terça-feira, 2 de junho de 2026

Senegal/Novo governo de 30 membros formado sem participação do PASTEF

Bissau, 02 Jun 26 (ANG) - O primeiro-ministro senegalês, Ahmadou Al Aminou Lô, apresentou na noite de segunda-feira a composição de um novo governo de 30 membros, caracterizado pela ausência de representantes do partido PASTEF-Les Patriotes, que, no entanto, é o partido majoritário na Assembleia Nacional.

Essa reformulação do poder executivo ocorre em meio a um realinhamento político nacional, marcado pela integração de diversas figuras tecnocratas e políticas à equipe.

Poucas horas antes da publicação da lista oficial, o ex-primeiro-ministro senegalês, Ousmane Sonko, anunciou que membros de seu partido político não participariam do novo governo.

Ao delinear o roteiro para a nova equipe, o primeiro-ministro senegalês indicou que se trata de um "governo de missão e obrigação de apresentar resultados", baseado em fundamentos políticos e tecnocráticos, que dá grande importância aos jovens e às mulheres.

Ele também especificou que a atuação do governo será marcada por uma mudança de abordagem, com foco na coesão institucional e na mobilização da expertise nacional e da diáspora.

O novo gabinete mantém vários membros da equipe anterior, nomeadamente os ministros senegaleses Cheikh Diba (Economia), Cheikh Niane (Relações Exteriores), Cheikh Tidiane Dièye (Água e Saneamento) e Moustapha Guirassy (Educação Nacional).

 Da mesma forma, os funcionários senegaleses Ibrahima Sy (Saúde), Moussa Bala Fofana (Planejamento Urbano), Yankhoba Diémé (Forças Armadas), Déthié Fall (Infraestrutura) e Bakary Sarr (Comunicação) também mantêm suas pastas.

Essa reestruturação ocorre após a decisão do presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye, de nomear Ahmadou Al Aminou Lô como primeiro-ministro em 26 de Maio. Ele sucede à Ousmane Sonko, que foi eleito presidente da Assembleia Nacional do Senegal. ANG/Faapa

    

 

França/Falta de chips afeta mercado mundial de smartphones, que pode cair mais de 13% em 2026

Bissau, 02 Jun 26 (ANG) - O mercado global de smartphones deverá registrar neste ano sua maior contração anual desde o surgimento do dispositivo.

As entregas previstas para 2026 devem cair 13,9%, para 1,08 bilhão de unidades, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (1°) pela consultoria especializada em tecnologia Counterpoint Research.

A empresa cita o agravamento da escassez de chips de memória.

A previsão é mais pessimista do que a publicada em Fevereiro, que projetava queda de 12,4%, com a guerra no Irã intensificando as tensões no abastecimento global de chips.

Os chamados smartphones de entrada, mais baratos, são os mais afetados, já que os fabricantes de chips estão redirecionando sua capacidade de produção para componentes relacionados à IA, tornando esses aparelhos menos rentáveis de produzir.

Os preços globais de atacado de smartphones aumentaram 14% no primeiro trimestre, enquanto as remessas caíram 3,1% em relação ao ano anterior. A tendência deve continuar à medida que os estoques se esgotarem. Modelos vendidos por menos de US$ 150 podem desaparecer do mercado.

“Os fabricantes de smartphones de entrada e de gama média estão pressionados por aumentos de custos que não podem absorver e por consumidores com poder de compra limitado”, afirmou Wang Yang, analista principal da Counterpoint.

. “A questão já não é como aumentar as remessas ou ganhar participação de mercado, mas se ainda é possível permanecer no mercado.”

Segundo Wang Yang, a escassez dechips de memória é a mais grave já enfrentada pela indústria de smartphones. Os fabricantes não conseguem compensar seus efeitos com ajustes de preços ou alterações nos produtos.

