quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Economia





Bissau,12 Set 19(ANG) - A diretora nacional do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) na Guiné-Bissau disse quarta-feira que as perspetivas económicas do país são favoráveis devido ao programa de investimento público e campanha de caju.

"Os conselheiros notaram que as perspetivas económicas são favoráveis graças à boa execução do programa de investimento público, mas também ao bom desempenho da campanha de caju", afirmou Helena Nosoline Embaló aos jornalistas, no final da reunião do Conselho Nacional de Crédito na qual se procedeu ao análise do desempenho da economia guineense no segundo trimestre do ano.

Segundo Helena Embaló, os conselheiros registaram "com satisfação" o avanço de alguns projetos de investimento público e recomendaram ao Governo para ir "mais longe na digitalização da economia e dos pagamentos públicos", de forma a permitir maior controlo e segurança das transações financeiras.

"Relativamente à campanha de caju há um dinamismo que podia ser melhor se não fosse a quebra do preço no mercado internacional. Mas em 2019 verifica-se um aumento do montante da castanha exportada com quase 180 mil toneladas, em agosto, contra as 130 mil toneladas no mesmo período do ano passado", salientou.

Em relação às finanças públicas, a diretora nacional do BCEAO disse que há degradação de alguns indicadores e que foi "recomendado ao Governo para acelerar as reformas tributárias e o alargamento da base tributária".

Helena Embaló destacou também que houve um aumento do crédito à economia, por causa da campanha de exportação e comercialização da castanha de caju, mas que a oferta de crédito continua insuficiente face à procura. ANG/Lusa


Cooperação


       Ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde visita Guiné-Bissau

Bissau, 12 set 19 (ANG) – O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, Luís Filipe Tavares chega à Bissau hoje à noite para uma visita de trabalho de dois dias a convite de sua homóloga, Suzy Barbosa.

A situação dos emigrantes guineenses em Cabo Verde e dos cabo-verdeanos na Guiné-Bissau, a mobilidade na CPLP e CEDEAO, segundo um comunicado à imprensa, irão merecer uma atenção especial dos dois governantes.

Suzy Barbosa, quer fazer da visita, uma oportunidade para reforçar os laços fraternais seculares que une os dois povos, e proceder ao análise do  estado de implementação dos acordos de cooperação, e das possibilidades de se avançar para novas áreas de cooperação.

Integra o delegação cabo-verdiana, o secretário Executivo da CPLP, o embaixador Francisco Ribeiro Teles, que numa agenda particular visita o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas(INEP) e o projecto de Inclusão Feminina “É Hora”. ANG//SG

VIH/Sida


       Projecto FEVE capacita  72 profissionais de saúde na Guiné-Bissau

Bissau,12 Set 19(ANG) – O Programa Regional de Fronteiras e Vulnerabilidades ao VIH/Sida na África Ocidental(FEVE), contribuiu para a capacitação de 72 profissionais de saúde na Guiné-Bissau, no domínio de atendimentos aos beneficiários, no período compreendido entre 2016 ao primeiro semestre de 2019.

Logótipo de ENDA SANTÈ Guiné-Bissau
Segundo um comunicado à  imprensa do FEVE enviado hoje à ANG, no mesmo período temporal, o projecto formou ainda 27 educadores interpares em infecção sexualmente transmissíveis, VIH/Sida, tuberculose, género e direitos humanos e técnicas de informação, Educação e Comunicação para a mudança do comportamento.

O nota informou que, graças a intervenção do projecto FEVE, 2376 populações-chave tiveram acesso a consulta médica, com diagnóstico e tratamento de Infecção Sexualmente Transmissíveis.

Refere  que o FEVE ofereceu  6065 consultas sobre infecção sexualmente Transmissíveis nas clínicas móveis do projecto e instalação de saúde parceiras e 1012 casos de Infecção Sexualmente Transmissíveis diagnosticadas e tratadas.

O documento salientou que o Programa tem contribuído para o cumprimento das metas de 3-90 ou seja, 90 por cento da população conhece o seu estado serelógico de VIH/Sida, permitindo o acesso ao rastreio para as 1977 pessoas e dentre elas, 1803 retiraram os seus resultados, com uma taxa de 91, 20 por cento.

De acordo com a nota, na Guiné-Bissau o projecto FEVE é implementado pela ENDA Santé, organização com intervenções em todas as regiões e áreas prioritárias de saúde, incluindo a capital Bissau, regiões de Cacheu, Oio, Bafatá, Gabú e Tombali.

Informa que as populações-alvo beneficiam de um pacote abrangente de serviços gratuitos, incluindo serviços de rastreio para o VIH/Sida, encaminhamento para as unidades sanitárias e acompanhamento para as unidades sanitárias.

