terça-feira, 18 de junho de 2019

França


              Platini detido em investigação sobre atribuição da Copa  ao Catar
Bissau, 18 jun 19 (ANG) - O francês Michel Platini, ex-presidente da UEFA, foi detido para interrogatório na manhã desta terça-feira (18) na região parisiense.
O ex-presidente da Federação Europeia de Futebol é suspeito de envolvimento no escândalo de corrupção sobre a a atribuição da Copa do Mundo do Catar, em 2022.
O ex-craque francês está sendo ouvido pelos agentes do escritório central de luta contra a corrupção e delitos financeiros e fiscais, em Nanterre, na periferia de Paris, revelou o site de notícias Mediapart.
Além de Platini, o ex-secretário-geral do Palácio do Eliseu sob a presidência de Nicolas Sarkozy, Claude Guéant, também é ouvido pelos investigadores como um "suspeito livre", em conexão com a investigação preliminar que é realizada desde 2016 pelo polo financeiro do Ministério Público (PNF) francês, em colaboração com a justiça da Suíça e dos Estados Unidos.
O inquérito apura suspeitas de "corrupção privada", "associação de criminosos", " tráfico de influência e ocultação de tráfico de influência", segundo uma fonte policial. Sophie Dion, ex-conselheira para o Esporte do governo Sarkozy também foi colocada sob custódia.
O PNF busca esclarecer o papel da França e de seus representantes políticos e desportivos na decisão da Federação Internacional de Futebol (Fifa) de designar o Catar como país sede da Copa do Mundo de 2022.
A escolha foi anunciada em 2 de dezembro de 2010, mas foi muito criticada na época. O polo financeiro do Ministério Público francês investiga uma reunião que teria abordado o assunto no Palácio do Eliseu, no dia 23 de novembro de 2010, conforme revelaram vários jornais desportivos três anos mais tarde.
Naquela data, Sarkozy convidou o então príncipe herdeiro do Catar, Tamim ben Hamad al Thani (emir da monarquia desde 2013), para almoçar no Palácio do Eliseu, nove dias antes da votação na Fifa que oficializou a escolha do Catar como anfitrião do Mundial de 2022.
 Platini, então presidente da UEFA e vice-presidente da Fifa, participou do almoço, assim como Guéant. O jornal le Monde revelou que estavam presentes no almoço o então primeiro-ministro do Catar Hamad ben Jassem al Thani e Sophie Dion.ANG/RFI/AFP

Política




Bissau,18 Jun 19(ANG) - O ministro dos Negócios Estrangeiros considerou segunda-feira “absolutamente infundada” a acusação de ingerência nos assuntos internos da Guiné-Bissau, sublinhando que a preocupação de Portugal com a demora na indigitação de um primeiro-ministro é partilhada pela comunidade internacional.

Augusto Santos Silva reagia à posição recente do partido  Movimento para a Alternância Democrática da Guiné-Bissau (Madem-G15), que apelou às autoridades portuguesas e angolanas para se absterem de se "ingerir" nos assuntos internos do país.

Em declarações à saída de um Conselho de Negócios Estrangeiros da União Europeia, no Luxemburgo, o chefe da diplomacia portuguesa afirmou que Portugal não se ingere “nos assuntos seja de quem for”, limitando-se a exprimir uma preocupação legítima que, de resto, é partilhada por UE, União Africana (UA) e restante comunidade internacional.

“A nosso ver, não há nenhuma razão para que, mais de três meses depois das eleições legislativas, não esteja formado um Governo na Guiné-Bissau, porque o Presidente da República da Guiné-Bissau ainda não indigitou o primeiro-ministro”, apontou, acrescentando que “este facto é tanto mais preocupante quando o Presidente da República da Guiné-Bissau acabará o seu mandato no dia 23 de junho, portanto daqui a uma semana, é necessário realizar as novas eleições presidenciais ainda este ano de 2019, elas devem ser convocadas e ainda não foram convocadas”.

Augusto Santos Silva argumentou que a situação na Guiné-Bissau naturalmente “interessa” a Portugal, enumerando três razões fundamentais: por a Guiné-Bissau ser “um país irmão”, havendo muitos portugueses a viver na Guiné-Bissau e muitos guineenses a viver em Portugal, porque a Guiné-Bissau é membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), “que tem sido chamada, e bem, a apoiar a estabilização” no país ao longo dos últimos anos, e, por fim, porque Portugal tem “um programa de cooperação, que neste momento está num nível de realização que poderia ser muito maior, assim houvesse um Governo em plenitude de funções”.

“Essas são as únicas razões que nos levam a exprimir esta preocupação, mas fazemo-lo assim: de forma totalmente aberta, totalmente franca e sem nenhuma ingerência. Nós não dizemos quem é que deve ser indigitado primeiro-ministro da Guiné-Bissau, isso é uma responsabilidade do Presidente da República da Guiné-Bissau”, enfatizou.