Imagem mostra área externa de fábrica da Samsung na província de Bắc Ninh, no Vietnã; AFP - NHAC NGUYEN

Os modelos mais sofisticados mostram maior resistência ao cenário. A Apple registrou receita recorde no primeiro trimestre graças ao iPhone 17. Suas remessas devem permanecer estáveis em 2026 antes de crescer 5% no ano seguinte, segundo a Counterpoint.

Com fornecimento de chips mais estável e margens mais elevadas do que muitos concorrentes, a Apple está bem posicionada para ganhar participação de mercado e pode enfrentar menor pressão para elevar preços.

A Samsung Electronics manteve seus volumes no primeiro trimestre e deve registrar queda limitada a 4% nas remessas ao longo do ano, superando o desempenho do mercado geral graças a um fornecimento estável e a uma linha de produtos consistente.

A Transsion, fortemente exposta ao mercado de smartphones abaixo de US$ 150, deverá sofrer queda de 32% nas remessas neste ano. Seus concorrentes Xiaomi e Honor, por sua vez, devem registrar retrações anuais de 28% e 20%, respectivamente, segundo a Counterpoint.

ANG/RFI/ agências

 

EUA /Autoridades preparam redução drástica de embaixadas em África autorizadas a dar vistos

Bissau, 02 Jun 26(ANG) — O Departamento de Estado norte-americano planeia reduzir drasticamente o número de embaixadas e consulados dos EUA em África que podem processar vistos para estrangeiros que pretendam entrar nos Estados Unidos.

 


As quase 50 embaixadas e consulados dos EUA que processam os pedidos de visto serão reduzidos para 20 nas próximas semanas, de acordo com três responsáveis norte-americanos e um memorando interno obtido pela agência de notícias Associated Press (AP). 

 

Ainda sem data definida, a mudança está prevista para Junho, disseram à AP as fontes, que falaram sob anonimato.

 

Numa teleconferência na passada sexta-feira, diplomatas norte-americanos, incluindo chefes consulares, foram informados de que os EUA iriam reduzir os seus serviços de vistos em toda a África, de acordo com um dos funcionários que participou na chamada.

 

Ao abrigo de uma diretiva aprovada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, na semana passada, o Departamento de Estado vai reduzir as operações consulares em todos os países africanos, exceto em 20 "centros" de operações, segundo os responsáveis e o memorando.

 

O processamento de vistos em África já foi afetado pela proibição de viagens para determinados países, bem como pela exigência de que os requerentes depositem uma caução até 15.000 dólares (aproximadamente 12.900 euros) para se poderem candidatar e, mais recentemente, pelas restrições causadas pela epidemia de Ébola.

As novas regras significam que um cidadão de um país que não seja um centro de operações terá de se deslocar a um dos 20 locais aprovados, o que pode representar desafios e custos consideráveis de viagem.

 

As secções consulares em países que não sejam centros de operações permanecerão abertas, mas terão serviços limitados.

 

Poderão ainda ajudar os cidadãos americanos com renovações de passaportes e pedidos consulares de emergência, bem como casos especiais de interesse nacional e pedidos de vistos diplomáticos.

 

A medida faz parte do esforço da administração Trump para restringir a emissão de vistos para imigrantes e não imigrantes, como parte do seu objetivo mais amplo de limitar a imigração para os EUA e reprimir aqueles que viajam com vistos temporários, mas permanecem no país após a expiração do visto.

 

O Governo também reduziu o número de funcionários nas embaixadas e consulados de todo o mundo.

 

Segundo o memorando, os 20 centros que permanecerão abertos para todo o processamento são: Abidjan, Costa do Marfim; Acra, Gana; Adis Abeba, Etiópia; Cidade do Cabo, África do Sul; Dacar, Senegal; Dar-Es-Salaam, Tanzânia; Djibuti, Djibuti; Joanesburgo, África do Sul; Kampala, Uganda; Kigali, Ruanda; Kinshasa, Congo; Lagos, Nigéria; Lomé, Togo; Luanda, Angola; Malabo, Guiné Equatorial; Monróvia, Libéria; Nairobi, Quénia; Port Louis, Maurícias; Praia, Cabo Verde; e Yaoundé, Camarões.

