Ensino/Directora-geral de Alfabetização
defende mais investimento para diminuir a elevada taxa de analfabetismo no país
Bissau,
02 Jun 26(ANG) - A Directora-geral de Alfabetização e Educação Não Formal defende
mais investimento do Estado para
acelerar a redução do elevado índices de analfabetismo que continua a afetar a
população.
De
acordo com uma nota de Assessoria de Imprensa do Ministério da Educação
Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica (MENSIC), publicada na sua
página da Facebook, à que a ANG teve acesso,
Mame Nilde Lopes Faye, falava na 2ª reunião do Conselho Directivo do
referido ministério realizada segunda-feira.
Na
ocasião, Mame Faye destacou a importância estratégica da sua instituição no
combate ao analfabetismo no país, revelando que os dados disponíveis apontam
para uma incidência que ronda os 70 por cento da população, situação que
continua a constituir um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento económico e
social do país.
A
responsável disse que o combate ao analfabetismo deve ser encarado como uma
prioridade nacional, exigindo políticas públicas consistentes, financiamento
adequado e maior mobilização de recursos humanos e materiais.
A
responsável defendeu que o investimento na alfabetização de jovens e adultos
representa um instrumento fundamental para promover a inclusão social, melhorar
as condições de vida das populações e fortalecer a participação dos cidadãos no
desenvolvimento do país.
Mame
Nilde Lopes Faye apresentou as principais atividades desenvolvidas pela Direção
Geral de Alfabetização e Educação Não Formal, com destaque para os programas de
alfabetização de adultos implementados em diferentes regiões do país.
Entre
as iniciativas em curso, destacou a utilização da rádio como ferramenta
educativa, permitindo levar conteúdos de alfabetização à um número
significativo de cidadãos, incluindo populações residentes em zonas de difícil
acesso.
Segundo
explicou, as aulas radiofónicas constituem uma alternativa importante para
ampliar a cobertura dos programas de alfabetização e garantir oportunidades de
aprendizagem à pessoas que não tiveram acesso ao ensino formal durante a idade
escolar.
A
responsável explicou que os programas de alfabetização são estruturados em
diferentes níveis de aprendizagem, permitindo uma progressão gradual dos
beneficiários.
“O
sistema contempla um primeiro ciclo correspondente ao primeiro e segundo anos
de alfabetização, seguido por um segundo ciclo que abrange o terceiro e quarto
anos, proporcionando aos participantes competências básicas de leitura, escrita
e cálculo”, salientou.
Esta
metodologia, segundo Faye, tem contribuído para a formação de milhares de
cidadãos ao longo dos anos, embora os resultados ainda sejam insuficientes face
à dimensão do problema no país.
No
capítulo das perspetivas futuras, Mame Nilde Lopes Faye indicou que a promoção
da educação de adultos continuará a constituir uma das principais prioridades
da instituição.
A
responsável defendeu o reforço dos programas de alfabetização, a expansão das
acções educativas para novas localidades e a mobilização de mais parceiros para
apoiar iniciativas desenvolvidas pela
Direcção-Geral.
Segundo
afirmou, o fortalecimento da educação não formal é indispensável para reduzir
as desigualdades educativas e oferecer novas oportunidades de aprendizagem às
populações adultas.
A
Directora-geral aproveitou a ocasião para solicitar a intervenção e o apoio
institucional do novo ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e
Investigação Científica, Barros Bacar Banjai, apelando ao exercício da sua
magistratura de influência em benefício da Direcção- Geral de Alfabetização e
Educação Não Formal.
Mame
Nilde Lopes Faye disse que o envolvimento directo do ministro poderá contribuir
para a mobilização de recursos e para uma maior valorização do subsector no
quadro das políticas educativas nacionais.
Entre
os principais constrangimentos apresentados durante a reunião, a responsável
destacou a insuficiência de recursos financeiros para o funcionamento regular
da instituição.
Segundo
explicou, a Direcção Geral enfrenta dificuldades relacionadas com a
inexistência de fundos de maneio suficientes para assegurar despesas básicas de
funcionamento, incluindo serviços de higiene, manutenção das instalações e
outras necessidades administrativas essenciais.
Esta situação,
de acordo com a Directora-Geral, limita a capacidade operacional da instituição
e dificulta a implementação eficaz dos programas previstos. ANG/ÂC//SG