quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Infraestrutura



 Ministério da Justiça apresenta ante-projecto de nova penitenciária de Bissau 

Bissau,06 Out 16(ANG) - O Ministério da Justiça guineense, através da Direcção Geral dos Serviços Prisionais, fez apresentação,  terça-feira, do ante-projecto da futura penitenciária de Bissau com a capacidade de 270 reclusos.

Vista do maquete da Prisão
Segundo a Rádio Sol Mansi, a futura penitenciária de Bissau terá a divisão de 4 prisioneiros por cada sela, 128 masculinos maiores e 32 masculinos menores, 64 femininos maiores e 24 femininos menores e contará ainda com quarto individual da segurança e mais 11 celas para outros fins.

Durante a apresentação do projecto, o ministro da Justiça, Luís Olundo Mendes, apelou ao director dos serviços prisionais no sentido de fazer com que a futura prisão disponha de normas que respeitem os direitos humanos.

“Pelo facto de uma pessoa ser condenada não significa que deixa de ser um ser humano. Um prisioneiro merece  tratamento condigno”, afirmou o governante.

O Representante da União Africana no país, Ouvido Pequeno diz que até o próximo mês de Dezembro, a União Africana pretende reabilitar todos os centros de detenção da cidade de Bissau e, no futuro, participar na edificação desse ante-projecto.

“As pessoas vivem numa situação desumana e isso viola o princípio dos direitos humanos e é preciso que haja respeito à essa matéria”, disse o representante da União Africana.

Os parceiros do Ministério da Justiça tomaram parte na apresentação do ante projecto da futura penitenciária de Bissau, que ficará na zona de Antula, arredores  de Bissau, concretamente em N`dame Tete. ANG/Rádio Sol Mansi


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Política



Primeiro-ministro promete respeitar acordo da CEDEAO

Bissau,05 Out 16 (ANG) - O Primeiro-ministro da Guiné-Bissau prometeu hoje, a saída do encontro com Presidente da Republica, respeitar o acordo da Comunidade Económica dos Estados da Africa Ocidental (CEDEOA) que propõe a formação de um governo inclusivo.

Baciro Djá esteve na presidência da república no âmbito das auscultações das partes assinantes de acordo iniciada pelo Presidente Republica para implementação do acordo.

Apelou igualmente aos partidos políticos à respeitarem o acordo assinado em Setembro.

Interrogado sobre a sua continuidade na liderança do futuro governo disse que o acordo esta clara e até porque quando foi nomeado para chefiar o actual elenco governamental tinha esta ideia de inclusividade, por isso, convidou à todos os partidos com assento parlamentar, e o PAIGC recusou.

Perguntado se o seu governo é inclusivo porquê que assinou o acordo, o chefe de governo relacionou o facto com a responsabilidade política, paz, estabilidade e bem do país, tendo declarado que está aberto à todas as “questões que possam reunir os guineenses”.

A perspetiva do PAIGC é de que ganhou as eleições  deve formar o governo. Eu penso que está demostrado que este governo tem uma maioria,” afirmou, referindo que qualquer governo que venha a ser formado tem que ter uma base parlamentar para suportar as suas políticas.

Segundo Baciro Dja ainda existe um bloqueio institucional política da parte Assembleia Nacional Popular.

Baciro Djá,por outro lado, elogiou a iniciativa do PAIGC de convidar o grupo dos 15 para um encontro de negociação e naturalmente uma eventual reconciliação interna no seio desta formação política.  ANG/LPG/JAM/SG

Mercado



Consumidores apelam intervenção do governo para redução dos preços dos produtos

Bissau, 05 Set 16 (ANG) – Os consumidores guineenses, apelam ao governo para intervir no sentido que por cobro a especulação de preços de produtos da primeira necessidade nos mercados do país.

Numa auscultação feita pela Agência de Notícias da Guiné (ANG), a estudante Artemisa Dias classificou de “exagerada” a atitude dos comerciantes que nos últimos tempos tem adoptado “ preços absurdos” para os produtos.


Por exemplo, um quilograma do peixe que anteriormente custava mil francos CFA, sofreu um aumento de quinhentos FCA e passa, assim a custar 1.500 fcfa.

De acordo com Artemisa, para além do disparo do preço de peixe, é notado também a falta de outros produtos, entre os quais, limão que neste preciso momento constitui a maior preocupação dos comerciantes, assim como de consumidores.

Artemisa Dias acrescentou que o governo deve evidenciar esforços para regularizar a situação, com a finalidade de fazer com que sejam praticados preços razoáveis.

Por sua vez, Carla Maria Cabral do Rosário, funcionaria público inconformada com a situação, considera que atualmente no país, as pessoas sem posse alimentam-se mal.

“As espécies de pescado como “bagre”, tido como de segunda qualidade, que  antes custavam até 750fcfa, agora atingiram os 1000 fcfa”, disse Carla Rosário.

Segundo esta funcionária, os guineenses não dispõem de condições financeiras para alimentar-se de peixe de primeira qualidade a não ser das peças de frangos congelados.

Uma das vendedeiras de peixe, Beti Ié, justificou que o aumento do preço no mercado se deve  ao aumento do preço  junto de  pescadores.

“Antes adquiríamos o peixe por mil francos o quilograma, mas agora o preço subiu para 1750 fcfa”, disse, acrescentando que esse preço somado ao pagamento de transporte, taxas do mercado, entre outras despesas fazem aumentar o preço final no mercado.

Nosolino Quintino Gomes, vendedor de carne no Mercado Central, disse que a falta de carne no mercado, tem a ver com as dificuldades de aquisição de gado bovino no mercado.

“Durante o período da campanha da castanha de caju   regista-se   fraca comercialização de gados, o que motiva o aumento de carne no mercado. Actualmente compramos a carne ao preço elevado por isso, para ganharmos alguma coisa, somos obrigados a vender ao preço que praticamos”, justificou o comerciante.ANG/LLA/JD/JAM/SG