ANG/Inforpress/Lusa

 

 

Brasil/Juiz  do Supremo Tribunal Federal apela à regulação das redes sociais para salvar a democracia

 

Bissau,02 Jun 26(ANG) – O juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil Alexandre de Moraes apelou hoje em Lisboa à regulamentação das redes sociais como forma de preservar as democracias e a dignidade da pessoa.

 

“Assim como qualquer meio de comunicação, assim como qualquer atividade humana, que impacta milhões, eu diria biliões [mil milhões em português de Portugal] de pessoas, e desde que há regulamentação no mundo, nenhuma atividade económica que impacta biliões de pessoas deixou de ser regulamentada”, frisou o juiz brasileiro, na sessão de abertura do Fórum de Lisboa, na Aula Magna.

 

Por essa razão, segundo o juiz “há necessidade de uma regulamentação, uma regulamentação que preserve a liberdade de imprensa, preserve a liberdade de expressão, mas preserve também a democracia e preserve a dignidade da pessoa”.

 

“Não é possível mais que as redes sociais continuem, em muitos aspetos, sendo terra de ninguém”, sublinhou, denunciando as pessoas que, “de forma covarde, por pseudónimos, ou números, ou perfis falsos, instiguem crianças e adolescentes a suicídio, a automutilação, pratiquem crimes, discurso de ódio, discursos nazis, fascistas, ataquem as instituições, ataquem a democracia”.

 

Até porque, segundo Alexandre de Moraes, “o exercício de uma pseudo liberdade de expressão” pode acabar com a própria democracia.

 

“Nós não teremos nem democracia e muito menos liberdade de expressão. E esse é o grande desafio atual”, concluiu.

Os debates nas redes sociais têm animado a mais alta jurisdição do Brasil, ganhando particular importância em 2024, quando o juiz Alexandre de Moraes ordenou o bloqueio do acesso à plataforma X por ter ignorado uma série de decisões judiciais relacionadas com a luta contra a desinformação.

 

A rede social X ficou bloqueada durante 40 dias no Brasil, tendo o proprietário, o bilionário Elon Musk, classificado Moraes como um ditador que ameaça a liberdade de expressão, antes de ceder às exigências.

 

O tema entrou também na guerra diplomática e económica entre o Brasil e Estados Unidos no ano passado.

 

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao anunciar as tarifas de 50% ao Brasil (entretanto já retiradas para vários setores) deu como uma das justificações o facto de a justiça brasileira ter emitido “centenas de ordens de censura secretas e ilegais a plataformas de medias sociais dos EUA, ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado brasileiro”.

 

A partir de hoje e até quarta-feira, altos representantes do poder judicial, político e económico brasileiros, mas também de Portugal e outros países, participam na 14.ª edição do Fórum de Lisboa, a que se juntam eventos de áreas desde a cultura à economia.

 

O Fórum é organizado pelo juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e intitulado "Nova Ordem Internacional, Tecnologia e Soberania: Desafios Democráticos Económicos e Sociais", na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

 

De acordo com a organização, este será o mais alargado Fórum Lisboa "de sempre", com mais de 470 palestrantes em cerca de 70 painéis de debate.

Além de Gilmar Mendes, outros juízes do STF como Alexandre de Moraes e Flávio Dino marcarão presença no evento, bem como o procurador-geral, Paulo Gonet, e outros juízes das mais altas instâncias brasileiras.

 

Marcará também presença o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, entre outros.

 

São esperadas ainda as presenças da presidente do Conselho Constitucional de Moçambique, Lúcia da Luz Ribeiro, Thomas Friedman, escritor, repórter e colunista do The New York Times, Ivan Duque, ex-Presidente da Colômbia, Dieter Grimm, juiz do Tribunal Constitucional Federal alemão, Jorge Carlos Fonseca, ex-Presidente de Cabo Verde, entre outros.

