sexta-feira, 14 de julho de 2023

Pescas/Técnicos de diferentes instituições de inspeção do pescado recebem certificado de formação

Bissau,14 Jul 23(ANG) – Mais de 20 técnicos de diferentes instituições ligadas a inspeção das pescas receberam hoje os seus certificados de participação num seminário de formação e capacitação sobre o Memorando de Entendimento com a União Europeia relativo aos Controlos Oficiais dos Produtos da Pesca, que decorreu entre os dias 12 e 14 do corrente mês, em Bissau.

Em declarações à imprensa na cerimónia do enceramento do ato, o diretor de Serviços de Inspeção do Pescado, Carlos Bissamin Ntchama disse tratar-se do  início de ciclos de formação que vão ser realizados  em todo o território nacional.

“No controlo oficial de produtos de pesca, intervém muitos atores, de forma direta e indireta”, salientou.

Aquele responsável acrescenta que as referidas ações de formação vão  permitir a capacitação de  técnicos com  conhecimentos ligados ao regulamento, higiene e as normas da União Europeia para a exportação do pescado, como sendo um dos principais parceiros do Governo no setor.

“A exportação do pescado para o mercado europeu será feita pelos operadores de pesca artesanal e industrial, e para o efeito devem conhecer as normas exigidas pela União Europeia para essa atividade”, frisou.

Durante os três dias de ateliê, foram transmitidos aos participantes conhecimentos sobre  as condições de exportação de pescado para o mercado europeu, procedimentos de colaboração dos parceiros, técnicas de inspeção e higiene geo-sanitária dos produtos de pescas, regulamento de inspeção entre outros. ANG/ÂC//SG

 

Sociedade/ Mulheres dizem que paridade de género não foi cumprida nas legislativas

Bissau, 14 Jul 23 (ANG) - O conselho das mulheres guineenses considera que não foi cumprida a paridade de género nas legislativas do 4 de Junho visto que dos  102 deputados, apenas 11 sao mulheres.

O Conselho das Mulheres lamenta que a lei que estabelece uma quota mínima de 36% de mulheres no Parlamento não esteja a ser aplicada.

Diz o Conselho num comunicado que nas ultimas eleições legislativas, de 04 de junho passado, foram eleitas apenas 11 parlamentares num universo de 102 deputados.

Nas eleições legislativas de 2019, 13 mulheres foram eleitas deputadas. 

O Conselho das Mulheres vê isso como um retrocesso no cumprimento da lei e pede ao próximo Governo, a ser formado pela coligação PAI Terra Ranka, que retifique "esse erro histórico".

Liderado pela antiga diretora-geral da Polícia Judiciária, a magistrada jubilada do Ministério Público, Lucinda Barbosa Aukarié, o Conselho das Mulheres quer ver mais mulheres no Governo e noutras instâncias em que as pessoas são nomeadas.

O órgão foi criado em 2018 pela extinta UNIOGBIS, gabinete integrado das Nações Unidas para a consolidação da paz na Guiné-Bissau, para ser um consórcio de organizações da sociedade civil para promover a igualdade de género sobretudo na política.

O Conselho das Mulheres começou por aproximar as partes então desavindas, nomeadamente o Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, ao líder do partido PAIGC, Domingos Simões Pereira, mas depois alargou a sua intervenção para outras esferas de mediação entre a classe política.

O Conselho começou por ser dirigido por Francisca “Zinha” Vaz, veterana dirigente política, mas que ultimamente retirou-se da política para se dedicar ao associativismo.

Os novos deputados tomam posse no próximo dia 27 deste mês de julho.ANG/RFI

 


Religião/
“O fenómeno de radicalismo e extremismo violento é um dos maiores  desafios que a humanidade enfrenta” diz ministra da família

Bissau, 14 Jul 23(ANG) – A ministra da Mulher, Família e Solidariedade Social afirmou na quinta-feira que o fenómeno de radicalismo e  extremismo violento constitui um dos maiores desafios que a humanidade enfrenta atualmente.

Maria da Conceição Évora  falava  na cerimónia de abertura de uma formação destinada aos líderes Islâmicos, no domínio da prevenção do radicalismo e extremismo violento, organizado pela Liga Guineense dos Direitos Humano (LGDH) em parceria com o Instituto Marquês do Valle Flor, no âmbito do projeto “Observatório da Paz”.

Aquela governante disse que este fenómeno tem como consequência a desestruturação dos tecidos económicos, sociais e culturais das nações.

Maria da Conceição Évora assegurou que a luta pelo reforço da coesão nacional  deve passar por  um  diálogo construtivo como estratégia de resolução de conflitos, também constitui uma ferramenta poderosa para criar as barreiras às iniciativas desestabilizadoras seja de que proveniência for.

Por sua vez, o  presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto Mário da Silva afirmou  que o país é conhecido pelo grau de tolerância, mas isso não impede a adoção e mecanismo de prevenção para evitar eventualidades futuras .

