sexta-feira, 17 de março de 2017

Oficiais de Justiça

                 Falta de entendimento com Governo projeta nova greve

Aspecto do Ministério da Justiça
Bissau,17 Mar 17(ANG) - Os tribunais da Guiné-Bissau deverão voltar a estar paralisados durante três dias na próxima semana devido à falta de entendimento entre o sindicato de oficiais de justiça e o Governo relativamente ao caderno reivindicativo da classe.

Pedro Gomes, presidente do sindicato de Oficiais de Justiça, disse hoje que não chegaram a qualquer entendimento com o ministro da Justiça, Rui Sanhá, com quem se reuniram para analisar as reivindicações.

«O ministro disse-nos que estava no encontro a título pessoal, não em representação do governo e que se fosse o caso estaria acompanhado de outros elementos do executivo», afirmou Pedro Gomes.

De acordo com o sindicalista, o ministro da Justiça indicou que caso fosse mandatado pelo governo teria que se fazer acompanhar dos ministros da Função Pública e o das Finanças, daí que não pode haver negociações.

Entre os pontos em reivindicação pelo sindicato constam a atualização salarial aos oficiais de justiça promovidos desde 2007, mas que nunca auferiram salários correspondentes aos novos vencimentos, efetivação de outros oficiais que trabalham há 17 anos e alocação de uma viatura de transporte ao pessoal da classe.

O sindicato dos oficiais de justiça ainda reclama a devolução dos cofres dos tribunais para a gestão do Ministério da Justiça.

Atualmente os cofres dos tribunais guineenses são geridos pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Pedro Gomes avançou ainda como motivo da greve, a exigência de melhorias de condições de trabalho nos tribunais e a reabertura daqueles que se encontram encerrados, devido à falta de pagamento de renda pelo Estado aos donos das casas onde funcionam.

Devido à falta de edifícios vários tribunais funcionam em casas arrendadas e por falta de pagamento de renda alguns foram encerrados pelos proprietários das casas.

O presidente do sindicato dos oficiais de justiça promete uma nova paralisação nos tribunais na quarta, quinta e sexta-feira da próxima semana.
ANG/Lusa


quinta-feira, 16 de março de 2017

Economia



*A Guiné-Bissau deverá exportar cerca de 200 mil toneladas de caju no presente ano*, diz Directora do BCEAO

Bissau,16 Mar 17(ANG) - As projeções do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), apontam para um crescimento no volume de exportação da castanha de Caju este ano na ordem de quase 200 mil toneladas.
Helena Nosoline Embaló

Essas projeções  feitas quarta-feira  pela Diretora Nacional do Banco Central de Estados da África Ocidental(BCEAO),  a margem da Jornada nacional de Difusão da Balança de Pagamento da Guiné-Bissau 2015 e do Comércio Externo da União Económica Monetária Oeste Africana (UEMOA) que reuniu os economistas na capital Bissau.

Helena Nosoline Embalo disse que por dois anos consecutivos, o saldo da balança das transações corrente foi positivo devido a vitalidade da exportação da castanha de caju, e que também o saldo global foi positivo evidenciando assim um reforço das reservas cambias do país.

"Apesar das projeções positivas dos dois indicadores, o país deve estar atento e com tendências de diversificar a sua base produtiva e a exportação, de forma a fortalecer a economia nacional", disse Embalo.

Para colocar o país no caminho de crescimento forte e sustentável, o ministro do Estado da Economia e Finanças, Aladje Mamadu Fadia, defende que é necessário levar a cabo um conjunto de reformas, e adopção de medidas que permitem reforçar a produção e a produtividade, através do desenvolvimento do capital humano, da transparência governativa e do fortalecimento das instituições.

Fadia disse que, perante o facto, o governo está engajado a trabalhar para o aumento do stock do capital produtivo do país.

De acordo com o Banco Central dos Estados de África Ocidental, até final de Junho de 2017 todos os bancos do país deverão reforçar os seus capitais sociais para 10 milhões de francos CFA, para permitir aumento da produtividade da produção concorrente, e  melhoria da conta externa do país no quadro das reformas estruturais necessária na economia nacional.
ANG/Rádio Sol Mansi




Futebol/Taça da Guiné-Bissau

    SB e Benfica goleia  Sporting por 4 - 0 e avança para terceira eliminatória 

Bissau 16 Mar. 17 (ANG) – O Sport Bissau e Benfica apurou para a terceira fase da eliminatória da Taça da Guiné em futebol após cilindrar  quarta-feira o rival Sporting Club da Guiné-Bissau por quatro bolas à zero.
 
