sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Crise Política




PR convida órgãos da soberania a tirarem ilações dos “momentos menos bons” que o país atravessa

Bissau, 25 Set 15 (ANG)- O Presidente da República da Guiné-Bissau convidou os órgãos da soberania a tirarem ilações dos momentos menos bons que o país atravessa.

José Mario Vaz referia-se a crise politica vigente há mais de um mês no pais, instalada na sequência da demissão do governo liderado por Domingos Simöes Pereira.

O chefe de Estado falava quinta-feira na sessão comemorativa do 42º aniversário da independência nacional decorrida  na Assembleia Nacional Popular.

Disse ser necessário a construção de um relacionamento institucional mais saudável em benefício do povo guineense.

“É necessário que o relacionamento entre os órgãos da soberania se processe no mais absoluto respeito pela Constituição e pelo princípio de separação de poderes, evitando assim os choques ou derrapagens susceptíveis de comprometer a estabilidade das nossas instituições”, disse.

Acrescentou que em qualquer processo nem tudo é negativo, sublinhando que a recente crise política vivida no país revelou aspectos positivos na aprendizagem da democracia e permitiu a Guiné-Bissau dar um salto «qualitativo» a nível dos indicadores que regem as sociedades modernas.

O Presidente da República elogiou o acordão do Poder Judicial que considerou de inconstitucional a nomeação de Baciro Djá para o cargo de Primeiro-ministro, justificando que isso reforça o Estado do Direito Democrático na Guiné-Bissau.

José Mario Vaz elogiou igualmente as forças da Defesa e Segurança do país assim como a ECOMIB por estarem distantes das disputas políticas, sublinhando que isso mostra a postura de verdadeiras forças republicanas.

«Nesta janela de reconhecimentos, quero também deixar aqui uma saudação especial e palavras de apreço e elogio aos nossos parceiros de desenvolvimento que mantiveram uma postura compatível com os dos princípios do direito internacional em  se posicionarem como parte da solução e não do problema», elogiou Jose Mario Vaz.

O Presidente da República disse que atualmente os guineenses precisam da união, de coesão,  concórdia,  compreensão e  perdão com intuito de engrandecer a Guiné-Bissau e de realçar o nome de Amílcar Cabral.

José Mario Vaz lamentou a inexistência de condições para a realização da habitual viagem dos peregrinos nacionais aos lugares santos da Meca e Medina por razoes estranhas à vontade dos guineenses e desejou que isso não volte a suceder.

Na sessão tambem interviram o Prisidente da Assembleia Nacional Popular, os porta-vozes dos partidos políticos com assento parlamentar e o porta-voz dos Combatentes da Liberdade da Pátria, Iva Cabral. 

A sessão comemorativa foi antecedida de deposição de coroa de flores no Mausoléu Amílcar Cabral por  diferentes quadrantes da comunidade guineense inclusive o Primeiro magistrado da nação José Mario Vaz.

ANG/AALS/SG

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Festa de Independência

“Não há motivo para se comemorar  24 de Setembro”-diz  funcionário do Ministério da Função Pública e Reforma Administrativa

Bissau, 23 Set 15-(ANG)- Um funcionário do Ministério da Função Pública e Reforma Administrativa considerou  hoje  que  não há motivo para os cidadãos guineenses comemorarem  o  24 de Setembro, dia da Independência nacional , “porque os objectivos traçados  na Luta de Libertação Nacional(o desenvolvimento do pais e melhoria das condições de vida das populações),  não foram  atingidos”.

Em declarações à ANG no âmbito das auscultações  feitas sobre os festejos de 24 de Setembro, Ilídio Vieira Té, de 33 anos de idade sustentou  que em vez de se festejar, os guineenses  devem  reflectir-se sobre a actual situação de crise que o pais enfrenta visando uma saída para a crise.

Vieira Té acrescentou que  passados 42 anos nada de concreto se fez no pais .

“A Guiné-Bissau não é um estado independente, mas sim um estado dependente. O país enfrenta muitos problemas político social e económico razão pela qual “dependemos da ajuda externa”, disse.

 Fatima Aurora Fonseca Mendes, de 55 anos de idade, funcionária do Ministério da Educação  disse que não há perspectivas para o pais porque até hoje os direitos dos cidadãos estäo  a  ser  cada vez mais massacrados.

Fátima Fonseca adiantou que   é mais um aniversário para “nós  guineenses pensarmos e reflectirmos sobre o que  queremos na realidade para o nosso pais”.

Disse  que   ela  está descontente, triste e  vergonhosa, “porque o direito  do povo esta a  ser desrespeitado em detrimento de interesses pessoais .

Por seu lado, o funcionário do Ministério da Economia  e Finanças, Potchan Cá, de 43 anos de idade,  considera que apesar da situação que o pais vive,  os guineenses devem comemorar a festa de 24 de Setembro “porque é uma data histórica que assinalou a independência da Guiné e  Cabo-Verde”.

“Com dinheiro  ou  sem dinheiro os guineenses devem comemorar esta data histórica tão importante para o povo da Guiné-Bissau” ,considerou.

Potchan Cá apela à todos os guineenses para se evitarem de“guerrinhas” e se unirem no trabalho para o desenvolvimento do pais.

Cá sustentou  sem enumerar que apesar de o pais se ter confrontado com problemas de varia ordem, algumas coisas importantes foram feitas.

