sexta-feira, 15 de maio de 2026

Festival de Pecixe/Organizadores preveem atrair mais investimento para a ilha   

Bissau, 15 Mai 26 (ANG) – Os Organizadores da 3ºEdição do Festival de Pecixe perspetivarm  atrair mais investimento para a criação de mais infraestruturas na ilha,  nos próximos tempos.

“Digo que perspetivamos atrair maior número de investidores porque a ilha de Pecixe é uma zona estratégica para o turismo. Com a realização de sucessivos festivais vai permitir a divulgação da sua imagem e mostrar ao mundo que a Guiné-Bissau tem zonas agradáveis e que, apesar de tudo, as pessoas podem viver em segurança neste país”, disse Iovanis Augusto Mandami, coordenador do Festival , em entrevista, quinta-feira à ANG.

Iovanis Augusto Mandami considerou  de positivo o balanço da 3ª Edição do Festival de Pecixe encerrado recentemente.

Disse que se houver mais investimento em Pecixe  vai gerar emprego para  juvenis e promoção do progresso  local.

Sobre resultados concretos da iniciativa, destacou que ao  nível local conseguiram ter sucesso de certo modo, uma vez que  durante o festival as mulheres vendedeiras e pequenos comerciantes daquela localidade conseguiram recolher uma receita considerável.

 “O festival serve também para sensibilizar as pessoas no que tem a ver com as medidas preventivas sobre  alterações climáticas, uma vez que a Guiné-Bissau é um país de risco e,  por isso, é preciso se cuidar com a finalidade de evitar catástrofes naturais”, disse Mandami.

Iovanis  Mandami disse que, até ao último momento dos preparativos para realização da 3ª Edição de Festival estavam a e deparar com dificuldades financeiros para fazer certas actividades mas que  graças ao apoio financeiro do  Primeiro-ministro conseguiram ultrapassar essas dificuldades.

A 1ª Edição de Festival do Pecixe decorreu em 2017. Um grupo de jovens realizaram uma atividade, que depois acabou por ser    considerada  a primeira edição, como forma de valorizar os esforços desse grupo de jovens. O 2º em 2019 e a terceira este ano.

Iovanis disse  que, doravante a realização do Festival de Pecixe será anualmente, com a finalidade de atingir mais pessoas e de promover a imagem local para atrair vantagens que possam contribuir no desenvolvimento do país.

Explicou que a iniciativa de realização de festival em Pecixe surgiu em 2018  de um senhor chamado Agostinho.

Disse que  após manterem conversações , no dia seguinte Agostinho apresentou um projecto, que após receber a aprovação de todos os trabalhos para a concretização da iniciativa arrancaram.

Mandami  agradece à  todos que apoiaram para a concretização do Festival de Pecixe.  ANG/AALS//SG

Portugal/ Cooperação académica e científica África-Europa reforçada

Bissau, 15 Mai 26 (ANG) – A cooperação académica e científica entre África e Europa foi reforçada na quinta-feira em Lisboa com a assinatura de um acordo de parceria estratégica entre o Fórum das Associações Africanas de Inteligência Económica (FAAIE), com sede em Dakhla, e a Universidade Católica Portuguesa (UCP).

Este acordo, assinado pelo Presidente do Fórum, Driss Guerraoui, e pela Reitora da UCP, Isabel Capeloa Gil, tem como objetivo estabelecer um quadro institucional de cooperação nas áreas de estudos, pesquisa e atividades científicas de interesse comum, bem como a organização de encontros académicos, conferências e treinamentos especializados, além da troca de publicações e documentos científicos.

Esta parceria representa uma importante oportunidade para especialistas, pesquisadores e atores institucionais que representam os 23 países africanos fundadores do Fórum, dadas as perspectivas promissoras que oferece para o fortalecimento da inteligência estratégica e da governança econômica entre os dois lados do Atlântico.

Tem como objetivo também fortalecer as capacidades dos atores académicos africanos e apoiar os esforços para construir ecossistemas continentais avançados nas áreas de previsão estratégica, inovação e competitividade.

Em declaração à MAP nesta ocasião, a Sra. Capeloa Gil indicou que esta cooperação representa um pilar essencial para aprofundar o entendimento mútuo e consolidar os laços históricos que unem Portugal, Marrocos e todo o continente africano.