“O nosso país é conhecido pelo grau de tolerância, pelo nível da convivência pacífica entre deferentes grupos étnicos e confissões religiosas, mas isto não nos impede de começar a adoptar medidas e mecanismos de prevenção para evitar que, no futuro, esta situação, que já está a afetar alguns países aqui próximo, também possa vir a ter alguns efeitos  aqui na Guiné-Bissau”, disse.

Silva referiu que a região do Shael tem vindo a sofrer com a crescente insegurança que agravou certas fragilidades existentes e diz que a situação espalhou-se para além das fronteiras do Shael e que hoje assiste-se  uma situação regional multidimensional, com vertentes económico, social, política e humana que se estendem para o Mali, Burkina Faso e Níger.

Segundo o Chefe da Secção Política da União Europeia na Guiné-Bissau, Pedro Saraiva essa extensão  também afeta outros  países costeiros da África Ocidental.

“A situação também afeta atualmente os países costeiro da África Ocidental, correm o risco de ver esse conflito se alastrar a essa geografia, situação  que devemos monitorizar com maior cuidado e proximidade para conter as repercussões da insegurança, apoiando assim um arco de estabilidade na vizinhança do Shael, incluindo os países da costa atlântica ocidental”, asseverou

O vice-presidente da União Nacional dos Imames, Mussa Buaro, avisou que “não existe espaço na religião Islâmica para o extremismo violento, porque a religião Islâmica é como o seu próprio nome, uma religião de paz, da harmonia e do humanismo”.

No entender do Secretário-geral do Conselho Nacional Islâmico, Sene Sissé os políticos sãos os principais responsáveis pelo conflito étnico no país.

O encontro do género já foi organizado com os líderes católicos e jornalistas com o mesmo propósito, que é de capacitá-los no domínio de  prevenção do radicalismo e extremismo violento no âmbito do projecto “Observatório da Paz”. . ANG/JD//SG

 

 

Desporto/Selecção Feminina defronta congénere de Benin em casa para pré-eliminatória dos jogos Olímpicos de França (Paris-2024)

Bissau, 14 Jul 23 (ANG) – A Seleção Feminina de Futebol da Guiné-Bissau, defronta hoje em casa, a sua congénere do Benin, partida a contar para a primeira mão da eliminatória de acesso aos jogos Olímpicos de França (Paris-2024).

A turma nacional feminina realizou o seu último treino na tarde de quinta-feria, no relvado do Estádio Nacional 24 de Setembro, onde o encontro será realizado, e no final do treino, o técnico adjunto das “Djurtinhas”, Domingos Fernandes disse à imprensa desportiva que está confiante na vitória, devido a qualidade que os seus jogadores apresentam.     

Para uma das capitãs da turma nacional, Safiatu Baldé, vulgo  “Gatuso”, a equipa precisa de apoio dos adeptos para ter mais motivação dentro do retângulo do jogo.

“Estamos focados na conquista de  três pontos, mas com o apoio dos adeptos, estaremos mais motivadas . O grupo tem trabalhado  para a conquista dos três pontos em casa”, disse a capitã.

Se a Guiné-Bissau vencer as duas mãos com  Benin (14-18 de julho de 2023),  a Benin ficará fora dos jogos Olímpicos, e a turma nacional terá como próxima adversária  a seleção da Guiné-Conacri ou do Gana.ANG/LLA//SG     

       
Mundial 2026
/ Seleção de futebol da Guiné-Bissau integra grupo A

Bissau, 14 jul 23 (ANG) – A seleção Nacional de futebol da  Guiné-Bissau integra o grupo A, juntamente com as seleções de Egipto, Burquina Faso, Serra-Leoa, Etiopia e Djibute.

As informações constam no portal desportivo Fut 245 consultada hoje pela ANG, segundo o qual o sorteio para o efeito foi realizado quinta feira, a margem da 45ª Assambleia-geral ordinária da Confederação Africana de Futebol (CAF).

Os Djurtus vão defrontar o Egipto, Burquina-Faso, Serra-Leoa, Etiópia e Djibute e o primeiro lugar do grupo garante uma vaga no campeonato a disputar no Canada,Mexico e Estados Unidos de America.

 Os cinquenta e quatro países africanos divididos em nove grupos, composto por seis países cada, vão disputar 10 lugares, onde o primeiro de cada grupo apura-se diretamente para o mundial, e os quatro melhores segundos classificados terão que realizar jogos de play-of, onde o vencedor se juntará aos 09 primeiros classificados dos respectivos grupos, completando as 10 selecções africanas na copa do mundo.

O Mundal 2026 será o primeiro a ser disputados por 48 seleções, dos quais 10 são do continente africano.

Os jogos de qualificação vão começar em Novembro deste ano.

