Sociedade / Primeiro-ministro diz que expansão da cobertura da segurança social ao setor informal constitui prioridade estratégica nacional
Bissau, 21 Mai 26 (ANG) – O Primeiro-ministro disse hoje que a expansão da cobertura da segurança social aos trabalhadores da economia informal e independentes é uma prioridade estratégica nacional que visa a promoção da justiça social, estabilidade económica e coesão nacional.
Ilídio
Vieira Té falava na abertura do Fórum
Nacional sobre o Alargamento da Cobertura da Segurança Social aos Trabalhadores
da Economia Informal e Independentes.
O evento reuniu
representantes do Governo, parceiros sociais, organizações sindicais,
profissionais e parceiros internacionais para debater soluções concretas para o
reforço do sistema de proteção social no país.
Na ocasião,
Vieira Té destacou que a Guiné-Bissau
enfrenta um dos maiores desafios estruturais do seu processo de desenvolvimento,
marcado por um mercado laboral fortemente dominado pela informalidade.
Segundo os
dados apresentados, por Ilídio Vieira Té, mais de 90 por cento da população
ativa trabalha no sector informal mas menos
de três por cento beneficia de proteção
social efetiva.
Perante este
cenário, o chefe do governo defende a implementação urgente de reformas no
sistema nacional de segurança social, incluindo a modernização institucional, criação de modelos contributivos mais
adaptados à realidade económica do país e a simplificação dos procedimentos
administrativos.
Reconheceu
que o desafio vai além da dimensão social, assumindo-se também como uma questão
de credibilidade do Estado e de fortalecimento da cidadania.
Neste
sentido Vieira Té enalteceu o trabalho
desenvolvido pelo Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança
Social e pelo Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), que têm liderado
iniciativas de reforma para tornar o sistema mais inclusivo e eficaz.
Entre os
principais desafios identificados, o Primeiro-ministro indicou a necessidade de
integrar trabalhadores independentes com rendimentos irregulares, mulheres que
sustentam famílias no setor informal, jovens que dependem do autoemprego e
populações rurais ainda afastadas dos serviços essenciais do Estado.
Té defendeu a importância de haver confiança dos cidadãos no sistema de segurança
social.
“A adesão
dos contribuintes depende diretamente da transparência, da boa governação, da
credibilidade institucional e da melhoria contínua da qualidade dos serviços
públicos prestados”, referiu.
Espera-se
que do encontro resulte num Plano Nacional de Ação para o Alargamento da
Cobertura da Segurança Social, acompanhado de medidas concretas,
financeiramente sustentáveis, bem como propostas de reformas institucionais e
operacionais que permitam uma implementação gradual e eficaz.
Vieira Té reiterou
a abertura para uma cooperação técnica e financeira com a comunidade
internacional, alinhada com as prioridades nacionais e com os Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável.
O também
ministro das Finanças apelou aos sindicatos, associações profissionais e organizações
da sociedade civil para uma participação ativa e responsável neste processo.
“Este é o
momento de transformar a informalidade em inclusão, a vulnerabilidade em
proteção e a exclusão em cidadania social plena”, disse reafirmando a
determinação política de melhorar a vida
dos cidadãos guineenses. ANG/LPG//SG

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