sexta-feira, 17 de abril de 2026

Médio Oriente/Líbano acusa Israel de violar cessar-fogo horas após trégua na guerra com Hezbollah

Bissau, 17 Abr (ANG) - O Líbano acusou Israel nesta sexta-feira (17) de violar o cessar-fogo de dez dias iniciado na véspera, após semanas de guerra com o Hezbollah que deixaram mais de 2.000 mortos e cerca de 1 milhão de deslocados.

 O acordo, anunciado por Donald Trump e em vigor desde quinta-feira (16), já dava sinais de fragilidade horas após começar.

 Emmanuel Macron alertou que a trégua “possa já estar sendo enfraquecida”, enquanto moradores retornam a áreas devastadas no sul do país e na periferia de Beirute.

A acusação do Líbano de que Israel violou um cessar-fogo recém-iniciado no sul do país tornou-se o eixo central de uma situação altamente volátil, marcada por desconfiança imediata, denúncias cruzadas eum contexto regional mais amplo de gerra envolvendo também o Irã e os estados Unidos.

O Hezbollah libanês disse nesta sexta-feira (17) estar “com o dedo no gatilho” em caso de violações israelenses.

O cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Líbano entrou em vigor à meia-noite desta sexta-feira, após ter sido anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A trégua foi estabelecida depois de mais um dia de confrontos intensos entre o exército israelense e o Hezbollah, grupo xiita libanês apoiado pelo Irã, com combates que se estenderam até os últimos minutos antes do início oficial do acordo.

Poucas horas após a entrada em vigor do cessar-fogo, o exército libanês afirmou que Israel já havia cometido “várias violações do acordo” no sul do país. A denúncia indica que o entendimento começou a se deteriorar quase imediatamente, colocando em dúvida sua efetividade prática.

A preocupação com essa fragilidade foi expressa também no plano internacional. O presidente francês Emmanuel macron declarou sua “preocupação” de que o cessar-fogo entre o Hezbollah e Israel, conforme anunciado na véspera por Donald Trump, “possa já estar sendo enfraquecido pela continuidade de operações militares”.

Macron também fez um apelo direto às partes envolvidas: “Peço segurança para as populações civis dos dois lados da fronteira entre o Líbano e Israel.

 O Hezbollah deve abandonar as armas. Israel deve respeitar a soberania libanesa e encerrar a guerra”.

O alerta francês se soma às tensões já evidentes no terreno. Mesmo com a trégua em vigor, a dinâmica militar não cessou de forma clara.

Até os últimos momentos antes do início do cessar-fogo, o Hezbollah continuava reivindicando ataques contra o norte de Israel e contra o exército israelense em território libanês, o que evidencia o nível de hostilidade persistente entre as partes.

No plano local, o impacto humano da guerra é imediato e visível. Moradores do sul do Líbano e da periferia sul de Beirute começaram a retornar para suas casas devastadas.

Em meio à destruição, alguns expressam alívio e até senso de resistência. “Felizmente, estamos voltando para casa e somos vitoriosos apesar dos bombardeios”, afirmou Mohammad Abou Raya, de 35 anos.

Ele também ressaltou o apego ao território, mesmo diante das perdas materiais: “Mesmo que não encontremos nossas casas, o importante é voltar para nossa terra”.

Na periferia sul de Beirute, uma das áreas mais atingidas pelos bombardeios israelenses, o cenário é de destruição generalizada. Muitos prédios foram reduzidos a escombros, e moradores voltam para avaliar os danos após semanas de deslocamento.

“Íamos todos os dias para um lugar diferente, porque não conseguimos vaga em um abrigo”, relatou Insaf Ezzeddine, que retornava de moto com o marido e a filha.

Ao descrever a situação de sua casa, ela afirmou: “Nossa casa foi muito danificada pelos ataques, mas graças a Deus houve o cessar-fogo e espero que a guerra acabe”.

Apesar do início da trégua, a população civil retorna mesmo diante de alertas das forças israelenses, que pediram que moradores evitassem voltar a áreas ao sul do rio Litani, afirmando manter presença na zona de fronteira.

Essa discrepância entre orientações militares e decisões da população revela tanto a urgência humanitária quanto a fragilidade do controle sobre o território.

O contexto em que o cessar-fogo foi firmado ajuda a explicar sua instabilidade.