Reiterando que é obviamente motivo de preocupação, “três meses depois de eleições realizadas, que correram muito bem, que foram reconhecidas unanimemente por todos os observadores como eleições justas, que tiveram resultados claros, ainda não estar constituído o Governo e ainda não estarem marcadas eleições presidenciais”, Santos Silva sublinhou que se trata de uma preocupação “não apenas para Portugal, mas para toda a UE, que também já se pronunciou sobre o assunto, para a União Africana, que hoje mesmo começa uma missão política na Guiné-Bissau, e é uma preocupação para a comunidade internacional”.

As eleições legislativas na Guiné-Bissau realizaram-se a 10 de março, tendo vencido o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), liderado por Domingos Simões Pereira, antigo primeiro-ministro afastado pelo Presidente guineense, José Mário Vaz, em 2015.

O chefe de Estado só na sexta-feira passada começou a ouvir os partidos para indigitar o primeiro-ministro e consequente nomeação do Governo.

O Presidente guineense tem justificado o atraso na indigitação do futuro chefe do Governo com o impasse que se verifica no parlamento para a eleição da mesa da Assembleia Nacional Popular.

Os novos deputados guineenses tomaram posse a 18 de abril, mas não se entenderam quanto à eleição do segundo vice-presidente da mesa.

Depois de Cipriano Cassamá, do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), ter sido reconduzido no cargo de presidente do parlamento, e Nuno Nabian, da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), ter sido eleito primeiro vice-presidente, a maior parte dos deputados guineenses votou contra o nome do coordenador do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), Braima Camará, para segundo vice-presidente do parlamento.

O Madem-G15 recusou avançar com outro nome para cargo, apresentou uma providência cautelar para anular a votação, mas que foi recusada pelo Supremo Tribunal de Justiça, e na passada sexta-feira apelou às autoridades portuguesas e angolanas para se absterem de "ingerir" nos assuntos internos da Guiné-Bissau.

"O grupo parlamentar do Movimento para a Alternância Democrática apela às autoridades daqueles países a absterem-se de ingerir nos assuntos internos do nosso país e respeitarem a soberania, as leis e as instituições da República da Guiné-Bissau", refere, em comunicado, o segundo partido mais votado nas legislativas de 10 de março na Guiné-Bissau. ANG/Lusa


Moçambique


                            Dois  polícias  mortos por militares sul-africanos
Bissau, 18 jun 19 (ANG) - Dois polícias moçambicanos afectos à Guarda Fronteira, foram mortos no domingo alegadamente em confrontos com os seus congéneres sul-africanos, e o incidente já está a ser investigado pelas autoridades de ambos os países.
O comando da polícia na província de Maputo confirmou a morte  de dois agentes da polícia moçambicana por membros da defesa da África do Sul, na fronteira da Ponta de Ouro, no extremo sul da província de Maputo.
"...o incidente teve lugar no Marco 13, no flanco esquerdo da fronteira de Ponto do Ouro, esse incidente produziu como consequências dois óbitos, membros da Polícia da República de Moçambique”, referiu a polícia moçambicana.
Segundo Juarse Martins, porta-voz da polícia ao nível da província de Maputo, está já em curso um trabalho de investigação e foram estabelecidos contactos com a contraparte sul-africana.
"...a partir do momento em que tomamos conhecimento, foram iniciadas diligências, primeiro para localizar os corpos e começar as primeiras investigações", afirmou ainda Juarse Martins.
Promete a polícia moçambicana trazer mais detalhes sobre o incidente envolvendo as forcas sul -africanas e os agentes da corporação afectos à fronteira da Ponta de Ouro. ANG/RFI

Política


Presidente da República pede ao PAIGC para indicar nome do futuro Primeiro-Ministro

Bissau,18 Jun 19(ANG) – O Presidente da República endereçou segunda-feira uma carta à Direcção do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, pedindo a indicação de um nome para ocupar o cargo do Primeiro-ministro.

“Na minha qualidade do Presidente da República e no exercício das minhas atribuições conferidas pela Constituição da República, sirvo-me do presente para convidar ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde(PAIGC) para indicar o nome do seu candidato ao cargo do Primeiro-ministro por ter sido o partido que obteve o maior número de mandatos na Assembleia Nacional Popular”, disse José Mário Vaz na carta à que ANG teve acesso.

Na missiva enviada ao PAIGC, o Presidente da República afirmou ainda que o convite resulta das suas audições aos partidos políticos com assento parlamentar, realizadas no passado dia 14 do corrente mês, na Presidência da República.

Com efeito e segundo apurou a ANG, o PAIGC reuniu na tarde de segunda-feira a sua Comissão Permanente tendo já enviado ao Presidente da República, o nome do seu líder Domingos Simões Pereira, como sua proposta para ocupar as funções do Primeiro-ministro.

