terça-feira, 11 de agosto de 2026

Olimpíadas de Ciência Nuclear/ China conquista medalha de ouro e três de pratas em sua estreia no evento

Bissau,11 ago 26 (ANG)  -- A China conquistou uma medalha de ouro e três de prata na terceira edição da Olimpíada Internacional de Ciência Nuclear (INSO), na sigla em inglês), realizada recentemente em Jidda , marcando a estreia do país na competição.

A equipe chinesa composta por quatro elementos, se classificou entre os países com  melhor desempenho.

O evento com duração de oito dias, reuniu equipes de 19 países e incluiu provas teóricas e experimentais abrangendo assuntos como a física nuclear, radioprotecção e combustível nuclear, entre outros.

O representante do comité organizador, Talal Alrashidi elogiou a participação da China, e destacou  que os estudantes tiveram um desempenho excepcional e demonstraram o espírito positivo da juventude chinesa.

O medalhista de ouro Liu Siqi, estudante do campus Wangjing da Escola de Ensino Médio nº 80 de Beijing, disse que competir com jovens brilhantes de todo o mundo “fortaleceu a sua determinação de estudar muito e alcançar novos patamares na ciência”.

“Continuaremos fortalecendo a popularização da ciência nuclear e incentivando mais jovens talentosos a conhecer, compreender e participar da área nuclear”, disse Wang Peng, chefe da delegação chinesa, vice-economista-chefe do Instituto de Estratégia da Indústria Nuclear da China e presidente da Editora de Energia Atômica da China.

Lançada em 2024 com o apoio da Agência Internacional de Energia Atómica, a INSO é a primeira olimpíada juvenil do mundo dedicada à ciência nuclear, com o objetivo de estimular o interesse dos jovens pela área e promover intercâmbios internacionais. ANG/Xinhua

Rússia/Dependência de soldados norte-coreanos revela crise no recrutamento militar

Bissau, 11 Ago 26 (ANG) - O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou no domingo (9) que até 50 mil soldados norte-coreanos teriam sido mobilizados para lutar ao lado da Rússia, aliada histórica de Pyongyang.

Para uma especialista ouvida pela RFI, o recrutamento maciço de combatentes estrangeiros revela a dificuldade de Moscou em contar com seus próprios efetivos na Ucrânia.

Zelensky não explicou como obteve esse número, muito superior à estimativa de 30 mil feita em Julho.

No entanto, a revelação expõe os entraves que impedem o avanço do Exército russo na linha de frente, avalia Marie Mendras, professora de Relações Internacionais na universidade Sciences Po de Paris. 

"As necessidades são crescentes, caso o Kremlin queira manter a guerra no terreno – ou seja, lançar novas ofensivas. O Exército russo não consegue mobilizar as centenas de milhares de homens de que precisaria para retomar uma ofensiva na Ucrânia", avalia.

O presidente russo, Vladimir Putin, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, assinaram um tratado de parceria estratégica em Junho de 2024. O pacto prevê uma cláusula de assistência mútua em caso de agressão externa contra um ou outro dos dois países.

No mesmo ano, Pyongyang enviou cerca de 14 mil soldados para a região russa de Kursk, ajudando Moscou a repelir uma importante incursão das forças ucranianas na área.

Dois anos depois, a situação é diferente para a Rússia, avalia Mendras, com cerca de 1,5 milhão de soldados russos mortos, feridos ou impossibilitados de continuar combatendo. "No leste e no sudeste da Ucrânia o exército da Rússia não avança há vários meses e é até obrigado a recuar em alguns pontos.

Assim, a prioridade das forças russas parece ser manter as posições para evitar recuos maiores em território ucraniano", avalia.

A professora da Sciences Po também destaca as dificuldades da Rússia para recrutar soldados.

Oficialmente, uma mobilização lançada em Setembro de 2022 permite a Moscou manter uma convocação permanente. No entanto, os métodos do governo russo são controversos.

"O que eles fazem é lançar ‘operações especiais’ – como gostam de chamar – para recrutar homens, muitas vezes à força ou ameaçando suas famílias. E não está claro como esses recrutas, que não estão preparados e não têm vontade de ir para a linha de frente, poderiam ser realmente eficazes", diz Mendras.

Além disso, a especialista destaca que o exército russo enfrenta grandes problemas nos territórios ocupados, como a península da Crimeia e o leste da Ucrânia. Segundo ela, a ocupação vai mal e, diante das dificuldades, parte da população tenta deixar as zonas tomadas.

"As administrações desses territórios são marcadas pela corrupção, e seus militares são enviados sobretudo para a linha de frente. Isso significa que eles não estão mobilizados para garantir a gestão administrativa dessas localidades", observa. 

Por isso, avalia Mendras, o futuro da guerra na Ucrânia se concentrará nas trocas de mísseis, com uma possível multiplicação de lançamentos nas próximas semanas.