A ambição comum é desenvolver estratégias que possam promover um salto qualitativo nos campos económico e científico, bem como estabelecer espaços de pesquisa sustentáveis ​​que liguem a África e a Europa, acrescentou ela.

Por sua vez, o Sr. Guerraoui afirmou que a assinatura deste acordo com a UCP faz parte de uma visão estratégica que visa construir pontes sólidas de conhecimento entre a África e a Europa.

Ele explicou que essa cooperação é fundamental para o desenvolvimento da pesquisa científica e da inovação nas áreas de inteligência estratégica e governança económica, servindo aos interesses comuns do continente africano e de seus parceiros na costa norte do Mediterrâneo.

Criado em 2018 sob a égide da Universidade Aberta de Dakhla, o Fórum das Associações Africanas de Inteligência Económica trabalha para promover as melhores práticas em inteligência económica na África. ANG/Faapa

   

China/ Xi Jinping alerta Trump para risco de ‘conflito’ sobre a questão de Taiwan

Bissau, 15 Mai 26(ANG) - Os presidentes da China e dos Estados Unidos encerraram, quinta-feira (14) ,as conversas da cúpula bilateral, durante a visita de três dias de Donald Trump a Pequim.

Segundo a televisão estatal chinesa, Xi Jinping advertiu que a China e os Estados Unidos poderiam entrar em “conflito” caso Washington conduzisse mal a questão de Taiwan.

O presidente americano foi recebido pelo líder chinês no Palácio do Povo, símbolo do poder em Pequim, ao lado da Praça Tiananmen, decorada com as cores das bandeiras chinesa e americana.

De acordo com jornalistas que acompanham a visita, os dois líderes conversaram por cerca de duas horas e 15 minutos, após uma recepção militar.

No início do encontro, Trump, que acredita fortemente no peso das relações pessoais entre líderes e afirma ter proximidade com Xi, declarou ser uma “honra estar ao (seu) lado” e “uma honra ser (seu) amigo”

Além de Taiwan e da economia, Xi Jining e Donald Trump  discutiram o conflito no Oriente Médio, a guerra na Ucrânia e a situação na península coreana.

“As relações entre a China e os Estados Unidos vão ser melhores do que nunca”, chegou a afirmar Donald Trump.

Sobre Taiwan, o presidente chinês usou um termo em mandarim que não se refere necessariamente a um conflito militar, mas que também pode indicar oposição firme ou confronto diplomático e político.

“A questão de Taiwan é a mais importante nas relações sino-americanas. Se for bem tratada, as relações entre os dois países poderão permanecer globalmente estáveis. Se for mal conduzida, os dois países entrarão em choque, ou até mesmo em conflito”, declarou Xi Jinping.

Em reação, o governo de Taiwan afirmou que a China representa “o único risco”’para a paz regional. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores taiwanês citou como exemplos o “assédio militar” chinês ao redor da ilha e na região, além das chamadas táticas de zona cinzenta – manobras coercitivas que não configuram atos de guerra.

O governo taiwanês também declarou que os Estados Unidos reiteraram, durante o encontro, seu “apoio claro e firme” à ilha democrática.

A China considera Taiwan uma de suas províncias e afirma não ter conseguido “unificá‑la” ao restante do território desde o fim da guerra civil chinesa, em 1949. Pequim defende uma retomada pacífica, mas não descarta o uso da força.

Washington não mantém relações diplomáticas oficiais com Taipé desde 1979, quando reconheceram a República Popular da China como o governo legítimo da China. Apesar disso, os dois lados mantêm uma relação estreita, porém não oficial, baseada em comércio, segurança e intercâmbios culturais.

Esses vínculos são estruturados pela lei americana chamada Taiwan Relations Act, que permite cooperação sem reconhecimento diplomático formal. Os Estados Unidos são os principais fornecedores de armas da ilha, o que desagrada as autoridades chinesas, que veem nessa política uma violação da soberania nacional.

 “O independentismo taiwanês é incompatível com a paz no Estreito de Taiwan”, afirmou Xi Jinping, em referência à faixa marítima que separa a ilha da China continental.

Desde 2016, com a ascensão ao governo de Tsai Ing‑wen em Taipé e, depois, de Lai Ching‑te, em 2024, Pequim intensificou as manobras militares ao redor de Taiwan.

Após as primeiras conversas, Donald Trump visitou o Templo do Céu, sítio histórico inscrito no património mundial da humanidade. Para analistas, a escolha do local teve forte simbolismo: sob as dinastias imperiais, os imperadores chineses iam até o templo para rezar por boas colheitas e reafirmar sua legitimidade.