ANG/Inforpress/Lusa

 


Regiões
/Bolama/Bijagós cumpre segundo dia de  recenseamento geral da população e habitação

Bolama, 02 Jun 26  (ANG) – A Região de Bolama-Bijagós cumpre esta terça-feira o segundo dia de recenseamento geral da população e habitação, cuja cerimónia oficial foi presidida segunda-feira em Bissau pelo Primeiro-ministro Ilídio Vieira Té.

Conforme o despacho do Correspondente regional da ANG na Região de Bolama/Bijagós, a cerimónia oficial  realizada segunda-feira naquela cidade insular foi  presidida pelo Secretário regional da Administração, Quebá Sanhá, em representação do governador regional, Ramiro Bubacar Embaló.

Sanhá reconheceu os desafios logísticos inerentes à geografia da região, composta por quatro secções administrativas, mas apelou ao sentido de responsabilidade, dedicação e espírito de sacrifício dos recenseadores.

O responsável sublinhou a importância do recenseamento para identificar as localidades que desapareceram ou surgiram desde o último recenseamento realizado em 2009, bem como para obter informações atualizadas sobre a população, as condições habitacionais e a realidade socioeconómica das comunidades.

Por sua vez, o secretário administrativo do setor de Bolama e agente de sensibilização do recenseamento, Aladje Mussa Mané,  apelou  à paciência e ao respeito no contacto com a população, tendo em conta a diversidade de comportamentos que poderão encontrar durante o trabalho.

O supervisor Fraidey Moura Intek enfatizou a responsabilidade dos recenseadores na recolha de dados fiáveis sobre o número de cidadãos guineenses, estrangeiros e habitações existentes no país.

Afirmou que a qualidade dos resultados será determinante para apoiar a formulação de projetos e programas de desenvolvimento nacional.

Moura Intek aconselhou ainda os agentes a consultarem regularmente os manuais de trabalho e garantiu que técnicos de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) estarão disponíveis para resolver eventuais problemas técnicos relacionados com os tablets utilizados na recolha de dados.

O setor administrativo de Bolama conta com quatro secções administrativas e uma população estimada em mais de 10 mil habitantes.

O IV Recenseamento Geral da População e Habitação da Guiné-Bissau, deve permitir a  actualização de  informações demográficas e habitacionais, bem como a identificação da  população estrangeira residente no país.

O mais recente Recenseamento Geral da População e Habitação na Guiné-Bissau foi realizado em 2009. ANG/LC/LPG/ÂC//SG

Ensino/Directora-geral de Alfabetização defende mais investimento para diminuir a elevada taxa de analfabetismo no país

Bissau, 02 Jun 26(ANG) - A Directora-geral de Alfabetização e Educação Não Formal defende mais  investimento do Estado para acelerar a redução do elevado índices de analfabetismo que continua a afetar a população.

De acordo com uma nota de Assessoria de Imprensa do Ministério da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica (MENSIC), publicada na sua página da Facebook, à que a ANG teve acesso,   Mame Nilde Lopes Faye, falava  na 2ª reunião do Conselho Directivo do referido ministério realizada  segunda-feira.

Na ocasião, Mame Faye destacou a importância estratégica da sua instituição no combate ao analfabetismo no país, revelando que os dados disponíveis apontam para uma incidência que ronda os 70 por cento da população, situação que continua a constituir um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento económico e social do país.

A responsável disse que o combate ao analfabetismo deve ser encarado como uma prioridade nacional, exigindo políticas públicas consistentes, financiamento adequado e maior mobilização de recursos humanos e materiais.

A responsável defendeu que o investimento na alfabetização de jovens e adultos representa um instrumento fundamental para promover a inclusão social, melhorar as condições de vida das populações e fortalecer a participação dos cidadãos no desenvolvimento do país.