Kiev sofre com a falta crítica de sistemas avançados de defesa aérea, e Moscou tentará explorar essa vulnerabilidade utilizando um número crescente de projéteis balísticos, particularmente difíceis de interceptar. 

Nesta nova etapa do conflito, o exército russo dá sinais de que continuará contando com o apoio da Coreia do Norte.

Um responsável dos serviços de inteligência militar ucranianos declarou recentemente à agência Reuters que uma unidade de mísseis norte-coreana iniciou seu deslocamento para o oeste da Rússia e poderia estar equipada com 120 mísseis balísticos e seis lançadores para atingir a Ucrânia. 

Segundo fontes ucranianas e independentes, Pyongyang também teria fornecido a Moscou milhões de projéteis de artilharia e morteiros, mísseis balísticos, artefatos de longo alcance e sistemas de lançadores múltiplos de foguetes.

Nem o regime norte-coreano nem a Rússia confirmaram essas informações até o momento. ANG/RFI

 

Côte D`Ivoire/BAD prevê um crescimento de 4,6 por cento para África Ocidental

Bissau,11 Ago 26 (ANG) - O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) prevê um crescimento de 4,6% na África Ocidental em 2026, impulsionado por uma resiliência económica sustentada.

Em um relatório intitulado "Perspectivas Económicas Regionais", publicado em Abidjan, a instituição bancária pan-africana observa que "a África Ocidental demonstrou resiliência económica em 2025, registando um crescimento de 4,8%, acima da média continental de 4,4%, apesar das tensões geopolíticas, da insegurança em partes da região, da crescente fragmentação da economia global e da alta volatilidade nos mercados financeiros internacionais".

E o AfDB prosseguiu dizendo que a perspectiva para a região continua promissora, com um crescimento projetado de 4,6% em 2026, impulsionado pelo aumento do investimento privado, pela recuperação da demanda interna, pelo investimento contínuo em infraestrutura e pela expansão dos setores de petróleo, gás e mineração.

No entanto, as tensões geopolíticas persistentes, a inflação global sustentada, as crescentes vulnerabilidades relacionadas à dívida pública e o aperto das condições financeiras podem afetar essas perspectivas positivas, alerta o AfDB.

O relatório também mostra que a África Ocidental pode colmatar o seu défice anual de financiamento do desenvolvimento, estimado entre 90 e 100 mil milhões de dólares, através de uma maior mobilização de recursos internos, de uma gestão financeira pública mais robusta e de uma melhor canalização do capital local para investimentos produtivos.

O AfDB indica que as dificuldades de financiamento da região decorrem menos da escassez de capital do que da fragmentação e subutilização dos recursos financeiros existentes, defendendo reformas destinadas a mobilizar receitas internas, fortalecer a intermediação financeira e alavancar recursos locais de longo prazo necessários para a transformação estrutural que promova o crescimento inclusivo.

Além disso, o documento revela que a relação média entre impostos e PIB na África Ocidental tem sido de 9,9% nos últimos cinco anos, bem abaixo do critério de convergência de 20% da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA).

Segundo o relatório, essa situação limita a capacidade dos governos de financiar suas prioridades de desenvolvimento e fortalecer sua resiliência fiscal, observando que o fortalecimento da mobilização de recursos internos é essencial para ampliar o espaço fiscal e reduzir as restrições de financiamento.

Para enfrentar esses desafios, o relatório identifica quatro prioridades: ampliar a base tributária, melhorar a gestão das receitas provenientes de recursos naturais, formalizar as atividades económicas informais e direcionar as economias de planos de pensão e seguros para investimentos produtivos de longo prazo. ANG/Faapa

    

 

 

RDC/Quatro mil e trezentos e oitenta e um casos de Ébola confirmados incluindo 2.0011 mortes

Bissau, 11 Ago 26 (ANG) - A República Democrática do Congo (RDC) registou 4.381 casos confirmados de doença pelo vírus Ébola, incluindo 2.011 mortes, de acordo com os dados mais recentes divulgados nesta terça-feira pelas autoridades de saúde congolesas.

Com este novo relatório, a epidemia atual, que se espalhou por diversas regiões do país, está se aproximando daquela de 2018-2020, a mais mortal já registada na RDC, que causou quase 2.300 mortes em aproximadamente 3.500 casos registados.

A taxa de letalidade do surto atual, causado pelo vírus Bundibugyo, é de aproximadamente 45,9%, segundo dados das autoridades de saúde.

A epidemia, a 17ª registada na RDC, foi oficialmente declarada a 15 de maio, após a confirmação dos primeiros casos na província de Ituri. Desde então, espalhou-se por várias outras regiões do país.

Em Maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou este surto uma "emergência de saúde pública de interesse internacional", num contexto marcado, em particular, pelas dificuldades de acesso às áreas afetadas e pelos desafios de segurança no leste do país.