Os dois líderes voltam a se reunir na sexta-feira (15), quando Xi Jinping tomará chá e almoçará com Donald Trump. ANG/RFI com agências

 

          Quénia/Novo surto de ébola já provocou 65 mortos na RDCongo 

Bissau, 15 Mai 26(ANG) - A República Democrática do Congo (RDCongo) declarou um novo surto de ébola que já fez pelo menos 65 mortos, com mais 246 casos suspeitos, avançou hoje a agência de saúde pública da União Africana (UA).

Em comunicado, o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças da UA disse que os casos foram registados principalmente nas zonas de Mongwalu e Rwampara, na província de Ituri (leste).

A RDCongo, país vizinho de Angola, sofreu outro surto de ébola entre setembro e dezembro de 2025, que provocou 45 mortes e 64 casos na província de Kasai (centro).

ANG/Inforpress/Lusa

 

China/Trump conclui visita  sem avanços concretos no Golfo e mantém pressão por acordo com o Irã

Bissau, 15 Mai 26 (ANG) - Ao encerrar uma visita de dois dias a Pequim nesta sexta-feira (15), o presidente norte-americano, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã e disse estar “perdendo a paciência” com o impasse nas negociações.

A declaração sintetiza o encontro com Xi Jinping: embora EUA e China tenham alinhado posições mínimas sobre temas sensíveis, o conflito no Golfo segue sem solução clara e com efeitos crescentes sobre a economia, apesar dos acordos comerciais bilaterais robustos que Trump afirma ter obtido.

 “É uma visita histórica que ficará marcada”, declarou Xi Jinping no segundo dia do giro de Donald Trump à China, nesta sexta-feira (15). “Firmamos acordos comerciais excelentes, muito positivos para os dois países”, disse Trump, sem dar mais detalhes, durante um novo encontro com o presidente chinês em Zhongnanhai, complexo que abriga a cúpula do poder na China, perto da Cidade Proibida,  vasto complexo de palácios localizado no centro de Pequim.

O presidente norte-americano deixou a capital chinesa nesta sexta-feira no início da manhã.

Do lado chinês, Xi Jinping saudou a criação, entre as duas potências rivais, de uma nova relação de "estabilidade estratégica construtiva", tornada pública pelos chineses na véspera, no primeiro dia da cúpula entre China e Estados Unidos. 

Donald Trump afirma ter obtido vários compromissos económicos importantes por parte da China.

O presidente norte-americano menciona, entre eles, uma encomenda de 200 aviões Boeing de grande porte — a primeira desse nível em quase dez anos —, embora menor do que a compra de 500 aeronaves de corredor único 737 MAX e cerca de 100 aviões de grande porte (787 Dreamliner e 777) mencionada pela imprensa há meses, além do aumento das aquisições chinesas de soja, carne bovina, petróleo e outros produtos agrícolas dos Estados Unidos.

Washington afirma que há negociações em estágio avançado para ampliar o comércio de produtos sem caráter estratégico, com potencial de alcançar várias dezenas de bilhões de dólares.

 A ideia é retomar e ampliar as trocas em áreas menos sensíveis, deixando de lado setores onde há disputa tecnológica e militar mais acirrada. Ao mesmo tempo, Estados Unidos e China tentam criar mecanismos para evitar uma nova escalada comercial, após meses de tensões tarifárias.

Ainda assim, um tema segue especialmente delicado: o das terras raras. Os Estados Unidos reconhecem que houve avanço nas exportações chinesas desses minerais estratégicos — fundamentais para baterias, semicondutores e a indústria de defesa —, embora Pequim continue retardando a liberação de algumas licenças.

Segundo Trump, houve entendimento com o líder chinês de que Teerã não pode desenvolver arma nuclear e precisa restabelecer a livre navegação no Estreito de Ormuz, ponto estratégico por onde passa uma parcela expressiva do petróleo consumido no mundo.

A crise no local, agravada após ataques iniciados no fim de Fevereiro, praticamente interrompeu o tráfego marítimo e provocou uma das maiores desorganizações recentes no fornecimento global de energia.

A convergência entre Washington e Pequim, no entanto, se limita a objetivos gerais.A China evitou comentar diretaente o teor das conversas, mas deixou claro seu desconforto com a escalada militar.

