investimento.

A vice-chefe de cooperação da Embaixada da Alemanha na Costa do Marfim, Danja Bergman , identificou diversos obstáculos persistentes, incluindo barreiras não tarifárias, déficits de infraestrutura, acesso limitado a financiamento e insuficiência de dados confiáveis ​​e harmonizados.

Ela saudou as iniciativas empreendidas no âmbito do programa EAT da OCDE/SWAC, que visam fortalecer a produção de dados e orientar as políticas públicas.

Paralelamente a esta reunião, estão sendo realizadas em Abidjan diversas sessões técnicas e ministeriais sobre temas como investimento regional, meio ambiente, gestão de fronteiras e proteção do consumidor. Espera-se que essas discussões resultem em um plano de ação operacional para fortalecer o mercado comum, um dos pilares da Visão 2050 da CEDEAO. ANG/Faapa


Médio Oriente/Iranianas desafiam o regime e circulam sem véu nas ruas após cessar-fogo

Bissau, 29 Abr 26 (ANG)-, Imagens de mulheres nas ruas de Teerã sem cobrir a cabeça se multiplicam, desde que foi estabelecido um cessar-fogo entre os Estados Unidos, Israel e o Irã.

O desafio ao uso obrigatório do véu, um dos pilares da República Islâmica, levanta questionamentos: trata‑se de um momento passageiro de tolerância, de uma ilusão de mudança ou do sinal de uma transformação mais profunda no país? 

Nas ruas da capital iraniana, a vida voltou a ocupar o espaço público. Vendedores ambulantes e músicos retomaram as calçadas, enquanto homens armados e postos de controle praticamente desapareceram, com exceção de algumas praças estratégicas.

Mas o que mais chama a atenção é a presença crescente de mulheres sem véu muitas vestindo roupas com estilo ocidental. Para várias delas, há uma sensação inédita de liberdade — ainda que frágil.

Ziba, iraniana de cerca de 40 anos, é uma delas. Ela conversou com a RFI sobre o fenómeno.

“O véu nos foi imposto em 1979 como um valor externo. Com o tempo, entendemos que não era um valor nosso. Para rejeitá‑lo e conquistar o que queremos, pagamos um preço muito alto. Isso é uma grande vitória. E vamos defendê‑la com unhas e dentes. Não vamos abrir mão dela.”

Durante os protestos de 2022, desencadeados pela morte de Mahsa Amini — presa por não usar o véu “de forma adequada” —, muitas mulheres adotaram a estratégia de carregar um lenço sobre os ombros, caso fossem repreendidas pela polícia. Agora, até esse gesto preventivo desapareceu. As autoridades parecem tolerar a situação e demonstram relutância em intervir.

Essa aparente flexibilização, porém, não convence a todas. É o caso de uma pintora iraniana, contatada de Paris, que pediu anonimato.

“Isso não é, de forma alguma, um sinal de mudança do governo. Não houve nenhum avanço real nos direitos das mulheres.”

Segundo ela, que vive em Teerã, a realidade continua a mesma:

“Apesar das aparências, não houve mudança concreta nas liberdades individuais.”

A obrigatoriedade do véu segue prevista em lei e permanece como um dos pilares da teocracia iraniana. O que mudou foi a aplicação da regra, agora menos rigorosa — ao menos em alguns bairros de Teerã e em certas cidades do país.

Essa tolerância já havia sido observada durante a guerra de Junho de 2025 contra Israel e se manteve nos protestos de Dezembro contra o alto custo de vida. Também persiste no contexto da guerra entre Estados Unidos e Israel, atualmente suspensa por um cessar‑fogo considerado frágil.

“Há três anos, isso era inimaginável”, diz Zahra, de 57 anos, moradora de Isfahan, no centro do Irã.

“Não uso mais o véu, mas gostaria de ter vivido algo assim na juventude”, conta.

Apesar disso,o hijab não desapareceu do cotidiano. As temidas vans brancas da polícia da moralidade quase não patrulham mais as ruas, mas mulheres sem véu ainda podem ser abordadas. Em bancos, universidades e prédios administrativos, o uso continua sendo exigido.

Por trás das imagens que circulam nas redes sociais — mulheres sem véu em cafés e espaços públicos — há também custos e punições. Negin, gerente de um café em Teerã, lembra que a exposição cobrou seu preço. “Pagamos muito caro por isso”, afirma. “Fomos tratadas com brutalidade durante anos, e isso continua. Nosso estabelecimento já foi fechado várias vezes, recebemos multas e fomos forçadas a pagar subornos.”

O que mais a revolta é o discurso oficial. “Quando dizem que isso é ‘liberdade’ e que as mulheres hoje são mais livres, isso me enfurece”, diz a jovem de 34 anos.