A OMS também recomendou a avaliação da vacina Ervebo, licenciada contra a cepa Zaire do vírus Ébola, em um ensaio clínico, na ausência de uma vacina especificamente aprovada contra o vírus Bundibugyo, que é a causa da epidemia atual.

Segundo especialistas da Organização, os numerosos dados já disponíveis, particularmente sobre a segurança da vacina Ervebo, permitem considerar a sua avaliação diretamente no âmbito de um ensaio clínico de fase 3, geralmente realizado em larga escala. ANG/Faapa

    

 

Irã/Repressão contra opositores se intensifica e ONG aponta mais  de 400 execuções em 2026

Bissau, 11 Ago 26 (ANG) - Desde o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de Fevereiro, as autoridades iranianas intensificam a repressão.

Fortalecido por sua resistência militar e cada vez mais inflexível, Teerã amplia o controle sobre a sociedade civil por meio de prisões, execuções e restrições às liberdades individuais.

Ao mesmo tempo, o regime islâmico impõe condições para a reabertura do Estreito de Ormuz, um dos requisitos impostos pelos Estados Unidos para o fim do conflito. 

A população iraniana é a principal vítima de uma crise que parece longe de uma solução.

O número de enforcamentos de opositores, manifestantes e presos políticos se multiplica.

A ONU denuncia 56 execuções desde o início do ano - uma situação que choca o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, que convocou, na semana passada, as autoridades iranianas a interromperem urgentemente todas as execuções e avançar rumo à abolição da pena de morte. 

Já a ONG Iran Human Rights, sediada na Noruega, em um balanço publicado no início deste mês, informa que o Irã executou pelo menos 444 prisioneiros entre Janeiro e o final de Julho.

 A entidade afirmou ainda ter recebido informações sobre mais de 400 execuções adicionais, que não puderam ser incluídas nos números oficiais por falta de verificação independente.

Encurralados entre pressão militar dos Estados Unidos e a repressão cada vez mais dura, os iranianos enfrentam um cotidiano marcado pelo medo dos bombardeios, pela inflação descontrolada, pelo desemprego e pela sensação de viver em uma guerra sem fim.

Embora parte da população tenha visto inicialmente os ataques americanos como uma oportunidade de enfraquecer a República Islâmica, muitos passaram a rejeitar o conflito à medida que os ataques atingiram a economia, a infraestrutura e a vida civil.

O país vive uma profunda crise social e psicológica.

Para especialistas, é inegável que o regime iraniano saiu fortalecido no confronto com Washington e utiliza o conflito para aprofundar ainda mais a repressão.

O Irã é cada vez mais agressivo no exterior e mais autoritário internamente, enquanto cresce o descontentamento de uma população que, segundo o jornal, não se sente representada pelo poder dos aiatolás. 

Os dirigentes iranianos conseguiram, até agora, manter o presidente americano, Donald Trump, em xeque. No entanto, a insatisfação popular cresce e focos de resistência e de desobediência civil resistem. 

Neste último balanço divulgado pela Iran Human Rights, o diretor da ONG, Mahmood Amiry-Moghaddam, faz um apelo para que a comunidade internacional conteste de forma "forte e coordenada" o uso da pena de morte pela República Islâmica.

 "Estamos profundamente preocupados que o conflito militar em curso entre a República Islâmica, os Estados Unidos e Israel seja usado para intensificar execuções sob o pretexto de segurança nacional", diz. 

O caso mais simbólico do aumento da repressão interna promovida pelo regime iraniano é o da fotojornalista Yalda Moaiery, condenada a 15 anos de prisão. Sob a acusação de colaborar com veículos estrangeiros, ela também foi proibida de exercer atividades profissionais e de usar redes sociais.

"Não fui autorizada a consultar meu dossiê para conhecer as peças processuais que fundamentam as acusações contra mim, explica ela ao jornal francês Le Monde.

“Mas, quando os responsáveis do tribunal o folhearam diante de mim, ele continha minhas fotografias e minhas entrevistas concedidas a veículos estrangeiros", contou ela ao jornal.

Yalda Moaiery pretende recorrer de sua condenação, embora não alimente esperanças. "Precisamos solicitar a realização de um novo julgamento, já que o primeiro ocorreu na minha ausência. Contudo, duvido que a condenação seja anulada.

Acho que, no fim das contas, eles provavelmente vão me fazer cumprir três ou quatro anos de prisão", explicou ao Le Monde.

Cerca de 100 artistas, cineastas e intelectuais foram convocados pelos serviços de segurança após criticarem a repressão. Em Teerã e em outras cidades, cafés, restaurantes e espaços frequentados por jovens foram fechados pelas autoridades, oficialmente por questões ligadas ao descumprimento das regras sobre o uso do véu islâmico.