“Uma oferta alargada de serviços é fornecida de acordo com as necessidades e populações seguidas, nomeadamente serviços integrados de saúde sexual e reprodutiva, actividades de apoio psicosocial, para capacitar os beneficiários, apoio jurídico e de advocacia”, refere o comunicado.

O Escritório Regional de Enda Santé, em colaboração com o Escritório de Enda Santé na Guiné-Bisau  organiza a terceira reunião do Comité Regional de Pilotagem(CRP), do Programa Regional de Fronteiras e Vulnerabilidades ao VIH/Sida na África Ocidental , Fase 3 nos dias 19 à 20 de Setembro , em Bissau.

A reunião contará com a presença de uma delegação do Grão-Ducado do Luxemburgo, parceiro financeiro do projecto, representantes governamentais e das ONGs dos nove países membros do programa, nomeadamente Senegal, Guiné-Conacri, Guiné-Bissau, Gâmbia, Mali, Burkina Faso, Níger, Cabo-Verde e Costa de Marfim.ANG/ÂC//SG

Angola


         Julgamento do general "Zé Maria" antigo chefe da secreta militar
Bissau, 12 set 19 (ANG) - O Supremo Tribunal Militar de Luanda iniciou quarta-feira o julgamento do general António José Maria de 73 anos de idade, antigo chefe do serviço de inteligência e segurança militar.
O homem forte do regime de José Eduardo dos Santos se encontra em prisão domiciliária desde 17 de junho sob acusação de extravio de documentos com informações secretas, que ele afirmou ter levado para casa para salvaguardar os interesses do antigo Presidente e ainda de insubordinação militar
Esta mesma acusação foi proferida em 2005 pelos generais "Zé Maria" e Helder Veira Dias "Kopelipa" na altura chefe da casa militar do Presidente, contra o então chefe dos Serviços de Inteligência Externa de Angola general Fernando Garcia Miala, o que culminou na sua demissão e detenção, tendo sido em 2017 readmitido como director geral dos Serviços de Segurança Interna pelo Presidente João Lourenço.
O general "Zé Maria" é também considerado como sendo o arquitecto de todo o processo que culminou na detenção em 2015 de 15 activistas do Movimento Revolucionário, que ficou conhecido como o caso do 15 + 2, acusados de actos preparatórios para a prática de rebelião e atentado contra o então Presidente José Eduardo dos Santos.
Para o activista Afonso Matias, mais conhecido pela alcunha "Mbanza Hamza",  este julgamento, como outros, poderão ser manietados por motivos políticos. ANG/RFI


Governação


         Primeiro-ministro reconhece politização no aparelho de Estado 

Bissau, 12 Set. 19 (ANG) – O Primeiro-ministro afirmou que existe uma politização excessiva do aparelho de Estado por parte dos partidos políticos que sustentaram os sucessivos governos.

Aristides Gomes citado pela Rádio África FM, falava após o empossamento dos membros do Conselho Permanente da Concertação Social e da Comissão do Seguimento de Implementação do Memorando do Entendimento entre os governo e as duas maiores centrais sindicais do país, nomeadamente a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTC) e a Confederação Geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau (CGSI-GB).

Gomes afirmou que são os próprios militantes dos partidos é que fazem pressão para serem colocados na função pública de forma ilegal e sem competências.

 “Agora temos que ver como racionalizar as coisas para que o impacto desse problema seja menos negativo possível. Há  três anos que a Guiné-Bissau não recebeu nenhuma ajuda orçamental externa”, sublinhou, tendo demostrado a necessidade de aumentar as receitas internas para melhorar as condições dos servidores do Estado.

O Chefe do Governo frisou que isso tem que acontecer para que se possa, progressivamente, ir no caminho que os parceiros sociais do Executivo estão a indicar,  a melhoria das condições de vida dos servidores de Estado.

Gomes disse que através do Ministério das Finanças, vão pôr a nu, a real situação em relação a lugares onde se pode ir buscar dinheiro, frisando que com a co titularização de contas das principais empresas estatais, estão a tentar controlar e disciplinar a utilização das receitas públicas, salientando que qualquer reforma tem seus custos ou seja, haverá sempre os descontentes.

Por seu turno, o secretário-geral da UNTG, Júlio Mendonça declarou que as Centrais Sindicais, estão disponíveis para contribuir para a estabilização do país, caso o governo assuma as suas responsabilidades, acrescentando que, com envolvimento de todos os membros do Espaço de Concertação Social é possível atingir os objectivos que estão por detrás do Memorando assinado, tendo pedido o diálogo contínuo.