De fato, os direitos das mulheres seguem severamente limitados no Irã. O governo reprimiu com mãos de ferro os protestos de dezembro e janeiro, com dezenas de milhares de prisões. Durante o conflito mais recente, milhares de pessoas também foram detidas, segundo organizações de direitos humanos.

A ONG Anistia Internacional avalia que a “resistência generalizada” à essa obrigação pressionou as autoridades nos últimos anos. Hoje, imagens de mulheres sem véu aparecem até na televisão estatal — desde que elas demonstrem lealdade ao regime e denunciem os inimigos da República Islâmica.

Para Sahrzad, dona de casa de 39 anos, isso não representa uma mudança real.

“Todos os dias, mais mulheres vencem o medo e saem sem hijab. Esse movimento está se espalhando”, diz. “Mas não vejo nenhuma transformação no sistema.”

Ela é categórica:

“Nada mudou, exceto os vídeos exibidos na TV estatal de jovens sem véu gritando: ‘Meu líder, meu líder, eu daria minha vida por você’.”

A realidade, no entanto, não é homogénea. A situação varia de região para região, e ninguém sabe dizer por quanto tempo essa relativa tolerância vai durar. ANG/RF


                  Gâmbia/Criado Centro Regional contra desinformação

Bissau, 29 Abr 26 (ANG) - A Gâmbia estabeleceu recentemente um centro regional para combater a disseminação de informações falsas na região, com o apoio da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Segundo as autoridades gambianas, este centro, inaugurado em Banjul na presença de funcionários do governo e representantes da organização regional, tem a missão de detectar, analisar e combater a disseminação de conteúdo enganoso, promovendo, ao mesmo tempo, informações confiáveis ​​e verificadas.

Apresentado como o primeiro do género na África Ocidental, este centro regional insere-se num contexto marcado pela ascensão de campanhas de desinformação que podem afetar a estabilidade social e as instituições democráticas na sub-região.

As autoridades indicaram que esse sistema deverá ajudar a fortalecer a resiliência digital, melhorar a comunicação estratégica e apoiar os esforços para prevenir crises relacionadas à manipulação de informações.

Por sua vez, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental acolheu favoravelmente uma iniciativa que deverá servir de modelo para outros países da região.ANG/Faapa

   

  Cuba/Queda de 48% no turismo afeta moradores e agrava crise económica

Bissau, 29 Abr 26 (ANG) - Com menos voos, escassez de combustível e redução no número de visitantes, Cuba perde uma de suas principais fontes de receita e agrava dificuldades de trabalhadores que dependiam do setor.

Entre Janeiro e Março, a ilha recebeu 298.057 visitantes estrangeiros, 48% a menos que no mesmo período de 2025, segundo números divulgados pelo Escritório Nacional de Estatística e Informação.

A queda do turismo tem ampliado os efeitos da crise económica em Cuba e afetado a rotina de moradores da ilha. A redução no número de visitantes atinge empregos, diminui a circulação de dólares e impacta setores que dependiam diretamente da presença de estrangeiros. Em Março, apenas 35.561 turistas chegaram ao país, um dos níveis mais baixos dos últimos anos.

O turismo é a segunda fonte de receitas em divisas e até janeiro empregava mais de 300 mil pessoas na ilha de 9,6 milhões de habitantes.

Em Havana Velha, no centro histórico da capital do país, que costumava ficar cheia de turistas, o cenário mudou. Restaurantes continuam abertos, mas agora recebem poucos clientes. Bares tradicionalmente frequentados por turistas operam com movimento reduzido. Lojas de souvenirs permanecem vazias durante boa parte do dia.

 

O turismo ganhou importância estratégica para Cuba nos anos 1990, depois do colapso da ex-União Soviética, quando o país enfrentou uma grave crise econômica conhecida como Período Especial. Naquele momento, a entrada de divisas por meio de visitantes estrangeiros se tornou uma das principais fontes de receita da ilha e também uma alternativa para muitos moradores enfrentarem as dificuldades quotidianas.

Nos anos seguintes, o turismo manteve papel estratégico para a economia cubana. Desde a pandemia, porém, o número de visitantes começou a cair. Agora, a retração se aprofundou. No início de fevereiro, o governo cubano anunciou que não conseguiria mais abastecer aeronaves nos aeroportos da ilha. A medida levou algumas companhias aéreas a suspender operações.

Segundo um funcionário de um hotel no centro histórico de Havana, após o cancelamento dos voos, turistas que já tinham viagens marcadas entraram em contato para cancelar reservas.

Com a baixa ocupação, parte dos hotéis administrados pelo Estado foi fechada para concentrar hóspedes nos estabelecimentos que permaneceram abertos.

A queda atingiu todos os principais mercados emissores. O Canadá, historicamente o maior fornecedor de turistas à ilha, registrou 124.794 visitantes no trimestre, 54,2% a menos que um ano antes. As chegadas da Rússia caíram 37,5%, enquanto as da comunidade cubana residente no exterior, em sua maioria radicada nos Estados Unidos, diminuíram 42,8%.