Na mais recente campanha de apuramento para o mundial 2022, a Guiné-Bissau ficou na segunda posição do grupo atrás de Marrocos, o país que chegou as meias finais da prova que decorreu no Qatar. ANG/LPG//SG

Quénia/Pelo menos nove pessoas foram mortas em protestos da oposição  - ONG

Bissau, 14 Jul 23 (ANG) – Pelo menos nove pessoas foram mortas em protestos da oposiç
ão no Quénia na quarta-feira devido ao aumento dos impostos sobre produtos básicos, anunciou hoje a Comissão Nacional de Direitos Humanos do Quénia (KNCHR, na sigla inglesa).

Os protestos foram fortemente reprimidos e "resultaram na perda de pelo menos nove vidas quenianas", nas cidades de Mlolongo, Kitengela e Emali, perto de Nairobi, a capital queniana, bem como em Sondu e Busia (oeste), disse hoje Roseline Odede, presidente da KNCHR, uma instituição autónoma mas financiada pelo Estado, através de um comunicado.

Segundo a organização, foram registados "numerosos ferimentos em membros do público e agentes da autoridade" e "houve casos de uso excessivo da força por parte da polícia na detenção de manifestantes".

"Embora a manutenção da lei e da ordem seja crucial, nunca deve ser feita à custa dos direitos humanos e das liberdades fundamentais dos indivíduos", bem como do seu direito à vida, sublinhou Odede.

A KNCHR manifestou-se ainda "horrorizada" com os "disparos irresponsáveis e não provocados de gás (lacrimogéneo) por parte dos agentes", gás que acabou por invadir uma sala de aula de uma escola do bairro de Kangemi, na zona oeste de Nairobi, e que obrigaram a que mais de cinquenta alunos fossem transportados para o hospital.

O organismo condenou igualmente o saque e a destruição de bens privados e públicos por parte de manifestantes, que ergueram barricadas e vandalizaram lojas.

Embora a polícia tenha declarado os protestos ilegais, o KNCHR recordou que estes foram "organizados no quadro (...) da Constituição queniana e do direito de reunião pacífica".

As manifestações tiveram lugar em Nairobi e em várias cidades vizinhas, bem como em Mombaça (sul do país), Kisumu e Kisii (oeste), e as forças de segurança utilizaram munições reais e gás lacrimogéneo para as dispersar.

Embora não tenha confirmado o número de mortos, o ministro do Interior queniano, Kithure Kindiki, afirmou em comunicado na quinta-feira que os “protestos violentos" provocaram "a morte de pessoas e ferimentos em civis e agentes de segurança", bem como "a perturbação de muitos negócios e a destruição de propriedade pública e privada".

"A pilhagem é um ato de ilegalidade, que não pode ser aceite ou tolerado", acrescentou Kindiki, referindo que, pelo menos, 312 pessoas foram detidas, incluindo um deputado.

Ao longo do último ano, o líder da oposição Raila Odinga convocou vários protestos contra o Governo do Presidente queniano, William Ruto, a quem acusa de manipular os resultados das eleições de agosto de 2022.

Odinga, um antigo primeiro-ministro - que obteve 48,85% dos votos -, não reconhece os resultados eleitorais, apesar de o Supremo Tribunal ter rejeitado o recurso que interpôs contra a vitória de Ruto, que obteve 50,49% dos votos, segundo a comissão eleitoral do país.

A tensão e o descontentamento social também aumentaram nas últimas semanas, depois de o Presidente ter aprovado, em 26 de junho, uma nova lei das finanças que, entre outras medidas, duplica o imposto sobre os combustíveis para 16%.

Apesar de a justiça ter suspendido temporariamente a aplicação da lei dias após a sua aprovação, enquanto se aguarda a determinação da sua constitucionalidade, as autoridades mantiveram a implementação do aumento dos impostos sobre a gasolina. ANG/Lusa

 

China Popular/Governo pede aos EUA que sejam “racionais” e “pragmáticos” para melhorar relações

Bissau, 14 Jul 23 (ANG) – O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, pediu hoje ao secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, que Washington atue de forma “racional” e “pragmática”, para melhorar as relações com Pequim.

Ambos estão em Jacarta a participar num encontro entre os ministros dos Negócios Estrangeiros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que reúne 10 países, e parceiros externos.

O diretor do Gabinete da Comissão para as Relações Externas do Partido Comunista da China exortou os Estados Unidos a não interferirem nos assuntos internos da China, numa referência a Taiwan, e a deixarem de atacar a China nas áreas de economia, comércio ou tecnologia, através da imposição de “sanções ilegais”.

Em comunicado, Wang Yi explicou que a reunião foi realizada a pedido dos EUA e que ambos os lados concordaram que foi honesta, pragmática e construtiva.

Entre as principais questões de atrito, destaca-se a ilha autónoma de Taiwan, que a China reivindica como parte do seu território, a ser reunificada, através da força, caso seja necessário.

Os EUA são o principal aliado e fornecedor de armamento de Taiwan.

A China aumentou a escala e frequência dos exercícios militares próximo de Taiwan e assumiu maior assertividade nas suas reivindicações territoriais no Mar do Sul da China, enquanto os Estados Unidos colocaram barreiras ao acesso de Pequim a ‘chips’ semicondutores, componentes essenciais no fabrico de alta tecnologia.