Para Malam Li, Secretário-geral do Conselho Permanente de Concertação Social(CPCS), os acordos assinados entre o Governo e as centrais sindicais devem ser compridos, para evitar que os sindicatos voltassem às paralisações, o que segundo ele, não ajuda a ninguém.

 “Certas pessoas pensavam que só quando o salário mínimo foi fixado em 100 mil francos CFA é que a greve seria desconvocada, mas estão enganados porque mostramos que isso não corresponde a verdade “,frisou.ANG/MSC/ÂC//SG

Moçambique


                          Dez mortos à saída de comício da Frelimo
Bissau, 12 set 19 (ANG) - Pelo menos 10 pessoas morreram à saída de um comício da Frelimo em Nampula, segundo confirmações do partido no poder que disse haver  85 feridos.
O incidente aconteceu ao início da noite (17h30 locais), no término de um comício , quarta-feira do candidato à Presidência da República e actual chefe de Estado Filipe Nyusi.
No fim do encontro, a multidão saiu de forma desordenada do Estádio 25 de Junho em Nampula, principal cidade do norte de Moçambique. Esse movimento desordenado acabou por levar à asfixia e abalroamento de alguns militantes da Frelimo.
Segundo Agostinho Trinta, secretário do Comité Provincial da Frelimo em Nampula, "95 membros e simpatizantes foram afectados: 85 feridos" e 10 mortos, “seis mulheres e quatro homens". Dos feridos, há 11 que continuam hospitalizados.
O número de vítimas mortais foi revisto em baixa, na medida em que a primeira informação veiculada pelo Hospital de Nampula dava contra de 16 mortos.
Agostinho Trinta acrescentou ainda que o partido constituiu uma comissão para o acompanhamento das famílias afectadas, bem como para prestar o apoio e solidariedade necessários face à ocorrência.
A Frente de Libertação de Moçambique anunciou ter reportado o incidente às autoridades policiais.
A Polícia da República de Moçambique confirma o incidente e remete detalhes para esta quinta-feira. ANG/RFI

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

CPLP/Justiça


          Coordenadora regional da LEGIS-PALOP+TL visita INACEP 

Bissau, 11 Set 19 (ANG) - A Coordenadora Regional da Legislação dos Países Africanos da Língua Oficial portuguesa incluindo Timor-Leste (LEGIS-PALOP+TL) efectuou hoje uma visita à Imprensa Nacional, INACEP com o objectivo de constactar as condições de trabalho nessa empresa.

Teresa Amador, em declarações à imprensa, informou que a visita à INACEP se enquadra nas preocupações  de criar as condições necessárias para que a Guiné-Bissau possa voltar a inserir e a classificar as informações jurídicas de forma a garantir a atualização de LEGIS-PALOP+TL no país.

Acrescentou que a INACEP em particular tem um papel fundamental no processo, uma vez que faz parte das entidades que compõem a Unidade Técnica Operacional da LEGIS PALOP.

“A vinda da missão de LEGIS-PALOP+TL à Guiné-Bissau foi programada no âmbito do último encontro de Unidades Técnicas e Operacional de LEGIS PALOP+TL que teve lugar nas instalações de Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) em Lisboa, no passado mês de julho do corrente ano. Tem como objectivo  reunir condições para apoiar o Ministério da Justiça,  entidade que tutela a referida organização, no reinício das suas actividades na Guiné-Bissau”, explicou Teresa Amador.

Questionada se vão apoiar a INACEP para suprir as  dificuldades constatadas durante a visita, respondeu que já foram identificados outros projectos que poderão eventualmente apoiar a INACEP com a finalidade de a colocar a  altura de executar melhor o seu trabalho, sobretudo no que toca com a digitalização dos seus arquivos de informação.

“Estamos extremamente satisfeitos por haver, neste momento,  condições para que, de facto, a legislação da jurisprudência e a doutrina possam voltar a ser inseridas no sistema e devidamente classificadas e postas à disposição de mais de 15 mil utilizadores que no mundo inteiro consultam diariamente o LEGIS PALOP no exterior”, manifestou a coordenadora.

Amador informou que LEGIS PALOP é única base de dados jurídica oficial dos países que falam a língua portuguesa em Africa incluindo a República de Timor- Leste.

Por sua vez, o Presidente de Comissão de Gestão da INACEP, António Pedro Delgado disse que  a instituição que dirige tem algumas dificuldades no que toca com materiais adequados para fazer os seus trabalhos.


Pedro Delgado disse que espera da visita um espírito de cooperação e de amizade que pode resultar na melhoria de condições da trabalho da INACEP e de consequente progresso no que toca com a inserção e classificação das informações jurídicas, para garantir a atualização de LEGIS-PALOP+TL na Guiné-Bissau.ANG/AALS/ÂC//SG




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ONU


“Jovens e mulheres no governo são janela de oportunidade na Guiné-Bissau”, diz Bintou Keita

Bissau, 11 set 19 (ANG) – A secretária-geral assistente das Nações Unidas para África felicitou o novo governo guineense”pela conquista sem precedentes da paridade de género e pela nomeação de jovens altamente qualificados”.