Mame Nilde Lopes Faye apresentou as principais atividades desenvolvidas pela Direção Geral de Alfabetização e Educação Não Formal, com destaque para os programas de alfabetização de adultos implementados em diferentes regiões do país.

Entre as iniciativas em curso, destacou a utilização da rádio como ferramenta educativa, permitindo levar conteúdos de alfabetização à um número significativo de cidadãos, incluindo populações residentes em zonas de difícil acesso.

Segundo explicou, as aulas radiofónicas constituem uma alternativa importante para ampliar a cobertura dos programas de alfabetização e garantir oportunidades de aprendizagem à pessoas que não tiveram acesso ao ensino formal durante a idade escolar.

A responsável explicou que os programas de alfabetização são estruturados em diferentes níveis de aprendizagem, permitindo uma progressão gradual dos beneficiários.

“O sistema contempla um primeiro ciclo correspondente ao primeiro e segundo anos de alfabetização, seguido por um segundo ciclo que abrange o terceiro e quarto anos, proporcionando aos participantes competências básicas de leitura, escrita e cálculo”, salientou.

Esta metodologia, segundo Faye, tem contribuído para a formação de milhares de cidadãos ao longo dos anos, embora os resultados ainda sejam insuficientes face à dimensão do problema no país.

No capítulo das perspetivas futuras, Mame Nilde Lopes Faye indicou que a promoção da educação de adultos continuará a constituir uma das principais prioridades da instituição.

A responsável defendeu o reforço dos programas de alfabetização, a expansão das acções educativas para novas localidades e a mobilização de mais parceiros para apoiar  iniciativas desenvolvidas pela Direcção-Geral.

Segundo afirmou, o fortalecimento da educação não formal é indispensável para reduzir as desigualdades educativas e oferecer novas oportunidades de aprendizagem às populações adultas.

A Directora-geral aproveitou a ocasião para solicitar a intervenção e o apoio institucional do novo ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, Barros Bacar Banjai, apelando ao exercício da sua magistratura de influência em benefício da Direcção- Geral de Alfabetização e Educação Não Formal.

Mame Nilde Lopes Faye disse que o envolvimento directo do ministro poderá contribuir para a mobilização de recursos e para uma maior valorização do subsector no quadro das políticas educativas nacionais.

Entre os principais constrangimentos apresentados durante a reunião, a responsável destacou a insuficiência de recursos financeiros para o funcionamento regular da instituição.

Segundo explicou, a Direcção Geral enfrenta dificuldades relacionadas com a inexistência de fundos de maneio suficientes para assegurar despesas básicas de funcionamento, incluindo serviços de higiene, manutenção das instalações e outras necessidades administrativas essenciais.

Esta situação, de acordo com a Directora-Geral, limita a capacidade operacional da instituição e dificulta a implementação eficaz dos programas previstos. ANG/ÂC//SG

segunda-feira, 1 de junho de 2026

          Caju/Governo procede abertura de Báscula de Exportação” 2026

Bissau, 01 Jun 26(ANG) – O Governo procedeu hoje a abertura oficial da “Báscula de Exportação”, da castanha de cajú para a presente Campanha de Comercialização 2026.

O acto decorreu no Porto de Bissau, e foi presidido pelo  ministro do Comércio e Indústria, Jaimentino Có, na presença dos ministros da Economia, Plano e Integração Regional, Mamadú Mudjetaba Djaló e dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Florentino Mendes Pereira.

Na ocasião, o titular da pasta do Comércio e Indústria destacou  que está-se num momento muito importante ou seja a última etapa do processo de comercialização e escoamento da castanha de caju, que é a fase de exportação.

O governante sublinhou  que o caju é o motor de crescimento da economia do país e da redução da vulnerabilidade da  população tendo em conta que mais de 60 por cento da população tem a vida ligada  ao produto.