Para a Iran Rights Watch, em um momento de negociações paralisadas com Washington e crise económica, o regime iraniano reforça o controle sobre a sociedade, temendo uma nova onda de contestação popular no país. Segundo a ONG, centenas de opositores do regime estão atualmente no corredor da morte no Irã. ANG/RFI

 


      Síria
/Ex-presidente Bashar al-Assad é condenado à pena de morte

Bissau, 11 Ago 26 (ANG) - O ex-presidente sírio Bashar al-Assad foi considerado culpado por um tribunal sírio de crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos durante a guerra civil no país.

Nesta terça-feira (11), ele foi condenado à morte à revelia, assim como seu irmão Maher al-Assad e vários ex-integrantes do alto escalão militar e de segurança do antigo regime.

Exilado na Rússia desde a queda de seu governo, em Dezembro de 2024, Assad foi julgado à revelia após fugir para Moscou com familiares e colaboradores próximos, enquanto forças rebeldes lideradas por grupos islamitas avançavam sobre Damasco.

O veredicto marca a primeira condenação imposta pelas autoridades de transição sírias a membros do regime deposto.

Em Damasco, o juiz Fakhr al-Din al-Aryan considerou o ex-presidente responsável por crimes contra a humanidade e crimes de guerra, incluindo assassinato premeditado, homicídio de crianças menores de 15 anos, tortura com resultado de morte e prisões arbitrárias. "Portanto, ele está condenado à morte", declarou o magistrado ao anunciar a sentença.

Além de Assad, o tribunal condenou à morte, também à revelia, seu irmão Maher al-Assad, ex-comandante da poderosa 4ª Divisão do Exército sírio, o ex-ministro da Defesa Fahd al-Freij e Louay al-Ali, ex-chefe da inteligência militar na província de Daraa, considerada o berço da revolta popular que deu início à guerra civil em 2011.

Segundo a decisão judicial, eles foram considerados culpados de assassinato, tortura com resultado de morte e detenções arbitrárias repetidas, crimes classificados como crimes de guerra e contra a humanidade.

O único réu presente no tribunal foi Atef Najib, ex-chefe da Segurança Política em Daraa. Ele também foi condenado à morte por crimes contra a humanidade. Durante o julgamento, negou as acusações e, segundo o juiz, não demonstrou arrependimento.

Aguerra civil na Síria teve origem nos protestos da Primavera Árabe, em 2011.

O estopem da revolta ocorreu em Março daquele ano, na cidade de Daraa, após a prisão de 15 estudantes acusados de escrever slogans contra o governo nos muros da cidade. Segundo moradores, os jovens foram torturados sob custódia, o que desencadeou manifestações pela sua libertação.

A repressão violenta aos protestos se espalhou pelo país e deu origem a um conflito que deixou mais de 500 mil mortos, milhares de desaparecidos e mais de 10 milhões de deslocados e refugiados.

A queda de Bashar al-Assad, que sucedeu seu pai Hafez al-Assad no poder em 2000, encerrou mais de meio século de domínio da família Assad sobre o país. 

Em 2024, uma coalizão de grupos armados tomou a capital, Damasco, encerrando um dos regimes autoritários mais longevos e violentos do Oriente Médio. A queda de Assad representou para muitos sírios o fim de uma era de repressão.

Durante mais de cinco décadas, o regime recorreu a métodos brutais contra a própria população, incluindo torturas sistemáticas, desaparecimentos forçados, prisões arbitrárias, ataques com bombas de barril e até o uso de armas químicas.

O novo governo sírio é liderado por Ahmed al-Sharaa, líder sunita que chefiou a coalizão responsável pela derrubada de Assad.

O governo de transição reúne figuras oriundas de grupos islamistas, alguns deles com histórico de vínculos com organizações como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico.

Desde que assumiu o poder, Ahmed al-Sharaa busca se distanciar de seu passado jihadista e tem sido pressionado pela comunidade internacional a construir instituições sólidas e eficazes, além de promover uma governança inclusiva e plural.

Em Março de 2025, o presidente sírio promulgou uma Declaração Constitucional que estabelece um período de transição de cinco anos, ao final do qual deverão ser realizadas eleições. ANG/RFI/AFP

 

Gambia/ President Barrow Hands Over Two Ambulances to Strengthen Emergency Healthcare in North Bank

Bissau, 11 Ago 26 (ANG) - As part of his ongoing nationwide development tour, President Adama Barrow has presided over the official handover of two heavy-duty Toyota Land Cruiser ambulances to health facilities in Fass Njaga Choi and Keur Mamma in the North Bank Region.

The handover is expected to strengthen The Gambia’s emergency referral system and support efforts to advance Universal Health Coverage, particularly for communities in hard-to-reach areas.The ambulances will improve access to timely emergency medical and obstetric care, while supporting national efforts to reduce preventable maternal and neonatal deaths.

The vehicles were provided through the support and collaboration of the African Development Bank Group (AfDB), the Economic Community of West African States (ECOWAS), and the West African Health Organisation (WAHO).

Equipped for emergency medical transport, the ambulances will enhance the capacity of health facilities to respond to critical cases and facilitate timely referrals to secondary and tertiary healthcare facilities.