Os outros resultados da 2a eliminatória da Taça da Guiné ditaram os seguintes resultados:  O Nuno Tristão Desportivo de Bula bateu os Cavalos Brancos de Cuntum por 1 - 0 , a União Desportiva Internacional de Bissau (UDIB), afastou os Portos da Guiné por 2-1.

O Desportivo de Gabú derrotou a Ajuda Sport Futebol Club por 1 -0 , enquanto que o Desportivo de Cantanhez perdeu no reduto do Desportivo de Bissorã por um conclusivo 2 -0 e o jogo entre Bijagós e Nhacra não se realizou devido a falta de comparência do Futebol Club de Nhacra.

A Estrela Negra Club venceu o Fulacunda por uma bola à zero e Cumura FC perdeu frente ao São Domingos por 7 à 8, em marcação de grandes penalidades depois de um  empate no tempo regulamentar por uma bola.
ANG/MSC/ÂC/SG

Cooperação


            China doa 90 mil toneladas de arroz às autoridades de Bissau

Bissau, 16 Mar 17 (ANG) – O embaixador da Republica Popular da China em Bissau Huang Wua anunciou quarta-feira que o seu pais vai oferecer a Guiné-Bissau 90 mil tonelada de arroz.
 
Segundo a Rádio Nossa, o diplomata chinês falava à imprensa a saida de uma audiência com o Presidente da ANP, Cipriano Cassamá à quem foi-se despedir por ter terminado a sua missão de três anos no país.

Huang Wua disse que discutiu com Cipriano Cassamá   iniciativas  que ambas as partes poderão levar a cabo para melhorar os serviços da cooperação entre os dois países.

 Por outro lado, disse que deixa aGuiné-Bissau com a  esperança de que haverá paz e a estabilidade política e o desenvolvimento para o povo guineense.
ANG/ PFC/ÂC/SG  
                      

Desporto/Futebol


Adjunto Seleccionador Nacional divulga 18 convocados para o jogo particular contra África do Sul

Bissau,16 Mar 17 (ANG) – O adjunto do seleccionador Nacional de Futebol, Romão dos Santos divulgou hoje a lista de 18 jogadores para o jogo particular do próximo dia 25 do corrente mês, frente ao congénere da África de Sul, a disputar em Joannesburgo.

De acordo com lista dos convocados entregue à Agência de Notícias da Guiné ANG, foram convocados dois guarda redes- Rui Suleimane Camara Dabó, da equipa de CD Cova da Piedade e Pape Masse Fall Mbaye, a militar na Água Dulce (Espanha).

Defesas: Tomas Soares Dabó (Farense) de Portugal, Rudinilson Gomes Brito Silva que actua no futebol Clube Utennis da Lituânia, Juary Marinho Soares, (Mafra) Portugal, Agostinho Soares, (Covilhã), Mamadu Candé sem clube.

Médios: Nanísio Justino Mendes Soares, (Felgueiras) de Portugal, José Luís Mendes Lopes (Zezinho)  (Levadiakos) de Grécia; Sene Dabó (Abudu) (Desportivo) de Portugal, Francisco Santos da Silva Júnior (Stomosgodset Idrettsforening) de Noruega e Lassana Camará (Académico de Viseu) Portugal.

Avançados; João Mário Nunes Fernandes (Chaves de Portugal), Piquete Djassi e Brito Silva (Sporting de Braga) de Portugal, Toni Brito Silva Sá (Levadiakos) de Grécia, Aldair Adulai Djalo Baldé, (Olhanense) de Portugal, Abel Issa Camará (Belenenses) de Portugal, e Manconi Soriano Mané (Olhanense) de Portugal. 
ANG/LPG/ÂC/SG

Líbia



                              Milícias atacam instalações petrolíferas

Bissau, 16 Mar 17 (ANG) - Milícias lideradas pelo General Khalifa Haftar, alegadamente a­poiadas pela Rússia e pelos Emirados Árabes Unidos, lançaram quarta-feira uma ofensiva para tomar dois terminais petrolíferos na Líbia, noticiou a BBC, citando um porta-voz do chefe militar que comanda a região leste do país.
 
A operação ocorreu numa altura em que facções combatem para assumir o controlo das refinarias de Ras Lanuf e Sidra, que estão nas mãos de forças ligadas ao primeiro-ministro Fayez al Sarraj, apoiado pela OTAN e por potências ocidentais.  

O General Khalifa Haftar e Fayez al Sarraj são os principais adversários na disputa pelo poder na Líbia, que conta igualmente com um Parlamento não reconhecido pelas potências ocidentais e liderado por Khalifa Ghwell.   