O acordo ocorre após cerca de um mês e meio de conflito direto entre Israel e o Hezbollah, que deixou mais de 2.000 mortos no lado libanês, segundo autoridades de saúde. Além disso, aproximadamente um milhão de pessoas — cerca de um quinto da população do país — foram deslocadas, de acordo com dados das Nações Unidas.

Esse conflito, por sua vez, está inserido em uma crise regional mais ampla. O Líbano foi arrastado para a guerra no início de Março, quando o Hezbollah passou a atacar Israel em apoio ao Irã, após uma ofensiva israelense-americana contra território iraniano no fim de Fevereiro.

Nesse cenário, o cessar-fogo também tem uma dimensão diplomática estratégica. A trégua foi uma das condições estabelecidas por Teerã para dar continuidade às negociações com os Estados Unidos, com o objetivo de alcançar um fim duradouro para o conflito regional.

No plano político, as reações ao acordo revelam tanto apoio quanto condicionantes importantes. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou o cessar-fogo como uma oportunidade de “paz histórica”, ao mesmo tempo em que reiterou a exigência de desarmamento do Hezbollah como condição prévia.

Do lado do grupo libanês, a adesão ao acordo também não é incondicional. O deputado Ibrahim Moussaoui afirmou que o Hezbollah respeitaria a trégua “desde que haja uma interrupção total das hostilidades contra nós e que Israel não se aproveite disso para realizar assassinatos”.

Enquanto isso, os esforços diplomáticos continuam. Donald Trump afirmou ter conversado com o presidente do Líbano, Joseph Aoun, e com Benjamin Netanyahu, declarando que Israel e o Líbano haviam concordado com um cessar-fogo de dez dias.

No entanto, segundo as informações disponíveis, o presidente libanês recusou-se a manter diálogo direto com o primeiro-ministro .

Paralelamente, seguem as negociações mais amplas envolvendo Estados Unidos e Irã, com mediação do Paquistão.

Uma primeira rodada de conversas realizada em Islamabad não resultou em acordo, mas novas tratativas estão em preparação. Trump declarou ainda que os dois países estão “muito próximos” de um entendimento e afirmou que Teerã teria aceitado ceder seu urânio enriquecido — informação que não foi confirmada imediatamente pelo governo iraniano.

Diante desse quadro, a acusação do Líbano de violações israelenses ao cessar-fogo não apenas coloca em xeque a eficácia imediata da trégua, como também levanta dúvidas sobre a viabilidade de avanços diplomáticos mais amplos.

 A manutenção ou o colapso desse acordo de dez dias pode ter implicações diretas não só para a população civil afetada, mas também para o equilíbrio estratégico de toda a região. ANG/RFI/AFP

 

Marrocos/ Governo propõe estabelecimento de mecanismos africanos de monitoramento para enfrentar desafios da IA

Bissau, 17 Abr 26 (ANG) – O Ministro das Relações Exteriores de Marrocos, Nasser Bourita, propôs o estabelecimento de mecanismos africanos de monitoramento, alerta e resposta rápida para enfrentar os desafios da Inteligência Artificial (IA), particularmente a manipulação da informação, além de desenvolver sistemas para detectar discursos de ódio e gerenciar crises de informação.

Em discurso por videoconferência na quinta-feira, durante a Reunião Ministerial do Conselho de Paz e Segurança (CPS) da União Africana sobre Inteligência Artificial e suas implicações para a governança, a paz e a segurança na África, o Sr. Bourita indicou que isso também envolve o fortalecimento das capacidades humanas africanas em profissões de IA, bem como o desenvolvimento de estruturas para o engajamento com plataformas digitais e o desenvolvimento de soluções africanas de IA dedicadas à prevenção de conflitos e ao apoio a operações de paz, enfatizando o compromisso de Marrocos com a IA a serviço da paz, da segurança e do desenvolvimento sustentável na África.

Ao abordar as transformações provocadas pela IA, ele chamou a atenção para três grandes preocupações relacionadas à "governança", marcadas pelos desafios impostos pela proliferação de conteúdo manipulado e campanhas de desinformação que podem influenciar os processos democráticos e minar a confiança nas instituições.

Também aborda a "conflitualidade", caracterizada pelo uso crescente da IA ​​na dinâmica de conflitos, particularmente por meio da disseminação de discursos de ódio e da manipulação direcionada de opiniões, exacerbando tensões, e a "manutenção da paz", em um contexto de crescente complexidade dos ambientes operacionais ligados à multiplicação de fontes de informação e ao surgimento de ameaças híbridas.