Their deployment is expected to improve emergency response times and ease transportation challenges faced by communities requiring urgent medical attention.

In a significant milestone for The Gambia’s health sector, the ambulance assigned to the Fass Njaga Choi Health Post will be driven by Ms. Kumba Touray, reportedly the country’s only female ambulance driver. Her appointment marks an important step towards advancing gender inclusion and creating opportunities for women in traditionally male-dominated technical and emergency response roles.

With her specialized training and ability to remain composed under pressure, Ms. Touray joins the emergency response workforce at a critical time. Her role also serves as an inspiring example for young Gambian women interested in pursuing careers in frontline health services.

The second ambulance, assigned to Keur Mamma, will strengthen emergency medical transport services at the facility and across its surrounding catchment communities. It will improve access to timely medical care and facilitate referrals for patients requiring urgent or specialized treatment.

The Ministry of Health expresses its appreciation to His Excellency the President for his continued commitment to strengthening healthcare delivery in rural communities, and to the AfDB, ECOWAS and WAHO for their valuable partnership and support.

It further calls on community members, Village Development Committees, and health facility management teams in Fass Njaga Choi and Keur Mamma to take ownership of these vital national assets and ensure their proper use, maintenance, and sustainability for the benefit of present and future generations.

ANG / Gambia Daily

Diplomacia/Presidente da República de Transição assiste hoje as celebrações do 66º Aniversário da Independência do Tchad

Bissau, 11 Ago 26(ANG) – O Presidente da República de Transição, General Horta Inta-á viajou segunda-feira à Tchad, a convite do seu homólogo, Mahamat Déby Itno para participar nas celebrações do 66º Aniversário da Independência deste país amigo da África Central que se realiza esta terça-feira.

Tchad celebra  os 66 anos de proclamação da independência, assinalada em 11 de agosto de 1960 após um processo progressivo de liberdade política com início nos finais da década de 1950.

O Primeiro-ministro Ilídio Vieira Té, elementos do Governo,  Chefe de Estado- maior General das Forças Armadas e Chefias militares despediram-se do PRT, General do Exército Horta Inta-Ã, no aeroporto internacional Osvaldo Vieira.

De acordo com a página do Facebook, das Forças Armadas Revolucionárias do Povo(FARP), Horta Inta-á foi recebido na tarde de segunda-feira,  pelo Presidente do Tchad, Mahamat Déby Itno, numa cerimónia realizada em N'Djamena, capital Tchadiana.

Durante o acolhimento, Mahamat Déby Itno deu as boas-vindas ao presidente de Transição guineense, “num gesto que simboliza o fortalecimento das relações diplomáticas entre os dois países e a integração africana”.

De acordo com a fonte, a receção  contou com honras protocolares reservadas aos chefes de Estado convidados para o evento.

A visita reveste-se de particular importância por representar a primeira deslocação oficial ao estrangeiro do Presidente de Transição da Guiné-Bissau desde a sua ascensão ao poder e  reforça os laços de amizade e cooperação entre Bissau e N'Djamena.

Além de participar nas cerimónias oficiais da independência, Horta Inta-á deverá manter contactos com vários dirigentes africanos presentes no Tchad, abordando questões de interesse comum para o continente. ANG/ÂC//SG


Regiões/Cerca de 800 jovens fiéis católicos estão na cidade de Bolama num Campo de Formação de Valentes

Bolama, 10 Ago 26 (ANG) –Cerca de 800 adolescentes e jovens da Igreja Católica estão reunidos na cidade de Bolama no Campo de Formação de Valentes.

Segundo o Presidente do Bureau Diocesana de Bissau igualmente Coordenador do  Campo de Formação dos Valentes, Malaca disse ao Correspondente da ANG na Região de Bolama/Bijagós que o  evento se enquadra nas actividades de evangelização das crianças.

Durante cinco dias os participantes vão receber ensinamentos sobre  a religião católica, assuntos sociais e outras intervenções diretas ao nível do Movimento de Evangelização.

Nos períodos da tarde participam em oficinas práticas sobre as suas vidas, o secretariado, tecnologias de informação e empreendedorismo.

Malaca disse que escolheram a cidade de Bolama tendo em conta que é uma cidade histórica.

Malaca, apelou aos participantes no sentido de aproveitaram no máximo os  dias de formação porque vão ser preparados para serem fortes religiosamente, e  noutros aspectos dentre os quais o ambiente, e ainda como lidar com as drogas.

No último dia da visita está prevista a realização da limpeza no Hospital Regional Solidariedade de Bolama, antes do regresso para Bissau. ANG/LC/MSC/ÂC//SG 

 

          Regiões/ Criança de 13 anos morre por ataque de abelhas em Gabu                   

Gabu, 11 Ago 26 (ANG) – Uma criança de 13 anos de idade, de nome Bubacar Camará, morreu no domingo em consequência de picadas de abelhas, quando procurava  o “fole”nos  redores do Bairro de Afia Occô Maunde.