Em nota oficial, o governo chinês afirmou que o conflito “não deveria ter ocorrido” e que sua continuidade é injustificável — posição que reforça a aposta de Pequim em uma saída negociada.

Apesar disso, há sinais de acomodação estratégica. De acordo com a Casa Branca,Xi Jinping se comprometeu a não fornecer equipamentos militares ao Irã e demonstrou interesse em ampliar a compra de petróleo norte-americano. O movimento é interpretado como uma tentativa de reduzir a dependência chinesa do Estreito de Ormuz, hoje sujeito a interrupções e ameaças recorrentes.

Enquanto as potências tentam preservar canais de diálogo, o cenário no Golfo segue volátil. Um episódio recente — o ataque a um navio indiano transportando gado, atingido nas proximidades deOmã e posteriormente desviado para território iraniano — ilustra o nível de risco na região. Relatos de segurança marítima indicam o uso de míssil ou drone, além da atuação de pessoas não autorizadas que assumiram o controle da embarcação.

O ambiente de insegurança alimenta o temor de novas interrupções no comércio global de energia e pressiona governos a buscar rotas alternativas. Nos Emirados Árabes Unidos, autoridades aceleraram planos para expandir a capacidade de exportação por meio de um oleoduto ligado ao terminal de Fujairah, fora da área crítica do estreito.

Os impactos económicos já são visíveis. Mercados financeiros reagem com queda nas bolsas europeias e alta nos rendimentos de títulos públicos, refletindo a expectativa de inflação mais elevada. Investidores avaliam que o encarecimento da energia e a instabilidade geopolítica podem forçar bancos centrais a adotar uma política monetária mais dura.

Na Alemanha, maior economia da Europa, o governo projeta uma desaceleração mais forte no segundo trimestre, depois de um crescimento modesto no início do ano. O diagnóstico oficial aponta uma combinação de preços mais altos, gargalos de abastecimento e perda de confiança de empresas e consumidores.

No mercado de petróleo, a tendência é de alta. A combinação entre oferta ameaçada e tensão geopolítica sustenta os preços e reforça a percepção de risco prolongado. Ainda que o Irã sustente que parte do fluxo marítimo foi mantida, o histórico recente de ataques e apreensões mantém a cautela entre operadores.

No plano diplomático, cresce a pressão internacional por um acordo. A China defende um cessar-fogo duradouro e atua como possível mediadora indireta, enquanto os Estados Unidos endurecem o discurso. Trump sinaliza menor disposição para concessões e cobra avanços rápidos nas negociações, que contam com intermediação do Paquistão, mas seguem travadas.

Ao mesmo tempo, o presidente norte-americano relativizou pontos centrais do contencioso nuclear, sugerindo que a recuperação do eventual estoque de urânio enriquecido iraniano teria mais valor político do que impacto efetivo sobre a segurança — uma declaração que indica margem para barganha, apesar do tom rígido adotado publicamente.

A crise também se desdobra em outras frentes regionais. O Irã pressiona pelo encerramento definitivo dos combates no Líbano, onde Israel mantém operações militares mesmo após o anúncio de uma trégua paralela. Conversas recentes em Washington entre representantes israelenses e libaneses foram classificadas como construtivas, mas ainda sem resultados concretos.

Ao fim da passagem de Trump por Pequim, o quadro que se desenha é o de uma tentativa de coordenação entre as duas maiores potências globais diante de uma crise que afeta simultaneamente segurança, energia e economia. Sem avanços decisivos, porém, o risco é de prolongamento da instabilidade, com efeitos cada vez mais amplos e difíceis de conter. ANG/RFI/ AFP

 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Ensino/ Plataforma Nacional de Associações Estudantis promove Conferência Nacional sobre qualidade do ensino

Bissau, 13 Mai 26 (ANG) - A Plataforma Nacional  de Associações Estudantis para Educação promove, quinta-feira, a 1ª  Conferência Nacional dedicado à análise do estado atual do sector educativo do país.

De acordo com o programa enviado à  ANG , o evento  decorrerá sob o lema “ Por uma Educação de Qualidade, Inclusiva e Participativa”, e contará com a participação do Primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té.

Parceiros internacionais, Sindicatos, diretores de escolas, estudantes e outros intervenientes do sistema educativo, tomarão igualmente parte na conferência que prevê a identificação dos desafios e definição de estratégias para a melhoria da qualidade do ensino no país.