Além disso, o ministro afirmou que Marrocos está empenhado em fazer da IA ​​uma alavanca estratégica para a soberania, o desenvolvimento e a ação pública, acolhendo com satisfação iniciativas continentais ambiciosas, incluindo a criação de um Grupo Consultivo de IA, e reafirmando o total apoio do Reino às ações africanas destinadas a garantir o acesso equitativo e soberano a esta tecnologia.

Nesse mesmo sentido, o ministro mencionou os progressos do Reino na área da IA, reafirmando, nesta ocasião, o compromisso de Marrocos em apoiar as dinâmicas africanas em IA, com o objetivo de fomentar uma IA africana que seja soberana, responsável e resolutamente focada nos interesses dos povos do continente.


A participação de Marrocos neste evento ocorre após a realização, em 20 de março de 2025, sob a presidência marroquina, da primeira reunião ministerial do Conselho de Paz e Segurança (CPS) dedicada à IA. As recomendações dessa reunião representaram um progresso significativo, nomeadamente através da adoção da Declaração Africana sobre IA, que anunciou a criação de um Fundo Africano dedicado a esta tecnologia.ANG/Faapa

 

Caso Campo Rádio/ MOPHU diz que o espaço em causa no Bairro Militar não está sob sua tutela

Bissau, 17 Abr 26 (ANG) – O Ministério das Obras Publicas, Habitação e Urbanismo (MOPHU) declara que a área em causa no Bairro Militar não está sob sua tutela ou competência direta.

Segundo uma nota de imprensa do Gabinete de Comunicação do MOPHU, à que a ANG teve acesso, trata-se de um território sujeito á jurisdição exclusiva da Câmara Municipal de Bissau (CMB), nos termos da Lei Orgânica dos Municípios e da legislação urbanística vigente.

A nota faz-se saber que o MOPHU não participou, de forma alguma, nem direta ou indirectamente na conceção, aprovação, licenciamento ou execução do processo de loteamento deste terreno, nem nas decisões administrativas que o originaram.

“As competências em matéria de elaboração de planos pormenores urbanos, delimitações de lotes e atribuição de solos edificáveis no perímetro da cidade de Bissau são, por lei, atribuições exclusiva da CMB respeitando o Plano Geral Urbanístico de Bissau”, refere o documento.

O MOPHU considera que houve a veiculação de “informações imprecisas e destituídas de fundamento”, que podem gerar confusão indevida junto da opinião pública.

O MOPHU fez este esclarecimento na sequência de notícias divulgadas por vários órgãos de comunicação social, segundo as quais  o MOPHU está associado ao processo de loteamento no espaço da GUNE TELECOM no Bairro Militar.

Os moradores do Bairro Militar denunciaram no dia 16 de Abril, em conferência de imprensa, a alegada venda de um espaço pertencente à Guiné-Telecom, onde atualmente funcionam dois campos de futebol, muito utilizados pela comunidade.

Em conferência de imprensa, em nome dos moradores Lássana Bangura, presidente da Associação dos Pais e Encarregados da Educação da Guiné-Bissau, considera que a decisão poderá afastar dezenas de crianças da prática desportiva, num bairro onde os espaços de lazer são escassos.

A sua eventual venda representa, segundo os moradores, um golpe duro na dinâmica social do bairro.

Valdumar Tchongo, responsável pela Academia “Valusa”, diz que a medida pode destruir oportunidades para jovens talentos.

A Associação de Moradores e Amigos do Bairro Militar já reagiu com  insatisfação e promete continuar a lutar contra a possível venda do espaço, exigindo transparência e diálogo das autoridades. .ANG/JD/ÂC//SG

 

 

Economia/Governo de Transição prevê  realização de um Fórum económico este ano visando a atração de investimento estrangeiro

Bissau, 17 Abr 26 (ANG) – O Governo, através do Ministério da Economia Plano e Integração Regional prevê a realização, ainda este ano, de um Fórum Económico, para atração de investimento privado e promoção de  mais oportunidades de  negócios em áreas de infraestrutura e energia.