Segundo o Correspondente da ANG na Região de Gabu,   o menino e seus colegas estavam a procura de Fole(fruta) nas matas e foram atacados  por um enxame.

Versões do pai da criança falecida, Mamadú Camará, dá conta de que as três crianças fizeram espalhar uma colmeia que se encontrava numa árvore, as abelhas se espalharam em ataques, duas crianças  fugiram mas a malograda, que é seu filho,não conseguiu escapar da fúria das abelhas.

Camará disse que após uma luta renhida com as abelhas, o adolescente que era estudante e ajudante de mecânico foi resgatado sem vida no local, graças a intervenção dos agentes de Proteção Civil e Bombeiros de Gabu.

O pai da vítima pede ao Governo para dar  apoio material aos Bombeiros de Gabu, para estarem mais equipados e melhor preparados para dar resposta às solicitações populares. 


ANG/SS/JD/ÂC//SG
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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Comunicação Social/ 1.ª Convenção Nacional da OJ-GB adiada por falta de consenso sobre regras eleitorais

Bissau, 10 Ago 26 (ANG) – A Comissão Organizadora da 1.ª Convenção Nacional da Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau(OJ-GB), suspendeu os seus trabalhos por falta de consenso sobre as regras eleitorais, em particular a proposta de fixação de 35 anos como idade mínima para candidatura à Presidência da organização.

A decisão foi tomada no sábado, 8 de Agosto, durante uma reunião realizada numa das salas do Centro Multimédia de Informação e Comunicação Social (CMICS), em Quelelé, Bissau, que contou com a participação de 15 elementos, entre membros efetivos da Ordem e profissionais interessados em inscrever-se como novos membros.

Segundo a ata da reunião, a que ANG teve acesso, o encontrou tinha como objetivo apreciar e discutir o Documento-Matriz para a Convenção, o regulamento eleitoral e outras questões relacionadas com a preparação da 1.ª Convenção Nacional, inicialmente prevista para os dias 28, 29 e 30 de Agosto de 2026.

Durante mais de cinco horas de debate, os participantes analisaram os critérios de inscrição de novos membros, as condições de elegibilidade para os órgãos sociais e outros aspetos considerados necessários para garantir um processo eleitoral transparente, participativo e inclusivo.

Um dos principais pontos de divergência foi a proposta de estabelecer em 35 anos a idade mínima para concorrer à Presidência da Ordem e alguns membros defenderam a medida, argumentando que o cargo exige experiência, responsabilidade, maturidade e idoneidade.

Em sentido contrário, pretendentes a novos membros e outros participantes questionaram a existência de fundamento expresso nos atuais, Estatutos da Ordem para a introdução daquele requisito.

As discussão prolongou-se por várias horas, sem que fosse possível alcançar um entendimento entre as partes.

A reunião teve início às 10h30 e terminou às 15h50, num total de aproximadamente cinco horas e vinte minutos, apesar das várias intervenções, os participantes não conseguiram chegar a consenso sobre todos os pontos considerados essenciais para a realização da Convenção e para a definição das regras eleitorais.

Perante o impasse, foi decidido considerar encerrado o mandato da Comissão Organizadora da 1.ª Convenção Nacional, que deixa, assim, de conduzir o processo nos moldes inicialmente previstos.

A direção cessante da Ordem dos Jornalistas deverá assegurar a continuidade da gestão da organização, sendo reconduzida por um período de um ano, ou seja de 8 de agosto de 2026 a 8 de agosto de 2027.

Durante o período de recondução, a direção deverá trabalhar na inscrição de novos membros, com o objetivo de permitir uma participação mais abrangente dos profissionais do setor, bem como proceder à revisão dos Estatutos da Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau.ANG/MI/ÂC


Regiões
/”Povoação de Sidja já não dispõe de gados bovinos devido aos roubos”, lamenta Régulo local

Biombo 10 Ago 26 (ANG) – O Régulo da tabanca de Sidja, sector de Ondame, região de Biombo,  afirmou este fim de semana que a sua aldeia já não possui gados bovinos devido aos sucessivos roubos à mão armada.

 Ndokaili Nanque fez estas afirmações numa entrevista ao correspondente da Agência de Notícias da Guiné na região de Biombo, tendo aproveitado para pedir apoio ao Governo que sentido estancar a situação de roubo de gados que tem vindo a aumentar naquela zona.

Nanque explicou que tinham uma ideia de fazer rusgas a noite, mas a comunidade alegou a falta de meios para o fazer.

“A ideia não funcionou porque muitos alegaram não poder sair na rua a noite sem ter materiais para defender, uma vez que os gatunos vêm muito bem preparados com os seus materiais, inclusive armas de fogo “,disse.