A sessão oficial de abertura será marcada por discursos do Primeiro-ministro, da UNICEF, do Presidente da Plataforma Nacional de Associações Estudantis, de representantes dos sindicatos dos professores e dos diretores das escolas .

O primeiro painel, será dedicado ao tema: “ Estado da Educação na Guiné-Bissau”, contando com intervenção de técnicos do Ministério da Educação, diretores de escolas e representantes estudantis.

A programação incluiu uma mesa redonda intitulada “Voz dos estudantes” centrada nas experiências reais vividas nas escolas.

No período da tarde, os participantes serão distribuídos em grupos de trabalho para discutir temas como qualidade do ensino, infraestruturas escolares, direito à participação estudantil, emprego jovem e formação profissional.

A conferência vai terminar com a validação do documento final, aprovação das recomendações e compromissos da Plataforma. ANG/LPG/ÂC//SG


Sociedade/Governo e PNUD realizam Diálogo Estratégico de Alto Nível sobre impacto da crise Global e o reforço da resiliência nacional

Bissau, 13 Mai 26 (ANG) - O Governo,  em parceria com as Nações Unidas e os parceiros de desenvolvimento iniciou, esta terça-feira, um encontro de Diálogo Estratégico de Alto Nível sobre o impacto da crise Global e o reforço da resiliência nacional com o foco na promoção de boa governação.



Na cerimónia de abertura do evento, o Diretor-geral de Inclusão e Solidariedade Social, Carlos Tipote pediu soluções viáveis aos participantes para a protecção dos mais vulneráveis.

“Este diálogo tem como objectivo principal reforçar a boa governação,  transparência,  responsabilidade e  protecção social, contribuindo assim, para maior confiança e estabilidade da Guiné-Bissau. Pretende igualmente transformar a preocupação em acção coordenativa”, disse aquele responsável.

Tipote sustentou que, com a referida acção, perspectivam igualmente reforçar a articulação entre o Governo, parceiros de desenvolvimento e diferentes atores nacionais em torno das prioridades claras, recomendações concretas e soluções suscetíveis à promoção do bem comum na Guiné-Bissau.

Durante três dias, os participantes do evento abordarão os impactos da guerra no Médio Oriente sobre os preços dos combustíveis, o custo de vida, a segurança alimentar e a resiliência económica do país bem como soluções para proteger os mais vulneráveis. ANG/AALS//SG

 

 

Líbano/Líder do Hezbollah recusa desarmamento e promete "inferno" a Israel

Bissau, 13 Mai  26(ANG) – O líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou hoje que o Líbano discuta o desarmamento do grupo libanês pró-iraniano com Israel e ameaçou transformar o conflito com o exército israelita num inferno.


"As armas e a Resistência não dizem respeito a ninguém fora do Líbano (...) é uma questão interna libanesa que não faz parte das negociações com o inimigo", disse Qassem numa mensagem dirigida aos combatentes do Hezbollah.

"Não nos renderemos e transformaremos a batalha num inferno para Israel", acrescentou, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A declaração surge numa altura em que o Líbano e Israel deverão realizar uma nova ronda de negociações em Washington, na próxima quinta-feira.

Israel exige ao Governo do Líbano o desarmamento do Hezbollah, entre outras condições para cessar as hostilidades contra o país vizinho.

O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra no Médio Oriente ao atacar Israel em 02 de março, dois dias depois de o líder iraniano, Ali Khamenei, ter sido morto no início da ofensiva israelo-americana contra Teerão.

Israel alegou que os ataques do Hezbollah constituíam uma violação do cessar-fogo de Novembro de 2024, que tinha interrompido a guerra que ocorria então no sul do Líbano desde Outubro de 2023.

O conflito entre o Hezbollah e Israel remonta a 1982, quando a organização política e paramilitar fundamentalista foi fundada para combater a invasão do Líbano por Israel.

Naim Qassem, o clérigo xiita que sucedeu a Hassan Nasrallah, morto em Beirute num ataque do exército israelita em 27 de Setembro de 2024, rejeitou também a realização de negociações diretas do Líbano com Israel.

"Apelamos à opção por negociações indiretas, em que os trunfos estejam nas mãos do negociador libanês, e ao abandono das negociações diretas, que apenas pressupõem benefícios para Israel e concessões gratuitas por parte das autoridades libanesas", afirmou.