Có disse  que, para esta  campanha, o Executivo já está a adoptar algumas reformas que irão permitir que o rendimento que o país obtiver da castanha, não beneficiasse apenas  cinco pessoas, mas que contribua para a redução da pobreza da grande maioria da população.

Acrescentou que o Ministério de Comércio e  Indústria criou, em todas as regiões do país, um Sistema de Gestão de Dados, que permite o controle do processo de comercialização da castanha de caju e das empresas envolvidas .

O referido sistema, de acordo com Jaimentino Có, vai permitir que  o Ministério do Comércio e Indústria disponha de dados sobre a  quantidade de castanha comprada no terreno, por cada empresa com licença de operação.

“Portanto, hoje vamos dar início ao processo de exportação e peço à todas as instituições presentes neste acto para continuarem a trabalhar de mãos dadas, de forma a partilhar informações para permitir uma boa conciliação de dados no final do processo”, disse.

De acordo com as informações fornecidas à imprensa, desde o início da campanha, já foram escoadas do interior do país para a capital Bissau, uma quantidade de 102 mil toneladas de castanha.

Jaimentino Có revelou  que, foram concedidas à 17 empresas  licenças de exportação, e que 10 já declararam estarem prontas para exportar de imediato  20 mil toneladas .

A Campanha de Comercialização e Exportação da Castanha de Caju 2026 foi aberta, oficialmente, no dia 11 de Março passado, e  o Executivo fixou o preço de referência em 410 francos por quilograma.

A previsão total de exportação é de 200 mil toneladas.ANG/ÂC//SG

 


Sociedade
/INE inicia trabalhos de Recenseamento Geral da População e Habitação em todo o território nacional

Bissau, 01 Jun 26 (ANG) – O Instituto Nacional de Estatística (INE), iniciou hoje, os trabalhos, do 4º Recenseamento Geral da População e Habitação, em todo o território nacional, que terá a duração de 21 dias úteis, envolvendo cerca de 3.700 agentes de terreno.

Ao discursar na cerimónia oficial que assinalou o início dos trabalhos, o Primeiro-ministro de Transição e igualmente Ministro das Finanças Ilídio Vieira Té, assegurou que este recenseamento constitui um dos mais relevantes momentos da soberania nacional ,assim como de planeamento estratégico e de modernização do Estado.

Acrescentou  que é através deste recenseamento  que a nação guineense se observa, se conhece e se prepara para responder de forma eficaz, os desafios de desenvolvimento.

Para Vieira Té, nenhum país pode planificar adequadamente o seu futuro sem conhecer, com rigor, a sua realidade demográfica, social e habitacional.

“Nenhum Governo pode construir escolas, hospitais, centros de saúde estradas, sistemas de abastecimentos de água, programa de emprego ou política de habitação, sem se dispor de informações fiáveis sobre o dia a dia da sua população”, disse o PM.

Té aproveitou o momento para apelar a colaboração  da população em geral, no fornecimento de informações necessárias aos técnicos da INE no terreno, para facilitar  os trabalhos.

“Os trabalhos do 4º Recenseamento Geral da População e Habitação que está em curso no país não tem nada a ver  com a política”, declarou o Chefe do Governo  

Disse tratar-se de um  trabalho que irá permitir  que o Governo consegue ter número o número exato da sua população, e conhecer de perto, em que condições vivem os seus cidadãos.

Para o ministro da Economia, Plano e Integração Regional, Mamadú Mudjetaba Djaló, os dados que serão produzidos durante  o processo vão ajudar na orientação das políticas públicas, nomeadamente no domínio da Saúde,  Educação, Emprego, Habitação, Energia e no Desenvolvimento Económico e Social.

“Este momento, é também, o resultado de um vasto processo das reformas, levado a cabo pelo Governo, com o objetivo de fortalecer o sistema estatístico nacional e modernizar o Instituto Nacional da Estatística.

