sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Ensino



Bissau,23 Nov 18 (ANG) - Os alunos de diferentes instituições do ensino guineense manifestaram quinta-feira nas ruas da capital BIssau e na cidade de Bafatá exigindo o direito à escola. A marcha terminou no palácio do governo.

Ao contrário da semana passada, os manifestantes foram assegurados pelas forças de segurança e uma faixa da Avenida Combatentes da Liberdade de Pátria foi fechada permitindo a marcha.

Em solidariedade para com os colegas das escolas públicas, os alunos das escolas privadas e de autogestão, tanto de Bissau como dos sectores de Mansoa e de Bissorã norte do país, fecharam as suas portas até hoje dia 23 do corrente mês.

A marcha foi convocada pelo colectivo da Associação de Alunos das Escolas Públicas e Privadas, pela Federação das Associações Académicas das Escolas Superiores da Educação e pelo Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados. ANG/Rádio Sol Mansi

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Saúde pública


  Lançado projecto de “Fundo Italiano” para acelerar progressos nutricionais

Bissau, 22 Nov 18 (ANG) - O Ministério de Saúde Pública lançou  quarta-feira o Projecto Nacional do “Fundo Italiano” para acelerar progressos nutricionais em direcção à sobrevivência , crescimento e desenvolvimento da criança  na Guiné-Bissau.

A informação consta numa nota à imprensa produzida pela direcção dos serviços de Alimentação, Nutrição e Sobrevivência da Criança do Ministério de Saúde Pública, Família e Coesão Social.

“O fundo Italiano irá permitir o reforço de um conjunto de intervenções específicas e sensíveis à nutrição em 05 das 11 regiões sanitárias com população de crianças e mulheres em situação de maior vulnerabilidade”, refere o documento.

Na nota, consta que o Ministério de Saúde continuará a priorizar intervenções eficazes de nutrição, especialmente nos primeiros 1000 dias de vida da criança e durante a adolescência.

De acordo com o referido documento, o governo da Guiné-Bissau conta com o apoio do Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) e da Cooperação Italiana para a criação de um ambiente para  alcançar as metas nutricionais através do reforço da capacitação dos  recursos humanos.

“Os recursos humanos que serão capacitados terão a missão de levar a cabo intervenções prioritárias tais como: prevenção da desnutrição crónica, promoção das boas práticas da amamentação e correcta introdução da alimentação complementar, prevenção e tratamento de outras formas de desnutrição inclusive as carências ligadas aos micronutrientes (iodo e vitamina A e ferro) em crianças menores de cinco anos”, lê-se na nota.
ANG/AALS/ÂC//SG

Greve de professores


_________________________________________________________________________________________________________________________                              Mediação da ANP não surtiu efeitos desejados

Bissau, 22 de Nov 18 (ANG) - O Presidente e porta-voz da Comissão Negocial dos professores, Bunghôma Duarte Sanhá disse que não houve consensos nas negociações mantidas com o Presidente da Assembleia Nacional Popular visando o levantamento da greve em curso no sector educativo.

Bunghôma Duarte Sanhá que falava à imprensa esta quinta-feira após o encontro com Cipriano Cassamá, explicou que embora estão a procurar as vias para alcançar um consenso entre as partes, houve inflexibilidade do Presidente da ANP no que se refere aos meios financeiros e por isso as negociações foram inconclusivas.

Disse que a única satisfação que  a Comissão Negocial regista neste  momento é o esforço que o parlamento está a fazer para ultrapassar a situação da revisão dos Estatutos da Carreira Docente que tem os seus regulamentos.

Afirmou ainda que o governo está a alegar a falta de receitas para a satisfação das exigências dos sindicatos.

“Imagine um professor que não recebe durante todo o ano lectivo, não pode ser pago só um mês e a contraproposta da Comissão perante essa negociação é que, se o governo tem a dívida de 5 meses que pague  no mínimo 4 meses. E   no mês seguinte liquida o restante”, disse , tendo afirmado que o início das aulas depende das negociações.

As aulas nas escolas públicas ainda não começaram desde a realização de abertura oficial do ano lectivo em Outubro passado. 