Qassem assegurou que o Hezbollah vai manter a luta armada contra Israel pelo tempo que for necessário.

"Não nos submeteremos nem nos renderemos, e continuaremos a defender o Líbano e o seu povo, por muito tempo que passe e por maiores que sejam os sacrifícios, que são menores do que o preço da rendição", afirmou.

"O inimigo acabará por ceder, tarde ou cedo", acrescentou, também citado pela agência de notícias espanhola EFE.

O Líbano é um dos países mais atingidos pela guerra israelo-americana contra o Irão, com 2.869 mortos desde 02 de Março até segunda-feira, de acordo com um balanço oficial divulgado Ministério da Saúde libanês.

Israel recusou incluir o Líbano no cessar-fogo negociado entre os Estados Unidos e o Irão que entrou em vigor em 08 de Abril, para permitir conversações sob mediação do Paquistão.

Posteriormente, Israel concordou com uma trégua em 17 de Abril para negociar com as autoridades de Beirute o fim do conflito, mas os combates nunca cessaram, com as forças israelitas e o Hezbollah a trocar disparos diariamente.

Os combates têm ocorrido sobretudo no sul do Líbano, onde Israel controla uma faixa com cerca de 10 quilómetros a partir da fronteira.

O Hezbollah tem um braço armado, o Conselho da Jihad, e integra o chamado "Eixo da Resistência", uma coligação de grupos radicais financiada pelo Irão para atuar contra interesses israelitas e norte-americanos na região.

A ala política do Hezbollah, o partido Lealdade à Resistência, conta com 15 deputados (mais três do que em 2018) dos 178 que constituem o parlamento do Líbano. ANG/Inforpress/Lusa

 

Guiné-Equatorial/Presidente Nguema defende parceria África-China para enfrentar desafios globais

Bissau, 13 Mai 26 (ANG) – A cidade de Malabo acolheu, na terça-feira, a quinta Mesa Redonda entre a União dos Conselhos Económicos e Sociais e Instituições Similares de África (UCESA) e o Conselho Económico e Social da China (CESC), como plataforma para o diálogo estratégico da parceria sino-africana.

Em seu discurso de abertura, o Presidente da Guiné Equatorial, Obiang Nguema Mbasogo, defendeu o fortalecimento da coordenação estratégica entre a África e a China para enfrentar os desafios globais e consolidar uma parceria unida, equilibrada e orientada para as necessidades.

Ele defendeu especificamente a aceleração da implementação de programas de cooperação em setores prioritários como comércio digital, conectividade, desenvolvimento sustentável, segurança e intercâmbios culturais e científicos.

O Chefe de Estado da Guiné Equatorial também destacou as complementaridades estratégicas entre a África e a China, enfatizando as fortes oportunidades de investimento oferecidas pelo continente, impulsionadas pelos seus recursos naturais, potencial económico e dinâmica demográfica.

Ele também defendeu o fortalecimento dos mecanismos de monitoramento das estruturas de parceria China-África para garantir a implementação eficaz das iniciativas de cooperação, ao mesmo tempo que incentivou os Conselhos Económico e Social a desempenharem um papel ativo no apoio às políticas públicas e no monitoramento dos compromissos.

Por sua vez, o presidente da UCESA, também presidente do Conselho Económico, Social e Ambiental (CESE) de Marrocos, Abdelkader Amara, defendeu uma cooperação sino-africana mais qualitativa, orientada para uma transferência eficaz de tecnologias e conhecimento, a fim de contribuir para a construção de um desenvolvimento mais equitativo, mais sustentável e mais centrado no ser humano.

O Sr. Amara enfatizou que o progresso da parceria sino-africana é inegável, destacando as novas perspectivas abertas pela Iniciativa Cinturão e Rota, bem como pelo regime de tarifa zero.

O presidente do Conselho Económico, Social e Ambiental de Marrocos (CESE) considerou, no entanto, que agora é importante dar um novo passo, por meio de uma cooperação mais focada na transferência de tecnologia, melhor integração das economias africanas nas cadeias de valor globais e maior participação dos atores económicos locais em projetos realizados e financiados pela China.

Em relação à entrada em vigor do regime de tarifa zero, ele observou que isso representa uma grande oportunidade para a exportação de produtos africanos, mas pediu que se mantenha a lucidez quanto aos desafios relacionados à capacidade dos países africanos de exportar mais produtos processados ​​com alto valor agregado.