A revelação desta previsão foi feita  na página de Facebook do Ministério da Economia e Integração Regional(MEIR) e indica que resultou da participação das autoridades guineenses do sector da economia nas reuniões de primavera 2026, do FMI e BM, realizadas na semana passada nos estados Unidos de América, cuja delegação guineense foi chefiada pelo  Primeiro-ministro e ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té

Segundo essa comunicação do MEIR nestes  encontros o Governo reiterou o  compromisso com a estabilidade macroeconómica, apesar dos choques externos, tendo recebido da parte do  Banco Mundial garantias  de disponibilização de  financiamento e assistência técnica para enfrentar eventuais crises.

A publicação do MEIR destacou como outros resultados da missão  a consolidação das relações com as instituições de Bretton Woods, traduzida pelo anúncio da retoma plena das operações do Banco Mundial, após o levantamento da suspensão de financiamento dos programas em curso nas Guiné-Bissau, e a conclusão positiva da nona e décima avaliação do programa do FMI ao abrigo da Facilidade de Crédito Alargado (ECF).

A agenda da missão a Washington incluiu  reuniões bilaterais centradas na avaliação de projetos em curso e na preparação de novas iniciativas, bem como discussões sobre o futuro Acordo de Parceria País, alinhado com o Plano Nacional de Desenvolvimento 2026-2035.

A Visão Estratégica do Governo para a aplicação dos desembolsos  resultantes dessa cooperação com o banco Mundial e FMI    assenta no desenvolvimento do capital humano , agricultura, infraestruturas e do sector privado.

 “O país reúne condições para se afirmar como destino atrativo de investimento estrangeiro”, refere a publicação do MEIR.  ANG/LPG/ÂC//SG



Caso Campo Rádio/”Pretendemos vender parte do terreno  para satisfazer parte da dívida social que a empresa tem com os trabalhadores”, diz PCA da Guiné Telecom

Bissau, 17 Abr 26(ANG) – O Presidente do Conselho de Administração da Guiné Telecom disse  que estão em curso o processo de venda de parte do terreno do Campo Rádio, sito no Bairro Militar, que constitui o seu património, para satisfazer parte de dívida social que a empresa tem com os trabalhadores.

João António Mendes falava hoje, em conferência de imprensa, de esclarecimento  à opinião pública sobre as ondas de reivindicações dos moradores do Bairro Militar, que alegam estarem a ser desprovidos de um espaço onde os jovens praticam o futebol.

“É de conhecimento público que a empresa Guiné Telecom entrou em falência técnica desde  2014”,disse João António Mendes.

Acrescentou que, em 2019, depois de um estudo realizado com financiamento do Banco Mundial foram  produzidas recomendações  que aconselham ao Governo a proceder a rescisão de contrato com os trabalhadores de forma a evitar a acumulação contínua de dívidas relativas a  salários.

“O Governo chegou a um acordo com a administração da Guiné Telecom e posteriormente com os Sindicatos, tanto da Guiné Telecom como da Guiné Tel visando proceder a rescisão de contratos, através de um processo de despedimentos”, disse.

Segundo aquele responsável, o processo foi levado a cabo a partir de Dezembro de 2019 e  na altura o Executivo não tinha condições financeiras para pagar a totalidade das dívidas que a empresa contraiu com os trabalhadores, nomeadamente uma parte de dívida salarial, segurança social, indemnização de despedimentos de trabalhadores entre outras.

“Iniciamos as negociações em 2019 e tendo em conta as dificuldades financeiras do Governo so se conseguiu o pagamento de uma parte da dívida salarial e o  remanescente da dívida ficou por pagar posteriormente, mas  até hoje o Governo não conseguiu honrar essa promessa”, frisou.

O PCA da Guiné Telecom disse que a situação terá provocado o  agravamento da situação dos trabalhadores, em termos de saúde e  relações familiares, devido a falta de rendimento económico.

“Entretanto, o Conselho de Administração juntamente com  sucessivos Governos tentou buscar várias soluções para a resolução do problema, dentre os quais crédito junto de bancos comerciais, infelizmente não foi possível e entabulamos contactos junto dos Governos para ver a possibilidade de desbloquear outros fundos, mas, também não foi possível”, sublinhou.

Em 2024, de acordo com João António Mendes, a administração da empresa fez uma sugestão ao Governo para lhe deixar vender uma parte do terreno, seu património, para a resolução dos problemas dos trabalhadores, visto que  as suas situações estão a tornar cada vez mais difíceis.