O trabalhador rural Calisto Aguilar, que vive entre Havana em uma propriedade localizada a quarenta quilômetros da capital, aluga quartos na casa que mantém no centro da cidade. Ele afirma que a procura praticamente desapareceu.

“Há alguns anos, havia gente na rua procurando lugar para ficar e não tinha vaga. Depois que Donald Trump chegou à Casa Branca, tudo isso acabou”, afirma.

Calisto diz que o turismo já havia sido afetado durante o primeiro mandato do republicano. Em 2019, o governo norte-americano proibiu cruzeiros dos Estados Unidos para Cuba, medida que desfez a abertura promovida durante o governo de Barack Obama

“A entrada de cruzeiros foi interrompida e, de forma geral, o turismo parou. Todas as medidas que tinham sido planejadas desde o governo Obama foram interrompidas. Lembro que via cruzeiros desembarcando em Havana pela manhã quando saía para trabalhar.”

A redução no número de turistas afeta também quem dependia das vendas diretas aos visitantes. O professor aposentado Rafael Rosa afirma que a pensão mensal que recebe do governo não é suficiente para comprar alimentos no mercado privado, uma das alternativas diante do desabastecimento nos estabelecimentos subsidiados pelo Estado. Para complementar o orçamento, ele passou a vender souvenires nas ruas.

Rafael relata que, quando consegue vender alguma peça, o dinheiro costuma ser usado para comprar comida. “Tenho essa atividade que, às vezes, quando tenho sorte, me rende algum dinheiro para a comida.”

Ao falar com a reportagem, Rafael disse que não conseguia vender nada havia duas semanas.

“Cada vez me sinto mais cansado, porque preciso caminhar horas atrás de turistas para que comprem de mim. Sorrio muito pouco porque minha mãe está velha e fico triste com o que está acontecendo comigo. Estou doente e ainda não encontrei solução para o meu problema”, lamentou.

Na avaliação de CALISTO Aguiar, a situação de Cuba não deve melhorar tão cedo. Ele reconhece que a recuperação será lenta, mas afirma que ainda mantém esperança, sobretudo por causa dos filhos.

 

“Se você analisar o panorama, percebe que as coisas não vão mudar de um dia para o outro. Isso demora anos. Mas tenho esperança, sempre. Quem tem filhos precisa ter esperança.”

Sem combustível, com menos voos e com a forte redução no número de visitantes, Cuba vê desaparecer uma importante fonte de receita. Durante décadas, o turismo ajudou o país a atravessar períodos difíceis. Hoje, com o setor esvaziado, a ilha ainda procura caminhos para reagir a uma das mais duras crises de sua história. ANG/RFI

terça-feira, 28 de abril de 2026

    Politica/ Governo aprova proposta de lei do Ordenamento Territorial e Urbano

Bissau, 28 Abr 26 (ANG) - O Conselho de Ministros aprovou hoje, com alterações, a Proposta de Lei do Ordenamento Territorial e Urbano do país.

A informação consta no comunicado do Conselho de Ministros, reunido hoje em Sessão Ordinária, presidido pelo Presidente da República de Transição Horta Inta-á.

O colectivo governamental informou que foi igualmente criada uma Comissão Interministerial encarregue de analisar e introduzir ajustamentos ao diploma, envolvendo vários Ministérios, incluindo Obras Públicas, Administração Territorial, Transportes, Economia, Agricultura e Turismo.

O Conselho de Ministros autorizou ainda a implementação do Sistema Integrado para Monitorar o Escoamento e Exportação da Castanha de Caju (SICOM), com modificações resultantes do debate entre os membros do Governo.

No capítulo das nomeações, segundo o comunicado
,  foi aprovada a constituição do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Pesquisa e Exploração Petrolíferas (PETROGUIN), liderado por Florentino Fernando Dias, bem como a nomeação de Mário Imbana para o cargo de Diretor-Geral dos Desportos.

Informou que, em consequência destas decisões, cessaram funções os anteriores titulares dos referidos cargos.

Durante a reunião, o Primeiro-Ministro apresentou um balanço da sua recente visita oficial à República da Guiné-Conacry destacando resultados considerados globalmente positivos.

O documento referiu que  a deslocação do governante permitiu relançar as relações de amizade e cooperação entre os dois países, com destaque para o consenso alcançado em torno da retoma da Comissão Mista Guiné/Guiné-Bissau.

“A cooperação bilateral deverá concentrar-se em cinco eixos prioritários: energia, infraestruturas e integração económica; segurança e cooperação fronteiriça; recursos naturais e mineração; e ainda juventude, cultura e desportos”,lê-se no documento.