A reunião aconteceu dois dias depois de a Microsoft ter denunciado um ataque a partir de um computador alegadamente localizado na China contra a correspondência eletrónica de várias agências estatais dos EUA.

As negociações em Jacarta acontecem quase um mês depois de Blinken se ter deslocado a Pequim, a primeira visita do principal diplomata dos EUA em quase cinco anos.

Blinken reuniu-se com o Presidente chinês, Xi Jinping, com o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Qin Gang.

A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, também esteve em Pequim, na semana passada, visando melhorar as relações.

A guerra na Ucrânia, a crise no Myanmar (antiga Birmânia), a ameaça nuclear da Coreia do Norte e as disputas territoriais pela soberania do Mar do Sul da China, entre Pequim e vários países vizinhos, são algumas das questões que estão a ser debatidas na reunião da ASEAN, que termina hoje.

Wang e Blinken, bem como os altos representantes estrangeiros da União Europeia e de países como a Rússia, Índia, Japão, Coreia do Sul e Austrália, entre outros, participam também em reuniões multilaterais.

Fundada em 1967, a ASEAN é composta pelas Filipinas, Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Singapura, Tailândia, Vietname e Myanmar e estabeleceu já um roteiro para a inclusão de Timor-Leste. ANG/Lusa

 

         EUA/Planeta vive mês de junho mais quente desde que há registos

Bissau, 14 Jul 23 (ANG) – Uma Terra, cujo clima está a aquecer, registou o seu junho mais quente desde que há registo, superando a marca anterior em 0,13 graus Celsius (º.C) com os oceanos a registarem temperaturas recorde pelo terceiro mês consecutivo.

O anúncio foi feito na quinta pela agência norte-americana para a Atmosfera e os Oceanos (NOAA, na sigla em Inglês).

Os 16,55 º.C de média global verificados em junho estiveram 1,05 º.C acima da média do século XX. Esta foi a primeira vez que uma média mensal superou em mais de um grau centígrado a temperatura normal, apontou a NOAA.

Outros sistemas de monitorização do clima, como o da NASA, o Berkeley Earth e o europeu Copernicus, já tinham apontado que junho último tinha sido o mais quente desde que há registo, mas a NOAA é considerada o padrão dos registos, com dados que remontam a 1850.

O aumento no último mês de junho é “um considerável grande salto”, porque normalmente os registos mensais globais têm uma base de recolha de informação tão alargada que permitem detetar variações de centésimos de grau, e não apenas de décimas, salientou o cientista climático do NNOAA, Ahira Sanchez-Lugo.

“O recente registo de temperaturas, bem como os incêndios extremos, a poluição e as inundações que estamos a ver este ano são os que esperamos ver em um clima quente”, apontou a cientista climática Natalie Mahowald, da Universidade de Cornell. “Estamos apenas a ter uma pequena amostra do tipo de impactos que são esperados com as alterações climáticas”, reforçou. ANG/Lusa

 

Genebra/"É possível" acabar com a sida como ameaça à saúde pública até 2030”- OMS

Bissau, 14 Jul 23 (ANG) - As Nações Unidas consideraram que "é possível" acabar com a sida como ameaça à saúde pública até 2030, mas que um crescente défice de financiamento está a travar a progressão para esta meta.


Esta consideração foi proferida pela Diretora Executiva da OMS,Winnine Byanyima, por ocasião da divulgação de um novo relatório sobre a evolução da sida no mundo.

 

O roteiro da Onusida que conduz a acção global para acabar com esta ameaça à saúde pública até 2030, no âmbito dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, "mostra que o sucesso é possível durante esta década", sublinhou hoje em Genebra a directora executiva da organização, Winnie Byanyima, para quem se trata acima de tudo de uma escolha política e financeira.

Ao pedir que se tomem medidas para combater a desigualdade, apoiar as comunidades e organizações da sociedade civil neste sentido e garantir um financiamento adequado e sustentável, a directora executiva da Onusida não deixou de apontar alguns dados encorajadores.

Segundo a ONU, os progressos no combate à sida foram mais importantes nos países e regiões que mais investiram financeiramente, como foi o caso na África Oriental e Austral, onde as novas contaminações diminuíram 57% desde 2010.

As Nações Unidas referem nomeadamente que países como o Botsuana, Essuatíni, Ruanda, Tanzânia e Zimbabué já atingiram os chamados objectivos "95-95-95", ou seja 95% das pessoas que vivem com o HIV conhecem o seu estado serológico, 95% dessas pessoas seguem um tratamento anti-retroviral e 95% das pessoas em tratamento têm uma carga viral igual a zero e, por conseguinte, não transmitem a doença.

Ainda segundo a ONU, 16 outros países, 8 dos quais na África subsariana, estão prestes a atingir este objectivo.

O número de pessoas em tratamento anti-retroviral no mundo passou de 7,7 milhões em 2010 para 29,8 milhões em 2022, enquanto as novas contaminações diminuíram 59% desde o seu pico em 1995.