Segundo uma fonte da Presidência da República, José Mário Vaz convocou os partidos políticos com e sem assento parlamentar para uma reunião a ter lugar hoje, dia 18, para  auscultações  sobre a marcação da data das eleições presidenciais. ANG/ÂC//SG 


Angola


                         Paulo Pombolo é o novo secretário-geral do MPLA
Bissau, 18 jun 19 (ANG) - Paulo Pombolo, é o novo secretário-geral do MPLA, eleito por 90,11% de votos no Congresso Extraordinário do partido no poder, que decorreu no fim-de-semana, rejuvenesceu e aumentou o número de membros do Comité Central .
O VII Congresso Extraordinário do MPLA, partido no poder em Angola desde a independência, adoptou a sua estratégia para as primeiras eleições autárquicas no país, previstas para 2020 e consolidou o poder do novo líder do MPLA e Presidente do país João Lourenço.
Um total de  134 novos membros membros, na sua maioria jovens, com menos de 45 anos, foram eleitos para o Comité Central, que passa a contar com 497 membros.
Com esta injecçao João Lourenço, tem maior controlo do partido, cuja direcção era dominada por seguidores do ex-Presidente José Eduardo dos Santos, que esteve ausente no conclave, por razões desconhecidas, tal como a sua filha Tchizé dos Santos, suspensa do Comité Central, mas que continua deputada e militante.
Na abertura do Congresso João Lourenço prometeu continuar o combate à corrupção, lembrou estar em curso um processo de privatizações e arresto de empresas públicas endividadas em relação ao Estado cuja "dívida pública atinge 84% do PIB e a dívida externa é de 63%...que serviu para financiar o enriquecimento ilícito de uma élite restrita, seleccionada na base do parentesco, amiguismo e compadrio, que constituíram congregados empresariais com esses dinheiros públicos...uma situação de injustiça que precisa ser corrigida".
João Lourenço citou entre outros a "Sonangol e a Sodiam que financiaram negócios privados como se de instituições de crédito se tratassem"...prometeu inverter esta situação "combater a pobreza...e criar uma verdadeira classe média com um nível de vida aceitável".
Paulo Pombolo, nascido a 12 de Abril de 1962que já foi governador do Uíge, e 1° Secretário Nacional do MPLA, foi eleito novo Secretário -Geral do partido por 410 votos a favor, 27 contra, 18 votos em branco e 5 nulossubstituindo Boavida Neto, no cargo desde Setembro de 2018, considerado um elemento crítico das reformas do Presidente João Lourenço e defensor dos ideais de José Eduardo dos Santos.
Boavida Neto "desceu" para o Bureau Político, onde estão também o Presidente do Parlamento Fernando Piedade Dias dos Santos "Nandó", o vice-Presidente Bornito de Sousa, vários ministros, bem como o governador de Luanda Sérgio Luther Rescova.
Outros jovens foram igualmente eleitos para os 72 membros do novo Bureau Político do Comité Central, órgão no qual João Lourenço é Presidente e Luísa Damião vice-presidente.
A lista única apresentada pelo Presidente João Lourenço obteve 427 votos dos 460 válidos (não votaram os 37 membros do Comité Central) o que equivale a 93,23% e 21 contra, ou seja 4,59%, com acréscimo de 10 votos em branco e 4 nulos.
No próximo Congresso Ordinário do MPLA João Lourenço deverá tentar o afastamento do Comité Central da chamada velha guarda ligada a José Eduardo dos Santos, de que grande parte de elementos está envolvida em actos de corrupção e nepotismo, muitos deles já arguidos ou a braços com a justiça.
A sociedade angolana aguarda com expectativa as mudanças que o Presidente João Loureço anunciou efectuar na sua equipa governativa.  ANG/RFI

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Cooperação


“A Índia vai ter a sua Embaixada em Bissau no próximo ano”, diz o Embaixador  

Bissau, 17 Jun 19 (ANG) – O Embaixador da Índia para Senegal e Guiné Bissau anunciou para o próximo ano a instalação da sua Embaixada no país.

Rajuv Krima que falava à imprensa a saída do encontro hoje com chefe de Estado guineense, José Mário Vaz afirmou que a Guiné-Bissau é um país importante para a Índia razão pela qual o governo do seu país decidiu abrir no próximo ano uma embaixada no país.

Rajuv Krima que termina a missão no próximo mês de Julho disse que deseja tudo de bom para a Guiné-Bissau.

No domínio da cooperação destacou apoios que a Índia concedeu ao país, sobretudo na área da formação superior e técnico-profissional.

Por isso, Rajuv Krima disse estar feliz e espera que o seu sucessor prossiga com o trabalho iniciado.