ANG/LPG/ÂC

Sociedade/”A Conferência de Prevenção do Radicalismo e do Extremismo Violento visa promover um espaço de partilha de reflexão, em torno do flagelo no país”, diz Bubacar Turé

Bissau, 28 Abr 26 (ANG) – O Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) afirma que a realização de uma Conferência Nacional, sobre a “Prevenção do Radicalismo e do Extremismo Violento, visa promover um espaço de partilha, de reflexão, crítica e de compromisso coletivo, em torno da prevenção deste flagelo no país.

Bubacar Turé falava hoje na cerimónia de abertura, de uma Conferência Nacional, sobre a “Prevenção do Radicalismo e do Extremismo Violento na Guiné-Bissau, que terá a duração de um dia.

Na ocasião, o Presidente da LGDH e igualmente o Coordenador do Projeto Observatório da Paz “Nô Cudji Paz”, acrescentou por outro lado que, o mesmo encontro, pretende igualmente contribuir, para a apropriação nacional de estratégia para o reforço de uma arquitetura de prevenção multissetorial inclusiva e sustentável, alinhada com o objetivo de desenvolvimento sustentável, que assegura Paz, justiça e Instituições Eficazes.

“Ao longo dos últimos quatros anos, o Observatório da Paz Nô Cudji Paz, desenvolveu ações consistentes e de elevado impacto neste domínio, e entre essas acções, destaca-se a elaboração do Plano Estratégico de Prevenção do Radicalismo e do Extremismo Violento”, disse.

Aquele responsável sublinhou que, o referido Plano Estratégico de Prevenção do Radicalismo e do Extremismo Violento será implementado  através de uma abordagem holística, integra dimensões sociais, económicas, educativas e institucionais, promovendo respostas coordenadas e sustentáveis.

A Administradora Executiva do Instituto Marquês de Vale Flor (IMVF), Carolina Quina, apelou a união de todos, na luta para a prevenção do Radicalismo e do Extremismo Violento na Guiné-Bissau.

“A hora é de agir e de não baixar os braços, e não confiar apenas que a sociedade guineense é pacífica, e convive num contexto de inclusão social, pretendo alertar que, é hora de prevenir a crise nas fronteiras, e privilegiar o diálogo, e sobre a problemática, é preciso ir para além do diálogo, criando estratégias, e pactos sociais alargadas de uma dimensão de segurança”, aconselhou Carolina Quina.

Segundo o Embaixador de Portugal na Guiné-Bissau, Miguel Cruz Silvestre, nenhum país está imune as pressões transnacionais, as redes criminosas e extremismo violento que atravessa a África Ocidental e do Sahel, seja ela étnica, religiosa ou política.

O diplomata acrescentou por outro lado que, essa prática só pode ser reduzida com processo transparentes, pelas autoridades guineenses, contando com o apoio dos seus parceiros.

“Onde existe a não igualdades profundas, perspetivas para os jovens, e demais algos singulares, é aí que o flagelo extremismo ganha força sobre os jovens, para tal, é necessário que as autoridades competentes da Guiné-Bissau trabalham com franqueza neste aspeto, para prevenir que a prática atinge a sua fronteira e começa a trazer impactos negativos a sua sociedade”, aconselhou o Embaixador.

Durante a Conferência sobre a “Prevenção do Radicalismo e do Extremismo na Guiné-Bissau”, serão debatidos os temas “Os papéis estratégicos de jovens, e assim como das mulheres e dos medias na prevenção da referida prática.ANG/LLA/ÂC  

              

Desporto/Ex- jornalista guineense Califa Soares Cassamá lidera nova modalidade desportiva denominada “Mini-Futebol” nacional

Bissau, 28 Abr 26 (ANG) - A ex-jornalista guineense Califa Soares Cassamá vai liderar uma nova modalidade desportiva e em progressão a nível mundial denominada Mini-Futebol.

De acordo com a informação enviada hoje à ANG pelo próprio Califa Soares Cassama, ele foi designado para a referida função pelo Presidente da Confederação Africana de Mini-Futebol como responsável para o efeito, através de uma Nota Informativa datada de 14 de Abril em curso.

“É uma nova modalidade desportiva e em progressão a nível mundial chegou à Guiné-Bissau e o seu líder vai ser um quadro guineense dinâmico e com uma larga experiência na organização e na administração”, refere a nota.

A Nota salienta que Cassamá tem um período de três meses para apresentar à Confederação Africana de Mini-futebol os documentos oficiais para a criação da organização que irá zelar pela promoção e organização da modalidade na Guiné-Bissau.

Informa que o Mini Futebol é uma vertente de futebol tradicional, mas que é jogado em campos menores e com número reduzido de jogadores em cada equipa.