Fayez al Sarraj lidera um governo de união nacional reconhecido pelas potências ocidentais, fruto de um acordo assinado em Dezembro de 2015 no Marrocos. Mas o seu Governo não é reconhecido pelo General Khalifa Haftar.


O primeiro diz aceitar integrar o segundo no seu Governo, desde que este se subordine a um poder civil, mas o general, que comanda um conjunto de milícias designadas Exército Nacional Líbio, reivindica plena autonomia.


Khalifa Ghwell, entretanto, chefia facções inspiradas na Irmandade Muçulmana e dirigiu Tripoli entre 2014 e 2016. Desde que perdeu espaço, já tentou expulsar Fayez al Sarraj da capital da Líbia em pelo menos duas ocasiões.    Entretanto, o Escritório de Direitos Humanos na ONU confirmou os relatos de graves violações e abusos de leis internacionais cometidos nos últimos dez dias na região com as maiores infra-estruturas de petróleo na Líbia.


Foi a 3 de Marco que começaram os combates nesta região do leste. Grande parte das queixas provêm das cidades de Ajdabiya, Bengazi, Brega e Beishir.


O Escritório dos Direitos Humanos cita relatos credíveis de mortes violentas que incluem execuções sumárias. Entre outras acções, foram registadas tomadas de reféns, detenções arbitrárias,  tortura e ataques generalizados a residências de civis.


Os dois principais grupos armados que tentam controlar o pólo petrolífero no país do Norte de África são o Exército Nacional da Líbia e a Brigada de Defesa de Bengazi.


No primeiro dia das acções, a Brigada de Defesa de Benghazi e os seus partidários atacaram a área e assumiram as regiões que eram controladas pelo Exército Nacional da Líbia, que retaliou com vários ataques aéreos. O Escritório de Direitos Humanos revelou ter recebido alegações da execução sumária de comandantes do grupo num centro médico de Ras Lanuf.


Depois do massacre, ocorreram assaltos a refúgios de supostos apoiantes ou combatentes da Brigada de Defesa de Bengazi e foram detidos membros do grupo e as suas famílias. Nas operações teriam sido presos 100 homens e rapazes.

 ANG/JA

Criminalidade


           Sede da Agência Lusa e RTP África assaltada em Bissau

Bissau,16 Mar 17(ANG) - O edifício onde funcionam as delegações da RTP África e da Agência de Notícias portuguesa-Lusa foi assaltado na última madrugada por um grupo de indivíduos não identificados,disse  à Rádio Jovem fontes locais.
 
Segundo a Rádio Jovem, os assaltantes entraram pelo telhado, arrombaram cofres e levaram vários materiais de trabalho, incluindo computadores e câmaras de filmagem.

A polícia está a investigar o caso. Um oficial da embaixada de Portugal também esteve no local a averiguar o roubo, que irá condicionar os trabalhos da Lusa e RTP.  
ANG/R.Jovem

Crise política


Bispo da Igreja Católica pede  exame de consciência sobre  situação do país

Bissau,16 Mar 17(ANG) - O Bispo auxiliar da Diocese de Bissau apela os guineenses para fazerem um exame de consciência sobre as suas acções em relação a situação actual do país, optando pela humildade e arrependimento e no lugar de condenar, buscar o mal que existe em nós.
 
 “ Devemos parar e analisar as nossas acções e se fizemos algo para incitar a crise. Reconhecendo o mal e mudando de vida a Guiné-Bissau irá ganhar com isso”, disse Dom José Lampra Cá, em entrevista à Rádio Sol Mansi.

 Dom Lampra Cá salientou que todos os problemas que criam desunião têm a ver com a falta de ordem, tendo alertado sobre a situação que o país vive há quase três anos, acrescentando que, segundo especialistas, a situação está a pôr em causa o espirito de irmandade do povo guineense.

“Os especialistas chamam a atenção sobre a necessidade de se ultrapassar “a discórdia” entre os guineenses com acção concreta que irá ajudar na consolidação e a união dos guineenses, que prevalece desde a luta de libertação nacional”, avisou.  
ANG/Rádio Sol Mansi

Política


                     Conselho de Estado termina sem entendimento

Bissau, 16 Mar 17 (ANG) – A segunda ronda negocial do Conselho de Estado realizada quarta-feira na Presidência da República na qual se iniciou o analise da proposta da saída da crise política apresentada pelo Presidente da ANP, terminou sem entendimento entre as partes. 
 
Em declarações à imprensa à saída do encontro, o Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANG), Cipriano Cassama, acusou o Presidente da República José Mário Vaz, de nao pretender a paz e estabilidade para o povo guineense.

O líder do parlamento afirmou que o encontro do Conselho de Estado não passou de uma “brincadeira” ou então uma farsa tendo em conta o que foi abordado durante o encontro.