“Foi realizada uma Assembleia Geral da empresa em Março de 2024, em que  o Governo esteve representado e  foi nesse reunião que se tomou a decisão de venda da parte desse terreno ”, afirmou.

Acrescentou  que em  2025, o Governo reunido em Conselho de Ministros deu anuência à Administração da Guiné Telecom para a venda de parte do referido terreno.

Aquela responsável disse que a administração da Guiné-Telecom  decide reservar parte do terreno  para a prática de desporto(futebol) desde  2025.

“E a partir daí a Administração tem toda a liberdade e legitimidade de proceder com as orientações que recebeu. E dai contactou a Câmara Municipal de Bissau (CMB) para lhe apresentar os trabalhos topográficos que pretende fazer dentre os quais a salvaguarda de um espaço para a prática desportiva concretamente futebol 11.

António Mendes disse  que os trabalhos da CMB , em curso, apesar de dificuldades impostas pelos moradores que deitaram lixos no espaço, se encontram na fase de implementação do plano urbanístico.

“Foi daí que surgiram as revindicações dos moradores
 com alegações de que l  o terreno onde os jovens praticam futebol está a ser vendido”, disse o PCA da Guiné-Telecom João António Mendes.ANG/ÂC//SG

Desporto/Sporting CGB recebe FC Pelundo na abertura da 14ª Jornada do campeonato Nacional da primeira divisão

Bissau, 17 Abr 26(ANG) - A Liga Guineense de Clubes de Futebol agendou para esta sexta-feira (17-04) os jogos  da 14ª jornada do Campeonato Nacional da Primeira Liga.

A partida inicial terá lugar  no sintético do Estádio Lino Correia, e porá frente à frete as formações do Sporting CGB e do FC Pelundo.

Ainda no sábado haverá jogos entre SB Benfica e o TF São Domingos, Cacine FC Cuntum, Mansoa Cupelum FC, FC Cumura vai receber no seu campo Hafia FC Bafatá e a UDIB recebe no Estádio Lino Correia o  Flamengo de Pefine.

No domingo, haverá dois jogos: Estivadores dos Portos de Bissau recebe a visita do FC Canchungo. As duas equipas têm igualdade pontual, 25  cada, e o Nhacrá deve medir forças com o CDR Gabu.

Todos os jogos desta 14ª jornada estão agendados para as 16h30, exceto o jogo entre UDIB e Flamengo de Pefine, que começará às 19h30 no sábado, também no Estádio Lino Correia.

Eis a tabela classificativa:

1

CUPELUM FC  -  28 pontos

2

FC CANCHUNGO- 25 pontos

3

PORTOS DE BISSAU -25 pontos

4

HÁFIA DE BAFATÁ- 20 pontos

5

CDR GABÚ- 20 pontos

6

MASSAF CACINE- 20 pontos

7

SB BENFICA – 20 pontos

8

SPORTING CGB – 19 pontos

9

BAL. DE MANSÔA-19 pontos

10

FC CUMURA – 18 pontos

11

UDIB – 15 pontos

12

FC PELUNDO – 15 pontos

13

FC CUNTUM – 14 pontos

14

AR. DE NHACRA – 12 pontos

15

TF SÃO DOMINGOS . 10 pontos

16

FLAM. DE PEFINE- 09 pontos


ANG/RSM

 

    Diplomacia/Guiné-Bissau e Áustria preveem reforço de cooperação bilateral

 Bissau, 17 Abr 26(ANG) – O ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, João Bernardo Vieira foi convidado a visitar a Áustria pela sua homóloga deste país, Beate Meinl-Reisigner numa data a indicar por via diplomática.

Segundo uma Nota do Ministério guineense dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, o convite foi formulado no encontro entre os dois governantes, realizado à margem dos trabalhos do V Fórum Diplomático de Antalya, que decorre em Antalya, na Turquia, de 17 à 19 deste mês.

Bernardo Vieira e Meinl-Reisigner, ministra Federal Europeia e dos Negócios Estrangeiros da Áustria analisaram, nesse encontro, as possibilidades de colaboração em áreas estratégicas, que, diz a nota, correspondem as prioridades nacionais da Guiné-Bissau em matéria de formação profissional.

Para João Bernardo Vieira  o encontro representa uma oportunidade concreta para transformar desafios em soluções, reforçando, nomeadamente, a  capacidade institucional .