Em 2022, a cada minuto ainda morria uma pessoa devido à Sida, e cerca de 9,2 milhões de pessoas continuam ainda sem tratamento, incluindo 660 mil crianças seropositivas.

Segundo a Onusida, vários obstáculos travam a eliminação desta ameaça à saúde pública, nomeadamente leis que discriminam populações de risco, mas também a diminuição de financiamentos para o combate efectivo à doença a nível global.

Depois de ter aumentado significativamente no início de 2010, no ano passado voltou ao mesmo nível de 2013, com cerca de 20 mil milhões de dólares disponíveis, ou seja 2,6% a menos do que em 2021 e muito menos do que os cerca de 29 mil milhões considerados necessários até 2025.  ANG/RFI

 

       Rússia/Altas patentes militares  detidas pelas autoridades de Moscovo

 Bissau,14 Jul 23 (ANG) – Altas patentes militares russas, incluindo o general Sergei Surovikin, ex-comandante das forças de Moscovo na Ucrânia, foram presas, no âmbito da rebelião do Grupo Wagner, informou hoje o Wall Street Journal (WSJ) citando fontes próximas do processo.

O general, que comandou as forças russas na Síria e depois na invasão da Ucrânia, iniciada em 24 de Fevereiro do ano passado, foi detido e interrogado, segundo as mesmas fontes, juntando-se a outras altas patentes que foram presas, suspensas ou demitidas.

Surovikin, conhecido como “General Armagedão” pelas campanhas de bombardeamentos que empreendeu na Síria, não era acusado de nenhum crime, mas estava a par alegadamente dos planos de rebelião do líder do grupo mercenário Wagner.

Yevgeny Prigozhin abandonou a Ucrânia, onde as suas tropas terão sido supostamente atacadas por forças russas, e, na noite de 23 para 24 de junho, os seus soldados tomaram sem resistência a cidade estratégica de Rostov (sul da Rússia), tendo depois empreendido uma marcha para Moscovo para depor as chefias militares, iniciativa travada apenas quando as suas colunas estavam a pouco mais de 200 quilómetros da capital, num acordo mediado pelo Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko.

A detenção de Surovikin, sem confirmação oficial e agora noticiada pelo WSJ, estará inserida numa campanha do Kremlin para afastar oficiais suspeitos de deslealdade.

Com o general, indicou o WSJ, pelo menos 13 altos oficiais foram detidos para interrogatório, tendo alguns deles sido libertados posteriormente, e cerca de 15 foram suspensos do serviço ou demitidos.

Nem o Kremlin nem o Ministério da Defesa da Rússia responderam aos pedidos de confirmação do jornal.
Andrei Kartapolov, líder do comité de defesa do parlamento russo, disse num vídeo que circulou nas redes sociais russas esta semana que Surovikin estava apenas a descansar e que não se encontrava “disponível”.

Segundo uma das fontes do jornal, o coronel-general Andrey Yudin e o vice-chefe da secreta militar, tenente-general Vladimir Alexeyev, também foram detidos e a seguir colocados em liberdade, após terem sido suspensos e os seus movimentos restringidos e sob observação.

Entre outras figuras detidas está o ex-coronel general Mikhail Mizintsev, que foi vice-ministro da Defesa, e conhecido como “o carniceiro de Mariupol”, e que ingressou no Grupo Wagner de Prigozhin.

Surovikin foi visto pela última vez num vídeo divulgado em 23 de junho, parecendo angustiado e com uma arma com na mão direita, enquanto pedia a Prigozhin e aos seus mercenários para cancelarem a sua rebelião.

Desde o final de junho, o Kremlin começou a desmantelar o Grupo Wagner, que tem tido um papel relevante na Ucrânia, responsável pela recente captura de cidade ucraniana de Bakhmut, na província de Donetsk (leste), e um instrumento de projeção de poder russo no Médio Oriente, em concreto na Síria, no continente africano. ANG/Inforpress/Lusa

 

Angola/Polícia afirma que recurso à força resulta de excessos dos manifestantes

Bissau, 14 Jul 23 (ANG) - O director de Segurança Pública da Polícia Nacional (PN), Orlando Bernardo, afirmou, esta sexta-feira, que a corporação tem um papel didáctico nas manifestações e o recurso ao uso da força acontece, de forma proporcional, quando está em causa a violação de outros direitos.


Segundo o oficial, que falava à ANGOP a propósito de uma  petição da Amnistia Internacional Portugal, para pôr fim ao suposto "uso da força excessiva, desproporcionada e letal pelas forças de segurança angolanas", essa acção da Polícia só acontece quando há excessos dos manifestantes.

Conforme a fonte, a Polícia não impede manifestações que estão consagradas na Lei, mas intervém quando as mesmas perigarem a ordem e a integridade dos cidadãos.

Segundo Orlando Bernardo, as forças de defesa e segurança têm o papel de repor a ordem pública, em caso de violação desta. "Do nosso lado, temos que ter em atenção a Lei e o dever de proteger as pessoas, os seus bens e o Estado de Direito e Democrático", afirmou. 