 O Régulo de Sidja, recordou que nas eras passadas, ter a vaca é como ter um dinheiro depositado no Banco por isso, segundo ele, uma família não pode ficar sem fazer a cria dos animais na sua tabanca, mas os gatunos não dão tréguas.

Ndokaili, pediu por outro lado, o apoio que diz fizera há muito tempo ao Governo no sentido de ajudar a tabanca com a água potável para facilitar a vida das pessoas que percorrem distâncias para obter este líquido precioso e fundamental para a vida.

ANG/MN/MSC/ÂC

Guerra da Ucránia/Pelo menos 12 mortos em ataques de drones ucranianos no centro da Rússia

Bissau, 10 Ago 26(ANG) – Pelo menos 12 pessoas morreram e 30 ficaram feridas na região do Tartaristão, no centro da Rússia, atacada durante a noite por drones ucranianos, anunciaram hoje as autoridades russas.

“De acordo com as informações disponíveis neste momento, 12 pessoas morreram e outras 39 ficaram feridas na sequência de um ataque com drones inimigos contra Nizhnekamsk”, indicou o governo do Tartaristão num comunicado, posterior às primeiras informações.

Segundo as autoridades, este ataque “massivo” teve como alvo “instalações industriais e civis” nesta cidade, situada a cerca de 1.600 quilómetros (km) da fronteira ucraniana, que alberga, nomeadamente, refinarias de petróleo e uma importante fábrica petroquímica.

Foi declarado um dia de luto no Tartaristão na segunda-feira, por decisão do líder local, Rustam Minnikhanov.

Num comunicado, o Ministério da Defesa russo indicou anteriormente que os sistemas de defesa aérea russos intercetaram e destruíram, durante a noite passada, 456 drones ucranianos, que tiveram como alvo cerca de 15 regiões russas e a Crimeia anexada.

Por seu lado, as autoridades da região de Belgorod, na fronteira com a Ucrânia, relataram a morte de uma mulher num ataque com drones que teve como alvo uma casa na localidade de Novaya Tavolyanka.

Mais de quatro anos após o início da ofensiva russa em grande escala contra a Ucrânia, a diplomacia encontra-se num impasse e os dois países intensificam os seus ataques de longo alcance, causando um número crescente de vítimas civis.ANG/Inforpress/Lusa


Aquecimento global/Europa Ocidental teve recorde de calor em Junho e Julho

Bissau, 10 Ago 26(ANG) - Num cenário de ondas de calor repetidas, seca generalizada e incêndios devastadores, os meses de Junho e Julho foram os mais quentes já registados na história da Europa Ocidental, de acordo com o programa europeu Copernicus.

A Agência France Presse alargou as contas a outras regiões do mundo e conclui que o mês de Julho foi o mais quente de sempre para 900 milhões de pessoas no globo. Também os oceanos atingiram em Julho as temperaturas "mais elevadas já registadas para este mês".

Esta segunda-feira, o Serviço de Alterações Climáticas Copernicus da União Europeia anunciou que a Europa Ocidental "viveu o período de Junho e Julho mais quente já registado", num cenário de ondas de calor repetidas, seca generalizada e incêndios devastadores. A temperatura média combinada no continente nestes dois meses atingiu 21,62°C, superando o recorde de 2022.

Em França, o recorde está 3,8°C acima das temperaturas normais calculadas no período 1991-2020, as quais já eram mais elevadas que as temperaturas pré-industriais (1850-1900). Esta semana, o país prepara-se para a quinta vaga de calor extremo deste ano.

França e Espanha também registaram níveis de seca recorde e viveram incêndios devastadores, como o mega-incêndio de Gironde, no sudoeste francês, que destruiu 42.000 hectares e obrigou à retirada de 220 mil pessoas, e como o maior incêndio da história recente de Espanha que destruiu quase 44.000 hectares perto de Madrid.

A partir dos dados do Copernicus, a Agência France Presse explica que 33 países bateram recordes, não apenas na Europa Ocidental e nomeadamente em França, Espanha e Reino Unido, mas também no Sahel e na América Latina. As regiões no planeta onde se verificou um calor inédito em Julho são habitadas por cerca de 900 milhões de pessoas e se na Europa Ocidental são cerca de 120 milhões, em África são 400 milhões.

No Sahel, dez países atingiram temperaturas inéditas em Julho, da Mauritânia, Níger e Burkina Faso, no oeste,  ao Chade, Sudão, Quénia e Etiópia, no leste. Os países do Sahel estão entre os mais vulneráveis à subida das temperaturas, além de enfrentarem já uma forte pobreza, conflitos armados e insegurança alimentar.

Também na América Central e no norte da América do Sul, as temperaturas inéditas foram influenciadas pelo El Niño que começou em Junho e terá o seu pico no final do ano. Nestas regiões, cerca de 100 milhões de pessoas viveram o mês de Julho mais quente desde que há dados, nomeadamente no México, no norte do Brasil, em El Salvador, Nicarágua e Honduras, o que faz temer um aumento da insegurança alimentar.