Entretanto, o chefe de Estado guineense recebeu igualmente a missão do Conselho de Paz e Segurança da União Africana que se encontra no país por um período de três dias para acompanhar a actual situação política vigente no país.

A saída do encontro a missão chefiada pelo Embaixador da República da Serra Leoa, Brima Patrik Kapuwa não prestou nenhuma declaração a imprensa.
ANG/LPG/ÂC//SG  

Política


“Uma mulher à testa da nação guineense terá sensibilidade para problemas reais do povo “, diz Nancy Schwartz

Bissau, 17 Jun 19 (ANG) – A candidata às próximas eleições presidenciais na Guiné-Bissau defendeu recentemente que com uma mulher à testa da nação guineense haverá sensibilidade para problemas reais do povo. 

Segundo Jornal Nô Pintcha, a socióloga Nancy Schwartz de 46 anos de idade fez estas declarações numa entrevista à DW-África em que disse que pretende mudar o rumo do país.

Aquela jovem disse que a Guiné-Bissau vive numa encruzilhada política sem fim à vista, lembrando que o mandato do atual Chefe de Estado termina no dia 23 do mês em curso, mas que ainda não nomeou o primeiro-ministro para formar governo.

Nancy Schwartz disse que a sua candidatura irá trabalhar em estreita colaboração com todos os atores sociais guineenses, para a construção de uma sociedade inclusiva e equilibrada.

Garantiu que, ser for eleita presidente, vai fortalecer o Estado de Direito Democrático com base na heterogeneidade, onde haverá uma estabilidade governativa, uma relação profícua entre a presidência, o governo e demais instituições do Estado.

Questionada sobre a atual crise política vivido há quatros anos na Guiné-Bissau, respondeu que a situação tende a agudizar-se, por que não há vontade para se estabelecer o diálogo entre os atores políticos e que não  trabalham para o bem do povo.

“Se for eleita primeira magistrada da nação a minha prioridade será colocar em cima da mesa um conjunto de auscultações já realizadas, reunir todas as equipas multidisciplinares tanto na Diáspora como entre residentes no país, colaborar com o executivo e encontrar as prioridades para permitir uma convivência sã entre as instituições do Estado”, disse.

Nancy Schwarz, 46 anos de idade é licenciada em Sociologia, em Portugal, encontra-se em Lisboa a recolher assinaturas para formalizar a sua candidatura às presidenciais ainda sem data mas que deverá ter lugar ainda este ano.

A activista social iniciou a sua caminhada às presidenciais de 2019 desde 2011 em Londres(Inglaterra) através de um grupo denominado “ Amanhã Guiné-Bissau”. ANG/JD/ÂC

Justiça


“A justiça pode tornar mais perigosa se o sistema político continuar instável”, diz Bastonário de Ordem dos Advogados

Bissau, 17 Jun 19 (ANG) - O Bastonário de Ordem dos Advogados alertou recentemente que a situação da justiça pode tornar mais perigosa se a Guiné-Bissau não conseguir construir um sistema político estável.

Segundo jornal Nô Pintcha que cita a Rádio Sol Mansi, Basílio Sanca falava numa conferência de imprensa na qual abordou a  situação da justiça no país.

“As instituições policiais estão a ganhar terreno e a assumir o papel que não lhes compete, como por exemplo, o de fazer justiça nas esquadras policiais, no Comando da Guarda Nacional e na Polícia Judiciaria”, referiu o Bastonário.

Basílio Sanca considerou de triste e vergonhosa a situação de os policiais passaram a fazer justiça uma vez que existem pessoas para tal e que infelizmente as pessoas competentes para resolver a questão da justiça só estão preocupadas com guerras desnecessárias.

“Os juízes exercem o poder com total desprezo pelos direitos dos cidadãos e essa situação vai se tornar mais perigosa se o país não consegue construir um sistema político estável”, disse o Bastonário de Ordem dos Advogados.

Sublinhou que o factor político tem dominado a actuação do Ministério Público nos últimos tempos e que é difícil conseguir a paz quando as instituições da justiça não funcionam na base da independência e imparcialidade.

Diz  que “a corrupção se  instalou no sistema judicial desde os tribunais até as esquadras de polícia” , e sustenta que “não há mãos a medir  nesta situação”.