“Ao contrário do futebol tradicional que é jogado com 11 jogadores de cada lado, o Mini- Futebol é jogado com 05 a 09 jogadores de cada lado dependendo do tamanho de campo do jogo”, frisou o documento.ANG/AALS/ÂC

UEMOA/Bissau acolhe Workshop de apresentação do Projecto de Plataforma Electronica de trocas de documentos comerciais no espaço comunitário

Bissau, 28 Abr 26(ANG) – A capital Bissau, acolhe entre os dias 28 e 29 do corrente mês, de um Workshop de Consciencialização sobre Directiva de 16 de Junho de 2023, da União Económica e Monetária Oeste Africana(UEMOA), relativa a desmaterialização dos procedimentos aduaneiros e apresentação do projecto de uma Plataforma Eletrónica de Trocas de Documentos Comerciais.

Ao presidir a cerimónia de abertura do evento, o director geral do Comércio Externo, Lassana Fati em representação do ministro do Comércio e Indústria, disse que a importância da facilitação do comércio para o desenvolvimento socioeconómico dos nossos países, é inegável.

Adiantou que, ajuda a promover as barreiras técnicas e a simplificar o comércio em benefício das populações.

Aquele responsável frisou que, todos estão conscientes de enormes barreiras que limitam esforços das autoridades em matéria de integração regional, nomeadamente, procedimentos administrativos complexos, longos tempos de espera no trânsito de mercadorias, coordenação insuficiente entre administrações nacionais e agências sub-regionais.

Face à estes desafios, o director geral do Comércio Externo afirmou que, é imperativo adoptar as nossas instituições de ferramentas modernas e eficientes que garantam uma gestão eficaz das operações transfronteiriças.

Por sua vez, em nome da representante residente da Comissão da UEMOA no país, Laurinha Kati Camara disse que a realização deste workshop, dá seguimento à recomendação feita pelos especialistas de outros Estados-Membros da organização, no ateliê regional sobre a referida Directiva número 02/2023/CM/UEMOA, de 16 de Junho de 2023, realizado por vídeo conferência entre 14 e 17 de Maio de 2024.

Afirmou que, no final dessa reunião os participantes recomendaram a organização de workshops nacionais para divulgar a Directiva ao público em geral e aprofundar as trocas de informações com as principais partes interessadas.

Disse que, o encontro de Bissau faz parte da segunda série de quatro workshops que teve início em Niamey(Níger), no dia 20 de Abril de 2026 e terminará no dia 06 de Maio de 2026.ANG/ÂC

 

Regiões /Presidente do Comité para Abandono de Práticas Nefastas de Oio defende aplicação das leis em vigor no país para desmotivar prática

Oio, 28 Abr 26 (ANG) - O presidente das atividades do Comité Nacional para o Abandono de Práticas Nefastas na região de Oio, norte do país,  Alfa Umaro Djaló, defendeu a aplicação rigorosa das leis em vigor no país, como forma de desencorajar fenómenos como o fanado e o casamento infantil.

A posição foi expressa recentemente, em Mansoa, durante um encontro realizado no âmbito do processo de elaboração da Política Nacional para o Abandono de Práticas Nefastas.

A iniciativa, de acordo com o despacho do correspondente da ANG, na região de Oio,  conta com assistência técnica e financeira da União Europeia e é implementada pela organização Wocater Internacional.

Na ocasião, Alfa Umaro Djaló alertou que o país continua a registar um baixo índice de denúncias relacionadas com estas práticas, devido aos fortes laços familiares e comunitários que inibem muitas vítimas de apresentarem queixas.

Além disso, o responsável considerou ainda que a impunidade tem contribuído para a persistência do fanado e do casamento infantil, defendendo uma atuação mais firme das autoridades na aplicação das leis existentes.

Os participantes no encontro, entre os quais Papa Danfa Siaca Cissé, manifestaram satisfação com o debate e comprometeram-se a atuar como multiplicadores nas suas comunidades, promovendo ações de sensibilização contra estas práticas.

No final, os organizadores apelaram à continuidade do projeto, sublinhando a importância de manter as ações em curso para garantir mudanças efetivas na Guiné-Bissau. ANG/AD/LPG/ÂC

Regiões/ ONG Manitese realiza campanha se sensibilização sobre isenção
das taxas hospitalares  das vitimas de violência doméstica

Cacheu, 28 Abr 26(ANG) – A ONG Italiana Manitese, através do Projeto "Nô ta Geri Mudança" em colaboração com o Coletivo dos Filhos e Amigos Dinâmicos da Região de Cacheu-COFADREC, realizou, no último fim de semana, uma campanha de sensibilização sobre isenção das taxas de cobranças das vítimas de violência domésticas nos Hospitais, Centros de Saúde e nas Esquadras de Polícias.

De acordo com o despacho do correspondente da ANG na região de Cacheu, a referida campanha, foi levada a cabo através da Lei contra à Violência Doméstica, que pode ser física, psicológica, patrimonial, económica, abuso e violação sexual.