Em outras regiões do mundo mais dispersas, onde vivem mais de 250 milhões de pessoas, também foram batidos recordes, como a província chinesa de Sichuan, os Estados de Wyoming e do Colorado, nos Estados Unidos, e as ilhas de Sumatra e de Bornéu, na Indonésia.

Por outro lado, também em Julho, a temperatura da superfície do mar a nível global foi a mais elevada alguma vez registada, atingindo no mês passado 20,96°C e batendo o recorde anterior de 20,89°C medido em 2023.

As temperaturas extremas também amplificaram as secas generalizadas. Na Europa, a precipitação e a humidade do solo foram excepcionalmente baixas para este período em França, Espanha, parte da Alemanha e no Reino Unido, com o caudal dos rios caiu muito abaixo da média ou baixo, o que teve impacto no abastecimento de água, nas regas e na produção de energia em vários países, repercutindo-se particularmente no Sena, no Reno e no Danúbio.

Julho foi ainda “testemunha de uma actividade de incêndios florestais excepcional na Europa ocidental, em termos de área ardida e emissões”, de acordo com Laurence Rouil, directora do Serviço de Monitorização da Atmosfera do Copernicus.ANG/RFI

 

Conflito Médio Oriente/Israel rejeita plano norte-americano para Gaza aceite pelo Hamas

Bissau, 10  Ago 26 (ANG) - O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou domingo que “Israel rejeita” o mais recente roteiro de paz apresentado por Washington, aceite pelo Hamas, e condicionou qualquer retirada israelita a um desarmamento “real” do movimento islâmico.

“Israel rejeita o documento de 15 pontos” apresentado no final de julho pelo “Conselho de Paz” de Donald Trump, afirmou Netanyahu durante uma reunião do executivo.

Netanyahu insistiu que as forças armadas israelitas “não farão qualquer retirada” do território palestiniano enquanto o Hamas não for verdadeiramente desarmado”.ANG/Inforpress/Lusa

 

Sudão/Leão XIV pede corredores humanitários e cessar-fogo imediato no Sudão

Bissau, 10 Ago 26(ANG) - O Papa Leão XIV apelou este domingo, 9 de Agosto, à abertura de corredores humanitários no Sudão e pediu à comunidade internacional que defensa um cessar-fogo imediato.


O chefe da Igreja Católica manifestou preocupação com El Obeid, no Cordofão do Norte, onde a intensificação dos ataques com drones agrava uma crise que já provocou dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados. 

Leão XIV lançou o apelo no Vaticano, no final da oração do Angelus, ao dizer que acompanha "com preocupação" a deterioração da situação no Sudão. O pontífice destacou em particular El Obeid, capital do Cordofão do Norte e um dos principais centros urbanos do país, que nas últimas semanas tem sido alvo de ataques intensos num momento em que a guerra se desloca cada vez mais para a região do Cordofão.

"Renovo o meu apelo às autoridades para garantirem corredores humanitários para a população civil", apelou o Papa, que pediu uma intervenção mais determinada da comunidade internacional. "Exorto a comunidade internacional a apoiar os esforços destinados a estabelecer um cessar-fogo imediato", acrescentou.

A intervenção de Leão XIV acontece perante o agravamento de uma guerra iniciada em Abril de 2023 entre as Forças Armadas Sudanesas, comandadas pelo general Abdel Fattah al-Burhan, e as paramilitares Forças de Apoio Rápido (FSR), lideradas por Mohamed Hamdan Dagalo, conhecido como Hemedti. O confronto entre duas forças militares, que anteriormente partilharam o poder, mergulhou o Sudão numa fragmentação territorial e numa das mais graves emergências humanitárias.

El Obeid adquiriu uma importância  no conflito devido à sua posição estratégica entre Cartum, Darfur e outras zonas do centro e oeste do país. O avanço das Forças de Apoio Rápido e a multiplicação dos ataques na região fizeram aumentar os receios de que a população civil fique cercada entre as forças beligerantes, com acessos cada vez mais limitados a alimentos, medicamentos e assistência humanitária.

A utilização de drones tornou-se, entretanto, uma componente cada vez mais presente da guerra. Segundo dados das Nações Unidas citados nas informações disponíveis, mais de 1.000 civis morreram em ataques deste tipo durante os primeiros cinco meses de 2026. A crescente capacidade das partes para atingir cidades e infra-estruturas longe das linhas tradicionais de combate está a ampliar os riscos para populações que já enfrentam deslocações sucessivas e escassez de bens essenciais.

As Nações Unidas têm advertido  para o perigo de atrocidades em grande escala no Cordofão e para as consequências de novos cercos a centros populacionais. A guerra já obrigou milhões de pessoas a deixar as suas casas e destruiu redes de saúde, abastecimento e distribuição alimentar, dificultando a chegada de ajuda às comunidades mais vulneráveis.ANG/RFI