Nos termos da Lei angolana, o agente da PNA pode usar os meios coercivos de que dispõe, entre outras circunstâncias, para suster ou impedir atentados contra instalações do Estado, de utilidade pública, sociais, ou contra aeronave, navio, comboio, veículo de transporte colectivo de passageiros ou veículo de transporte de bens perigosos.

Nos últimos anos, Angola registou algumas manifestações ditas pacíficas, que resultaram em actos de arruaça e vandismo de bens públicos, por parte dos manifestantes, reprimidas pelas forças de defesa e segurança. ANG/RFI

 

quinta-feira, 13 de julho de 2023

Comunicação Social/ Bastonário da Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau lamenta fecho das emissões da RTP e RDP/África no país

Bissau, 13 Jul 23 (ANG) – O Bastonário da Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau (OJGB),  António Nhaga  lamentou hoje o fecho das emissões da Rádio Televisão Portuguesa (RTP) e Rádio Difusão Portuguesa (RDP/África), que segundo diz,  “não abona em nada para a imagem do país”.

Em entrevista exclusiva concedida esta quinta-feira à ANG, António Nhaga sustentou que a liberdade de expressão é fundamental para o exercício democrático, acrescentando que não é benéfico para o país se os órgãos de comunicação social estão sendo fechados.

“Estou convencido de que tudo o que a Guiné-Bissau podia ganhar com a realização da Cimeira da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) está manchada. Porque, de fato, sair da realização da Cimeira da CEDEAO e Sessão Extraordinária da UEMOA digamos que ganhamos uma imagem, mas a seguir fecharmos a Rádio e a Televisão. Isso não abona para realização da democracia”, frisou.

O Governo guineense exigiu,  em comunicado, tornado público no passado dia, 09 do corrente mês, a reposição da verdade sobre  todas as injúrias, difamações e acusações, termologias que diz serem “levianamente proferidas” nos canais da RTP e RDP/África contra o Chefe de Estado  Umaro Sissoco Embaló, sob pena de tomar “medidas retificadoras”.

Na quarta-feira a noite , segundo uma fonte da RTP/Africa,  os dois serviços  de comunicação social portugueses receberam ordem de fecho das suas emissões. A fonte da RTP/Africa disse que foram-lhe dito que o fecho das duas emissões teria sido decidida   por “Ordem Superior”.

Para o Bastonário da Ordem de Jornalistas da Guiné-Bissau, a democracia exige liberdade de expressão, exige ainda ter órgãos de comunicação social onde as pessoas possam exprimir, e Nhaga salienta  que se uma pessoa exprimir num programa da RTP ou RDP isso não pode impedir o Presidente da República e nem ninguém de exercer as suas funções.

O fecho dos órgãos de comunicação social, de acordo com o Nhaga, não dignifica o Estado Democrático que se quer construir no país, e sobretudo órgãos internacionais, porque a decisão vai ter efeitos  na imagem externa do país.

António Nhaga sublinhou que nesse momento “quer queiramos ou não as pessoas vão dizer que não há democracia porque fecham rádios,  e questiona se a RDP e RTP/África não estão noutros países dos PALOP, e diz que estão, mas nunca são fechadas e que de fato, os Presidentes tomam medidas caso necessário.

Para o comunicólogo, esse tipo de decisões  pode comprometer as relações entre a Guiné-Bissau e Portugal.

 “ Portugal é um país que tem grande influência no mundo, é ouvido quendo cada vez que há problemas nos PALOP. Dizem que  é quem colonizou e conhece melhor as suas colónias. Não é por acaso que dissemos que tudo que é nosso que vai passar pelo plano internacional passa por Portugal”, salientou. 

António Nhaga adverte  que  Portugal pode ajudar o país a fazer corredores nas Nações Unidas, União Europeia, mas se houver mal-estar pode também bloquear, sustentando que o Portugal pode não fazer esse bloqueio direto, mas há tentáculos onde pode contornar e fazer o que quer.      

Lamentou ainda que no país as pessoas não têm a noção de que a imprensa é fundamental para a democracia e para a construção de boa imagem  de um país. ANG/DMG/ÂC//SG     

Comunicação Social/Diamantino Lopes considera “errada” a decisão do Governo de suspender o funcionamento da RTP e RDP-África no país

Bissau, 13 Jul 23 (ANG) – O sociólogo e analista político Diamantino Domingos Lopes considerou hoje de “errada e vazia”, a decisão tomada,quarta-feira, pelo  Governo, que ordena a suspensão das emissões  da Rádio Televisão Portuguêsa (RTP) e  da Rádio Difusão Portuguesa (RDP/África) no país.

Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias da Guiné (ANG), Diamantino Domingos Gomes começou por recordar que há alguns tempos, a“Reporter Sem Fronteiras” divulgou um artigo que retratava a subida da Guiné-Bissau para 14ª lugar no índice da Liberdade de imprensa de 2023, e diz que a referida notícia deixou satisfeito os atuais governantes, porque tudo parecia para o mundo fora, que a liberdade de imprensa na verdade funcionava na sua plenitude no país.