Numa reunião do  Conselho de Segurança realizada terça-feira Bintou Keita disse que isso “abre uma nova janela de oportunidade para a governação inclusiva do país”.

O novo governo foi formado em julho, depois das eleições legislativas realizadas em março. Dos 16 ministros, oito são mulheres.

Bintou Keita destacou que o executvo adotou um plano de emergência de sete meses para  prestar assistência a alguns sectores-chave, como educação, saúde,infraestrutura e serviços públicos.

A representante afirmou  que “dadas as actuais tensões dentro e entre partidos políticos, inclusive dentro da aliança maioritária liderada pelo PAIGC, a aprovação do Programa do Governo será um testemunho da força e capacidade da aliança para governar o país.”

A representante afirmou que , desde a tomada de posse do novo governo, o debate político tem sido dominado pelos preparativos para eleições presidenciais,marcadas para 24 de novembro.

Referiu que vários partidos políticos organizaram eleições primárias para escolher os seus candidatos e que alguns candidatos independentes também surgiram.

O prazo para a apresentação das candidaturas  ao Supremo Tribunal de Justiça termina a 25 de setembro.

A secretária-geral assistente disse que o processo eleitoral continua cheio de desafios. Segundo ela, alguns representantes estão preocupados com a correcção da lista de eleitores para regularizar a situação de cerca de 25 mil eleitores que foram impedidos de votar nas eleições legislativas, devido ao medo de fraude.

Keita afirma que “há um sentimento de desconfiança entre as partes interessadas, que deve ser resolvido antes da eleição, para garantir um processo pacífico e consensual e um resultado que seja aceite por todos”.

Com 75 dias até eleições, a representante disse que é importante que o financiamento seja disponibilizado rapidamente para que todas as actividades estejam concluídas em tempo útil.

Keita usou a presença no Conselho de Segurança “para incentivar os parceiros internacionais a estender sua generosidade à Guiné-Bissau , fornecendo, com urgência, o apoio financeiro necessário para a eleição”.

Segundo ela , “tempo é essencial” e estas contribuições serão fundamentais para garantir a realização das eleições presidenciais”, na data prevista.

Disse  que “todos os esforços devem ser feitos para garantir a realização oportuna de uma eleição presidencial inclusiva, credível e pacífica”.

Para a representante da ONU, o ambiente político continua a ter um impacto negativo no desempenho económico do país e nas condições de vida das populações.

Disse que a situação dos Direitos Humanos continua a sofrer com  impactos negativos das tensões socioeconómicas, incluindo restrições direcionadas às liberdades civís.

Enquanto isso, Bintou Keita afirmou que “o narcotráfico e o crime organizado continuam a representar ameças à paz e à segurança no país e além”.

A representante lembrou a apreensão pela Polícia Judiciária de 1869 quilogramas de cocaína, a 02 e setembro. Segundo ela, isso indica que a Guiné-Bissau continua sendo uma rota de trânsito para o narcotráfico, mas também ilustra a melhoria da capacidade da Polícia Judiciária de combater o flagelo”.

Segundo uma resolução do Conselho de Segurança, continua a ser preparado o encerramento do Escritório Integrado da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, Uniogbis, a 31 de dezembro de 2020.

Como primeiro passo, um escritório regional foi fechado. Os três restantes devem encerrar até 31 de dezembro de 2019.

A nova representante especial do secretário-geral, Rosine Sori-Coulibaly, chegou à Bissau a 05 de setembro e trabalha no plano de transição.

Bintou Keita disse que “2019 é um ano crucial para a Guiné-Bissau aproveitar a oportunidade para encerrar  o ciclo recorrente de instabilidades que dificulta o seu desenvolvimento socioeconómico, há décadas”.

Segundo ela, o risco de instabilidade antes da eleição presidencial é alto, com rivalidades políticas  e más perspectivas económicas para a população.

A secretária-geral assistente terminou a apresentação dizendo que “todos os actores nacionais devem estar atentos aos seus deveres para com o povo e a necessidade de ir além dos interesses indivíduais e partidários”.
ANG/ONU News

Presidenciais de 2019


“Cadernos Eleitorais corrigidos só serão utilizados com anuência dos candidatos às presidenciais”,diz ministra Odete Semedo 

Bissau 11 Set 19 (ANG) – A ministra de Administração Territorial e Gestão Eleitoral disse  terça-feira que só vão utilizar os Cadernos Eleitorais corrigidos se os candidatos às eleições presidenciais de 24 de Novembro do corrente ano concordarem com o procedimento.