A ministra austríaca, por sua vez justifica o convite ao homólogo guineense com a necessidade de aprofundamento dos laços diplomáticos e de abertura de novas oportunidades de cooperação bilateral. ANG/ÂC//SG

                      China Popular/PIB  cresce 5% no primeiro trimestre

Bissau, 17 Abr 26(ANG) - O Produto Interno Bruto (PIB) da República Popular da China cresceu cinco por cento, no primeiro trimestre de 2026, e representa 0,5 ponto percentual mais rápido que o do quarto trimestre de 2025, segundo dados do Departamento Nacional de Estatísticas (DNE), divulgados na quinta-feira.

O PIB do país atingiu 33,4 trilhões de yuans (cerca de US$ 4,87 trilhões) durante esse período, indicam  os dados do DNE.

De acordo com DNE, no primeiro trimestre, o crescimento da produção e da oferta acelerou, a demanda do mercado continuou a melhorar, o emprego foi geralmente estável, os preços de mercado aumentaram moderadamente e o desenvolvimento de alta qualidade avançou com novo e positivo impulso.

"A economia nacional começou bem, com o desenvolvimento demonstrando maior resiliência e vitalidade”, indicam os dados da DNE.

As autoridades chinesas traçaram como meta para este ano o crescimento entre 4,5 e 5%. ANG/Xinhua

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Desporto-futebol/Primeira eliminatória da Taça da Guiné 2025/2026 agendada para sábado

Bissau, 16 Abr 26(ANG) - A Federação de Futebol da Guiné-Bissau(FFGB), agendou para  sábado  todos os jogos da primeira eliminatória da Taça de Guiné, referente à época 2025/2026.

Esta fase inicial será marcada exclusivamente por duelos entre equipas da segunda divisão, que, além de lutarem para a subida à principal Liga, entram também em campo com o objetivo de garantir um lugar na próxima fase da competição.

Jogos da primeira eliminatória:

Ajuda Sport Clube vs GDR Quelelé

UDR Ondame vs EN Bissau

FC Bubaque vs Fidjus di Bideras

FC Safim vs MEPA GB

FC Quinara vs EN Bolama

Djata FC Fulacunda vs FC Buba

FC Cantanhez vs FC Tombali

FC Bambadinca vs SC Pitche

CDR Farim vs SC Bafatá

ADR Mansabá vs Académico de Ingoré

NTFC Bula vs Binar FC

VFC Cacheu vs Atlético de Bissorã

O FC Pelundo, vencedor da edição 2024/2025, entra apenas na segunda eliminatória da competição. ANG/Fut245

 

Política/Ministério da Administração Pública e OIM defendem necessidade de reforço de cooperação nas áreas de formação profissional

Bissau 16 Abr 26 (ANG) –A Ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social(MAPTSS) e a chefe da missão da  Organização Internacional para as Migrações (OIM), que se encontra de visita ao país,  reafirmaram, quarta-feira, o compromisso de reforçar a cooperação para a  implementação de iniciativas que contribuam para o desenvolvimento socioeconómico e a valorização do capital humano nacional.

A revelação foi feita através de uma  Nota do Gabinete de Comunicação do MAPTSS, à que a ANG teve hoje acesso.

Assucénia Donate de Barros e Aissata Kane analisaram, no âmbito de um encontro de trabalho realizado quarta-feira, em Bissau, os projectos que a OIM pretende desenvolver na Guiné-Bissau, com destaque para as áreas de formação profissional e promoção do emprego para a juventude.

Na ocasião, a ministra, sublinhou a importância da realização de um estudo aprofundado sobre a dinâmica do mercado de trabalho nacional, bem como a definição de políticas estratégicas orientadas para a retenção dos jovens no país.

Donate de Barros ainda manifestou à delegação da OIM a sua preocupação sobre a a crescente migração laboral e a necessidade de haver   respostas estruturadas e sustentáveis para esse fenómeno. ANG/MSC/ÂC//SG

 

 

Saúde/ Ministro da Defesa Nacional inaugura Unidade de Despistagem de doenças infeciosas  no Estado-maior da Força Aérea, em Bissau

Bissau,16 Abr 26 (ANG) – O ministro da Defesa Nacional, Major-general Steve Lássana Massa Ly inaugurou,  quarta-feira, uma Unidade de Despistagem e Monitoramento de Doenças Infeciosas, no Estado-maior da Força Aérea, em Bissau, visando fortalecer a resiliência sanitária no setor da defesa.