A greve dos professores decorre há mais de um mês. ANG/DMG/ÂC//SG

Energia eléctrica


   Governo e Águas de Portugal  assinam acordo para  gestão da EAGB

Bissau 23 Nov 18 (ANG) – O Governo da Guiné-Bissau assinou esta quarta-feira um acordo para a gestão da Empresa de Electricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB) com a empresa, Águas de Portugal, com apoio financeiro do Banco Mundial,  por um período de três anos.

O acordo baseia-se no quadro dos trabalhos a realizar para a reestruturação da EAGB.
Citado pela Rádio Jovem, após a assinatura do acordo, o titular da pasta da dos Recursos Naturais, Energia e Industria, António Serifo Embaló disse que o acordo conseguido entre as partes é um marco importante para o progresso da EAGB.

Serifo Embalo frisou que a EAGB poderá ter a performance que o Governo e a população desejam ou seja restruturar a empresa para melhor servir os utentes.

Por seu turno, o porta-voz da empresa Águas de Portugal, Carlos Madeira disse que o objectivo do contrato é de ajudar a EAGB a conseguir aperfeiçoar em termos de gestão dentro de três anos, para poder conseguir melhorar a qualidade dos serviços que presta e ter uma maior autonomia financeira para melhor servir os seus clientes.

O contrato ora assinado tem a duração de três anos e contou com o apoio financeiro do Banco Mundial.

Segundo dados das Nações Unidas que saiu do último relatório sobre comércio e desenvolvimento na Guiné-Bissau só vinte por cento da população tem acesso a electricidade e água potável na Guiné-Bissau. ANG/MSC/ÂC//SG

Comunicação Social


Adiada para Dezembro aprovação do Quadro Jurídico da Comunicação Social guineense revisto

Bissau, 22 nov 18 (ANG) - Os participantes do Fórum de Análise do Quadro Jurídico da Comunicação Social guineense adiaram para  05 de Dezembro  a discussão e  aprovação das alterações ao  “Quadro Jurídico da Comunicação Social na Guiné-Bissau”.

No final do Fórum que decorreu de 20 à 21 do corrente mês em Bissau, os participantes alegaram a sensibilidade dos conteúdos apresentados relativamente aos instrumentos jurídicos reguladores da classe jornalística do país e a necessidade de uma análise mais concentrada sobre as alterações sugeridas tanto pelo consultor como pelos próprios jornalistas.

Afirmam que é crucial  aprofundar a discussão e alargar a consulta entre os profissionais da comunicação social na Guiné-Bissau.

O Fórum de Análise do Quadro Jurídico deliberou ainda convocar os responsáveis dos órgãos da comunicação social para analisar e consequentemente validar os referidos documentos na primeira semana de dezembro.

Recomendaram a consultora do referido estudo para recorrer as propostas para proceder a revisão e melhorar os documentos apresentados e entregar as versões alteradas as direcções dos diferentes órgãos para facilitar eventuais comentários pelas partes envolvidas. 

Na  sessão de abertura do Fórum, o ministro da Comunicação Social Victor Pereira disse estar motivado em apetrechar  esta área profissional de melhores instrumentos legais e mais claros em conformidade com a nova realidade de informação, daí a pertinência de realização do referido fórum.

Por sua vez, o representante do secretário geral da ONU no país, José Viegas Filho disse acreditar que o Fórum de Análise de Quadro Jurídico da Comunicação Social vai fortalecer a sua independência e proporcionar melhorar condições de trabalho aos profissionais guineenses.

Viegas Filho afirmou que a média guineense assume, na medida exacta, as suas responsabilidades na realização de eleições transparentes, confiáveis e pacíficas, cumprindo um papel insubstituível na informação dos cidadãos na consciencialização dos eleitores e na divulgação dos projectos e programas de candidatos e partidos políticos.

Referiu  que as fragilidades económicas e condições precárias de trabalho dos jornalistas os tornam vulneráveis à pressões económicas e políticas, sublinhando  que é nesse contexto que se inscreve a necessidade de fortalecer o quadro jurídico que regula o sector.

Durante dois dias os participantes analisaram  as recomendações das propostas de revisão do Quadro Jurídico dos órgãos da comunicação social, apresentadas pela consultora Carmelita Pires, O Regulamento da Comissão da Carteira Profissional dos jornalistas, O Código de Conduta dos jornalistas no periodo eleitoral, e do Estatuto Revisto do Conselho Nacional de Comunicação Social. ANG/LPG/ÂC//SG