Maria Odete Costa Semedo falava após uma visita  à Comissão Nacional de Eleições (CNE), para se inteirar dos trabalhos que estão a levar a cabo.

“Estamos a trabalhar na correcção do Caderno Eleitoral para fazer constar os nomes de cerca de 25 mil eleitores que ficaram de fora nas eleições legislativas, mas cabe aos candidatos decidirem junto da CNE se vão ou não utilizar o Caderno Eleitoral corregido”, esclareceu a governante.

A ministra acrescentou que se a decisão dos candidatos vier  a ser a de não utilização do Caderno Eleitoral corrigido, vão simplesmente utilizar o caderno utilizado nas eleições legislativas de 10 de Março passado.

Costa Semedo sublinhou que a correcção do Caderno Eleitoral está sendo feito para se evitar  complicações no futuro, tendo justificado que se não fizeram a correcção pode até haver  reclamações do porquê de não correcção.

“Não vamos resistir com os candidatos no que toca com o uso de Caderno Eleitoral corrigido, porque esse trabalho é simplesmente de índole técnico. Se  não concordarem vamos apenas abdicar dele e os candidatos serão os decisores do procedimento final”, repisou a governante.

A ministra de Administração Territorial e Gestão Eleitoral  reafirmara  a missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que esteve recentemente no país a impossibilidade de haver um  novo recenseamento de raiz, reclamado por  certas formações políticas.ANG/AALS/ÂC//SG

Bruxelas


                             Apresentada a nova Comissão Europeia
Bissau, 11 set 19 (ANG) - Pela primeira vez na história da Comissão Europeia, mulheres e homens irão participar de forma paritária das decisões do bloco.
A presidente do executivo do bloco, Ursula Von der Leyen, anunciou sua equipe e respectivos cargos nesta terça-feira (10), durante uma coletiva de imprensa.
 A recém-empossada presidente da comissão Europeia, Ursula von der Leyen,      , conseguiu cumprir a promessa de obter igualdade de gênero em sua equipe. Pela primeira vez na história da instituição, treze mulheres e quatorze homens vão decidir os rumos do do bloco.
Além da presidente, Ursula von der Leyen, da Alemanha, as outras representantes femininas são da Bulgária, Croácia, Chipre, Dinamarca, Finlândia, França, Grécia, Malta, Portugal, República Checa, Romênia e Suécia.
Na linha de frente da nova Comissão Europeia, três vice-presidentes: o espanhol Josep Borrel, acumulando o cargo de Alto Representante para Política Externa e de Segurança da UE, a dinamarquesa Margrethe Vestager, que continua como Comissária para a Concorrência e o holandês Frans Timmermans, será responsável pelo Clima e tem a missão de produzir um “Green Deal” no prazo de cem dias.
A francesa Sylvie Goulard é a nova comissária para o Mercado Interno, enquanto o irlandês Phil Hogan, assume a pasta do Comércio. O ex-primeiro ministro italiano e antigo chanceler, Paolo Gentiloni, responderá pela pasta de Economia.
A Polônia ficou com a Agricultura, sob o comando de Janusz Wocjciechowski, e o veterano político belga Didier Reynolds se ocupará da Justiça na União Europeia. Assuntos Internos e Migrações, um dos dossiers mais complexs e politicamente sensíveis, ficará a cargo do austríaco Johannes Hahn Paulo Pimenta.
Von der Leyen também afirmou que o Reino Unido poderá indicar um comissário, caso o Brexit não acontecr no próximo dia 31 de outubro. 
Dez dos novos comissários são da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (SD), a segunda maior família política europeia; enquanto nove outros virão do Partido Popular Europeu (PPE), a maior bancada do legislativo da UE. Seis comissários são da Aliança dos Democratas e Liberais da Europa; um é da Aliança dos Reformistas e Conservadores, e um outro é independente e tem o apoio da bancada verde).
A nova equipe, que vai cumprir um mandato de cinco anos (2019-2024), representa os 27 países do bloco; o Reino Unido não participa do novo executivo pois deve deixar a União Europeia em breve. O próximo colégio de comissários assume suas funções em 1º de novembro, mas antes terá que ser aprovado pelo Parlamento Europeu.
Dependendo do país, a indicação é decisão direta do chefe de Estado, mas no caso de um governo de coalizão, há certamente negociações antes da indicação do candidato. Este ano, a premissa da comissão von der Leyen, era de que cada um dos 27 países do bloco europeu enviasse o nome de um homem e de uma mulher a Bruxelas.
No entanto, nem todos os governos acataram o pedido. Para os que fizeram, a escolha final coube à própria presidente da Comissão Europeia. Oito nomes da nova equipe participaram da comissão precedente, presidida por Jean-Claude Juncker.
Quando a presidente do executivo do bloco distribui os cargos, ela deve analisar o peso da pasta para cada país. Se obter consenso em uma família numerosa é difícil, em uma família com 27 posições diferentes é ainda mais complexo.
Para a eficacidade do processo na Comissão Europeia, alguns comissários assumiram vice-presidências. Após as sabatinas do Parlamento Europeu, o novo executivo jura fidelidade à União Europeia.
Todo comissário europeu tem a obrigação de se adaptar às políticas da União Europeia. Por isso, ao assumirem seus cargos, eles fazem um juramento de que não irão receber instruções dos governos de onde vieram.
Uma vez comissários, eles devem trabalhar para Bruxelas, mesmo que na prática exista muitos casos de promoção dos interesses nacionais. ANG/RFI