Para  a Representante do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUP) acreditado no país, Zalha Assoumana , um recenseamento não é um simples exercício de contagem, mas sim o pilar fundamental da soberania estatística de qualquer nação.

Segundo Assoumana apoiar a Guiné-Bissau nesta caminhada  equivale a reafirmar o compromisso mundial de que cada pessoa conta para  planificar com eficácia. “É imperativo dar visibilidade a cada cidadão, garantindo que ninguém seja deixado para trás”, disse.

De acordo com os dados avançados pelo INE, o 4º Recenseamento Geral da População e Habitação foi financiado pelo Banco Mundial. ANG/LLA//SG

Dia Mundial das Crianças  / Presidente da República exalta papel das Crianças no futuro da Guiné-Bissau

Bissau, 01 Jun 26 (ANG)  – O Presidente da República de Transição Horta Inta-á, dirigiu esta segunda-feira uma mensagem de felicitação à todas as crianças do país, por ocasião do Dia Internacional da Criança, destacando o  papel que a sociedade reserva aos menores na construção do futuro da nação.

O Chefe de Estado afirmou que as crianças  representam a esperança e o compromisso do país com um futuro melhor e sublinhou a importância de garantir os direitos das crianças, nomeadamente de  acesso à educação, saúde, proteção e bem-estar.

Dirigindo-se diretamente às crianças, Horta Inta-á encorajou-as a sonhar alto, a dedicar-se aos estudos e a cultivar valores tais como o respeito, a solidariedade e o amor à pátria.

Segundo o Presidente, a Guiné-Bissau deposita confiança na capacidade das suas crianças para contribuírem para a construção de um país cada vez mais próspero.

“O futuro da nossa Nação está nas vossas mãos e acreditamos plenamente na vossa capacidade de construir um país  melhor”, destacou o Chefe de Estado.

Horta Inta-á  termina a mensagem  com votos de um feliz Dia Internacional da Criança e uma bênção para todas as crianças da Guiné-Bissau. ANG/LPG//SG

 

Côte D´Ivoire/BAD afirma que alcançou resultados recordes em favor de milhões de africanos em 2025

Bissau, 01 Jun 26 (ANG) -  O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou que registou resultados significativos em desenvolvimento em 2025, beneficiando milhões de africanos, com mais de US$ 11 bilhões em financiamento aprovado e um nível recorde de US$ 7,1 bilhões em desembolsos, de acordo com seu relatório anual publicado na sexta-feira, 29 de maio de 2026, por ocasião das Reuniões Anuais de 2026 em Brazzaville.

Num contexto global marcado pela desaceleração do crescimento económico, pelo aperto das condições financeiras e por desafios relacionados às mudanças climáticas e à dívida, a instituição pan-africana destaca que apoiou quase 200 projetos em 50 países africanos.

Esses investimentos possibilitaram, notavelmente, que 1,5 milhão de pessoas tivessem acesso à eletricidade, que 6,9 ​​milhões de agricultores adotassem tecnologias resilientes às mudanças climáticas e que 8,1 milhões de pessoas se beneficiassem de um melhor acesso à infraestrutura de transporte.

O Banco destaca ainda a melhoria do acesso ao financiamento para milhares de empresários, em particular mulheres e jovens, com o objetivo de estimular a atividade económica e a criação de emprego no continente.

O relatório também observa que a África manteve um crescimento de 4,2% em 2025, tornando várias economias africanas entre as mais dinâmicas do mundo, apesar da turbulência económica internacional.

Esta publicação marca também a abertura de um novo capítulo para a instituição com a eleição do mauritano Sidi Ould Tah como o nono presidente do Grupo AfDB.

O novo líder apresentou um plano estratégico denominado "Quatro Pontos Cardinais", concebido para acelerar a implementação da estratégia decenal do Banco. Este roteiro enfatiza a mobilização de capital africano, o fortalecimento dos sistemas financeiros, a promoção da inclusão económica dos jovens e o desenvolvimento de infraestrutura resiliente e cadeias de valor competitivas.