“Enquanto que na altura, os profissionais da comunicação social, viviam momentos difíceis, associados aos ataques contra os próprios profissionais do setor”, disse Diamantino Lopes.

Segundo o analista político, parece que o atual regime não aprendeu ainda com a lição expressa pelo povo nas legislativas  do dia 04 de Junho, e continuou a criar situações que não tem enquadramentos e nem fundamentos.

“A RTP e tanto a RDP-África são orgãos credíveis que há muitos anos no quadro de acordo que Portugal e a Guiné-Bissau rubricaram no domínio da comunicação social, têm funcionado sem interferir inclinadamente para qualquer formação partidária.  Qualquer órgão de comunicação social é livre de procurar e difundir informações que intender que é de interesse público, uma vez que não viola as regras diontologicos profissionais da classe”, disse o responsável.

Considerou por outro lado que, o encerramento das portas da RTP e RDP-África na Guiné-Bissau é só mais uma demonstração de  força do atual regime à siciedade guineense.

“Este regime sabe que recentemente foi derrotado nas urnas, e pretende criar situações, para dificultar o próximo governo , sabendo que a tomada de posse dos novos deputados da nação, está para breve, e o novo elenco governamental irá tomar posse seguidamente, sendo assim, o atual regime pretende criar situações que futuramente irá dificultar o próximo Governo”,sustentou o sociólogo e analista político.

Para Diamantino Domingos Lopes não é tarde reconsiderar da decisão que considera de “sem cabimento”, tomada pelo Governo, como forma de preservar a relação de velhos tempos, cultivada entre dois países irmãos, ordenando  a retomada das duas emissões  da comunicação social portuguesa no país, para o bem dos dois povos.

No passado dia 09 de Julho,o Governo guineense exigiu, em comunicado,  a reposição da verdade sobre  todas as “injúrias, difamações e acusações, termologias que diz serem “levianamente proferidas” pela RDP e RTP/África contra o Chefe de Estado  Umaro Sissoco Embaló, num debate televisivo, sob pena de tomar “medidas retificadoras”.

Segundo disse à ANG,  uma fonte da RTP/África, os dois serviços portugueses receberam a ordem de fecho das emissões, quarta-feira à noite.

A fonte acrescentou que ao querer saber  quem deu a ordem a resposta foi de que a decisão saiu de “Ordem Superior”. ANG/LLA/ÂC//SG        

Tribunal de Contas/Sindicato de base pede exoneração urgente do Presidente da instituição

Bissau, 13 Jul 23(ANG) – O  presidente do Sindicato de Base dos Funcionários do Tribunal de Contas  (TC) pede a exoneração urgente do Presidente desta instituição, para, alegadamente “salvaguardar a boa imagem da instituição  fiscalizadora das contas públicas guineense.

Foto funcionários de Tribunal de Contas

Alexandre Aliu Gomes falava em conferência de imprensa, realizada, quarta-feira, na qual denunciou  o que diz ser   “clima de mal-estar” que está a ser vivida nos últimos tempos, entre a Direção e o sindicato de base dos funcionários.

Aliu Gomes disse  que o  Presidente do Tribunal de Contas, Amadú Tidjane Baldé não reúne condições aceites para continuar a dirigir esta instituição.

Acusou Tidjane Baldé de estar a fazer nomeações ilegais de novos ingressos no lugar de um técnico com mais de sete  e de até 15  anos de exercício, além da falta de trasparência na gestão do  cofre da instituição, que compete ao  Secretário-geral, recentemente  exonerado da sua função, e substituido pela  secretária pessoal do Presidente do TC, que passou a gerir o cofre. 

“O atual Presidente não tem condições de continuar a dirigir esta instituição, porque se notarmos na cara dos funcionários, os seus espíritos demostram claramente que este não reúne as condições aceites, por isso, pedimos a sua exonoração, o mais rápido possível, como forma de salvaguardar a boa imagem desta casa ”, afirmou.

Os trabalhadores  do Tribunal de Contas estão em processo eleitoral para a renovação do mandato de Alexandre Aliu Gomes, visto que nenhum candidato adversário se apresentou.

 O vice-presidente da mesa de Assembleia-geral dos trabalhadores, Zaías José Ramalho instou  o Presidente do Tribunal de Contas a evitar interferências que possam favorecer  a legitimação de nova direção  do sindicato de base dos funcionários.

“ Quero só pedir ao Presidente que deixe de lado o processo eleitoral e quem vier a ser o vencedor deste embate que o chame no seu gabinete para conversar e para que possamos prosseguir, até porque ele não é parte neste processo eleitoral”, aconselhou.

 As eleições para a confirmação ou não do presidente cessante do sindicato de base dos trabalhadores do Tribunal de Contas deverão ocorrer na sexta-feira.