Futebol/Mundial 2022


                         Guiné-Bissau  qualificada para fase de grupo  

Bissau, 11 Set 19 (ANG) – A Selecção Nacional de Futebol da Guiné-Bissau, recebeu e derrotou em casa na terça-feira a sua congénere de São Tomé e Príncipe por 2-1, no segundo encontro da pré-eliminatória para a próxima Copa do Mundo que terá lugar em 2022, no “Qatar”.

Com esta vitória, a turma nacional garantiu a qualificação para a fase de grupos da eliminatória para o apuramento ao Campeonato de Mundo que será disputado no Qatar, em 2022.

A selecção nacional da Guiné-Bissau apresentou o mesmo “Onze” que já tinha enfrentado a selecção de São Tomé e Príncipe, na primeira mão da pré-eliminatória realizada em São Tomé e Príncipe, na semana passada.

Os Djurtus alinharam na baliza, Jonas Mendes, no quarteto defensivo Nanu, Juary, Rudilson  e Mamadú Candé e no centro do campo o técnico nacional Baciro Candé alinhou, Mancone, Burra, e Pelé, e os atacantes convocados foram Mama Balde, Piquete Djassi e Joseph Mendes.

Os santomenses foram os primeiros a inaugurar o marcador no minuto 12 resultado que vigorou até o fecho da primeira parte.

No segundo tempo do jogo, o seleccionador da Guiné-Bissau fez alteração na equipa, com a entrada do avançado Manconi em substituição da defesa Rudinilson, permitindo uma dinâmica a linha ofensiva dos “Djurtus” e que motivou o golo do empate aos 20 minutos da segunda parte apontado por intermédio do avançado Joseph Mendy.

A selecção nacional da Guiné-Bissau, a partir dessa altura, tomou o comando do jogo tendo chegado ao segundo golo aos 78 minutos, de novo por intermédio de Joseph Mendy, após um passe magistral de Piquete Djassi.

Em declarações à imprensa no final do jogo, o técnico dos Djurtus, Baciro Candé disse que a sua equipa está de parabéns, porque mostrou, mais uma vêz, que está a trabalhar, dia a dia, para conseguir os seus objectivos, e, por outro lado,trazer alegria ao povo guineense.

Acrescentou  que, apesar de terem perdido muitos golos na primeira metade do jogo, a turma nacional acreditou até no momento em que os golos apareceram.

Questionado sobre se a Selecção Nacional de Futebol da Guiné-Bissau está preparada para disputar a próxima fase do apuramento para o Campeonato do Mundo que terá lugar em 2022 no “Qatar”, em resposta, Baciro Candé destacou que vão aguardar para mais tarde para conhecerem os seus próximos adversários do grupo, a partir dai saberão que previdências serão tomadas para enfrentá-los.

“Mas gostaria de deixar uma palavra aos senhores jornalistas, quero que todos saibam que a Guiné-Bissau já entrou na classe dos países que marcam presença no Campeonato Africano das Nações (CAN), entretanto, pode vacilar mas não com todas as equipas”, vincou.

Por seu turno, o técnico São-tomense, Adriano Eusébio, reconheceu a derrota e considerou justa a vitória  da Guiné-Bissau.

Realçou por outro lado que a Guiné-Bissau apresenta uma equipa com  maiores números de jogadores profissionais que actuam no futebol estrangeiro,  enquanto que a maioria dos seus atletas actua no campeonato São-tomense.