Sanca apelou à população para contribuírem com denúncias dos males que afectam o sector da justiça. ANG/AALS/ÂC//SG

Angola/Congresso MPLA


                                 João Lourenço quer corrigir injustiças
Bissau, 17 jun 19 (ANG) - O presidente do partido no poder e chefe de Estado de Angola, João Lourenço realçou o esforço levado a cabo para encetar a reconstrução do país, assim como os problemas levantados pela dívida pública angolana, segundo ele, agravada pela corrupção que dominou a vida política nacional nas últimas décadas.
João Lourenço falava na abertura do sétimo Congresso Extraordinário do MPLA sob o lema "MPLA e os Novos Desafios" .
O Presidente João Lourenço realizou o seu primeiro congresso, como líder do MPLA, sem a participação de José Eduardo dos Santos, qui chefiou o partido no poder em Angola, desde 1979, após a morte de Agostinho Neto,
No seu discurso de abertura do VII Congresso Extraordinário do MPLA, Lourenço lamentou a ausência de José Eduardo dos Santos, destacando o seu contributo para a direcção do partido durante 39 anos, mas criticou também, os que ameaçam o MPLA e fazem chantagens.
O líder do MPLA sublinhou diante do conclave a necessidade de fazer respeitar a Constituição e a Lei, sobretudo os dirigentes, que devem ser os primeiros a cumpri-la, para que, com o seu exemplo, eduquem toda a sociedade, exortando o respeito pelo bem público.
Dirigindo-se em particular aos 134 novos membros do Comite Central,que de agora em diante passa a contar com 497 dirigentes,João Lourenço destacou igualmente a necessidade de todos responsáveis prestarem contas, sobre a maneira como gerem o erário público.
Fazendo alusão ao enriquecimento ilícito e ao problema da dívida pública angolana, o presidente do MPLA frisou que não era aceitável, que se tenha chegado ao ponto de colocar a Sonangol e a Sodiam a financiar negócios privados, como se fossem instituições de crédito.
João Lourenço insistiu no imperativo da luta contra a corrupção, na abertura de Angola ao mundo, bem como urgência de controlar a dívida pública, avaliada em cerca de 63% do PIB angolano.
A dívida pública,serviu também para financiar o enriquecimento ilícito de uma elite restrita,selecionada na base do parentesco, do amiguismo e do compadrio, que construiu conglomerados empresariais com esses dinheiros públicos, denunciou João Lourenço.
Por cada dólar empregue no serviço da dívida, o Estado angolano está também a pagar o investimento,dito privado, na banca, na telefonia móvel, nos media, nos diamantes, na joalharia, nos grandes centros comerciais, na indústria de materiais de construção e noutros sectores que beneficiaram de dinheiro público, disse ele, denunciando comportamentos pouco transparentes, ocorridos durante a administração do seu antecessor.
Diante  dos 2.570 delegados presentes no VII Congresso Extraordinário do MPLA, João Lourenço considerou que esta situação de injustiça deve ser corrigida.
Se o País conseguir inverter a situação de injustiça atrás referida, batalha que ,de acordo João Lourenço, não está ganha, Angola com estes e outros recursos poderá combater melhor a pobreza e edificar uma classe média com um nível de vida aceitável.
O líder do MPLA e Presidente de Angola, João Lourenço, apelou tambem a equipa económica governamental para avaliar o momento propício destinado à implementação do Imposto sobre Valor Acrescentado ( IVA ), após o adiamento do prazo para Outubro.
Por ser uma novidade na nossa economia, a introdução do IVA será um processo a implementar de forma gradual e faseada, se tivermos em conta que o seu sucesso depende em muito da capacidade que as empresas terão a partir de agora na organização da sua contabilidade, frisou o líder do partido governante.
A estratégia para as primeiras eleições autárquicas angolanas, previstas para 2020, e o alargamento do Comité Central do partido de 363 para 497 membros marcaram, os trabalhos do 7.º Congresso Extraordinário do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA ) sob o lema MPLA e os Novos Desafios, realizado, sábado, no Futungo de Belas, em Luanda.
Reagindo a intervenção do presidente do MPLA no 7° Congresso Extraordinário do Futungo de Belas, o secretário-geral da UNITA,primeira força da oposição angolana, Franco Marcolino Nhani , afirmou , em declarações à agência Lusa, esperar que o partido, no poder, não fique pelas declarações de intenções.ANG/RFI


sexta-feira, 14 de junho de 2019

Auscultações do PR


Vice-presidente do PAIGC diz ter recebido garantias de cumprimento da lei por parte do PR


Bissau,14 Jun 19(ANG) - A segunda vice-presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Maria Odete Semedo, disse que receberam  garantias do Presidente da República de que irá cumprir escrupulosamente com a Lei, no que diz respeito a indigitação do novo Primeiro-ministro.

A dirigente dos libertadores fez estas declarações à imprensa à saída da audiência com o Presidente José Mário Vaz, que auscultou os seis partidos com assento no Parlamento, designadamente, o PAIGC, MADEM – G 15, PRS, APU-PDGB, UM e PND. 

Primeiro disse que vai ouvir os partidos para no fim de tudo cumprir escrupulosamente o que está na lei. Estamos em crer que resta-nos aguardar com a paciência de sempre que ele nos chame enquanto  Partido que foi votado maioritariamente e que ganhou as eleições para apresentarmos o nome do Primeiro-ministro”, sublinhou.