Informou que, a campanha decorreu no dia 25 de Abril de 2026, no sector de Canchungo, através de  um Djumbai Comunitário com os jovens e os agentes da Esquadra da Polícia de Ordem Pública-POP local sobre as cobranças ilícitas nas instituições públicas e privadas.

Segundo a Coordenadora Regional de Manitese de Cacheu, Iris Babilónia Semedo Wil, o objetivo desta campanha, é informar as populações locais sobre a isenção das vitimas de violência doméstica, de pagamento taxas nos hospitais, Centros de saúde e nas Esquadras de Polícias.

Disse que, as populações locais devem conhecer os seus direitos e deveres para que possam exigir os recebidos comprovativos de qualquer que seja pagamento de taxas nas instituições públicas e privadas na região de Cacheu.

De salientar que esta campanha de advocacia contra as cobranças ilícitas nas instituições públicas e privadas levada a cabo pela Manitese, esteve em São Domingos, Bigene, Bula, Cacheu e Canchungo. ANG/AG/JD/ÂC

 

Cooperação/China inicia implementação de Tarifa Zero na exportação dos produtos africanos a  partir do 1 de Maio

Bissau 28 Abr 26 (ANG) – O Embaixador da República Popular da China no país, considera oportuna a medida de implementação da iniciativa Tarifa Zero para a exportação de produtos chineses para África a partir do dia 1 de Maio do ano em curso.

O diplomata falava segunda-feira numa sessão de sensibilização dirigida aos empresários guineenses, com o objetivo de apresentar as vantagens da iniciativa, antes da sua implementação, promovida pela Associação da Confederação das Empresas Chinesas na Guiné-Bissau.

O encontro reuniu cerca de 30 empresas chinesas que operam em diversos sectores no país, bem como aproximadamente 40 empresas e empreendedores guineenses que atuam em várias áreas.

Na abertura do evento, o Embaixador Chinês na Guiné-Bissau, Yang Renhuo, citado pela imprensa, disse que 2026 é um ano crítico para que as relações amistosas China-África herdem o passado e inaugurem o futuro.

O diplomata lembrou ainda que o presidente da China, Xi Jinping, já tinha anunciado solenemente, na mensagem de felicitação pela realização da 39ª Cúpula da União Africana, que, a partir de 1º de Maio de 2026, a China implementará integralmente medidas de tarifa zero para 53 países africanos com os quais mantém relações diplomáticas.

Disse que, no dia 1º de Dezembro de 2024, a China implementou pioneiramente a medida de tarifa zero para 33 países africanos menos desenvolvidos, incluindo a Guiné-Bissau.

“Actualmente, a expansão de 33 para 53 países não é apenas uma ampliação do escopo da política, mas também uma acção prática da China para apoiar o processo de integração africana e a construção da Zona de Comércio Livre Continental Africana", disse o embaixador.

Em representação do Ministério do Comércio, o Diretor-geral do Comércio Externo, Lassana Fati, destacou que a iniciativa constitui uma medida pragmática da China para apoiar a melhoria das condições de vida nos países africanos e contribuir para a redução da pobreza.

O encontro teve como objetivo reforçar a capacidade do setor empresarial guineense, facilitando a compreensão das novas políticas comerciais e promovendo o estabelecimento de parcerias entre empresas chinesas e nacionais.

Ainda durante o evento, foi assinada uma parceria entre a Associação da Confederação das Empresas Chinesas na Guiné-Bissau e a Câmara de Comércio, Indústria, Asgrocultura  e Serviços, com vista ao fortalecimento das relações económicas entre os dois países.

ANG/MSC/ÂC

 

      
   Colômbia
/ Nova escalada de violência a um mês de eleições presidenciais

Bissau, 28 Abr 26 (ANG) - Uma nova onda de violência continua a espalhar medo na Colômbia. Desde 24 de abril, os ataques se multiplicaram na região do Cauca e já deixaram dezenas de mortos.

Diante da escalada da violência, o governo convocou um conselho extraordinário de segurança e anunciou uma recompensa de até 5 bilhões de pesos colombianos (cerca de R$ 7 milhões) por informações que levem à captura dos responsáveis. Os ataques ocorrem a pouco mais de um mês das eleições presidenciais.

No último fim de semana, foram registrados 26 ataques em diferentes regiões do país. Um deles deixou pelo menos 20 mortos e dezenas de feridos em uma rodovia do departamento de Cauca, no sudoeste da Colômbia. As autoridades atribuíram o atentado a dissidentes das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Segundo o Exército, a explosão ocorreu durante um bloqueio montado por esses grupos armados. A bomba atingiu mais de uma dezena de veículos, arrastando-os por vários metros, de acordo com testemunhas. Imagens captadas pela AFP mostram corpos cobertos, veículos destruídos e uma enorme cratera na estrada. Vídeos divulgados nas redes sociais exibem os corpos das vítimas espalhados pelo chão.