“Apesar da derrota, sinto orgulhoso da minha equipa por ter marcado um golo a Guiné-Bissau, uma selecção que considero mais experiente que a nossa. Não temos que baixar a cabeça porque temos muitos trabalhos para a frente”, sustentou o técnico São-tomense.ANG/LLA/ÂC//SG
     


     


África do Sul/Xenofobia


           Mais de 600 nigerianos  se alistaram para o regresso forçado
Bissau, 11 set 19 (ANG) - A Nigéria se prepara para repatriar mais de 600 de seus cidadãos que vivem na África do Sul, devido a séries de ataques xenófobos dos últimos dias contra  estrangeiros no país, que deixaram 12 mortos.
Além das vítimas, dezenas de estabelecimentos comerciais administrados por estrangeiros foram vandalizados durante a onda xenófoba que assolou a África do Sul. De acordo com Emeka Ugwu, presidente do Fórum dos Médicos Nigerianos de Joannesburgo, nenhum cidadão da Nigéria foi assassinado nos ataques.
Um primeiro avião deve deixar Johannesburgo na quarta-feira (11) com vários nigerianos a bordo. O voo será pago pela companhia Air Peace, na Nigéria. A oferta foi feita pelo diretor-geral da empresa aérea, Allen Onyema. A operação deveria ter começado na última sexta-feira (6), mas sofreu atraso por razões administrativas.
No total, 100 mil nigerianos vivem na África do Sul atualmente. Entre os candidatos ao retorno para a Nigéria, se encontra Bartholomew Eziagulu, um pastor e pai de 5 crianças, residente em Durban, leste do país, há 19 anos. “Me dei conta que aqui não era um lugar seguro para a humanidade. O ser humano aqui não tem nenhum valor. Permanecer aqui, com a família, é correr um risco enorme. Jesus disse  “ame o próximo como a si mesmo”. Essas pessoas não têm amor por ninguém, nenhum valor”, disse à RFI.
Bartholomew Eziagulu afirmou ter observado o cansaço dos comportamentos xenófobos em diversos de seus compatriotas. Ele é presidente da Associação de Cidadãos Nigerianos da África do Sul na província de Kwazulu-Natal.
“Os nigerianos decidiram partir por causa dos assassinatos. Foi a gota d’água e eles não podiam mais continuar a exercer suas atividades econômicas”, afirma Eziagulu. “São pessoas que trabalham há vários anos.
Muitos nigerianos perderam tudo o que tinham, inclusive a esperança, e não têm mais confiança no governo sul-africano.”
Essa não é a primeira onda de episódios violentos contra imigrantes na África do Sul. Em 2015, várias pessoas foram mortas em manifestações contra estrangeiros em Durban.
A Nigéria e a África do Sul vivem atualmente uma crise nas relações diplomáticas. Na semana passada, as autoridades nigerianas boicotaram o Fórum Econômico Mundial Para a África, que aconteceu na Cidade do Cabo. ANG/RFI


Operação “Navarra”


Vice-presidente do PRS considera de “sequestro”  apreensão de sua viatura pela Polícia Judiciária

Bissau, 11 Set 19(ANG) – O vice-presidente do Partido da Renovação Social  (PRS) considerou  de “sequestro” a apreensão da sua viatura pela Polícia Judiciária  no quadro da operação “Navarra” que culminou com apreensão de cerca de duas toneladas de droga na passada semana nas localidades de Caió e Canchungo, no Norte do país.

Em conferência de imprensa na terça-feira, Orlando Mendes Viegas disse que o seu carro não estava no local onde a referida droga foi apreendida, mas sim estava estacionada numa das estações de venda de combustível na Avenida dos Combatentes da Liberdade da Pátria.

Explicou que comprou aquela viatura nos finais de 2016, na mão de um privado, acrescentando que na recente viagem à Portugal pediu ao chefe da referida estação de combustível para permitir o estacionamento do carro naquele espaço para evitar a humidade.

“Fui informado dias antes que a minha viatura foi apreendida, respondi que talvez seja um sequestro porque esta se encontrava estacionada numa das estações de combustíveis”, disse.

O político qualificou ainda o acto de abuso de poder por parte da autoridade, que pretende desviar assim a atenção de todos.

Viegas pediu ao governo para anunciar os nomes dos indivíduos detidos no caso da operação” Navarra”.

A operação “Navarra” para além   da viatura do dirigente político, resultou na apreensão   de cerca de duas toneladas de cocainas, e mais 10 implicados ente os quais, quatro guineenses, três colombianos e um maliano.ANG/JD/ÂC//SG