Maria Odete Semedo sublinhou ainda que o chefe de Estado lhes informaram de que há vários rumores, mas ele está consciente das suas prerrogativas constitucionais, portanto é o que vai fazer, ou seja, não vai agir fora da lei.

Questionado se o Presidente da República já pediu ao PAIGC a indicação do nome para as funções do Primeiro-ministro, respondeu que José Mário Vaz não lhes pediu um nome ainda, contudo garantiu-lhes que vai seguir os trâmites legais, passo a passo.

Por seu turno, o coordenador do Movimento para Alternância Democrática (Madem-G-15) Braima Chamará frisou que alertaram ao José Mário Vaz de que, para que a nomeação do próximo governo seja uma realidade é muito importante que ele faça respeitar a constituição usando as suas prerrogativas.

“Como todos sabem no quadro constitucional do nosso país, é obrigatório a constituição taxativa e regular da mesa da Assembleia Nacional Popular com base nos resultados eleitorais para que se possa cumprir o princípio da proporcionalidade. Por isso, apelamos à todos os actores políticos, tendo em conta a situação difícil em que o país se encontra, para tudo fazemos para tirar a Guiné-Bissau neste marasmo em que se encontra”, frisou.

Aquele político salientou estar convicto de que o Chefe de Estado deve estar doravante disponível para assumir as suas responsabilidades.

O líder da Bancada Parlamentar do Partido da Renovação Social (PRS), Sola Nanquilim disse que foram chamados para consultas com o Presidente da República, mas que não  abordaram com José Mário Vaz assuntos sobre nomeação do novo primeiro-ministro.
Nanquilin apela  à imprensa no sentido de ajudar a informar a opinião publica de que o lugar de primeiro Secretário da Mesa da ANP pertence ao seu partido(PRS).

Em representação do Assembleia do Povo Unido (APU-PDGB), Armando Mango afirmou  que, enquanto partido com assento parlamentar, foram chamados para serem ouvidos sobre o artigo 68 alínea G da Constituição da República referente a indigitação do novo Chefe do Governo, salientando que apesar de estarem de acordo, o encontro peca por tardia, uma vez que já passaram mais de 90 dias depois das eleições legislativas de 10 de Março.

“ Congratulamos com a iniciativa e esperamos que o acto posterior do chefe de Estado será nomear o novo Primeiro- ministro atendendo os resultados eleitorais “,vincou.

Para o  vice-presidente da União para Mudança(UM) José Maria Baticã Ferreira, o Presidente da República está num exercício constitucional para nomear o novo Primeiro-ministro e consequente formação de novo governo. Disse que a propósito fizeram ao Presidente José Mário Vaz recordar que deve aplicar a Constituição da República como condição fundamental para a nomeação de um Primeiro-ministro na base de resultados eleitorais.

Iaia Djaló, líder do partido  Nova Democracia( PND) considerou de interessante a audiência com o chefe de Estado, por ter cingido sobre a nomeação do Primeiro-ministro no quadro legal.

Djaló disse que foi o que aconselhou ao José Mário Vaz a fazer, uma vez que não há mais caminho a percorrer que não seja o de cumprimento escrupuloso da lei magna do país.
Passaram mais de 90 dias após as eleições legislativas, a Guiné-Bissau ainda não tem novo Primeiro-ministro para formar um novo governo.

O Presidente da República havia condicionada a nomeação de novo Primeiro-ministro a eleição do 2º vice-presidente da ANP, entretanto agendado para a sessão que decorre na Assembleia Nacional Popular. ANG/MSC/ÂC//SG

RDC


                                     Tensão política compromete governo
Bissau, 14 jun 19 (ANG) - A tensão política voltou ao rubro entre militantes do partido do presidente Félix Tshisekedi e os da força política do seu antecessor Joseph Kabila, na República Democrática do Congo.
Um cenário que complica ainda mais a formação do governo no antigo Congo belga.
Segundo a polícia, várias sedes de partidos foram atacadas na capital na quinta-feira.
As duas coligações no poder, a UDPS, União para a democracia e o progresso social, e o PPRD, Partido para a reconstrução e democracia, respectivamente pró Tshisekedi e pró Kabila, parecem estar cada vez mais de costas voltadas.
E, com provocações de parte a parte, e ainda sem fumo à vista quanto à formação de um novo governo.
O executivo deveria contar com uma maioria de ministros pró Kabila, vencedores das legislativas.
Este aumento de tensão coincidiu com a declaração de Martin Fayulu que tanto Tshisekedi como Kabila teriam "assassinado o Estado de direito".
Aquele que continua a declarar-se como vencedor das presidenciais reagia, desta feita, ao facto de ter sido invalidada a eleição de 23 deputados do seu movimento "Lamuka" (Acorda em lingala).
O Tribunal constitucional validou, com efeito, esta semana um reforço de cerca de 20 deputados para o partido de Kabila que consegue a maioria absoluta no parlamento, não obstante não ter conseguido a vitória nas presidenciais.
Fayulu denunciou uma decisão extemporânea da justiça e anunciou uma manifestação para esta quinta de mulheres e deputados.
Ele suspendeu ainda as actividades de todos os seus parlamentares e promete uma grande marcha para dia 30, dia da independência. ANG/RFI