Por sua vez, o Vice-Presidente do Conselho Económico e Social da China, Sr. Guo Jun, saudou a realização deste encontro, que ocorreu no contexto do 70º aniversário das relações China-África. Ele enfatizou a importância de fortalecer a confiança mútua e estabelecer a parceria dentro de uma estrutura de cooperação sustentável e orientada para resultados.

A mesa-redonda UCESA-CESC teve como tema “Cooperação sino-africana a serviço da transformação estrutural da África: diversificação económica, conectividade e inclusão digital”. ANG/Faapa

Quénia/Líderes africanos pedem maior coordenação entre as Comissões Climáticas do continente

Bissau, 13 Mai 26 (ANG) – Chefes de Estado e de Governo, bem como altos líderes de organizações e instituições regionais e internacionais que são membros das Comissões Climáticas do continente africano, reunidos nesta terça-feira em Nairobi, apelaram ao reforço das sinergias entre as três Comissões Climáticas africanas, nomeadamente a Comissão Climática da Bacia do Congo, a Comissão Climática para a Região do Sahel e a Comissão Climática dos Estados Insulares Africanos.

Nas decisões que culminaram a 4ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comissão Climática da Bacia do Congo (CCBC) e do Fundo Azul para a Bacia do Congo, os líderes africanos elogiaram a visão estratégica do Rei Mohammed VI, que serviu de base para a Cimeira Africana de Ação para a Convergência Continental.

Marrocos, que iniciou a criação das três Comissões Africanas do Clima na Cúpula de Ação Africana realizada à margem da COP22 por iniciativa do Rei Mohammed VI, participou desta 4ª Cúpula com uma delegação liderada pelo Chefe de Governo, Aziz Akhannouch, representando o Soberano. ANG/Faapa

  

Desporto-futebol/Arranca hoje a segunda eliminatória da taça da Guiné

Bissau, 13 Mai 26(ANG) - A segunda eliminatória da Taça de Guiné joga-se a partir desta quarta-feira, após a conclusão da primeira eliminatória disputada apenas por equipas da 2ª Liga.

Esta  fase reserva confrontos entre clubes das duas principais ligas do país, com vários duelos em perspetiva na luta pelo apuramento à fase seguinte da competição.

A eliminatória arranca esta quarta-feira, já com o detentor do título, o FC Pelundo, a entrar em ação diante do seu vizinho, o FC Canchungo.

Confira calendário dos jogos:

Quarta-feira (13-05):

UDR Ondame vs SB Benfica

FC Cuntum vs Sporting CGB

Cupelum FC vs GDR Quelelé

Arados de Nhacra vs ADR Mansabá

CDR Gabú vs Lagartos FC Bambadinca

FC Tombali vs Massaf de Cacine

Djata FC Fulacunda vs FC Quinara

VFC Cacheu vs TF São Domingos

Háfia de Bafatá vs CF Os Balantas

CDR Farim vs Binar FC

Quinta-feira (14-05):

UDIB vs Portos de Bissau

Flamengo de Pefine vs FC Safim

FC Pelundo vs FC Canchungo

Sábado (16-05):

Bijagós FC Bubaque vs FC Cumura

Os jogos têm início marcado para as 16 horas, exceto os encontros entre Cupelum FC vs GDR Quelelé e Flamengo de Pefine vs FC Safim, que começam às 18h30. ANG/Fut245

 

Agricultura/União Europeia organiza em Bissau workshop sobre cadeias de valor e desenvolvimento sustentável

Bissau, 13 Mai 26(ANG) – A cidade de  Bissau acolhe desde terça-feira um workshop sobre cadeias de valor e desenvolvimento sustentável promovido no âmbito das celebrações do Dia da Europa e dos 50 anos de parceria entre a União Europeia (UE) e a Guiné-Bissau.

Na abertura dos trabalhos de dois dias, o Embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau, Federico Bianchi, disse que a valorização das cadeias de produção representa um fator determinante para impulsionar o desenvolvimento sustentável, a criação de emprego, a segurança alimentar e o aumento das exportações.

Segundo o diplomata europeu, o desenvolvimento das cadeias de valor constitui igualmente uma oportunidade para jovens e mulheres, e as possibilidades de se  transformar o potencial produtivo do país em valor acrescentado local.

“Não basta produzir. É necessário transformar, certificar, armazenar e ligar os centros de produção aos mercados com qualidade e sustentabilidade”, salientou Federico Bianchi.