A infraestrutura reabilitada e equipada com equipamentos modernos para garantir diagnósticos rápidos e monitoramento eficaz, foi financiada pelo governo da Guiné-Bissau, através do Programa de Investimento Público (PIP).

Na ocasião, Steve   Massa Ly afirmou que a defesa da Nação não é apenas pelo poder das suas armas, mas também pela sua capacidade do controlo da saúde dos seus militares.

“A defesa de uma nação não é apenas pelo poder das suas armas, mas também pela capacidade do Estado de proteger a saúde daqueles que velam pela segurança coletiva. Pois um soldado enfraquecido pela doença não pode cumprir a sua missão,” sublinhou o titular da pasta da Defesa.

Aos   profissionais da saúde militar e civis o ministro exigiu “rigor absoluto”.

“Esta unidade não é um posto de trabalho comum é um posto de combate sanitário.  Não há margem para improvisos e não há espaço para negligência”, advertiu o Major-general  Massa Ly.

O governante disse que o governo está empenhado na modernização do  setor da saúde militar no quadro da nova visão de reestruturação das Forças Armadas.

O Tenente-coronel e coordenadora executiva do Programa de Saúde Militar, Bonina Correia Mango, destacou que o  projeto de Despistagem e Monitoramento de Doenças Infeciosas nos quartéis  nasceu para fortalecer  a resiliência sanitária no sector da Defesa Nacional.

“No contexto militar a saúde é uma componente que reflete diretamente da nossa operacionalidade, um soldado saudável é um soldado pronto para a defesa nacional”, afirmou Tenente-coronel Bonina Correia Mango.

A cerimónia contou com a presença do Vice-Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas, Major-general Samuel Fernandes, em representação do Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas. ANG/LPG/ÂC//SG

 

Quénia/Vacinação em África evitou cerca de 19,5 milhões de mortes em 24 anos - OMS

 

Bissau, 16 Abr 26(ANG) - Os programas de vacinação em África evitaram cerca de 19,5 milhões de mortes relacionadas com o sarampo desde o ano 2000, segundo dados apresentados hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

O relatório realizado pela OMS e pela Gavi (Aliança para as Vacinas), que abrangeu 24 anos de dados, destacou que o aumento da cobertura não só salvou a vida de milhões de pessoas face ao sarampo, como permitiu proteger mais de 500 milhões de crianças através dos sistemas de imunização sistemática.

 

Só em 2024, a vacinação evitou 1,9 milhões de mortes na região, dos quais 42% são atribuídos diretamente à luta contra o sarampo.

"África alcançou um progresso notável em menos de uma geração, ampliando a imunização e salvando milhões de vidas jovens", assinalou o diretor regional da OMS para África, o doutor Mohamed Janabi.

 

Segundo o especialista, a introdução de uma segunda dose da vacina em 44 países permitiu elevar a cobertura de 5% para 55% entre os anos 2000 e 2024, reduzindo a mortalidade por esta doença em metade no continente.

 

A investigação também indicou que as mortes por meningite caíram 39% e que a vacina contra a malária já foi introduzida em 25 países africanos.

 

Além disso, nações como Cabo Verde, Maurícia e Seychelles alcançaram em 2025 o "padrão de ouro" ao conseguirem a eliminação oficial do sarampo e da rubéola.

 

No entanto, a OMS advertiu que o progresso é desigual e abrandou após a pandemia da covid-19, em que aumentou o número de crianças "dose zero", ou seja aquelas que não receberam nenhuma vacina, das quais 80% se concentram em dez países do continente.

 

Por sua vez, a diretora executiva da Gavi, Sania Nishtar, recordou que a imunização deve ser uma "prioridade política" para garantir que as vacinas cheguem aos contextos mais frágeis e remotos.

 

O rápido crescimento demográfico, a debilidade dos sistemas sanitários e o impacto das alterações climáticas são os principais obstáculos para alcançar o objetivo de 90% de cobertura fixado na Agenda de Imunização 2030.

 

Esta agenda aspira a que a maioria da população conte com a terceira dose da vacina contra a difteria, o tétano e a tosse convulsa; a terceira dose da vacina pneumocócica conjugada; a segunda dose da vacina contra o sarampo e uma dose da vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV). ANG/Inforpress