Por seu turno, o Presidente do Partido Africano da Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC) Domingos Simões Pereira, disse que o Presidente da República tem dificuldades na condução do debate.

*Não tenho dúvidas de que José Mário Vaz, terá  intenção de tentar encontrar algumas soluções para fazer face a crise vigente no país.Mas o que é notável nesta situação é a dificuldade de José Mário Vaz em conduzir um debate sério e construtivo para verdadeiramente encontrar aquela solução almejada que anseia tanto este povo” disse o Presidente do PAIGC.

Domingos Simões Pereira acrescentou ainda que durante o encontro, assistiu-se um autentico *espetáculo deplorável*, em que os termos não foram devidamente respeitados, acrescentando que ainda registou-se  trocas de palavras, o que de facto não ajudou, mais uma vez, na forma de pôr o fim a crise.

Para o Presidente do PAIGC, é da responsabilidade do Presidente da República virar a página, e  dar uma chance ao país assim como ao povo guineense.

Para o porta-voz do Conselho de Estado, Victor Mandinga, o PAIGC e a Comissão Permanente da Assembleia Nacional Popular (ANP), são os verdadeiros responsáveis pela crise que o país atravessa.

Mandinga revelou por outro lado que o país não está perante um disfuncionamento das instituições do país, frisando que  que a única instituição bloqueada neste momento é a ANP.

“Não temos dúvidas de que quem está a bloquear sistematicamente o país é o PAIGC, porque julga que tem que estar no poder por via da força”, disse Victor Mandinga.

Aquele responsável apontou por outro lado os libertadores como o foco da críse política vigente no país, *uma vez que sentem-se fracassados no parlamento*. 

Questionado sobre o Acordo de Conacri, o porta-voz do Conselho de Estado revelou que discorda com o Acordo de  Conacri porque vai contra a soberania do país.  
ANG/LLA/ÂC/SG

Turismo/Caso Sara Santos


Ministro Vaz nega qualquer responsabilidade sobre o incidente no mar envolvendo dois portugueses

Bissau, 16 Mar 17 (ANG) – O Ministro do Turismo e Artesanato nega ter qualquer responsabilidade sobre o caso de dois portugueses que passaram a noite no mar à espera de socorro no passado dia 19 de Fevereiro.
 
A reação de Fernando Vaz vem expressa numa carta dirigida ao ministro da Comunicação Social, Victor Pereira à que a ANG teve hoje acesso.

Vaz refere na carta  que os dois portugueses se deslocaram a ilha de Orango, concretamente a Lagoa de Aghor num barco particular cujo proprietário e um indivíduo de nacionalidade portuguesa, sem equipamentos de segurança, sem aviso prévio a capitania e sem combustível suficiente.

*Devido a esse acontecimento, em que o Ministério do Turismo nada tem a ver e nem teve culpa, porque foi uma pura aventura por parte dos dois , o ministério foi surpreendido com um artigo da agência Lusa a denegrir a imagem do turismo guineense, pondo em causa os esforços que estão a ser feitos e com grandes frutos para a promoção do turismo guineense*, lê-se na carta.

A notícia da lusa foi baseada em declarações prestadas por uma portuguesa de nome Sara Santos, que veio a Bissau por motivos profissionais mas que num sábado, com outro português, decidiu viajar à ilha de Orango.

Segundo a Lusa, no regresso  à Bissau pelas 18 horas, o motor da embarcação parou, a tripulação verificou que não havia combustível, e começou a ligar por telemóvel para alguém que lhes iria levar um abastecimento.

Após nove horas de espera e contatos sem sucesso, Sara Santos, segundo a Lusa, diz ter arrancado o GPS das mãos de um tripulante para comunicar as coordenadas para Bissau a um barco do Instituto da Biodiversidade e Áreas Protegidas(IBAP) acionado para resgatá-los no mar.

Numa clara alusão às autoridades turísticas guineenses Sara Santos criticou que *deve haver um trabalho preparatório para receber turistas*. *Não há uma guarda costeira ou capitania*, questionou a portuguesa.

Segundo o Ministro Fernando Vaz, o barco do IBAP que socorreu os portugueses e a tripulação em causa foi acionado pela Capitania no quadro de uma parceria que mantem com o IBAP, por se encontrarem em reparação os barcos da capitania.

Em declarações à Lusa, Fernando Vaz recomenda que quem chega à Bissau se aconselhe no balcão do Ministério no aeroporto, nas chegadas, a fim de se evitar situações idênticas .
*Eles tratarão do que for necessário para as deslocações às ilhas*, disse Vaz.  
ANG/SG