O representante da UE destacou ainda que as celebrações do Dia da Europa simbolizam os valores da parceria e da cooperação regional e internacional entre instituições, organizações e cidadãos, considerados essenciais para enfrentar os desafios atuais.

No primeiro dia do workshop foram debatidas estratégias para reforçar a competitividade dos setores agrícola, pesqueiro e agroindustrial, através de investimentos em infraestruturas, logística, energia, digitalização e capacitação profissional.

Federico Bianchi enalteceu a abordagem “Global Gateway”, sublinhando que a parceria entre a União Europeia, a Guiné-Bissau e os parceiros internacionais está a permitir avanços concretos em diferentes domínios do desenvolvimento económico.

Entre as iniciativas apoiadas pela União Europeia destacou o Programa das Cadeias de Valor Agrícolas e Pesqueiras, o Programa de Competências Profissionais ligadas ao setor do caju, projetos de gestão de resíduos, o Programa DIRECT de apoio ao ensino e formação técnico-profissional, além de investimentos rodoviários, nomeadamente nas estradas Safim-Mpack e Quebo-Boké.

Bianchi defendeu reformas no ambiente de negócios e na governação das cadeias de valor, considerando essencial o envolvimento do setor privado para garantir um crescimento inclusivo e sustentável.

“Este workshop constitui uma oportunidade importante para cruzar análises económicos, sociais e ambientais, identificar constrangimentos comuns e refletir sobre investimentos com maior impacto e efeito multiplicador”, afirmou.

O encontro que termina hoje com apresentações técnicas e recomendações destinadas ao reforço das políticas públicas e das parcerias económicas entre a Guiné-Bissau e a União Europeia, reúne representantes de instituições públicas, organismos internacionais, organizações de produtores, universidades, centros de pesquisa, organizações da sociedade civil, bem como parceiros técnicos e financeiros. ANG/ÂC//SG

      Irã/Teerão ameaça EUA com derrota se não aceitarem proposta de paz

 

 Bissau,  13 Mai 26 (ANG) - O Governo iraniano ameaçou hoje que os Estados Unidos “devem esperar uma repetição das suas derrotas passadas no campo de batalha” se não aceitarem a proposta de paz apresentada por Teerão.

 

"Se o inimigo não ceder às justas exigências do Irão através dos canais diplomáticos, deve esperar uma repetição das suas derrotas passadas no campo de batalha", disse o porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, sublinhando que "se estes direitos razoáveis e definitivos não forem alcançados, o inimigo não conseguirá livrar-se do pântano em que está preso".

 

Talaei-Nik enfatizou que qualquer agressão futura será respondida com uma resposta "decisiva e final", afirmando ainda que "a retirada repetida de navios norte-americanos da zona de conflito demonstra a determinação e a capacidade das Forças Armadas iranianas", segundo a televisão iraniana Press TV. 

 

As declarações de Talaei-Nik surgiram depois de o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, ter declarado na terça-feira que o curso de ação "mais racional" e benéfico para Teerão é "completar a vitória no campo de batalha" através de um processo de negociação com Washington, quando as conversações entre as partes estão paralisadas. 

 

Por sua vez, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, disse que "não há alternativa" para o fim da guerra a não ser que os Estados Unidos aceitem a proposta apresentada por Teerão, antes de alertar que qualquer outra opção "só levará a um fracasso após o outro", após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter classificado o documento apresentado por Teerão como "totalmente inaceitável". 

 

Os Estados Unidos e o Irão estão num processo de diálogo mediado pelo Paquistão, embora as divergências entre as suas posições tenham impedido, até ao momento, um segundo encontro em Islamabad, cidade que acolheu a primeira reunião presencial após o acordo de cessar-fogo assinado em 08 de abril, posteriormente prorrogado indefinidamente por Trump. 

 

O bloqueio do Estreito de Ormuz e a recente incursão e apreensão de navios iranianos pelos EUA na região estão entre os motivos alegados por Teerão para não comparecer às negociações em Islamabad, uma vez que considera estas ações uma violação do cessar-fogo que impede o processo de diálogo. 

 

Apesar disso, ambos os países mantêm contacto através da mediação de Islamabad. 

 

Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão em 28 de fevereiro, levando os iranianos a retaliarem contra países do Golfo que têm interesses norte-americanos, estende a guerra no Médio Oriente. 

ANG/Inforpress/Lusa