O Presidente do Tribunal de Contas prometera reagir esta quinta-feira às acusações de que é alvo.ANG/JD/ÂC//SG

                          Tragédia/Raio mata sete pessoas em Boé

Bissau,13 Jul 23(ANG) - Uma descarga elétrica(raio) matou sete pessoas e feriu 17 outras no último fim de semana, numa aldeia na linha fronteiriça com a Guiné Conacri, no Setor de Boé, regão de Gabu, leste do país.

Segundo uma fonte da Guarda Nacional, a ocorrência foi registada numa festa de casamento na localidade de “Porô” à mais de 60 quilómetros da povoação deTchetche.

As sete vítimas mortais terão sido atingidas pelo raio enquanto comiam em torno de uma tigela de aço ao som de música de uma coluna conectada a um telefone via Bluetooth. ANG/Rádio Jovem

  Genebra/ONU denuncia valas comuns com pelo menos 87 mortos no Darfur

Bissau, 13 Jul 23 (ANG) - Pelo menos 87 pessoas foram enterradas em duas valas comuns na região de Darfur, no Sudão, depois de mortos pelos paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF), anunciaram hoje as Nações Unidas.

"Os habitantes locais foram obrigados a desfazer-se dos corpos em valas comuns
, negando aos mortos um enterro decente num dos cemitérios da cidade", diz a ONU num comunicado emitido hoje a partir de Genebra.

Segundo a mesma fonte, 87 pessoas de etnia Masalit, incluindo sete mulheres e sete crianças foram enterradas em duas valas comuns, depois de terem sido mortas em junho pelas RSF e pelas milícias que apoiam este grupo paramilitar que tem combatido o exército desde que a violência eclodiu neste país africano, em 15 de abril.

"Condeno, nos termos mais fortes, a morte destes civis, e estou ainda mais chocado pela maneira desrespeitosa como os mortos, juntamente com as suas famílias e comunidades, foram tratados", disse o alto-comissário para os Direitos Humanos, Volker Türk, citado no comunicado.

"Tem de haver uma investigação independente, rápida e exaustiva a estas mortes, e os mandantes têm de ser responsabilizados", acrescentou.

De acordo com os relatos recolhidos pela ONU, que os considera credíveis, os corpos dos combatentes mortos são deixados nas ruas e os familiares são proibidos de os recolher pelas RSF, por vezes durante mais de uma semana, ao mesmo tempo que os feridos são impedidos de receber assistência médica.

As regras humanitárias internacionais e de direitos humanos definem que todas as partes num conflito têm de garantir que os feridos recebem assistência médica, lembra a ONU, concluindo que a liderança das RSF tem de imediata e inequivocamente condenar e parar a matança de pessoas, a violência e o discurso de ódio com base na sua etnicidade.

O conflito no Sudão, marcado por intensa ferocidade e acentuar da crise humanitária na região, iniciou-se em 15 de abril e opõe o exército regular, liderado pelo “homem forte” do país, general Abdel Fattah al-Burhan, ao grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês), comandado pelo também general Mohamed Hamdane Daglo.

O conflito fez, até agora, mais de 1.100 mortos, segundo o Ministério da Saúde sudanês, mas os números reais podem ser muito mais elevados, dada a violência intercomunitária desencadeada nas regiões do Darfur e do Cordofão.

De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de 2,9 milhões de pessoas foram deslocadas, incluindo cerca de 700.000 que fugiram para países vizinhos. ANG/Lusa

 


    Guerra
/Rússia vai considerar presença de F-16 ameaça de âmbito nuclear

 Bissau,13 Jul 23 (ANG) - O ministro dos Negócios Estrangeiros russo advertiu hoje que a Rússia considerará uma ameaça de âmbito nuclear a presença na Ucrânia de caças F-16, provavelmente no final do primeiro trimestre de 2024.

"Informámos as potências nucleares dos Estados Unidos, do Reino Unido e da França que a Rússia não pode ignorar a capacidade destes aviões para transportar armas nucleares. Não há garantias que ajudem", declarou Sergei Lavrov, numa entrevista ao diário Lenta.ru.

Lavrov advertiu que, em plena guerra, os militares russos não determinarão se cada avião F-16 está ou não equipado para transportar armas nucleares.

"O próprio facto de existirem tais sistemas nas Forças Armadas ucranianas será considerado por nós como uma ameaça do Ocidente na esfera nuclear", sublinhou o ministro.

Na terça-feira, 11 países parceiros ucranianos assinaram um memorando que define as condições de formação dos pilotos ucranianos nos caças F-16.

"Os F-16 protegerão os céus da Ucrânia e o flanco oriental da NATO. A força aérea ucraniana está pronta para os dominar o mais rapidamente possível", afirmou o ministro da Defesa ucraniano, Oleksy Reznikov.

A formação, que vai durar entre seis a oito meses, começa no final do verão - agosto ou início de setembro - e os primeiros caças F-16 ocidentais são entregues a Kiev no final do primeiro trimestre de 2024, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano. ANG/Lusa