De acordo com informações preliminares, todas as vítimas são civis. Pelo menos cinco menores estão entre os feridos. A força da explosão causou danos significativos à infraestrutura rodoviária da região e provocou o colapso de vias estratégicas que ligam o sudoeste do país ao centro da Colômbia.

O presidente Gustavo Petro classificou os ataques como atos terroristas e anunciou medidas imediatas, que podem incluir a apresentação de denúncias a instâncias internacionais, como o Tribunal Penal Internacional. Ele também ordenou o reforço das operações militares e de inteligência em todo o território nacional.

O ministro da Defesa, general Pedro Sánchez, viajou ao Cauca para supervisionar o destacamento militar.

“Esses ataques comprovam a fraqueza e a covardia dos dissidentes das Farc, que se sentem encurralados após nossas ofensivas militares no departamento de Cauca e na fronteira com o Valle del Cauca. Vamos reforçar nossa presença com dois pelotões blindados, equipados com tecnologia adicional para vigilância e prevenção. Estamos fortalecendo nossos serviços de inteligência para localizar os responsáveis pelos ataques”, declarou Sánchez.

A política de “paz total” do presidente Petro vem sendo alvo de críticas da oposição que acusa o governo de permitir o fortalecimento de grupos armados ilegais e a deterioração da ordem pública.

Os candidatos à Presidência, Paloma Valencia e Abelardo de la Espriella, pediram uma revisão urgente da estratégia de segurança. No departamento de Cauca, três dias de luto oficial foram decretados, e as autoridades locais solicitaram maior presença do Estado.

Os dissidentes das FARC,loderados por Iván Mordisco — o criminoso mais procurado do país — abandonaram as negociações de paz em 2024 e intensificaram seus ataques contra civis e forças de segurança. As facções vêm recorrendo a expositivos, drones e confrontos armados como demonstração de força na região. ANG/RFI/AFP

 

Irão/ Guterres pede abertura do estreito de Ormuz sem "portagens" ou "discriminação"

Bissau, 28 Abr 6(ANG) – O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou segunda-feira que a passagem segura e desimpedida pelo estreito de Ormuz é um imperativo económico e humanitário, instando à reabertura desta importante via marítima “sem portagens e sem discriminação”.

Num debate de alto nível do Conselho de Segurança da ONU intitulado “A Segurança e Proteção da Vias Navegáveis no Domínio Marítimo”, António Guterres apelou às partes envolvidas no conflito no Irão que “abram o estreito”.

“Deixem passar os navios sem portagens e sem discriminação, deixem o comércio ser retomado e deixem a economia global respirar”, frisou.

Desde o início de março, logo após o ataque de Washington e Telavive ao Irão, a interrupção da navegação pelo estreito de Ormuz afetou a segurança energética global, o abastecimento alimentar e o comércio, uma vez que por lá passa um quinto do comércio global de petróleo, um quinto do gás natural liquefeito global e quase um terço dos fertilizantes comercializados internacionalmente.

O choque económico foi imediato, lembrou Guterres, frisando que todos estão a pagar o preço através da volatilidade extrema nos mercados de energia e de matérias-primas e do aumento expressivo dos custos de transporte e seguros.

A “pior disrupção na cadeia de abastecimento desde a covid-19 e a guerra na Ucrânia”, prosseguiu.

“Estas pressões estão a refletir-se em tanques de combustível vazios, prateleiras vazias e pratos vazios. O custo humanitário está a aumentar. Os atrasos e os custos crescentes estão a atrasar as entregas de artigos essenciais para as pessoas que não podem esperar”, disse.

O líder da ONU relembrou que a crise coincide com épocas críticas de plantação, sendo que uma perturbação prolongada eleva o risco de desencadear uma emergência alimentar global, levando milhões de pessoas, especialmente em África e no sul da Ásia, à fome e à pobreza.

“O fardo recai mais fortemente sobre os países menos desenvolvidos e os pequenos Estados insulares em desenvolvimento”, afirmou, acrescentando que são precisamente essas as nações mais dependentes das importações marítimas e menos capazes de absorver um choque que não causaram.

Além disso, sublinhou que atrás dos números da carga e da subida dos preços, há pessoas: mais de 20 mil marinheiros que permanecem à deriva no mar, em mais de duas mil embarcações comerciais presas numa teia de riscos e restrições à navegação.

“Estes homens e mulheres não são partes em qualquer conflito.

São trabalhadores civis que mantêm o mundo abastecido. A sua segurança, o seu bem-estar e os seus direitos devem ser protegidos — em todos os momentos e em todas as águas”, apelou.

Guterres exortou todos os Estados-membros a apoiarem a estrutura de evacuação de emergência elaborada pela Organização Marítima Internacional, um plano coordenado para garantir a movimentação segura, a assistência e a proteção das tripulações afetadas, em plena conformidade com o direito internacional.