O parlamento realiza quinta-feira uma sessão especial alusiva ao 24 de Setembro, dia da independência nacional proclamada nas matas de Boé, no Leste da Guiné-Bissau em 1973, pelo então presidente da Assembleia Nacional Popular, João Bernardo Vieira “Nino.

A cerimónia que deve decorrer no período da manhä vai ser  presidida pelo Chefe de Estado, José Mário Vaz. 

ANG/PFC/SG

Perigrinaçäo

ACP pede desculpas pela anulaçao da viagem à Meca

Bissau 23 set. 15 (ANG) – O Coordenador do Alto Comissariado para Peregrinação (ACP), Dino Seidi disse hoje que o processo de peregrinação falhou este ano porque houve um atraso por parte do governo guineense relativamente ao preenchimento de requisitos necessários que precedem ao embarque dos peregrinos.

“O processo de peregrinação falhou e nos assumimos  sem querer atribuir culpa à A ou B”, evocou Dino Seidi.

Afirmou que o Alto Comissariado conseguiu providenciar o reembolso à  100 por cento em dinheiro, à todos os candidatos à peregrinação (agencias e peregrinos individuais).

Dino Seidi pediu desculpas pelo facto de a sua organização não ter conseguido embarcar a maioria dos peregrinos com destino à Meca.

Aquele responsável explicou que 21 guineenses, dentre os quais 15 elementos das Forças Armadas, se encontram em Meca (Arábia Saudita) neste momento graças ao envolvimento do Alto Comissariado para Peregrinação.

 Sobre a suposta existência de uma companhia aérea ao serviço dos peregrinos, Seidi disse que ha três meses que têm entabulado contatos com algumas companhias aéreas que operam no país para assumirem a frete dos peregrinos, mas, infelizmente o Estado não esteve em condições financeiras para cumprir com as condições prévias de embarcação.

Conforme o coordenador da ACP, a actual equipa é a mesma que no ano passado dirigiu o processo de peregrinação no país e que foi considerado um sucesso.  

Um grupo de 91 perigrinos protestou sabado na sede do ACP, em Bissau, o adiamento da viagem que custou à cada perigrino 2.500 mil milhöes de francos cfa.Os candidatos a perigrinaçao à Meca deste ano exigiram a devoluçäo dos seus dinheiros.

ANG/FGS/SG

Diplomacia

EUA encorajam Guiné-Bissau a consolidar  processo democrático

Bissau, 23 Set 15 (ANG)- Os Estados Unidos de América (EUA) encorajam a Guiné-Bissau a consolidar o processo democrático, e desejam  paz e desenvolvimento ao povo guineense.

Essa mensagem foi hoje transmitida ao presidente da Assembleia Nacional Popular pelo o Embaixador dos EUA na Guiné-Bissau James Peter Zum Walt .

James Zum Walt ,embaixador residente em Dacar, no Senegal  ainda  disse  à imprensa à saida  do encontro com Cipriano Cassamá,que veio àBissau  para celebrar os 42 anos de independência junto do povo guineense.

“Estamos muito satisfeitos com as deligências que estäo a ser feitas para se ultrapassar a crise politica que se vive na Guiné-Bissau”, disse.

Acrescentou que os  EUA pretendem continuar a cooperação com a Guiné-Bissau em todos os domínios possíveis, sublinhando que mais pormenores sobre as àreas de cooperaçäo seräo esclarecidas ou divulgadas quando houver um governo no pais.

ANG/AALS/SG



Novo Governo



Carlos Correia promete dar seguimento aos projectos do anterior executivo

Bissau 23 Set 15 (ANG) - O Primeiro-ministro garantiu hoje que vai continuar com os trabalhos que o anterior governo liderado por Domingos Simões Pereira vinha desenvolvendo antes de ter sido exoneração pelo Presidente da República.

Carlos Correia falava aos jornalistas na cerimónia de transferência de dossiers e do  gabinete de trabalho pelo seu antecessor, Domingos Simões Pereira. 

Na altura, o chefe do executivo voltou a afirmar que não estava na sua agenda política voltar a assumir tais funções.

O chefe do Executivo afirmou ainda que a tarefa de dirigir o governo não será fácil, por isso disse esperar a cooperação do ex-primeiro-ministro e seus colaboradores, particularmente  o apoio político e moral do PAIGC.

“Agradeço o trabalho feito pelo antigo chefe do governo e aceito com prazer a sua disponibilidade de me apoiar”, declarou Carlos Correia referindo-se à Domigos Simões Pereira.

Prosseguiu dizendo que não podia fugir desta nova responsabilidade, “sobretudo neste momento conturbado que o pais enfrenta”.

Por seu turno, o Primeiro-ministro cessante elogiou as qualidades e experiencia do novo chefe do executivo, a quem disse ser  “pessoa que merece o respeito e admiração de todos” devido ao percurso que fez na vida e os atributos que granjeou durante a sua caminhada.

“Esteve sempre disposto a servir a nação, e tem sido reconhecido como a grande reserva moral do nosso país” enalteceu Domingos Simões Pereira devolvendo os elogios ao seu predecessor.

Sublinhou que Carlos Correia, uma vez mais, se prontificou ao ser chamado a essa responsabilidade num momento em que era evidente que já não contava ter que assumir esse tipo de incumbência.

“Mais que um privilégio é um sacrifício que a nação lhe pede, e todos temos a responsabilidade de o assistir pondo a nossa energia à sua disposição “ rematou Simões Pereira, que é também Presidente do PAIGC. 

ANG/MSC/JAM/SG