Reuteurs Institute


                                          Há menos confiança  na mídia
Bissau, 14 jun 19 (ANG) – Apenas 42 por cento dos 75 mil pessoas entrevistadas em 38 países confiam na imprensa de maneira geral, revela um  documento da Reuters Institute.
Essa percentagem representa cerca de dois pontos a menos em relação a situação verificada no passado.
O estudo divulgado na quarta-feira (12) mostra que menos de uma a cada duas pessoas confia nos veículos acessados ou lidos no quotidiano – o equivalente a 49% dos entrevistados, ouvidos entre janeiro e fevereiro em 38 países. 51% das pessoas que participaram da pesquisa pensa que a mídia ajuda a entender o mundo atual e menos de um terço (29%) acredita que a imprensa cubra assuntos pertinentes. Para 16%, o “tom” utilizado nas matérias e reportagens não é adequado.
Os resultados da pesquisa escondem disparidades importantes de acordo com o país, indica o relatório. Na Finlândia e no Canadá, por exemplo, a maioria da população confia na imprensa. Já na Grécia ou na Hungria, há uma forte desconfiança. Na França, a confiança diminuiu cerca de 24%.
A imprensa foi particularmente criticada pela cobertura do movimento dos “coletes amarelos”, especifica o documento. A confiança nas informações consultadas nas ferramentas de busca e redes sociais continua estável em relação ao ano passado e são, respectivamente, de 33% e 23%.
Os internautas utilizam cada vez mais aplicativos de troca de mensagens instantâneas para compartilhar informações e se informar, principalmente no Brasil, na Malásia e na África do Sul. O documento ressalta que o nível de confiança aumenta com o nível educacional. Os leitores mais diplomados na Alemanha e nos EUA, por exemplo, avaliam as mídias de maneira mais positiva.
Paralelamente, a preocupação continua crescente em relação à expansão das fake news, apesar dos esforços das plataformas e dos editores.
Entretanto, a proporção das pessoas dispostas a pagar por informação on-line é baixa, é de 15%.De uma maneira geral, o relatório mostra que os internautas preferem investir na diversão e em canais como Netflix e Spotify. Esse dado contrasta com o fato de que cada vez mais veículos tendem a cobrar pelos seus conteúdos. Outro dado interessante é que 32% das pessoas evitam as chamadas “notícias quentes”, em detrimento de conteúdos mais elaborados. ANG/RFI

Saúde pública


                                      OMS pede sangue seguro para todos

Bissau,14 Jun 19(ANG) – Celebra-se hoje, 14 de Junho, em todo o planeta, o Dia Mundial do Dador de Sangue, subordinado ao tema “ Sangue seguro para todos”.

O Director Regional da Organização Mundial de Saúde para a Região Africana, em mensagem divulgada por ocasião da efeméride e enviada à ANG, disse que   o tema da campanha deste ano tem como foco a doação de sangue e o acesso universal à transfusão de sangue segura como meio de concretizar uma cobertura sanitária universal.

Na mensagem Matshidiso Moeti afirmou que o referido tema encoraja fortemente mais pessoas em todo o mundo a serem doadores de sangue e a doarem sangue regularmente.

“O tema desta ano, “Sangue seguro para todos”, chama a atenção para o papel fulcral que a doação voluntária de sangue desempenha na concretização da meta da cobertura sanitária universal da saúde”, sublinhou o Director Regional da OMS.

Disse que a comemoração do Dia Mundial do Dador de Sangue é uma oportunidade para agradecer aos doadores voluntários, sem qualquer remuneração  e cujas doações salvam  vidas humanas.

Prosseguiu que também serve para promover a sensibilização e o acesso a sangue e componentes sanguíneos seguro e de qualidade garantida para todos.

Aquele responsável acrescentou que a transfusão de sangue é uma parte de saúde resiliente.

“A transfusão de sangue é essencial para se concretizar o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável 3.8 que diz respeito à saúde, que procura garantir uma vida saudável, e promover o bem-estar para todas as idades”, referiu Matshidiso Moeti.

Afirmou na mensagem que, de facto, a transfusão de sangue segura contribui para a redução da mortalidade materna e as mortes de recém-nascidos e de crianças com menos de cinco anos.

Acrescentou ainda que a transfusão sanguínea previne as epidemias de doenças transmissíveis, tais como a sida, tuberculose, malária e doenças tropicais negligenciadas, e também para o combate à hepatite , assim como a mortes por  lesões resultantes de acidentes de viação.