ONU


                    Brasil é alvo de denúncia inédita na organização
Bissau, 11 set 19 (ANG) - A Ordem dos Advogados do Brasil denuncia nas Nações Unidas o que qualifica de “retrocesso político” brasileiro.
Um documento criticando o governo de Jair Bolsonaro será entregue na Comissão de Direitos Humanos da ONU por representantes da OAB nesta quarta-feira (11).
A Ordem dos Advogados do Brasil decidiu utilizar seu espaço de foro consultivo na Comissão de Direitos Humanos da ONU para chamar a atenção para a situação atual brasileira.
A entidade vai entregar ao relator da Comissão de Direitos Humanos um documento sintetizando “desvios antidemocráticos” sob forma de denúncia para conhecimento da comunidade internacional.
Segundo Hélio Leitão, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, encarregado de entregar o documento, o Brasil assiste a uma espécie de “revisionismo ou negacionismo histórico”.
Na terça-feira (10), foi organizado um encontro paralelo, aberto aos outros países e à imprensa internacional para divulgar a iniciativa.
 Esse evento, embora já programado, coincide com o recente ataque de Jair Bolsonaro à Alta Comissária dos Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet      no qual o presidente brasileiro também evocou o ditador chileno Augusto Pinochet.
O episódio provocou reações em vários países. No Brasil, a OAB e o Instituto Vladimir Herzog alegaram que os comentários de Bolsonaro eram uma apologia à ditadura chilena.
O documento entregue em Genebra não é um pedido de processo, e sim uma denúncia que será acrescentada às irregularidades já mencionadas pela Alta comissária no seu relatório sobre a situação brasileira. Como o Brasil é candidato à reeleição como membro da direção da Comissão de Direitos Humanos, a iniciativa pode isolar o país, reforçando o número de nações contrárias à sua escolha.
Desde a chegada de Bolsonaro ao poder, o Brasil vem registrando uma mudança de posição na ONU. O país deixou de apoiar a igualdade entre os sexos, rejeita textos que referem aos homossexuais, transexuais ou bissexuais, e adotou uma postura conservadora sintetizada na promoção da família.
Brasília, que antes de Bolsonaro votava sempre com os países democráticos europeus na ONU, apoiou indiretamente o governo de extrema-direita das Filipinas, deixando de votar no pedido de abertura de investigações sobre execuções extrajudiciais pelo governo filipino.
O Brasil também apoiou ao governo militar egípcio e o Iraque num pedido de exclusão de um texto da ONU sobre o direito à saúde sexual e reprodutiva das mulheres.
Nessa mesma linha, as autoridades brasileiras apoiaram ainda a proposta paquistanesa de se retirar a menção relativa à educação sexual numa resolução da ONU. ANG/RFI

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Política


PRS exige ao primeiro-ministro “imediata” clarificação da situação da droga apreendida

Bissau,10 Set 19(ANG) – O Partido da Renovação Social(PRS), exige ao primeiro-ministro a “imediata”, clarificação da situação da droga apreendida e dos autores implicados no crime que o partido diz ser  Aristides Gomes o suspeito número um.

Sede Nacional do PRS em Bissau
Em comunicado distribuído hoje à imprensa, o PRS qualificou de demasiada coincidência a circulação de cocaína no país em períodos em que o governo do PAIGC dirigido por Aristides Gomes assume o poder.

Na passada semana, a Polícia Judiciária desencadeaou duas operações durante as quais foram apreendidas 1869 quilos de cocaínas nas localidades de Canchungo e Caio no Norte do país e nas quais foram detidas oito pessoas de diferentes nacionalidades, nomeadamente quatro guineenses, três colombianos e um maliano.

“Entretanto felicitamos e encorajamos a Polícia Judiciária e o Ministério Público a prosseguir com as suas acções de investigação de forma isenta, afastando-se de qualquer interferência da índole política, para  apurar a veracidade dos factos e em consequência, responsabilizar criminalmente, os infractores com todo o rigor da Lei”, disse os renovadores no comunicado produzido pelo gabinete jurídico do partido.

No que tange aos preparativos para as próximas eleições presidenciais de 24 de Novembro, o PRS afirma que neste caso em concreto, o que deveria ter sido feito pelo Governo, era simplesmente a actualização dos dados, o que é da Lei, uma vez que os dados produzidos no recenseamento passado, permanecem válidos também para om processo eleitoral subsequente.

“Esta seria mais saudável para o nosso frágil Estado de direito democrático, além de ser abrangente e mais eficaz”, frisou.

No comunicado, o PRS questionou ainda do porquê da não convocação até agora da sessão plenária para “o necessário e urgente exercício democrático” pelos representantes do Povo, o que evitaria o agudizar da crise política que colocou o Governo de Aristides Gomes, numa encruzilhada ficando reduzido a um governo de mera  gestão.

“Neste caso, o PRS aproveita para advertir aos dirigentes do PAIGC de que está fora de questão qualquer manobra de fazer o país voltar a situação da passada legislatura em que as portas da Assembleia Nacional Popular(ANP), mantiveram fechadas durante três anos consecutivos, por vontade dos que estiveram a frente daquele órgão legislativo por excelência”, lê-se no comunicado.ANG/ÂC//SG