O antigo primeiro-ministro português referiu ainda a Iniciativa dos Cereais do Mar Negro, estabelecida nos estágios iniciais da guerra da Rússia na Ucrânia, indicando que esse mecanismo demonstrou que, mesmo no meio de conflitos, a cooperação prática pode reabrir um corredor bloqueado e manter a circulação de navios e produtos essenciais.

“As Nações Unidas podem ajudar a desenvolver um esforço semelhante — baseado no consenso — convocando, coordenando e implementando acordos entre as partes. É possível, quando há vontade política”, insistiu.

Guterres apelou ao respeito pela Carta da ONU e pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, frisando que as mesmas só são eficazes se os Estados-membros se comprometem a respeitá-las.

“A insegurança no mar começa em terra”, afirmou, assinalando que as ameaças à segurança marítima “afetam todos os portos, todas as costas e todos os países, mesmo os sem litoral”.

“O oceano deve ser uma zona de paz e cooperação — e não de confronto ou coerção. Este é o nosso momento para escolher e para agir”, concluiu.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, presidiu a esta reunião, que é um dos eventos especiais da presidência do Bahrein no Conselho de Segurança no corrente mês.

Segundo o Bahrein, o debate tem como objetivo proporcionar uma oportunidade para os Estados-membros trocarem pontos de vista sobre as ameaças atuais e emergentes à segurança marítima; discutir formas de fortalecer a cooperação internacional para aumentar a segurança e a proteção das vias navegáveis críticas; e examinar os desenvolvimentos recentes no domínio marítimo que possam justificar uma análise mais aprofundada pelo Conselho de Segurança.

As tentativas de relançar as discussões sobre um cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irão (envolvidos num conflito desde 28 de fevereiro) e a reabertura à navegação do estreito de Ormuz, delineadas no início de abril em Islamabad, falharam até agora perante a firmeza demonstrada por Washington e Teerão.

ANG/Inforpress/Lusa

 

Comércio Intra-regional/CEDEAO quer explorar seu potencial para impulsionar o comércio e consolidar o mercado comum

Bissau, 28 Abr 26 (ANG) – A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) lançou, na segunda-feira, em Abidjan, na representação da comissão, uma série de reuniões estratégicas destinadas a acelerar a implementação do mercado comum, com foco particular no fortalecimento do comércio intrarregional.

Em uma coletiva de imprensa, o Diretor de Livre Circulação de Pessoas, Migração e Turismo da CEDEAO, Albert Siaw-Boateng, indicou que essas reuniões visam promover o investimento, facilitar a circulação de bens e pessoas, garantindo ao mesmo tempo um quadro seguro e sustentável.

"O objetivo é promover intervenções essenciais para fortalecer o mercado comum da CEDEAO, inclusive estimulando o investimento e facilitando o comércio na sub-região", afirmou.

Estão previstas cinco reuniões temáticas neste contexto, incluindo uma dedicada à construção do mercado comum e ao reforço do comércio alimentar intrarregional, considerado uma alavanca essencial para a integração económica.

Segundo Koawole Sofola, diretor de comércio da CEDEAO, o mercado comum da África Ocidental oferece um potencial de mais de 400 milhões de consumidores e proporciona uma base sólida para o desenvolvimento da produção regional e das cadeias de abastecimento.

Ele revelou que o comércio intrarregional de produtos alimentícios atinge aproximadamente US$ 10 bilhões anualmente, um nível que supera em muito os números oficiais. "Esse comércio representa uma grande oportunidade para fortalecer a segurança alimentar, estimular o investimento e apoiar o crescimento econômico", enfatizou.

O workshop planejado, com duração de dois dias, tem como objetivo principal identificar os obstáculos ao comércio intrarregional e propor medidas concretas para removê-los, visando uma melhor integração econômica.

Falando em nome do Clube do Sahel e da África Ocidental da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o gerente de programa Alban Mas Aparisi destacou a importância dessas trocas, que ajudam a alimentar quase 80 milhões de pessoas na região e a gerar inúmeros empregos nos setores agrícola e comercial.

No entanto, ele observou que quase 85% desses fluxos comerciais permanecem informais e não são suficientemente considerados nas políticas públicas, o que limita seu impacto nas estratégias de desenvolvimento.

Além das questões comerciais, as reuniões também abordarão temas relacionados, como proteção do consumidor, gestão de plásticos, segurança alimentar e livre circulação de pessoas, com foco na harmonização de documentos de identidade biométricos nos Estados-Membros.

As conclusões deste trabalho serão submetidas a reuniões ministeriais, incluindo as dos ministros responsáveis ​​pelo Interior e pela Imigração, com vista à adoção de recomendações conjuntas para reforçar a integração regional.

Por meio desta iniciativa, a CEDEAO pretende consolidar seu mercado comum e fazer do comércio intra-africano um motor central do desenvolvimento econômico sustentável na África Ocidental. ANG/Faapa