O Director Regional da OMS para Região Africana disse que em África os países têm alcançado progressos significativos para melhorarem a disponibilidade e o acesso a sangue e a componentes sanguíneos seguros e com garantia de qualidade, mas que,contudo, a necessidade de transfusões de sangue está a aumentar e muitos doentes ainda enfrentam o problema de escassez de sangue.

“Por esta razão, exorto os países a apoiarem as doações de sangue voluntárias, como uma componente primária para a concretização da cobertura sanitária universal e a assegurarem o financiamento sustentável para os serviços nacionais de transfusão de sangue”, disseANG/ÂC//SG

Venezuela


      Morrer vira "solução" para sair da crise  e número de suicídios explode
Bissau, 14 jun 19 (ANG) - A crise económica e política que atinge a Venezuela tem provocado estragos em vários âmbitos da sociedade.
O país, que sofre de uma inflação galopante, violência nas ruas e pobreza extrema, vem registando os maiores números de suicídio do continente americano.
Desde o ano passado, com a agravamento da crise, a Venezuela enfrenta uma alta nos índices de suicídio. O número de pessoas que tiraram sua própria vida quadruplicou nos últimos quinze anos e o fenómeno vem se acelerando. Quase 800 casos foram registrados apenas na capital Caracas em 2018.
“A cada semana recebemos, em média, quatro novos casos de pacientes com pensamentos suicidas”, conta Marisol Ramirez, presidente da rede nacional Psicólogos Sem Fronteiras, um dos serviços que, junto com a Federação dos Psicólogos da Venezuela, criado no ano passado, oferecem atendimento acessível para a população.
Segundo a psicóloga, é cada vez maior o número de pessoas que veem na morte uma possível solução para seus problemas. “Os pacientes dizem: se eu estivesse morto, minha família não teria mais que se cansar para encontrar remédios e cuidaria dos meus filhos. Elas vivem pensando que podem ser assassinadas, que podem morrer...”, conta Marisol. “As pessoas falam da morte com tanta naturalidade. Parece até ser uma opção como outra qualquer”, continua a psicóloga.
O que mais impressiona a presidente da Psicólogos Sem Fronteiras é o aumento de menores entre seus pacientes. “Já recebemos crianças que diziam que a mãe tinha se refugiado no exterior, que não queriam morar com tias ou avós e, por isso, tinham vontade de morrer”, relata.
“Essa semana mesmo recebemos duas crianças que não sabiam como fazer a lição de casa em razão dos cortes de electricidade que atrasaram os programas escolares. As famílias estavam muito preocupadas, pois os filhos disseram que a solução seria morrer. A gente constata que, aos poucos, a ideia da morte se banaliza na sociedade venezuelana”, analisa a psicóloga.
Apesar dessa constatação, o termo suicídio ainda é um tabu no país. As autoridades acusam os que ousam usar essa expressão de fazerem apologia à morte. Uma maneira indireta de não reconhecer um dos sintomas das dificuldades enfrentadas atualmente pela sociedade venezuelana. ANG/RFI

Meteorologia


         Previsões do tempo apontam para queda de poucas chuvas este ano

Bissau, 14 Jun 19 (ANG)- O Director do Instituto Nacional de Meteorologia disse quinta-feira que as previsões apontam para a queda de poucas chuvas este ano.

Segundo a Rádio Pindjiquiti, Cherno Luís Mendes falava com base nas previsões divulgadas esta quinta-feira pelo Centro Regional do Comité  Inter-Estado de Luta Contra Seca no Sahel(CILSS), acrescentou  que durante os meses de Junho, Julho e Agosto do ano em curso a quantidade de chuva que vai cair, será igual, a do ano transacto.

Pediu aos directores regionais de meteorologia para informarem aos camponeses sobre o risco de não  cultivarem a terra logo depois das primeiras chuvas e  sobre a necessidade de respeitarem  o calendário agrícola.

Aquele técnico acrescentou ainda que a  tendência de fracas chuvas pode-se verificar até ao final da época chuvosa.

Cherno Mendes informou que as zonas norte, sul e insulares serão mais afectadas pela falta das chuvas.

Questionado sobre a eventualidade de cheias no país, admitiu  que pode haver casos excepcionais de chuvas durante vinte e quatro horas , e que poderão provocar inundações.

Em relação a eventuais ventos fortes ou elevadas temperaturas, disse que estão a trabalhar com alguns parceiros no sentido de produção e divulgação do boletim informativo sobre essas tempestades.

Cherno Mendes disse que as causas de diminuição das precipitações na Guiné-Bissau se devem  as condições naturais.

Bissau registou quinta-feira  a noite a queda das primeiras chuvas com maior intensidade, desde que se entrou na época chuvosa que normalmente inicia em Maio. 

Há informações de que terá chovido em todo o país. ANG/JD/ÂC//SG