"O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento não vacilará nesta missão", assegurou o Sr. Ould Tah, reafirmando a ambição de construir uma África próspera e integrada, impulsionada pela sua juventude.

O relatório anual de 2025 apresenta, portanto, uma instituição que pretende consolidar seu papel como principal parceira no desenvolvimento do continente, combinando financiamento, reformas e estruturação de investimentos para servir à transformação económica da África. ANG/Faapa

 

 Brasil/Lula critica EUA e afirma que Brasil não aceita ser tratado como ‘republiqueta’

 

Bissau, 01 jun 26 (ANG) - O Presidente brasileiro, Lula da Silva, afirmou no domingo que o Brasil não aceitará ser tratado como “republiqueta”, após os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

Lula pediu respeito pela soberania brasileira e afirmou que o país não aceitará interferências externas, declarando: “não brinquem com a soberania desse país” e “não brinquem com a nossa democracia”.

 

O chefe de Estado criticou ainda o senador e pré-candidato presidencial Flávio Bolsonaro, que se reuniu esta semana, em Washington, com o Presidente dos EUA, Donald Trump, e com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, para tratar da classificação do PCC e do CV.

 

Sem citar diretamente Flávio Bolsonaro, Lula afirmou que há “um candidato a presidente” que “não tem vergonha na cara de trair a (...) pátria” ao pedir “intervenção americana no Brasil”.

O Presidente brasileiro sugeriu que Marco Rubio não participou na reunião de três horas que teve com Trump há três semanas na Casa Branca, porque o secretário de Estado estaria “preparado para ajudar um filho de um bolsonarista”.

 

Lula afirmou que o PCC e o CV são terroristas “para as comunidades brasileiras”, mas “não da forma como o Trump quer”, ao mencionar, como exemplo, Osama bin Laden, ex-líder da Al Quaida morto por tropas dos EUA em 2011.

 

Na sequência, o político brasileiro reafirmou que o combate às fações criminosas será conduzido pelas instituições nacionais “aqui dentro”.

 

“Esse tal de Comando Vermelho, esse tal de PCC, eles são terroristas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira, para o povo da periferia desse país”, declarou. 

 

“Eles são terroristas porque incomodam as famílias, eles incomodam o bairro, eles incomodam a cidade, eles roubam tudo que tem direito do povo, o direito do povo ir e vir livremente”, completou.

 

Lula afirmou ter entregado documentos a Trump sobre cooperação bilateral contra o crime organizado e pediu a extradição de brasileiros investigados por contrabando, lavagem de dinheiro e outros crimes, que estariam nos Estados Unidos.

 

“Quer combater o crime organizado? Me entregue os nossos que estão lá nos Estados Unidos”, afirmou Lula, ao citar suspeitos brasileiros que viveriam em Miami e no estado de Delaware.

 

Entre eles, o Presidente brasileiro citou nominalmente o empresário Ricardo Magro, considerado pelas autoridades brasileiras como o maior sonegador de impostos do Brasil, dono de uma refinaria de combustíveis já interditada no Brasil.  

 

“Nós não aceitamos ser tratado como moleque. Nós não aceitamos ser tratado como se fosse uma republiqueta”, afirmou durante o evento de anúncios de investimentos da Petrobras no estado de Sergipe. 

 

O Presidente também defendeu a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional da Segurança Pública no Senado, afirmando que a proposta permitirá ampliar investimentos federais em inteligência e fortalecer o combate ao crime organizado.

A declaração é uma pressão indireta ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, adversário político do Palácio do Planalto, que ainda não deu andamento à tramitação da proposta. 

 

Lula voltou a defender o multilateralismo e afirmou que o Brasil exige respeito de todas as nações, declarando que “não fala grosso” com nenhum país.

ANG/Inforpress/Lusa